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Correr na Cidade

Inov-8 na Taça Ibérica na Cerveira

16.05.16 | Filipe Gil

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Por Stefan Pequito:

 

Desde Sicó que sabia que algo tinha de mudar. Foi uma boa experiência para primeira prova do ano mas tinha de mudar algo. E assim, meti “o tico e o teco” a mexer e comecei a ver onde andavam as minhas falhas. Em primeiro lugar, mudei os calções, mais minimalistas, para algo mais confortável, e escolhi os novas Kalenji de trail com o interior de compressão -  algo que nunca tinha usado e pensei que não ia gostar, mas que me tem maravilhado.

A seguinte mudança foi a nível de alimentação antes das provas achei que podia tirar mais proveito de meu rendimento se tivesse um acompanhamento nutricional e foi o que fiz nestas últimas semanas com a Drª. Ana Sofia Guerra que também e membro da crew do Correr na Cidade. E posso desde já dizer que a alimentação pode fazer milagres!

Por último, a mudança maior que fiz foi mudar as sapatilhas, das minhas Salming t1 que usei no ano anterior (e das quais gosto) e apostei nas Inov8 250 Terraclaw compradas na Obasic o actual representante português da marca.

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Estava algo reticente pois é uma sapatilha com um drop de 8mm, e que não pude experimentar antes de mandar vir. Depois de ler várias reviews estrangeiras, arrisquei e mandei vir. Quando as calcei pela primeira vez gostei logo da sensação: os dedos mexem-se a vontade o uper é fantástico segurando o pé mas sem sentir os atacadores. As sapatilhas são super confortáveis mesmo tendo um drop de 8mm. Fiz uns treinos com elas e adorei a sensação principalmente na aderência. Confesso que são as primeiras que me fazem ter confiança a descer (o meu ponto fraco) em zonas molhadas. Contudo, tinha de as testar melhor e fui  à prova da Taça Ibéria que é organizada pelo Ed Viana - a atual melhor equipa de trail em Portugal (desculpem Meus Javalis mas por enquanto ainda são lol).

 

Taça Ibérica

Foi uma aventura sair na sexta-feira depois do trabalho e ir à boleia com um bom amigo para cima (sorte em ter boleia, claro) fui para a Pousada da Juventude de Cerveira que é de top! De manhã depois do pequeno-almoço arranquei para a partida para ir buscar o dorsal, o tempo não estava mau mas começou aos poucos a piorar. O vento levantou-se e o frio começou-se a sentir.

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Deu-se a partida e lá fomos nos dar uma volta à vila e depois serra acima. O objetivo da prova era tentar ir no máximo de tempo atrás do Nuno Silva, mas sem apertar muito só o suficiente para ir uns metros a traz dele. Claro que foi complicado. O Nuno é o Nuno e tem uma pedalada do “caraças”. Tivemos subidas muito íngremes e algo longas - como eu gosto-, duras e descidas iguais nos primeiros 20km.

 

Consegui chegar aos 20 já isolado na terceira posição e deu para respirar um pouco e acalmar um bocadinho o ritmo. Nos postos de abastecimento lá ia perguntado a que tempo estava dos primeiros -  precisamente a 3  minutos do 2º e a 10 minutos do 1º.

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Perto dos 35 quilómetros decidi “ir buscar” o segundo lugar e apertei um pouco e acabei por apanhá-lo na ultima subida longa. A partir daí acabei por ir com ele e decidimos os dois que não valia a pena picardias finais pois já estávamos quase no fim e não íamos ganhar nada com isso. Por isso reduzimos bastante o ritmo e deixamo-nos ir. Foi bom (é sempre bom) a companhia. Acabamos a prova juntos ficando os dois 2º e 3º com o mesmo tempo, mas fiquei um pouco chateado de ter ficado a tanto tempo do Nuno (o vencedor). Sou sincero. Roeu-me um pouco. Mas paciência, como esta prova também era de preparação para Lavaredo, não quis cometer erros desnecessários.

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O que posso dizer da prova: bastante dura (50k com 3100d+) algo que em Portugal são poucas as provas assim. Uma mão, organização exemplar em tudo: posto abastecimentos top, marcações do melhor que há (só há uma organização cá que me lembre que marque tão bem que é a Horizontes) sem erros fácil de perceber quando se tem de virar ou não, e um belo misto de trilhos mais técnicos com mais rolantes, ou seja, uma prova muito equilibrada. Até me arrisco a dizer que nesta distância é das melhores, e merecem muito mais participantes mesmo sendo “longe como tudo”. Em 2017 vou fazer de tudo para a incluir no calendário novamente.  Quero agradecer aos Amigos da Montanha que no final me levaram ao Porto para ir apanhar o autocarro para Lisboa.


No fim disto tudo, o que queria testar foi testado, desde os tais calções com cueca incluída e compressão, leves e super confortáveis e que me deram o apoio necessário nas descidas. A  alimentação foi top (ps: não comi as barras olimpos durante a prova pois havia nos postos pela 1º vez e aquilo é bom ). Finalmente estou a acertar com isto.


E as sapatilhas? Meu deus, sem dúvida as melhores que já tive até agora leves, super leves, confortáveis com aderência em tudo desde lama a pedra. Estou mesmo muito satisfeito, e mesmo não tendo um rock plate são bastante confortáveis. Foi a primeira prova que acabei sem ter os pés mal tratados.  A única coisa que tenho a apontar é que deixa entrar um pouco de “lixo” para dentro mas nada que não seja resolvido com umas polainas.

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Quero agradecer à Ana pelo enorme apoio que me tem dado nestas semanas com a alimentação  - algo que estou a ver resultados. À loja Girassol pelo apoio. E agradecer à Injinji Portugal por me ajudar com as melhores meias para trail e não só. E, claro, ao Paulo Pires meu treinador por me deixar ir divertir-me para a serra. Agradecer também as minhas equipas (sim equipas lol) a oficial Amcf-Arrabida team trail e as famílias Correr na Cidade e Armada Trail e, claro, todos os amigos e familiares que me tem apoiado nesta enorme aventura.

 

Agora que venha Lavaredo (Itália) até lá preparação dura!

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