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Correr na Cidade

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Estávamos a meio do mês de Fevereiro, quando surge oportunidade de participar no II Trail de Almeirim, na altura pensei: tens aqui a oportunidade de “matar o monstro” da tua última experiência nos 30km em trilhos. Aceitei o desafio e comigo várias mulheres da Crew decidiram participar.

 

Devo confessar que na altura estava a passar por um processo difícil a nível desportivo. Felizmente não tinha lesões, mas a vontade de treinar era escassa. Sabia que tinha de treinar, até porque tenho diversos desafios para este ano, mas quanto mais pensava nisto menos vontade tinha de fazer seja aquilo que fosse. Dei por mim a falhar um mês aos treinos de natação, treinos esses que faço sem obrigação.

 

Início de Março e com o novo mês, nova vontade de treinar mais à séria para me preparar para os 30km Almeirim. A motivação começou, falar com outros que já a tinham feito e diziam bem da prova, aumentava a vontade de treinar. Não posso negar que tenha sido só isto, o meu espírito de competividade acordou e dei por mim a ser regular nos treinos de corrida, natação e reforço muscular.

 

Chega o dia tão esperado, 5:30 da manhã toca o despertador, era tempo de me despachar para apanhar boleia junto daquelas que também iam fazer a prova. Acho que foi a primeira prova que planeei tudo, sabia os abastecimentos de cor e salteado, gráfico altimetria na cabeça, planeei a ingestão de sólidos e líquidos, o tempo que queria estar em cada abastecimento e o mais importante queria ter a cabeça sem pressão no tempo que urgia.

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Uma hora e pouco estávamos em Almeirim, estacionamento bem perto do local partida, levantámos os dorsais sem grandes demoras.

O kit de participação era composto para além do dorsal, uma Tshirt técnica do evento, um pacote sumo Compal, diversos flyers de provas, uma unidose de mel de abertura fácil da marca iellow, uma revista Sport Life e uma senha que nos daria acesso ao almoço depois da prova.

Gostei do chip de controlo usado pela empresa Offcrono, podia ser usado no pulso, mas como muitos outros optei por usar preso no meu colete de autosuficiência.

 

Entre cumprimentar amigos e caras familiares nestas andanças, lá saiam uma fotografias entre palhaçadas, muito importante para animar aquele momento.

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Começa a aventura, fitas azuis e brancas deliniavam aquele que ia ser o caminho a percorrer dos 18 e 30km. E claro, raro é o trail que não tem início a subir, este não foi excepção. Aliás este trail foi sempre um carrossel de sobe e desce, raros foram os momentos que me lembre de correr em trilho plano, mesmo quando estávamos dentro dum imenso pinhal. Diversidade no terreno, não esperava correr em areia, que dificulta um pouco as coisas, mas gostei imenso.

Ao longo do percurso iam surgindo alguma placas com muito sentido de humor, em especial nas subidas.

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Fotografia de David Clemente 

 

Relativamente à marcação de percurso, sei que houve várias pessoas a enganarem-se no percurso, foi o caso da Liliana Moreira que iria fazer os 30km e acabou por fazer o percurso do trail curto de 18km. Aconteceu também à Natália Costa, que depois de andar perdida, acabou por completar o percurso mais longo. Na verdade haviam muitas fitas a indicar o caminho, apesar de em alguns locais a metodologia não ser mantida, fitas à direita como à esquerda, suficiente para uma pequena distração gerar enganos.

 

Os abastecimentos foram simplesmente magníficos, desde o primeiro ao último, mantendo a variedade tanto de sólidos como de líquidos. Desde fruta, grande variedade de frutos secos, tomate com sal, tostas que podiam ser barradas com manteiga de amendoim ou Nutella, cubos de queijo e de marmelada e chouriço. Para além de sumos Compal, Coca-Cola, bebida energética e águas à discriminação.

 

O tempo passava, ia fazendo o melhor que sabia e usei tudo aquilo que ouvi do meu coach João Gonçalves no dia anterior, mantive a calma, disfrutei do percurso e de algumas companhias que foram muito poucas. Foram basicamente 30km sozinha com os meus pensamentos.

Tinha como objetivo terminar antes das 4h30, a certa altura olho para o relógio e durante 5km acreditei que podia acabar abaixo das 4h00, mas ainda não foi desta.

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Tinha o João Gonçalves à minha espera no km 29, aquele que me treinou para fazer esta prova, aquele que me deu na cabeça quando falhava aos treinos, aquele que sabia o quanto era importante para mim fazer  um bom tempo.

Termino 4h11m depois da partida, com a minha Crew a gritar por mim, aqueles que me ajudam a ter força para continuar a treinar.

 

Depois destas horas de esforço, merecemos um banho bem quente e um belo almoço, a tão falada sopa da pedra acompanhada com um pão tipico região com bifana e claro de sobremesa um pampilho.


