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Correr na Cidade

A minha maratona de Londres (2014)

Hoje realiza-se a fantástica Maratona de Londres. Uma das mais importantes a nível mundial. Recuperamos os posts do Pedro Tomás Luiz que fez a prova em 2014 a convite da Endeavor Travel & Sports. Como dizem: recordar é viver.



Por Pedro Luiz Tomás:

 

Ainda envolto por uma inebriação digna de um conto do Lewis Carroll, começo a escrever este Race Report. Como sabem estive este domingo em Londres a correr a Maratona, graças a uma parceria entre a Endeavor  Travel e o Correr na Cidade. Durante a minha estadia fui escrevendo sobre as minhas expectativas, vivências e emoções, mas confesso que nada daquilo que pensei, ouvi ou imaginei chegou perto daquilo que vivi.

 

Dia da Maratona:

Como sempre, na véspera tinha organizado metodicamente todo o meu equipamento. Preparei a t-shirt, os calções, meias, sapatilhas, verifiquei o funcionamento do GPS, preparei o dorsal e o cinto com os géis. O transfer do hotel, para a partida estava marcado para as 7h, pelo que acordei por volta das 5:15, para me poder organizar tranquilamente. Às 5:30 eu e o Denis descemos para tomar um bom pequeno almoço, que por norma costuma ser aletria/arroz doce e café, mas dada a falta desses alimentos, lá me safei, com alimentos bem familiares, ovos, fiambre de peru, pão e café (não é dia para inventar em nada, especialmente no que toca a comida).

 

De barriga cheia, regressamos ao quarto onde nos equipamos tiramos a primeira selfie, com um sorriso de quem sabe que nos espera um grande dia.

 

 

No autocarro a energia era vibrante, apesar de ser bastante cedo, todos os corredores iam animados falando, do tempo, da cidade, da prova e da estratégia de corrida. A partida da maratona é feita de três pontos diferentes e faseadamente. Assim tínhamos:

  1. 08:55 Blue Start: atletas em cadeira de rodas;
  2. 09:00 Blue Start: atletas com deficiência (onde estava o grande Pina);
  3. 09:15 Blue Start: elite feminina;
  4. 10:00 Blue Start: elite masculina;
  5. 10:00 Blue, Red e Green Start: restantes atletas.

Tendo sido colocado na Blue Start, fomos levados para um enorme relvado, vedado, onde tínhamos à nossa espera café, chá, leite, água e isótonico, isto para não falar nas centenas de WC alinhados no recinto e devidamente coordenados por elementos da organização. O tempo até à partida foi passado em amena conversa, apanhando um fantástico banho de sol e a hidratar para a prova.

 

 

Cerca das 09:30 dirigi-me ao camião, para deixar o meu saco, que haveria de estar na meta à minha espera. Já no gate 9 percebi que estava na cauda da Blue Start, ou seja teria pela frente corredores bem mais lentos do que eu, não que isso fosse um problema dado que não tinha qualquer intenção de concretizar um tempo especifico. Os meus objetivos para esta prova estavam bem definidos: (1) acabar, (2) de preferência em cerca de 4 horas (os 50km do Piodão ainda estavam muito recentes no corpinho) (3) aproveitar e absorver cada momento desta experiência.

 


 

Às 10h o tiro de canhão supostamente terá dado inicio à corrida (não que tenha ouvido alguma coisa), mas de onde eu estava até à partida foram uns longos 15 minutos.


Começada a corrida, era impossível esconder o sorriso. Com o véu a levantar-se comecei a compreender a verdadeira dimensão desta prova… Além dos milhares de corredores que estavam a correr a maratona, havia o triplo de pessoas a assistirem à prova, mas estas não se limitavam a bater palmas ou a observar, estas pessoas gritavam euforicamente por todos os atletas. Não há palavras que possam descrever aquilo que vi, ou senti.


Ainda só com 3,5 km nas pernas, tive fazer o meu primeiro e único pit stop. Apesar de ter ido ao WC antes de começar a prova, comecei quase à “rasquinha para fazer um chichi”. O chá que bebi estava a fazer os seus efeitos.

