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Correr na Cidade

Viciado em Sapatos de Corrida

IMG_7373 (1).jpgO meu nome é Tiago, tenho 39 anos e sou viciado em sapatos de corrida.

Tenho neste momento mais de 20 modelos diferentes de sapatos, contanto só os de corrida, mas já cheguei a ter quase 40 pares em casa!!! E vocês quantos pares têm? Prefiro nem saber. 

Em 2014 comecei a comprar sapatos de corrida e a querer cada vez mais, diferentes e de marcas novas. 

Durante algum tempo, comprava um par novo quase todos os meses, punha dinheiro de parte só para isso. Cheguei ao extremo de ter 4 modelos por estrear e continuar a querer mais e mais. Ainda tenho em casa 2 modelos que nunca saíram da caixa, nem sei se algum dia vão sair de tão lindos que são, demasiado para correr com eles.      

Tenho-me esforçado por resfriar esta vontade e já desde desde os saldos do verão 2019 que não compro nada, na altura uns Hoka Speedgoat no ECI com 50% de desconto, era mesmo a pedi-las certo? Mas não é fácil resistir.  

Seja porque nunca experimentei aquela marca ou mesmo aquele modelo específico, sou atraído por sapatos de corrida, então se forem para os trilhos gostava de ter todos os que há, ou quase. Não é fácil contrariar esta vontade de ter mais e mais e achar que o próximo sapato é que será o perfeito para mim e depois termina esta minha busca incessante.

Mas de certeza que não sou um caso isolado. Alguém mais se acusa?   

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Brooks, Adidas, Nike, Salomon, Saucony, Pearl Izumi, Puma, Berg, Inov 8, Skechers, North Face, La Sportiva, Hoke One One, Montrail, Merrell, New Balance, Reebok, Salming, Under Armour já experimentei e tenho ou tive.  

Mas existem tantas outras marcas que quero experimentar (Altra, Topo Athletic, 361º, Tecnica, Scott, On) sempre à procura da sapatilha perfeita, da próxima inovação ou de uma marca ainda desconhecida por cá. 

Não é um vício barato, mas isso nenhum o é. As sapatilhas estão cada vez mais tecnológicas e os preços seguem aumentando com alguns modelos já nos 150€ ou mais. 

Normalmente só compro em promoções ou nos saldos, lojas on-line ou físicas, mas já comprei alguns modelos em segunda mão só para ter o prazer de experimentar aquela marca ou modelo. Alguns deles ainda fizeram muitos quilômetros comigo. Em 2016 comprei uns North Face Ultra MT lindos que adoro e usei muitas vezes, devem estar "perdidos" nalgum canto porque já nos os vejo há algum tempo.   

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É um vício consumista, que tenho e quero controlar. Apesar de correr bastante não dou vazão a tanto sapato.

Além do dinheiro gasto, mas que é amortizado sempre que corro com eles, um daqueles pensamentos para tentar justificar a compra, existe o problema espaço. Sapatos em todo o lado, armários, quarto, escritório, trabalho, casa dos pais etc... Sempre que abro uma porta aparece uma caixa. 

Nos últimos 2 anos comecei a dar muitos pares a familiares e amigos e passei de quase 40 para 20 pares. Desses 14 são de trail, tenho sapato para subir e descer muita montanha até pelo menos 2022!  

Estes últimos 20 pares são-me difíceis de separar, até porque tenho uma ligação sentimental com algumas sapatilhas. Trazem-me boas memórias de provas ou treinos e não os consigo mandar embora, apesar de em alguns casos não os calçar há mais de 2 anos.  

É mau, eu sei, mas podia ser pior.

Review - Mizuno Wave Ultima 11 Amsterdam Edition

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Agora sim... Depois da prova rainha das corridas, a bela e dolorosa maratona, a minha primeira (e se calhar última :D ), posso finalmente dar a minha opinião final sobre esta edição limitada desenhada para a maratona de Amesterdão pela Mizuno em parceria com o museu nacional da Holanda (Rijksmuseum). 

