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Correr na Cidade

Mont Blanc, o desafio máximo?

21.02.16 | Filipe Gil

Já sabem que ao domingo gostamos de partilhar vídeos sobre corrida que descobrimos nas nossas pesquisas na web. Um dos norte-americanos com mais talento para fazer vídeos de corrida é o também corredor Billy Yang - confesso que apesar de existirem milhares de vídeos de corrida e de trail na web, são poucos os que são bem feitos, muito poucos, na minha opinião.

 

Do Billy já aqui mostramos um documentário da prova da corredora Sally McRae na mítica Western States 100, e hoje partilhamos aqui dois vídeos. Muito recentemente, aliás, na sexta-feira passada, este norte-americano publicou na sua página de You Tube o seu mais recente filme/documentário sobre a corrida dos membros da Nike Trail Elite na sua participação na prova CCC (101km) e do UTMB (160km).  Vale a pena ver e rever.

 

Review: Adidas Adizero XT Boost

19.02.16 | João Gonçalves

Modelo: Adidas Adizero XT Boost

Testado por: João Gonçalves

Características pessoais: Neutro e 73Kg de peso

Condições de teste: Cerca de 70km percorridos em trilhos por Monsanto e Sintra passando por vários tipo de terreno.

 

Quando vi este modelo pela primeira vez confesso que me despertou bastante curiosidade, primeiro pela sua componente estética e por ser fã incondicional de cores escuras especialmente de preto e como escreveu o Filipe no preview, estas XT "Black in Black" encheram-me o olhar, segundo por me fazerem lembrar aquelas sapatilhas de tecido que todos usávamos quando eramos mais novos, só que estas vem equipadas com uma sola todo-o-terreno e por último pela curiosidade que aquela poliana bem pronunciada me despertou.

 

Acho que todos concordam comigo neste ponto, são sapatilhas que pelo seu design e irreverencia desperta curiosidade. Esta marca alemã há muito que nos habituou a incorporar inovação nos seus produtos e nestas Adizero XT Boost isso não foi excepção... Portanto não me levem a mal que tenha sido demasiado extenso na secção de Design e Construção, mas à muito a dizer sobre este modelo, somente por um unico motivo - Serem diferentes!

 

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Design e Construção

 

No que toca aos acabamentos, nada a apontar, aqui a casa alemã a mostrar porque é reconhecida a nivel mundial.

Todos os pormenores estão prefeitos em termos de construção, nota-se que a Adidas teve sempre em mente na concepção destas sapatilhas - Reduzir ao máximo o peso! Basicamente são constituídas por uma sola Continental, um upper composto por um mesh leve e fino que por sua vez é ligado a uma polaina de um material mais elástico e resistente e pouco mais.

 

Será suficiente? Vamos aos detalhes... Debaixo para cima.

 

Estas XT como já referi apresentam uma sola Continental, que logo à partida nos garante um grip excelente no contacto com o solo, com muitos tacos bem prenunciados capazes de lidar n apefeição com terrenos mais moles e com alguma lama, contudo este desenho de sola tende a não soltar a lama com facilidade. Na media sola como o próprio nome indica, estas XT possuem a tecnologia Boost da Adidas, uma tecnologia já sobejamente conhecida pelas suas capacidades elásticas e de retorno energético da passada e neste ponto a Adidas inovou, ao invés de colocar e esta tecnologia ao longo de todo o comprimento da sola, apenas colocou esta "espuma" na zona mais dianteira da sapatilha, sensivelmente desde a zona do metatarso para a frente, permitindo assim, que corredores que possuem uma boa passada - do meio do pé para frente - tirem o melhor rendimento desta tecnologia.

Já na região do calcanhar a casa alemã aptou por usar EVA de forma a permitir uma maior protecção do atleta nesta região, ainda na sola e numa tentativa de poupança de peso a Adidas optou por não incorporar uma rockplate nestas XT, solução esta, que dependo do tipo de piso não foi a melhor, pois ao pisar uma raiz ou uma pedra maior ou mais ponte aguda, vamos sentir bastante e pode magoar a planta do pé.

