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Correr na Cidade

Corrida TSF Runners – Como é correr com 4 atletas cujo nome termina em Ana?

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 (na partida...digam lá que não sou um sortudo)

 

Por Bruno Tibério:

 

Há algumas semanas fui convidado para participar nesta prova e confesso que estranhei o convite, principalmente porque iria correr com 4 mulheres que têm 2 pontos em comum: gostam de correr e têm “Ana” no nome. No início ainda achei alguma piada, mas depois fiquei um pouco apreensivo. Isto de ir a acompanhar 4 mulheres não é para qualquer um! Como será que podia ajudar? Quem me conhece pessoalmente sabe que não sou propriamente a pessoa mais efusiva e extrovertida e isto seria para mim um desafio acrescido. O meu conselho, e aquilo que eu segui, é pensarem o que gostariam que fizessem por vocês.

 

No dia da prova, para além do nervosismo típico antes de começar a correr, acabei por me atrasar um pouco porque decidi fazer compras de última hora e iniciei a minha corrida em Linda-a-Velha e tive a sorte de apanhar boleia com os “Malcatas”. Quando cheguei à partida já estava acompanhado pela Ana Morais e a Joana Malcata e começámos à procura das outras “Joanas”. Depois de nos reunirmos e colocarmos o dorsal à cintura, fomos até à zona de partida e, mesmo tendo a pulseira da zona “até 60 minutos”, decidimos que íamos para a parte de traz da partida.

 

Apesar de termos combinado irmos todos juntos, acabei por ir a acompanhar a Ana Morais. A Joana Aguiar e a Joana Ceitil foram mais à frente e a Joana Malcata ficou um pouco atrás. Ao dar o tiro de partida ainda demorámos um pouco a arrancar. Também não tínhamos pressa nenhuma e posso dizer que, de certa forma, isto já estava ganho...pela companhia, claro.

 

Nos primeiros 2 Km, olhei várias vezes para o relógio e reparei que a Ana ia um pouco mais acelerada do que era costume. Avisei-a de que devia ir com mais calma mas, como sempre, não me ligou nenhuma e lá continuou. O mais engraçado é que se notava bem que ela ia a puxar, pois era a primeira vez que a via a correr sem falar. De vez em quando olhava para ela para ver se estava bem, pois era estranho vê-la tão calada. Ao 3º Km (ou perto disso) aparece o primeiro abastecimento com água e agarrei logo em duas garrafas de água para que a Ana não parasse de correr. Se no início da prova estava um tempo bem fresco e nublado, ao longo da prova sentia-se bem o calor. Por esta altura já ela se queixava (como de costume) do calor e molhava a cara, os braços e as pernas.

 

E lá continuámos nós a correr e a acenar às pessoas que passavam por nós. De vez em quando lá olhava para ela para saber se estava bem, pois continuava a não dizer nada. Por volta do 5º Km, ela diz que tem de baixar um pouco o ritmo e, como se tivesse um relógio no pulso (que não tinha), fez o resto da prova numa média super estável – 6:28/6:32. Era essa a média que ela se sentia mais confortável. Eu bem tentei puxá-la no último quilómetro, mas não consegui grande coisa. Ela própria confessa que a falta de treinos de corrida não ajudaram e tinha mesmo que treinar mais. Mas engraçada foi a reação dela ao aproximar-se da meta, olhar para o relógio que lá estava e dizer: “vou bater o meu recorde pessoal dos 10K!” E assim foi! Fez 1:04:38.

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(esta foto está diferente de todas as outras: ela é que costuma correr a sorrir, não eu)

Na meta já lá estava a Joana Aguiar e a Joana Ceitil à nossa espera, que correm duma maneira engraçada: vão sempre a falar durante a prova (segundo elas dizem, em todas as provas). Esperámos alguns minutos pela Joana Malcata, e lá vinha ela “esbaforida” e sem conseguir falar, mas com um grande sorriso.

