Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

Recomeçar a correr na São Silvestre de Lisboa

7bc269d2-cc04-43b3-b66b-12fdebf9a90c.JPG

O mais difícil nisto das corridas não é começar a correr. Não, esse início é só físico mas que tem, ao mesmo tempo, o encanto dos primeiros dias de um namoro. Tudo é novo, intenso, por vezes custa a ganhar habito mas torna-se incrível. Não conheço ninguém que ao fim de cinco treinos seguidos de corrida tenha desistido de correr por vontade própria - e se calhar desiste de um namoro ao fim de cinco encontros...

Mas na corrida amadora, é por volta desse treino, com pouco espaço de tempo entre eles, que ela vinga e nos conquista. 
Mas pior que tudo isto é recomeçar a correr. Recomeçar, recomeçar e recomeçar novamente. Parar e voltar a correr. Sobretudo quando somos obrigados a isso - quer por lesão, por trabalho ou outras razões mais ou menos trágicas. 

Ora recomeçar é o que tenho feito a cada treino que faço. De treino em treino, recomeço. Ora em estrada ora em trail. Já lá vai um ano assim. Já desisti de correr. E já voltei a calçar as sapatilhas com esperança de voltar à estrada e trilhos. Aliás, é essa esperança que me faz ir a (poucos) treinos apesar de continuar com uma dor no joelho. 

Por isso mesmo já me mentalizei que não quero voltar a correr nem a dar importância à corrida que dei outrora, nem sequer sonhar em fazer uma Maratona. Aliás, brinco com isso: serei, provavelmente, o único criador/impulsionador de um blogue e crew de corrida que nunca fez uma Maratona e nem vai fazer. Se calhar devia fazer uma t-shirt a dizer isso…

238fd27d-d13b-40e4-9d21-7a2bd9c4b5fc.JPG

Ora, neste sábado, dia 28 de dezembro voltei recomecei a correr. Fiz 10 kms de seguida como já não fazia há 1 ano atrás. A prova foi a mesma, a São Silvestre de Lisboa. Nos pés umas sapatilhas ainda a cheirar a novas que a organização me deu para os testar (e que daqui a uns dias darei conta) e muita vontade de me divertir a correr. 

E isso aconteceu. Diverti-me do início ao fim. Só mesmo a descida me custou e o joelho começou a dar de si, a cada passada sofrega de chegar à meta, com uma dor daquelas que não dá para esquecer. 

b3dbdc13-39cf-40e9-98f6-b43c7f9f3055.JPG

Mas lá fiz a prova. No início com entusiasmo, e mesmo sem querer em velocidades nunca antes feitas nos últimos meses e com a alegria de receber os incentivos dos lisboetas e turistas que andavam, certamente, aos saldos, pela baixa da cidade. 

A meio, e quando o pulmão começa a explicar ao cérebro que sem treino não dá mais, vem a vergonha. Correr tão devagar que dá vontade de tapar as letras CNC que trazia ao peito, só para não embaraçar o resto da crew. 

Como é que um gajo que apesar de um pouco de pança natalícia é magro, relativamente jovem, corria aquela velocidade? Sentia no olhar os corredores mais experientes que olhavam para as minhas novas sapatilhas: “Deus dá nozes a quem não tem dentes”. 

O final, e tirando a descida da Avenida da Liberdade que me custou mais que a subida, veio o sorriso, uma ténue vontade de me atirar para o chão, a busca incessante pelo primeiro banco para me sentar. Uma vontade parva de ver se o joelho e o resto da perna não tinham ficado para trás, e o prazer de terminar 10 quilómetros (aquele que indiquem no início destas linhas) a vir ao de cima. O tempo oficial, que a organização enviou via SMS, foi o que menos importou: 1:00:02. Mas podia ter sido tão pior. 

Lembro-me de outras edições em corria efetivamente e estava em “forma” ter feito 00:52 ou 00:55 ou mais lento, 00:58. Para quem continua a correr com um joelho ao peito, nem foi nada mau. Entretanto, a dor voltou e o dia seguinte à prova fez-me lembrar que não voltei a correr. Venha então o próximo recomeço! 

