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Correr na Cidade

Preview: Saucony Ride ISO 2

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Começou o início dos treinos para a maratona e para me acompanhar, nada melhor do que estes belos Saucony Ride ISO 2. Já com 44kms de treinos, posso dizer que estou bastante satisfeito. Começei com um treino de 14 km pela cidade de Lisboa com 300 D+ e um de 10 km plano junto ao rio. 

O que me surpreende mais é o seu conforto com um drop de 8mm e o sistema ISOFIT, que proporciona um ajuste perfeito. Mesmo tendo sido desenvolvido para distâncias maiores, consegui um bom tempo nos 10k, quase a superar o tempo que fiz com os Kinvara 10

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Esta semana fiz um treino de 16 km e pareceu-me um passeio :) zero dores, zero bolhas, e super confortáveis. São realmente o que eu procurava. E entretanto, já fiz mais um de 18 km também. Os ténis pedem mais e mais! Podem acompanhar os meus treinos para a Maratona de Amsterdão aqui no Strava.

Em relação à sola têm mais aderência do que os Kinvara 10 devido ao sistema TRI-FLEX que tive a oportunidade de testar bem com a chuva nos 16 km e portaram-se lindamente.

Fiquem atentos para o Review final em breve.

  • Passada: Neutra
  • Drop: 8mm
  • Peso: 279 g Tam 43
  • Finalidade: Treinos diários, provas de curtas e principalmente longas distâncias.
  • PVP: € 139,95

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Faltam 4 meses para a Maratona de Amsterdão!

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Em Fevereiro partilhei aqui os meus objetivos e treinos para 2019. Passaram 4 meses desde então e faltam 4 meses para o grande objetivo do ano: a Maratona de Amsterdão. Penso que é a altura perfeita de partilhar um ponto de situação.

Para manter uma boa rotina de treinos, ajuda ter objetivos desafiantes. Dependendo do nível de corrida, um objetivo pode ser conseguir correr determinada prova de 10K em menos de 60 min. No meu caso, relembro os meus 3 objetivos:

  1. Meia Maratona de Milão dia 22/3 em menos de 2 horas - check;
  2. Maratona de Amsterdão dia 20/10 em menos de 4 horas;
  3. Divertir-me muito nalgumas outras provas (de trail e SwimRun) pelo meio: Proença-a-Nova, Piódão, Eco-Marathon, Corrida Atlântica

Plano de treinos

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Para atingir esses objetivos, sei que o que funciona para mim é um plano de treinos variado e complementar. Tenho feito 5-6 treinos por semana:

  • Segunda-feira: 10K de corrida com subidas nos “Happy Mondays”
  • Terça-feira: yoga (o meu yoga, no FitnessHut de Santos é super intenso e dinâmico, saio de lá a pingar!)
  • Quarta-feira: 45’ de RPM no FitnessHut de Santos (ajuda-me a ganhar velocidade, com os sprints, e força, com as subidas)
  • Quinta-feira: 10K planos (ritmo depende do grupo, pois são os treinos CnC x Move HIIT em Santos)
  • Sexta-feira ou Sábado: treino de alta intensidade e de reforço muscular no Jardim da Estrela com a Move HIIT
  • Domingo: treino longo, seja de corrida, trail ou SwimRun.

 

Tenciono também nadar para fazer 7 treinos, mas posso fazer alguns no mesmo dia, ficando com 5-6 dias ativos e 1-2 de recuperação por semana. A natação faz-me super bem mas nem sempre tenho disponibilidade.

A partir de agora, com menos de 4 meses para a Maratona, quero tentar fazer pelo menos um treino de estrada com mais de 90 min por semana. E nos meses de Agosto e Setembro, fazer 3-4 treinos com por volta de 30K. Já estou a alinhar agendas com o Bruno, Nuno e Xiko, que também vão participar na Maratona. Se te quiseres juntar também, avisa!

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Outros cuidados: massagens, equipamento e nutrição

Além disso, tenho tido cuidado com a recuperação pós prova grande, com as massagens de recuperação com a Joana da Jing Massagens.