 

Ultrapassadas as questões fisiológicas, meti um ritmo bastante confortável, em torno dos 6m/km e o qual eu tinha certeza que me daria para correr até ao infinito. Além disso, mesmo que quisesse correr mais rápido, não teria conseguido, o facto de ter partido muito de trás, obrigava a um ziguezaguear constante e consequentemente a um esforço adicional. Mesmo assim eu e o meu companheiro Manuel Barros (clube do Stress) lá fomos progredindo por entre a multidão.



O percurso passa por muitos lugares emblemáticos da cidade de Londres, sendo que por volta dos 10km surge o grandioso Cutty Sark (o barco e não a bebida), numa curva bem apertada contornámos este magistral barco.

 Mais à frente, por volta do km 20, no dobrar de uma esquina surge de surpresa a Tower Bridge. Aqui, fosse pela energia do público, fosse pela paisagem, senti aquele arrepio no estômago e uma emoção quase transcendental.

 

Passada à ponte pude ver a Tower of London, onde estarão depositadas as jóias da coroa. A partir daqui o percurso abre para ruas mais largas e entra-se numa zona em que é possível ver passar os atletas que já estão a passar o pórtico dos 35km.

A passagem da meia maratona marca uma mudança na minha prova de duas formas. Em primeiro lugar, foi aqui que deixei o meu companheiro Manuel Barros, que apesar de se estar a sentir bem quis abrandar e em segundo lugar, com as pernas já a acusarem um bocadinho o esforço, decidi que era tempo de arrumar o telemóvel e concentrar-me na prova.

 

Daqui para a frente a prova teve pouca “ciência”, o meu ritmo estava bom e confortável, não sentia qualquer dor, a estratégia de toma de geles estava a funcionar (1º aos 15km, 2º aos 22km, 3º aos 30km e 4º aos 40km) e acima de tudo sentia-me incrivelmente feliz por estar ali a viver aquele momento.

Por volta do km 33, passo pela claque da crew Londrina (Run Dem Crew) e sou brindado com um ruidoso apoio (não diretamente para mim, mas para um corredor desta crew que estava bem pertinho de mim). Ia na expectativa de poder tirar uma foto com eles, mas o facto da estrada ser estreita e de eles já terem ocupado uma parte da estrada, fez-me optar por seguir caminho (digamos que aquele local estava bem ao estilo de um Tour de France). Houve ainda tempo de passar pelas famílias do clube do stress, que com uma bela bandeira portuguesa me cumprimentaram e apoiaram, bem como por duas caras conhecidas que brilhantemente iam no seu ritmo.

 

Ao km 35 grande parte dos corredores já iam mais a andar do que a correr, havia muitos corredores a ser assistidos pelos paramédicos, outros a parar para alongar e uma impressionante senhora, que apesar coberta de diarreia nas pernas, continuava determinantemente a correr em direção à meta.

 

Entrado em Victoria Embankement o pórtico das 25 milhas sorria para mim, pensei “Está  feito” voltei a relaxar a sacar do telemóvel para poder gravar os momentos finais. Passagem pelo Big Ben, pela Abadia de Westminster, entrada no St. James Park, passagem pelo Buckingham Palace e… aquela maravilhosa visão… a meta…

 

Ao som do Happy, lá fui eu a dançar em direção à meta. E o que é que se faz quando se corre em direção a uma meta?.... Faz-se uma paragem para última selfie da prova.

 

Dados da Prova:

  • Tempo de chip: 04:17:15
  • Média de 6,6 m/km;
  • Classificação: Lugar 15787;
  • Classificação por escalão (18-39): Lugar 6119;
  • Ultrapassei  1619 corredores;
  • Fui ultrapassado por 15 corredores.

 

(Por altura que lêem este post o Pedro Tomas Luíz deve estar a terminar a sua participação no MIUT, pela 2ª vez consecutiva)

 

 

 

Dá-lhe brita!! – novamente a caminho do MIUT

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Esta era a expressão que o Ricardo, um grande amigo oriundo da nação nortenha, me gritava sempre que íamos entrar em palco. Era uma expressão catártica, mas que no meio de uma grande galhofada, me permitia soltar uma valente gargalhada e libertar as imensas borboletas que se iam acumulando naqueles momentos antes de “pisar” o palco. 

 

Na altura não era grande artista, nem hoje sou grande corredor, mas algumas coisas me acompanham entre elas a persistência a e capacidade de trabalho.