Por fim, gostava de deixar uma sugestão à organização, apesar de achar que a II Trail de Almeirim foi simplesmente brutal, sabemos que o tempo de chegada do último participante é por norma elevada, este merece uma recepção por parte da organização igual ao primeiro a chegar. Não consigo achar piada a certa altura e quando já faltam poucos participantes a chegarem, a organização iniciar a desmontagem do equipamento, deixando o essencial. Isto torna a chegada dos últimos muito impessoal e sem aquele sabor que os primeiros têm, afinal o esforço do último é igual ao esforço do primeiro.

 

Até para o ano...

O regresso às sapatilhas clássicas

 

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Não sou grande fã das sapatilhas clássicas de corrida. O que quero dizer com isto? Simples! Sou "esquisitinho" e não gosto das sapatilhas mais clássicas, sobretudo do aspeto delas. Como as da Asics, da Saucony ou mesmo da Brooks. Prefiro aquelas mais estranhas como as Hoka One One, os Adidas Ultra Boost, os Skechers com M Strike ou aqueles Nike e Puma feitos naquela malha grossa o knit.

 

É um defeito. Já nos automóveis sou assim. Qualquer conversa sobre potência, motores e afins desinteressa-me, já se falarmos do design, do estilo da aerodinamica, fico maravilhado. Mas como isto da corrida é uma aprendizagem constante (e quem julga que sabe tudo está redondamente enganado), e cada vez mais percebo que me dou bem com as "sapatilhas clássicas". Isto porque, na generalidade, são de grande qualidade. Sobretudo para um corredor que tende a pronar, como eu. Vai daí, e com alguns novos ameaços de nova lesão, decide voltar aos ténis os quais não sou particularmente fã a nível estético mas que cumprem com distinção a sua função. Em tempos já experimentei uns Saucony Guide 7 e uns Asics Kayano 20. Ambos fabulosos, mas que nunca me excitaram muito. 

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Ora, agora tenho a oportunidade de testar uns Brooks. Marca de Seattle, nos Estados Unidos da América, que é 100% dedicada ao setor do running. A tal do "Run Happy". E na preview que vos posso fazer do modelo em teste: os Adrenaline GTS 15 (o modelo 16 já anda aí no mercado), avanço com o adjetivo de "excelentes". Mesmo! Raio dos ténis (ou sapatilhas) que são mesmo bons, apesar de que, lá está, podiam ser um nada mais estilosos e bonitos, mas dentro das sapatilhas clássicas, têm pinta!

 

Mas, como diz o meu amigo Tiago Portugal: "Filipe, não deves escolher as sapatilhas pelo gosto mas sim pela forma como precisas que elas sejam". Sabias palavras. Já fiz umas corridas com elas e só posso dizer bem. Conforto junto ao calcanhar, os atacadores são eficazes e não incomodam, a língua é pequena mas cumpre na perfeição e a forma deles é quase perfeita para os meus pés. Apenas os acho duros (ando habituado aos Ultra Boost e afins...), são ténis que necessitam de serem "partidos" usados e abusados para daqui a uns bons quilómetros não serem mais do que um complemento à corrida.  

 

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Pelo que parece tenho aqui sapatilhas para muitos quilómetros. Sim, eu sei, digo a mim mesmo que gosto de sapatilhas mais futuristas, experimentalistas, etc. Mas o fato é que, se repararmos nos atletas mais veteranos, todos eles calçam sapatilhas mais clássicas. E eu já percebi, se quero chegar à idade deles a correr, tenho que fazer o mesmo. Isso, é muito treino de reforço muscular e tratar de ter mais força nos pés e pernas. Sem isso, não vou lá. Assim que chegar ao quilómetro 50ª com estas Brooks farei a minha review. E não deve demorar muito. 

 

E antes de me despedir, gostava que vos convidar para um evento na próxima quinta-feira em Lisboa, no Avila Cowork. Uma conversa à volta da corrida. Primeiro sobre viagens e corrida, pelo nosso amigo Glenn Martin da Endeavor Travel & Sports que cada vez mais tem levado portugueses a correrem as suas maratonas (e meias maratonas) de sonho por esse mundo fora. E aqui o vosso "blogger" de serviço que irá falar sobre como a corrida nos pode ajudar profissionalmente. Estão convidados a inscreverem-se (gratuitamente) e a aparecer. Não vamos ensinar nada, apenas iremos partilhar informação importante. Garanto-vos. 

 

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Boas corridas. 

A “Asfaltadinha” no Trail

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Por Natália Costa:

 

Quem me conhece sabe que sou uma amante de estrada. Sim de "comer alcatrão", de ir ali a olhar sempre para o mesmo, com a ânsia de chegar e de fazer o melhor tempo possível. E de "comer" só mais um bocadinho de estrada, com a secreta esperança de conseguir fazer este ano a minha primeira Maratona.

