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Correr na Cidade

Review: Puma Faas 500 TR v2 . Finalmente!!!

 

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Aqui no blogue, de vez em quando, acontece. Andarmos a remoer uma review semanas atrás de semanas. Umas vezes por falta de tempo, outras vezes por alguma preguiça - é sempre mais fácil correr do que escrever - ou então porque aquele modelo ficou marcado com algo de bom ou mau que se passou.


E foi o meu caso com estes Puma Faas 500 TR V2. Esta review devia ter sido feita em finais de março, início de abril do ano passado. Precisamente, depois do Ultra do Piódão que fiz com eles - distância e prova mais do que suficientes para vos dar feedback. Mas não. Foram ficando ali no canto da casa onde arrumo as sapatilhas. Olhava para eles constantemente mas como não podia correr em trilhos e as memórias das dores do Ultra ainda estão bem presentes, nunca mais consegui escrever sobre as sapatilhas. A culpa não é delas, claro, é minha. Mas a relação com este modelo é diferente. E explico melhor.

 

Durante os nove meses lesionado dei a maioria das sapatilhas que tinha em casa para os restantes membros da crew. Fiquei reduzido a 2 pares para trail e outros tantos para estrada. Eu sei, é um exagero e queixo-me de abundância, mas ao invés de ficar com todos os que nos fazem chegar para testar, preferi dar.

Não sei porquê, mas nunca consegui dar estes Puma. Era uma espécie de vingança, olhava para eles e pensava: “se eu não corro, vocês também não”. Ao mesmo tempo, e apesar da Ultra me ter ficado "atravessada", foi com eles (e com o Tiago Portugal) que percorri aqueles montes e vales. Hoje em dia essa prova é algo de que não me orgulho – aliás, desfiz-me de qualquer recordação da prova (tshirts, medalha, dorsal) – mas continuei a olhar para eles com algum “carinho” e a serem a única recordação da Ultra presente - isso e a memória das dores no joelho. 

Assim, nove meses depois treinei com eles, várias vezes, uma das quais pelos trilhos da Guarda. Fiz as pazes com ele, e agora, finalmente, escrevo esta review.

 

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CONFORTO

São confortáveis q.b.! Nada de exageros, mas também não são minimalistas. A sola é dura mas protege. Aliás, no modelo anterior, a versão 1, que tem praticamente a mesma sola, enfiei um prego e não chegou ao pé. A palmilha original é bem confortável. A única queixa que tenho foi ter perdido uma unha do pé e a culpa foi minha, ao fim de 53 kms os pés crescem mesmo e devia ter usado umas sapatilhas meio tamanho acima. Para quem faz isto “das ultras” sabe que uma única unha perdida não é nada, por isso, não posso penalizar as sapatilhas por isso. De resto, nada de bolhas, nada de desconfortos. Tantos nesses 53 km, como nos 30km em Sintra ou nos últimos 15km feitos no final de dezembro ou já este ano, por Monsanto, sempre me senti muito bem com eles. E tenho para mim que sapatilhas que não se sentem e não clamam a atenção do corredor, são as sapatilhas ideais.

 

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DESIGN/CONSTRUÇÃO

Adoro o design das sapatilhas. Acho que são das mais bonitas que andam por aí nos trilhos. Na cor que tenho, em encarnado e azul, são mesmo muito bonitas. Sei que a marca continua com o mesmo modelo nas próximas coleções, mas em cores diferentes. Este, a versão 2, é muito bem construído - apesar do upper – parte de cima da sapatilha – ser construída numa espécie de malha mas que nada tem a ver com os knit da Nike, Adidas e até de modelos da Puma. Apesar dessa construção nunca senti os pés mais molhados que em outros modelos, quando passei riachos ou quando chovia. A secagem, por causa do mesmo tecido, é relativamente rápida. Ao fim destes quilómetros todos ainda estão pouco deformados, mas sim, deformam um pouco, sobretudo na frente. Claro que há ali um apontamento ou outro de design que mudava. Mas quando encontrar as sapatilhas de trail perfeitas em termos de design, juro que aviso. Até lá, estas andam muito próximo disso.

 

ESTABILIDADE E ADERÊNCIA

Esta são duas das características mais importantes para as corridas em trilhos. Apesar de achar que este modelo é melhor para provas não muito técnicas, nunca me deixaram ficar mal. Tanto podem ser usadas em trilhos de terra batida ou daquelas descidas/subidas de pedra solta. O piso onde me parecem mais voláteis são nas pedras, sobretudo molhadas. Mas mesmo essa impressão desaparece quando a sola se gasta mais um pouco. Mesmo assim, confesso que umas escorregadelas iniciais fizeram-me ter algum medo. Tudo o resto, é sempre a abrir que esta sola, como já disse, não é para brincadeiras e leva tudo à frente. Em termos de estabilidade, são ténis de passada neutra e não comprometem nada, mesmo para pronadores como eu.

 

AMORTECIMENTO

Dentro destes parâmetros que avaliamos as sapatilhas, talvez seja a característica mais fraca deste modelo da Puma. São ténis duros, mas não incomodam pela sua rigidez.  Penso que são mais simpáticos para corredores leves, em forma e que não tenham grandes problemas com os joelhos. Alguém com excesso de peso pode sentir um pouco a dureza da sola que muitas das vezes é compensada pela excelente palmilha. Mesmo assim, sou da opinião, que corredores em inicio de aventuras no mundo da corrida podem usar este modelo experimentando-os aos poucos, até se habituarem. E dou-me a mim como exemplo, época festiva, uns 2 quilos a mais, ainda alguns problemas no joelho e fiz recentemente um trilho em que desci, desci, desci cerca de 1 hora – depois de ter passado hora e meia sempre a subir. E não senti nada de anormal com estes sapatilhas.