 

Saucony Triumph 17 Review

IMG_7490.jpg

Os Saucony Triumph 17 são uma verdadeira revolução relativamente ao modelo anterior, começando logo pelo nome. Este modelo veio substituir o modelo anterior, os Triumph ISO 5. A designação ISO desapareceu, uma referência à tecnologia ISOFIT que esteve presente em 5 modelos dos Triumph. Com o desaparecimento do ISOFIT na parte superior das sapatilhas a Saucony resolveu regressar à designação inicial e 5 modelos depois dos Triumph 11 regressam os Triumph 17.  

Foi uma breve história do nome desta sapatilha, importante para se perceber que a Saucony quis romper com o passado e resolveu alterar este modelo relativamente ao seu antecessor e com grandes resultados.

Adoro experimentar novas sapatilhas de corrida. O cheiro a novo, as primeiras sensações, descobrir as características intrínsecas de cada modelo e marca. Todas as sapatilhas são diferentes e nem todas são adequadas ao nosso pé ou passada.

No entanto neste caso as Saucony Triumph 17 foram amor aos primeiros quilómetros.

Têm tudo aquilo que mais aprecio: amortecimento, amortecimento, confortáveis ao longo dos quilómetros, flexíveis e já vos disse que são fofinhas.

1_Triumph17_Hombre.jpg

Segundo a Saucony estas características são conseguidas através da nova tecnologia PWRRUN + , sistema premium de amortecimento, que garante um conforto excecional e um máximo amortecimento.

Este novo sistema de amortecimento, PWRRUN+, é 25% mais leve e 3 vezes mais durável que o EVA convencional. Além do mais, o novo material é mais resistente à mudança de temperatura, o que faz com que as propriedades de amortecimento se mantenham inalteráveis mesmo em corridas longas.  

Espuma, muita e muita espuma, até os cordões são acolchoados, este é um modelo para quem procura o máximo de amortecimento possível para fazer muitos quilómetros.

IMG_7488.jpg

Relativamente ao ajuste os Triumph 17 apertam na zona média do pé e deixam uma folga generosa na zona dos dedos, exatamente o que se pretende. Tudo isto graças ao FORMFIT que assegura um ajuste perfeito e uma sensação natural, trabalhando em conjunto com as restantes tecnologias aplicadas neste modelo. Numa perspectiva de 360º, o modelo adapta-se ao pé do corredor e permite assim um ajuste mais seguro em todo o pé. Graças à perfeita coordenação e interação dos diversos materiais e tecnologia, este modelo oferece uma sensação personalizada de ajuste. Além do mais, o material suave em micro fibra no tecido da língua e calcanhar, permite um conforto melhorado quando se calça o sapato.

Ao fim de mais de 80km a sola não apresenta qualquer sinal de uso e em termos de durabilidade espero que as sapatilhas durem uns 800km sem problemas. Em termos de tração não tive nenhum problema em estrada e mesmo em piso molhado.

Características

Peso: Homem 305g para tamanho de 42,5EU

Drop: 8mm (33.5mm / 25.5mm)

Preço: PVPr € 170,00

IMG_7589.jpg

Veredito Final

Já devem ter percebido que fiquei rendido a este novo modelo da Saucony. Os Triumph 17 são o modelo que vou buscar sempre que corro em estrada e já estou a planear as minhas próximas provas com eles.

Se fazem muitos quilómetros ou são adeptos de amortecimento e conforto este modelo é para vocês. Um modelo ideal para distâncias até à maratona e seguramente candidato a modelo do ano.  

Design/Construção 19/20

Estabilidade e Aderência 20/20

Conforto 20/20

Amortecimento 20/20

Preço 16/20

Total 95/100

É como andar de carrossel, queremos sempre dar mais uma voltinha.

 

Acabar o ano em grande: dia 31 corremos a São Silvestre da Amadora

SS Amadora 2.jpg

Dia 31 de Dezembro, às 18h decorre a São Silvestre da Amadora. Sabiam que esta é a São Silvestre mais antiga de Portugal continental? Trata-se de uma prova de 10km na Amadora que decorre no último dia do ano, desde 1974, pois já vai na sua 45a edição.