 

Resumindo um pouco o meu papel neste dia: todas estas meninas, para além de terem em comum partes do nome e o gosto pela corrida, elas também recomeçaram agora a correr e a participarem em provas. Quer seja por falta de tempo devido à vida profissional demasiado exigente, por alguma problema pessoal e/ou familiar, ou por alguma lesão que nos deixe encostados, por vezes temos de deixar os treinos para último lugar. Na corrida só conseguimos melhorar se tivermos alguma regularidade nos treinos e quando o treino passa a segundo plano durante algum tempo, podemos começar a ficar desmotivados com o nosso desempenho quando voltamos de novo ao activo. Não gostamos do nosso desempenho sabemos que podemos, ou pelo menos queremos, fazer melhor mas o corpo não reage aos nossos desejos.

 

E é aqui que podemos ser úteis, fazer a diferença e tocar alguém. Por vezes nem é preciso dizer nada, basta apenas estar lá. O simples facto de estar presente, fazer companhia, pode ser mais do que suficiente para não deixar um amigo, um colega ou um conhecido desistir quando falta um pouco de fôlego, motivação e coragem. Saber dizer, “reduz um pouco, precisas de gerir” quando vês que estão a ir acima das suas capacidades ou incentivar a acelerar nos últimos quilómetros ou a sair da zona de conforto. Relembrar que o relógio numa prova não é tudo, não é aquele “bicho papão” sobre qual todos nos vão julgar só porque os números não são os melhores. Mostrar que chegar ao fim, dentro das suas limitações, é um prémio mais enriquecedor que qualquer medalha. O sentimento de dever cumprido, o transformar o sofrimento em alegria após cruzar a meta, o acreditar que afinal é sempre possível, é o maior dos prémios que se pode receber quando nos sentimos em baixo.

E vocês? Já tocaram alguém esta semana? Vão, apoiem alguém e, no final, apenas perguntem: “quando voltamos a treinar?”

No preview das sapatilhas Berg Lynx, já vos tinha dito que a marca portuguesa tem vindo apostar em material para nós mulheres, desde das sapatilhas ao vestuário para corrida.

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Os corsários Zebra da marca Berg, foram desenvolvidos para corrermos em ambientes húmidos mas com máximo de conforto. Fabricados em poliéster que confere respirabilidade e conforto, o elastano dá-nos o ajuste ao corpo que tanto necessitamos na corrida.

 

Quando vestimos o modelo Zebra pela primeira vez percebemos logo que têm um ajuste perfeito ao corpo. Possuem uma cintura subida, muito importante para quando corremos, quantas de nós já fomos correr com uns corsários e ao longo da corrida tínhamos de os puxar para cima? Com este modelo isto não acontece. Na região posterior dos joelhos podemos contar com um painel em malha mesh, que garante liberdade de movimentos e de ventilação.

 

Existe um bolso traseiro com fecho, que permite guardar pequenos objectos sem que intrefira no movimento da corrida, para além dos dois bolsos laterais em rede ideais para transportar geis ou barras energéticas.

 

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Não nos podemos esquecer dos elementos refletores que garantem uma melhor visibilidade em locais menos iluminados. Em breve haverá novidades em relação a este modelo.

 

Bons treinos!

Inov-8 na Taça Ibérica na Cerveira

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Por Stefan Pequito:

 

Desde Sicó que sabia que algo tinha de mudar. Foi uma boa experiência para primeira prova do ano mas tinha de mudar algo. E assim, meti “o tico e o teco” a mexer e comecei a ver onde andavam as minhas falhas. Em primeiro lugar, mudei os calções, mais minimalistas, para algo mais confortável, e escolhi os novas Kalenji de trail com o interior de compressão -  algo que nunca tinha usado e pensei que não ia gostar, mas que me tem maravilhado.

A seguinte mudança foi a nível de alimentação antes das provas achei que podia tirar mais proveito de meu rendimento se tivesse um acompanhamento nutricional e foi o que fiz nestas últimas semanas com a Drª. Ana Sofia Guerra que também e membro da crew do Correr na Cidade. E posso desde já dizer que a alimentação pode fazer milagres!