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Para quem não teve a oportunidade de ver a preview, recomendo passarem pelo nosso post e percorrerem a galeria de imagem para ver os inúmeros detalhes a relembrar o evento neste modelo. Neste momento os ténis têm cerca de 150km+ em uso em treinos longos, alguns de 10km, corrida do Tejo e, claro está, na grande maratona.

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Resumindo os detalhes do ténis:

  • Passada: neutra
  • Drop: 12mm
  • Peso: 329g (42.5 EU)
  • Preço: 135€ (A edição limitada)
  • Finalidade: treinos longos com foco no amortecimento.

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Na minha opinião, os ténis estão bem pensados para quem prefere algum dar primazia ao amortecimento constante num treino longo e não dá tanta importância à velocidade. São também mais indicados para quem pode ter aqueles quilinhos a mais. A estabilidade e absorção do impacto garantem o conforto mas o reverso da moeda está no facto de serem extremamente pesados, que acaba por prejudicá-los. São os ténis mais pesados que já usei, cerca de 50g a 60g superiores ao meu anterior limite.

Estar constantemente a puxar 329g em cada pé ao longo de tanto tempo era algo que me "assustava" um pouco pois temia que me fosse criar ainda mais fadiga muscular. Creio que esse receio confirmou-se na maratona com o decorrer da distância. No entanto, os pés saíram completamente ilesos, sem uma única mazela! Zero bolhas! Na minha opinião, o seu reforço de acolchoamento, muito contribuíram para isso.

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Há ainda uma ressalva que pretendo alertar que depende dos locais onde irão ser usados os ténis. A temperatura!
Nos treinos e provas que fiz com eles por Lisboa, a temperatura interior era um pouco elevada. Não sentia o pé húmido, muito graças à respirabilidade dos ténis penso, mas é um facto que sentia os pés bem mais quentes. Apesar de tudo, não me preocupei muito porque no dia da maratona era esperada uma temperatura mais fria, onde a proteção ao frio seria até bem vinda. Mas convém ter esse detalhe em conta na hora da escolha do modelo.

Veredito final

Nem sempre é fácil encontrar modelos desta marca para running pelas lojas portuguesas, mas fiquei bastante surpreendido com a resposta dos ténis e especialmente com a envolvência e participação que a que a marca apresentou nas provas de Amesterdão. Estão de parabéns Mizuno. Estes são mesmo a celebração de um momento único!

Sendo uma edição limitada cheia de detalhes, com as cores que em tudo lembram os detalhes de Rembrandt e presente também na atmosfera noturna de Amesterdão. Não posso se não atribuir nota máxima ao design! O seu amortecimento levará também a nota máxima, já o reverso da moeda, o conforto, devido ao peso, na minha opinião é penalizado. O preço encontra-se nos valores idênticos a ténis da mesma gama, um pouco mais elevados que o modelo normal, mas perfeitamente compreensível sendo uma edição especial.

Design/Construção 20/20

Estabilidade e Aderência 18/20

Conforto 16/20

Amortecimento 20/20

Preço 17/20

Total 91/100

Corrida e Cerveja, a melhor combinação! Vem aí a Beer Runners!

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Oh yeah! A nossa amiga Natália Costa, #anutricionistacorredora, bem diz: corrida e cerveja combinam bem! Já houve várias iniciativas em Lisboa que uniram estes dois elementos. Desta vez, são os Cervejeiros de Portugal que apresentam a primeira Beer Runners. A iniciativa será já no próximo dia 3 de novembro, com partida às 10h00 da Praça do Império, em Belém, juntando dois aspetos relevantes  da cultura portuguesa: a atividade física e o ato social de partilhar uma cerveja. Gostamos disso!