A nível de equipamento, também já começa a ser importante pensar no calçado que queremos usar na maratona, para dar tempo ao nosso corpo de se habituar. Felizmente, penso que já sei o calçado que vou levar, os meus Skechers GOrun Ride 7. Já vou no segundo par deste modelo e ando a poupá-los para os treinos mais longos.

Outra coisa importante a considerar nesta preparação é a nutrição. Há pouco mais de um mês, o Xiko e eu tivemos a nossa primeira consulta com a Nutricionista Ana Sofia Guerra (sim, a Ana aqui do blog). Em função do nosso estado físico, peso, massa gorda, massa magra e alguns perímetros, a Ana ajudou-nos com um plano alimentar. É incrível que com esse plano, em apenas um mês consegui baixar o peso em quase 2 kg e baixar a massa gorda dos 26 para os 24%. Sim, sou uma espécie de “falsa magra”. Pareço magrinha, por ser alta, mas sempre tive a percentagem de massa gorda relativamente alta! Agora, vou continuar a ter alguns cuidados para baixar um pouco mais a massa gorda para depois começar a focar-me na criação de massa magra. Está-me a saber muito bem este acompanhamento da Ana. Sinto-me mais forte que nunca!

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Desafios: Anemia

Por falar em sentir-me forte… É curioso que, embora me tenha sentido muito bem, descobri que estou novamente com anemia por falta de ferritina. Este problema já me acompanha há muitos anos (mesmo quando ainda comia carne, de facto, tenho estado melhor sem o consumo de carne, simplesmente por ter uma alimentação mais consciente e cuidada). Descobri que tinha os níveis de ferritina em baixo outra vez quando tentei dar sangue. Tinha os níveis de hemoglobina quase no sítio e os de ferro estavam bem. Mas a ferritina, o armazenamento de ferro, estava super baixo. Voltei portanto a ser acompanhada por um médico. E durante 3 meses vou tomar suplementação de ferro diariamente. Daqui há 3 meses, iremos reavaliar a situação. Até lá, felizmente, posso manter os treinos :)

E vocês, quais os vossos grandes objetivos para este ano? E como complementam os vossos treinos de corrida? E que desafios têm tido?

Banana com Sal Grosso - Mare Challenge

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Quem nos conhece sabe que além de correr, seja na cidade ou no campo, adorámos acima de tudo fazer desporto e não viramos a cara a novos desafios. Seja corrida, SwimRun, corridas de obstáculos, musculação ou crossfit o que interessa, mesmo, é continuarmos ativos e zelar pelo nosso bem-estar físico e mental.  

Alguns de nós, nos quais me incluo eu, o João, o Nuno e o Ulisses temos uma nova paixão, o crossfit. Já abordei várias vezes no blogue de que forma o crossfit me tem permitido melhorar a minha forma física e continuar a correr de forma saudável, sem uma grande sobrecarga de treinos de corrida. É um desporto de paixões, com muitos benefícios, e que pode ser adaptado a todos os níveis e pessoas.

Caso ainda não tenham experimentado recomendo que o façam pelo menos uma vez para desmistificar um pouco esta modalidade. Pessoalmente treino no Crossfit Alphaden e não poderia ter escolhido melhor, desde os treinadores, espaço e ambiente.  

Este fim-de-semana marca a minha ou melhor a nossa primeira competição de crosstraining, o Mare Challenge em Aveiro. Não sendo um evento típico de Crossfit é sim uma competição de crosstraining, com a duração de 2 dias, para equipas Masculinas/Femininas compostas por 2 a 3 elementos. Serão vários desafios atléticos, elaborados para serem executados em equipa, desde movimentar troncos de madeira e yokes, carregar pneus, puxar sleds, trepar, correr e nadar.

Um desafio muito diferente da corrida a que estamos habituados no Correr na Cidade. Será um teste à nossa resiliência e acima de tudo uma nova experiência com dois grandes amigos. O que poderá ser melhor do que desporto, diversão e amigos tudo num só evento.

Partimos sem objetivos além de como sempre não desistir perante as adversidades, dar o litro e divertimos-mos. O que fica no final serão as memórias que criámos juntos e a satisfação de dermos dado o nosso melhor.  