Por último, a mudança maior que fiz foi mudar as sapatilhas, das minhas Salming t1 que usei no ano anterior (e das quais gosto) e apostei nas Inov8 250 Terraclaw compradas na Obasic o actual representante português da marca.

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Estava algo reticente pois é uma sapatilha com um drop de 8mm, e que não pude experimentar antes de mandar vir. Depois de ler várias reviews estrangeiras, arrisquei e mandei vir. Quando as calcei pela primeira vez gostei logo da sensação: os dedos mexem-se a vontade o uper é fantástico segurando o pé mas sem sentir os atacadores. As sapatilhas são super confortáveis mesmo tendo um drop de 8mm. Fiz uns treinos com elas e adorei a sensação principalmente na aderência. Confesso que são as primeiras que me fazem ter confiança a descer (o meu ponto fraco) em zonas molhadas. Contudo, tinha de as testar melhor e fui  à prova da Taça Ibéria que é organizada pelo Ed Viana - a atual melhor equipa de trail em Portugal (desculpem Meus Javalis mas por enquanto ainda são lol).

 

Taça Ibérica

Foi uma aventura sair na sexta-feira depois do trabalho e ir à boleia com um bom amigo para cima (sorte em ter boleia, claro) fui para a Pousada da Juventude de Cerveira que é de top! De manhã depois do pequeno-almoço arranquei para a partida para ir buscar o dorsal, o tempo não estava mau mas começou aos poucos a piorar. O vento levantou-se e o frio começou-se a sentir.

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Deu-se a partida e lá fomos nos dar uma volta à vila e depois serra acima. O objetivo da prova era tentar ir no máximo de tempo atrás do Nuno Silva, mas sem apertar muito só o suficiente para ir uns metros a traz dele. Claro que foi complicado. O Nuno é o Nuno e tem uma pedalada do “caraças”. Tivemos subidas muito íngremes e algo longas - como eu gosto-, duras e descidas iguais nos primeiros 20km.

 

Consegui chegar aos 20 já isolado na terceira posição e deu para respirar um pouco e acalmar um bocadinho o ritmo. Nos postos de abastecimento lá ia perguntado a que tempo estava dos primeiros -  precisamente a 3  minutos do 2º e a 10 minutos do 1º.

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Perto dos 35 quilómetros decidi “ir buscar” o segundo lugar e apertei um pouco e acabei por apanhá-lo na ultima subida longa. A partir daí acabei por ir com ele e decidimos os dois que não valia a pena picardias finais pois já estávamos quase no fim e não íamos ganhar nada com isso. Por isso reduzimos bastante o ritmo e deixamo-nos ir. Foi bom (é sempre bom) a companhia. Acabamos a prova juntos ficando os dois 2º e 3º com o mesmo tempo, mas fiquei um pouco chateado de ter ficado a tanto tempo do Nuno (o vencedor). Sou sincero. Roeu-me um pouco. Mas paciência, como esta prova também era de preparação para Lavaredo, não quis cometer erros desnecessários.

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O que posso dizer da prova: bastante dura (50k com 3100d+) algo que em Portugal são poucas as provas assim. Uma mão, organização exemplar em tudo: posto abastecimentos top, marcações do melhor que há (só há uma organização cá que me lembre que marque tão bem que é a Horizontes) sem erros fácil de perceber quando se tem de virar ou não, e um belo misto de trilhos mais técnicos com mais rolantes, ou seja, uma prova muito equilibrada. Até me arrisco a dizer que nesta distância é das melhores, e merecem muito mais participantes mesmo sendo “longe como tudo”. Em 2017 vou fazer de tudo para a incluir no calendário novamente.  Quero agradecer aos Amigos da Montanha que no final me levaram ao Porto para ir apanhar o autocarro para Lisboa.


No fim disto tudo, o que queria testar foi testado, desde os tais calções com cueca incluída e compressão, leves e super confortáveis e que me deram o apoio necessário nas descidas. A  alimentação foi top (ps: não comi as barras olimpos durante a prova pois havia nos postos pela 1º vez e aquilo é bom ). Finalmente estou a acertar com isto.