A prova, de nível fácil, contempla uma corrida de 10km e uma caminhada de 5Km, e destina-se a todos: atletas profissionais, amadores, corredores experientes, iniciados e praticantes de caminhada. Como o secretário-geral dos Cervejeiros de Portugal, Francisco Gírio afirma, “Esta corrida visa, acima de tudo, (...) celebrar a amizade e a cerveja, ao mesmo tempo que promovemos o consumo moderado de uma bebida com baixo teor alcoólico e incentivamos todos a adotarem um estilo de vida ativo e saudável”.

Sabias que o movimento “Beer Runners” surgiu, em 2007, na Filadélfia? Tudo começou quando um grupo de corredores, inspirado por um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Granada, que atestava a relação benéfica entre a prática desportiva e o consumo moderado de cerveja, começou a organizar corridas uma vez por semana, que terminavam sempre com a partilha de cerveja.

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O quê? A cerveja faz bem a nós, runners? Sim! A nossa “nutricionista corredora", Natália Costa explica: “A cerveja contém vitaminas do complexo B, sódio, magnésio, uma elevada presença de antioxidantes e um alto teor de água que fazem desta bebida, sobretudo a versão sem álcool, uma excelente aliada na recuperação após a prática de exercício físico. Consumida com moderação, a cerveja é um ótimo complemento da água na reidratação do organismo, que é fundamental para assegurar que os resultados da atividade física são satisfatórios”.

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No final da “Beer Runners”, todos os participantes que cruzarem a meta terão oportunidade de degustar uma cerveja e cerveja sem álcool, acompanhada de tremoços e frutos secos, para repor os níveis de hidratação e de sódio.

Vemo-nos dia 3 para uma corrida e uma cerveja? As inscrições encerrarão automaticamente, assim que se atingirem os 1.000 inscritos. A corrida de 10 km custa apenas 5€ e a caminhada 5 km, 3€. Inscrições e informações em: https://beerrunners.pt/

Vamos lá celebrar a amizade e a cerveja! :D

2020 começa com uma Corrida até ao Fim da Europa

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Já começaram a planear o vosso calendário de corridas para 2020? Nós já e começaremos com a emblemática Corrida do Fim da Europa. Sim, sabemos que os Açores é que são o fim da Europa! O Cabo da Roca, a meta desta corrida que decorre dia 26 de Janeiro, é “apenas” o ponto mais oriental da Europa Continental.

Como muitos de vocês já devem saber, a Corrida do Fim da Europa, é uma prova de corrida com sensivelmente 17 km de extensão que começa na vila de Sintra e acaba no Cabo da Roca. É uma das mais antigas e tradicionais provas nacionais, decorrendo numa das paisagens mais encantadoras de Portugal. Sabias que a Vila de Sintra é considerada Património Mundial da Unesco? Esta beleza é comprovada pelo facto de estar entre as 10 primeiras no livro World’s Ultimate Running Races, da Harper Colling Publishers, que destaca as 500 mais emblemáticas provas a nível mundial.

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2020 já será a 30a edição desta corrida e a grande novidade é que, depois dos participantes insistirem muito, nesta edição haverá medalha de finisher! A dureza da prova, o seu percurso, e também as condições climatéricas que, normalmente, se fazem sentir em Sintra no mês de janeiro, nomeadamente no local de chegada, Cabo da Roca, tornam esta prova, uma das mais desafiantes e únicas em Portugal.

Como se trata de uma corrida com locais de partida e chegada distintos, a prova envolve alguma logística. Felizmente, a prova disponibiliza um serviço de autocarro e de bengaleiro. As inscrições são super limitadas. Há apenas 3000 vagas disponíveis em 3 fases de inscrição. A ordem de inscrição define a hora da partida. Para que os atletas possam correr confortavelmente nos primeiros quilómetros, são feitas duas partidas: 10h00 e 10h15. Os atletas de ambas as partidas serão agrupados na mesma classificação, considerando o tempo individual da sua prova.

