Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

O UTMB à base de plantas

40814653_10156581835346704_6346350737219387392_o.j

(a chegada do Frederico Cerdeira à meta do UTMB em directo)

Por Ana Sofia Guerra

Se acompanham o mundo das provas de trail portuguesas, certamente já ouviram falar no Frederico Cerdeira. Convidei o Frederico para uma entrevista logo após ter terminado a prova UTMB deste ano e quis conhecer um pouco mais este atleta que se tem destacado no trail running português.

(Ana): Quero dar-te, novamente, os parabéns pela conquista: um 74º lugar da geral, 3º português a terminar a prova mais rápido e com um tempo de 28h12m. Vou começar pelo fim: em que é que estavas a pensar quando passaste a meta?

(Frederico): Antes de mais obrigado pelo convite! Acompanho o CnC desde o vosso início e esse início coincidiu também com a altura em que comecei a levar isto das corridas mais a sério. É, portanto, um prazer acompanhar-vos e conversar com vocês!

No UTMB, quando passei a meta foi um misto de sensações. Sentimento de missão cumprida e de alívio pois estava já com dores fortes no pé direito, turbilhão de alegria e tristeza também. Um pouco triste por saber que algumas pessoas próximas não puderam estar lá para me receber. Mas tirando esse ponto, estava feliz.

 

Atingiste o objetivo que tinhas estipulado para o UTMB?­­

Infelizmente não. Tinha como objectivo ser finisher, sem lesões, com a marca ambiciosa de sub 26h. Sempre acreditei (e acredito) que era possível. No entanto numa prova de 100 milhas em alta montanha, tudo pode acontecer. São muitas variáveis que facilmente condicionam qualquer objectivo que tenhamos.

No entanto, no meu caso, seis semanas antes da prova, num final de treino, tive uma queda aparatosa que me provocou um entorse algo grave no pé direito. Essa lesão condiciou-me o plano de treino específico que tinha e, naturalmente, o tempo de recuperação não foi suficiente para a prova. Com isto, a partir do meio da prova, as descidas eram demasiado agressivas para o pé e tive que abrandar drasticamente o ritmo para gerir a dor. No final, fui finisher sim, sem nenhuma lesão nova, apenas com agravamento da que já tinha e esta situação contribuiu para que terminasse com mais de duas horas do que tinha planeado. No entanto apesar disso fiquei satisfeito com o resultado.

 

Esta prova foi a realização de um sonho ou tens outra prova em mente?

Esta prova foi em parte a realização de um sonho sim. Sempre quis conhecer os Alpes e sentir de perto a magnitude e o poder natural do Monte Branco.

 

O que mais te surpreendeu na prova?

Claramente o Monte Branco e toda a magia natural dos Alpes. Mas isso é algo independente da prova. A prova em si correspondeu ao que esperava, organização profissional com muito foco na segurança dos atletas. Percurso muito desenhado em cima dos trilhos públicos do Tour de Mont Blanc, mas muito diversificado, exigente e, sobretudo, de uma beleza única.

 

Quais foram as grandes dificuldades que tiveste no decorrer da prova?

Tive alguma dificuldade em lidar com as baixas temperaturas em certos pontos. Houve também um momento que inevitavelmente o meu estômago não aceitava comida, apenas água e levou a uma quebra de energia mas consegui superar depois de ter descansado um pouco na base de vida de Courmayeur. A maior dificuldade foi sem dúvida gerir a dor que tive no pé a partir do meio da prova como mencionei acima.

 

Tiveste o acompanhamento de algum treinador, nutricionista ou outro especialista na preparação para o UTMB?

Em termos de treino, tenho acompanhamento profissional desde o início de 2016 a cabo do João Mota. Em conjunto, temos delineado os macro-ciclos em função dos meus objectivos.

Outros especialistas de saúde e preparação física deram o seu importante contributo, tais como o Fábio Dias, o Miguel Reis e Silva, o Bernardo Filipitsch e a Sara Dias da Habilitare agora na minha recuperação pós prova e tratamento da lesão.

 

Sabes que um dos temas que as pessoas têm mais curiosidade sobre ti é o facto de seres vegan. Quais são os grandes desafios que enfrentas numa prova desta duração em relação à alimentação?

É uma boa pergunta e é algo muito difícil de resolver em termos de nutrição e treino profissional. Neste tipo de desafios é mesmo muito complicado estar tantas horas em esforço e conseguir ingerir e digerir as calorias necessárias para a progressão do esforço físico.