Com organização da Câmara Municipal da Amadora e do Desportivo Operário Rangel, é a prova ideal para quem se quer despedir de 2019 a correr! E em festa! Pois, será a nossa primeira participação e as expectativas são altíssimas! Diz-se que é uma das provas mais animadas do País no que toca ao apoio nas ruas.

O programa da São Silvestre da Amadora vai muito além de uma corrida de 10km:

  • 10h00 - 16h00: entrega do kit de atleta na Praça São Silvestre (junto à estação de metro Amadora Este)
  • 16h30: Corrida das Crianças (nascidas entre 2006 e 2014)
    • Bambis (nascidos entre 2013 e 2014) - Aprox. 300 metros (podem ser acompanhados por um adulto)
    • Benjamins A (nascidos entre 2010 e 2012) - Aprox. 500 metros
    • Benjamins B (nascidos entre 2008 e 2009) - Aprox. 700 metros
    • Infantis (nascidos entre 2006 e 2007) - Aprox. 1.000 metros
  • 17h05: desfile de carros clássicos e motociclos
  • 17h45: partida da elite feminina
  • 18h00: partida geral
  • 19h00: cerimónia de pódio

SS Amadora.jpg

Ainda vais a tempo de te inscreveres e acabar o ano em grande! De 30 novembro a 24 de dezembro, os dorsais custam €13,00 e de 25 a 31 de dezembro aumenta para €14,00. Os Kits de Atleta são entregues dias 30 de dezembro 2019 (12h00 às 19h00) e 31 de Dezembro 2019 (10h00 às 16h00) na Praça São Silvestre na Amadora (junto à estação de metro Amadora Este).

Este ano, pela primeira vez, a São Silvestre da Amadora terá partidas por tempo, de acesso restrito e de acordo com o desempenho dos atletas numa prova de 10 km no último ano. Haverá cinco blocos de partida:

  •  Elite B: atletas com marca inferior ou igual a 37:30 minutos
  •  Sub 45: tempo inferior ou igual a 45:00
  •  Sub 50: tempo inferior ou igual a 50:00
  •  Sub 60: tempo inferior ou igual a 60:00
  •  +60 minutos

No site da prova poderão inscrever-se e saber como funciona o acesso aos blocos de partida.

Como dia 31 pode estar fresquinho, no dia do evento, a organização disponibiliza um bengaleiro na Praça São Silvestre para guardar um agasalho. Basta apresentarem o vosso dorsal da prova para usufruírem deste serviço, entre às 17h00 e às 20h30.

SS Amadora 1.jpg

A todos os participantes que cortem a meta da São Silvestre da Amadora e Corrida das Crianças será entregue uma medalha, entre outras ofertas. E querem uma motivação para treinarem bem estes últimos dias do ano? Além dos troféus que serão entregues às três primeiras classificadas femininas e aos três primeiros classificados masculinos, os 25 primeiros classificados masculinos e femininos, tendo em consideração a classificação geral, receberão prémios monetários! Vamos lá treinar! 

14 ideias de presentes para corredores

xmas.jpg

Tens um amante de corrida na família ou grupo de amigos? És adepto de corrida e precisas de dar umas “dicas” aos teus familiares e amigos? Depois de o Tiago partilhar algumas sugestões de ténis para oferecer, fizemos uma lista de 14 presentes para corredores!

Presentes para corredores até 10€

Screen Shot 2019-12-16 at 16.36.25.png

Bola de massagem pequena - 4€

Temos esta bola sempre ao lado do sofá e aproveitamos uma automassagem na sola do pé enquanto vemos uma série. Esta bola foi concebida para se automassajar após o desporto. A bola permite uma massagem localizada em profundidade dos músculos e trigger points, ajudando a relaxar os músculos (pés, costas, pernas, etc) após o desporto. Recomendamos!