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No que toca às inscrições, na edição de 2020, será utilizada a plataforma de inscrições da Prozis para tornar a sua inscrição mais simples. Ha 3 fases de inscrições:

  1. Primeiros 1000 atletas - 16€
  2. Segundos 1000 atletas - 18€
  3. Terceiros 1000 atletas - 20€

Estes preços não incluem:

  • Transporte Antes da Prova: +2,00€
  • Transporte Depois da Prova: +4,00€

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A Corrida do Fim da Europa é uma corrida que exige alguma preparação de subidas, pois conta com mais de 400m de d+ (podem ver a minha prova de 2019 aqui, no Strava)! Vamos a isso? Venham treinar connosco às 2as feiras às 19h30 no Cais do Sodré, onde conquistamos umas boas subidas pelo centro da cidade. Ou vem treinar connosco, no treino oficial de preparação para a Corrida do Fim da Europa, dia 9 de Novembro em Sintra! Podem encontrar mais informação sobre estes e outros treinos no nosso Facebook.

Onde correr no Rio de Janeiro, Búzios e Ilha Grande

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Nos dias dias antes do grande evento do ano, a Maratona de Amsterdam, o Xiko e eu estivemos pelo Brasil. Embora já tivéssemos entrado na altura de tapering, o descanso pré-maratona, e claro, que aproveitamos a viagem para descobrir novos lugares correndo.

Assim, a nossa primeira corrida foi no Rio de Janeiro. Contactámos um grupo de corrida do Rio para combinar ir correr com eles, mas como as condições meteorológicas não eram as melhores, o treino, que estava marcado no Parque Lage, foi cancelado. Assim sendo, fizemos uma breve pesquisa sobre onde correr no Rio e como estávamos hospedados em Leblon, apostamos na Lagoa Rodrigo de Freitas. A volta a Lagoa são cerca de 7,5km e é uma zona muito procurada entre os runners. É um percurso relativamente plano, onde, pelas 8 da manhã, já se via muitos corredores, ciclistas e ainda praticantes de remo, no lago. Quando completamos a volta a Lagoa, decidimos cortar caminho por Ipanema em direção a Praia e acabar os 10km previstos na ciclovia junto a emblemática praia. Aqui, havia muita gente a treinar beach tennis e treinos HIIT com coach, enquanto outros atletas desfrutavam do seu côco num dos cafés ao longo da praia. Lindo! Podem ver o nosso percurso de corrida no Rio de Janeiro aqui, no Strava.

O Rio e, sem dúvida uma cidade com uma grande presença de desporto. Adoro! E é seguro? Da nossa experiência, sim. Estes bairros, são mais tranquilos a nível de criminalidade e os runners corriam bem equipados, com relógios e tudo. Desde que a corrida seja feita durante o dia e numa zona bem frequentada, penso que correr no Rio e “tranquilo”. 

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Próxima paragem: Búzios. Em Búzios, agarramos a oportunidade para explorar uns trilhos, ou “trilhas”, como se diz por aqui. Mais uma vez, como uma breve pesquisa online, descobrimos que no lado Este da Praia de Geribá, conhecida pelo surf, podíamos encontrar uns trilhos. E assim fomos explorar, de colete com a devida nutrição e com o objetivo de fazer cerca de 1,5 horas, exploramos a paradisíaca Praia de Ferradurinha e do Amor e as suas encostas com vistas incríveis sobre o Atlântico. Podem ver o nosso percurso de corrida em Búzios aqui, no Strava.

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A terceira e última paragem da nossa viagem foi a bela da Ilha Grande. Com uma área de 190 km2 e não tendo carros, a ilha tem mais de 150km em trilhas pela sua impressionante mata Atlântica e praias de areia branca. Um dos percursos mais populares para corrida na Ilha Grande é a Trilha da Vila de Abraão até a Praia de Mendes Lopes, considerada das mais bonitas do Brasil. Este percurso, só de ida, foram cerca de 7 km em trilhos bem assinalados. Para voltar à Vila, optamos por um taxi-boat da Praia do Mangue até Abraão. Podem ver o nosso percurso de corrida até Lopes Mendes aqui, no Strava.