 

Os treinos nem sempre conseguem ser os mais assíduos, porque isto de ter duas crianças pequenas, nem sempre permite treinos longos perto das 21h. Faz-se 10 km, e ao fim-de-semana é que se aproveita para queimar mais um bocado a borracha às sapatilhas. Mas o trail... Ah, o Trail! Cada vez mais na “moda”, com mais provas, mais longas, mais difíceis, quase para verdadeiros heróis, palpitam por todo o lado. Sabemos que o trail é menos monótono que a estrada, que podemos usufruir do prazer de “passear o esqueleto” pela natureza, deslumbrar lindíssimas paisagens e viver o verdadeiro espírito de camaradagem.

Por isso mesmo no passado domingo “atirei-me”, é essa a expressão exata, para uma prova de 30 km em Almeirim. O trail de Almeirim não é "nada de extraordinário" para os mais experientes nestas andanças, são 30 km com cerca de 1000 D+. Muita subida, com muita descida, tipo carrossel. Já fiz outras provas de trail, mas no máximo foram de 20 km, nunca uma distancia tão longa.

 

O treino antes da prova de Almeirim foi muito pouco, sobretudo nestas passadas duas semanas. Com Páscoa e afins, deixei-me combater um pouco pela inércia da quadra e acabei por não me dedicar como deveria para uma prova desta distancia. Sim, porque fazer 30 km em estrada é uma coisa, em trail é outra! 

Até ao Km 9 a coisa ainda foi rolando, mas foi aqui após o segundo abastecimento que eu e mais umas “camaradas” de prova nos perdemos, e que nos obrigou a fazer mais cerca de 2 km e perder imenso tempo para voltar ao trilho devido.

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Escusado será dizer que animicamente para mim foi devastador. Não ia lá para ganhar nada, mas sentir que ia na cauda da prova por ter cometido aquele erro, não encaixava na minha cabecinha. Isto em estrada nunca aconteceria, certo? E foi ai que tive a epifania de escrever este texto, de como os praticantes de corrida em estrada, passam para o trail.

Começando logo pelo corpo, mais precisamente pelas pernas, percebi que ainda não tenho coxa para aquilo. Tinha estado no treino solidário da SPEM no dia anterior e estavam lá muitas mulheres praticantes de trail e pude constatar que as minhas pernas ao pé das delas parecem uns autênticos palitos. Tenho mesmo que fazer um maior reforço muscular nestas coxas, além do treino de muita subida e descida!

 

E depois há outro fenómeno que não acontece na estrada: quando se juntam as duas distâncias numa prova de trail (por exemplo de 17km e 30 km como em Almeirim) e começamos, nós os da prova longa, a ser ultrapassados pelos participantes da prova mais curta. O que é aquilo?! Vêm feitos "loucos" capazes de esmagar o que aparecer à frente, sem olhar a meios para atingir os fins. Aqui, deveria de haver mais bom senso. Ontem, em Almeirim vi mandarem ao chão duas raparigas, e nem sequer me pareceu que tenham pedido desculpa. Opto sempre por encostar e deixá-los passar, apesar de ter ouvido algumas bocas que não o deveria fazer sendo eles quem deveria esperar. Está certo! Mas prezo a minha integridade física. Apenas um "educado" aviso a dizer que se vai passar seria o suficiente para evitar estes momentos de "stress", não?

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Depois tenho que mudar o chip, e perceber que não podemos estar a manter o ritmo, a passada, a mesma linha de pensamento que fazemos em estrada. Porque como disse o "grande mestre" Luís Moura, em amena cavaqueira enquanto esperávamos pela sopa da pedra: “Isto no trail morre-se e renasce-se muitas vezes!” E é que é isso mesmo! Ok, estávamos a falar de distancias mais longas... mas há alturas em que vamos mesmo de rastos, com umas dores nas pernas e nos glúteos que nunca mais acabam, mas de repente, vem uma força não se sabe muito bem de onde e lá vamos nós outra vez a dar gás pelos estradões.


Próximo prova de trail será o Louzan Trail. Por isso mesmo, estes próximos meses serão dedicados a treinos de trail e reforço muscular!

 

Porque afinal, é tudo uma questão de treino, certo?

Lombos de pescada com queijo quark - receita para um jantar saudável

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Por Natália Costa (nutricionista)

 

Admito que ando "apaixonada" pelo queijo quark e como tal ando a aplica-lo na cozinha. Desta vez foi a minha tentativa de substitui-lo pelas natas. O resultado foi surpreendente! Vejam esta receita de Lombos de pescada com queijo quark e coentros. Ideal para uma refeição equilibrada e nutritiva. Vamos a isso, corredores?

Ingredientes:

- 4 lombos de pescada limpos
- Alho em pó
- Sumo de meio limão
- 2 colheres de sopa de queijo quark magro
- 200 ml de leite magro
- Sal e pimenta q.b.
- 2 colheres de sopa de azeite
- Raspa de limão
- 1 ramo de coentros

 

Receita:

Tempere os lombos de pescada com sal, pimenta, o alho em pó, e ainda sumo de limão. Reserve durante 30 minutos.

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Regue os lombos de pescada com uma colher de sopa de azeite.