Screen Shot 2019-12-16 at 16.43.40.png

Porta-dorsal Kalenji - 6€

Os alfinetes tradicionais que usamos para prender o dorsal podem estragar as t-shirts. Para evitar que isso aconteça, recomendamos cinto de corrida para levar o dorsal e os geles durante as provas de corrida. É leve e ajustável, e está equipado com um sistema de fixação para prender o dorsal em 3 pontos.

Screen Shot 2019-12-16 at 16.44.13.png

Soft flask Kalenji 250ml - 9€

Acho que nós runners nunca temos soft-flasks suficientes. Dão sempre muito jeito! Esta garrafa maleável de corrida de 250 ml facilita a hidratação quando corremos. Pode ser transportado na mão ou num bolso ou colete. A garrafa tem uma presilha elástica para a prender à mão e um bocal de enroscar para evitar que saia de dentro do bolso, durante as sessões de corrida.

Presentes para corredores até 20€

Screen Shot 2019-12-16 at 15.45.10.png

Meias Stance - 12,50€

O Tiago e o Filipe são loucos por estas meias. Que tal oferecer umas meias confortáveis e super giras?

Nascidos-Para-Correr.jpg

Livro Nascidos Para Correr de Christopher McDougall (Autor) - 13,28€

Este surpreendente best-seller começa com uma simples pergunta: porque me dói o pé? Se ainda não leste este livro, recomendo que seja já o próximo na tua lista. Em 2014 escrevi u pequeno artigo sobre o livro, aqui no blog.

Screen Shot 2019-12-16 at 15.47.03.png

Buff Tubular Original - 16,01€

Tal como as soft-flasks, Buffs são sempre bem-vindos para qualquer runner. No verão, ficam bem no pulso para limpar o suor da testa, e no inverno, aquecem o pescoço e/ou a cabeça. E há cores tão giras! Se procurares um buff mais em conta, podes também ver estes da Kalenji (desde 3€).

Screen Shot 2019-12-16 at 15.48.11.png

Top New Balance “Accelerate Tank v2” - 17,50€

Nós mulheres corredoras temos a gaveta de desporto cheia de t-shirts de corrida para homens! Precisamos de mais tops e t-shirts de mulher, precisamos mesmo. Queremos-nos sentir sexy também quando corremos ;)

Fim da Europa 2.jpg

Inscrição para a Corrida Fim da Europa - 18€

Sim, é um facto, estudos dizem que experiências trazem mais felicidade que coisas. Vamos então oferecer provas? Sugerimos a Corrida Fim da Europa que decorre já dia 26 de Janeiro, em Sintra. Nós iremos lá estar, e tu?

Jing Massagens.jpg

Massagem desportiva com a Joana da Jing - desde 18€

A massagem desportiva é excelente na preparação e recuperação da musculatura, de quem pratica uma atividade física moderada a intensa. A Joana da Jing Atelier de massagens tem vindo a acompanhar a mim e ao Xiko há anos. Recomendamos vivamente. Ajuda muito na prevenção e tratamento de lesões.

Starter_Pack.jpg

Kit de iniciação Tailwind - 19,50€

Somos fãs de Tailwind. De tal forma que, nos nossos treinos longos e provas acima de 90min, andamos sempre com Tailwind. Queres (dar a) experimentar? Este kit de iniciação é ideal para quem quer experimentar todas as possibilidades de sabores que Tailwind tem para oferecer.

Experimenta todos os sabores da gama Endurance e Rebuild e decide quais os teus favoritos! Nós apostamos no Chá Verde no Endurance e Chocolate no Rebuild ;)

Presentes para corredores até 30€

Colete Kalenji.jpg

Colete Maratona Kalenji - 25€

O que é possível transportar nesta mochila de corrida? Os seus múltiplos bolsos acessíveis (volume total: 3 litros) permitem-lhe levar as suas provisões, durante as sessões de corrida.

