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Correr na Cidade

Maurten - a nova bebida sueca dos corredores de elite

Já ouviu falar da Maurten?

Esta marca de géis e bebidas para corredores, de origem sueca, está a ter um grande sucesso. Especialmente depois de Eliud Kipchoge, corredor que bateu o recorde do mundo na maratona, ser visto a consumir a Maurten durante a maratona de berlim 2018.  

A história começou em 2015 com Marten Fryknäs, triatleta e cientista que quis encontrar uma solução para os problemas gástricos que muitos corredores sofrem. 

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Como funciona?

Bebida: Misturar o pó da Drink Mix com 500ml de água resulta num produto com uma alta concentração de carboidratos.  A bebida converte-se instantaneamente num hidrogel, muito semelhante a uma gelatina, após entrar em contacto com o ph ácido do estômago, encapsulando os carboidratos. Este gel permite um melhor transporte dos carboidratos para o intestino onde a absorção dos componentes presentes na bebida é feita com mais eficácia. 

 

Será esta a bebida ideal para os corredores?

Penso que não existe nenhuma bebida perfeita. É tudo uma questão de escolhas e gostos pessoais. Neste caso a Maurten quis claramente privilegiar o aporte de carboidratos em detrimento de todo o resto. É uma escolha e um caminho. Para esforços intensos de cerca de 2 horas pode ser interessante, aliás cada vez mais maratonistas de elite usam este produto, no entanto poderá não ser o melhor para outros tipos de esforços ou corridas.

 

Resta experimentar. 

Fomos descobrir os Percursos Pedestres de Sardoal

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Um casal amigo nosso vive em Abrantes e gostamos de, de vez em quando, passar lá o fim-de-semana. Num desses fins-de-semana, constava no nosso plano de treino uma corrida de trilhos de cerca de uma hora. Perguntamos então se os nossos amigos sabiam de algum grupo de corrida da zona ou de um percurso de 8-10km que pudessem recomendar. Tomamos então conhecimento dos Percursos Pedestres do Concelho de Sardoal, bem perto de Abrantes.

 

Na verdade, tal como nos foi prometido, no site de turismo do Concelho de Sardoal, encontramos vários percursos pedestres. Os percursos variam em distância e grau de dificuldade. Os percursos estão assinalados com uma excelente sintética e é também possível fazer o download do ficheiro GPX para nos podermos guiar pelo relógio ou telemóvel.

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O Concelho de Sardoal possui importantes recursos naturais, com locais belos e excelentes paisagens, ribeiras, fauna e flora. De facto, encontramos paisagens muito bonitas com cascatas e tudo! Como se pode ler no site, “Para potenciar esta mais-valia e tendo em conta a recuperação e preservação do património cultural, ambiental e natural, a Câmara Municipal criou recentemente uma rede de percursos pedestres no Concelho que tem como finalidade dar a conhecer este património de forma estruturada, organizada e integrada”.

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No site podemos encontrar 7 Percursos Pedestres:

  • Na Rota do Javali - PR1
  • Trilho do Pastor - PR2
  • Do Pão ao Vinho - PR3
  • Via Romana - PR4
  • Caminho da Moura Encantada - PR5
  • Calcorrear dos Resineiros - PR6
  • Grande Rota da Prata e do Ouro - GR44

 

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Optámos pelo percurso chamado “Na Rota do Javali”. Neste percurso, a marcação é feita nos dois sentidos e obedece ao regulamento da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. As cores utilizadas são o amarelo e o vermelho, conforme definido para os percursos de pequena rota. É um percurso circular com 10-11km e um desnível acumulado de 388m. Podem ver o nosso percurso no Strava. Foi um percurso muito agradável, maioritariamente por caminhos de terra batida. A partida e a chegada deste percurso é em Andreus, na Capela dos Barbilongos .

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Desta vez não encontramos nenhum javali, mas quem sabe para a próxima! Gostamos muito e queremos voltar! Já correram ou caminharam em Percursos Pedestres marcados? Se sim, onde?

