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Correr na Cidade

Race Report: Corrida Jorge Pina 2019

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Decorreu hoje, no Parque de Jogos 1º de Maio em Lisboa, a 4ª Corrida Associação Jorge Pina. E é claro que, depois da “festa” do ano passado, este ano não falhámos! Chamamos a corrida de festa porque o convívio no Parque de Jogos 1º de Maio antes e depois da prova é sempre excelente. Trata-se de uma prova inclusiva, além dos habituais 5 e 10K, também provas jovens: Benjamins A e B, Infantis, Iniciados, Juvenis e Juniores. Havia realmente participantes de todas as idades e também atletas em cadeiras de rodas e invisuais. Que inspiração!

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A parte que mais me encanta nesta prova é que é de cariz solidário e que tem como objetivo angariar fundos para as obras de requalificação da Academia Jorge Pina, no Bairro do Armador, em Marvila. Com o desenvolvimento das atividades da Associação Jorge Pina pretende-se apoiar crianças e jovens inseridos em diferentes contextos familiares, sociais e económicos, com ou sem limitações físicas e/ou psicológicas, proporcionando-lhes a prática de diferentes modalidades desportivas.

Combinamos com o Luís Costa, que vinha fazer a prova connosco, no meio do relvado da pista de atletismo. Que belo dia que estava! E finalmente, depois da Corrida do Tejo da semana passada, onde senti o corpo ainda muito cansado da aventura de 3 dias nos Açores na semana anterior, estava a sentir-me com mais energia e forte! Não estava a contar com um PBT, pois o meu foco este ano não tem sido velocidade, mas sim distância.

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A prova arrancou na pista no estádio, que é sempre um bom começo! Saímos do Parque de Jogos, por Alvalade para a Avenida da República, em direção à Saldanha. Sim, passamos pelos túneis, tanto na ida e na volta, mas confesso que acho que até dá alguma dinâmica ao percurso. O facto de ser ida e volta também tem a sua piada porque acabamos por passar por muitas caras conhecidas, promovendo o incentivo mútuo.

Sentia-me bem, arranquei forte, com a grande Elisabete, com os batimentos sempre em altas. Quando sentia os batimentos a exceder os 180, abrandava um pouco. E fui gerido dessa forma, sem tempos, sem pace, só com o coração. Entretanto a Elisabete arrancou (e fez pódio no escalão!) e fiquei “sozinha” e um pouco desmotivada. Felizmente, rapidamente fui apanhada pela Ana Monteiro e fomos puxando uma pela outra até a meta. A meta também é na pista, o que nos incentiva a acelerar nos últimos metros!

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Olhei para o relógio e fiquei muito satisfeita quando vir que este marcava 45 minutos, seria claramente um PBT. Só que não! A prova não foi 10.000 metros, faltavam 600 metros… Foi pena. Na zona da meta encontrei vários amigos na mesma situação. Espero que a organização para o ano tenha mais cuidado com a distância exata do percurso para evitar este tipo de situações.

No final, o belo do gelado! Tão bem que soube. Não há medalhas para todos, só para os primeiros três de cada escalão, o que, pessoalmente, acho muito bem, pois só ligo a medalhas de provas maiores, mas é uma questão de opinião.  

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A prova serviu para testar algum material novo. Usei os novos calções de trail da Kalenji e adorei o espaço para arrumar o telemóvel, na cintura dos calções. No início estranhei, mas rapidamente me esquecia que levava o telemóvel às costas! À nível de calçado, levei pela primeira vez os Kiprun KD Light à uma prova e correu muito bem. São realmente “light” (review em breve, aqui no blog)!

Foi, mais uma vez, um evento muito lindo. De facto, a corrida é uma modalidade para todos. Para todas as idades e para todas as pessoas, tenham ou não necessidades de saúde especiais. Todos os participantes estavam super sorridentes e entusiasmados com a corrida. Foi realmente inspirador. O desporto, e em particular a corrida, é para todos, em grande parte, graças a pessoas como o Jorge Pina. Obrigada, Jorge! 