Mesmo fazendo tudo “by the book” a certa altura, o nosso estômago simplesmente rejeita alimentos e pede apenas repouso. Estamos dependentes da nossa autossuficiência e daquilo que temos disponível para comer nos PACs (postos de abastecimento e controlo), no meu caso, sendo Vegan, nem sempre tenho alimentos Vegan nesses pontos. Tenho sempre que contar com o que eu consigo levar comigo e nos PACs aproveitar a fruta que houver (melancia, bananas, tomate, etc.) Caso haja arroz ou massas e alguns vegetais tento aproveitar sempre um pouco. Cubos de marmelada por vezes são uma boa opção, mas a fruta é sempre prioritária.

Comigo geralmente levo um isotónico vegan rico em Hidratos de Carbono de rápida absorção. Normalmente uso a solução da Tailwind, que tem funcionado bem comigo e é uma marca que me apoia. Uso também alguns géis o mais natural possível e algumas barritas, cruas e naturais que vou intercalando com o resto. Costumo levar também um saquinho de tâmaras que vou comendo pelo caminho. A meio da prova, no ponto da Base de Vida, costumo beber uma solução proteica, geralmente o “Rebuild” da Tailwind que ajuda a recuperar os danos do esforço muscular, ao mesmo tempo que enche as reservas de energia para o resto do percurso.

 

Tens algum cuidado especial com a tua alimentação e/ou suplementação?

Não diria que tenho especial cuidado, sendo atleta e sendo Vegan, preocupo-me apenas em comer o mais natural possível dando primazia às frutas, aos vegetais e às leguminosas. Gosto muito de comer, como muito e sou guloso (J), por isso, muitas vezes, não me privo de nada desde que seja Vegan.

Em termos de suplementação, o único suplemento que tomo obrigatoriamente é de Vitamina B12, pois é algo mais difícil de obter naturalmente numa alimentação vegan, sobretudo devido ao elevado processamento que os alimentos levam até chegarem ao nosso prato. De resto em certas fases dos meus treinos, tomo um suplemento de Citrato de Magnésio que ajuda na reestruturação muscular. De tempos a tempos tomo um composto de Glucosamina/Condroitina que teoricamente, poderá contribuir para a prevenção do desgaste articular.

 

Em que altura da tua vida é que tomaste a decisão de teres uma alimentação vegan?

Tenho amigos de infância que são Vegetarianos / Vegan há muitos anos, alguns há mais de 20. Sempre foram uma inspiração para mim, sempre fui curioso mas nunca consegui dar o passo. No entanto, em 2015 decidi que estava na hora e comecei a perceber que não preciso mesmo de contribuir para a exploração e sofrimento animal para comer. Aí, fiz uma transição gradual, deixando a carne e o peixe, passando alguns meses numa fase “Ovo-lacto vegetariana” até ser mesmo Vegan. O Veganismo é bem mais do que uma dieta e, para mim, neste momento é a melhor maneira de estar na vida.

 

Que conselhos darias a quem está com dúvidas para alterar a sua alimentação?

Hoje em dia é muito mais fácil ser Vegan, pois cada vez mais consciência sobre os benefícios e como tal, mais informação e alimentos disponíveis. No entanto, acho que as pessoas o devem fazer se acreditarem mesmo na filosofia e não apenas pela dieta.

Qualquer das formas, se deixarem de consumir produtos de origem animal, vai ser sempre positivo para eles, para os animais e para o ambiente. O conselho que posso dar é que façam uma transição gradual e não se foquem nas chamadas alternativas à carne e ao peixe. Pensem que têm uma panóplia de vegetais, leguminosas e frutas disponíveis que podem consumir apenas com alguma criatividade.

 

Quais os teus locais favoritos para treinar para uma prova desta dimensão?

Os meus “Playgrounds” de treino são o parque florestal de Monsanto em Lisboa, a Serra de Sintra que adoro, e a Serra da Estrela mesmo ao lado de casa. Nenhum deles é alta-montanha mas neles possível improvisar e fazer a preparação mínima para este tipo de desafios. Claro que é preciso algum tipo de planeamento e gestão de treino para tal, porque em nenhum destes 3 pontos temos algumas características típicas de alta-montanha (altitude, condições ambientais, terreno, etc.).

 

Sendo natural da Guarda, costumas treinar por lá?