Salomon Sonic RA PRO 2 - Velocidade Furiosa

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Sapatilhas para correr rápido! Apresento as novas Salomon Sonic RA PRO 2. E para todos aqueles que gostam de saber algumas especificidades mais técnicas dos modelos:

Passada: Neutra
Drop: 6mm
Altura calcanhar: 24mm
Altura frente: 18mm
Suporte do arco plantar: Normal (Médio)
Peso:220 g (Tam 43 masc)
Finalidade: Estrada, distâncias curtas a médias a ritmos elevados, treinos de séries. Provas de 10k a 21k.
PVPR: € 130 aproximadamente

Sempre fui fã da gama de trail da Salomon, nomeadamente os S/Lab e os Sense Ride e apesar de neste momento não ter nenhum modelo da marca na minha rotação habitual já tive alguns Salomon que me acompanharam durante muitos, e bons, quilómetros.

Os Salomon Sonic RA Pro 2 fazem parte da coleção Running Avenue, modelos de sapatilhas para estrada sendo que os Sonic RA PRO 2 são os mais dinâmicos, ligeiros e rápidos. Têm pinta disso.

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Uma sapatilha desenvolvida para as provas em estrada ou para treinos mais rápidos e intensos e mais talhadas aos corredores de peso médio ou ligeiro. Com 76kg cheguei ao fim de vários treinos de 10km já a precisar de um pouco mais de amortecimento. 

Nem todos se adaptam ao ajuste dos modelos da marca francesa Salomon, e os pés mais largos tendem a sentir algum desconforto na zona média e na frente o que não acontece no caso das Sonic RA Pro 2. Têm no entanto algo que me incomoda um pouco. 

Vou abordar desde já esse que foi para mim o único “senão” desta sapatilha, o ajuste no calcanhar. Este modelo possui um colar no calcanhar com uma espécie de neoprene na zona superior, uma zona média com duas almofadas em cada lado e uma zona menos amortecida em baixo. A parte superior serve para criar uma maior liberdade na zona do Aquiles, mas algures no meio das almofadas não existe amortecimento e como tenho o calcanhar mais saído fica a roçar nalguma zona o que me causa desconforto ao fim de alguns quilómetros, nada de muito grave mas é aquela moinha que chateia e não desaparece. Não é fácil de explicar, e talvez só me aconteça a mim, não sei.

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No resto do pé o ajuste é agradável e suave graças à incorporação de um novo tecido mais transpirável e ajustável. O sistema de aperto permite distribuir facilmente a tensão ao longo do pé, tendo inclusive um buraco extra para os atacadores, para todos aqueles que gostam de sentir o pé bem preso.

Apesar do desconforto no calcachar são muitas as qualidades deste modelo. Tenho efetuado treinos de séries ou 8k mais rápidos duas vezes por semana e as Sonic RA PRO 2 têm sido a minha escolha pois são muito dinâmicos e equilibrados em termos de amortecimento e leveza.  

A meia-sola utiliza algo que a Salomon apelida de tecnologia VIBE, uma combinação de EnergyCell+ e Opal, uma combinação única que permite atenuar as vibrações e diminuir o impacto, algo que também é utilizado em alguns modelos de topo de trail. Apesar de ser um pouco rígido funciona muito bem para quem pretende correr rápido.

A sola, como sempre, é uma maravilha, como apanágio da Salomon. Feita de borracha Contagrip cola em todas as superfícies, nomeadamente em zonas molhadas, provavelmente das solas mais confiáveis no mercado para correr em terras húmidas, molhadas ou secas.

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As Salomon Sonic RA Pro 2 são um modelo que irá agradar a todos os fãs da marca francesa. De igual forma quem pretender uma sapatilha para treinos rápidos ou para competir em provas de 10k ou até aos 21k têm aqui uma boa escolha e com um preço de venda muito razoável, tendo em consideração os preços praticados.

Voltei ao Alqueva onde a minha paixão começou: SwimRun

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O ano passado, estreei-me na modalidade de SwimRun no Alqueva (lê o relato aqui). Hoje, um ano depois, voltei à linda Praia Fluvial de Monsaraz. Fomos com os suspeitos do costume: duas duplas - o Tiago com o Francisco e o Nuno comigo.