Race Report: Corrida do Tejo 2019

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A corrida do Tejo já é uma prova habitual para nós aqui no blog. Em geral marca a "rentrée"  às provas oficiais para muitos de nós e é uma boa altura para verificar o estrago que alguns abusos nas férias possam ter causado... não que seja o nosso caso, claro :D

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Esta é uma prova com enorme popularidade que este ano juntou 8000 pessoas a percorrer a clássica avenida marginal entre Algés e Carcavelos, num percurso de 10km, com o rio Tejo sempre no nosso horizonte. Mas isto é muito mais do que correr. É reencontro de  amigos com os quais nem sempre vai dando para estar, e rever caras  nossas conhecidas deste mundo do running!

E porque o reencontro de amigos significa diversão e alegria, também ao longo do percurso foram existindo momentos de simbiose entre o espírito da prova e os participantes com a presença de animação musical e grupos que nos davam um sorriso com os seus cartazes. Músicos, animadores, escuteiros, fotógrafos, bombeiros... e outros que possamos ter esquecido, muito obrigado a todos vocês!  

Feita que estava  a chegada, para alguns de nós foi tempo de descansar, mas para quem está na aventura da "road to Amsterdam" foi apenas tempo de hidratar um pouco e realizar o regresso também a correr, como parte dos nossos treinos longos!

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Corrida do Tejo até 2020! Isto é #morethanrunning!

Race Report: Extreme West Atlantic Adventure '19

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O Xiko e eu tivemos a oportunidade de correr três dias nas duas ilhas mais ocidentais do Arquipélago dos Açores no Extreme West Atlantic Adventure. Foi num treino na Marginal que, cerca de um mês antes da prova, encontrei a Sónia Tubal e desafiei-a a vir connosco, pois já tinha passado uns bons momentos com a Sónia nas ilhas :) Quando li a Race Report da Sónia no Facebook, identifiquei-me de tal forma com as suas palavras que decidimos partilhá-lo aqui:

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Por Sónia Tubal:

Azores Trail Tun – Extreme West Atlantic Adventure, se procuras uma prova não percas tempo esta não é para ti. Se procuras uma experiência inesquecível, então não percas a oportunidade porque foi absolutamente BRUTAL.

Amei, amei cada uma das etapas e nem sou fã de subidas e subimos para caramba, nem consigo descrever o como foi maravilhoso participar desta primeira edição. As pessoas (os maluquinhos da corrida como eu), os trilhos a organização, voluntários, fotógrafos foi tudo acima das minhas melhores expectativas, estão todos de parabéns porque levaram a cabo um evento que vai ficar na memória e no Coração dos amantes desta modalidade que se arrisquem a vir conhecer esta aventura.

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Nestes 3 dias senti-me a mais sortuda na terra, fui feliz, feliz, feliz e ainda mais feliz com tudo o que tive oportunidade de experienciar. Todos os sentidos foram aprumados para tão especial evento. Podem achar que estou a exagerar? Não estou, nem encontro palavras que descrevam tudo o que aqui passamos.

Agora um pouco de cada dia, já que o Azores Trail Run- Extreme West Atlantic Adventure percorreu os trilhos de Flores e Corvo 70 km de extensão e 4500 m de desnível positivo.

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Na sexta-feira, rumámos à Fajã Grande, na ilha das Flores, de onde partiram para o “KV Escadinhas do Céu”, percorrendo cerca de 6,5 km até ao ponto mais elevado da ilha, o Morro Alto. Loooool eu Sónia Túbal num km vertical xiiiiii mas não é que gostei da experiência e que até me correu bem! 1h08m para subir ao céu que nas Flores fica algures pelos 1000D+.

Se virem as fotos vão ver uma que diz na legenda km vertical e partimos bem lá de baixo de onde se vê umas casinhas junto ao mar. Partimos com sol e chegamos com chuva e parecia que tínhamos mudado de terra looool Açores no seu melhor…

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No sábado segundo dia de prova seguiu-se o Corvo, a mais pequena ilha do arquipélago açoriano. Aí, partida na pitoresca vila com destino ao Caldeirão, para depois regressar à vila, ao longo de cerca de 20 km.

Bem na sexta a tarde tive uma forte crise de enxaquecas com aura e nem consegui jantar mais do que 2 ou 3 bocadinhos de carne. Comecei a etapa bem mal disposta mas queria muito percorrer o Corvo e nem olhei para os lugares na classificação, era chegar ao fim (só quem tem sabe o mau que é mas siga).