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Bata numa taça o queijo quark com o leite, tempere com azeite e junte a raspa de limão e os coentros picados.

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 Verta este preparado sobre os lombos de pescada e leve ao forno durante 30 minutos a 180ºC.

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 Bom apetite!

Uso do rolo para libertação miofascial para corredores

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Muito provavelmente já viram uns rolos de espuma do ginásio ou em imagens e vídeos de fitness. Para quê servem estes rolos e como devem ser usados?

 

Fui falar com a Personal Trainer Natacha Barata e ela explica o que é isto da fáscia e sobre como usar os Foam Rollers para a sua libertação.

 

O que é a fáscia?

 

A fáscia é um tecido conjuntivo que envolve os nossos músculos, órgãos e ossos. É a teia de aranha 3D que mantém o nosso corpo unido.

 

Entender a fáscia é crucial para percebermos o jogo entre a estabilidade e o movimento do corpo. A fáscia é de extrema importância na alta performance e na recuperação de lesões. Na prática, a fáscia está sempre presente na nossa vida diária desde a nossa origem embrionária até ao último suspiro que dermos.

 

O que é a libertação miofascial com Foam Roller?

 

A libertação miofascial com Foam Roller é uma técnica de auto massagem que pretende eliminar pequenos nós (pontos gatilho) que se desenvolvem na fáscia muscular.

 

Para os corredores, os benefícios passam pela melhoria da amplitude dos movimentos da corrida. A libertação miofascial também ajuda no alívio das dores e desconforto no pré e pós treino. A massagem miofascial ajuda ainda a prevenir também possíveis lesões pelos movimentos repetitivos.

 

As principais zonas a "rolar" para quem corre são os gémeos, os flexores da coxa, o tensor da fáscia lata e os músculos posteriores do tronco.

 

Quando e como utilizar o Foam Roller 

 

Recomenda-se utilizar o foam roller para libertação miofascial numa rotina de 5 a 10 minutos antes e depois da corrida ou porque não todos os dias? :)

 

Deve-se realizar rolamentos para frente e trás, lado a lado e dinâmica de alongamento. A passagem do rolo nas várias zonas do corpo deve ser feita de forma lenta, sensivelmente 1 minuto em cada área e a respiração controlada não deve faltar neste processo.

 

Neste vídeo mostramos como se pode usar o Foam Roller no caso dos corredores:

 

Don't stress keep roling :)

 

Para mais informações:

Facebook da Natacha / Natachawork@gmail.com

O lado perigoso de correr

marathon-1Dia 7 de abril é dia mundial da Saúde. Todas as revistas, jornais, blogues, etc., vão tentar apelar a um estilo de vida mais saudável, com mais exercício e melhor alimentação. E nós somos apologistas do mesmo.


Mas hoje gostaria de falar de um outro ponto de vista. Para aqueles que começaram a correr há dois, três ou cinco anos, por exemplo, ou mesmo aqueles que começaram há meses, estão a cuidar do vosso corpo correctamente?

A prática de desporto (que é diferente de ser atleta) é salutar desde que seja feito dentro do bom senso e de alguns limites biomecânicos do organismo. Não existe qualquer atleta de alto rendimento ou de alta competição que não crie mazelas no corpo, seja internas ou externas. Isto porque fazer exercício físico tem consequencias. E em excesso, ou intensidades elevadas, é a receita certa para estarmos a castigar o nosso corpo.

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(Não percebo porque não consigo emagrecer depois daqueles cinco minutos diários de step)


Meia Maratona, e agora?
Muita gente que começou a correr recentemente, vai pela "moda" ou pela pressão social procurar metas mais elevadas, sem que coloque em primeiro plano o que efectivamente quer. Vê-se muita gente a fazer Meias Maratonas em três horas ou mais, por exemplo, (com maus vícios de treinos, muito má alimentação, sem preparação mental, sem plano de corrida), e mal acaba começam logo os elogios no Facebook "és o(a) maior","és um exemplo para todos","já ganhaste a todos os que ficaram no sofá","queria ter a tua força de vontade","máquina!!!".

E todo o sofrimento que passou durante 3 horas? E todo o mal que fez ao corpo, aos músculos, tendões, órgãos internos? Boa parte dessas pessoas são pessoas com excesso de peso ou com vida extremamente sedentária.

 

Já nem vou falar da recente moda do trail onde o que interessa é a superação interna... Nem que seja preciso seis horas para fazer um trail de 25km. Que impactos aquelas seis horas vão ter no corpo?

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(Um dos impactos em fazer corrida com excesso de peso ou sem preparação)

 

Ganha-se o quê com este tipo de provação? Conseguem correr um pouco mais rápidos do que muitos caminham para o trabalho? Sinceramente! Já pensaram no mal a curto e longo prazo que estão a fazer ao corpo ao aventurarem-se em empreitadas que são muito acima do que deveriam fazer com essa condição física?


