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Correr na Cidade

Dá-lhe brita!! – novamente a caminho do MIUT

23.04.16 | Pedro Tomás Luiz

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Esta era a expressão que o Ricardo, um grande amigo oriundo da nação nortenha, me gritava sempre que íamos entrar em palco. Era uma expressão catártica, mas que no meio de uma grande galhofada, me permitia soltar uma valente gargalhada e libertar as imensas borboletas que se iam acumulando naqueles momentos antes de “pisar” o palco. 

 

Na altura não era grande artista, nem hoje sou grande corredor, mas algumas coisas me acompanham entre elas a persistência a e capacidade de trabalho.

 

Assim, foram 4 meses com altos e baixos em que fiz a melhor preparação que consegui. Foram: 95 treinos, 96 horas, 867km percorridos e 26162D+ muito? pouco? Não faço a mínima ideia confio nos métodos do Paulo Pires para me levar até ao final.

 

Para os mais distraídos o Madeira Island Ultra Trail é a prova mais importante realizada em Portugal, dado que é a primeira a integrar o chamado circuito mundial de ultra-trail, ou seja o campeonato do mundo da modalidade.

 

A prova em si atravessa a ilha de uma ponta à outra, ou seja de Porto Moniz ao Machico, passando por pontos emblemáticos como seja o Curral das Freiras, o Pico Ruivo e o Pico do Areeiro. São 115km de pura beleza natural, pautados por um verde pujante, levadas e montanhas escarpadas.

 

Desafio? Objetivo? Superação? Conquista? Se tudo estiver a correr como planeado (em 115km muita coisa pode correr mal) à hora que este post saiu devo ter passado o Rosário, ou seja +/- 8horas de prova e 40km percorridos ou seja a caminho de cumprir o meu grande objetivo deste ano terminar, com um sorriso nos lábios (e também dentro do standard definido pelo Top Máquina “menos do dobro do tempo primeiro”).

 

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MIUT 2015 em 6 fotos...

00:00 - Porto Moniz;

09:45 - Encumeada;

12:57 - Curral das Freiras;

18:19 - Pico do Areeiro;

21:47 - Poiso;

01:59 - Machico.

 

 

Preview: Merrell ALL OUT CRUSH LIGHT

22.04.16 | Luis Moura

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Merrell

Quando ouvimos o nome Merrell associamos logo a sapatos e botas de montanha espectaculares. As suas primeiras botas de caminhada foram apresentadas ao mundo em 1983 e desde então tem feito uma evolução fantástica em termos de design e uso de materiais resistente e duráveis, mantendo quase sempre uma beleza impar.

Se o tema for trail running, 98% das pessoas não sabe que já existem sapatilhas de corrida desta marca, e o que 99,99% das pessoas não sabe, é que a primeira tentativa de entrar na vertente da corrida foi em 1997/98 através de um modelo que não conseguiu vingar no mercado, as JUNGLE RUNNER.

 

CRUSH LIGHT
Saltando no tempo para a nossa década, a Merrell nos últimos anos tem lançado varias evoluções do que eles idealizam o trail, trazendo-nos até esta preview das recem lançadas no mercado, as ALL OUT CRUSH LIGHT. São a aposta da Merrell para atacar o mercado em ebulição do trail running e apontam canhões fortes a modelos que já tem pedigree no mercado.

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(Desenho muito minimalista e simples )


Este ano lançam uma sapatilha super leve, uma evolução do modelo de 2015, com a balança a indicar 220gr num sapato tamanho homem médio, 6mm de drop e desenho da borracha da sola super simples, com linhas transversais afim de ajudar a escoar a lama e a serem extremamente flexível à torção.

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(sola ultra flexivel e simples )


Numa primeira utilização as sensações que tenho são de uma sapatilha super leve, muito flexível desde a sola até ao upper onde é utilizado os tradicionais cordões de apertar em vez de tentarem utilizar algumas das mais recentes técnicas utilizadas em outras marcas.