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A paisagem uma vez mais não decepcionou e o tempo esteva fantástico, foi um dia muito bom por trilhos estupendos. As fotos são lindas e os fotógrafos estão todos de parabéns mas nem a melhor foto consegue mostrar tudo e realmente é mais um deslumbramento.

Ao terminar o Pinho ainda me teve de ver deitar a água toda cá para fora (que comida já não tinha nenhuma), no entanto conseguir ficar sem nadinha no estômago também me ajudou a conseguir comer e de tarde parecia renascida.

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Bem a tempo porque a organização brindou-nos com um fantástico passeio de barco pelas grutas e quedas de água para o mar das Flores e foi mais um momento incrível. Podem ver os vídeos na página da prova porque vão ficar encantados.

Domingo, a última etapa percorreu 38 km através de fajãs lávicas e detríticas, onde escorrem inúmeras linhas de água, formando impressionantes quedas de água na encosta. Que etapa, mais uma impressionante com uma beleza de cortar o fôlego, nem sei como descrever os trilhos por onde andei de tão luxuriantes que eram. Água, muita água e que locais incríveis para percorrer, sinceramente o que foi aquilo meu deus, estas ilhas são qualquer coisa de indubitavelmente maravilhoso.

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Quando cheguei aos 17km o meu pensamento foi realmente, que mer… Já estamos quase a acabar só falta metade desta etapa. Olhem que numa etapa com 2000 d+ ter este pensamento é porque realmente a coisa estava ao rubro de entusiamos de ali estar.

Amigos, posso não ter sido capaz de vós dizer o quanto amei e o quanto me senti feliz nestes dias, estas etapas são duríssimas não vou mentir mas são uma experiência absolutamente incrível e imperdível.

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O resultado foi segunda da geral nas contas finais das 3 etapas e primeiro as velhotas F40 mas sinceramente, não existe pódio que supere o que ali se vive e como se cresce numa prova destas. Muito, muito mas muito obrigado a todos os que tornaram estes dias possíveis e a todos os que com a sua presença enriqueceram estes dias.

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Este desporto é uma forma de vida incrível e temos de ser agradecidos por termos a oportunidade de ter estas experiências, a capacidade humana em dar valor ao que tem as vezes fica esquecida mas quem vive a vida assim tem a obrigação de ser mais feliz a cada dia e mais rico a cada experiência.

Win-Fit Sport - um suplemento para atletas?

Win-Fit Sport.pngNa altura de decidir qual o suplemento que deves comprar para ajudar a prevenir ou recuperar de lesões, dar um pouco mais de energia ou, simplesmente, para dar aquela confiança de que estamos a tomar algo que nos vai fazer bem, a escolha não é fácil. 

O mercado dos suplementos alimentares é enorme e, mesmo que a marca seja de confiança, nem sempre estamos a optar pelo melhor produto. Não basta que o suplemento tenha as doses recomendadas de certas vitaminas e minerais, mas sim que estas doses venham de boas fontes e que sejam bem absorvidas pelo nosso organismo. 

Há pouco tempo, o Win-fit Sport chegou ao mercado dos suplementos e anuncia que "É indicado para todas as pessoas que praticam exercício físico, para aumentar a energia, melhorar a performance e para a recuperação mais rápida após o treino. Ideal como energético e revitalizante, em situações de stress profissional, atividade física intensa e situações de fadiga."  Por isso, decidimos que um dos membros da nossa crew devia experimentar, pois está em fase de preparação para a maratona de Amesterdão em outubro.

Analisando a lista de ingredientes e a tabela nutricional, destaco alguns constituintes interessantes que vou explicar melhor.

Tendo em conta as necessidades dos atletas (amadores ou profissionais), existem alguns nutrientes que assumem algum destaque, como é o caso dos hidratos de carbono e o magnésio. No Win-Fit Sport, o magnésio encontra-se na Dose Diária Recomendada (DDR), mas numa forma que não é tão absorvida pelo nosso organismo (óxido de magnésio) (1). Isto quer dizer que uma boa parte deste micronutriente não será aproveitada.