Sempre que estou por lá tento aproveitar o melhor que a Serra da Estrela nos dá. Seja para fazer um treino de corrida ou um treino de bicicleta. No fundo acabo por usufruir um pouco de algumas características de montanha que não tenho aqui em Lisboa. Aproveito para tentar comer o mais orgânico possível lá também, pois lá tenho acesso a mais produtores locais.

 

Quais são os teus próximos desafios?

Neste momento, o foco é tentar recuperar da lesão de forma a conseguir treinar para a prova Campeonato Nacional de Ultra Trail que vai acontecer em Novembro em Ferreira do Zêzere. No entanto, não é a prioridade máxima. Ainda não defini os objectivos para a próxima época mas na corrida é possível que incluam o meu foco em provas de SkyRunning. Tentarei incluir uma prova internacional de 100 milhas, que ainda não decidi qual.

Estou a dar os primeiros passos no Triatlo e é possível que inclua algumas provas de Triatlo em preparação do Half-IronMan no final do ano. Ainda está tudo em aberto.

 

 Que conselhos darias a quem quer participar no UTMB do próximo ano?

O UTMB é um desafio gigante que requer uma boa preparação, independentemente dos objectivos de cada pessoa. É preciso sempre uma boa preparação de no mínimo de 6 meses. Isto para conseguirem ser finishers sem mazelas e desfrutar dos Alpes. Esta preparação deve incluir a preparação física-muscular, o endurance mental, a nutrição e o treino específico de montanha. Se possível procurem acompanhamento profissional.

Acho que o conselho que posso dar também é terem atenção ao material obrigatório e ao recomendado para a prova. Na alta-montanha o material que usamos e a forma como o usamos é determinante. O material é sempre bastante, é volumoso e pesado, no entanto acreditem, pode ser fundamental à nossa sobrevivência. De resto, estando lá, o melhor é desfrutar dos Alpes e do Monte-Branco, pois é algo mágico.

 

Já agora, vais participar no UTMB 2019?

A participação no UTMB está dependente sempre de um sorteio e de uns pontos mínimos obtidos em provas previamente concluídas. Ou então, para não ir a sorteio, estar num nível elite com índice de Ranking ITRA superior a 770 nos homens e 660 nas mulheres. Portanto, nunca é fácil. Qualquer das formas a resposta é voltar lá sim, agora se será em 2019 ainda não sabemos J

 

Obrigada por participares nesta entrevista e continuação de grandes vitórias!

Obrigado eu mais uma vez e continuem o bom trabalho!

 

Quinta do Gradil Wine Trail - o regresso às provas!

IMG_8983.JPG

Tal como prometi no post anterior, o meu regresso ao trail ia ficar marcado pela participação nesta prova. Enquanto que grande parte da crew ia participar no Trail de Casaínhos, eu decidi participar nesta prova com uns amigos. Sabia que a dificuldade não ia ser tão grande como "gatinhar" numa das subidas mais conhecidas da prova de Casaínhos. Mas também não foi fácil de todo.

 

Este era mais um daqueles dias de inverno em que nos apetece sair de casa e correr. Apesar do frio, o sol estava no auge. A Quinta do Gradil brilhava ao longe. Chegámos com alguma antecedência, pois íamos encontrar alguns amigos que também iam participar na prova. E foi na altura de levantar os dorsais que se levantou alguma confusão, mas todos partiram a tempo.

 

IMG_8971.JPG

 A prova consistia em 12 Km (mais IVA) em torno aos terrenos da Quinta, passando pelo meio de algumas vinhas. Como não tenho corrido muito, optei por ir a um passo de corrida e de caminhada rápida sempre que surgia uma subida mais puxada. Como eu sabia que havia um abastecimento pelo km 6, optei por levar poucos reforços alimentares (1 tailwind ainda fechado, 1 mel iellow e um gel da Prozis) e apostei em levar cerca de 500 ml de água. Obviamente que não ia tomar isto tudo, mas quem me conhece sabe que levo reforços para mim e para quem precisar.

 

 A prova estava a correr bem, até que passámos o km 6, o km 7, o km 8 e nada de abastecimento. Encontrámos algumas pessoas que também nos questionavam "mas afinal quando é que aparece o abastecimento?" E este só apareceu ao km 10 e, quando não era o nosso espanto, só tinha água!  Tendo em conta que algumas pessoas estavam a participar numa prova de trail pela primeira vez, que estava sol e que ainda eram 12 Km, ter apenas água no abastecimento é muito pouco. 