A Câmara também promove caminhadas organizado nestes percursos pedestres e dia 22 de setembro, o Concelho de Sardoal receberá o VI Trail “Terras do Sardão”. Mais informações em www.cm-sardoal.pt.

Estou gordo (parte 2): isto não é nada fáci!

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Isto não está fácil. Aliás, nunca é fácil emagrecer depois de se ter 40 anos. Tudo custa. A privação de comida, os resultados que demoram a fazer-se sentir. Tudo é meio caminho para desistirmos, pegarmos numa bolacha, barramos com manteiga de amendoím e ver séries de comida no 24 Kitchen. 

Só que não. Não é isso que tenho estado a fazer. Quer dizer, continuo a ver séries no 24 Kitchen, continuo a fazer reportagens com chefs de cozinha em que é impossível recusar iguarias, e continuo a ter uma fome desalmada depois de jantar - e se tiver que trabalhar em casa à noite é terrível. 

Mas tenho feito muito esforço. Deixei de beber álcool todos os dias  - a cerveja à hora de almoço e jantar -, e estou mais seletivo naquilo que como e lancho: maçãs e gelatina. 

No que respeita a exercício, estou a tentar, sublinho tentar, ir mais vezes ao ginásio. E, pasme-se, até corri durante o fim-de-semana. Resultado, estou a pesar 75 kg. Mas a barriga ainda diz um grande olá a quem me olha de frente. 

A luta continua! Para a semana conto como foi. 

Review: Saucony Peregrine ISO - We who Run!

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Durante o ultimo mês tenho andado a lavrar algum mato sempre que tenho oportunidade. E as Saucony Peregrine tem sido as minhas companheiras. E como elas tem sido maltratadas... por exemplo enquanto alguns de nós andavam no Piodão a levar com neve, eu estive aos "pontapés" ao granizo, enquanto me tentava abrigar de alguma forma nas copas das árvores.

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Aventuras há parte, vamos lá ao que interessa. Começamos com as especificações de referência:

  • Passada: Neutra
  • Drop: 4mm
  • altura calcanhar: 22.5mm
  • altura frente: 18.5mm
  • Suporte do arco plantar: Normal (Médio)
  • Peso:298 g (Tam 43 masc)
  • Finalidade: Trail, distâncias curtas a médias, onde haja exigência de mais mobilidade/técnica
  • PVP: € 120 aproximadamente

 

Condições do teste: Cerca de 80km entre trail em piso seco, trail em piso húmido, trail à chuva. Ainda deu para fazer duas ou três perninhas em paralelos/calçada, numa vertente mais urban trail nos nossos treinos habituais do Happy Mondays :)

 

O modelo continua a tirar partido da habitual camada EVERUN para proporcionar amortecimento ao utilizador na parte superior da sola e conta ainda com mais duas camadas, a intermédia com PWRFOAM para uma transição mais adaptativa e por fim a camada mais baixa, PWRTRAC, para conferir durabilidade, resistência ao desgaste e um bom contacto com o solo, onde a marca afirma que o coeficiente de atrito é 3 vezes superior ao da borracha sintética (carbon rubber) normalmente presente nos pneus. Tal como os outros modelos ISO, a sua parte superior continua com o sistema ISOfit caracterizado pelo ajuste ao pé e os seus movimentos durante a corrida.

Em cima podem ver alguns detalhes das sapatilhas. Um dos pontos que pretendi destacar é exactamente a parte superior onde se vê perfeitamente a liberdade língua formando uma espécide de cano. Os entalhes laterais, onde encaixam os atacadores, é que conferem toda a fixação ao pé e são revestidos de uma especie de borracha, garantindo maior resistência ao rasgo no meio dum treino ou prova, danificando o mesmo.

 

As primeiras vezes que os usei, achei que o cano era mais baixo que o que normalmente estou habituado. Isto expõe mais o tornozelo mas em contrapartida ganhamos mais mobilidade que considero que é util quando tentamos fazer movimentos técnicos em velocidade. Obviamente isto dependerá muito do estilo de corrida de cada um, mas para mim que gosto de libertar-me um pouco, considero-os bastantes libertadores.