A presença de Ginseng e de Ginkgo biloba é interessante por ajudar a aumentar os níveis de energia, principalmente a nível cerebral. Esta sensação pode ajudar na melhoria da perfomance e na redução da sensação de cansaço. Um estudo realizado em 2017(2) sugere que a suplementação com extrato de Ginkgo biloba pode melhorar a performance (expressa em VO2 max) em homens jovens e saudáveis. Por isso, são necessários mais estudos que garantam a sua eficácia.

Um outro ponto interessante é a presença de ácido alfa lipóico: alguns estudos indicam que intervém a nível da mitocôndria na produção de energia e na redução da inflamação. Devido ao seu possível envolvimento na redução do stress oxidativo, também está a ser estudado para ser aplicado como suplemento "anti-aging". E este suplemento contém a dose mínima recomendada para este ácido gordo - 300 mg (pode ter até 600 mg).(3)

Quanto à presença de BCAAs (aminoácidos de cadeia ramificada denominados por Leucina, Isoleucina e Valina) apesar de estarem na proporção correta (2:1:1, respetivamente) não é suficiente para termos uma recuperação muscular adequada após o treino. Para que tal acontecesse, seria necessário ter uma quantidade superior. Mas, quem pensa em suplementar com BCAAs para a melhoria da recuperação muscular, não vai tomar só este suplemento.

Conclusão: apesar de se tratar dum suplemento interessante e um pouco diferente dos que pertencem à categoria de multivitamínicos "normais", esperava que fosse um pouco mais surpreendente. O membro da crew que experimentou durante 30 dias, não sentiu grande diferença. Mas é importante referir que os efeitos dos suplementos podem variar de suplemento para suplemento e de pessoa para pessoa. Se é verdade que os atletas precisam de mais e melhores nutrientes devido à sua taxa de atividade física elevada, também é verdade que a alimentação adequada é essencial para a sua boa performance desportiva.  

Se já experimentaram este suplemento, partilhem a vossa opinião nos comentários!

Boas corridas!

Ana Sofia Guerra - Nutricionista (1321N) e membro da crew CnC

 

Referências bibliográficas:

(1) Coudray, C., Rambeau, M, Feillet-Coudray, C., Gueux, E., Tressol, J.C., Mazur, A. Rayssiguier, Y, Study of magnesium bioavailability from ten organic and inorganic MG salts in Mg-depleted rats using a stable isotope approach, 2005, vol 18, nº4, 215-23.

(2) Sadowska-Krepa, E., Klapcinska, B., Pokora, I., Domaszewski, P., Kempa, K., Podgorski, T., Effects os Six-Week Gilkgo biloba Supplementation on Aerobic Performance, Blood Pro/Antioxidant Balance, and Serum Brain-Derived Neurotrophic Factor in Physically Active Men, Nutrients. 2017 Aug; 9(8): 803, doi: 10.3390/nu9080803.

(3) Morawin, B., Turowski, D., Naczk, M., Siatkowski,I., Zembron-Lacny, A., The combination of alfa-lipoic ancid intake with eccentric exercise modulates erythropoietin release, Biol Sport. 2014 Aug; 31(3): 179-185, doi: 10.5604/20831862.1111435.

 

 

 

 

Preview: Mizuno Wave Ultima 11 Amsterdam Edition

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Não... não vou aqui falar de arte... ou melhor... vou... mas literalmente arte nos nossos pés! Isto é um resultado da edição especial da Mizuno, que é a patrocinadora oficial da maratona de Amesterdão, em parceria com Rijksmuseum. Nesta colaboração resultou a edição limitada para a TCS Amsterdam Marathon, evocando a celebração do "Ano de Rembrandt", que sinaliza os 350 anos da sua morte, com detalhes de uma das suas pinturas mais conhecidas,  o "The Night Watch".

Como sabem, alguns de nós vão participar nesta prova, e no meu caso, será até a minha primeira maratona. A Mizuno, brindou-nos com esta edição especial, baseado no seu modelo Wave Ultima 11.  Podem ir deslizando a galeria para ver alguns dos detalhes deste modelo, desde a impressão na palmilha aos nomes inscritos nas partes douradas, referenciando o pintor holandês, o museu e também a cidade. 