Fator psicológico:
Será que esta bajulação pela mediocridade humana é a melhor solução que temos para oferecer para quem procura melhor saúde, e um melhor estilo de vida? Não se deveria primeiro começar por cada um tentar aperceber-se do que está mal na sua vida e se quer MESMO mudar, tentar procurar onde o fazer, com tempo, plano e por etapas?

Começar a correr hoje e daqui a um mês estar a fazer treinos de 15 km é de loucos para 99% das pessoas sedentárias. Começar a correr provas de 21 ou 42 km com mais de 100 kg para estaturas normais, é de loucos.


Comece-se a trabalhar a mente primeiro. Porque não fazer evoluir a força de vontade para comer menos, por exemplo, se o problema for excesso de peso? Ou arranjar rotinas criativas mas regulares para os treinos, a fim de deixar o corpo aprender com o aumento de esforço, absorver tudo o que é novo e que vamos passando?


Aumentar a distância e/ou a intensidade dos treinos/provas de uma maneira calma e pensada é das melhores coisas que podemos fazer para ter saúde.

 

Ser atleta:
Hoje em dia, com este boom enorme da corrida, toda a gente é atleta! Ser atleta (em qualquer desporto) implica, disciplina, treino constante, alguns sacrifícios sociais e pessoais e muito suor e "sangue". Ser atleta não é treinar 1 vez por semana ou 2 vezes por mês no nosso treino social da colectividade durante 45 minutos. Praticar desporto como actividade recreativa e de melhoria de condição fisica não é ser atleta!

Mas todos pensamos que porque fazemos actividade física, já o somos! "Boa, saíste do sofá. Estás um atleta!!!".

Depois vemos o rácio entre corredores regulares e atletas "profissionais" de alto rendimento a cair a pique. Claro, quase toda a gente pensa que ser atleta é ir arrastar-se para uma prova. E depois ao longo dos anos vai-se alternando a realidade do que é ser atleta e do que é ser saudável. Muita gente esquece que prova = competição. Ponto!

 

Quem quer ir treinar ou fazer uma corrida social, pode fazê-lo todos os dias e a qualquer hora. As provas são o lugar supremo para as pessoas se compararem umas às outras. É por isso que foram criadas já há muito tempo.

 

Quem as usa para passear deveria mudar de mentalidade rapidamente. Uma coisa é treinar para um evento maior, onde estamos a dar o nosso melhor naquela altura. Outra é ir tirar fotos a quase tudo o que se apanha pelo caminho e acabar junto aos vassouras a rir e a divertir-se como se fosse uma coisa natural.

 

Dai se calhar que a Horizontes (organizadora de várias provas em Portugal) tenha razão ao querer criar o movimento do "maraturismo". "Vamos fazer uma maratona mas é na brincadeira. Seu malandros a pensar que vamos correr..."

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(Isto é diversão enquanto corremos pelo simples gozo )

 

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(Isto é competição. Seja que condição tivermos, é para deixar o suor)


O longo prazo:

Comecei a correr fez há três dias atrás cinco anos. Neste tempo evolui imenso na minha preparação, perdi cerca de 20/22kg conforme o mês e cometi muitos, mas muitos erros de estratégia e esforço. Mas aprendi muito com esses mesmos erros e agora consigo treinar um pouco melhor e ter um pouco de melhor condição física e mental.

No entanto olho com pesar para muitos dos que conheci nessa altura quando entrei no mundo dos loucos da corrida e vejo que agora passam mais tempo aleijados do que a fazer aquilo que gostam. Excesso de treino, falta de descanso, falta de recuperação activa, falta de nutrientes correctos porque queriam perder peso rapidamente, de tudo um pouco. E penso que cada um de vocês conhece alguém nestas circunstâncias.

Neste dia mundial da Saúde, o que vos peço é que reflictam e pensem se efectivamente o que estão a fazer é a melhor opção para a vossa saúde: física e mental. Nem sempre andar com o nosso corpo no "redline" é sinonimo de ter saúde. Pelo menos no longo prazo.

Não se esqueçam de ter prazer naquilo que fazem e pensar que o gostariam de fazer até serem velhinhos. Vá, pelo menos até à idade da Lili Caneças que já não será fácil passar dos 100 anos e mantermo-nos activos...

 

Vão correr, divirtam-se nos treinos dentro do que cada um de vós consegue fazer. E riam muito enquanto o fazem. Depois quando forem para a competição, mudem o chip! Mas isso já são outros 500's...

 

Bons treinos. 

 

Review: Puma FAAS 300S V2

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Testado por: Bo Irik

Caraterísticas pessoais: Passada Neutra, 68 kg

Condições de teste: Treinos de 10 a 17km, algumas vezes com tempo chuvoso, e prova de 10km em estrada (> 150km no total)

 

Com excelente feedback em relação aos FAAS 300 da PUMA que foram uns dos meus ténis preferidos para estrada até 10-15km, as expectativas eram altas. Eram ténis leves, com drop reduzido e lindos de morrer. Usei e abusei tanto destas sapatilhas que tive literalmente que os deitar fora depois de uma voltinha de honra na Corrida da Linha, um ano e meio depois de os ter recebido. 

