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Correr na Cidade

Sinto-me tão sozinho!! O lado sem charme do trail...

22.07.16 | João Gonçalves

Sabemos e estamos de acordo que correr é uma experiência libertadora, sair e sentir o vento na cara, o cheiro da paisagem e ver a natureza ao nosso redor, faz tudo parte de uma sensação que só quem corre sabe o que estamos a falar e claro que sensações destas merecem e devem ser partilhadas, por isso é que correr em grupo é uma excelente maneira de viver e conviver este desporto e de nos motivar a continuar e a ultrapassar barreiras.

 

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Pois é!!! O problema pode vir é depois!! É obvio que nem as pessoas do grupo quem nós corremos têm o mesmo objectivo ou o plano de treinos se bem feito, não é igual de pessoa para pessoa, é algo muito individual.

 

O mesmo acontece muito, especialmente para quem corre em trilhos e se quer preparar uma ultra, onde facilmente se pode ficar literalmente sem ver ninguém, durante quilómetros e quilómetros e isto também se tem de se treinar.

 

Portanto o treino em grupo sim é importante, mas até um certo ponto, a partir daí é necessário treinar sozinho, aprender a estar sozinho, sem ver ninguém, quase que de uma experiência espírital se tratasse. É importante saber ouvir o nosso corpo e a nossa mente, falar connosco, arranjar maneiras de nis auto motivar e tudo tem de se treinar.

 

Sim, é um solidário da vida de um atleta, é um lado tabu, é um lado sem glamour algum, mas é um lado necessário, pois vai representar a diferença entre passar a meta ou desistir a meio.

Custa muito é verdade, mas acreditem é uma experiência que nos torna mais fortes, física e mais importante psicológicamente.

 

Bons treinos

Receita médica: Correr

21.07.16 | João Gonçalves

Está mais que provado que correr liberta substâncias que provocam bem estar físico e psicológico a cada um de nós, portanto às vezes as soluções mais simples são as mais eficazes e por isto antes de abrires a próxima caixa de comprimidos ou vitaminas, talvez seja melhor abrir a caixa das sapatilhas e dar-lhes uso.

 

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Estás a ficar meio adoentado, a resposta aqui é simples, se os sintomas foram acima da linha do pescoço, congestionamento nasal, dor de cabeça, podes fazer uma corrida ou um cardio leve, isto vai ajudar a libertar a respiração e vais-te sentir melhor se os sintomas forem abaixo da linha do pescoço, ai é melhor ficares a descansar. Contudo em caso de dúvida descansa sempre.

 

Estás a ficar deprimido, então calça as sapatilhas, escolhe um circuito giro, coloca um objectivo fácil e vai correr, isto vai melhorar a tua autoestima e confiança à medida que vais superando objectivos.

 

Dormiste mal, deixa-me adivinhar foste pai ou mãe à pouco tempo e o pequenote não te deixa dormir. Está provado que pessoas com privação de sono se sentem melhor após um treino curto. Deixem o vosso filho com o vosso companheiro e tirem 30m para vós e depois troquem.

 

Estás naqueles dias em que estás cheio de raiva, sai para correr, faz um treino bruto de rampas seguido de uma serie de agachamento após cada rampa e deixa tudo de ti ali naquele exercício, vais ver que te vais sentir mais leve.

 

O trabalho está a deixar-te stressado, se calhar é melhor correres um pouco, mas nada de muito complexo, esquece series, tempos, objectivos, isso já tens bastante no trabalho, aqui o objectivo é um treino soft junto ao rio, seguido de uma imperial bem fresca para comemorar o final do treino.

 

Precisas de tomar uma decisão difícil... Eu ajudo-te vai correr. A corrida transporta-nos para um mundo à parte, corremos, corremos e vamos pensando, tando que às vezes não nos lembramos do raio do treino. Certo? E meio disto chegamos à solução para muitos problemas

 

Não tens tempo para correr, esta é fácil vai correr... Como? Simples, improvisa, inventa tempo. Sai do trabalho a correr até casa ou saí 5 paragens antes e corre o resto. Em vez de ires ao supermercado da tua rua, coloca a mochila às costas e vai comprar aquele pacote de arroz que te falta aquela lojinha de bairro 10 quarteirões acima do teu.

 

A corrida trás bem estar e afinal não é isto que queremos mais na vida, estarmos bem.

Querida fui correr e estou todo assado!!