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Em termos de conforto e apoio ao pé é muito reduzido devido aos materiais utilizados e à filosofia que tenta impor. No interior vemos uma língua com uma envolvência a meio caminho entre as normais das sapatilhas de estrada mais convencionais e as ultra envolventes salomons com o seu sistema ENDO-FIT.

 

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Após um treino matinal em Monsanto com um pouco de água e lama, nota-se que são muito leves e confortáveis em pisos sem grandes partes técnicas.

O equilíbrio entre filtrar demasiado ou deixar passar tudo para o pé por parte das solas não é fácil. Muito difícil equilibrar estas duas sensações e na maior parte dos pisos onde passei agora de manha senti que estavam perto do meu ideal. Apenas em piso com muita pedra pequena a sapatilha deixa passar demasiada informação para os pés.

Em zonas com muita lama tive alguma dificuldade em ter grip suficiente para progredir mas vamos ver como se adaptam nos próximos treinos.

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Estou com bastantes expectativas sobre estas Merrell e durante as próximas semanas vou colocar as sapatilhas em teste em Monsanto e Sintra e vamos ver como se comportam depois em prova. 


Bons treinos.

O Yoga como complemento certo da corrida

21.04.16 | Filipe Gil

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Todos nós, em algum determinado período da nossa vida, ouvimos falar de Yoga. Eu, confesso, nunca tive grande curiosidade. Aliás, tal como nunca tive muita curiosidade pela natureza - com exceção da praia, claro! Sempre fui uma pessoa muito urbana e sempre me senti bem na confusão, nas luzes, nas ruas, junto aos barulhos típicos de cidade. Aliás, este blogue não se chama Correr na Cidade à toa. Contudo, tudo isto tem vindo a mudar. E sem eu querer ou fazer por isso.

Com a corrida tenho descoberto os trilhos, e noto que estes me equilibram o dia-a-dia. É um facto que já assumo: tenho cada vez mais “necessidade” e vontade de correr no meio da natureza.

Ora, com o Yoga tem acontecido o mesmo. Cada vez que oiço falar, desperta-me a curiosidade. Muito. Se está ligado ou não com esta “necessidade” de correr nos trilhos, é algo que não sei. Mas, foi através da corrida que tenho pesquisado sobre Yoga, já que noutros países é algo muito comum ligar estas duas práticas. 

Mais recentemente, todos temos seguido aqui a evolução na corrida da Bo Irik que colocou o Yoga no seu dia-a-dia. E a partir desse momento, parece-me a mim, algo mudou na sua performance. E pensei logo: “também quero isto para mim!!!”. Sendo que, no momento imediato, duvidei desse desejo. Terei eu “sensibilidade” para o Yoga? Será que algum dia junto a meditação, o Yoga e a corrida? Será que fui talhado para isso? Não é apenas para pessoas que gostam do lado místico das coisas?!

 

Com a vida frenética do nosso dia-a-dia. Os prazos, o stress e os ecrãs que nos acompanham para todos o lado desde que acordamos até que nos deitamos – e muitos os usam mesmo já deitados -, somos a primeira geração de pessoas mais artificialmente “eletrizada”. E sinto, por vezes, a necessidade de parar, fazer uma pausa, sorver uma energia mais natural, mais pura. Regressar, de alguma forma, às origens. Acalmar.  

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Algumas destas perguntas ficaram respondidas no passado domingo quando tivemos a oportunidade de juntar o Yoga e a Corrida num workshop e aula de Yoga para corredores que organizamos em conjunto com o professor de Yoga (e também corredor) Luís Marques Matias e com o Bruno Rodrigues (profissional de desporto de alto rendimento) nas instalações do Sport Algés e Dafundo.

 

Acabo já com a vossa expetativa: foi um workshop muito interessante e muito útil. E não digo isto porque fomos nós, Correr na Cidade, a organizar. É algo que digo a todos: experimentem!!! Mas com quem sabe.