E as sapatilhas? Meu deus, sem dúvida as melhores que já tive até agora leves, super leves, confortáveis com aderência em tudo desde lama a pedra. Estou mesmo muito satisfeito, e mesmo não tendo um rock plate são bastante confortáveis. Foi a primeira prova que acabei sem ter os pés mal tratados.  A única coisa que tenho a apontar é que deixa entrar um pouco de “lixo” para dentro mas nada que não seja resolvido com umas polainas.

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Quero agradecer à Ana pelo enorme apoio que me tem dado nestas semanas com a alimentação  - algo que estou a ver resultados. À loja Girassol pelo apoio. E agradecer à Injinji Portugal por me ajudar com as melhores meias para trail e não só. E, claro, ao Paulo Pires meu treinador por me deixar ir divertir-me para a serra. Agradecer também as minhas equipas (sim equipas lol) a oficial Amcf-Arrabida team trail e as famílias Correr na Cidade e Armada Trail e, claro, todos os amigos e familiares que me tem apoiado nesta enorme aventura.

 

Agora que venha Lavaredo (Itália) até lá preparação dura!

CnC Brief #19 - Venha o bom tempo e as corridas alegres.

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Por Rui Pinto:

Com o bom tempo, - finalmente, diria eu! – à vista, e com a vontade de sair para correr a aumentar, o Correr na Cidade levantou o véu e deixou os nossos seguidores espreitar algumas das mais recentes inovações e lançamentos de sapatilhas, no mundo da corrida e no mercado nacional.

Sim, foi uma semana de muitas – e boas! – previews, capazes de deixar qualquer amante da corrida de água na boca e a pensar nas próximas aquisições de verão.

 

Iniciando este capítulo, o Filipe foi agraciado com uns fantásticos New balance Fresh Foam Vongo. Considera ele que é um sortudo por ter a oportunidade de experimentar este modelo, mas o que é certo é que nos deixou a salivar com a sua preview.

 

O Tiago teve acesso privilegiado aos novos Brooks Ghost 9, que apenas estarão disponíveis no mercado nacional, a partir do próximo mês de Julho. São umas sapatilhas fantásticas, para grandes distâncias e lindas de morrer! Vejam as impressões do Tiago.

 

Ainda no mundo das reviews de material,  o João teve a oportunidade de experimentar os novos Puma Ignite Disc, modelo a fazer lembrar algumas das invenções espaciais que ocorreram em alguns modelos de sapatilhas, na altura em que éramos ainda uns miúdos, e nos deixavam a babar para a montra da loja de desporto do nosso bairro.

 

E na semana de todas as reviews, mais uma, desta feita, em conjunto, na qual o João, o Tiago e a Bo, abordam as principais características dos novos Sketchers Gorun Ride 5. Curiosos? Vejam aqui.

 

Chega de reviews? Sim? Então, para quebrar a monotonia, a Ana Morais fez uma call to action a todas as meninas corredoras, para se juntarem a ela, na Corrida da Mulher, que teve lugar hoje. Arrisco-me a dizer que esta será a corrida mais bonita do ano! 

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Finalmente, a fechar a semana – e este CnC Brief -, uma reflexão do Filipe, ontem, sobre o dilema individual sobre a (falta de) preparação de cada um de nós e a participação em provas. Sim ou não? Been there, done that. Muitos de nós já passámos por esta situação e será algo que nos deve ocupar a mente e fazer tomar decisões racionais.

 

Para a semana, mais CnC Brief. Boas corridas.

Devemos correr provas sem estar em forma?

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A resposta é mais que obvia: não! Porque não vai ser uma experiência agradável e até nos podemos lesionar. Mas, e nisto há sempre um "mas", depende da prova e dos factores.Se for uma prova pequena, porque não? De 5 a 10 km, em estrada, e nas calmas, a coisa compõem-se! (parto do princípio que já são corredores).