20.07.16 | João Gonçalves

Quem corre, já passou ou certamente vai um dia passar por uma situação destas... Assaduras causadas pela fricção da pele com um tecido ou da pele com pele, aquela sensação de ir a correr e sentir quase como que se um ralador de legumes nos tivesse a ser aplicado sobre a pele.

 

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Os locais mais comuns são entre as coxas, mamilos, axilas e por vezes na linha do pescoço, são são lesões sérias mas são sinonimo de desconforto e de dor. Como tudo, na prevenção reside a maior parte das soluções, não te vamos dizer que não pode haver falhas, mas certamente vão ser minimizadas.

 

Opte por tecidos técnicos que expulsam o suor, esqueça tecidos de algodão que tendem a aquecer e absorver o suor. Contudo não é garantido, já utilizei tecidos ditos técnicos, inclusive de marcas conceituadas, que me provocaram desconforto. Opte também por peças sem costuras, a presença destas ou algum defeito que possam ter podem provocar irritações na pele.

 

"Put The cream", a aplicação de cremes gordos podem salvar-te o dia, basta uma ligeira aplicação para que a tua pele fique mais protegida. Hoje é dia também é fácil encontrar, cremes desportivos, anti fricção.

 

Cobrir os mamilos, especialmente para os homens que tendem a sofrer deste mal, mais que as senhoras uma vez que correm sem soutien (quero acreditar que sim!) usem um penso comum ou um penso tapa mamilos para proteger esta zona. Garanto que não vão ficar com os mamilos assados, mas não vos garanto que não sofram a tirar os pensos, caso tenham pêlos corporais.

 

Roupa no tamanho certo, uma camisola muito justa pode apertar em demasiado, mas por outro lado se estiver muito grande pode sobrar muito tecido e causar fricções indesejadas, escolha o tamanho certo de acordo e de acordo com as características do tecido.

 

Beba muita água. Quando transpiramos, o nosso corpo liberta sal através dos poros, contudo o sal tem um efeito exfoliante na pele, ao ingerirmos água estamos a diminuir a concentração sal no expelida através da transpiração.

 

Calções de compressão ou de dupla camada podem evitam que a parte de dentro das pernas toquem uma na outra evitando assim a abrasão.

 

Por fim, o clássico, uma pele bem hidratada e cuidada menor probabilidade de ter problemas, desta forma os cuidados básicos e a aplicação de um bom creme hidratante corporal é essencial. Caso, tenhas lido tarde demais este post ou leste e mesmo assim, foste correr e fizeste agrediste a tua pele, deves tomar um banho de água norma, de preferência com um sabonete anti bacteriano e secar bem a pele - cuidado com toalha na altura de te secares na zona afectada. Após teres a pele bem seca, deves aplicar uma pomada desinfectante e que potencie a regeneração da pele.

"Estou com os pés todos #%didos!" - Dez dicas para que não digas mais isto.

19.07.16 | João Gonçalves

Os pés são uma parte fantástica do nosso corpo devido à sua complexidade, se pensarem bem nos mais diversos de movimentos que conseguimos fazer com eles, talvez tenham uma noção o que quero dizer.

 

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O nosso pé composto por 26 ossos, tendões, músculos, ligamentos, arterias, entre outros, sendo que a sua função primária é nos dar condições para sustentar o corpo, para caminhar, saltar, correr, etc... Basicamente todos os movimentos que estejam relacionados com o equilíbrio o pé está envolvido, daí ser da máxima importância que cuidemos bem deles, principalmente nós que os usamos de uma forma mais "viva".

 

Deixo seguir uma lista de dez dicas de cuidados com os pés:

 

1. Sapatilhas adequadas

Correr com o calçado adequado para a nossa morfologia e de acordo com a actividade que estamos a desempenhar é fundamental para não termos desconforto nos pés e isso não progredir e resultar em lesões, pois são as sapatilhas que nos vão ajudar e muito na absorção do impacto.

Façam o teste da passada, invistam algum tempo a pesquisar ou procurem alguém com mais experiência para vos aconselhar e leiam o que o Tiago escreveu neste magnifico post, pois acredito que vai ajudar. Fora da actividade física, devem devem importar esta boa prática.