 

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Em termos do corpo a casa Adidas optou por utilizar um mesh fino deste a sola até às polainas, isto permite aumentar a capacidade de transpiração destas XT, bem como, aumentar o tempo de secagem, contudo em corrida com o tempo de chuvoso ou húmido, verifiquei que rapidamente ficamos com os pés molhados e frios, devido ao minimalismo no tecido utilizado.

No que toca a alguma protecção e controlo, a Adidas utilizou um TPU na biqueira das sapatilhas para prevenir que nos aleijemos ao embater com algum objecto, bem como um reforço bastante forte na zona calcanhar que garante um ajuste firme nesta área garantido algum controlo na passada, se bem que no início da utilização este ajuste é bastante firme, chegando mesmo a magoar um pouco, mas ao fim de alguns quilómetros este desconforto passa rapidamente de firme a perfeito, pois o material adapta-se muito bem ao calcanhar.

Em termos de suporte lateral este não é perfeito e no meu ver pode ser melhorado facilmente recorrendo a mais cintas de estabilização que em conjunto com os atacatadores permitiam uma melhor envolvencia do pé, sentindo especialmente esta necessidade em trilhos mais técnicos e exigentes.

 

Chegando ao topo da sapatilha e para mim o melhor pormenor destas XT - a polaina - feita de  material elástico e confortável mesmo se usado directamente sobre a pele, estas polainas fazem o seu trabalho na perfeição, um pouco mais elevadas que o normal não deixam passar para o interior detritos que podem incomodar o corredor, no inicio apenas pode parecer estranho e difícil calçar estas Adidas devido à existência da polaina, mas apanhando o jeito o pé entra facilmente e bastante rápido - Excelente pormenor Adidas. Top!

 

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Estabilidade e Aderência

 

Quanto à aderência, a sola da Continental é irrepreensível, agarra bem a todos os tipos de piso, especialmente em piso, arenosos e de lama, apenas se mostra mais frágil em passagem sobre algumas rochas molhadas, mas este é um ponto comum a quase todas as sapatilhas.

Em termos de estabilidade como já referi acima, as XT mostram-se um pouco instáveis em pisos técnicos, muito por culpa de serem muito minimalistas em termos de construção e as secções laterais que ligam aos atacadores não são as suficientes e não dão a segurança necessária para este tipo de terreno mais instável, contudo para pisos menos técnicos estas XT são mostram-se à altura.

 

 

Conforto

 

Ao calçar estas XT pela primeira vez, não se sente que estamos a calçar umas sapatilhas de corrida, mas sim umas sapatilhas casuais devido ao seu conforto e facilidade de uso, contudo existem alguns pontos que podem ser melhorados, tais como:

A não presença de uma rockplate na sola, especialmente em terrenos com mais acidentendos sente-se a falta deste pormenor que protege o pé quando pisamos materiais mais rijos e ponteagudos;

O material mais reforçado no zona do calcanhar para controlo de estabilidade aperta um pouco nas primeiras utilizações e leva algum tempo a partir e ficar confortável, contudo depois destes quilómetros o ajuste é perfeito;

Falta de mais portecção face ao aperto dos atacadores. Devido à falta de pontos de suporte lateral para estabilidade, temos tendência em apertar um pouco mais os atacadores, mas uma vez  que estas XT não possuem língua devido à polaina, magoamos um pouco o pé com o aperto que damos nos atacadores, existe de facto, um acolchoado nesta zona mas não é o suficiente.


Mas nem tudo é mau em termos de conforto, são umas sapatilhas super fáceis de utilizar, a polaina permite que não entrem detritos para o seu interior garantindo maior conforto, a parte dianteira da sapatilha é larga permitindo abrir os dedos dos pés sem qualquer problema, o mesh utilizado nestas sapatilhas é confortável e muito respirável e faz com que sejam umas sapatilhas frescas e muito transpiráveis.

 

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Amortecimento

 

Não irás fazer uma ultramaratona com estas XT, penso que o seu limite estará entre os 25 e os 30 quilómetros por utilização. Devido à notória intenção da Adidas de reduzir peso, foram retirados acolchoados e outros pormenores que minimizam o impacto do solo sobre os membros inferiores.

