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Correr na Cidade

Prevenir e não remediar!

27.02.16 | Filipe Gil

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Confesso: não sou o corredor que já fui! Depois da lesão de síndrome de iliotibial que me tirou das corridas durante longos meses, e que a maioria dos leitores tem conhecimento, a minha abordagem à corrida é hoje completamente diferente.  

Para mim, sem dúvida que foi um momento marcante, tanto fisicamente como psicologicamente. Há um AL (Antes da Lesão) e um DL (Depois da Lesão). E hoje muita coisa mudou.


Entre elas o facto de ser muito mais atento ao meu corpo. Faço alongamentos religiosamente depois dos treinos, pelo menos 15 minutos (especialmente com o rolo). E,  muitas vezes, em dias que não corro dou por mim no chão da sala a ver televisão a alongar as pernas ou a passar com uma bola de golfe debaixo da plantado pé – para evitar fascites.

Estou também a ter um cuidado maior com a minha passada. Tentar aterrar o pé com o meio deste e, ao mesmo tempo, dar passadas mais curtas, dobrando mais os joelhor - confesso que em treinos mais longos, e quando o cansaço aperta é difícil manter esta aprendizagem.

Outra das minhas preocupações é a mudança de terreno. Se faço 2 treinos em asfalto, tento treinar o seguinte em trail, por causa das articulações. Para breve irei fazer uma toma quer de produtos para as articulações quer de magnésio – que no meu caso é fundamental para evitar caibras que regularmente tenho, sobretudo nos gémeos.


E, para além de treinar em ginásio para fortalecimento dos joelhos e dos músculos,  há outra coisa que não dispenso fazer neste DL: a manutenção das minhas pernas.

E para isso passei a recorrer a massagens desportivas como forma de prevenção de lesões. Algo que não o fazia antes. Prefiro gastar em massagens de 15 em 15 dias ou, para não pesar muito no orçamento, de mês a mês, do que lesionar-me e depois gastar várias centenas de euros em médicos, ortopoedistas, fisioterapias e medicamentos para voltar a correr depressa.

Nós, portugueses, ainda somos muito maus em fazer planeamento (em várias áreas da nossa vida) e parte desse planeamento na corrida devia estar focado no evitar lesões.

Acredito que visitar regularmente um profissional habituado a tratar de corredores – de preferência que seja ou tenha sido corredor – ajuda muito na prevenção de chatices maiores. Se formos analisar os corredores profissionais ou semi-profissionais têm esse acompanhamento semanal. Nós, corredores amadores devemos, pelo menos, fazer uma sessão de massagem desportiva uma vez por mês.

Nesta nova fase em que a minha principal preocupação, para além da diversão, é manter-me saudável na corrida. E, acreditem, depois dos 40 anos de idade ganhamos muito em maturidade para longas distâncias, mas o corpo demora muito mais tempo a sarar. 

O meu conselho, que já anda nisto das corridas há uns tempos, é mesmo isso: previnam lesão, sejam inteligentes na forma como tratam o vosso corpo. Esta é uma das minhas resoluções Depois da Lesão.