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Correr na Cidade

Alternativas para quem não pode correr

06.08.15 | Filipe Gil

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Por Filipe Gil:

 

Continuo lesionado. É um facto. Ora com melhoras ora com pioras - e não, não estou a gozar. Certo e sabido é que faz amanhã, dia 7 de agosto, exatamente cinco meses. Sim, leram bem C I N C O meses, que me lesionei num treino de 30 kms em Sintra.Depois disso fiz, estupidamente, o Ultra do Piódão (53km), e já fiz vários tratamentos, Ressonâncias Magnéticas, Laser, Ultrasons, fisioterapias, blá, blá, blá. Não vos vou maçar com isto.

 

Certo, certo é que parado, “paradinho” estive duas vezes: um período de 20 dias e outro de 22 dias. Ao fim desse período fiz-me ao asfalto (e à relva) e nada, ou melhor tudo! Lá estava a dor, sempre presente daquilo que dizem ser síndroma da banda ilio-tibial. A última tentativa permitiu-me correr 1 km sem dor. A partir daí começou a doer e não forcei muito mais porque não gosto de andar coxo e ter bastantes dores a subir ou descer escadas no dia a seguir ao treino. Chateia-me!


Entretanto, vou ser visto por outro médico ortopedista para ver o que diz, desta vez. Certo é que já estou a fazer a cabeça para estar completamente parado sem correr, MESMO, até início de outubro. Mas parado não consigo ficar, e mesmo não parecendo é sobre isto que este post trata: alternativas a quem não pode correr.

Com a “Paciência de Job” que os amigos, mulher e filhos me têm aturado com a falta de corrida, tenho tentado arranjar alternativas. Várias. Hoje vou falar de uma que, apesar de não me dar o mesmo prazer que a corrida, dá para suar bastante e pôr as endorfinas ao saltos. Escrevo de indoor cycling, ou spinning, ou RPM, se preferirem.

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Com o intuito de fortalecer os músculos das pernas inscrevi-me num ginásio há uns três meses. E depois de muitas semanas a tentar levantar pesos, a fortalecer o core, descobri estas aulas. São aulas do “inferno”(e não, não é o adjetivo para qualificar aquela música edionda que põem nas aulas). São puxadas, fazem-nos pingar de súor. Dou o máximo que posso e no final sinto-me bem. Muito bem, mesmo. Como não esforço o joelho (pelo menos até nota em contrário de algum médico e especialista) e puxo muito pelos músculos das pernas e pelos abdominais e fazem-me não perder a forma. Para além do exercício aeróbico. 

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Para quem está a passar por uma fase parecida com a minha (apesar de acharmos sempre que somos os únicos "coitados" nesta situação), aconselho a experimentarem estas aulas que a maioria dos ginásios e health clubs têm. Claro que penso sempre que o que estou a fazer ali durante aqueles 30 a 40 minnutos vai ajudar-me na corrida…num futuro que espero seja próximo. Mas ao menos dá um certo gozo. Certo é que, com 2 sessões semanais não só tenho mantido o peso como perdido algumas gramas.

Fica aqui o meu conselho. Se estiverem lesionados - e mesmo para quem não esteja - experimentem o spinning, as vossas pernas e a vossa cabeça vai agradecer (desde que não se tornem fãs da música que põem nessas aulas).


E, como estamos na silly season, porque não um pouco de trash TV?  Liguem-se no canal E! – que a maioria dos servidores de TV por cabo disponibiliza -  e vejam o reality show “Hollywood Cycle”, sobre um ginásio de indoor cycling de Hollywood, Los Angeles, e a vida dos seus instrutores e candidatos a instrutores. Sim, é fútil, muito, mas é bem filmado e ao menos enquanto vemos aquilo não estamos a pensar na nossa lesão.  


Aqui fica um vídeo sobre a série - trash TV no seu melhor!! 

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