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A primeira parte foi uma palestra de como a corrida trás benefícios para o corpo mas também como nos desequilibra se só corrermos. Assim, o complemento do Yoga na corrida ajuda-nos a encontrar esse equilíbrio perdido, não só através do trabalho físico mas também para trabalhar a respiração, e as tais partes do corpo que são menosprezadas pela prática da corrida.

Depois da completíssima explicação do Bruno Rodrigues, foi a vez do Luís Marques Matias iniciar a aula de Yoga. Começou por dizer que o Yoga não é apenas para pessoas flexíveis. E explicou, resumidamente, como o Yoga tem contribuído para o seu bem-estar e para uma vida com poucas ou nenhumas lesões. Aqui, confesso, senti uma inveja positiva! E mais uma vez pensei: “Quero isto para mim!”

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A aula, propriamente dita durou cerca de uma hora que para mim pareceram 10 minutos. Fizemos várias posições tendo em conta que corremos frequentemente e que há músculos em défice de serem trabalhados. 

No final dos exercícios, a cereja no topo do bolo. Uns minutos de relaxamento. Incrível como a voz do Luís e a música que acompanhava nos ajudaram a relaxar e a viajar dentro do nosso corpo mesmo num local inóspito e pouco zen como uma sala de aula ampla de um ginásio. Não, não estávamos num local zen, com incensos e barulhos de espanta-espíritos ou sinos tibetanos. Era um local prático mas que funcionou muito bem e que foi muito bem trabalho por estes dois professores.

13047851_10156795255455453_5306974358834032777_o.jDepois deste “banho” de energia positiva para o corpo e para a mente, voltamos às técnicas de corrida onde o Bruno Rodrigues nos ensinou para melhorarmos a postura e a passada. Algo que, no meu caso tem sido uma aposta e sobre o qual irei escrever aqui no blogue em breve para ajudar quem nos lê. O Bruno e o Luís fazem uma dupla dinâmica e vencedora. Tal como o Yoga como a Corrida em conjunto

 

Confesso que tanto a sessão de Yoga como as explicações de técnica de corrida ainda perduram tanto na minha mente como no meu corpo. Senti necessidade de mais e adorava repetir com regularidade esta experiência. Agora consigo perceber a evolução da Bo. E até consigo perceber esta minha necessidade de equilibrar a vida super agitada, citadina, cheia de ecrãs, com o Yoga e a corrida nos trilhos. Fiquei fã, como se nota, e recomendo.

 

Namastê.

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Vamos correr: Corrida TSF Runners 2016

20.04.16 | Bo Irik

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As edições anteriores desta corrida típica Lisboeta decorreram em nos meses de Julho e Outubro. Este ano, a Corrida TSF Runners realizar-se-á em Maio, no dia 14, pelas 17h.

 
Esta terceira edição da TSF Runners conta também, pela primeira vez, com uma Kids Race. A Kids Race é uma corrida para os mais pequenos, dos 6 aos 12 anos, onde a diversão é a verdadeira meta. Em vez da tradicional corrida, trata-se de uma prova de divertidos obstáculos insufláveis que os participantes terão de ultrapassar para chegar ao fim.
 
A Kids Race começa pelas 15h30 e conta com duas distâncias: um percurso de 300m para os participantes dos 6 aos 9 anos e um de 600m dos 10 aos 12 anos, sendo o valor da inscrição de apenas 2€.  A partida da Kids Race será dada junto à Praça do Império, com percurso de ida e volta com obstáculos insufláveis na Praça do Império, e meta instalada no mesmo sítio da partida.
 
A prova de corrida a pé terá 2 distâncias, 10km e 5km metros compreendidos entre Pedrouços e Santos, Lisboa. A partida e chegada de ambas as provas será na emblemática Praça do Império em Belém.
 