 

No entanto tudo o que for acima disso já é um esforço que pode não compensar, fisicamente. Fazer uma Meia Maratona sem estar preparado não é boa ideia, ir fazer uma prova de trail exigente sem ter treinado, é mesmo péssima ideia. Contudo, a corrida sendo um dos desportos mais democráticos que existem, permite que, com as mínimas condições fisicas e a consciência de que não se vai competir, ser possível ir "passear" para uma prova.

 

Pessoalmente, não o gosto de fazer. Sempre que prendo um dorsal à tshirt ou aos calções tenho uma íntima esperança de fazer melhor que na prova anterior. Não que seja um corredor muito competitivo,  aliás, quanto mais competitiva for a prova mais facilmente fico para trás, são meros mindgames para mim - nisto tenho que fazer um workshop com o Luís Moura.

 

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Mas, mesmo contrariando-me, este sábado vou fazê-lo! E vou correr o Trilhos das Lampas (20Km) sem a mínima preparação possível. Devido a excesso de trabalho (sim, excesso, adoro trabalhar, mas o ritmo frenético atual começa a deixar marcas) tenho tido muito pouco tempo para treinar. Um treino errante ali, outro acolá. E de estrada. Já não piso trilhos há mais de 1 mês. E estou mais pesado 2 kg. Só coisas boas...

 

Não vou passear, vou correr, mas com a consciência que farei um péssimo tempo e que dos últimos a chegar. Desde que não tenha problemas fisicos de maior, vai ser uma corrida nas calmas - o que é diferente de ir passear (para isso há as caminhas).

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 Sou sincero, se fosse uma prova de estrada não ia. Mas estou a precisar de natureza. De boas energias. Respondendo à questão do título: depende das provas.

 

Vemo-nos nas Lampas?

Vongo! A preview de uns Fresh Foam da New Balance

 

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Mais uns Fresh Foam da New Balance, sou um sortudo!. E escrevo isto sinceramente. É um privilégio que dá trabalho, por vezes pela noite dentro para não roubar horas ao trabalho e à família. Mas como acredito que a sorte protege os audazes, continuo a achar que sou um sortudo, e que até sorte dá trabalho. Isto tudo para dizer que recebi, cortesia da New Balance Portugal, os segundos Fresh Foam, os Vongo, os primeiros de estrada depois dos Hierro para trail que muito brevemente vão conhecer a review final.

 

Ora a diferença é que estes Vongo (nome estranho…) não são apenas uns Fresh Foam de estrada, mas também são os primeiros com uma tecnologia da New Balance que tem estabilidade para corredores que precisam. Daí a sola dividida em dois materiais diferentes. Ou seja, espuma grande e (relativamente) "fofinha" já não é apenas para calçado neutro! 

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A dureza inicial dos Fresh Foam sente-se, tal como nos Hierro, são sapatilhas que necessitam “partir”. No inicio foi algo que estranhei com os Hierro, mas agora para os Vongo já estava de aviso. A espuma está lá mas penso que à medida que for utilizando mais as sapatilhas, a sua reactividade será activada.

Em termos de design, acho-os irrepreensíveis. Apenas tenho algumas dúvidas se não serão quentes nos meses de verão – e atenção que esta é uma das grandes apostas da New Balance para a primavera/verão. Contudo, o upper é  ventilado e acho que não será esse um dos pontos negativos.

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Até ao momento, e apenas após 10 quilómetros com eles adianto que sim, sente-se a estabilidade e sim, são durinhos mas sente-se que é uma questão de tempo. Uma das coisas que mais gostei, desde já, é o drop que, segundo a marca, é de 4 mm (aproximadamente) – tal como nos Hierro. E pesam cerca de 300 gramas o que é relativamente pouco para quem os vê pela primeira vez e olhe para aquela sola toda.

E, atenção, este modelo já está a ser considerado como o “Best Debut” do verão de 2016 pela edição norte-americana da Runner’s World. Foi por isso que comecei este post com a conversa do "sortudo".


Em breve irei escrever a review final, até lá, corram muito. 