 

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2. Meias

Por vezes são negligênciadas, mas um bom para de meias é quase tão importante como as sapatilhas, por sorte são mais baratas o que possibilita que exprimentemos mais modelos e marcas até encontramos a que funciona bem connosco. Elas são uma das principais aliadas para evitar o aparecimento de bolhas, mas devem prestar atenção à sua composição, devem ser leves, de preferência sem costuras e de material que não absorva muita água, para promover a transpiração, por isso atenção ao algodão.

 

3. Unhas

Unhas grandes e compridas são para as meninas da Ribeira do Sado, as unhas de um corredor devem sempre estar bem aparadas para que não toquem na zona frontal da sapatilha, mas ao mesmo tempo, não muito curtas de forma a que não se cravem no dedo do pé ao fazer pressão sobre este.

 

4. Hidratar os pés

Manter a elasticidade da pele na zona dos pés é essencial, para evitar o aparecimento dos calos, gretas e bolhas durante a actividade física. Aplicar um diariamenete creme hidratante, próprio para pés, resolve facilmente esta situação e rtambém é uma boa pratica reforçar esta aplicação antes de ir treinar.

 

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5. Relaxamento

Correr provoca bastante stress na zona dos pés, pois é a primeira parte do nosso corpo a "levar com a pancada". É uma boa prática após uma actividade física mais intensa ou uma vez por semana, colocar basicamente os pés a " marinar". Encham um recipiente com água morna e temperada com sal, isto vai promover uma melhor circulação sanguínea e relaxar os pés. Sugestão, para activar ainda mais a sensação de relaxamento coloquem um pouco essência de lavanda na água e uma pedras redondas tipo aquário no fundo e brinquem com elas enquanto relaxam.

 

6. Massagem terapêutica

Muitas vezes só nos lembramos delas quando temos uma lesão, contudo e acima de tudo elas devem ser usadas como prevenção. Fazer uma massagem terapêutica regularmente vai permitir que tudo esteja no sitio certo.

Sim, as massagens custam dinheiro, mas como prevenção podem usar uma bola de ténis ou um rolo da massa e rolar a planta do pé neste objectos, no YouTube encontram vários exemplos que podem seguir.

 

7. Gelo

Treinos mais longos ou mais puxados, podem provocar um certo inchaço nos pés e sensação de quente, um boa forma de colmatar estes sintomas rapidamente é mergulhar os pés em gelo ou água bem fria, para além de diminuir o pico de inflamação contribui para uma sensação de bem estar imediato.

 

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8. Fortalecer

Como já referi acima, os pés tem um papel predominante na corrida, logo os seus musculos devem estar bem fortalecidos para um melhor desempenho. Como? Deixo aqui umas sugestões de exercicios.

Andar em bicos de pé: Um exercicicio que pode ser feito com toda a facilidade em casa.

Apanha o lápis: Colocar um lápis no chão e tentar apanha-lo com os dedos dos pés;

Puxar uma toalha: Com um conceito semelhante ao do lápis, colocar uma toalha no chão e começar a puxa-la para debaixo da planta do pé com os dedos;

Andar sobre os extremos: É basicamente andar muito de devagar e com movimento muito prenunciados, atacando o solo com o calcanhar depois ir desenrolando até aos bicos dos pés;

 

9. Fungos e Bactérias

Seja nas unhas, entre os dedos, os fungos são sempre indesejáveis mas para quem pratica desporto, pelo menos uma vez já nos deparamos com eles. O procedimento para prevenir passa por lavar os pés diariamente com um sabão anti bacteriano, isto vai prevenir o aparecimento de bactérias e evitar aquele "cheirinho bom" proveniente dos pés. Para além disso as sapatilhas deve ser desinfectadas no seu interior com um spray higienizante.

Caso queiram ser mais rigidos no aparecimento de fungos devem usar um spray antifúngico aos primeiro sinais de comichão.

 

10. O mais importante

Revisitar esta lista com regularidade, se me perguntarem se cumpro estes passos todos, obvio que não, por isso estou a escrever este post quase como um recordatório do que tenho também eu de fazer.

 

Boas corridas e cuidem dos vossos pés.

Review: Puma Ignite Proknit

18.07.16 | Ana Morais

Por Bruno Tibério:

 

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Modelo: Puma Ignite Proknit

Tamanho: 42/27cm

Caracteristicas Pessoais: levemente pronador, 72Kg de peso

Condições de Teste: Treino 10Km em calçada e estrada com pouca elevação.

Foi me proposto o desafio pelo CnC de testar os Ignite Proknit da marca alemã Puma e fazer um pequeno review sobre os mesmos.