 Quanto à aderência da sola, os seus entalhes, confiriam firmeza em pisos mais soltos em algumas descidas. Em zonas com alguma lama não senti grandes deslizamentos. Posto isto, não tive qualquer razão de queixa e cumpre o que é exigido numa sapatilha desta gama, tendo-me transmitido confiança e segurança nas mesma.

 

Quanto a conforto, o problema que referi noutro modelo da mesma marca, não se verificou nesta versão. Desta vez a união da língua com o resto da sapatilha está localizada mais sobre a parte superior do pé e mais recuada. O espaço na parte da frente continua a ser suficiente para acomodar correctamente o pé mesmo após alguns quilómetros. Apesar de a distância mais longa que fiz com os mesmos ter sido de aproximadamente 20km, dado que não senti qualquer desconforto com os mesmos, estou em crer que estes se aguentarão bem para valores até 30Km ou quiçá mais do que isso.

Veredito final: 

É sem duvida uma boa aposta para quem procura algo para curtas distâncias ou técnicidade e o seu estilo de corrida procura mais a mobilidade de movimentos do que propriamente o amortecimento. Completamente aprovado! É mesmo "Run Any Where" como descreve a marca onde remata com um "Fear no trail. Go explore". Boas corridas!

Design/Construção 19/20

Estabilidade e Aderência 19/20

Conforto 18/20

Amortecimento 18/20

Preço 17/20

Total 90/100

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Circuito Nacional Swimrun Portugal 2019

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Como alguns de vocês já devem saber, aqui no Correr na Cidade adoramos Swimrun. Já fizemos várias provas e treinos. Para quem não sei lembra o que é isto do "Swimrun", recordo que é uma modalidade onde o atleta vai alternando entre natação e corrida, com o mesmo equipamento. Num percurso de 10km, pode por exemplo, haver 5 troços de natação e 5 de corrida em trilhos. A natação é normalmente dos 100 a 1000m a cada troço e a corrida de 500 a 5000m. 

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O Circuito de Swimrun deste ano começa já no final deste mês, com o Zêzere Swimrun. No final de março, tivemos a oportunidade de explorar a zona com dois treinos Swimrun e podemos garantir que será uma prova épica. As paisagens são lindas e o percurso, tanto do Sprint como do Standard são desafiantes!
Fazem parte do Circuito Nacional Swimrun Portugal 2019 as seguintes provas:
 
  • ZÊZERE Swimrun – 27 Abril 2019 – Aldeia do Mato
  • ALQUEVA Swimrun – 09 Junho 2019 – Monsaraz
  • FAIAL Swimrun – 03 de Agosto 2019 – Faial
  • ARRÁBIDA Swimrun – 07 Setembro 2019 – Setúbal (Prova de Campeonato Nacional)
  • MADEIRA Swimrun – 10 de Novembro 2019 – Machico

SwimRun Camp 4.jpgO Zêzere Swimrun, tal como as outras etapas, tem duas distâncias. O Zêzere Swimrun STANDARD 18KM  (3 km Natação / 14,750 km Corrida) envolve a prática da natação em águas abertas, e percorre maioritariamente trilhos com algum desnível acumulado, o que torna a prova especialmente dura, exigindo dos atletas experiência prévia no Trail e na Natação. Neste tipo de ambientes, será necessária uma boa condição física, e uma adequada gestão do esforço físico e mental que lhes permita terminar este desafio. 

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O Zêzere Swimrun SPRINT 9km (1,8 km Nado / 7 km Corrida)  é uma prova indicada para todos os que possuem um nível de experiência mais reduzido nestas duas modalidades e ainda para todos os outros que pretendem efetuar uma prova mais curta. Ainda assim, exige também uma preparação física adequada. 