Costa-vento Puma.jpg

Corta-vento Puma - 29,90€

Com este corta-vento da Puma, somos bem visíveis nas corridas noturnas, sem dúvida. E o estilo? ;)

Presentes para corredores acima de 30€

Screen Shot 2019-12-16 at 16.02.39.png

Luz frontal Petzl Actik azul 350 lm - 31,55€

Para correr em trilhos ao final do dia nesta altura do ano, uma boa luz frontal é essencial. A Petzl Actik oferece uma potência de 350 lúmenes. A iluminação vermelha permite conservar a visão noturna e evita o encadeamento durante as deslocações em grupo. A fita refletora oferece visibilidade de noite; é alimentada com três pilhas e compatível com a bateria Core, graças ao fabrico Hybrid Concept. Segurança acima de tudo.

Ana Nutri.jpg

1a consulta com a nutricionista de desporto Ana Sofia Guerra - desde 50€

A Ana, além de corredora, é a nossa “nutri” de eleição. Um dos seus projetos mais recentes foi a preparação do Xiko, Nuno e Bo para a Maratona de Amsterdão, que foi um sucesso! A Ana Sofia Guerra dá consultas no consultório Abakate em Telheiras. Somos fãs e se queres ajudar um amigo a comer melhor para correr melhor, a Ana é a pessoa que mais recomendamos! 

Estas sugestões baseiam-se no meu gosto e experiência pessoal, na maioria dos casos. Os preços são os preços PVP que encontrei online. Podem variar e alguns deles são preços de desconto de Natal, por isso, aproveitem! Se tiverem alguma dúvida em relação a alguma das ideias, disponham :) E se tiverem mais sugestões, digam! Neste Natal, façam um runner feliz!

Boas festas e boas corridas!

Queres um PR aos 10K? Experimenta este kit!

IMG_20190928_112157_BURST003.jpg

O mês de Dezembro é o mês dos 10K. É o mês das São Silvestres e dos Grandes Prémios. Não diria que os 10km são a minha distância de eleição, mas este mês, posso dizer que sim. Foi uma conjugação de fatores que me fez o bater o meu Personal Record duas vezes. A primeira vez, foi na São Silvestre de Corroios e a segunda, foi duas semanas depois, no Grande Prémio de Natal. Com o Xiko como lebre e a puxar por mim, consegui fazer 43min e meio! Oh yeah! :D Confesso que nunca na vida pensei baixar dos 45’. 

Foram vários fatores a contribuir para este grande feito. Em primeiro lugar, o Xiko a puxar por mim. Foi crucial, principalmente entre o último túnel da Avenida da República e o Saldanha. Em segundo lugar, nunca tive os níveis de ferro tão bons (sofro de anemia desde a primeira vez que fiz análises, em 2014, com ups e downs). E em terceiro lugar, há que acertar no equipamento. Por isso, partilho o meu equipamento de eleição para os 10K. Algumas peças não usei no GP de Natal porque estavam por lavar - ainda poderia ter tirado uns segundos :p Acho que o seguinte conjunto é uma excelente aposta em qualidade / preço:

collage.jpg

Ténis KIPRUN KD LIGHT (79€)

Ainda não fiz treinos nem provas acima dos 10km com estes ténis. Corri em estrada, calçada, piso seco e molhado. E foi com estas “melancias” nos pés que registei o meu melhor tempo! Tal como a sapatilha promete, aumenta a impulsão em cada passada. São ténis dinâmicos e leves (215 g no tamanho 39). Os materiais são muito diferentes dos que vemos na generalidade, incorpora camurça e tem incrivelmente poucas costuras, reduzindo o risco de irritações. Em prova, com piso molhado, senti-me sempre segura, sem queixas de falta de aderência.

Espero ainda fazer muitos quilómetros com estes KIPRUN KD Light, pois a Kalenji promete uma durabilidade de 800 quilómetros! Os ténis têm um drop de 8mm, sendo um bom equilíbrio. A nível de tamanhos, escolhi o 40, um tamanho acima daquele que escolho para o meu calçado de todos os dias. Assim, tenho cerca de 1 cm entre o dedo e a extremidade do calçado, pois o pé incha durante o esforço. Se tiveres indeciso na escolha do tamanho, há também tamanhos intermédios 37.5 / 38.5 / 39.5 / 40.5 disponíveis através da Internet.