 

1ª Impressão e Design

Obviamente que os gostos dependem de cada um, mas visualmente considero que este modelo (nesta combinação de cores) é atrativo e o formato fino do mesmo chega mesmo a ser perfeito para uso casual no dia-a-dia.

Tal como outras marcas, a aposta no uso de malha torna o sapato mais leve, maleável e respirável e torna-o também fácil e rápido de calçar, pelo que considero um ponto a favor. Pelo facto de não estar habituado ao uso de sapatilhas com drop mais elevado, confesso que a primeira sensação ao usar os Proknit é estranha, mas com o decorrer da corrida facilmente me adaptei.

Outro ponto a favor é a presença duma tira refletora, ótima para quem pretende dar uma corrida ao final do dia ou mesmo durante a noite, ajudando-nos a manter visível.

O ponto contra está claramente na marcação dos tamanhos. Apesar da marcação em centímetros ser superior ao que habitualmente uso, ainda assim o modelo é pequeno e apertado quando comparado com as mesmas medidas em outras sapatilhas.

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Comportamento em treino

Passo então à minha opinião acerca do comportamento das sapatilhas em treino e relembro que o número usado foi ligeiramente pequeno.

 

Ajuste e amortecimento

A construção de malha ajusta-se bastante ao pé, apenas havendo pequenas oscilações na parte traseira na altura em que ocorre o impacto com o solo. A malha contém elasticidade suficiente para se adaptar aos movimentos do pé e mesmo para comportar o inevitável inchaço do pé após alguns quilómetros. 

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 O amortecimento zona traseira do sapato é ótimo para absorver o choque, especialmente para quem tendência a não correr eficientemente como eu, e apoia em primeiro lugar o calcanhar, não tendo notado nenhum desconforto em relação ao impacto mesmo em calçada onde o piso não é tão regular.

Outro ponto que considero forte é o facto ser bastante flexível tendo em conta que tem uma altura ainda considerável.

 

Conforto e aderência

Para mim, a sola é perfeita para o tipo de terreno experimentado. Perfeita aderência mesmo em calçada ligeiramente húmida (o que para mim me surpreendeu). Tanto em asfalto como em pista, nada a apontar. Um dos principais pontos fortes apontados pela marca é a resposta energética da sola que retorna parte da energia proveniente do contacto com o solo para impulsionar a passada. Não consigo avaliar corretamente esta afirmação, mas é um facto que o mecanismo de amortecimento aparenta aliviar o impacto em especial na zona do joelho onde, em treinos semelhantes, tinha tendência a sentir algum stress acumulado devido ao choque com o solo em outras sapatilhas. Neste caso, não houve qualquer desconforto na zona do joelho.

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Quanto ao conforto, já não posso dizer o mesmo, mas relembro, tal como disse no início, o número é ligeiramente pequeno e, tendo em conta isso, vou dar o beneficio da dúvida. Nos primeiros 5 quilómetros, na sola do pé nada a apontar. No entanto, a pequena oscilação resultante do impacto na parte traseira do pé, ainda que sobre a meia, começou a provocar uma pequena queimadura na zona do tendão de Aquiles. Nos restantes quilómetros, com o aumento de volume o pé, a fricção torna-se mais evidente até que chega a ser desconfortável. Estou em crer que com o número acima esse aspeto deixa de ser notável, ainda assim penso que pode ser um ponto a avaliar por parte da marca.

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O facto de ser construído em malha, torna-o respirável e não senti qualquer excesso de calor durante o treino nem mesmo alguma acumulação de transpiração, já para não falar que o torna muito leve o que é ótimo.

 

A quem se destina

Isto é apenas a minha opinião, mas tendo em conta a sensação de estar a utilizar uma sapatilha com o calcanhar bem mais elevado e, tendo em conta a conforto que senti na absorção do impacto com o solo, creio que este tipo de sapatilhas deverá ser mais indicado para treinos de pista e velocidade, onde a violência dos choques com o solo é maior quando comparado com uma prova longa. Tendo em conta a afirmação da marca sobre o retorno de energia, este será também o treino que mais beneficiará desta tecnologia que nos auxiliará ao impulso.

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Avaliação e preço

Atualmente, no site da Puma europeu, as mesmas encontram-se atualmente em 75€ que considero dentro dos valores normais ou até um pouco mais baixo que calçado de caraterísticas semelhantes.

