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Correr na Cidade

Anemia e corrida – sintomas e dicas

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Como alguns de vocês já devem saber, sofro de anemia. E não devo ser a única “atleta” com este problema. Por isso, hoje partilho um pouco sobre este tema.

 

Pessoalmente, foi no final de 2015 que descobri que sofria de anemia. Foram o cansaço extremo e dificuldades respiratórias que me fizeram ir ao médico. Comecei a tomar suplementação de ferro. No entanto, o médico na altura, não fez análises profundas de forma a analisar qual a origem do problema. Seria falta de absorção ou falta de ingestão? Agora que estou “viciada” no ferro, já não se pode fazer essas análises.

 

Com a ajuda do ferro, tenho-me sentido muito bem. De facto, de Janeiro a Maio senti-me cheia de energia e com bom desempenho na corrida. Comecei a fase de “desmame” em Junho. Deixei de tomar a suplementação de ferro. Vou ter que aguentar a anemia até Setembro. Nesses três meses, dá para fazer o desmame completo e voltar a fazer análises, desta vez bem completas, para atacar o problema na origem.

 

Sinto os efeitos da anemia. Voltou o cansaço. Sem dúvida e não, não é do excesso de treinos nem do calor. Tenho treinado pouco. Só um pouco de RPM, yoga e treinos guiados com turistas no âmbito do meu projeto Run in Portugal.

 

Mas afinal, o que é a anemia? De acordo com a OMS, anemia aparece na falta de hemácias saudáveis (glóbulos vermelhos). Pode haver ou poucas hemácias, ou essas podem estar com falta de uma proteína rica em ferro – a hemoglobina. As hemácias são responsáveis por transportar o oxigénio pelo corpo e a hemoglobina é a proteína que carrega o oxigénio.

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Alguns de vocês têm-me perguntado como é que detetei a anemia. No meu caso, como já referi, foi o cansaço e dificuldades respiratórias.  Foram também os baixos níveis de hemoglobina que me inibiam continuamente de dar sangues que me deram o alerta. Esses sintomas são causados pela falta de oxigénio. Os sintomas mais comuns de anemia são:

 

  • Cansaço extremo;
  • Falta de ar ou sensação de batimentos cardíacos irregulares;
  • Tonturas;
  • Dor de cabeça;
  • Palidez;
  • Alterações nas unhas e cabelo (queda, cabelo e unhas quebradiços ou fracos);
  • Pés e mãos frios.

 

As pessoas mais vulneráveis a anemia são as grávidas, crianças e pessoas que não comem, ou comem pouca, carne. Caso suspeite de que possa ter anemia, sugiro o seguinte:

 

  • Consulte um médico. Mas um médico bom, preferencialmente médico especialista em imuno-hemoterapia para fazer análises;
  • Tente consumir alimentos ricos em ferro como carnes vermelhas, marisco, peixe, leguminosas e legumes verdes como espinafres e brócolos;
  • Descanso.Abrandar nos treinos até obter feedback do médico.

 

Boas corridas e não se preocupem, há bons tratamentos para a anemia e muitas vezes é temporária.

Queres ser o próximo Einstein? Então corre

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Há umas semanas atrás, li um artigo interessante no “World Economic Forum” sobre corrida. Sim, ali não se discute só os problemas chatos da economia mundial, mas como coisas tão simples do nosso dia a dia, podem interferir com o bem estar do mundo.

 

Sabiam que foram feitos estudos, que demonstraram que a corrida nos pode tornar mais inteligentes?

Não, a corrida milagrosamente não nos transforma em Einsteins, mas pode ajudar!

“Mente sã em corpo são”.

No mundo académico, já era entendimento que o exercício provocava a criação de novas células cerebrais no hipocampo, onde a formação de memória e a noção de espaço são desenvolvidos. Ora estes novos estudos explicam-nos como a corrida pode melhorar a memória e o processo cognitivo.