Recomendamos esta corrida para quem quer bater o seu melhor tempo, pois a prova é muito plana, sendo bastante rápida. Depois da partida junto à Praça do Império, segue-se pela Av. Índia em direção a Algés, entrando na N6 até realizar o retorno no cruzamento com a Av. Torre de Belém (junto aos semáforos). Depois será continuar na AV. Da Índia em direção a Lisboa, passando pelo CCB, centro congressos de Lisboa, por debaixo do Viaduto de Alcântara até realizar o retorno junto ao Banco Mais na Av. 24 Junho, regressando em direção a Belém. A meta será na Praça do Império.
 
O ano passado foi assim:

  

As inscriçoes estão abertas até dia 9 de Maio e custam 8€ para a prova dos 10km e 5€ para a prova dos 5km.
 
Para mais informações, podem consultar o regulamento da prova.
 
Juntam-se a nós nesta corrida Lisboeta?

Race Report Scalabis Night Race: Correr, Comer, Beber!!

20.04.16 | João Gonçalves

Nós, Crew Correr na Cidade, adoramos esta prova! Porquê? Porque é divertida e cheia de pessoas bem dispostas e com muita energia positiva e claro adoramos ( e muito ) este "Ribatejo way of run" - Correr, Comer, Beber!!

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A Scalabis Night Race é sempre uma prova que gostamos de comparecer e este ano não foi exceção, assim eu, o Nuno Malcata, o Tiago, a Sara, a Liliana e a Bo nos juntamos para fazer uma equipa demolidora para ir a Santarém ( Demolidora, talvez não! Mas bem disposta!! ) a nós se juntou a nossa amiga Ângela e também o Luís Moura e o Nuno Ferreira que mesmo fazendo parte da crew, este ano foram só em modo "saca fotos".

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Chegados a Santarém dirigimos ao W Shopping para levantamento dos dorsais da prova que correu sem atropelos e sem confusões.

Confesso que notei uma melhoria na entrega em relação ao ano passado, sou da opinião que este ano estava mais bem organizado, dentro do kit de atleta estava incluído uma t-shirt técnica e um buff alusivos, o dorsal da prova com chip, uma revista dedicada à corrida, vários panfletos publicitários, dois alfinetes e o mais mais importante... O Santo Graal desta prova as senhas que davam direito a uma bebida, a bela da bifana e um (mini) pampilho para repor energias no final.

Após um período de convívio para comer algo antes da prova, onde nos cruzamos sempre com caras e grupos de corrida conhecidos, fomos equipar e fazer um aquecimento ligeiro antes de nos dirigirmos para as zonas de partida - eu o Nuno, o Tiago e a Bo nos sub 50 enquanto os restantes fariam a festa lá mais atrás.

 

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Enquanto esperávamos pelo tiro de partida as habituais conversas e perguntas - Qual é objetivo? Quanto tempo queres fazer? Pessoalmente tendo vindo de um treino de 30k de manhã por Monsanto, vinha sem objetivo. apenas queria rolar e divertir-me tal como a Bo, já o Nuno e Tiago queriam fazer abaixo dos 50, sabendo que o Tiago faria a marca sem problema, decido acompanhar o Nuno Malcata até à meta, ajudando-o a cumprir o objetivo.

 

Dado o sinal de partida a avalanche é gigante, milhares de pessoas a correr pela ruas às vezes sinuosas de Santarém - o percurso é divertido, com muitas partes em vaivém que pode tornar-se algo aborrecido para alguns, mas ao mesmo tempo, assim, conseguimos ver os colegas que vêm em sentido contrario e puxar por eles o que é sempre motivador. Dois abastecimentos, sendo o primeiro, o mais movimentado, pois é onde é servido o habitual copo de 3 de vinho Tinto e um segundo de água, o que em termos de prova é mais que suficiente para a distancia.

 

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As pessoas de Santarém são muito simpáticas, ladeiam o percurso para aplaudir quem corre e a animação é mais que garantida seja por meio de animação musical por parte de alguns grupos ou por animação espontânea por parte da população, pessoalmente a única falha que tenho a apontar, é a fraca iluminação em algumas parte do percurso, que faz com deixemos de ver totalmente onde vamos colocar o pé, o que pode tornar-se perigoso. Ah! E o pampilho podia ser maior, mas isto sou eu que sou guloso!