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A experiência de corrida mais épicas desta viagem foi sem dúvida, a trilha até ao Pico do Papagaio, com o intuito de ver o nascer do sol. Sendo que o sol nasce às 5 da manhã e que o percurso, com uma extensão de apenas 6,5 km conta com mais de 900 m de D+, o nosso guia Edgar, colombiano e um trail-ninja, sugeriu sairmos às 2 da manhã para garantir que chegássemos a horas de ver o nascer do dia. O Edgar trabalha no Jungle Lodge onde estávamos hospedados, pelo que o arranque foi diretamente do nosso alojamento.

Devidamente equipados com coletes de hidratação e agasalhos para esperar o momento do nascer do sol, lá arrancamos pelas incríveis trilhas da ilha, de telemóvel na mão a servir de lanterna. Corremos por trilhos de dificuldade alta, com muitos raízes, árvores caídas e pedras pelo caminho. Os aromas e a orquestra da fauna local eram incríveis. Recomendamos vivamente a contratar um guia para esta aventura, pois o trilho não está assim tão bem assinalado e o guia pode ajudar também em caso de árvores caídas no percurso e de eventuais percalços. Conseguimos chegar ao topo do Bico de Papagaio em 2,5h, foi “bem rapidinho”, de acordo com o Edgar. Tínhamos então cerca de meia hora para esperar pelo momento do nascer do sol. Só que não. Estava um dia super nublado e não vimos sol nenhum, apenas uma tela branca e muito frio (até usámos uma manta térmica para nos aquecer as pernas). Esperamos quase uma hora, com a expectativa da vista melhorar, mas nada feito. Enfim, valeu pela aventura da subida e o regresso também foi incrível. Recomendamos vivamente! Podem ver o nosso percurso de corrida na Ilha Grande aqui, no Strava.

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Se tiverem mais sugestões sobre correr no Rio de Janeiro, ou alguma questão, não hesitem em comentar. Correr no Brasil é incrível. Experimentem!

5 razões para participar na Extreme West Atlantic Adventure

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Embora já tivesse passado algum tempo desde que cruzamos a meta da Extreme West Atlantic Adventure, não queria deixar de partilhar convosco 5 razões para participarem nesta aventura única! Sim, a Extreme West Atlantic Adventure, faz jus ao nome e é uma verdadeira aventura, não “apenas” uma prova de trail (como a Sónia Tubal explica no Race Report). For em meados de Setembro que o Xiko e eu passamos 3 dias nas Flores e no Corvo nos Açores

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A Extreme West Atlantic Adventure é uma prova de trail running composta por três estapas. A primeira etapa foram “apenas” 7km. Mas, esses 7km foram SEMPRE a subir, pois, foram quase 1000m de D+! Loucura! O segundo dia, fomos de barco para o Corvo para correr 19km com 1400m de D+ e no último dia voltámos às Flores para 35km com 2450m de D+.

As opiniões acerca desta prova épica são unânimes. Para quem gosta de trail e de viajar, é um must! De facto, posso afirmar que a Extreme West Atlantic Adventure é das minhas provas preferidas. Porquê? Explico-te já!