O que o exercício faz ao criar as novas células cerebrais, é proporcionar-nos uma mente mais focada, preparada para a aprendizagem e, utilizarmos essa predisposição para evoluirmos, e nos aplicarmos no que quer que seja.

Durante a corrida, segregamos uma proteína que tem efeitos benéficos no crescimento de células do cérebro adulto, reforçando o hipocampo e a função da memória espacial.

Contudo nem todos os exercícios criam novas células. Estes novos estudos descobriram que o exercício deve ser "aeróbico e sustentado". Analisaram os efeitos dos chamados exercícios HIIT (High Intensity Interval Training) e, musculação, mas se no primeiro obtiveram baixo impacto nas capacidades cognitivas, no segundo caso não teve qualquer impacto.

E porquê a corrida?

Bem, se olharmos para a evolução humana, o instinto foi sempre o de nos mantermos vivos o tempo suficiente para procriar, manter a espécie. O Homem existe na Terra há apenas cerca de 2 milhões de anos, e só nos últimos poucos milhares destes é que existiram Homens que documentaram o mundo e o desenham, ou mesmo a tecnologia mais recente, o GPS.

Com estes meios à disposição, o cérebro deixou o desenvolvimento cognitivo para terceiro plano.

As evoluções que o corpo humano sofreu ao longo dos séculos, que tornou possível sermos bípedes e correr 10 km num dia quente (e com a capacidade de suar para nos mantermos frescos), demonstra-nos que mesmo sendo lentos no sprint, podemos perseguir por longos quilómetros em ritmo confortável, quase qualquer animal no planeta até ao seu ponto de exaustão.

A caça era uma atividade de risco, porque exigia que o homem deixasse para trás a sua tribo e os locais que conhecia, na busca de alimento. Sem GPS's ou mapas, as habilidades de navegação estavam todas concentradas no cérebro, e este adaptou-se para que os caçadores pudessem, após percorrerem longas distâncias, regressar à sua tribo, e consequentemente, sobreviverem.

O crescimento de novas células cerebrais no hipocampo e no reforço da memória espacial, provocada pela corrida de resistência, é basicamente uma rede de segurança evolutiva: se corrermos longas distâncias ao ponto de deixarmos de saber por onde onde andamos, precisamos de rapidamente aprender o caminho de volta e de apreendermos o que nos rodeia, para regressarmos a casa.

E quantos de nós, já não se sentiu mais focado no trabalho depois de uma corrida matinal? Nada como "treinarmos" os nossos cérebros para o trabalho fluir melhor. Pelo menos eu sentia, quando a preguiça era vencida pelo despertador e ia correr logo cedinho no Jamor...

 
Se quiserem conhecer melhor os estudos, podem lerem o artigo completo aqui.

Boas corridas!

Review: Saucony Kinvara 7

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Modelo: Saucony Kinavara 7

Testado por: Tiago Portugal

Características pessoais: Pronador, com maior preponderância no membro inferior direito, peso médio e com um arco plantar elevado.

Condições de teste: Mais de 100km percorridos em estrada. Usados em vários treinos de 10-15km e numa prova de 10k.

 

A gama Kinvara foi iniciada em 2010 pela Saucony, numa altura em que a denominada corrida natural estava em voga e muitos corredores procuravam modelos de sapatilhas mais leves, menos estruturados e com uma menor drop do que o tradicional. Os Kinvara responderam a esses desejos e conquistaram uma grande legião de fãs que continuam fiel ao modelo que já vão a sua 7ª versão.

 

Os Kinvara 7 sofreram várias alterações relativamente ao modelo anterior mas guardaram a matriz que sempre caracterizou este modelo: rápidos, leves e confortáveis. A sapatilha revelou-se à altura em todos os desafios que enfrentou, treinos longos, rápidos, séries e em prova.

 

Conforto 

 

Não tendo corrido com nenhuma das versões anteriores deste modelo não posso efetuar comparações, no entanto, os Kinvara 7 são uma sapatilha que dá gosto calçar desde o primeiro momento. O upper é macio e flexível e o novo sistema denominado Flexfilm-infused garante um suporte do pé a cada passada.

