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Correr na Cidade

Os suplementos alimentares surpresa - Overstim.s!

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Aposto que, ao verem a imagem anterior, disseram: um bolo? O que é isto?

 

É isso mesmo, um bolo! Mas já lá vamos. Esta é a continuação do artigo que saiu no dia 15 deste mês, onde eu dei a conhecer uma marca de suplementos alimentares franceses que já está no nosso mercado. Os primeiros produtos que experimentei tiveram uma avaliação positiva, principalmente o isotónico que gostei bastante. E agora vou falar um pouco sobre os outros produtos que experimentei.

 

Mais uma vez digo que esta é a minha opinião profissional e pessoal sobre estes produtos e que vocês podem gostar ou não. É uma questão de experimentarem.

 

Barras e barritas

Se há "categoria" onde sou mais esquisita é nas barras. Grande parte delas estão cheias de açúcar, aditivos e ingredientes de má qualidade. Quando vi a Barre Bio ou barra ecológica, fiquei um pouco desconfiada. Ao ler o rótulo, a percentagem de banana é de 49%  e a de tâmaras é de 49%. Pareceu-me estranho porque não estou habituada a ver uma percentagem tão elevada de alimentos naturais numa barra (e olhem que passam muitas barras pelas minhas mãos). Então e a que correspondem os 2% que faltam? Farinha de arroz e vitamina B1 (tiamina). Interessante...

A marca ainda garante que os ingredientes usados são provenientes da agricultura biológica (uma salva de palmas). 

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 Quanto à textura, dou nota 20 porque não é nem demasiado mole nem demasiado dura. Tem a consistência perfeita. E o sabor é mesmo muito bom, sabe mesmo a uma barrita daquelas que fazemos em casa. 

Esta barra também não tem glúten nem lactose, o que a torna mais fácil de digerir. 

Então e quando é que a podemos comer? Tendo em conta a consistência e a porção de açúcares (13g), eu recomendaria comer esta barra durante um treino ou mesmo uma prova mais exigente. Mas recomendaria apenas 2 barras nestes eventos, pois como é mais rica em frutose, pode causar algumas perturbações intestinais.

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E agora passamos para outra baaaaarra (é maior e mais pesada que a anterior e, por isso, os meus "a" a mais). A que experimentei é de frutos vermelhos, mas ainda existem as opções de banana-avelãs-amêndoas e sabor a chocolate e amendoins. 

Esta barra já tem mais ingredientes que a anterior, passando a ser mais indicada para as refeições pós treino ou mesmo durante o treino (consumida em pequenas porções). O sabor é bastante agradável e tem uma consistência mais firme que a anterior. Mas garanto uma coisa: não ficam com fome depois de comer esta barra! 

Um ponto que destaco, e já tinha feito noutros produtos no artigo anteiror, é que esta barra tem uma boa percentagem de zinco (tendo em conta outras barras), um mineral que reduz os efeitos do stress oxidativo que acontece durante os treinos. 

 

E agora, a surpresa!

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Quando estava a ler o rótulo deste produto, fiquei um pouco assustada com a referência a 500 Kcal por porção. Mas a marca considera 215g de produto já feito como porção (1/3 do bolo final). Eu considerei a porção como metade deste valor, pois o bolo deu para 6 porções. Cada porção que experimentei correspondia a 273,5g, com 26g de açúcares, 2,45g de gorduras, 4,55g de proteínas e 2,1g de fibras. 

Para quem não percebe muito sobre nutrição, isto parece mandarim, mas posso dizer que este bolo é uma boa opção para um pré-treino de longa duração ou mesmo entre competições, muito fácil de preparar (só temos de adicionar água, mexer e levar ao forno ou microondas). Claro que, no limite, recomendaria o valor da porção considerada pela marca, mas pode ser uma opção diferente do habitual. 

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 O sabor é a chocolate ligeiro, não sabe muito a doce e tem uma consistência muito fofa.  Quando juntamos a água e mexemos, fica com o aspecto duma mousse de chocolate.

Segundo as informações do rótulo e que já vi que é uma preocupação desta marca de suplementos, é que não tem glúten, nem conservantes, nem óleo de palma (sim, infelizmente existem muitos suplementos com óleo de palma). Outra referência no rótulo é que este produto está conforme a norma AFNOR NF V94-001, isto é, está de acordo com a regulamentação anti-dopagem, podendo ser utilizada por atletas profissionais e sujeitos a um controlo anti-doping regular.

