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Correr na Cidade

LouzanTrail 2018 - O regresso dos bravos!

27.02.18 | Ana Morais

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 No ano passado, o otimismo era grande e este ano é maior ainda

Se há prova de trail que "falei" mais aqui no blogue, foi sobre o Louzantrail! Não consigo explicar quais as forças que me empurram para ir para esta prova, talvez sejam as histórias que trago para contar. 

Infelizmente, as memórias do ano passado não são as melhores: a prova foi cancelada devido aos incêndios que estavam nos arredores da serra, o que punha em risco a segurança dos participantes e toda a ajuda aos bombeiros era necessária naquela altura.

 

Mas, este ano, esperamos que nada disso aconteça e a expectativa é grande. Em primeiro lugar porque a crew do Correr na Cidade estará representada por 6 elementos (incluindo eu) e prometemos momentos de diversão ao mais alto nível. Em segundo lugar porque tenho a certeza que vamos continuar a ver locais duma beleza indiscritível e só quem vai a estas provas é que percebe o que eu digo.

 

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 Um dos meus locais favoritos

Mas falando mais sobre a prova, podem contar com:

- Louzantrail Ultra - 50 Km, 4170 D+

- Louzantrail Longo - 27 Km, 2040 D+

- Louzantrail Curto - 17 Km, 1290 D+

- Raposinhos - provas para os mais pequenos

- Descida Nocturna - no dia anterior ao evento

 

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Cerdeira - aldeia de Xisto na Serra da Lousã e que costuma ser um local de passagem em alguns percursos do Louzantrail

Quanto a conselhos gerais, é importante que leiam bem o regulamento da prova disponível no site, para que estejam informados sobre o evento. Recomendo participarem no briefing que costuma ser dado no dia anterior à prova na pousada e onde são dados alguns conselhos importantes para cada percurso. E, se querem ficar hospedados na vila, apressem-se a reservar! A oferta não é muita e esgota num instante. 

Durante o tempo que estiverem na vila, aproveitem para experimentar os produtos locais (recomendo o mel de urze da zona).

 

Falando de assuntos igualmente sérios: não se esqueçam que a natureza é um dos bens mais preciosos que temos de cuidar. Por isso, a organização do Louzantrail apela à eco-responsabilidade, ou seja, apela ao bom senso de não deitarem lixo para o chão (será que pesa assim tanto transportar uma embalagem de gel vazia?) ou entreguem o lixo num abastecimento ou mesmo na meta. Juntos conseguimos fazer a diferença!

 

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 Não queremos deixar vestígios da nossa presença na serra, certo? (imagem tirada pela Ângela Costa no final do Trail de Sicó)

 Boas corridas!

Correr uma Maratona - Sevilha 2018

25.02.18 | Tiago Portugal

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Dizem que com passar dos anos começamos a apreciar mais os pequenos momentos, os detalhes, os lugares, as situações quotidianas, as pessoas.

 

Quando a New Balance me convidou a correr a maratona de Sevilha 2018 não hesitei. Apesar de não andar a treinar especificamente para este tipo de prova e ser para mim a maior demonstração de superação e resiliência em corrida, não consegui resistir ao fantástico convite que nos fizeram.

Desde a minha primeira maratona, Sevilha 2015, que queria regressar a uma prova destas e esta era a oportunidade perfeita. Uma prova plana, um ambiente fantástico, os espanhóis são fenomenais a puxar pelos atletas, e o facto de fazer 38 anos nesse fim-de-semana tornaram o convite irrecusável.

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 Assim dia 25 de fevereiro de 2018 corri a minha segunda maratona e pelo menos nos próximos tempos para mim chega. Começar os 38 anos desta forma foi uma experiência fantástica.

 

Chegados ao estádio para colocar o saco com a muda de roupa o ambiente estava intenso e barulhento. Corredores em todos os lados, uns a ultimar os últimos pormenores, outros a tirar as muitas fotografias que inundaram as redes sociais. As condições para a prova estiveram ideias e sentia-se a alegria no ar.

 

Ao meu lado estava o meu grande amigo e primo Ulisses Nunes, mais recente membro do Correr na Cidade que se estreava nesta distância, o que ajudou a tirar algum do stress por ser o mais experiente dos 2 nestas provas.

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O objetivo era correr num ritmo constante de 5´30´´ e se conseguíssemos acelerar a partir do quilómetro 35.

 

Correu tudo conforme planeado e mais importante corri feliz. Não foi tudo fácil, numa maratona nunca é. Do primeiro ao último todos sofrem em algum momento, é preciso ser resiliente, otimista e absorver a energia do público e dos restantes corredores, e muito importante treinar e estar preparado para este esforço físico.

 

Corri tranquilo até ao quilometro 35, imaginem só, sempre a um ritmo constante, a comer a cada 50 minutos e a beber em todos os muitos abastecimentos da prova. No final já não conseguia engolir mais aquaris e tive que efetuar um pit-stop rápido ao 12 quilómetro.

 

O que me ajudou foi correr descontraído, aproveitar cada momento da prova e correr acompanhado, sozinho seria capaz de correr tantos quilómetros em estrada.

 

O quilómetro 35 foi o teste e desta vez passei com distinção. Apeteceu parar a cada momento, as pernas estavam cansadas e sempre que alguém deixava de correr ao meu lado o meu cérebro gritava para fazer o mesmo. Mas continuei, foquei-me no objetivo e fui correndo um quilómetro de cada vez.