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Preview: Puma Ignite Disc

O ano é 1991, a Puma acaba de lançar um sistema inovador de aperto nas sapatilhas de corrida, sem os atacadores convencionais, mais confortável e proporcionando um fit mais uniforme, hoje em 2016 e para comemorar os 25 anos desta inovação a Puma acaba os Puma Ignite Disc, uma sapatilhas bastante leves, rápidas, com uma versão melhorada do sistema de aperto Disc.

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Disponíveis em várias combinações de cores, para esta nova versão a Puma pegou na sua jóia da coroa, sua a tecnologia IGNITE, uma espuma muito responsiva no que toca ao retorno da energia da passada, resultando num maior conforto e um ganho de velocidade, sobre ela uma conjugação inteligente de espuma e de mesh que promete um conforto único quando calçado, no interior deste upper corre uma rede de ligações que são activadas pelo Disc que promovem o aperto.

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A vantagem deste deste sistema, para além da rapidez de perto e desaperto é o conforto, pois o pé é envolvido uniformemente à sapatilha na mesma medida de força provocando uma sensação de segurança muito eficaz.

 

Nos ainda poucos quilómetros de teste, posso dizer que são exactamente o que a marca anuncia, leves, rápidos e muito confortáveis, acho que podiam ser um pouco mais frescos, mas talvez não os tenha experimentado com a combinação certa de meias, mas ainda é cedo para ter uma opinião mais formada. 

 

Só mais uma coisa, devido ao seu aspecto mais funky, são umas sapatilhas que captam o olhar de quem nos rodeia, é fácil perceber pela expressão WTF no olhar das pessoas que estes PUMA IGNITE DISC não passam despercebidos e para os mais curiosos, deixo um conjunto de fotos do unboxing.

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Até ao review final, boas corridas!

 

A corrida das mulheres, vamos?

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No dia próximo 15 de Maio realiza-se a 11ª edição da corrida cujo lema é “Correr, Marchar ou Caminhar por uma boa Causa” e onde as mulheres serão o centro de todas as atenções.O objectivo desta prova é angariar fundos para a compra de aparelhos de rastreio de cancro da mama e, desta forma, apoiar a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a Sociedade Portuguesa de Senologia.

 

A prova terá início na zona das Docas e da Ponte 25 de Abril e terminará na Torre de Belém, tendo o rio Tejo como companhia ao longo de percurso. Animação será a palavra de ordem e, para tornar o aquecimento mais divertido, o cantor Bonga e as suas bailarinas irão actuar no palco da partida.

 

Nesta prova irão participar muitas caras conhecidas como a atleta Rosa Mota, a actriz Adelaide de Sousa, a Maya, a Mónica Sintra, a Nucha, a Paula Marcelo e a Mónica Sofia. Também não podiam faltar as estrelas do atletismo feminino nacional como a Ana Dulce Félix, a Ercília Machado, a Joana Costa, a Catarina Ribeiro, a Daniela Cunha e a Leonor Carneiro. Como atletas convidadas internacionais estarão a vencedora da Maratona de Londres deste ano, Jemima Sumsong, a Lucy Kabuu, a Shure Demise e muitas outras que são uma verdadeira fonte de inspiração.

 

Nesta prova não importa a distância (5 Km), nem quem chega em primeiro, nem mesmo se vai a correr ou a andar. O que realmente importa é que traga uma amiga, uma familiar, uma vizinha e ajude esta causa. Vamos pintar a zona ribeirinha do Tejo de cor-de-rosa e animar esta festa!

Brooks Ghost 9

 

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Brooks é uma marca americana de desporto, já centenária, fundada em 1914, que em 2001 decidiu focar-se exclusivamente na produção de sapatilhas e têxtil de corrida. São mais de 14 anos dedicados a idealizar a melhor experiência possível para os corredores tendo através do seu departamento de desenvolvimento vindo a apresentar várias tecnologias inovadoras nas suas sapatilhas.  

 

Em Portugal a Brooks já se encontra à venda no El Corte Inglês de Lisboa e do Porto, em 4 lojas Sportzone da região de Lisboa e na loja corremos no Porto.