Inscrevemo-nos no Standard do Alqueva SwimRun, com uma distância de 21km no total com 3 a nadar e 18 a correr, intercaladamente, com cerca de 10 transições. A outra opção era o Sprint com cerca de 10km e 5 transições. O que mais temia nesta prova era a travesia de 1050m a nado e os quase 800m de D+ que estavam previstos. Os 21K seriam desafiantes, principalmente para quem não tem nadado nada. Na verdade, as únicas vezes que nado “à sério” são em treinos ou provas de SwimRun. Inscrevi-me nas piscinas de Campo de Ourique, mas, depois do primeiro SwimRun o ano passado, não voltei a lá pôr os pés. Não é porque não goste, mas sim, por ter outras prioridades de momentos, como a corrida, yoga e RPM.

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Voltando ao SwimRun… Como já devem ter lido aqui no blog, uma das características do SwimRun é que existe a opção de fazer a prova em duplas, do mesmo sexo ou mistas. Desde a minha primeria SwimRun, decidi abraçar esta ideia e eu fiz equipa com o Nuno e o Xiko com o Tiago. Pois eu e o Nuno somos ligeiramente mais fortes na natação e o Xiko e o Tiago claramente na corrida. A ideia das duplas é irem sempre juntos e partilham apenas um chip. Isto gera um espírito de equipa, como é óbvio. Nalguns países onde também se pratica o SwimRun, as duplas até vão presas com uma espécie de elástico entre si. Para a próxima, em Setúbal, a ver se o Nuno e eu experimentamos isso, pois pode ser que ele me consiga “dar uma ajudinha” na natação.

Fomos a Monsaraz no sábado para aproveitar para jantar juntos em Monsaraz e ficamos a dormir numa casinha típica no centro. Assim, na manhã seguinte, foi só descer até à Praia Fluvial. A prova deu início às 10h00, por acaso, seria um ponto a rever, pela organização, devido ao calor que se fez sentir. Mas na verdade, como o SwimRun é bastante complexo a nível logístico, não sei se é possível começar a prova antes das 10h. As duas distâncias, o Sprint e o Standard, depois de um breve briefing pelo Bruno Safara, o diretor de prova, arrancaram ao mesmo tempo.

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A primeira metade da prova, fez-se muito bem, com troços de corrida e natação relativamente curtos e pouco D+, pois íamos correndo à beira da Barragem, com vistas e trilhos muito simpáticos. Quando chegamos ao troço dos 1050m, só tínhamos nadado ainda troços pequenos de 200-300m. Respirei fundo e lá fui. Sempre tentando manter-me perto dos pés do Nuno, para me guiar. No meio do troço, parei por uns instantes mas descansar, mas rapidamente retomei e a travesia até se fez bem.

Quando saímos da água, saímos um pouco antes do Xiko e do Tiago, que se atrasaram um pouco neste troço de natação maior. Rapidamente eles apanharam-nos e ultrapassaram-nos. Eles iam atrás de outra dupla e simplesmente íamos seguindo o caminho. De repente: “E as fitas?”. Tínhamos perdido o percurso. De facto, é fácil seguir quem vai à nossa frente e esquecer as fitas. Felizmente, em equipa, rapidamente retomamos o caminho certo.

Depois da travesia grande, onde se fez sentir alguma ondulação, sentia-me super inchada e desconfortável. Devia ter engolido uma boa quantidade de água e deu-me a volta ao estômago. Dali, iríamos subir cerca de 150m de D+ até ao castelo. Foi penoso, mas lá consegui ir subindo, aproveitando as vistas incríveis sobre o Alqueva para “recarregar” energias. Quando chegamos ao Castelo, ao mundo habitado, não resisto e enfiei-me num café para ir à casa de banho. Perdi uns minutos, mas valeu bem a pena! Esses minutos rapidamente foram recuperados a descer do Castelo de barriga vazia! Passamos por trilhos muito lindos num sobe-desce com vista sobre o Alqueva.