Design: 18/20 

Aderência: 18/20 

Conforto: 14/20 

Amortecimento: 18/20 

Preço: 15/20 

Total: 83/100

 

Podemos ser felizes no mesmo sítio duas vezes?

15.07.16 | Filipe Gil

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Por Filipe Gil:

 

Há umas semanas atrás contei aqui a minha primeira experiência com o Reiki em prol da corrida. Se bem que me senti energizado com a primeira experiência continuei ceptico Q.B. Assim, a convite do Pedro Leitão, responsável pelo CAHL, voltei ao local onde me senti bem da primeira vez. Será que da segunda vez também ia resultar? Fui artilhado de dúvidas e preconceitos.


Lá me deitei na marquesa e enquanto acalmava o Pedro fazia o Reiki em mim. Andava com uma ligeira moinha numa perna, depois de uns treinos mais longos e mais duros mas, sobretudo, estava a finalizar um período de stress laboral que me altera a vida por completo - não há volta a dar, neste período do ano o stress é vivido ao minuto. Stress para que tudo corra bem e que tudo, profissionalmente seja sem falhas e com brio (o que aconteceu!)


Mas voltando ao Reiki. Na sessão não descontraí o suficiente. Estava sempre a racionalizar, sempre a achar que o ser humano tem o seu lado holístico mas que eu não estou para aí virado há vários anos.

 

O certo é que uma vez terminada a sessão fiquei com outra postura. Parecia até que andava mais hirto. Mesmo a tentar racionalizar, e mesmo a tentar dizer que se calhar aquilo é placebo. O certo é que senti mais equilibrado, mais ponderado apesar dos problemas e do stress todo que estava a viver nesse e nos dias seguintes. Para concluir esta experiência há de facto ali qualquer coisa. Energias que são equilibradas. Sejam em prol da corrida ou em prol da vida profissional. Acho que funciona, nem que seja placebo!


Acho que é algo que irei fazer com alguma regularidade, nunca perdendo o ceticismo. Para mim funciona como a meditação: é uma coisa que não é para mim é para os outros, até eu experimentar. De qualquer forma e como este é um blogue de corrida e bem-estar, não deixei de fazer algumas perguntas ao Pedro sobre o que tem acontecido desde que demos, aqui no CNC, a conhecer o seu trabalho.

 

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Pedro, tens tido corredores a visitarem o CAHL? Se sim que tipo de lesões tens tratado?
Sim tenho tido alguns atletas (não só corredores) que me têm procurado uma vez que o Reiki consegue aliviar bastante as dores logo na primeira sessão e com mais algumas tenho conseguido mesmo tratar as lesões na sua origem. As lesões mais comuns têm sido distensões em ombros, problemas na coluna, dores na anca, tendinites em varias partes do corpo, dor na planta dos pés e na fadiga muscular, especialmente depois de provas.

 

Como foi a evolução desses corredores?
A evolução dos corredores tem sido bastante boa, provando que o Reiki é muito eficaz para problemas físicos. Tenho tratado algumas lesões e fadiga logo na primeira sessão. É claro que existem problemas mais graves que exigem mais sessões mas é notável as melhorias dos atletas.

 

E aconselhas o Reiki apenas para corredores lesionados ou poderá ter outro tipo de "terapia"?
O Reiki é puramente uma terapia holística, quer isto dizer que trata a mente e o corpo, proporcionando uma tranquilidade e ao mesmo tempo energia para o nosso dia-a-dia, especialmente para trabalhadores que são ao mesmo tempo atletas nos tempos livres. Serve também como prevenção pois equilibra a energia por todo o nosso corpo, proporcionando um melhor funcionamento do mesmo, inclusivamente do nosso sistema imunitário, prevenindo constipações e outros vírus contagiosos. Além disso a minha sessão de Reiki é também acompanhada por um coaching holístico que permite ao paciente ter uma visão imparcial e coerente dos problemas e preocupações que o afetem.