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 Depois de ter experimentado estes produtos e de ter consultado o site da Overstim.s, fiquei curiosa  para conhecer melhor a marca, por ter o cuidado de selecionar ingredientes de boa qualidade para os seus produtos e por serem muito práticos para quem pratica atividades que envolvam a corrida. 

E digam lá que o bolo não ficou com bom aspecto!? (por cima adicionei um pouco de flocos de coco)

Boas corridas!

 

  

 

  

Já conhecem a Overstim.s?

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 Aproveitando que recomecei a treinar para algumas provas de trail para breve, aproveitei este momento para experimentar uma marca de suplementos que ainda não conhecia - a Overstim.s

Como adoro experimentar novas formulações (não sou nada neofóbica), aceitei o desafio e dando a minha opinião como consumidora e nutricionista.

Antes de começar a dar a minha opinião, gostaria de dizer que: somos todos diferentes e temos organismos que reagem de formas diferentes; devemos experimentar vários suplementos até chegarmos ao que mais gostamos e com os quais nos damos bem. Por isso, vou dar a minha opinião em relação ao que senti durante os treinos.

Como experimentei vários produtos, vou dividir este artigo em dois. 

 

Géis e bebida isotónica

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 Gel Energix - gel endurance

  Segundo a marca, é um gel adaptado a atividades de endurance. Sinceramente, ainda não descobri o porquê, pois trata-se de um gel com apenas 3,5g de açúcares (relativamente reduzido tendo em conta as marcas mais consumidas) e tem pouco sódio (é importante que os géis tenham algum sódio para evitar a desidratação se for usado como único suplemento). 

Um dos pontos positivos é o facto de ter um sabor muito agradável (neste caso a frutos do bosque; têm 6 à escolha) e uma viscosidade muito ligeira. Tal como outros produtos da marca, é gluten free.

A minha recomendação é para ser usado em treinos ou provas mais curtos e com uma intensidade ligeira.

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Gel Antioxydant

Este gel tem uma consistência muito parecida com o anterior e o sabor a limão é muito bom, refrescante. Tem 6g de açúcares e, a própria marca, recomenda a ingestão de um gel a cada 45 a 60 minutos com 2 ou 3 "golinhos de água". Como ponto forte destaco a presença de vitaminas B6 e B1, que têm um papel importante na melhoria da utilização da energia durante o esforço. A presença de antioxidantes é muito discreta.

Também contém magnésio, zinco e cálcio em pouca quantidade, mas que podem ser importantes durante o treino ou prova.

 

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Hydrixir Antioxidant  

 Até agora, é o meu favorito! O sabor que experimentei é muito suave e fácil de beber. Experimentei com água à temperatura ambiente, mas fresco deve ficar ainda melhor. É o isotónico principal da marca e fornece 20g de açúcares por 42g de produto (dá para 600ml de bebida reconstruída).

Comparando com uma marca bem conhecida, até mesmo pelos membros da nossa running crew, destaco o valor de magnésio (174 mg em 600 ml de bebida) que pode ser uma grande ajuda para potenciar a força de contração muscular nos momentos mais duros das provas (subidas e descidas acentuadas).

Tal como acontecia com os géis (e acontece com os outros produtos da marca), são dados conselhos de como deve ser tomado o suplemento. Neste caso, dão um conselho importante: "beber desde o princípio da prova e um ou dois "golos" a cada 5 ou 10 minutos. Não esperar ter sede para beber o primeiro "golo" da bebida porque a desidratação pode vir de repente".

A presença de vitaminas antioxidantes (E e C) e B6, melhoram a utilização energética e podem reduzir a sensação de fadiga.  

Tanto neste como nos outros produtos que analisei, confesso que sinto a falta dum ingrediente que gosto muito: cafeína! Tendo em conta a minha experiência pessoal e profissional, a presença de cafeína pode ser o factor X para nos dar o "boost" que precisamos até chegarmos à meta.

 

E assim fecho o capítulo dos géis e bebida isotónica! Em breve publico a minha opinião sobre os outros produtos que testei. Fiquem atentos e, se já experimentaram estes produtos, partilhem a vossa opinião nos comentários.