 

Assim, foram 4 meses com altos e baixos em que fiz a melhor preparação que consegui. Foram: 95 treinos, 96 horas, 867km percorridos e 26162D+ muito? pouco? Não faço a mínima ideia confio nos métodos do Paulo Pires para me levar até ao final.

 

Para os mais distraídos o Madeira Island Ultra Trail é a prova mais importante realizada em Portugal, dado que é a primeira a integrar o chamado circuito mundial de ultra-trail, ou seja o campeonato do mundo da modalidade.

 

A prova em si atravessa a ilha de uma ponta à outra, ou seja de Porto Moniz ao Machico, passando por pontos emblemáticos como seja o Curral das Freiras, o Pico Ruivo e o Pico do Areeiro. São 115km de pura beleza natural, pautados por um verde pujante, levadas e montanhas escarpadas.

 

Desafio? Objetivo? Superação? Conquista? Se tudo estiver a correr como planeado (em 115km muita coisa pode correr mal) à hora que este post saiu devo ter passado o Rosário, ou seja +/- 8horas de prova e 40km percorridos ou seja a caminho de cumprir o meu grande objetivo deste ano terminar, com um sorriso nos lábios (e também dentro do standard definido pelo Top Máquina “menos do dobro do tempo primeiro”).

 

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MIUT 2015 em 6 fotos...

00:00 - Porto Moniz;

09:45 - Encumeada;

12:57 - Curral das Freiras;

18:19 - Pico do Areeiro;

21:47 - Poiso;

01:59 - Machico.

 

 

Preview: Merrell ALL OUT CRUSH LIGHT

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Merrell

Quando ouvimos o nome Merrell associamos logo a sapatos e botas de montanha espectaculares. As suas primeiras botas de caminhada foram apresentadas ao mundo em 1983 e desde então tem feito uma evolução fantástica em termos de design e uso de materiais resistente e duráveis, mantendo quase sempre uma beleza impar.

Se o tema for trail running, 98% das pessoas não sabe que já existem sapatilhas de corrida desta marca, e o que 99,99% das pessoas não sabe, é que a primeira tentativa de entrar na vertente da corrida foi em 1997/98 através de um modelo que não conseguiu vingar no mercado, as JUNGLE RUNNER.

 

CRUSH LIGHT
Saltando no tempo para a nossa década, a Merrell nos últimos anos tem lançado varias evoluções do que eles idealizam o trail, trazendo-nos até esta preview das recem lançadas no mercado, as ALL OUT CRUSH LIGHT. São a aposta da Merrell para atacar o mercado em ebulição do trail running e apontam canhões fortes a modelos que já tem pedigree no mercado.

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(Desenho muito minimalista e simples )


Este ano lançam uma sapatilha super leve, uma evolução do modelo de 2015, com a balança a indicar 220gr num sapato tamanho homem médio, 6mm de drop e desenho da borracha da sola super simples, com linhas transversais afim de ajudar a escoar a lama e a serem extremamente flexível à torção.

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(sola ultra flexivel e simples )


Numa primeira utilização as sensações que tenho são de uma sapatilha super leve, muito flexível desde a sola até ao upper onde é utilizado os tradicionais cordões de apertar em vez de tentarem utilizar algumas das mais recentes técnicas utilizadas em outras marcas.

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Em termos de conforto e apoio ao pé é muito reduzido devido aos materiais utilizados e à filosofia que tenta impor. No interior vemos uma língua com uma envolvência a meio caminho entre as normais das sapatilhas de estrada mais convencionais e as ultra envolventes salomons com o seu sistema ENDO-FIT.

 

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Após um treino matinal em Monsanto com um pouco de água e lama, nota-se que são muito leves e confortáveis em pisos sem grandes partes técnicas.

O equilíbrio entre filtrar demasiado ou deixar passar tudo para o pé por parte das solas não é fácil. Muito difícil equilibrar estas duas sensações e na maior parte dos pisos onde passei agora de manha senti que estavam perto do meu ideal. Apenas em piso com muita pedra pequena a sapatilha deixa passar demasiada informação para os pés.

Em zonas com muita lama tive alguma dificuldade em ter grip suficiente para progredir mas vamos ver como se adaptam nos próximos treinos.

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Estou com bastantes expectativas sobre estas Merrell e durante as próximas semanas vou colocar as sapatilhas em teste em Monsanto e Sintra e vamos ver como se comportam depois em prova. 