Acima de tudo o que mais me impressionou é a leveza deste modelo, que quase não se sente no pé.

 

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Relativamente ao tamanho, o 43 serve-me na perfeição. O calcanhar está bem preso ao mesmo tempo que sentimos muito espaço para os dedos se mexerem, esse não é um modelo estreito, e quem tem os pés mais largos vai gostar da liberdade que os dedos dos pés têm.

 

DESIGN & CONSTRUÇÃO

 

Gosta de sapatilhas verdes? Se respondeu que sim este modelo é para si. Em tons de verde fluorescente existirá quem vá gostar muito, outros que será indiferente e para alguns será difícil "calçar" de verde. Preto e verde, com sola em branco é uma das combinações mais felizes que existem. A sola é bem construída. A minha única dúvida é a durabilidade das sapatilhas, nomeadamente em algumas partes de borracha laranja.Tem bons acabamentos, a parte do calcanhar é muito confortável, a língua também, e o design é irrepreensível. A dúvida é mesmo se esta "excelência" vai perdurar no tempo. Até ao momento já fiz cerca de 100 kms com eles e estão como se tivessem saído da caixa. 

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AMORTECIMENTO

 

As grandes inovações da versão 7 são a introdução do novo composto da Saucony o EVERUN, o novo material de amortecimento que já esta esta presente em vários modelos da marca (Kinvara 7, Guide 9, Triumph ISSO 2) e que garante um amortecimento contínuo mas com um aumento de 83% no retorno de energia. Neste modelo a introdução do EVERUN está limitada à região do calcanhar para não alterar completamente a sensação relativamente às versões anteriores.

A introdução deste novo composto na região do calcanhar conjugado com as melhorias da media-sola garantem um amortecimento e resposta excelente durante as corridas.

 

ESTABILIDADE & ADERÊNCIA

 

Apesar de ser um modelo muito leve, cerca de 215g no tamanho 43, os Kinvara garantem um nível de estabilidade adequado, talvez devido ao facto de o calcanhar e o pé estarem bem ajustados e envoltos. A inserção do novo composto, EVERRUN, debaixo da zona do calcanhar aumenta o suporte e estabilidade deste modelo. Esta sapatilha é perfeita para quem procura leveza e velocidade mas não prescinde de estabilidade.

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PREÇO

A Saucony sempre produziu sapatilhas de grande qualidade, em termos de matérias e acabamentos, e este modelo não foge à regra. Com um PVP situado entre os 110€ e os 120€ é claramente um modelo a ter em conta e certamente uma das boas compras a fazer em 2016.

No site da Marathonia já consegue adquirir os Kinavara 7 em promoção por 87,50€.

 

 

Avaliação Final

Design/Construção 17/20

Estabilidade e Aderência 15/20

Conforto 18/20

Amortecimento 17/20

Preço 17/20

Total 84/100

 

Saucony Ride 9 - Unboxing

 

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Ok! admito... sou um fã incondicional deste modelo. Usei a versão 7, duas versões 8 (review) e agora graças à Saucony vou ter a hipótese de testar os novíssimos  Ride 9.


Nas versões anteriores este modelo era um verdadeiro cavalo de combate, serviu para quase tudo. Usei-os em diversos tipos de treinos, em corridas, para distâncias que foram deste os habituais 10km até aos 35km. Com excelentes prestações em alcatrão, em pista e até em terrenos mistos, fizesse chuva ou sol estas sapatilhas nunca me deixaram ficar mal.


No entanto, aqui estou eu numa ambivalência terrível entre o "será que estão melhores ainda?" e o "!?## não arruinem as minhas satilhas favoritas". Isto deve-se acima de tudo ao facto de desta vez as mudanças não são simples retoques cosméticos, são  profundas e vão desde o upper até à sola.