Em termos da nossa corrida, partindo com a missão de quer ajudar o Malcata a fazer sub 50, o raio do homem parte que nem um doido no meio da multidão eufórica, tendo ficado eu ficado mais para trás, retido entre alguns atletas, quando finalmente consegui passar arranquei forte para me chegar junto a ele, quando caio em mim já tinha feito já um bom par de quilómetros a uma média a rondar os 4’/k e nada de Malcata e penso “Catano que o gajo está bruto!! Nunca mais o alcanço!” e continuo forte. Num dos vaivém, reparo que já tinha passado por ele sem ter notado, pois em sentido contrario vejo Nuno na companhia divertida da Bo, como estava a sentir-me bem, já ia com um bom avanço e o homem estava bem entregue, resolvo continuar a bom ritmo até ao final, cruzando-me quase sempre os restante grupeta nos vaivéns.

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A meta está sempre à pinha, cheia de pessoas à espera de chegada dos atletas e a dar força naqueles metros finais, ao cruzar a meta encontro logo o Luis Moura que esperava por nós e junto-me a ele, entretanto chegam o Tiago e passado logo uns minutos o nosso Nuno que puxado pela Bo conseguiu cumprir o objetivo inicial… Digo que a Scalabis não é prova para fazer PBT devido ao percurso, terreno e quantidade de pessoas, mas sim é uma prova para desfrutar e muito, para o que é certo é que as restantes meninas, Lili, Sara e Ângela, bateram o seu record pessoal (WoW!) e para além delas temos mais elementos da Crew que tem a sua melhor marca aos 10k na Scalabis. Acho que é do Tinto!!

 

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No final a melhor parte, o convívio que só a organização da Scalabis sabe fazer, para além do repasto típico, a organização brinda sempre quem vem a terras ribatejanas com musica, festa e o fogo de artificio, que este ano, não tivemos oportunidade de assistir, mas tenho a certeza que foi fantástico. Em suma e se queres saber se esta prova é ti, pergunta-te se te identificas com o slogan “Correr, Comer, Beber!!” e tens a resposta.

 

Nós sim!! Até para o ano.

Desafio Adidas - Maratona Rock'n'Roll Madrid - Semana 4

19.04.16 | Nuno Malcata

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A menos de 1 semana da Maratona de Madrid o optimismo da semana passada deu lugar à ansiedade!

 

Esta semana andei stressado e estupidamente enervado. Gosto das coisas planeadas com tempo e bem executadas, e vários imprevistos condicionaram o que planeava fazer. Para piorar a situação no início da semana surgiu uma dor num dente molar quando comia coisas frias ou mais quentes, e comecei a stressar com o que podia ser. 

 

A higiene oral é um factor importante para quem faz desporto, problemas dentários podem estar muitas vezes relacionados com outras lesões e a relação embora exista e muitas vezes ignorada por quem corre.

 

Assim, durante a semana apenas fiz 1 treino, na quarta ao final do dia, e em modo fúria, para libertar a cabeça do que me estava a incomodar e libertar o stress acumulado. Foram 14Km em sobe e desce, sem ritmo ou qualquer sentido no que estava a fazer, apenas queria não pensar.

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Obviamente este "treino" não estava no plano de treinos, e esta semana desrespeitei quase na integra o que tinha planeado, e o não cumprir esse planeamento foi também motivo de stress para mim.

 

Felizmente a partir de quinta-feira as coisas melhoraram, o treino apesar de pateta surtiu efeito e consegui arrumar as ideias no lugar e posteriormente lidei com as situações mais calmamente resolvendo cada uma. Por exemplo a dor no dente era apenas uma reconstrução antiga do molar que descolou, no Sábado pela manhã fui ao dentista e ficou resolvido.

 

Além do treino de quarta, o que muito me ajudou foi o tratamento com a Sara, a tensão acumulada provoca-me contraturas brutas e de semana para semana tenho me sentido melhor, mais "leve" e menos "preso". Desde que ela pacientemente me tratou a fascite plantar não abdico do bem que ela me traz cada semana.