AMS 19 Bo 2.jpg

Calções de trail KALENJI (20€)

Sim, sei que são de trail e teoricamente, talvez não a melhor aposta para uma prova de 10K, mas adoro estes calções. Levei estes calções comigo para a maratona que fiz em Amsterdão este ano porque gosto mesmo muito deles. Com os seus cinco bolsos, pode-se correr sem mochila nem cinto. Dá para transportar até duas flasks de bolso (250ml),  alguns gels e barras e o telemóvel. Pessoalmente, ainda não testei com as flasks, mas costumo levar o telemóvel no bolso e é sem qualquer incómodo. E sabias que estes calções compostos por 79% de poliéster reciclado? ;)

T-shirt de corrida Kalenji Light (10€)

Apaixonei-me por esta t-shirt pela cor, confesso. E tem um corte super feminino. Recebi uma t-shirt destas em cor cinza e adorei a sua leveza, pelo que arranjei a de cor ameixa para me acompanhar na Maratona. É uma t-shirt de corrida respirável com as costas completamente arejadas e uma fluidez notável! Apesar de ter um corte feminino, é um pouco largo permitindo uma maior liberdade de movimentos. Sempre que ela me aparece lavada, uso-a logo!

IMG_20191215_123724.jpg

Top de corrida Kalenji (3,95€)

Tenho o peito pequeno pelo que tenho alguma facilidade em encontrar tops de corrida confortáveis. Para mim, o mais importante é a sua respirabilidade e conforto. Este top, se apenas 3,95€ é um dos meus preferidos. Não tem reforço, é respirável e foi confecionado sem costuras. Suporte adaptado aos sucessivos impactos próprios da corrida. Recomendo este top, para quem, como eu, tem o peito pequeno e gosta de tops simples e básicos.

Meias Kiprun Strap (7€)

Para provas ou treinos maiores, vale a pena apostar numas meias melhorzitas. Foram estas as meias que me causaram zero bolhas e zero desconforto durante a maratona em Amsterdão bem como no meu PR aos 10K. Recomendo vivamente!

E pronto, por apenas 120€ e em apenas uma loja encontram um kit completo para correr. Se tiverem alguma dúvida ou questão sobre alguma das peças, não hesitem em contactar-me. Qual tem sido a vossa experiência com a Kalenji? Também são fãs?

5 razões para participar no Azores Bravos Trail

Azores Bravos Trail CNC 4.jpg

Em Março, todos os caminhos, ou voos, vão dar à Terceira. É já dia 28 de Março, que a ilha da Terceira recebe o Azores Bravos Trail e nós iremos lá estar. Se ainda estás a preparar a tua agenda de provas para 2020, tens aqui 5 razões para participar no Azores Bravos Trail, além da razão óbvia da beleza natural única dos Açores:

1. Vais poder fazer história e participar na primeira edição do evento que tem tudo para ser inesquecível! Há duas provas: A prova de 30 km (~1500m D+) sai da Lagoa do Negro, passando pelos Mistérios Negros, desafiando a majestosa Serra de Santa Bárbara e acaba na tradicional e festiva zona de lazer da Serreta. A prova de 55 km (~2600m D+) tem como partida o Clube de Golfe para alcançar o mesmo ponto de chegada, mas com muitos mais desafios pela frente em que se destaca a imponente Rocha do Chambre.

Azores Bravos Trail CNC 1.jpg2. As provas decorrem ao Sábado para domingo podermos descansar e fazer uma recuperação ativa com a caminhada que a organização proporciona pelo centro histórico de Angra do Heroísmo com entrada nos edifícios mais emblemáticos.

Azores Bravos Trail CNC 3.jpg

3. Ao participar no Azores Bravos Trail estás a ajudar na economia local da Ilha da Terceira! Achamos que é uma excelente oportunidade para contribuir para a divulgação do destino Açores como um destino de natureza por excelência e para a minimização dos efeitos da sazonalidade que ainda se fazem sentir na Ilha, no sector do turismo. 