 

Mas vamos a factos... a grande mudança está efectivamente na tecnologia de amortecimento, que passa a incorporar a EVERUN™, que segundo a marca permite um amortecimento continuo e um retorno de 83% da energia em cada passada . Ou seja passam ser sapatilhas com uma melhor resposta e com uma menor deformação do amortecimento.


Neutras, com 8 mm de drop e um peso de 264 gramas no tamanho 43 (homem) e 235 gramas no tamanho 41 (mulher) são referenciadas como sapatilhas para treinos e/ou competição. Incorporam ainda a sola Triflex, que facilita a transição para uma passada mais suave, e com uma "meia sola" em  SSL (Super Saucony Light) que do mesmo modo minimiza o peso e maximiza a reacção.

 

Vamos lá por isto a rolar...

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Férias...férias...4 dicas para umas férias mais saudáveis 

Por Ana Sofia Guerra - nutricionista

 

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Eis um dos momentos (senão o momento) mais aguardado do ano: as férias! 

Quando se fala na palavra férias, pensamos logo em praia, descanso, sol, mar, campo, rio, amigos e petiscos. E pronto, está a receita dada para umas férias de grandes abusos.  

Não, nada disso. As férias não têm de ser sinónimo de excessos alimentares e falta de treino. Por isso, partilho aqui 4 dias para que tenha umas férias “em grande” e não “à grande”. 

 

A importância do pequeno-almoço nas férias: sim, eu sei que nas férias acorda mais tarde e quer comer algo “leve” para ir logo para dentro de água assim que chega à praia. Mas lembre-se que quando está de férias tem mais tempo para comer (leia-se mastigar) e fazer um pequeno-almoço mais equilibrado. Experimente reduzir o café e beber um bom sumo de fruta natural. Junte uma fatia de pão fresco com um pouco de queijo ou mesmo uma colher de chá de doce sem açúcar adicionado. Mastigue bem e desfrute do momento. 

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Leve um lanche para a praia: mesmo que não tenha muita fome quando está na praia, leve sempre um pequeno snack sandável para que não salte refeições e depois tenha que chamar o senhor da bola de Berlim. Se vai almoçar na praia, abrigue-se do sol e desfrute duma boa salada com frango cozido ou atum ou ovo cozido, uma boa mistura de legumes frescos, um pouco de massa cozida sem gordura e tempere com orégãos ou salsa picada. Se vai passar apenas umas horas na praia, leve pequenas refeições como 1 peça de fruta ou cenoura crua, uns queijinhos triangulares light, um ovo cozido ou frutos secos como nozes, amêndoas ou cajus sem sal. Mas, mais importante que tudo isto: beba água fresca! 

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E se quiser ir a um restaurante: opte por comer uma boa refeição com peixe grelhado (as sardinhas e os carapaus são os reis desta estação) e uma bela salada. O truque é fazer a refeição com calma (lembre-se que tem mais tempo do que é costume) e conviver mais com a família ou amigos. Em vez de pedir um refrigerante para acompanhar, porque é que não pede uma cerveja? Eu disse uma, não disse mais. Evite as bebidas açucaradas e, se tiver de optar por uma bebida alcoólica, tente beber apenas um copo de vinho (lembre-se que o álcool ajuda a desidratar). O ideal seria evitar a sobremesa mas, se estiver mesmo a apetecer, opte por uma fruta ou partilhe um doce com alguém. 

 

Descansar, mas não muito: para quem pensa que nas férias não se treina e já arrumou as sapatilhas de corrida, lembre-se que existem muitas outras atividades para fazer quer seja na praia (jogar à bola, jogar “às raquetes”, nadar, caminhar na areia) ou no campo (caminhadas, dançar nos bailaricos das aldeias, andar a cavalo ou na burra) ou mesmo em casa (agachamentos, yoga, alongamentos, prancha...). O mais importante é não parar e aproveitar bem estas férias. Divirta-se! 

 

Boas corridas e boas férias! 

 

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