Hoje mostro-vos um pouco do trabalho de manipulação que a Sara me fez na omoplata. 

 

Durante a semana fiquei a saber o número do meu dorsal, é o 6947, e fiquei a conhecer a aplicação para smartphones da prova. A aplicação tanto permite consultar várias informações para quem participa como seguir cada participante para quem está de fora a torcer por nós.

 

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Os preparativos para a viagem também já estão a ser feitos, não gosto nada de deixar a mala por fazer até à hora da partida, mas por mais cuidado que tenha fico sempre com a sensação que me vou esquecer de alguma coisa básica, e acabo sempre por me esquecer mesmo de alguma coisa :)

 

Como tem sido habitual, no fim de semana acabei por fazer a maior parte da componente de treino de corrida da semana. 

 

Sábado foi dia de voltar a Santarém para comer, beber e... correr, claro. A Scalabis Night Race é uma das, já muito poucas, corridas de estrada que me conquistou. Há 2 anos foi a minha estreia e adorei mas o ano passado não pude estar presente e este ano não quis faltar.

 

Como corridas de estrada faço muito poucas, e desde Dezembro que não fazia uma de 10K, decidi ir ao meu melhor ritmo nesta distância e fazer sub50. Conto pelos dedos de 1 mão as vezes que o consegui desde que voltei a correr à 3 anos, e 3 dedos chegam para as vezes que consegui. Esta for a terceira vez.

 

Partimos à tarde de Lisboa a caminho de Santarém, e assim que chegámos o ambiente já era fantástico. Levantámos dorsais, lanchámos, tudo sempre muito bem disposto. Quase a chegar à hora da partida ainda fizemos um aquecimento e dividimo-nos entre o grupo que partia para sub50 e nos que iam para sub60. 

 

Nos sub50 eu era o único com um objetivo claro, fazer efetivamente menos de 50 minutos. O João, Tiago e Bo estavam numa de se divertirem, sem grandes objetivos, e qualquer um deles faz tempos bem abaixo dos 50 minutos nos 10K. No arranque tentei controlar o ritmo, não puxar logo demasiado, mas a adrenalina do arranque fez-me disparar as pulsações para uma zona de desconforto da qual não consegui sair durante toda a prova. Felizmente contei com a alegre companhia da Bo que puxou por mim, por quem nos acompanhava e também por quem assistia, a energia desta menina é inesgotável e contagiante.

 

Terminámos em 49m25s, objetivo concretizado, 2º melhor tempo nos 10K desde que voltei a correr à 3 anos, mas com grande esforço.

 

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A noite terminou em convívio, com bifanas, cerveja e pampilhos, só coisas boas.

 

No Domingo queria treinar, mas de modo relaxado. O esforço no Scalabis foi grande e tinha vontade de rolar tranquilo e em ritmo ligeiro. Fui fazer um treino rolante, quase em ritmo de passeio, mas o cansaço ao final de 1h veio ao de cima e custou bastante chegar ao final. Foram 15km bem custosos, mas também foi o último treino mais comprido antes da Maratona. Agora é hora de dar descanso ao corpo e apenas rolar um pouco durante a semana.

 

Para terminar a semana, por iniciativa da Bo que está grande fã de Yoga, o Correr na Cidade convidou alguns leitores a participar na tarde de Domingo num workshop de yoga como complemento a quem corre. Como adepto, esporadicamente praticante, de yoga não pude faltar. Aprendemos como a yoga pode complementar o treino de corrida, tanto na componente de flexibilidade e alongamento como na componente de fortalecimento muscular. Aprendemos também exercícios de técnica para corredores e tirámos algumas dúvidas com o Bruno e Luís que deram o workshop, obrigado a eles por esta partilha.

