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Correr na Cidade

A corrida não é para mim

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"A corrida não é para mim!". Quantas vezes já ouvimos isso daqueles que nos rodeiam? Que não gostam de correr, que não conseguem ver o propósito da corrida. Que sem bola à frente não faz sentido correr . No outro extremos temos os fervorosos defensores da corrida. Os que acordam mais cedo que o mundo inteiro para ir treinar, ou que se passeam ao fim-de-semana com tshirts de provas vestidas (OK, um dia temos de falar disto, pessoas.), ou ainda outras loucuras para os demais mortais.

Ora, o que não é muito normal ouvir é alguém que goste de correr, que já tinha corrido algumas distâncias consideráveis. Que até se tenha sentido, algures, com vício de correr, dizer “a corrida não é para mim”.

Ora, é isso mesmo que vos digo. Dei por mim a pensar quando me sentei num táxi e de sentir a dor no joelho que me persegue desde outubro do ano passado. Dizem que é uma tendinite no joelho – na zona da rótula. Mas para mim é mais do que isso. É um sinal claro que a corrida não é para mim. Feitas as contas, desde que comecei a correr com mais frequência apenas no primeiro ano não tive lesões. De resto tem sido um martírio. De 4 em 4 meses. Ou de 6 em 6. O problema é que nunca são lesões de parar duas semanas e depois voltar a correr, são sempre coisas demasiado demoradas. Mesmo demasiadas.

E é como nas relações amorosas, se há só um que trabalha em prol do relacionamento, a coisa não tem futuro. É o que está a acontecer comigo e com a corrida. Eu tento, esforço-me, até mudei- na forma de correr, e nada.  Já voltei a correr por locais onde já fui feliz, já voltei a calçar sapatilhas com que nunca me lesionei, e nada. Até já dei um tempo (quase seis meses sem correr) e nada. E quando não se alimenta uma relação, vamo-nos esquecendo das coisas. Já não falo de corrida, já não me sinto corredor. Sempre que menciono a corrida é com o verbo no passado. 

Este fim-de-semana depois de uma corrida de 4,5 km, quando a perna voltou à temperatura normal, voltei a ter grandes dores e a coxear muito. Esta manhã, já nem dobro a perna. Tem sido assim desde outubro. Já chega!

Talvez tenha ver com a minha biomecânica, talvez seja outra coisa qualquer. O certo é que esta desilusão e parar de correr constante é um pedaço cansativo. Para não dizer outra coisa.

Mas, há outras oportunidades para além da corrida. Tenho estado a “curtir” o ginásio. Sempre que melhoro das lesões do joelho faço uma aula “crava” no crossfit, dei por mim a ver a corrida de obstáculos como algo interessante. E há um finito mundo de possibilidades para lá da corrida. A ver. Por agora é mesmo o que se segue:

Ciao, corrida, afinal não foste o desporto da minha vida!

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