 

Há muita gente céptica em relação ao Reiki, cépticas (eu próprio) como as podes convencer a experimentar e o que vão sentir depois da primeira sessão.
O Reiki é uma terapia energética que todos utilizamos desde que somos muito pequenos, como exemplo temos as dores de cabeça que instintivamente colamos a nossa mão à testa como tentativa de passar a dor, uma dor de dentes ou quando batemos em algo, onde levamos a nossa mão à zona afetada. Tudo isto é Reiki no seu estado mais puro onde o nosso instinto já sabe o que fazer quando algo está mal. A terapia de Reiki é um pouco mais evoluída, com procedimentos mais avançados, que vai permitir aliviar e tratar situações como estas e muitas mais. O Reiki é também indicado para problemas psicológicos, nomeadamente stress, depressões, cansaço e vai exponenciar todas as nossas funções do corpo, mentais e físicas. Grande parte dos problemas físicos advêm de problemas psicológicos e ambos advêm de desequilíbrios energéticos. O Reiki trata tudo isto! É uma terapia totalmente natural, que pode funcionar por si mesmo ou poderá complementar outras terapias.

 

Fica a dica. A escolha, obviamente, é vossa. Boas corridas!

Ténis clássicos com um twist!

14.07.16 | Filipe Gil

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Por Filipe Gil


Finalmente escrevo a review final sobre os Puma Speed 600 Ignite que tenho andado a testar. E posso resumir já o que penso destas sapatilhas que estreiam uma nova nomenclatura na marca germânica: são ténis clássicos de corrida com um twist.


Mas vamos por partes, dizendo antes que corri cerca de 100 km com este par:

 

DESIGN

São bonitos. Aliás muito bonitos. É difícil não gostar a forma como a marca alemã, que apesar de ligar muito ao design tem por vezes coisas estranhas (Lembram-se dos Mobium? Então esqueçam rapidamente, ok?!). Aqui o material usado, os tons de azul preto e o risco de borracha num laranja quase encarnado. Sinceramente quem não achar estes ténis (ou sapatilhas para as gentes do norte) bonitos é porque não tem gosto!

 

ESTABILIDADE E ADERÊNCIA

São para corredores com passada neutra. Mas, fazendo uma melhor reflexão, não somos todos neutros, mesmos os pronadores? E será que temos os dois pés milimetricamente iguais? Não, claro. Por isso, seja, pronador, supinador ou qualquer outra “dor” siga aqui o meu conselho: compre ténis (ah, sulista!) neutros e arranje umas palmilhas adequadas aos seus pés. Aqui atenção porque há aí promessas de coisas fantásticas em troca de verdadeiras fortunas. Faça uma boa análise de mercado e talvez consiga o que quer sem ter de chegar aos três dígitos de euro. Ah, e estes têm um factor que acho interessante: drop de 8 mm, para não ter a sensação que está a correr de "saltos altos". Acredite é melhor para a sua passada. Regressando a toda a velocidade a estes Puma. Para neutros têm grande estabilidade. Seja para corridas de 5 km, de 10km ou meias maratonas.

 

CONFORTO

Nos primeiros testes que lhes fiz apontei um defeito, ao fim de uns quilómetros: começa-se a sentir as várias formas da sola debaixo dos nossos pés. Mas apesar de ser estranho não incomoda. Já se sabe que a partir dos 21km incomoda tudo. O sol, o cão que nos ladra, o ciclista com uma t-shirt mais gira com a nossa e o mundo em geral. Assim, sendo, caro leitor corredor, não há ténis perfeitos. Mas estes disfarçam bem e dão muito conforto. O resto é da sua cabeça.

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AMORTECIMENTO

Se é corredor recente e está um pouco acima do peso ideal este é um ponto que lhe vai fazer toda a diferença, para proteger os seus joelhos e articulações. E nisso estes Puma cumprem bem. Não pense que vai andar como se estive na Lua. Mas a tecnologia Ignite faz o seu serviço. Dá-lhe amortecimento não o deixando nas nuvens. E isso vai beneficiar a ganhar músculos nessas pernas.

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PREÇO

Está dentro da média de preços dos ténis com preços normais. A industria tem feito um pushing para dar valores exagerados a produtos made in Taiwan e made in China – há modelos de várias marcas que ultrapassam os 200 euros -, o que é ridículo. Entre 100 e 140 a festa faz-se e muito bem. Sabem, ainda sou do tempo em que correr era um desporto barato…

 

Resumido, se é um corredor que se está a iniciar na corrida ou é experiente e está farto de usar sempre a mesma marca de sapatos para correr, esta é uma boa escolha. Não se vai arrepender. Excelente preço/qualidade. E ficam bem, são bonitos, mesmo para quem não tem gosto.

 

Design 19/20

Estabilidade e Aderência 17/20
Conforto 18/20
Amortecimento 17/20
Preço 18/20

Total 89/100