 

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E assim termino as crónicas da preparação que fiz para o desafio que é esta maratona. Como vos falei na primeira semana, não é em 3/4 semanas que se prepara uma maratona. O trabalho que fiz com o meu treinador, durante 8 mesociclos, permite-me ter capacidade física adequada para enfrentar os 42195m da Maratona, mas uma preparação adequada a uma prova destas em estrada deverá ser sempre convenientemente preparada com cerca de 12 semanas sem esforços como o que fiz no TSL. A segunda semana desta breve preparação foi decisiva para fazer a transição dos trilhos para a estrada e perceber que o corpo está bem e chegar ao optimismo que vou falei durante a terceira semana.

 

No próximo Domingo levarei comigo e cheio de orgulho o nome do Correr na Cidade com a força de todos os que fazem deste blog uma referência na corrida amadora e a nossa bandeira em terras espanholas.

 

À Adidas quero deixar o meu agradecimento pela oportunidade e apoio para a preparação e participação na prova.

 

Hala Madrid!

 

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Querem saber quais as meias mais giras para correr?

18.04.16 | Filipe Gil

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As meias tem ganho uma importância na moda nos últimos anos. Ao invés de  cores aborrecidas entre o azul e preto ou cinzento e, para alguns, a branca com raquetes de ténis, as meias tem ganho vida no vestuário do dia-a-dia.Riscas, bolinhas, cornucópias, cores aguerridas, hoje em dia é permitido quase tudo, desde que, claro, usado com bom gosto e etiqueta. Mas antes que comecem a achar que este post é escrito por uma Paula Bobone, mudo já da moda para a corrida. Que também está na moda.


Ora, também na roupa de desporto, e de corrida, as meias têm vindo a ganhar importância e destaque. Primeiro foram as meias compressoras de pernas altas que causaram estranheza aos primeiros olhares. Depois os pezinhos que punham os restantes corredores a pensar se as meias estavam lá ou não. Depois as meias com dedos separados e mais recentemente as meias de tamanho “crew” - que são aquelas que ficam a meio do gémeo (como na foto).

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Este último modelo é ainda pouco visto entre os corredores portugueses mas nos Estados Unidos e Reino Unidos, os mercados que marcam tendência nestas coisas do running in style estão a surgir por todo o lado e onde a marca aposta calçar alguns atletas de elite como Anton Kupricka ou Magda Boulet, vencedora da edição 2015 dos 100 Miles Western States (na foto abaixo). E muito por culpa de uma marca diferenciadora: a Stance. Já falei nelas aqui no blogue várias vezes.

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Mas agora posso falar com mais conhecimento porque sou um dos poucos sortudos a usar os modelos de corrida desta marca da Califórnia (e com uma filosofia muito interessante que vos instigo a indagar) que vão chegar às lojas da especialidade em setembro. A marca cedeu dois modelos específicos de running: um de tamanho crew e outro os tais pezinhos.

 

Depois de muitos treinos com eles só posso dizer bem destas meias. Estava com algum receio. Sei que as Stance estão muito envolvidas no desporto, como o skate, o basquetebol, mas não sabia se para a corrida estavam com a qualidade suficiente para as eternas repetições que nós, corredores, fazemos ao correr. Mas cumprem e muito bom. Não fazem bolhas, não têm costuras irritantes, não cheiram mal mesmo depois muitos quilómetros e são bonitas que se fartam. O único defeito que lhes aponto, é que no modelo "crew" caem um pouco pela perna abaixo. Nunca chegam a ficar completamente caídas, mas podiam aguentar um pouco mais. Fora isso são bonitas, diferenciadoras e nada aborrecidas. São “socks that don’t suck!”

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Antes deste modelo de corrida já andam pelo mercado português alguns modelos de Stance muito utilizados pelo praticantes de CrossFit. Não servem para correr mas podem perceber no ginásio a qualidade de que vos falo aqui. Em relação ao modelo de corrida, as que experimentei, terão que esperar mais um pedaço, por setembro, mas vão ver que a espera vai valer a pena. Eu não as largo e estão a tornar-se uma "love brand" para mim. Curiosos?