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O material recomendado, além do obrigatório (dorsal, chip, toucas da prova), recomenda-se o uso de um fato neoprene adequado para temperatura da água de 14 graus Celsius (nós comprámos este da HEAD e gostamos muito), calçado apropriado para percursos de trail running, óculos de natação, palas, pullbouy com elástico ou fecho semelhante e uma reserva água e alimentar (embora haja abastecimentos).
 
O que vos parece esta modalidade? Curiosos? Venham experimentar, a prova sprint do Zêzere Swimrun é uma excelente oportunidade!

A Lisbon Eco Marathon é já dia 5 de Maio!

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A Lisbon Eco Marathon 2019 é já dia 5 de Maio! e nós vamos! Nada melhor do que correr na cidade, certo?

 

Sabiam que a Eco Maratona de Lisboa é a única Maratona totalmente disputada na cidade de Lisboa? Perfeito! É bem como nós gostamos. É uma prova que tem o equilíbrio perfeito entre a vertente urbana e de natureza da cidade de Lisboa. Grande parte das provas decorrem em estradas de terra batida do "pulmão da cidade" - Monsanto.

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A Eco Maratona de Lisboa conta com três provas competitivas. Além da distância mítica de 42,195 km, há a Meia Maratona e uma prova de 12 km. Este ano, a novidade é a caminhada solidária, a ReWalk, de 3,5 km, a favor da causa Refood. Com estas quatro opções, o evento abre o desafio a todo o tipo de atletas. 

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O espaço da partida coincide com a meta das três distâncias, para acolher os atletas e familiares de forma cómoda e divertida num espaço icónico – Parque Eduardo VII, junto à bandeira de Portugal.

 

Para 2019, podemos adiantar que já há mais de 40 nacionalidades inscritas e como embaixadores o evento conta com a Rita Machado (IronMe), o Bruno Claro (Correr Lisboa) e o Ismael Teixeira (Iron Priest).

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Ainda se podem inscrever até o dia 3 de Maio (se não esgotar até lá). Aproveitem até ao dia 30 de Abril para beneficiar de valore ainda bastante acessíveis: 50€ para a maratona, 25€ para a Meia Maratona e 13€ para a prova dos 12 km. Para os last-minutes, os valores aumentam para: 70€, 40€ e 25€ respetivamente.

 

Vemo-nos lá?

Race Report - Piódão Trail Running 2019

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2019 foi a minha quarta participação no Piódão Trail Running. Foi, sem dúvida, das edições mais "agressivas" de sempre, no que toca às condições climatéricas. Na verdade, gosto muito do Piódão pelo seu elevado nível de exigência, mas nunca estaria à espera de condições destas.

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Fomos os três, eu, o Xiko e o Tiago, sendo que o Xiko e eu iriamos participar na prova dos 25K e o Tiago nos 52K. Para aproveitar a ida ao Piódão, decidimos ir logo na sexta e vir no Domingo, com uma estadia de duas noites no Inatel Piódão. Recomendo vivamente. Assim dá para dormir bem na véspera e na noite depois da prova. Dá para fazer a viagem descansados e aproveitar para "passear". 

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Sábado de manhã, depois do pequeno almoço de ovos mexidos e pão, descemos até ao centro da vila para a partida. Sim, este ano, a partida e a meta da prova, não eram no hotel do Inatel, mas sim, no centro da vila. O Tiago já tinha partido às 8h30 e nós arrancamos às 9h30.
 
Na véspera da prova, já tinha havido alguns avisos sobre troços de estrada a evitar devido à neve e houve um ajuste ao material obrigatório devido à condições atmosféricas adversas. Previsa-se uma tempestade com muito vento, chuva, granizo, neve, trovoada, tudo! E temperaturas entre os 0 e 4 graus! Na manhã da partida até fomos informados que não era permitido partir de calções. Era altamente recomendado usar calças térmicas e / ou impermeáveis.

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Felizmente fomos bem equipados e ao longo da prova tivemos muito pouco frio. Só uma vez nas mãos, pois cometemos o erro de tirar as luvas no cimo de uma das subidas para mexer no telemóvel. Parecia que as mãos congelaram imediatamente! Que dor nos dedos!