 

Em 2016 a Brooks implementa a sua filosofia de “assinatura de passada”, acreditando que não existe uma maneira correta ou incorreta de correr, mas sim que cada pessoa tem uma forma específica e individual de correr. Cada corpo tem um padrão de movimento único e recorrente.

A marca caracteriza os seus modelos de sapatilhas numa matriz, dividindo em 4 categorias: Energize Me; Cushion Me; Propel Me e Connect Me.

 

Hoje apresentámos a 9ª edição do modelo Ghost, uma sapatilha neutra que se enquadra na categoria Cushion Me.

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Os Ghost 9 proporcionam um amortecimento equilibrado através da incorporação da tecnologia BioMoGo DNA na entressola que garante um amortecimento adaptável e dinâmico a cada passada. Este modelo é a mistura perfeita entre conforto e dinamismo, com uma capacidade de resposta em cada passada, para disfrutarmos ao longo de todo a nossa corrida de uma sensação de suavidade.

 

Esta nova versão carateriza-se por uma remodelação completa do upper, com a aplicação de um novo tecido mais respirável, confortável e ajustável ao pé.

 

O Correr na Cidade teve o privilégio de ser dos primeiros a testar este modelo que só ficará disponível no mercado a partir de 01/07/2016.

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Pode não ser o mais importante, mas as sapatilhas são lindas. Por enquanto fique com algumas fotos deste novo modelo que promete ser mais um sucesso da Brooks.

 

Preview: Skechers GOrun Ride 5

A Skechers ainda não é uma marca muito conhecida, ou melhor reconhecida, como marca de ligada ao segmento de "running" no nosso país, como é lá fora, contudo cada vez mais vejo modelos desta marca nos pés dos nossos corredores o prova que a Skechers veio para ficar. Os Skechers GOrun Ride 5 serão testados pelo João Gonçalves, Tiago Portugal e Bo Irik.

 

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Por: João Gonçalves

 

Com 27mm na zona do calcanhar e 23mm na zona do meta tarso, fazem que estas Skechers GOrun 5 tenha um drop de apenas 4mm, numa sapatilha que visualmente não apresenta essas características. Estas GOrun fazem parte da 5 geração da linha de corrida mais natural da Sckechers - GOrun Ride. Segundo a marca estas sapatilhas foram construídas para corredores que procuram leveza, amortecimento e distâncias um pouco mais longas, em termos de peso, a marca manteve sensivelmente o mesmo peso que a versão anterior, contudo colocou mais 15% de material na sola para garantir um pouco mais de amortecimento.

 

Como é que isto é possível, Manter o mesmo peso e colocar mais material?

 

A resposta está no desenho da sola que apresenta um design com uns "favos" mais profundos, para além do uso da tecnologia 5 GEN da Sckechers que proporciona mais mais amortecimento, leveza e impulso. 

 

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O upper é feito de uma só peça para um melhor conforto com reforços em 3D na biqueira e laterais para garantir uma maior estabilidade e protecção do corredor, este modelo apresenta espaço adicional na parte da frente para garantir um pouco mais de liberdade de movimentos. A Skechers este ano apostou no marca IRONMAN, sendo um dos principais patrocinadores e incluiu nos seus modelos pormenores a pensar nos triatletas como é o caso do sistema quick fit na calcanhar da sapatilha que facilita a forma de como se calçam, na caixa vêm um conjunto suplente de atacadores, pena não serem atacadores elásticos, garantido assim um maior uniformidade de linguagem e ligação ao triatlo.

 

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Já fiz algumas dezenas de quilómetros com estas GOrun 5, foram a minha escolha para a Scalalis Night Race e vão ser também a minha escolha para o Triatlo de Leiria, até agora estou satisfeito com o seu desempenho, são leve e ágeis, contudo achei-as um pouco rígidas e confesso que estava à espera de um pouco mais de amortecimentos, mas ainda é cedo para ter uma opinião mais formada acerca do modelo, requerem mais uso para ter uma opinião mais firme. 

 

Se ficaram curiosos, sintam-se à vontade de por as vossas duvidas, quanto a mim continuarei a usá-las em treinos de estrada e provas de triatlo para ter mais conclusões que as iriei expor no review final. 