O modelo é aconselhado para corredores neutros que procuram conforto para distâncias médias ou longas, sendo até classificada pela própria marca como uma das suas sapatilhas com mais amortecimento.  No reverso da moeda com o amortecimento, vem o peso elevado para uma sapatilha, neste caso 320g ou melhor, 329g no meu número (42.5EU), valor bem mais elevado que com o que habitualmente corro. No entanto, parece-me ser uma das boas escolhas para a estreia numa maratona, pois não pretendo ficar sem pés a meio da prova.

Detalhes técnicos.

Como já referido, é indicado para uma passada neutra, com um drop de 12mm. A zona do calcanhar está fortemente almofada. A sua sola feita de um duplo composto responsável pelo absorção do impacto. Conta ainda com uma camada de borracha para garantir o bom atrito com o solo. A sola, face ao tamanho da sapatilha, é levemente mais larga, mas acima de tudo bastante resistente a torção lateral, garantindo assim uma maior estabilidade e apoio na totalidade do pé.

A parte superior é feita de uma malha respirável e que facilmente poderá expandir com o pé durante a prova. A sua língua é também bastante acolchoada.

Para quem gosta de correr pela noite, a marca não se esqueceu de vocês. Os detalhes dourados no calcanhar e na zona superior da palmilha são refletores, assim como o símbolo da própria marca.

Neste momento já contam com cerca de 40km nos meus pés, entre corridas de 8 a 15km. Já começo a não achar tão estranho o seu peso elevado, mas ainda falta realizar uns treinos longo para poder dar um veredito final sobre os mesmos, e claro está, a prova rainha :)

A edição especial deste modelo é unissexo e ronda os 135€, que se encontra dentro dos valores normais. Podem encontrar este modelo e outros produtos da Mizuno associados à maratona de Amesterdão aqui.

Agora se me dão licença, vou treinar mais um pouco. Até já!

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Equipamento de Trail de boa qualidade a bom preço é possível?

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É SIM!

Hoje deixo uma sugestão de equipamento de trail da Kalenji que tenho usados nos últimos meses, e aliam a qualidade a um bom preço.

 

TÉNIS XT7

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Uns ténis muito confortáveis, com um excelente grip em todo o tipo de terreno que experimentei. Já fiz treinos de mais de 20 Km com eles e mantêm o conforto. Confio que até um máximo de 50 Km são uma óptima aposta por um excelente preço (69€).

Adoro a bolsa embutida que tem para guardar os atacadores, só mudava mesmo os atacadores que correm com alguma dificuldade na altura de os apertar.

 

CALÇÕES JUSTOS CONFORTO DE TRAIL RUNNING

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Tudo o que procurava nuns calções encontrei neste modelo, calções interiores justos com a pressão certa, tecido externo leve, várias bolsas elástica à volta da cintura onde podemos levar uma soft flask, geis, barras, etc, bolsa fechada com fecho atrás onde podemos por o que queremos guardar mais seguramente, tudo isto a um fantástico preço (baixaram para 25€)

São calções de trail, mas gosto tanto deles e são tão funcionais que os vou levar para a Maratona de Amesterdão que vou fazer em breve.

 

T-SHIRT DE TRAIL

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Leve, leve, leve, é o que melhor traduz o que acho desta t-shirt. Um tecido muito muito leve e confortável, muito respirável e que sobretudo não ensopa com os litros de suor que deito fora durante uma corrida. O fecho frontal não irrita a pele e permite adequar perfeitamente à abertura que cada um prefere. 20€ por uma t-shirt com esta qualidade? Imperdível.

Aproveitem os 2 bolsinhos que a t-shirt tem atrás para guardar o lixo, seja a embalagem do gel ou da barra que comeram, ou o lenço que precisaram de usar, vamos deixar os trilhos como os encontrámos, limpinhos!

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Já usei muito equipamento de corrida, de muitas marcas, e encontrar o equilíbrio entre o que gastamos e a qualidade que procuramos, é sempre o mais difícil. Por cerca de 100€ dificilmente compramos uns ténis de qualidade das marcas de renome, quanto mais um equipamento completo, por isso que deixo esta sugestão.

O facto de todo o equipamento ser da marca de corrida da Decathlon é apenas um facto, apenas pelo facto de ser um dos locais onde mais procuro equipamento para todas as modalidades que fiz e faço, não sendo um post publicitário ou pago, de facto :)

 

Boas corridas!