Bons treinos.

O Yoga como complemento certo da corrida

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Todos nós, em algum determinado período da nossa vida, ouvimos falar de Yoga. Eu, confesso, nunca tive grande curiosidade. Aliás, tal como nunca tive muita curiosidade pela natureza - com exceção da praia, claro! Sempre fui uma pessoa muito urbana e sempre me senti bem na confusão, nas luzes, nas ruas, junto aos barulhos típicos de cidade. Aliás, este blogue não se chama Correr na Cidade à toa. Contudo, tudo isto tem vindo a mudar. E sem eu querer ou fazer por isso.

Com a corrida tenho descoberto os trilhos, e noto que estes me equilibram o dia-a-dia. É um facto que já assumo: tenho cada vez mais “necessidade” e vontade de correr no meio da natureza.

Ora, com o Yoga tem acontecido o mesmo. Cada vez que oiço falar, desperta-me a curiosidade. Muito. Se está ligado ou não com esta “necessidade” de correr nos trilhos, é algo que não sei. Mas, foi através da corrida que tenho pesquisado sobre Yoga, já que noutros países é algo muito comum ligar estas duas práticas. 

Mais recentemente, todos temos seguido aqui a evolução na corrida da Bo Irik que colocou o Yoga no seu dia-a-dia. E a partir desse momento, parece-me a mim, algo mudou na sua performance. E pensei logo: “também quero isto para mim!!!”. Sendo que, no momento imediato, duvidei desse desejo. Terei eu “sensibilidade” para o Yoga? Será que algum dia junto a meditação, o Yoga e a corrida? Será que fui talhado para isso? Não é apenas para pessoas que gostam do lado místico das coisas?!

 

Com a vida frenética do nosso dia-a-dia. Os prazos, o stress e os ecrãs que nos acompanham para todos o lado desde que acordamos até que nos deitamos – e muitos os usam mesmo já deitados -, somos a primeira geração de pessoas mais artificialmente “eletrizada”. E sinto, por vezes, a necessidade de parar, fazer uma pausa, sorver uma energia mais natural, mais pura. Regressar, de alguma forma, às origens. Acalmar.  

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Algumas destas perguntas ficaram respondidas no passado domingo quando tivemos a oportunidade de juntar o Yoga e a Corrida num workshop e aula de Yoga para corredores que organizamos em conjunto com o professor de Yoga (e também corredor) Luís Marques Matias e com o Bruno Rodrigues (profissional de desporto de alto rendimento) nas instalações do Sport Algés e Dafundo.

 

Acabo já com a vossa expetativa: foi um workshop muito interessante e muito útil. E não digo isto porque fomos nós, Correr na Cidade, a organizar. É algo que digo a todos: experimentem!!! Mas com quem sabe.

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A primeira parte foi uma palestra de como a corrida trás benefícios para o corpo mas também como nos desequilibra se só corrermos. Assim, o complemento do Yoga na corrida ajuda-nos a encontrar esse equilíbrio perdido, não só através do trabalho físico mas também para trabalhar a respiração, e as tais partes do corpo que são menosprezadas pela prática da corrida.

Depois da completíssima explicação do Bruno Rodrigues, foi a vez do Luís Marques Matias iniciar a aula de Yoga. Começou por dizer que o Yoga não é apenas para pessoas flexíveis. E explicou, resumidamente, como o Yoga tem contribuído para o seu bem-estar e para uma vida com poucas ou nenhumas lesões. Aqui, confesso, senti uma inveja positiva! E mais uma vez pensei: “Quero isto para mim!”

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A aula, propriamente dita durou cerca de uma hora que para mim pareceram 10 minutos. Fizemos várias posições tendo em conta que corremos frequentemente e que há músculos em défice de serem trabalhados. 

No final dos exercícios, a cereja no topo do bolo. Uns minutos de relaxamento. Incrível como a voz do Luís e a música que acompanhava nos ajudaram a relaxar e a viajar dentro do nosso corpo mesmo num local inóspito e pouco zen como uma sala de aula ampla de um ginásio. Não, não estávamos num local zen, com incensos e barulhos de espanta-espíritos ou sinos tibetanos. Era um local prático mas que funcionou muito bem e que foi muito bem trabalho por estes dois professores.