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5 razões para participar na Extreme West Atlantic Adventure:

  1. É uma prova por estapas - o facto de corrermos 3 dias seguidos é outro tipo de desafio, tanto para a cabeça como para o corpo. Correr uma prova por etapas envolve algum cuidado na gestão do esforço e na recuperação. Escrevi algumas dicas sobre como preparar uma prova por etapas aqui neste post. À nível de etapas, a Extreme West Atlantic Adventure é bastante diversificada. Começamos com um KM vertical, tivemos a oportunidade de correr no caldeirão único do Corvo e o remate final foram os 35km pelos trilhos épicos da ilha das Flores, desafiando a nossa resiliência. 
  2. Este ano, a Extreme West Atlantic Adventure, contou com apenas 50 vagas - e é claro que, no final da última etapa, já toda a gente se conhecia. Foram 3 dias muito intensos neste simpático grupo de amantes da natureza e desafios, nos trilhos, mas também em passeios de barco, almoços, jantares e convívio geral! A partilha de experiências entre participantes é brutal. E o Xiko e eu ficámos super impressionados com hostórias de 100 milhas e provas em condições extremas. Somos realmente uns “rookies” do trail!
  3. Ao participar na Extreme West Atlantic Adventure ficarás a conhecer pelo menos 3 ilhas do arquipélago dos Açores. E na verdade, visitar as ilhas mais remotas do arquipélago é algo muito único. Dos teus amigos, quem é que já esteve nas Flores e no Corvo? ;) E, para chegar às Flores, terás que voar primeiro a São Miguel ou Terceira. É portanto, de aproveitar para conhecer pelo menos três ilhas! Nós aproveitamos a escala em São Miguel para dar uma volta pela zona das Sete Cidades de scooter. Foi brutal, mas uma tarde apenas, soube a pouco!
  4. Ao participar na Extreme West Atlantic Adventure estás a ajudar na economia local de duas das ilhas mais remotas da Europa! Sim, se formos a pensar no turismo sustentável e encararmos as nossas viagens como um investimento nas economias locais, onde investirias? Em Portugal, claro!
  5. Este último ponto é comum a todas as provas do Azores Trail Run: a excelente organização! A Extreme West Atlantic Adventure não conta com packs com voo e alojamento incluído, mas isso também é fácil de tratar. Agora, no que toca à logística da prova, a Extreme West Atlantic Adventure é muuuito boa! Temos autocarros e barcos para nos levarem aos locais mais incríveis para correr, abastecimentos muito bons e uma equipa maravilha!

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Então, que acham? Bora lá? Para o ano vemo-nos nas Flores e Corvo? ;)

Vem aí o Sintra Trail Monte da Lua!

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Correr em Sintra é maravilhoso! Acho que todos concordamos. Temos feito alguns treinos na Serra de Sintra e adoramos participar em provas de trail na Serra para descobrir trilhos novos e puxar pelos nossos limites. Dia 23 de Novembro, Sintra dá as boas vindas à uma prova nova: o Monte da Lua. Trata-se de uma prova noturna com arranque às 20h no Palácio da Vila - Terreiro da Rainha Dona Amélia. Quem se atreve? 

Sintra, é um daqueles lugares cheios de magia e mistério, que a UNESCO o classificou como Património da Humanidade. É precisamente no coração de Sintra que terá lugar o Sintra Trail Monte da Lua. 

O Sintra Trail Monte da Lua 2019 contará com duas distâncias: o trail de cerca de 10km e a caminhada de 6km. Os percursos do Sintra Trail Monte da Lua 2019 proporcionarão a passagem em ruas, vielas, escadas e túneis, monumentos, jardins, miradouros, pontes e trilhos desafiantes e deslumbrantes que constituem o palco para uma noite passada a praticar desporto em contacto com a natureza, e com o riquíssimo património histórico-cultural de Sintra como cenário.

Os principais pontos de passagem do emblemático trail de 10K, inicia-se no Terreiro Rainha Dona Amélia, dirige-se para os Paços do Concelho e passa por:

  • Caminho dos Castanhais,
  • Quinta da Regaleira,
  • Calçada dos Clérigos,
  • Rampa do Castelo,
  • Castelo dos Mouros,
  • Estrada da Pena,
  • Monte Sereno,
  • Jardim da Vigia,
  • Parque da Liberdade,
  • terminando novamente no Terreiro Rainha Dona Amélia.