 

Sendo que a primeira impressão deste modelo foi boa mas não espetacular, na review final também concluo isso e em relação ao modelo anterior, a meu ver, foram uma desilusão.

 

CONFORTO

Não tenho muito a dizer sobre o conforto destas sapatilhas. São confortáveis, mas nada de excecional. Na primeira corrida que dei com elas, causaram-me um grande bolha no calcanhar, mas felizmente, tal aconteceu só na primeira vez. De resto, acabei por usar os FAAS 300S v2 na maioria dos treinos curtos e rápidos que fui fazendo e não tenho nada a apontar em relação ao seu conforto. Penso que a marca conseguiu um bom equilíbrio entre conforto e leveza (210 gramas). A língua do sapato e a zona que acolhe o calcanhar são bastante almofadados e confortáveis.

 

DESIGN E CONSTRUÇÃO

Em termos de looks, os FAAS 300 V2 estão disponíveis em várias cores, tanto para homem como para mulher. Um grande ponto positivo é que as sapatilhas são altamente refletoras permitindo correr com uma maior segurança à noite. No que toca à construção, tenho ainda três pontos positivos a apontar:

 

1. Têm a palmilha removível, o que é positivo para quem usa palmilhas especiais e para facilitar a sua lavagem;

2. Têm o buraquinho extra para apertar bem o sapato e evitar que o pé escorregue para frente;

3. A língua, para além de ter o tamanho certo, fica no sítio. Irrita-me quando esta cai para um dos lados ao correr, mas neste caso, mantém-se bem fixo.

 

Quanto ao tamanho, escolhi o 40, um número acima do meu calçado de dia-a-dia. O 40, correspondendo a 25,5cm neste caso, ficou-me ligeiramente apertado. Gosto de sentir o pé bem aconchegado no sapato, mas este sapato ficou um pouco justo de mais, embora tivesse melhorado com o tempo. Mas uma vez, alerto à importância de experimentar o calçado para validar o número, pois na sua versão anterior, este número servia-me perfeitamente.

 

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ESTABILIDADE E ADERÊNCIA

Em termos de estabilidade e como sou uma corredora que não necessita de muito apoio neste aspeto, não tenho nada a apontar. Em comparação com o modelo que usava anteriormente, esta sapatilha tem uma “FAAS Engineered Stability Zone” melhorada e de facto, sinto que fornece mais estabilidade. No entanto, se tiver necessidade de ainda mais estabilidade, na gama Faas 300 um novo modelo “estabilidade”. Os Faas 300S v2 têm um drop de 8mm. Por mim, preferiria um drop ainda mais reduzido, perto dos 5mm, mas 8 já é muito menos que os 12mm de drop dos Puma Ignite. No que toca à aderência, tive a oportunidade de correr em diferentes pisos e várias condições climatéricas e conclui que são sapatilhas amigas desta variedade de pisos e condições, até da calçada portuguesa à chuva!

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AMORTECIMENTO

O site da PUMA tem uma aplicação interativa para definir qual o membro da família Faas mais indicado para cada corredor. Penso que esta aplicação é muito útil e funcional. Começa por definir qual o nível de amortecimento pretendido. A escala de amortecimento FaasFoam, de 100 a 1000, irá ajudá-los a escolher o calçado ideal para cada caso. Para uma corrida mais minimalista, basta selecionar um número mais baixo de amortecimento FaasFoam e vise versa.  

O amortecimento neste modelo, tal como no anterior, na parte da frente da sapatilha, é algo reduzido. O reduzido amortecimento na parte da frente do pé, a mim não me chateia, mas pelo que tenho visto na internet, há corredores que identificam isto como um ponto negativo.

 

PREÇO

Com um PVP que começa em €50 (online), esta sapatilha é uma excelente opção. Penso que é dos sapatos no mercado com melhor relação preço / qualidade.

 

CONCLUSÃO

Não são as minhas sapatilhas preferidas mas também não tenho grandes críticas. Assim, e tendo em conta que se trata de uma sapatilha a “tender para o minimalismo”, penso que podem ser uma boa oportunidade para quem se quer aventurar no minimalismo e que tenha uma passada neutra.

 

Conforto 16/20

Design/Construção 16/20

Estabilidade/Aderência 17/20

Amortecimento 17/20

Preço 19/20

Total 85/100

Desafio Adidas - Maratona Rock'n'Roll Madrid - Semana 2

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Faltam 3 semanas para a Maratona Rock'n'Roll Madrid, o tempo voa... 

 

A 24 de Abril, cerca de 15 000 pessoas vão estar em Madrid para a linha de partida da prova rainha de estrada, a Maratona. A estas juntam-se 12 000 pessoas para a Meia Maratona e 7000 para os 10K. São no total cerca de 35 000 pessoas a percorrer as ruas de Madrid, num ambiente de pura fiesta

 

O povo espanhol vive intensamente estes eventos e o modo como apoiam os atletas é o que me faz ir à vizinha Espanha para correr a Maratona em detrimento de a correr em Lisboa ou no Porto, neste aspeto penso que enquanto povo temos de aprender a viver mais esta cultura desportiva.