13047851_10156795255455453_5306974358834032777_o.jDepois deste “banho” de energia positiva para o corpo e para a mente, voltamos às técnicas de corrida onde o Bruno Rodrigues nos ensinou para melhorarmos a postura e a passada. Algo que, no meu caso tem sido uma aposta e sobre o qual irei escrever aqui no blogue em breve para ajudar quem nos lê. O Bruno e o Luís fazem uma dupla dinâmica e vencedora. Tal como o Yoga como a Corrida em conjunto

 

Confesso que tanto a sessão de Yoga como as explicações de técnica de corrida ainda perduram tanto na minha mente como no meu corpo. Senti necessidade de mais e adorava repetir com regularidade esta experiência. Agora consigo perceber a evolução da Bo. E até consigo perceber esta minha necessidade de equilibrar a vida super agitada, citadina, cheia de ecrãs, com o Yoga e a corrida nos trilhos. Fiquei fã, como se nota, e recomendo.

 

Namastê.

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Vamos correr: Corrida TSF Runners 2016

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As edições anteriores desta corrida típica Lisboeta decorreram em nos meses de Julho e Outubro. Este ano, a Corrida TSF Runners realizar-se-á em Maio, no dia 14, pelas 17h.

 
Esta terceira edição da TSF Runners conta também, pela primeira vez, com uma Kids Race. A Kids Race é uma corrida para os mais pequenos, dos 6 aos 12 anos, onde a diversão é a verdadeira meta. Em vez da tradicional corrida, trata-se de uma prova de divertidos obstáculos insufláveis que os participantes terão de ultrapassar para chegar ao fim.
 
A Kids Race começa pelas 15h30 e conta com duas distâncias: um percurso de 300m para os participantes dos 6 aos 9 anos e um de 600m dos 10 aos 12 anos, sendo o valor da inscrição de apenas 2€.  A partida da Kids Race será dada junto à Praça do Império, com percurso de ida e volta com obstáculos insufláveis na Praça do Império, e meta instalada no mesmo sítio da partida.
 
A prova de corrida a pé terá 2 distâncias, 10km e 5km metros compreendidos entre Pedrouços e Santos, Lisboa. A partida e chegada de ambas as provas será na emblemática Praça do Império em Belém.
 
Recomendamos esta corrida para quem quer bater o seu melhor tempo, pois a prova é muito plana, sendo bastante rápida. Depois da partida junto à Praça do Império, segue-se pela Av. Índia em direção a Algés, entrando na N6 até realizar o retorno no cruzamento com a Av. Torre de Belém (junto aos semáforos). Depois será continuar na AV. Da Índia em direção a Lisboa, passando pelo CCB, centro congressos de Lisboa, por debaixo do Viaduto de Alcântara até realizar o retorno junto ao Banco Mais na Av. 24 Junho, regressando em direção a Belém. A meta será na Praça do Império.
 
O ano passado foi assim:

  

As inscriçoes estão abertas até dia 9 de Maio e custam 8€ para a prova dos 10km e 5€ para a prova dos 5km.
 
Para mais informações, podem consultar o regulamento da prova.
 
Juntam-se a nós nesta corrida Lisboeta?

Race Report Scalabis Night Race: Correr, Comer, Beber!!

Nós, Crew Correr na Cidade, adoramos esta prova! Porquê? Porque é divertida e cheia de pessoas bem dispostas e com muita energia positiva e claro adoramos ( e muito ) este "Ribatejo way of run" - Correr, Comer, Beber!!

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A Scalabis Night Race é sempre uma prova que gostamos de comparecer e este ano não foi exceção, assim eu, o Nuno Malcata, o Tiago, a Sara, a Liliana e a Bo nos juntamos para fazer uma equipa demolidora para ir a Santarém ( Demolidora, talvez não! Mas bem disposta!! ) a nós se juntou a nossa amiga Ângela e também o Luís Moura e o Nuno Ferreira que mesmo fazendo parte da crew, este ano foram só em modo "saca fotos".

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Chegados a Santarém dirigimos ao W Shopping para levantamento dos dorsais da prova que correu sem atropelos e sem confusões.