IMG_8975.JPG

Optei por ingerir o mel que tinha levado porque, apesar de não sentir fome, era importante ingerir alguns hidratos de carbono para me manter activa.

 

IMG_8978.JPG

Por entre subidas e vinhas com coloração outonal, lá fomos nós até à meta. 

IMG_8977.JPG

A chegada à meta teve dois momentos especiais: tivemos a oportunidade de entrar dentro da fábrica e ver onde é produzido o vinho da Quinta e ver a minha amiga Dália atravessar a meta depois duma prova de superação e muita coragem.

Recomendo esta prova a quem queira iniciar-se no trail running, pois tem um grau de dificuldade médio e passa por alguns estradões. Para mim foi perfeita para reiniciar as provas e traças novos objetivos. 

Quero agradecer à organização da Quinta do Gradil pelo bom ambiente da prova, pela simpatia e pela garrafa de vinho branco fantástica!

Para o ano há mais!

 

 

 

 

 

 

Palmela Run – a corrida solidária e ideal para principiantes

IMG_7942.JPG

O kit original - estas toalhas dão imenso jeito

 

Há já algum tempo que não corria numa prova oficial, ou melhor, há já algum tempo que não corria. Sim, as desculpas são sempre as mesmas: a falta de tempo, o calor, não apetece, etc. Mas não quis deixar de participar na prova Palmela Run, não só por ser uma prova relativamente fácil (quando comparada com outras provas) e por ter um caráter solidário.

No sábado, o calor deu alguma trégua e o tempo adivinhava-se fresco para esta prova. Já conheço um pouco da cidade e não foi difícil chegar até lá e estacionar. Perto do local da Partida, reparei que o ambiente era de festa e o levantamento dos dorsais foi (novamente) dos mais rápidos que tive. Tentei reconhecer algumas caras conhecidas do mundo das corridas, mas não reconheci ninguém. Achei estranho, mas compreensível.

IMG_7940.JPG

Chegámos cedo...

 

Para mim, esta prova serviu para testar os Berg Jaguarundi noutro tipo de terreno e dificuldade (o teste final seria no Louzantrail, mas não foi possível) e os produtos da Tailwind (o stick pack sabor natural e o soft flask). Como esta prova era de 12,5 Km, com 400D+ de altimetria, com tempo fresco e com um abastecimento ao Km 7,5, decidi não levar a minha mochila e levei apenas o soft flask com o Tailwind lá dentro. No final da prova conclui que esta decisão foi acertada, pois não tive necessidade de beber ou comer mais nada e corri bem mais leve.

Voltando ao início da prova, o Nuno Abílio fez as honras da casa ao dar o briefing da prova e que, para mim, se revelou muito útil, pois ajudou-me a controlar melhor o esforço durante a prova. Dado o tiro de partida, a prova começava com uma pequena rampa inclinada e depois com uma descida em calçada para nos afastarmos um pouco do centro da cidade. Quem me conhece sabe que adoro estas descidas e costumo apanhar um bom balanço, destacando-me de muitos dos que vão à minha frente. Ao descer com estas sapatilhas na calçada, relembrei-me da sensação de correr com outras (Asics Kayano 21) e na segurança que estas me transmitiam.

Tobias Rocha.jpg

Foto tirada pelo Sr. Tobias Rocha - Fomos apanhados com as novas t-shirts!

 

A prova continuou durante algum tempo em estradas de areia que ligavam algumas quintas da zona e que permitiam esticar um pouco as pernas. Um pouco mais à frente, cruzámo-nos com a malta da caminhada e aí sei que perdi muito tempo: o percurso era uma descida por uma espécie de escadas de madeira, feitas com tábuas que pareciam as dos carris dos comboios. O problema era que, não só as tábuas estavam um pouco afastadas umas das outras, como muitas delas não estavam bem presas. Por isso, este percurso foi feito mais lentamente. Passada esta etapa, apanhámos uma estrada que permitiu voltar a esticar as pernas. Durante este percurso passámos por algumas pessoas que nos deram aplausos de incentivo que souberam mesmo bem.

IMG_7947.JPG

Mesmo cansada, não perco o meu sorriso :) 

Chegada ao abastecimento, voltei a juntar mais água no soft flask e comi algumas batatas-fritas. Sabia que tinha comido bem antes da prova, estava bem, não tinha fome e a energia proveniente do Tailwind era suficiente para aquela etapa. Já tinha começado a sentir alguma fraqueza nas pernas e sabia que a parte mais dura da prova vinha já de seguida – a subida ao Castelo de Palmela – e que, segundo o Nuno Abílio, o ideal era subirmos antes de ficar de noite.

Confesso que a subida ao Castelo de Palmela foi dura e feita a passo de caminhante, mas queria reservar alguma energia para a descida até à meta. Conseguimos chegar ao Castelo antes de anoitecer, mas as pernas reclamavam algum descanso. Neste ponto tive a consciência que o problema não estava na alimentação, mas sim na falta de treino. Não tinha nenhum objetivo de tempo de prova em mente, mas gostava de fazer em menos de 2h00. E consegui, apesar de ter perdido mais de 9 minutos nas escadas de madeira.

IMG_7951.JPG

Parabéns aos vencedores! 

No final, tivemos direito a um pão com chouriço quentinho que me soube muito bem e um ambiente de grande festa naquele largo!

Esta prova é excelente para quem quer estrear-se em provas de trail ou voltar a estas provas. A organização é muito dedicada e simpática e isso é algo a que eu dou muito valor. O percurso é bonito e a chegada ao Castelo faz-nos lembrar que todo o esforço valeu a pena.

Boas corridas!

Tailwind: revolução da alimentação durante as provas de endurance?

 Tailwind é uma marca de alimentação para provas de endurance, nascida nos estados unidos e fundada por Jeff e Jenny.

20150923Tailwind_MO_PackM-1024x644.jpg

 

 

Jeff era um ultra maratonista que se debatia com os problemas que todos nos debatemos durante uma prova de endurance: a alimentação durante uma prova longa, o que comer, os picos de açúcar criados pelos géis e por aí fora. Então depois de ter completado Leadville pensou em dar a volta, pois sofreu bastante com isso. Em casa começou a testar várias fórmulas e fez vários testes nele próprio até que chegou à fórmula “certa”.

jeffandjennypic.jpg

Este produto promete eliminar o efeito “bajon” (pico de açúcar e queda de performance), substitui os géis, barras, e isotónico, pois esta tudo numa simples dose com 500ml de agua.

Tem todas necessidades calóricas, de hidratação e de eletrólitos numa só dose e promete não “sujar os softs ou bidons", pois dissolve-se bastante bem na água deixando o recipiente “limpo”.

14680664_1146568748760760_6719582169429673079_n.jp

 

 

 

Muitas marcas de nutrição desportiva utilizam hidratos de absorção lenta anunciando que, ao demorarem mais tempo a serem absorvidos, conseguem evitar os picos de energia.Tailwind utiliza apenas hidratos de rápida absorção (glucose e sacarose) na proporção ideal que permite máximizar a absorção ao ritmo de 90 g/h.

Como podes ver na imagem, há dois mecanismos distintos: um que processa glucose e outro que processa frutose. Estes mecanismos funcionam em paralelo, mas a ritmos bem diferentes.

Contém dois tipos de hidratos, mas não em proporções idênticas. Tem mais glucose e menos frutose precisamente na proporção em que o nosso corpo é capaz de os processar.

Desta forma, estamos a aproveitar 100% da capacidade do nosso corpo em transformar hidratos em energia, sem sobrecarregar nenhum dos canais.

l46CCfHTG7tuuLMVa.gif

 

Promete ser gentil no estômago (como já tinha dito) devido a fácil absorção. A combinação dos nutrientes energéticos, eletrólitos e água tem um efeito sinérgico permitindo ao corpo tirar melhor proveito de todos os seus componentes. Uma vez na corrente sanguínea, a glucose de Tailwind alimenta os músculos diretamente, permitindo assim aos atletas aguentar mais tempo e em intensidades mais elevadas.

 

Multiserving Group.jpg

 

 

Ahhh outra coisa: para quem é vegan ou vegetariano, ou como que eu que tento comer o mais simples possível nas provas, este produto é natural e aprovado para vegan. Em Portugal, já há vários atletas que usam, no campo dos vegetarianos a Tuxa e Nuno Maia, na elite temos o Tiago Aires e em Espanha o craque Jordi Gamito. Agora vêm os testes e vamos ver o que acho disto. Será que é agora que vou largar os géis, barras e cápsulas de sal nas provas longas? (pois já não bebia isotónicos)

 

Tailwind e vendida em portugal no site:

https://www.tailwindnutrition.pt/

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Actividade no Strava

Somos Parceiros



Os nossos treinos têm o apoio:



Logo_Vimeiro

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D