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Correr na Cidade

A revolução das bicicletas em Lisboa! (não é, mas até podíamos começar o movimento!)

14.09.16 | Joana Malcata

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Hannover Neues Rathaus / Copyright: HMTG/Martin Kirchner

 

Por motivo de trabalho, tenho estado deslocada em Hanôver, na Alemanha, há quase 1 mês.

Hanôver é a cidade mais verde da Alemanha, com 200km2, tem o dobro do tamanho da cidade de Lisboa, e o mesmo número de habitantes. "Eilenriede" é a floresta "encantada" da cidade e o lago "Maschsee" está localizado mesmo no centro da cidade, com 2,5 km de comprimento. Não há desculpas para não praticar desporto: caminhar, correr, patinar, andar de bicicleta, vela e natação, é só escolher.

 

E por muito que me custe admitir, há uma coisa que vou sentir falta: as bicicletas!

Não é só em Amesterdão que elas são rainha, toda a cidade de Hanôver está preparada para elas.

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 Hannover Radfahren in den Herrenhäuser Gärten / Copyright: HMTG/Martin Kirchner

 

Para ir para o escritório, tenho o privilégio de estar hospedada a cerca de 700m, e faço duas caminhadas (pelo menos), por dia, e por isso não precisei de alugar uma, mas fiquei com pena.

 

Do hotel ao escritório passo por duas escolas, e pasmem-se: não há filas de transito à porta das escolas para deixarem os meninos e meninas. Pelo contrário, vejo mães, pais, filhos, nas suas bicicletas, a deixar os mais novos na escolinha: a mãe na bicicleta da frente, leva a filha mais nova atrás, e numa correria, em modo de contra-relógio, vem o filho mais velho (com alguns 5 anitos) na bicicleta mais pequenina, devidamente identificada com uma bandeira, para que os outros (os condutores) os possam ver.

Dá-me um gozo enorme estas imagens matinais. Inspiram-me a uma vida mais saudável, e a acreditar que ainda podemos fazer alguma coisa pelo nosso planeta.

 

Esta cidade é um exemplo: existem jardins, parques, vias exclusivas para as bicicletas e para peões. Verde, muito verde, e durante todo o dia, ouvem-se corvos, pardais, andorinhas, campainhas de bicicletas, e uma ou outra buzinadela de algum carro com mais pressa.

 

E porque as nossas cidades não podiam apostar mais nos transportes alternativos, e consequentemente, ajudarem o nosso planeta?

Eu sei que Lisboa tem as suas sete colina altaneiras, mas os transportes públicos também ainda não se adaptaram convenientemente para transportarem as bicicletas. Por exemplo: podem ser transportadas, mas em horários específicos e se não perturbarem o normal funcionamento, etc, etc… enfim, não estão adaptadas!

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Imagem Ana Walls | Vista para o Castelo de São Jorge, Lisboa

 

Ciclovias: começa-se a ver qualquer coisa, pelo menos por Lisboa, mas em circuitos muitos restritos e não por toda a cidade.

 

Parques de estacionamento para bicicletas. Desculpem-me, mas não conheço nenhum, e pode ser desconhecimento meu. Penso que quem as tem, tem de as prender aos postes, sinais, ou aos separadores dos lugares das motas.

 

Empresas: nem vou comentar! Quantas é que incentivam os seus funcionários a utilizarem transportes alternativos? Ou mesmo os públicos!

 

Sei que nada ou pouco posso fazer para modificar o nosso comportamento pouco ecológico, mas que dá gosto ver e ouvir as campainhas das bicicletas de manhã, dá!

 

 

Boas pedaladas!

 

 

p.s. Ah! E isto não é só em Lisboa, cidades de Portugal, mexam-se, pelo nosso planeta!

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