Confesso que notei uma melhoria na entrega em relação ao ano passado, sou da opinião que este ano estava mais bem organizado, dentro do kit de atleta estava incluído uma t-shirt técnica e um buff alusivos, o dorsal da prova com chip, uma revista dedicada à corrida, vários panfletos publicitários, dois alfinetes e o mais mais importante... O Santo Graal desta prova as senhas que davam direito a uma bebida, a bela da bifana e um (mini) pampilho para repor energias no final.

Após um período de convívio para comer algo antes da prova, onde nos cruzamos sempre com caras e grupos de corrida conhecidos, fomos equipar e fazer um aquecimento ligeiro antes de nos dirigirmos para as zonas de partida - eu o Nuno, o Tiago e a Bo nos sub 50 enquanto os restantes fariam a festa lá mais atrás.

 

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Enquanto esperávamos pelo tiro de partida as habituais conversas e perguntas - Qual é objetivo? Quanto tempo queres fazer? Pessoalmente tendo vindo de um treino de 30k de manhã por Monsanto, vinha sem objetivo. apenas queria rolar e divertir-me tal como a Bo, já o Nuno e Tiago queriam fazer abaixo dos 50, sabendo que o Tiago faria a marca sem problema, decido acompanhar o Nuno Malcata até à meta, ajudando-o a cumprir o objetivo.

 

Dado o sinal de partida a avalanche é gigante, milhares de pessoas a correr pela ruas às vezes sinuosas de Santarém - o percurso é divertido, com muitas partes em vaivém que pode tornar-se algo aborrecido para alguns, mas ao mesmo tempo, assim, conseguimos ver os colegas que vêm em sentido contrario e puxar por eles o que é sempre motivador. Dois abastecimentos, sendo o primeiro, o mais movimentado, pois é onde é servido o habitual copo de 3 de vinho Tinto e um segundo de água, o que em termos de prova é mais que suficiente para a distancia.

 

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As pessoas de Santarém são muito simpáticas, ladeiam o percurso para aplaudir quem corre e a animação é mais que garantida seja por meio de animação musical por parte de alguns grupos ou por animação espontânea por parte da população, pessoalmente a única falha que tenho a apontar, é a fraca iluminação em algumas parte do percurso, que faz com deixemos de ver totalmente onde vamos colocar o pé, o que pode tornar-se perigoso. Ah! E o pampilho podia ser maior, mas isto sou eu que sou guloso!

Em termos da nossa corrida, partindo com a missão de quer ajudar o Malcata a fazer sub 50, o raio do homem parte que nem um doido no meio da multidão eufórica, tendo ficado eu ficado mais para trás, retido entre alguns atletas, quando finalmente consegui passar arranquei forte para me chegar junto a ele, quando caio em mim já tinha feito já um bom par de quilómetros a uma média a rondar os 4’/k e nada de Malcata e penso “Catano que o gajo está bruto!! Nunca mais o alcanço!” e continuo forte. Num dos vaivém, reparo que já tinha passado por ele sem ter notado, pois em sentido contrario vejo Nuno na companhia divertida da Bo, como estava a sentir-me bem, já ia com um bom avanço e o homem estava bem entregue, resolvo continuar a bom ritmo até ao final, cruzando-me quase sempre os restante grupeta nos vaivéns.

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A meta está sempre à pinha, cheia de pessoas à espera de chegada dos atletas e a dar força naqueles metros finais, ao cruzar a meta encontro logo o Luis Moura que esperava por nós e junto-me a ele, entretanto chegam o Tiago e passado logo uns minutos o nosso Nuno que puxado pela Bo conseguiu cumprir o objetivo inicial… Digo que a Scalabis não é prova para fazer PBT devido ao percurso, terreno e quantidade de pessoas, mas sim é uma prova para desfrutar e muito, para o que é certo é que as restantes meninas, Lili, Sara e Ângela, bateram o seu record pessoal (WoW!) e para além delas temos mais elementos da Crew que tem a sua melhor marca aos 10k na Scalabis. Acho que é do Tinto!!

 

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No final a melhor parte, o convívio que só a organização da Scalabis sabe fazer, para além do repasto típico, a organização brinda sempre quem vem a terras ribatejanas com musica, festa e o fogo de artificio, que este ano, não tivemos oportunidade de assistir, mas tenho a certeza que foi fantástico. Em suma e se queres saber se esta prova é ti, pergunta-te se te identificas com o slogan “Correr, Comer, Beber!!” e tens a resposta.

 

Nós sim!! Até para o ano.

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