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A distância de 6K da caminhada passa por um percurso muito idêntico. A caminhada inicia-se no Terreiro Rainha Dona Amélia, segue pela Rua da Biquinha, Caminho dos Castanhais, Quinta da Regaleira, Rua Maria Eugénia Reis Ferreira Navarro, Calçada dos Clérigos, Convento da Trindade, Igreja de Santa Maria, Jardim da Vigia, Rua das Murtas, Parque da Liberdade, Palácio Valenças, chegada ao Terreiro Rainha Dona Amélia.

Embora a distância fosse relativamente curta, a organização providenciará, a todos os atletas participantes no Trail, água aos 7Km, mas não engarrafada por questões ambientais. Cada atleta deve levar o seu cantil que poderá reabastecer nesse local. Que excelente iniciativa! No final a organização disponibiliza uma peça de fruta, e água potável não engarrafada. Não serão permitidos abastecimentos aos atletas fora das zonas estabelecidas para o efeito.

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Não esquecer o material obrigatório a utilizar no Trail:

  • Casaco corta-vento ou impermeável
  • Manta térmica
  • Lanterna / Frontal e pilhas de reserva
  • Depósito de água ou equivalente com 0,5litro de capacidade, no mínimo;
  • Copo com 15cl, no mínimo;
  • Telemóvel operacional (com bateria e saldo suficientes);
  • Apito.

As inscrições estão abertas até 15/11 e custam 15€ até 31/10 para o Trail e 10€ para a Caminhada, aumentando 2€ depois do dia 31/10. Mais informações estão disponíveis no site oficial da prova. 

Boas corridas! 

Race Report SwimRun Arrábida: o regresso à Arrábida!

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Realizou-se no passado Sábado, dia 05, a 3ª edição do SwimRun Arrábida, etapa que elegeu os compeões nacionais de SwimRun.

Conhecemos a Cátia no treino na Arrábida em Setembro, ela tinha feito a primeira edição da prova e andava arredada destas aventuras à uns tempos. Nada melhor que um desafio para voltar em grande e convidámo-la a correr e nadar pelo nosso CnC. Este é o seu Race Report.

Faltam 2 semanas para a Maratona! E agora?

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Duas semanas ou apenas 13 dias? OMG! A cada dia que passa sinto-me mais entusiasmada e ansiosa! Embora já tivesse corrido a distância rainha do atletismo duas vezes antes, ela continua a impor respeito e excitação! É já dia 20 que estaremos no Estádio Olímpico da Capital da Holanda para a Maratona de Amsterdão. E, no mesmo dia, muitos de vocês estarão em Cascais para a “nossa” Maratona de Lisboa.

A duas semanas da Maratona, penso que é uma boa altura para partilhar sobre como correu a preparação e como serão estes dias pré-prova. 

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O meu objetivo para a Maratona de Amsterdão, é acima de tudo, curtir cada passo dos 42,195 km e fazer a prova em menos tempo que o meu PB atual (3h56min) seria um plus. Mas acima de tudo, curtir uma viagem à minha terra natal com amigos e divertir-nos! O Xiko vai estrear-se na distância e o Bruno também. O Nuno já tem várias maratonas no seu currículo. E a Ana e a Joana também vêm! 

A nível de treinos, não fui acompanhada por nenhum treinador ou planos de treinos da net. Tal como pretendo fazer na prova, nos treinos o objetivo era divertir-me! Fiz 2 ou 3 treinos longos (25-30km) à beira rio e também considero a minha participação no Extreme West Atlantic Adventure, onde corremos 10h em 3 dias, parte dos treinos, bem como as provas e treinos de SwimRun. 