Como preparar uma prova por etapas - vamos à Extreme West Atlantic Adventure

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O meu grande objetivo de running de 2019, a Maratona de Amsterdão, passou para segundo plano quando surgiu um convite irrecusável: a Extreme West Atlantic Adventure. Sim, o Xiko e eu vamos passar uns dias em 3 ilhas dos Açores e correr em 2, que sonho! 

E já só faltam menos de duas semanas! Dia 12 voamos para São Miguel, para dia 13 voar para as Flores e correr a primeira etapa da Extreme West Atlantic Adventure. A primeira etapa serão “apenas” 7km. Mas espera, esses 7km são SEMPRE a subir, pois, promete, ter 1000m de D+! Loucura! O segundo dia, vamos para o Corvo para correr 19km com 1400m de D+ e no último dia voltamos às Flores para 39km com 2450m de D+.

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Correr uma prova por etapas não é novidade para mim, pois já fiz 4 dias seguidos no Gerês, e sei a dureza que é! Mas vamos lá! Pela beleza das paisagens, pelo convívio de um pequeno grupo de atletas e pela excelente organização que é o Azores Trail Run, valerá, sem dúvida, a pena!

Seguem algumas dicas para preparar uma prova por etapas. Ressalvo que não sou nenhuma atleta profissional, e ainda menos um coach, apenas partilho o que funciona para mim e o que te pode ajudar a tua prova por etapas também ;)

1. Treino

Pois, o primeiro ponto, é o mais óbvio. Para correr uma prova por etapas, há que treinar. Há que meter kms nas pernas e habituar o corpo a treinar dias seguidos, com curtos intervalos de descanso. Não tenho tido muita disponibilidade para fazer treinos de corrida vários dias seguidos, mas a semana passada, fizemos quase 70km, e já deu para “sentir a cena”.

Além dos treinos de corrida e trail, claro que não devemos esquecer os outros treinos. Como sabem, sou adepta do yoga, RPM e treinos HIIT (faço com a Move HIIT no Jardim da Estrela).

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2. Descanso

Parece contraditório quando coloco “treino” em primeiro lugar, mas é verdade. É fácil perder a cabeça de deixar-nos levar por treinos demasiado intensos, longos ou seguidos, sem descansar devidamente. E quando falo em descanso, refiro me a rest-days, mas também a horas de sono. Pessoalmente, tenho tido um rest-day, pelo menos, por semana e durmo bastante. Tenho conseguido, “faltar” às festas de verão, e dormir pelo menos 8h por dia.

O que também posso considerar “descanso”, são as massagens desportivas que tenho vindo a fazer. Fazia massagens com “a minha Joana” uma vez por mês, mas agora com esta prova e com a Maratona à vista, intensificamos para 2 massagens por mês. É ótimo para recuperar dos treinos mais intensos e tratar de eventuais contraturas.

Durante os dias da prova, às vezes pode ser difícil descansar devido à ansiedade que sentimos ou porque o corpo está “demasiado exausto” para descansar. Nestas situações, recomendo um cházinho de menta, tentar meditar (ou concentrar na respiração) e evitar jantares tardes e pesados.

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3. Alimentação

Na preparação de uma prova por etapas, a alimentação é essencial tanto nos meses de preparação, nos dias antes da prova, durante a prova e ainda depois da prova.