 

PREÇO:

Como indiquei anteriormente não existem nas lojas em Portugal. Mas podem ser compradas na loja online da Puma. No dia em que escrevi este texto, na primeira semana de janeiro, o modelo de inverno, que deve divergir um pouco do modelo primaveril que testei, estava a 65€ + portes. Uma pechincha. São sapatilhas muito boas e com este preço ficam quase irresistíveis, digo eu.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

Em suma, são um dos grandes segredos em matéria de sapatilhas de trail. Poucos conhecem este modelo e mesmo a marca Puma não faz grande alarido à volta deles. Mas devia. São das melhores ofertas para fazer distâncias até 53 km (a distância que conheço) e tendo em conta preço/qualidade deviam ser vistos mais nos pés dos trail runners nacionais. Caso para dizer que a marca devia “acordar” para o excelente material que proporciona e que não dá a conhecer. Há vida para lá dos Ignite, ok?

 

Conforto 17/20

Design/Construção 19/20

Estabilidade/Aderência 17/20 

Amortecimento 17/20

Preço: 20/20

Total 90/100

 

E este é o aspeto das sapatilhas após mais de 160 kms:

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Recordar a melhor prova de trail running do mundo!

Por Filipe Gil

E como é domingo publicamos um vídeo daquela que é a melhor prova de trail do mundo: a Western States 100, com já aqui o tinha afirmado. Este vídeo é da edição de 2015, que decorreu no passado sábado/domingo na Califórnia. Mesmo que discordem, vejam o vídeo são 5 minutos de puro prazer que nos faz desligar o computador e ir correr para os trilhos. Mas cuidado com o calor. Leiam ou releiam aquilo que escrevemos há uns tempos. 

Passatempo Louzan Trail 2015

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O correr além de um desporto é para muitos uma paixão, uma forma de estar na vida, uma forma de ser FELIZ e como o Louzan Trail tem tudo isto, o Correr na Cidade em conjunto com o Montanha Clube da Lousã tem para oferecer 3 dorsais (distância à escolha dos vencedores) para a 3ª edição deste evento.

Como participar:

  1. Fazer like na página de Facebook do Correr na Cidade (clica aqui);
  2. Fazer like na página do Montanha Clube da Lousã (clica aqui);
  3. Enviar um texto (1500 carateceres max) até ao dia 10 de junho, que conte a forma como se apaixonaram ou como a corrida mudou a vossa vida para o mail run@corrernacidade.com com o título Louzan Trail. 

Os 3 melhores textos serão escolhidos pela equipa do CnC em conjunto com o Montanha Clube da Lousã e publicados na integra aqui no Blog.

 

O que é que estão à espera? Participem! 

Inspiração para ultra corredores (vídeo)

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E neste domingo deixamo-vos com mais um excelente vídeo sobre ultra running. É certo e sabido que os elementos do Correr na Cidade são fãs e seguidores assíduos do norte-americano Ginger Runner, apreciadores das suas reviews e, sobretudo dos seus  vídeos - muito bem feitos.

 

Recentemente o Ginger Runner criou mais um vídeo de corrida chamado "Altering Expectations", com a contenda da sua companheira, Kimberley Teshima, na tentativa de fazer os seus primeiros 50K em trail.Vejam (e revejam) o vídeo. Inspirador para todos. 


Ah, e depois de o verem, de certeza que vão enfrentar a chuva e o frio para mais um treino, não? Boas corridas, bom domingo.

  

Correr atrás da curiosidade

Por Filipe Gil:

Ontem quando descobri estes 13 minutos não resisti e visualizei três vezes – de seguida.

 

Escrevo sobre o vídeo “Curiosity” da marca The North Face sobre a prestação de três dos seus atletas no UTMB de 2014: Hal Koerner, Timothy Olson e Rory Bosio (a vencedora das últimas duas edições no setor feminino) e sobre como a curiosidade nos leva a ultrapassar desafios.

Um vídeo muito bem feito e cheio de emoção. Que transmite, conseguindo, o que o ultra running é na sua íntegra: curiosidade para ultrapassar os desafios da mente e do corpo.

 

Apenas uma ressalva em relação à The North Face: quem vê um vídeo assim fica envolvido emocionalmente com a marca. Uma pena, ou melhor desperdício, a atitude da marca em Portugal. Confesso que não sei se é por culpa do representante se da estratégia internacional que nos integra como se um província de Espanha pobre e sem interesse, e sem consumidores.

 

Em Portugal, a marca está disponível em pouquíssimos pontos de venda (em outros países têm várias lojas próprias) e apenas se dá a conhecer junto de alguns, ou melhor, de um atleta, e de elite: Luís Mota.

Ainda não perceberam, como também outras marcas também não perceberam, do potencial de crescimento de vendas em Portugal junto do corredor anónimo que cada vez aposta no trail running. E que gasta muito dinheiro em viagens, estadias, mas sobretudo em equipamento. É uma pena. 

 

Tony Krupicka no UTMB 2014

Gostamos muito do Anton (Tony) Krupicka e da forma como ele aborda o ultra running. Da sua originalidade e figura ímpar que não passa despercebida no meio de outros corredores. Para além de ser um grande, grande atleta. Deixamos aqui o vídeo da Buff Pro Team com um resumo da sua participação na última edição do Utra Trail do Mont Blanc (2014) em que se pode dizer que Tony foi ao inferno e voltou. E que mostra o quão forte podemos ser!

 

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