 

De resto, a nível de percurso, a prova dos 25k, pelo que me lembro, foi muito parecido a anos anteriores. Adorei! Tudo muito bem sinalizado e pensado. Paisagens de cortar a respiração que, cobertos de granizo e nalguns sítios até neve, ganharam outro encanto! A organização teve que cortar o 3o abastecimento por causa do mau tempo, mas na verdade nem nos fez falta. 

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Correr com condições tão adversas foi uma experiência única. Adorei. Deu para perceber que o equipamento é essencial. Quando soubemos das más previsões climatéricas decidimos comprar impermeáveis. Foi a melhor coisa que fizemos (os da Kalenji estão aprovados!). Além disso, as luvas e o boné! Sim, o boné, para proteger do granizo e manter a cabeça quente.
 
O calçado para estas condições foi fácil para mim. Confio nos AllOutPeak da Merrell para tudo! Já são velhinhos, mas comportaram-se muito bem. Vi gente a escorregar muito enquanto eu não escorreguei nem uma vez! De resto, a alimentação é muito importante para ajudar a manter o corpo quente. E não abrandar! Nem nas subidas quando estamos cansados. É importante manter o ritmo para não arrefecer. Outra coisa a ter em conta nestas condições adversas é a hidratação. Parece que não transpiramos, mas transpiramos sempre. 

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Os últimos 5km da prova foram a descer e entrei em modo "sobrevivência" no cimo da montanha, a 1300m quando senti os relâmpagos bem ao nosso lado. Arrancamos em "sprint" montanha abaixo (ver Strava)! A chegada à meta foi um alívio.Nada melhor do que uma cervejinha e a deliciosa broa de batata. E ainda saber que fiquei em 7o lugar da geral. Nada mau! Mas foi só depois do banho e do almoço, quando o Tiago chegou são e salvo, que estava verdadeiramente aliviada.

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No que toca a esta prova, para o ano, gostava de ir outra vez. Gosto muito, mesmo! No que toca à organização, nada a apontar, estiveram muito bem face às circunstâncias. Apenas acho que poderiam ter tido mais cuidado no controlo zero. Pois, o material obrigatório foi muito exigente mas não houve praticamente controlo.

 

E vocês, também estiveram no Piódão? O que acharam de correr em condições atmosféricas destas? 

Estou gordo, e agora?

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Estou magro para gordo, e gordo para magro. Passo a explicar: vestido safo-me rés-vés Campo de Ourique, a não ser que use coisas justas, mas despido tem uma gordura à volta do corpo que parece que engoli um donut.

 

Odeio a sensação da barriga a “roçar” nas camisas e t-shirts. Ou, quando me sento ficar a limpar a secretária de trabalho com a barriga. E de lado? Horrível, parece que tenho duas bolsas juntas à cintura.

 

Como é que cheguei até aqui? Muito simples, tão simples que até parece parvo: álcool a mais; molhos e comida gordurosa a mais. E pouco exercício. Muito pouco. Com mais uma lesão deixei de correr tão frequentemente e isso nota-se logo. Se querem que vos diga, nem sei se irei voltar a correr com tanta frequência como outrora. Se o corpo não deixa, o que vou fazer? Sempre tenho o ginásio! E o Crossfit! E as caminhadas! E a bisca....

 

Mas como acho que o lamento não emagrece, por isso tenho um plano para as próximas semanas: seguir o plano que em 2013 segui e que dei conta aqui no blogue. Fechar a boca, tentar fazer exercício mais regularmente (pelo menos 3X por semana) e deixar os excessos da cerveja, whisky e afins – quem tem uma profissão que escreve sobre comida, não é fácil. Mas hei-de conseguir.

 

Por agora estou com 76kgs. Quero chegar ao fim de maio com 71kg. Vou contar por aqui, sem ser muito minucioso e exaustivo, se estou a conseguir abater este peso extra que carrego na alma. Como dizem os norte-americanos: please, bare with me

Piódão Trail Running - dicas

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Vão participar no Piódão Trail Running? Nós sim! E é já este sábado! O Tiago vai participar no ultra trail (53,5km) e o Xiko e eu na prova dos 25km.