 

A semana que passou teve momentos distintos no que respeita à minha preparação possível para a Maratona. A primeira parte da semana foi dedicada a descanso, análises e exames pré-operatórios para uma intervenção cirúrgica que terei de fazer após a Maratona, e massagem com a Sara para tratar 3 dolorosas contraturas nas costas, ombro e peito. A partir de quinta-feira voltei aos treinos, tendo efetuado 3 treinos de corrida com tipologias distintas.

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Na quinta-feira fiz um treino descontraído pelo Jamor, 1 hora a correr tranquilo, onde nos primeiros 30 minutos me senti muito "preso", ofegante e desconfortável. Felizmente após o corpo aquecer "soltei-me" e veio o prazer de correr, tranquilo e confortável.

 

Esta semana, na quarta-feira às 19:30, o Correr na Cidade volta a Monsanto para um treino "Into the Wild", e este vai ser especialmente bom, com a mudança da hora vamos voltar a treinar de dia, o que sabe ainda melhor. Para preparar o percurso do treino no Sábado fomos reconhecer o percurso, o que permitiu treinar 90 minutos, com variação de intensidade e boa altimetria, como estava estabelecido no meu plano de treinos. 

 

Finalmente, no Domingo voltei à estrada na Corrida dos Sinos em Mafra, uma boa oportunidade para voltar a correr com os Adidas Ultra Boost, e uma boa oportunidade para procurar aquele que será o ritmo ideal para a Maratona. Numa manhã encoberta mas sem chuva em Mafra, com uma boa temperatura para correr e um percurso de 15Km algo exigente, como vou encontrar em Madrid, a prova correu muito bem. Sem qualquer intuito de perseguir um tempo final concreto, fiz toda a corrida com o relógio em controlo da frequência cardíaca para assim perceber o equilíbrio esforço/ritmo. Apesar de ter feito um aquecimento de 15m antes da prova fiz os primeiros 5km em modo poupança para aquecer bem, e até deu para ir conversando. Na parte intermédia aumentei um pouco o ritmo, sem forçar muito, e apesar do batimento cardíaco apenas aumentar ligeiramente nas subidas os tempos ao km eram surpreendemente bons para o meu ritmo habitual. Nesta fase, sobretudo na subida tive em boa companhia e percebi o bem que estava quando ao meu redor o som da minha respiração era o mais silencioso. Na parte final "soltei a franga", arranquei na subida final e fiz os últimos 2km abaixo de 5m/km, algo que só tinha feito em provas de 10Km. Terminei a prova solto e a respiração mais acelerada dos últimos 2km recuperou rapidamente. Apesar desta gestão terminei a prova com um tempo inferior em mais de 2 minutos ao meu melhor tempo aos 15km com um tempo final de 1h17m45s, fiquei mesmo contente.

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Isto tudo para vos dizer que o pessimismo da semana passada, em relação à prestação na Maratona, reverteu um pouco e o optimismo começa a chegar, o que é muito bom. Embora o mais importante seja fazer e terminar a Maratona em boas condições físicas, terminar a Maratona em menos de 4 horas ainda está na minha vontade. O equilíbrio no treino vai se manter esta semana, não terei já muito a ganhar mas sobretudo não quero perder o trabalho efetuado.

 

Para concluir, hoje mostro-vos mais uma componente do equipamento que a Adidas selecionou para eu levar à Maratona de Madrid, a tshirt ADIZERO TEE que além de muito bonita tem um tecido fantástico, muito confortável, leve e super respirável.

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Até quarta no "Into the Wild" ou até para semana em mais uma crónica.

 

Bons treinos! 

Trail do Piódão - video report

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Pelo terceiro ano consecutivo não resisti ao Piódão. O Inatel Trail de Piódão já vai na sua quarta edição. Em 2014, participei, com o Nuno Malcata, na prova dos 25km. Foi a nossa primeira prova de trail “à séria” – uma verdadeira aventura numa serra agressiva e que impões respeito.

 

A Serra do Açor é bela pela sua dureza, tal confirmou-se em 2015, quando, com a Rute, enfrentamo-la na prova dos 50km. Foi duro, muito duro e foi aí que decidi que, para mim, o Piódão era uma prova de 25km e não de 50.

 

Para correr 50km, os 50km têm que justificar-se em termos da beleza natural. Enquanto serrra árida, agressiva, desafiante e provocante, para mim, no Piódão, os 25km chegam. A sua variedade em termos de flora não justifica correr 50km, como é o caso da Serra da Lousã, por exemplo - muito rica em flora e paisagens. Foi por isso que este ano me inscrevi na prova dos 25km. E ainda bem.