 

Boas corridas!

Ana Sofia Guerra - Nutricionista 

 

Quinta do Gradil Wine Trail - o regresso às provas!

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Tal como prometi no post anterior, o meu regresso ao trail ia ficar marcado pela participação nesta prova. Enquanto que grande parte da crew ia participar no Trail de Casaínhos, eu decidi participar nesta prova com uns amigos. Sabia que a dificuldade não ia ser tão grande como "gatinhar" numa das subidas mais conhecidas da prova de Casaínhos. Mas também não foi fácil de todo.

 

Este era mais um daqueles dias de inverno em que nos apetece sair de casa e correr. Apesar do frio, o sol estava no auge. A Quinta do Gradil brilhava ao longe. Chegámos com alguma antecedência, pois íamos encontrar alguns amigos que também iam participar na prova. E foi na altura de levantar os dorsais que se levantou alguma confusão, mas todos partiram a tempo.

 

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 A prova consistia em 12 Km (mais IVA) em torno aos terrenos da Quinta, passando pelo meio de algumas vinhas. Como não tenho corrido muito, optei por ir a um passo de corrida e de caminhada rápida sempre que surgia uma subida mais puxada. Como eu sabia que havia um abastecimento pelo km 6, optei por levar poucos reforços alimentares (1 tailwind ainda fechado, 1 mel iellow e um gel da Prozis) e apostei em levar cerca de 500 ml de água. Obviamente que não ia tomar isto tudo, mas quem me conhece sabe que levo reforços para mim e para quem precisar.

 

 A prova estava a correr bem, até que passámos o km 6, o km 7, o km 8 e nada de abastecimento. Encontrámos algumas pessoas que também nos questionavam "mas afinal quando é que aparece o abastecimento?" E este só apareceu ao km 10 e, quando não era o nosso espanto, só tinha água!  Tendo em conta que algumas pessoas estavam a participar numa prova de trail pela primeira vez, que estava sol e que ainda eram 12 Km, ter apenas água no abastecimento é muito pouco. 

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Optei por ingerir o mel que tinha levado porque, apesar de não sentir fome, era importante ingerir alguns hidratos de carbono para me manter activa.

 

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Por entre subidas e vinhas com coloração outonal, lá fomos nós até à meta. 

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A chegada à meta teve dois momentos especiais: tivemos a oportunidade de entrar dentro da fábrica e ver onde é produzido o vinho da Quinta e ver a minha amiga Dália atravessar a meta depois duma prova de superação e muita coragem.

Recomendo esta prova a quem queira iniciar-se no trail running, pois tem um grau de dificuldade médio e passa por alguns estradões. Para mim foi perfeita para reiniciar as provas e traças novos objetivos. 

Quero agradecer à organização da Quinta do Gradil pelo bom ambiente da prova, pela simpatia e pela garrafa de vinho branco fantástica!

Para o ano há mais!

 

 

 

 

 

 

POLASE - suplementar com sais minerais é importante?

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É certo e sabido que, com o tempo mais quente, todos nós precisamos de aumentar a ingestão de água ao longo do dia de forma a evitar a desidratação. Contudo, a água não é o único elemento que precisa de ser ingerido. Também é necessária a ingestão de sais minerais que auxiliem na manutenção desse equilíbrio eletrolítico.

No caso dos corredores (amadores e profissionais) que treinem expostos a temperaturas mais elevadas, a suplementação com sais minerais é uma grande mais valia. Foi por esta razão que, tendo em conta que ia recomeçar os meus treinos de corrida no mês de agosto, decidi experimentar o Polase.

Este suplemento contém dois minerais importantes o magnésio e o potássio. O magnésio é um mineral que ajuda a reduzir o cansaço, contribui para o normal funcionamento muscular e para o equilíbrio dos eletrólitos. O potássio ajuda no normal funcionamento do sistema nervoso e muscular. Em conjunto, estes minerais são muito importantes para o bem-estar do nosso organismo.

No entanto, a suplementação nestes minerais não é só necessária aos atletas: pessoas que estejam sujeitas a um estilo de vida mais intenso, que trabalhem ao ar livre, que tenham uma alimentação desequilibrada, também poderão beneficiar de suplementação destes dois minerais.