  • Nos meses de preparação: os meses de preparação antes da prova são importantes para definir um objetivo e atingir o peso (e composição - massa gorda vs. massa magra) indicados, para manter bons níveis de energia para treinar e recuperar dos treinos e para nos habituarmos à alimentação que pretendemos fazer durante a prova. É aqui que entra a nossa Ana, a Ana, além de fazer parte do Correr na Cidade há anos, é nutricionista e tem vindo a especializar-se na área da nutrição no desporto. A Ana tem-nos acompanhado desde o início de Maio, ajudando a melhorar a nossa dieta para atingir os nossos objetivos. Desde então, os resultados têm sido muito positivos, o Xiko tem vindo a ganhar peso, com o aumento da massa magra, e eu perder peso, com a redução da massa gorda :)
  • Nos dias antes da prova: cerca de 5 dias antes da prova é essencial hidratar bem o corpo. Tenho vindo a beber 2-2,5 l de água por dia. Além disso, é importante abastecer o corpo com hidratos de carbono, como podem ler aqui
  • Durante a prova: tenho duas dicas básicas - não experimentar gels ou “coisas” novas e não esquecer de comer e de beber. Também aqui a Ana tem ajudado muito. Temos vindo a testar a nossa alimentação em treinos longos para ver o que funciona bem para nós. De momento, tanto o Xiko como eu, somos fãs de Tailwind. Tailwind é diferente dos gels habituais porque se mistura com a água, ou seja, vamos “comendo” muito gradualmente. Damo-nos bem com este “pózinho mágico” 100% natural e vegan. Apenas completamos o Tailwind com umas barras ou frutos secos de vez em quando porque também gostamos de mastigar :)
  • Depois da prova: como se trata de uma prova por etapas, a recuperação entre provas tem que ser rápida. Não costumamos consumir nada em particular depois dos nossos treinos, nunca fomos fãs dos batidos e isotónicos. Por isso, a Ana ajudou-nos a escolher o “recovery” mais indicado para nós. Mais uma vez, apostamos na Tailwind, na sua vertente “Rebuilt”, com proteína completa, hidratos de carbono e eletrólitos. O sabor de chocolate é ótimo! 

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4. Equipamento

No que toca ao equipamento, recomendo respeitar o costume “não testar material novo em prova” e ainda recorrer a todos os meios para facilitar a tarefa. É nesse sentido que recomendo o uso de bastões e do calçado mais confortável que tenham. Numa prova de três dias, levarei 2 pares de sapatilhas para ir trocando e para estar prevenida para eventuais imprevistos. Como se trata de vários dias, a previsão do tempo é um pouco mais incerta pelo que devemos estar preparados para tudo. Levarei o equipamento básico de trail, mas também bastões, boné, protetor solar, corta vento e casaco impermeável. Ah, e umas meias de compressão para ajudar na recuperação e/ou para usar no avião.

Penso que é tudo :) Acho que estou preparada. Vejamos! Tens mais alguma dica para partilhar? Sobre correr uma prova por etapas ou sobre correr nos Açores? 

Dicas de trail: como ser mais eficiente a descer

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As corridas ganham-se a subir e perdem-se a descer. Ouvi esta frase já há alguns anos e se na altura, ainda a começar a correr nos trilhos, fez pouco sentido para mim na altura mais  tarde comecei a entender o seu significado.

Descer é seguramente uma das fases mais técnicas do trail e onde a experiência e perfil do corredor se refletem em mais ou menos tempo despendido para percorrer o mesmo segmento de trilho.

Existem corredores de extremos, os que descem sem medo e sem grande reflexão e passam a “voar” e outros mais cautelosos que calculam cada passo e privilegiam uma descida tranquila e segura.

Ao longo dos anos fui aprendendo e progredindo, ganhando aos poucos confiança para descer cada vez mais rápido e com segurança. Além da experiência adquirida existem alguns factores que considero importantes e que trabalhados podem ajudar–vos a melhorar e serem mais rápidos a descer.

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Os cinco fatores de performance na descida

  1. Psicológico

Este fator reflete a noção de correr riscos. Tenho uma personalidade mais cautelosa ou tenho apetência para arriscar? Considero que é fator mais intrínseco e que varia de pessoa para pessoa. Sendo algo averso ao risco com os anos consegui ultrapassar alguns bloqueios e ganhar confiança para arriscar um pouco mais nas descidas. 

  1. Biomecânica

O impacto no chão e posicionamento do pé têm grande influência na nossa capacidade de descer depressa. Qual a parte do pé que apoiamos a descer? Metemos mais o calcanhar ou pelo contrário é a ponta do pé que entra em contacto com o chão. Uma melhor técnica de corrida, ou seja tocar no chão com a frente do pé traduz-se numa melhoria da performance na descida. Este é o fator mais importante e seguramente o que deve ser mais trabalhado.

  1. Força

Força máxima e força explosiva. Capacidade de desenvolver rapidamente força com os quadríceps e mudar de direção. Importância do trabalho de ginásio sendo que exercícios como os agachamentos normais, com peso ou com salto são bons exemplos e irão ajudar a ganhar força. 