Azores Bravos Trail CNC 2.jpg

4. Se marcares com antecedência, gastas praticamente o mesmo do que gastarias num fim-de-semana com uma prova de trail em Portugal continental. Nós já marcamos os nossos voos pela Ryanair por apenas 60€ por pessoa, direto, ida e volta. E há quartos duplos a partir de 20€ por noite em Angra do Heroísmo. Assim, uma escapadinha de 3 noites na Terceira com dorsal, fica a apenas 115€ por pessoa (e 125€ para a prova grande, aproveitando os preços promocionais). Despacha-te-se e aproveita estes preços!

Azores Bravos Trail CNC 5.jpg

5. Existem voos diretos de Lisboa e do Porto para a Terceira, mas podes aproveitar para visitar várias ilhas com os encaminhamentos gratuitos da Sata. Para este caso, vale a pena comprar os voos através da Sata porque, em caso cancelamentos por motivos de mau tempo ou avarias (o que é bastante frequente), a Sata trata das novas ligações. 

E então, estás convencido? ‘Bora lá!

As sapatilhas de trail estão na moda!

Sim, foi isso mesmo que leram. A moda é uma coisa estranha. Contudo é algo que permite identificar épocas, movimentos sociais e políticos. E, ainda mais interessante, observar como reagimos a ela. Na moda, por vezes, observamos tendências que nos levam a determinado estilo de roupa ou calçado e que, no início, faz torcer o nariz. Para, dali a uns meses ou mesmo semanas estarmos a calçar ou vestir o que antes criticámos.

a48b0787-b7f0-4458-8ae1-dc45c260863a.jpg

Lembro-me perfeitamente de ter escrito um post nos primórdios deste blogue - em 2012 - no qual apontava o uso quase em exclusivo, pelos corredores, de roupa técnica, feia, de lycra, com cores berrantes, etc. Que preferia uma boa t-shirt de algodão, de preferência cinza ou azul escuro.

Ora, não vale a pena explicar que passadas umas semanas desse post a minha gaveta de material de desporto começou a ficar cheia da tal roupa que criticava. Sobretudo porque um dos factores mais importantes e distintivos da moda é a identificação com grupos. E se somos corredores, porque não nos vestirmos como tal? E, no caso há ainda as questões técnicas, claro.

Mas os mais atentos certamente já deram conta de artigos, sobretudo nos media internacionais, sobre a influência da corrida e do seu vestuário, sobretudo o calçado, na moda urbana que se usa todos os dias (para a escola, trabalho, etc.).

Se há uns anos foram as sapatilhas de corrida dos anos 1980 e 1990 que deram azo à moda dos “chunky sneakers”, agora a tendência mais recente é a entrada no mundo “fashionable” das sapatilhas de trail running. Sim, leram bem. Começam a surgir das lojas de moda, sobretudo por Berlim, Londres, Paris e Nova Iorque, modelos da Salomon, Hoka One One, etc, ao lado de roupas urbanas. Para uso diário. Trendy, ao que dizem. É giro de ver.

59341dac-bb03-4cea-a810-7506314b76fb.png

E já há marcas que estão a explorar este filão. Entre elas uma bem conhecida dos corredores: a New Balance. Na passada semana quando recebi uns novos Hierro v5 (imagem acima), modelo de trail Running da marca norte-americana, fiquei, pela primeira vez na vida de pseudo corredor, baralhado: usaria as sapatilhas para correr ou aderia à moda recente e escolhi-as como calçado do dia-a-dia?

O modelo, especialmente nas cores que enviaram, causa esse conflito de ideias. São bonitos, têm pinta, será quê…comecei a pensar. E andei naquilo umas horas. Até que sábado de manhã com um treino muito ligeiro combinado ali para os lados de Monsanto o corredor falou mais alto. E lá fui eu com os Hierro calçados para o mato para pisar a terra, a lama e as poças de água.

A preview

E foi a decisão mais acertada. Gostei muito do seu comportamento. Com meu atual nível de corrida não os testei a sério. Mas isto é como andar de bicicleta, não se esquece, sejam 2 quilómetros sejam 20. E estive atento a todos os detalhes da resposta dos Hierro. Agarram bem em solo mais técnico e só numa descida - bastante íngreme por sinal - derrapei um pouco, nada demais.