Quanto à minha experiência com o Polase: durante 2 semanas tomei 1 saqueta por dia num copo com 250 ml de água; tem um sabor agradável a laranja e dissolve-se bem. O que mais me agradou é que não tem açúcar e é adequado a quem tenha intolerância ao glúten (é isento de glúten).

Quanto à diferença que senti durante a toma deste suplemento, esta foi mais notória a nível da recuperação para o treino seguinte pois não senti um cansaço tão grande como costuma acontecer quando começo a treinar depois dum período sem treinos.

É importante referir que a melhor altura para tomar este suplemento é logo após o treino e afastada da ingestão de leite, chá, café e álcool (impedem a absorção dos minerais).

Review: Berg Jaguarundi

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Há já algum tempo que andava atrás dumas sapatilhas de trail, mas andava indecisa sobre quais as que queria experimentar e comprar. Mas eis que surge a oportunidade de experimentar as novas Berg Jaguarundi e confesso que fiquei muito entusiasmada. O verdadeiro teste destas sapatilhas estava programado para o Louzantrail deste ano (15K) mas, como a prova foi adiada (e bem), tive de fazer mais treinos e em diferentes tipos de terreno para poder dar uma opinião mais fundamentada. 

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 DESIGN & CONSTRUÇÃO

Posso dizer que são umas sapatilhas bonitas e femininas. Adoro a forma como as cores se conjugam. Dentro da caixa também vem a opção de usarmos outros atacadores (cor preta com pintas em rosa). O facto de terem alguns refletores é uma grande ajuda para sermos vistos quando corremos à noite.

Em relação aos materiais, tendo em conta que já fiz mais de 10 treinos com estas sapatilhas, não existe nenhum desgaste fora do normal. A biqueira reforçada ajuda a evitar lesões no pé quando damos pontapés às pedras que teimam em meter-se à nossa frente.

Outro pormenor que gostei muito foi o tamanho da "bolsa" onde podemos guardar os atacadores que sobram depois dos ténis estarem apertados. Dá imenso jeito e impedem que os atacadores fiquem presos aos paus ou folhas.

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ESTABILIDADE & ADERÊNCIA

Achei estas sapatílhas muito estáveis nos diversos pisos onde os testei. Nos trilhos mais técnicos, sente-se a sola a aderir bem ao solo, esteja este molhado ou não (tecnologia Megagrip anunciada pela marca). Em solo de areia já achei que escorregavam um pouco mais, mas nada que comprometesse a corrida. 

No entanto, há um pequeno pormenor que (para mim) faz muita diferença: a ausência do último buraco. Já abordámos esta questão no blogue e considero que não é uma questão consensual. No entanto, quando apertamos este "último buraco" mais perto do tornozelo, ajuda-nos a ter o pé mais estável dentro da sapatilha. E eu notei muito esta ausência.

 

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CONFORTO e AMORTECIMENTO

No que respeita a este tema, considero que estas sapatilhas até são mais confortáveis do que deveriam ser. A sensação que tive ao calçá-los foi a mesma aquando experimentei os Sketchers Go Run. Parecem umas pantufas. 

Por dentro, as sapatilhas têm uma palmilha anatómica (Ortholite) que ajuda na estabilidade da posição do pé e no amortecimento da passada. As sapatilhas pesam 274 g e têm um drop de 11 mm, caracterísitcas estas que contribuem para uma boa sapatilha para treinos.

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PREÇO

O modelo que experimentei custa 79,90€ no site da Berg Outdoor. Acho que é um preço muito adequado à sapatilha que é e bastante acessível.



AVALIAÇÃO FINAL:

Para mim, é perfeita para quem anda à procura duma sapatilha de trail confortável, feminina e sem gastar muito dinheiro. 
No entanto, ganhava mais pontos se tivesse o tal último buraco.



Design/Construção 18/20

Estabilidade e Aderência 17/20

Conforto 19/20

Amortecimento 18/20

Preço 18/20

Total 90/100

 

Palmela Run – a corrida solidária e ideal para principiantes

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O kit original - estas toalhas dão imenso jeito

 

Há já algum tempo que não corria numa prova oficial, ou melhor, há já algum tempo que não corria. Sim, as desculpas são sempre as mesmas: a falta de tempo, o calor, não apetece, etc. Mas não quis deixar de participar na prova Palmela Run, não só por ser uma prova relativamente fácil (quando comparada com outras provas) e por ter um caráter solidário.