  1. Percepção

Interpretação, seleção e organização da informação relativa ao caminho de forma a calcular a melhor trajetória. Análise do terreno, decisão e tempo de reação. Somos rápidos ou lentos?

  1. Material

Escolha da sapatilha e drop da sapatilha. As sapatilhas têm características distintas nomeadamente na aderência em diferentes pisos, amortecimento e na diferença de altura entre calcanhar e frente do pé, drop. Todos estes fatores influenciam na descida, sendo que um drop mais baixo poderá significar um aumento no apoio na parte de frente do pé ao invés do calcanhar.

Se tivermos em conta todos estes fatores, seguramente que com trabalho e experiência é possível melhorar a nossa performance a descer.

Boas corridas a todos. 

Preview: Merrell Choprock

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Um dos principais desafios do SwimRun, modalidade pela qual, 4 elementos do Correr na Cidade se apaixonaram, é encontrar calçado indicado. Trata-se de uma modalidade que combina corrida em trilhos com natação em águas abertas, sendo que estas duas se vão intercalando com até 10 transições por prova! Ou seja, corres molhado e nadas com ténis. Sim, parecemos uns loucos todos quitados com boias, palas e toca no meio do mato!

A grande pergunta do SwimRun é portanto, que ténis usar? O calçado para SwimRun deve ter uma boa aderência para correr em trilhos até cerca de 14-15km no total por prova e deve escorrer água muito rapidamente. Foi com base nestas duas necessidades que o Nuno, quando leu sobre os Choprock da Merrell, se lembrou logo que poderiam ser perfeitos para SwimRun. Os Choprock são sapatilhas de caminhada em montanha indicados para ambientes com água e com piso escorregadio.

Essencialmente, nem foram desenhados para “swim” nem para “run”, mas tendo em conta as suas características de super aderência, bem como super escoamento e rapidez na secagem, podiam perfeitamente ter sido desenhados para SwimRun. É neste âmbito que eu e o Nuno abraçamos a oportunidade de levar os Choprock à Serra da Arrábida e às suas águas para testá-los para as condições desafiantes e únicas da modalidade de SwimRun.

O primeiro teste foi feito num treino de SwimRun na Arrábida de cerca de 14km, com 4 transições e cerca de 1500m a nadar no total. O piso do percurso era maioritariamente trilhos single track, alguns estradões, um pouquinho de alcatrão e ainda alguma areia, claro.

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Primeiras impressões do Nuno:

Foi com enorme entusiasmo que recebei os novos Merrell Choprock para teste. Desde que comecei a fazer SwimRun procurava uns ténis com bom escoamento de água e sola com boa aderência e quando vi os ChopRock pela primeira vez achei que seriam os ténis ideais para esta modalidade. Ontem tive oportunidade para os testar pela primeira vez e as minhas expectativas foram alcançadas, quando saímos de água o escoamento de água é imediato e a sola Vibram é fantástica, tal como nos Merrell AllOut Terra Trail que tanto adoro, transmite uma sensação de segurança brutal.


Sendo uns ténis de caminhada e não corrida, não têm a dupla furação típica dos ténis de corrida, e é preciso cuidado a atar os ténis para ficarem suficientemente justos. Na ultima entrada na água os atacadores desapertaram num dos pés e foi necessário controlar a pernada para ele não fugir. No próximo domingo, já como uma amarração mais segura dos atacadores, vão ser a minha escolha para o SwimRun Arrabida.

 

Primeiras impressões da Bo:

Os sapatos distinguem-se dos Merrell de trilhos aos quais estou habilitada pelos furos na solo que permite escoar água, pelo upper-mesh altamente respirável (parece uma rede) e pela palmilha que também tem furos para facilitar o escoamento da água. Nesse sentido, nota-se que são ténis desenhados para ambientes aquáticos. O que gostei principalmente é a sola em Vibram® Megagrip®, com uma aderência incrível, o que dá muita confiança e a água escorre realmente super rapidamente. O que não gostei tanto, nesta primeira experiência, são o seu peso, ligeiramente acima do habitual (762g) e os seus atacadores demasiado compridos, mesmo um nó. 

 

Vamos ver como é que os Choprock se comportam em prova para vos podermos dar o veredicto final.