São sapatilhas com uma base de apoio interessante o que dá muito conforto e transmite confiança ao corredor. Lembro-me de ter testado uns Hierro há um par de anos e achar que eram muito estreitos, propícios a torcer o pé. Estes não. 
Para além da boa base que permite um bom apoio, tem proteção para os dedos na frente - porque há sempre aquela pedra que não devia estar ali, sobretudo com quilómetros sucessivos nas pernas.

Ao fim de oito quilómetros feitos bem devagar (em breve escrevo sobre a situação do meu joelho) cheguei a casa muito contente. Apenas não muito convencido se fiz a escolha certa: ganhei umas excelentes sapatilhas de trail…mas se calhar perdi um par de ténis para andar no dia-a-dia. 
Em breve, não tão em breve como noutros tempos, farei a review final. Fiquem atentos, boas corridas.

Agenda de provas 2020: Março é para a Terceira

imagem-promocional-rocha-do-chambre-azores-bravos-

Yeah! Ficamos super contentes quando soubemos que em Março de 2020, teríamos a oportunidade de ir correr para a ilha da Terceira. Somos loucos pelos trilhos Açorianos e já corremos no Faial, Pico, São Jorge, Santa Maria, Flores e Corvo. É com o Azores Bravos Trail, o novo evento de Trail Running dos Açores, que teremos a oportunidade de visitar a ilha da Terceira.

imagem-promocional-azores-bravos-trail.jpg

Será de 27 a 29 de março de 2020 que irá decorrer o Azores Bravos Trail no lado ocidental da Ilha. O Azores Bravos Trail é composto por duas provas, uma com 55 km e a outra com 30 km. A organização deste evento encontra-se a cargo da Associação de Atletismo da Ilha Terceira, em parceria com os Municípios de Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória. O evento começa já na 6a feira e termina no domingo:

    • 6a feira, 27 de março de 2020 – receção dos participantes;
    • Sábado, 28 de março de 2020 – provas de 30km e de 55km e entrega de prémios;
    • Domingo, 29 de março de 2020 – caminhada de recuperação pelo centro histórico de Angra do Heroísmo com entrada nos edifícios mais emblemáticos.

 

A Ilha Terceira, também conhecida por Terra dos Bravos, é o cenário do novo trail running dos Açores que pretende desafiar-nos ao mesmo tempo que nos oferece paisagens únicas. Falamos de mato e pastagens com o vislumbre do mar num horizonte a perder de vista e também de recantos misteriosos, do cheiro a erva húmida, a maresia e a floresta. Parece bem?

Trata-se de uma primeira edição, na qual não queremos faltar! Iremos 8 atletas do Correr na Cidade, alguns na prova dos 30K e outros na dos 55K. Em ambas as provas, teremos a oportunidade de conhecer o interior da Ilha Terceira, desvendando percursos que, até para os locais, serão uma novidade visto que presentemente não fazem parte de trilhos demarcados. 

  • A prova de 30 km (~1500m D+) sai da Lagoa do Negro, passando pelos Mistérios Negros, desafiando a majestosa Serra de Santa Bárbara e acaba na tradicional e festiva zona de lazer da Serreta. 
  • A prova de 55 km (~2600m D+) tem como partida o Clube de Golfe para alcançar o mesmo ponto de chegada, mas com muitos mais desafios pela frente em que se destaca a imponente Rocha do Chambre.

 

As inscrições nestas provas já se encontram abertas e poderão ser feitas através do site, onde poderão também encontrar toda a informação relacionada com o evento, como sejam os percursos, o regulamento e o programa, bem como outros dados com interesse turístico para quem se desloca até à Ilha Terceira para participar nas provas. 

Sobre a logística, nós já marcamos os nossos voos pela Ryanair por apenas 60€ por pessoa, direto, ida e volta. E sabias que há alojamento na ilha a partir de 20€ por noite para um quarto duplo? Assim, uma escapadinha de 3 noites na Terceira com dorsal, fica a apenas 115€ por pessoa (e 125€ para a prova grande, aproveitando os preços promocionais). Despachem-se e aproveitem estes preços!

Vemo-nos na ilha?