A certo momento, descemos a pico, já com a meta em vista mas tivemos que voltar a subir. Foi a “Subida Impossível”, que horror! Por mim, não teria feito essa subida de de 100m de D+ em menos de 500m, mas lá teve de ser! Depois, foi “voar” para baixo para a penúltima travesia, até a ilha. Que bem que soube aquele encontro com a água, depois de cerca de 9 km em trilhos quentes! Uma vez na ilha, era só atravessar até à Praia Fluvial. Que bom! Já estava cansada mas “dei tudo” para acompanhar o Nuno e não dar a parte fraca. Que bom que soube ouvir a voz do Xiko! E pronto, 100m depois, cortamos a meta, com 3’50’’ e cerca de 21K no total (vê no Strava).

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O Nuno e eu, que normalmente fazemos as provas “na balda” a curtir e a aproveitar, decidimos puxar um pouco mais desta vez, e estamos super contentes. Sinto que posso melhorar bastante na natação. A ver se é desta que até ao Arrábida SwimRun, dia 7 de Setembro, me meto na piscina a treinar!

Em suma, mais um grande fim-de-semana com amigos. Adoro esta parte do Alentejo. Adoro o SwimRun! A comunidade, por ser ainda pequena, é super familiar e unida. A prova, como sempre, bem organizada. Muito melhor que o ano passado. As boías grandes ajudam muito na orientação durante os troços de natação maiorzitos. Foi pena que algumas das fitas de marcação de percurso “desapareceram”, mas não há grande coisa a fazer. Correu super bem e já estou ansiosa pelo dia 7 de Setembro, que será a minha estreia de SwimRun no mar!

Lynx Race - Um obstáculo é apenas um obstáculo

Um obstáculo é apenas um obstáculo, nada mais, encara de frente, respira fundo e ganha coragem e vai...

Este fim de semana estivemos presentes na Lynx Race uma prova de obstáculos que decorreu no Jamor e queremos repetir. As OCR atraem cada vez mais adeptos e é fácil perceber porquê, primeiro é desafiante, diversificado, mas principalmente é divertido e cada obstáculo ultrapassado é como uma pequena vitoria que nos leva até à meta.

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Pessoalmente à muito que queria experimentar a sensação de uma prova de obstáculos, após vários anos a correr em trilhos cheguei a um ponto em que a corrida só por si, me deixou de fazer sentido – primeiro deixei de correr longas distâncias, profundamente nesta altura da minha vida acho que fisicamente o desgaste que estas trazem ao corpo trazem mais cons do que pros… mas quem sou eu para censurar que as faz, também já ai estive!!!... em segundo lugar comecei a praticar com CrossFit com mais dedicação na Alphaden Crossfit (a melhor box sem dúvida) onde também existe a disciplina de OCR, e uma coisa leva a outra... 

Relativamente à prova mais propriamente dita, foi constituída por duas distâncias, uma de 10k e outra de 5k (na qual participei), num circuito pelos trilhos do Jamor, passando inclusive pela tribuna principal. Quanto aos obstáculos eram do mais variado possível, paredes verticais e rampas, subidas à corda, monkey bars, troncos para carregar, passagem em tirolesa, tiro ao alvo, passagens dentro de agua, lança, redes de carga, etc... todos eles desafiantes mas ao mesmo tempo executáveis o que permitiu aos participantes ultrapassa-los na sua maioria por si próprios só ou com ajuda de amigos. 

Com ajuda? Sim com ajuda, o espírito das OCR é excelente, muita ajuda entre os participantes e nós não fomos exceção, inserido num dos grupos da Alpaden, lá percorremos as dezenas de obstáculos que fomos encontrando até à meta.

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A organização para primeira prova no geral esteve muito bem, o percurso é diversificado, o local tem tudo para este tipo de eventos, trilhos, passagens de água e infraestruturas de apoio, se tivesse de apontar uma seria a falta de agua em um dos abastecimentos e alguma falha de controlo que existiu em alguma parte do percurso que levou que alguns dos atletas dos 10k fizessem alguns Ks a menos.

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Mas no final do dia o que conta é a felicidade e não vi ninguém que não tivesse um sorriso no rosto e isso é sinal de uma prova bem organizada.

E termino como comecei, se tens vontade de experimentar não penses duas vezes e em prova ou como na vida, um obstáculo é apenas um obstáculo, nada mais, encara de frente, respira fundo e ganha coragem e vai...