 

Nessa altura o Ulisses arrancou a grande velocidade para tentar baixar das 3h45 e eu continuei no meu ritmo tranquilo sabendo que o objetivo de baixar das 4h estava cumprido, faltava agora tentar o melhor tempo possível, mas também não era para isso que estava ali.

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 Queria divertir-me e marcar este ano como um ano de mudança e superação. Comecei bem agora resta continuar.

 

O final da prova é sempre emocionante, muito choro, sofrimento, superação e demostrações de humanismo e amizade.

 

Quero agradecer à New Balance pela oportunidade de correr em Sevilha, uma prova muito bem organizada, onde nos sentimos em casa com tantos portugueses e com um ambiente fantástico, para mim a prova ideal para quem se quer aventurar nos 42k.

 

Um grande abraço ao meu companheiro de aventuras Ulisses Nunes que está cada vez a correr melhor, a partir daqui é sempre a melhorar.

 

Nota final para os New Balance 1080v8 que são 5 estrelas. Confortáveis, com amortecimento suficiente para uma maratona e que me permitiram correr com os pés “frescos” e sem dores até ao fim.

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Review em breve no blogue.

Tempo final 3h52m22s.

Acho que agora só aos 40 é que me meto noutra destas.

Correr faz bem… à amizade

15.02.18 | Bo Irik

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Por: Filipe Gil

 

Já todos nós sabemos de cor e salteado que correr faz bem. Ficamos mais magros, respiramos melhor, ficamos mais tonificados, mais saudáveis - isto enquanto não nos metemos naquelas aventuras de 50 quilómetros ou mais.

 

Mas uma das coisas que poucos falam é como correr faz bem à amizade. Aliás, faz mesmo muito bem. Fiz bons amigos na corrida – também arranjei uns ódios de estimação, mas isso tem a ver com a minha natureza intempestiva.
Dizem, quem acredita nas coisas de zodíaco que nós carneiros somos assim. Por isso, deal with it!

 

Mas voltando ao que interessa, correr faz mesmo bem à amizade. E no passado domingo tive, mais uma vez, a prova disso. Fomos 4 correr para Sintra. E eu, que ainda ando em recuperação da perna partida tive a atenção dos outros três para que nada falhasse. Esperaram por mim, com muita paciência, nas descidas – onde o meu medo que algo corra mal é muito grande.

 

Incentivaram-me, deram-me força. Cuidaram de mim, sem nunca serem paternalistas. Como se diz em inglês: “priceless”. Foi quase um treino à medida, com três alfaiates que me vestiram com os melhores trilhos de Sintra na minha condição. Quem sabe, e faz disto da corrida, um hobby, sabe que a correr dizem-se coisas tão parvas como sérias. Tão apropriadas como disparatadas. E essa partilha fomenta a amizade.

 

Podemos até cometer o erro de passar um par de horas a correr ao lado de quem não nos identificamos – nas provas não conta – mas garanto-vos que não repetimos isso muitas vezes. Correr, treinar, sofrer durante um par de horas e com prazer, só ao lado de amigos.

 

E no fundo, a corrida é só um pretexto. Podia ser a andar de bicicleta, a surfar, a andar de skate ou numa partida de futebol ou padel. O segredo é mesmo juntar o exercício físico e partilhar a experiência com os amigos.

 

E vim de Sintra como novo.

ULTRA MARATONA ATLÂNTICA MELIDES - TRÓIA 2018

08.02.18 | Tiago Portugal

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Sabemos que gostas de te superar e temos o desafio perfeito para ti.

No dia 1 de julho de 2018 irá decorrer a Ultra Maratona Atlântica Melides-Tróia, uma prova organizada pela Câmara Municipal de Grândola nas praias do Concelho. Decorrerá num percurso com uma extensão de 43 km, todos eles percorridos em areia, com início na Praia de Melides e final na Praia do Bico das Lulas, em Tróia.

 

A Ultra Maratona Atlântica Melides – Tróia, será disputada individualmente e por Equipas em representação de Instituições, pontuando para efeitos de classificação da Equipa, os 3 melhores atletas que concluam a Prova antes das 17h00.

 

Esta prova tem algumas características únicas, o facto de ser toda percorrida em areia, decorrer no verão e ter só dois abastecimentos de 1l de água aos km 14,5 na Praia do Pinheiro de Cruz e ao km 28,5 na Praia da Comporta, cabendo a cada atleta transportar todo o restante abastecimento que achar necessário para finalizar a prova.

 

Correr 43 quilómetros na areia no calor do verão em regime de auto-suficiência fazem desta corrida uma prova única e um enorme desafio.

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As inscrições estão disponíveis até ao final do dia 25 junho de 2018 com os seguintes custos: 

    • De       1 Janeiro a 31 Maio 2018: 30 € 
    • De       1 a 25 Junho 2018: 40 €

Em alternativa e com um percurso mais curto decorrerá a 5ª Corrida Atlântica Comporta - Tróia que terá um percurso de 15 km, todos eles percorridos em areia como a prova de 43 km. A prova terá partida às 9 horas, na Praia da Comporta e meta na Praia do Bico das Lulas, em Tróia.

 

Preparados?