 

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Por: Tiago Portugal 

 

A minha relação com as sapatilhas da Skechers nunca foi a melhor. Experimentei vários modelos e com a exceção de uns Go Run Ultra já usados nunca me dei bem com nenhum modelo. Não sei especificar a razão mas por um motivo ou outro a experiencia de correr com modelos desta marca nunca foi positiva. Foi por isso com alguma apreensão que decidi voltar a calçar umas sapatilhas da Skechers, desta vez a escolha recaiu nos Skechers Go Run Ride 5.

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Não tendo testado nenhum das 4 versões anteriores deste modelo não posso efetuar comparações relativamente aos restantes modelos. Na série Ride a Skechers pretende um modelo de sapatilhas neutra para atletas que procuram mais amortecimento e leveza para todo o tipo de treinos, com mais ou menos quilómetros. Com um drop de 4mm a 5ª geração dos Go Run Ride têm um novo material Resalyte que proporciona um maior amortecimento, leveza e impulso. Este composto, Resalyte, é uma tecnologia que está presente na meia-sola da maioria dos modelos de corrida da Skechers.

 

Este modelo é muito leve e confortável desde o primeiro instante. Normalmente calço o número 43 mas neste modelo o 42,5, 27 cm, assenta-me perfeitamente no pé. Em termos estéticos garanto-vos que com esta sapatilha não passam despercebidos, a combinação do laranja e preto é forte e destaca-se com facilidade.

 

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Já efetuei 3 treinos, cerca de 30km, com estas sapatilhas. Logo no primeiro teste de 10km não fiquei com grande impressão, achei as sapatilhas muito duras e o amortecimento na parte da frente não correspondeu às minhas expectativas. Mais umas que não vou gostar! Foi o pensamento no fim desse teste.

 

No entanto, estas Skechers Go Run Ride 5 defenderam-se bem e estão aos poucos a dar-me a volta. Efetuei um treino de 5km seguido de 5 séries de 200m rápidos e outro treino de 10km e as sensações foram muito positivas. É um modelo muito confortável, garante uma transição suave ao longo da passada, o amortecimento é mais do que suficiente e já disse que são confortáveis.

 

Espero que continue a ser surpreendido e que tenha finalmente feito a escolha apropriada dos Skechers, mas isso só saberei responder daqui a umas semanas depois de levar este modelo ao limite. 

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Por: Bo Irik

 

Quem me conhece sabe que adoro a Skechers para correr. Adoro tanto que até fiz a minha segunda Maratona de estrada com os Skechers GOrun Ride 4 e a experiência foi muito muito boa. Foi por isso que quando estes Skechers GOrun Ride 5 me chegaram às mãos fiquei mega contente! Expetativas elevadíssimas, claro!

 

Leves e com um drop de apenas 4mm. É assim que gosto! A característica típica da Skechers de ter bastante espaço para os dedos dos pés também nos Skechers GOrun Ride 5 se verifica. A sola deste novo modelo promete ainda mais adesão do que o modelo anterior. Ainda não tive a oportunidade de correr com eles à chuva, mas até a review final farei por isso. Para além disso, gostaria de experimentar estes Skechers nos trilhos, pois, embora sejam desenhadas para a estrada, o perfil da sola "pede" trilhos!
 

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Em termos de looks, apesar de não ser fã da sola branca característica da marca, as cores e design destes Skechers GOrun Ride 5 foram frequentemente elogiados enquanto os levava nos pés. A Skechers também é sempre simpática quando fornece um par de cordões extra, noutra cor, para usarmos a que gostemos mais!
 
Há apenas um ponto que me preocupa nestes GOrun Ride 5: ficam um pouco largos na parte da frente do pé (até se consegue verificar isso na foto acima). É um facto que tenho o pé estreito, mas parece-me que este modelo tem algum tecido a mais...
 

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Para já não vou entrar em mais pormenor, pois o João e Tiago "tiraram-me as palavras da boca". Em breve partilharemos a nossa opinião final.