A zona do calcanhar é reforçada com EVA para garantir mais protecção, contudo ariscaria-me dizer que a Adidas deveria ter mantido o Boost na media sola até ao calcanhar, pois acho que iriam ganhar um pouco de mais amortecimento especialmente em descida.

 

Preço

Com um PVP que situado entre os 80€ e os 100€, de acordo com a loja ou o site online que pesquisemos e tendo conta, no meu ponto de vista, serem muito especificas. Específicas em termos de terreno - Excelentes para provas ou treinos que não ascendam os 30 quilómetros executados em pisos mais moles/arenosos e pouco tecnicos, específicas em termos clima - Perfeitas para climas quentes devido à sua excelente capacidade de transpiração e frescura e fragilidade com chuva ou humidade, e específicas em termos corredor - por serem uma sapatilhas leves e rápidas, feitas para corredores também com estas características.

 

Avaliação Final

Design/Construção 15/20
Estabilidade e Aderência 15/20
Conforto 15/20
Amortecimento 16/20
Preço 16/20

Total 15/20

Em resumo embora não tenho tido uma avaliação muito elevada dou os meus parabéns à Adidas por inovarem e trazerem ideias novas para o mundo do trail, estas XT podem não ser perfeitas para todos tipos os corredores e provas, mas trazem muitas ideias boas e podem ser melhoradas facilmente, apenas não atribui uma pontuação mais elevada, devido à sua especificidade muito grande.

 

Obrigado Adidas, adorei o teste e continuem a inovar.

Trail Montes Saloios 2016: voluntariar em vez de correr

18.02.16 | Bo Irik

12697501_1672976286295334_867205679667545314_o.jpgFoto: Marco Borges

Já há algum tempo que, numa reunião do Correr na Cidade (sim, nós reunimo-nos para além das corridas e almoços / jantares), surgiu a ideia de nos apresentarmos como voluntários para uma prova. A ideia foi lançada mas ficou na gaveta. Foi em Janeiro, quando a organização do Trail dos Montes Saloios anunciou que precisariam de voluntários para dar assistência na prova de Fevereiro que a Liliana e eu não hesitamos e inscrevemo-nos logo.

 

A ocasião era perfeita: estamos as duas com a Maratona de Barcelona na cabeça e estamos a evitar trilhos para evitar possíveis lesões e a apostar mais em treinos e provas de estrada (entretanto já mudei de ideias com o Columbus Trail que surgiu entretanto). Outro fator que nos convenceu a ser voluntárias nesta prova é a prova em si e a sua organização. Já participei duas vezes no Trail dos Montes Saloios e o ambiente é realmente fantástico para não falar da extrema simpatia da organização.

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Foi assim que no passado Domingo acordamos bem cedo. Não para correr, mas sim para apoiar quem iria correr. Num dia marcado por alertas vermelhos, muita chuva, temperaturas baixas e vento, a Liliana apanhou-me em casa para nos aventurarmos nas Covas de Ferro. A zona das Covas de Ferro é caracterizada pela paisagem típica saloia, sendo que aí se juntam três concelhos: Loures, Sintra e Mafra. A apenas 30 minutos do centro de Lisboa, sentimo-nos no campo.

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A Liliana e eu iriamos ficar num dos abastecimentos da prova. A prova teria dois abastecimentos de líquidos e sólidos e um terceiro, surpresa. Era nesse terceiro abastecimento que nós iriamos ficar. No cimo da chamada “subida da besta”, a última subida da prova, a cerca de 2km antes da meta. Neste abastecimento surpresa não havia água, mas sim ginjinha, servida por nós.

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Depois da partida da prova, ainda tivemos tempo de tomar um café no café local da zona onde fomos muito bem recebidas e comemos um bolo caseiro delicioso. Quando fomos chamadas ao pavilhão, fomos informadas que iriamos subir o monte de trator porque o caminho não era acessível de carro. Assim fomos nós, depois de montar o barril de ginjinha no trator, monte acima com o Nelson, que faz parte da organização. O Marco, também da organização, também nos acompanhou, de moto quatro.