 

Foi uma aventura. Não só a prova em si, mas também a viagem com os manos Portugal - o Tiago e o Frederico – e a Ângela. Depois de uma bela chanfana em Miranda do Corvo, ficamos a dormir numa casa da família do Pedro Luís na Lousã. Na manhã seguinte, acordámos às 6:00 para chegarmos a tempo de levantar os dorsais com calma e os rapazes se alinharem na partida da prova dos 50km pelas 9:00 e as meninas na prova doa 25km.

 

A prova correu muito bem. Foi dura, como era de esperar, mas senti-me bem (vejam no meu Strava). Consegui tirar mais de uma hora do meu tempo de 2014, e com 3h20 fiquei em 6º lugar no meu escalão e 8º na geral feminina da prova dos 25km. Isto de melhorar o meu desempenho está me a "dar pica"!

 

Este ano, com auxílio do telemóvel, fiz um vídeo para relatar a minha experiência.

 

Acerca da prova:

 

Pontos positivos:

- Variedade nas provas: caminhada, 15km, 25km e 50km.

- Acolhimento no Inatel Piódão: lobby do hotel, quentinho e com serviço de bar e acesso à piscina depois da prova.

- Massagens: excelente equipa de massagistas.

- Abastecimentos: frequentes e bons, com bifanas e sopas no final.

- Presença de fotógrafos de excelência.

- Dureza do percurso: gostas de muita altimetria e trilhos com muita pedra? Esta prova é para ti!

- As aldeias de xisto são mágicas.

- Sinalização do percurso.

 

Pontos a melhorar:

- Comunicação com os atletas: tom de voz nada profissional, tanto nos meios de comunicação social como ao vivo durante o evento (com algumas exceções, claro).

- Prémio de finisher: uma colher de pau igual para todas as provas.

- T-shirt: é unissexo, ficando “a boiar” nas mulheres.

- Dorsal: não tem perfil altimétrico.

- Balneários: água fria, ou melhor, congelada, e poucos chuveiros (principalmente para os homens).

- Distância anunciada: prometeram 25km mas foram 22km.

- Muito estradão: principalmente na prova dos 50km.

 

Será que para o ano a Serra do Açor me conquista outra vez?

Review: Top Cardio e Casaco Kiprun Evolutiv da KALENJI

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A Kalenji, a marca de corrida da francêsa Decathlon, tem vindo a apostar na inovação para proporcionar uma experiência cada vez melhor ao atleta ao correr. Na perspetiva da Bo, duas das principais irritações durante a corrida são o desconforto causado pela banda cardíaca e ainda o desconforto pelo uso de um casaco à cintura. Foi então de muito bom grado que testei duas inovações da Kalenji que vêm precisamente atacar estas irritações: o Top Cardio e Casaco Kiprin Evolutiv da Kalenji.

 

Top Cardio da Kalenji 

Para acabar com as irritações da banda cardíaca, a Kalenji desenhou um top que permite controlar a frequência cardíaca sem o uso de uma banda. Este top integra sensores cardio no elástico inferior e, através de um transmissor de encaixe, comunica a leitura da frequência cardíaca ao relógio e/ou aplicação no telemóvel (ex. Strava). O transmissor e relógio são vendidos em separado – multimarcas – Polar ou Geonaute.

 

Testei o top com transmissor Polar e funcionou, tanto no telemóvel como no relógio. Os resultados usando o top foram ao encontro daqueles que costumo observar usando a banda, mas sem a irritação da banda!

 

O top em si tem copas sem costuras – seamless – proporcionando um grande conforto. O tecido é bastante consistente e suporta muito bem o peito durante a corrida. O tecido incorpora matéria Equarea que absorve e transfere a transpiração para o exterior. Assim, o top é de secagem rápida. O top é ajustável, apresentando 3 níveis de colchetes nas costas.

 

O meu tamanho é o M (há S, M e L), que vai ao encontro daquilo que uso habitualmente. O top está disponível em três cores, verde, cinzento e preto, sendo que o preço depende da cor. O verde está a 14,95€.

 

Vejam mais detalhes na review em vídeo:

 

Casaco Kiprun Evolutiv da Kalenji

Outro fator que me irrita é correr com uma camisola à cintura porque quando iniciámos o treino estava frio e depois já aquecemos ou se fez mais calor. O Casaco Kiprun Evolutiv da Kalenji permite correr sempre à temperatura certa, independentemente das condições meteorológicas, graças à combinação de vários tecidos diferentes e de um sistema inteligente de ventilação.

 

As mangas deste casaco podem ser enroladas e “guardadas” numa “bolsinha” na parte superior no braço. Este processo é bastante fácil e confortável e pode ser feito enquanto corremos. O casaco apresenta várias zonas onde o tecido permite uma excelente ventilação e outras onde proporciona isolamento térmico para os dias mais frios.

 

Para uma melhor visibilidade enquanto corremos de noite, o casaco incorpora vários detalhes refletores. Conta ainda com uma bolsa, uma banda com silicone para não subir, e uma proteção contra o frio nas mãos.

 

Vejam mais detalhes na review em vídeo: