Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

Review: Skechers GoRun Strada W

 

Modelo: Skechers GoRun Strada

Drop: 8mm

Testado por: Liliana Moreira

Características pessoais: Pronadora e 83Kg de peso

Condições de teste: Cerca de 80km percorridos em ambiente urbano, como alcatrão e calçada portuguesa, terra batida e pista de tartan, em vários tipos de condições climatéricas.

 

As primeiras sensações que descrevi destas sapatilhas na preview, de uma forma bastante positiva, mantiveram-se e consolidaram-se. Fora do ambiente de trilhos técnicos, estas sapatilhas têm sido as minhas companheiras de eleição e tem sido na sua leveza, conforto e amortecimento que tenho depositado a minha confiança. Mas vamos lá aos detalhes:

 

 

DESIGN & CONSTRUÇÃO

Esteticamente não acho que sejam as sapatilhas de estrada mais atraentes pela sua forma. As cores são vibrantes e divertidas mas à primeira vista, em termos de estrutura, parecem um pouco “amatacoadas”, com uma biqueira larga e uma sola proeminente que nos faz questionar sobre o seu peso e se serão uma boa escolha para “brincar as séries” numa pista de atletismo.

 

É uma sapatilha cuja forma primeiro estranha-se mas depois entranha-se… os primeiros treinos com elas, sobretudo para quem não está familiarizado com Skechers, podem-se tornar ligeiramente desconfortáveis, mas a realidade é essa amplitude da ala frontal que permite que durante a corrida os dedos dos pés possam expandir livremente como se estivéssemos descalços.

 

O material lateral que conecta com os atacadores é denso, conferindo uma excelente base de suporte para que o pé não ande a deslizar dentro da sapatilha, evitando assim as indesejáveis bolhas de fricção. O upper é feito de uma malha resistente e maleável, em que o contraforte no calcanhar é ligeiramente mais alto e estruturado que a maioria das sapatilhas para conferir mais apoio e estabilidade.

 

O têxtil interior não tem costuras e é suave ao toque. Para quem costuma ter uma passada em que por vezes roça um pé no outro, há de salientar que o têxtil apresentou-se bastante resistente e não deu quaisquer sinais de desgaste. A língua tem uma dimensão equilibrada e não é demasiado espessa mas tem tendência para descair para o lado externo do pé em utilizações mais prolongadas. Por norma foi difícil identificar um equilíbrio ao nível de aperto dos atacadores nesta sapatilha, ligeiramente elásticos mas muito finos e com tendência a enrolarem. Em termos de apresentação, na zona de transição dos atacadores para a topo da biqueira, em pés mais estreitos, há apresentação de excesso de material têxtil no topo da sapatilha, mas que não confere por si só qualquer problema ou desconforto… apenas não fica perfeito.

 

Independentemente se agrada ou não, sem dúvida que captam a atenção!

ESTABILIDADE & ADERÊNCIA

No que diz respeito à estabilidade esta sapatilha, apesar de neutra, tem características de controlo de pronação, permitindo a colocação e estabilização do pé para uma passada o mais natural possível, sem que a liberdade de movimentos seja comprometida. Este controlo é feito em grande parte pela tecnologia M-Strike que promove uma passada realizada com a parte media-frontal do pé que, em consonância com a tecnologia Skechers GOimpulse, proporciona uma experiência de corrida mais ágil.

 

Em termos gerais o maior inimigo da estabilidade nestas sapatilhas diz respeito à escolha do número correcto. Esta sapatilha no nosso número tradicional pode ser ligeiramente mais folgada do que seria desejável. Para minimizar esta questão basta que estejam atentos às tabelas de conversão da Skechers (ver no interior da língua), identifiquem o comprimento do vosso pé em centímetros e escolham o vosso número em conformidade.

 

Em relação à aderência a Skechers Performance promove que esta sapatilha é um modelo todo-o-terreno, eu tomo a liberdade de reformular dizendo que é um TT apenas considerando ambientes tipicamente urbanos. Não encontro características na sola, em termos de rigidez ou proeminência de rasto, que me permitam ter confiança em colocar estas sapatilhas em terrenos como os de Monsanto ou Sintra, sem que o resultado final seja diferente de ter deixado metade da sola pelo caminho. Considero que quanto muito podemos usufrui-las num offroad pouco técnico como estradão em areão. Estas sapatilhas são plenas, confiáveis e cumprem muito bem este segmento em treinos ou provas seja em alcatrão ou calçada portuguesa, mesmo quando molhados. Em treinos de pista são nota 20, agarram muito bem o piso mesmo em pistas já com ligeiro índice de degradação onde a acumulação de poças de água no inverno é recorrente.

 

Para além da corrida, também tive oportunidade de testar estas sapatilhas em treinos funcionais ao ar livre, como os do PIMP YOUR MUSCLES ;) em que por vezes temos de subir e descer algumas elevações em relva molhada, posso sublinhar que tiveram um comportamento exemplar sem quaisquer escorregadelas descontroladas.

 

CONFORTO

Este é um ponto em que, ultrapassadas as primeiras sensações de adaptação ao formato desta sapatilha, as opiniões são consistentes... a maioria das pessoas que calçam sapatilhas da Skechers consideram-nas umas autenticas “pantufas”. As GoRun Strada não são excepção. É uma sapatilha que tem bons acabamentos, de têxtil suave e agradável ao toque, sem costuras proeminentes. A própria palmilha está muito bem incorporada na estrutura da sapatilha sem que sejam evidentes quaisquer rebordos ou rugosidades que possam causar desconforto.

 

Como já referi, o contraforte junto ao calcanhar apesar de ser ligeiramente mais alto que o habitual não causou problemas de mobilidade na zona do tendão de Aquiles e a biqueira sendo efectivamente mais larga que numa sapatilha tradicional, permite que o pé não esteja apertado e sejam naturais e confortáveis todos os movimentos de expansão dos dedos dos pés realizados durante a corrida.

 

Apesar do seu aspecto pouco ligeiro é, na verdade, uma sapatilha razoavelmente leve (284 g no modelo de homem e 234,9 g no modelo de senhora) e maleável, sem que tenha sentido a tradicional rigidez dos materiais da sola enquanto novos.

 

AMORTECIMENTO

Para mim é no resultado dos materiais aplicados na entressola que se encontra o melhor cartão de visita para esta sapatilha. A Skechers denomina de Resalyte o composto de borracha cuja função reside na dissipação da energia resultante do impacto da passada, sem que esta seja transferida para as articulações.

Esta absorção do impacto é bastante relevante para pessoas com algum excesso de peso, como é o meu caso, e na minha experiência tem sido um factor determinante para as continuar a utilizar nos meus treinos. Entenda-se que o amortecimento aqui patenteado não só fornece uma sensação de sola “fofa” e confortável, mas que é igualmente dinâmico e de rápida resposta às mudanças bruscas de ritmo, direcção ou até irregularidade de piso.

 

PREÇO

As Skechers GoRun Strada têm um PVP de 130€ (aprox.) que no meu ponto de vista é um preço interessante para as sensações de conforto, suporte e estabilidade que conferem.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

Design/Construção 16/20

Estabilidade e Aderência 17/20

Conforto 17/20

Amortecimento 18/20

Preço 15/20

Total 83/100

 

Em suma, os GoRun Strada da Skechers Performance são uma excelente opção a ter em conta se estão à procura de uma sapatilha leve, com durabilidade e bom amortecimento para acompanhar-vos sobretudo em treinos mais longos ou recorrentes.

Preview: Skechers GoRun Strada W

 

Skechers GoRun Strada

 

O Bruno Andrade já teve oportunidade de testar estas sapatilhas, agora é a minha vez… na versão feminina das Skechers GoRun Strada estou a encontrar um aliado fundamental para conseguir colocar mais quilómetros nas pernas em preparação para a Maratona de Barcelona que tenho agendada para Março deste ano (sim, é verdade… vou mesmo… mas haverá oportunidade de escrever sobre isso).

O facto de ter algum peso acima do recomendável obriga-me a uma seleção bastante preocupada na sapatilha que utilizo para treinos mais longos, e os seus 8mm de drop com reforço no amortecimento (17mm à frente e 25mm atrás)  têm muito importantes para aligeirar todo o impacto que a corrida coloca nas articulações, desde os tornozelos até à bacia. Este nível de amortecimento dá a sensação inicial de que estamos mais "altos", apesar do drop desta sapatilha não ser particularmente especial, no entanto a linha GoRun da Skechers Performance também é conhecida por se puderem retirar as palmilhas muito facilmente sem perda de conforto, sobretudo para quem pretende sensações mais minimalistas.

 

Skechers GoRun Strada W

Ainda não testei as sapatilhas nesse contexto pois estou a dar-me muito bem com a sensação de “pantufa todo o terreno” que me esta a proporcionar. E digo todo o terreno porque, apesar de ser uma sapatilha para treinos recorrentes em estrada, a sua sola tem um traçado bastante vincado oferecendo tracção e controlo a cada passada. Honestamente são das sapatilhas em que mais confio, em paralelo com as GoRun Ultra também desta marca norte americana,  para treinos de city trail, sobretudo em pisos irregulares ou até mesmo em calçada portuguesa à chuva! Portanto também não me choca nada a sua utilização em estradões de areão ou gravilha, pois o têxtil envolvente é bastante robusto e com um bom acabamento.

Em termos de chassis faço apenas a ressalva que salta logo à vista a quem coloca estas sapatilhas nos pés pela primeira vez… a sua biqueira é bastante ampla, permitindo que os dedos dos pés possam expandir à vontade no momento da propulsão, além de que a sapatilha está construída para especificamente orientar a passada para que o ataque ao solo seja feito a partir do meio para a frente do pé. Assim esta biqueira ampla pode parecer algo estranha e desconfortável, mas como se costuma dizer “primeira estranha-se e depois entranha-se” e essa sensação menos boa acaba por desaparecer com o desenrolar dos treinos.

 

Skechers GoRun Strada W

Para já o único “senão” que estou a encontrar é encontrar o ajuste perfeito dos atacadores. Quem já corre com alguma regularidade sabe a importância de ajustar bem a sapatilha ao pé… e nem tem nada a haver com o tema do último furo que quase ninguém usa porque não sabe para que serve! Estou mesmo a falar do equilíbrio ao nível de aperto dos atacadores e como isso pode evitar a fricção excessiva do pé com a sapatilhas e as consequentes bolhas e assaduras, isto de preferência sem deixar os pés dormentes por não haver oxigenação... Não sei se pela forma achatada ou se pelo tipo de material de que é feito, com estes atacadores estou a ter alguma dificuldade em encontrar esse ajuste equilibrado, provavelmente vou ter de os substituir por outros com um formato tubular para validar se haverá uma alteração de sensações, mas darei conta disso na review final.

 

Até lá!

Bons treinos.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Actividade no Strava

Somos Parceiros



Os nossos treinos têm o apoio:



Logo_Vimeiro

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D