USHUAIA by UTMB

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Pela primeira vez na história foi realizada uma prova de trail da família do UTMB® (ultra tour mont blanc) na América do Sul,  Ushuaia by UTMB®.  No clima hostil de Ushuaia, cidade mais austral do planeta, capital da Terra do Fogo no extremo da Patagonia Argentina.

Ushuaia representa tudo o que um corredor pode sonhar. É mais do que o "Fim do Mundo", o lugar onde as montanhas mergulham na água de dois oceanos e o continente desaparece. É o território dos conquistadores, a origem de mitos e lendas e uma fascinante série de montanhas, lagos, rios, lagoas, geleiras, florestas e muitas outras paisagens. 

A prova reuniu quase 1000 corredores de 28 nacionalidades que enfrentaram as mais difíceis condições, chuvas fortes, tempestades de neve e ventos fortes, com baixas temperaturas e muitos quilômetros de trilhos na neve.

Com o rigor, prestígio, experiência e elevados padrões que caracterizam a organização do UTMB só podia ser uma prova única.

A prova contou com 4 distâncias, 130km, 70km, 50km e 35km.  

Entre as quatro distâncias oferecidas, Jason Schlarb e Rory Bosio, dos Estados Unidos, foram os primeiros a chegar à meta na maior distância, a FMU (130 km e 7100m de desnível acumulado). Jason Schlarb completou o percurso em 15h26 e Rory Bosio em 17h49.

Marquem na agenda para abril de 2020 esta prova que promete ser um novo marco no trail e uma aventura inesquecível.  

 

 

A corrida não é para mim

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"A corrida não é para mim!". Quantas vezes já ouvimos isso daqueles que nos rodeiam? Que não gostam de correr, que não conseguem ver o propósito da corrida. Que sem bola à frente não faz sentido correr . No outro extremos temos os fervorosos defensores da corrida. Os que acordam mais cedo que o mundo inteiro para ir treinar, ou que se passeam ao fim-de-semana com tshirts de provas vestidas (OK, um dia temos de falar disto, pessoas.), ou ainda outras loucuras para os demais mortais.

Ora, o que não é muito normal ouvir é alguém que goste de correr, que já tinha corrido algumas distâncias consideráveis. Que até se tenha sentido, algures, com vício de correr, dizer “a corrida não é para mim”.

Ora, é isso mesmo que vos digo. Dei por mim a pensar quando me sentei num táxi e de sentir a dor no joelho que me persegue desde outubro do ano passado. Dizem que é uma tendinite no joelho – na zona da rótula. Mas para mim é mais do que isso. É um sinal claro que a corrida não é para mim. Feitas as contas, desde que comecei a correr com mais frequência apenas no primeiro ano não tive lesões. De resto tem sido um martírio. De 4 em 4 meses. Ou de 6 em 6. O problema é que nunca são lesões de parar duas semanas e depois voltar a correr, são sempre coisas demasiado demoradas. Mesmo demasiadas.

E é como nas relações amorosas, se há só um que trabalha em prol do relacionamento, a coisa não tem futuro. É o que está a acontecer comigo e com a corrida. Eu tento, esforço-me, até mudei- na forma de correr, e nada.  Já voltei a correr por locais onde já fui feliz, já voltei a calçar sapatilhas com que nunca me lesionei, e nada. Até já dei um tempo (quase seis meses sem correr) e nada. E quando não se alimenta uma relação, vamo-nos esquecendo das coisas. Já não falo de corrida, já não me sinto corredor. Sempre que menciono a corrida é com o verbo no passado. 

Este fim-de-semana depois de uma corrida de 4,5 km, quando a perna voltou à temperatura normal, voltei a ter grandes dores e a coxear muito. Esta manhã, já nem dobro a perna. Tem sido assim desde outubro. Já chega!

Talvez tenha ver com a minha biomecânica, talvez seja outra coisa qualquer. O certo é que esta desilusão e parar de correr constante é um pedaço cansativo. Para não dizer outra coisa.

Mas, há outras oportunidades para além da corrida. Tenho estado a “curtir” o ginásio. Sempre que melhoro das lesões do joelho faço uma aula “crava” no crossfit, dei por mim a ver a corrida de obstáculos como algo interessante. E há um finito mundo de possibilidades para lá da corrida. A ver. Por agora é mesmo o que se segue:

Ciao, corrida, afinal não foste o desporto da minha vida!