No sábado, o calor deu alguma trégua e o tempo adivinhava-se fresco para esta prova. Já conheço um pouco da cidade e não foi difícil chegar até lá e estacionar. Perto do local da Partida, reparei que o ambiente era de festa e o levantamento dos dorsais foi (novamente) dos mais rápidos que tive. Tentei reconhecer algumas caras conhecidas do mundo das corridas, mas não reconheci ninguém. Achei estranho, mas compreensível.

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Chegámos cedo...

 

Para mim, esta prova serviu para testar os Berg Jaguarundi noutro tipo de terreno e dificuldade (o teste final seria no Louzantrail, mas não foi possível) e os produtos da Tailwind (o stick pack sabor natural e o soft flask). Como esta prova era de 12,5 Km, com 400D+ de altimetria, com tempo fresco e com um abastecimento ao Km 7,5, decidi não levar a minha mochila e levei apenas o soft flask com o Tailwind lá dentro. No final da prova conclui que esta decisão foi acertada, pois não tive necessidade de beber ou comer mais nada e corri bem mais leve.

Voltando ao início da prova, o Nuno Abílio fez as honras da casa ao dar o briefing da prova e que, para mim, se revelou muito útil, pois ajudou-me a controlar melhor o esforço durante a prova. Dado o tiro de partida, a prova começava com uma pequena rampa inclinada e depois com uma descida em calçada para nos afastarmos um pouco do centro da cidade. Quem me conhece sabe que adoro estas descidas e costumo apanhar um bom balanço, destacando-me de muitos dos que vão à minha frente. Ao descer com estas sapatilhas na calçada, relembrei-me da sensação de correr com outras (Asics Kayano 21) e na segurança que estas me transmitiam.

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Foto tirada pelo Sr. Tobias Rocha - Fomos apanhados com as novas t-shirts!

 

A prova continuou durante algum tempo em estradas de areia que ligavam algumas quintas da zona e que permitiam esticar um pouco as pernas. Um pouco mais à frente, cruzámo-nos com a malta da caminhada e aí sei que perdi muito tempo: o percurso era uma descida por uma espécie de escadas de madeira, feitas com tábuas que pareciam as dos carris dos comboios. O problema era que, não só as tábuas estavam um pouco afastadas umas das outras, como muitas delas não estavam bem presas. Por isso, este percurso foi feito mais lentamente. Passada esta etapa, apanhámos uma estrada que permitiu voltar a esticar as pernas. Durante este percurso passámos por algumas pessoas que nos deram aplausos de incentivo que souberam mesmo bem.

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Mesmo cansada, não perco o meu sorriso :) 

Chegada ao abastecimento, voltei a juntar mais água no soft flask e comi algumas batatas-fritas. Sabia que tinha comido bem antes da prova, estava bem, não tinha fome e a energia proveniente do Tailwind era suficiente para aquela etapa. Já tinha começado a sentir alguma fraqueza nas pernas e sabia que a parte mais dura da prova vinha já de seguida – a subida ao Castelo de Palmela – e que, segundo o Nuno Abílio, o ideal era subirmos antes de ficar de noite.

Confesso que a subida ao Castelo de Palmela foi dura e feita a passo de caminhante, mas queria reservar alguma energia para a descida até à meta. Conseguimos chegar ao Castelo antes de anoitecer, mas as pernas reclamavam algum descanso. Neste ponto tive a consciência que o problema não estava na alimentação, mas sim na falta de treino. Não tinha nenhum objetivo de tempo de prova em mente, mas gostava de fazer em menos de 2h00. E consegui, apesar de ter perdido mais de 9 minutos nas escadas de madeira.

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Parabéns aos vencedores! 

No final, tivemos direito a um pão com chouriço quentinho que me soube muito bem e um ambiente de grande festa naquele largo!

Esta prova é excelente para quem quer estrear-se em provas de trail ou voltar a estas provas. A organização é muito dedicada e simpática e isso é algo a que eu dou muito valor. O percurso é bonito e a chegada ao Castelo faz-nos lembrar que todo o esforço valeu a pena.

Boas corridas!

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