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Tal como partilhei aqui no blog há 4 meses, tenho feito 5-6 treinos por semana:

  • Segunda-feira: 10K de corrida com subidas nos “Happy Mondays”
  • Terça-feira: yoga 
  • Quarta-feira: 45’ de RPM 
  • Quinta-feira: 10+K planos 
  • Sexta-feira ou Sábado: treino intervalado de alta intensidade com a Move HIIT
  • Domingo: treino longo, seja de corrida, trail ou SwimRun

 

Gostei da viagem até aqui. Sinto-me bem e tenho conseguido cumprir com o meu objetivo de treinos. Apenas gostaria de ter feito mais um treino de 3h, sozinha, em plano, para perceber melhor a minha capacidade à nível de ritmo. Tinha-me proposta fazer 3-4 treinos com por volta de 30K planos mas só fiz um.

 

 

Seguem algumas dicas práticas (que funcionam para mim) para estas duas semanas que faltam:

  • Confiar. O treino está feito e demos o nosso melhor. Agora já não vale a pena inventar e fazer treinos muito puxados. Entramos na fase de “tapering”, onde damos ao nosso corpo o merecido descanso. Continuamos ativos e fazemos alguns treinos de corrida, mas nada de séries ou longões. Está bom assim, é apenas manter.
  • Uma coisa importante é facilitar a recuperação dos músculos com massagens. Tenho mais uma massagem desportiva marcada 3 dias antes da Maratona e também já marquei a massagem “pós-massacre”. Quem me “tortura”, é a “minha” Joana da Jing Massagens. 
  • A nível de equipamento, também já não vale a pena inventar. Espero que tal como eu, te sentes bem com o calçado que usaste nos treinos longos. Pessoalmente, menina do trail que sou, vou levar uma mochila de trail para a maratona. A prova tem 10 abastecimentos mas ainda assim, gosto de levar o meu próprio abastecimento. Levo uns bidons de água com Tailwind (para quem não conhece, é um 2-em1, energético e isotónico, 100% natural que se mistura com água. Também foi o meu “combustível” nos Açores) e uma barrinha.
  • Outra coisa importante a considerar nesta preparação é a nutrição. Temos vindo a ser acompanhados pela Nutricionista Ana Guerra (sim, a Ana aqui do blog). Em 4 meses de acompanhamento, tanto o Xiko como eu atingimos o nosso peso ótimo para correr uma maratona. Nunca estive tão leve na minha vida adulta e sinto-me mais forte que nunca! Também a minha anemia está mais controlada (através de suplementação, para já). Que venham esses 42 km!

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  • De resto, nos 4-5 dias antes da prova, já sabem: 
    • Hidratar bem, beber muita aguinha;
    • Aumentar a ingestão de hidratos de carbono;
    • Garantir que temos as unhas bem cortadinhas;
    • Tentar descansar muito;
    • Verificar se temos o equipamento todo OK;
    • Alongar e manter uns treinos muito ligeiros;
    • Desfrutar da excitação pré-prova!

 

Para mim e o Xiko este último ponto vai ser um desafio, pois vamos agora estar 9 dias no Brasil! É aproveitar para descansar, comer bem e ter cuidado com as caipirinhas! Dia 17 chegamos a Lisboa e dia 18 já voamos para Amsterdão! Nem damos hipótese ao jetlag! :p

E vocês, como vivem estas duas semanas antes da Maratona?

 

Fim de semana Multisport Coimbra 2020

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Em junho do próximo ano Coimbra vai estar em festa para todos nós que gostamos de correr, nadar e andar de bicicleta!

A 13 e 14 e Junho de 2020, Coimbra vai ser palco de uma verdadeira festa do desporto que inclui oito provas distintas de triatlo, acessíveis desde ao estreante até ao atleta de topo tanto a nível nacional como internacional.

O MULTISPORT WEEKEEND COIMBRA 2020 vai ainda ter uma prova muito especial de natação, a travessia nocturna a nado do Mondego, algum verdadeiramente diferente e que vai ficar na memória.