Trail de Sesimbra - paisagens incríveis e um calor abrasador

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Foi no passado domingo que fomos correr para Sesimbra. Adoro Sesimbra. Adoro Sesimbra, pelo mar, a montanha, o marisco, as simpáticas ruelas, tudo! Já tinha corrido na Serra da Arrábida, mas o Trail de Sesimbra seria a minha primeira prova com início e fim em Sesimbra.

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O Trail de Sesimbra de 2019 integrou três provas: 43 km, 22 km e 15 km a correr ou andar. Nós juntamos uma grupeta para os 22K: o Francisco, o Christiaan, o Diogo, o Luís e eu. Costumamos treinar juntos todas as segundas-feiras, nas Happy Mondays do Correr na Cidade.

Previa-se um dia de grande calor, pelo que preparamo-nos com bastante protetor solar, bonés e água. No entanto, o calor que se fez sentir era tal, que era simplesmente impossível de “lutar” contra ele. Principalmente eu, penei bastante.

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Desde o momento da inscrição, sentiu-se que era mais uma prova bem organizada pelo Mundo da Corrida. O levantamento dos dorsais, no próprio dia, fluiu perfeitamente. O espaço de partida e chegada das três distâncias foi na emblemática Praça da Califórnia, com as suas palmeiras tropicais e juntinho à praia. O ambiente estava fantástico! Embora fossemos uma “equipa” de 5, decidimos cada um ir ao seu ritmo.

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Comecei com o Christiaan, que se iria estrear numa prova de trilhos e nunca tinha corrido mais de 2h15. Para ele, Holandês, 700m de D+ e mais de 30ºC, tal como para mim, iriam ser desafiantes. Fiquei muito impressionada, como ele conseguiu dar a volta ao calor e diz não ter sofrido muito com as altas temperaturas. É tal o poder da mente! (O Chris pratica técnicas meditativas e respiratórias enquanto corre. Mais sobre este tema, em breve aqui no blog).

Rapidamente, depois da primeira subida, perdi o Chris. A primeira subida causou um breve engarrafamento que serviu de oportunidade para a imensa quantidade de fotos que tiramos naquela paisagem incrível.

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Até a segunda subida, senti-me bem. Fui me hidratando regularmente e molhando o boné. Assim, apesar das poucas sombras que a vegetação da Arrábida nos proporcionava, conseguia ir controlando a minha temperatura. No entanto, assim que cheguei à subida para o Castelo, quebrei.

Pensei várias vezes em desistir. Estava a ferver. Doía-me a cabeça. Aquela subida custou-me tanto! Pensei várias vezes em sentar-me mas depois resisti, com medo de não conseguir voltar a levantar-me. No cimo, ao chegar ao castelo, um elemento da organização ajudou-me a controlar a respiração e a molhar o boné. Com o apoio moral à distância do Nuno Malcata (por voice message), consegui recuperar um pouco e ganhar força, pois, “agora ia ser mais fácil”.

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Do Castelo (km 13) ao topo da última subida (km 18), penei bastante. Felizmente, o espírito do trail, com gente super empática, foi me safando e dando forças. É claro que cada vez que avistava o mar, também ganhava um boost de energia! Do km 18, foram 4 a descer. Felizmente, voltei a desfrutar. Sim, afinal gosto disto. Mesmo com 30 graus! Podem ver o meu Strava aqui.

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As montanhas, o mar, o peixe e o sol radioso de Sesimbra criam um cenário pitoresco que é único e fazem esta prova fazer bem a pena. O organização foi impecável com pontos de água improvisados e uma “festa” na meta. E haverá algo melhor do que um mergulho na praia de Sesimbra depois de 3 horas e 40 na montanha?

Para o ano há mais!

13ª Etapa da Volta - Volta a Portugal em bicicleta

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Além de correr, muitos de nós na Crew do Correr na Cidade adoram praticar outras modalidades desportivas.

Muitos de nós já partilharam diversas vezes o quanto o CrossFit tem feito parte da sua atividade desportiva recente, realçando a importância dos desportos complementares, também já falámos da nossa mais recente paixão pelo SwimRun, e até eu já partilhei como foi a minha experiência em Triatlo.