 

É uma prova na qual já participei algumas vezes e que gosto muito pelo seu elevado nível de exigência.
Há duas semanas, quando estava a correr a Meia Maratona de Milão, lembrei-me que podia voltar a escrever um post tipo "check-list" de coisas a não esquecer antes de uma prova. E aqui vai, no âmbito do Piódão Trail Running:
 
1. Alimentação:
  • Antes da prova: beber muita água para manter o corpo bem hidratado e pode-se carregar um pouco mais nos hidratos de carbono (massa, pão, etc). De manhã, ao pequeno almoço pre-prova, recomendo comer o que estão habituados a comer antes de treinar. No meu caso, serão papas de aveia com maça, banana, maça, canela e manteiga de amendoin.
  • Durante a prova: há que saber quais são os abastecimentos de líquidos e sólidos. Pessoalmente, gosto sempre de ir em semi-autonomia, no sentido em que, em provas onde prevejo fazer mais do que 90min, trago a minha mochila com os meus gels e barras energéticas bem como água. No meu caso, costumo comer algo de 60 em 60 minutos e beber mais ou menos de 30 em 30. Como e bebo pouco de cada vez. O gel, demoro muito tempo a consumir, para garantir uma melhor absorção no sangue. Não esquecer de guardar bem as embalagens para que não fiquem esquecidos na estrada ou montanha ;)
  • Pós prova: depois da prova, gosto de comer uma refeição com bastante proteína de fácil absorção, como ovos cozido, uma omelete, cogumelos (ou carne branca, caso gostes) e não esquecer de beber bastante. 

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2. Equipamento:
  • Uma das regras básicas é não testar equipamento novo em prova. Pode revelar-se a não ser tão conformtável quanto parecia...
  • Cortar as unhas dos pés  2-3 dias antes da prova.
  • Usar vaselina, Halibut ou pó talco em pontos de possível fricção. Pessoalmente não preciso, mas há quem use nos pés, virilhas, etc.
  • Proteger-os do sol usando um boné, buff ou pala e creme protetor. Também quando chove gosto de usar uma pala, pois permite-me ver melhor.
  • Com frio, como se prevê para este fim-de-semana no Piódão, recomendo, além do quipamento do costume, o uso de uma camisola térmica, luvas, buff para o pescoço e talvez para tapar os ouvidos, e talvez leggings ou então calções mas com meias altas. O casaco impermeável ou corta-vento é essencial e até faz parte do material obrigatório conforme consta no Regulamento da Prova.
  • Cumprir com o material obrigatório: embora possa parecer supérfluo, é importante cumprir o material obrigatório exigido pela organização de uma prova. No Piódão, no ultra trail, a lista é bastante extensa pelo elevado grau de dificuldade da prova.

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3. Comportamentos:
  • Chegar a horas! O stress adicional de um potencial atraso é dispensável ;)
  • Desfrutar, é o mais importante!
  • Respeito pela natureza: não deixar lixo e não correr fora do trilho.
  • Respeito pelos outros: respeitar a fila no caso de haver engarrafamentos; em caso de necessidade de abrandar ou caminhar, manter à direita para sermos ultrapassados pela esquerda; ajudar quem precise. Parece óbvio mas nem sempre é ;)
  • Nos pontos de abastecimento, isto para provas de estrada, tentar atirar a garrafa para o respetivo ponto de recolha e ter cuidado para não tropeçar nas garrafas e tampas no chão.
  • Não preocupar demasiado com resultados e tempos. Pelo menos, eu tento fazer isso. Prefiro guiar-me pela frequência cardíaca do que pelo pace e tento olhar para o relógio o menos possível. Assim desfruto mais "da viagem".
  • Marcar uma massagem de recuperação desportiva no dia depois da prova. Eu não dispenso a "minha Joana" da Jing Atelier de Saúde e Bem-Estar.

 

Têm mais alguma dica ou sugestão?
Vemo-nos no Piódão?