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Quando chegámos ao topo da “subida da besta”, montamos o barril numa árvore e começamos a encher copinhos para servir ginjinha aos atletas. Foi até que um jeep ficou preso algures pela serra que tínhamos o trator como abrigo em caso de chuva. Ou seja, estivemos mais de quatro horas no cimo de um monte com altera vermelho sem abrigo. Não houve capa de chuva que resistisse! Apanhámos muito frio, já nem sentíamos as mãos mas cada vez que avistávamos um atleta, ganhávamos energia para uns gritos de força e servir a deliciosa ginjinha.

IMG_20160214_110848.jpg Foi uma experiência muito gratificante. Um trabalho em equipa onde uns enchiam copos e outros distribuíam-nos enquanto gritávamos aos atletas lá em baixo: “sorriam, é a última subida! Quem sorri tem direito a uma ginjinha!”. Foi muito giro mesmo. Adorei ver os sorrisos dos atletas que muito nos agradeciam. Esta experiência deu para valorizar aina mais o trabalho dos voluntários ao longo das provas, ainda mais nos trilhos com condições adversas.

IMG_20160214_111229.jpgPeço-vos que cumprimentem os voluntários e os agradeçam. A última coisa a fazer é criticá-los por falhas da organização, como a sinalização do percurso por exemplo, pois a culpa não é deles e eles apenas estão ali para vos proporcionar uma experiência melhor.

Conforme disse, adorei a experiência, embora tenha sido agridoce. Confesso que fiquei muito contente quando vi os três vassouras chegar. O nosso trabalho havia terminado. Foi nesse mesmo momento que apareceu um jeep para nos “salvar” e levar-nos a um fantástico almoço com toda a equipa Jobrinde.

 

Para o ano voltarei ao Trail dos Montes Saloios. Se será a correr ou a apoiar quem corre ainda não sei. Gosto dos dois : )

Preview: Brooks Cascadia 10

17.02.16 | Luis Moura

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A Brooks é uma marca que surgiu em 1920 e que se dedica há 15 anos a fazer apenas calçado e textil de corrida.


Em 2015 lançou os Cascadia 10 que hoje apresentamos.

 

Está quase a chegar ao mercado o modelo 11 dos Cascadia mas como na semana passada o El Corte Ingles estava com 50% desconto em várias sapatilhas, e depois de procurar varios modelos, escolhi estes para me ajudar a preparar smamede e OMD de 2016.
Vão ser a minha companhia para os proximos 2/3 meses onde irei fazer centenas de km em Monsanto/Sintra como preparação.

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Num primeiro olhar tem uma filosofia muito diferente da minha marca favorita e vamos ver como este tipo de borracha se aguenta com a porrada que vão levar. Os gomos da sola são bastante mais duros do que estou habituado e o chassi superior é muito composto por uma malha muito mais proxima com sapatilhas de estrada e respiravel.
Posso dizer que a nivel de peso são ligeiramente mais pesadas do que estou habituado mas são também mais confortaveis.

Vamos ver como este equilibrio diferente vai influenciar a maneira como ataco os obstáculos.

 

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Daqui a umas semanas já vou conto o que acho delas :)

 

 Bons treinos

Hot Yoga: um excelente complemento à corrida

16.02.16 | Bo Irik

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Redescobri o Yoga muito recentemente, em novembro do ano passado. O meu primeiro contacto com o Yoga foi enquanto miúda que competia no surf. Na altura, o objetivo da modalidade era ajudar na respiração, flexibilidade e recuperar entre competições. Hoje o Yoga já voltou a fazer parte do meu quotidiano, e o seu papel manteve-se parecido. Apenas acrescentaria a palavra equilíbrio e o surf foi substituído por corrida.

 

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O Yoga ajuda-me a equilibrar a minha vida tanto profissional como desportiva (corrida). Sabe-me muito bem depois de uns dias de trabalho mais stressantes ou depois de uma prova de corrida exigente praticar Yoga. Entretanto também já encontrei a paz interior para praticar o Yoga em casa. Com o apoio de uns vídeos do YouTube, pratico Yoga quase todas as manhãs, ao acordar, por 20 minutos. Para além disso, para aprender mais e melhor, tenho experimentado alguns estúdios de Yoga e no ginásio. 

 

Entre as várias vertentes do Yoga, uma das minhas preferidas, embora tenha as minhas preocupações no que toca ao seu impacto ambiental, é o Hot Yoga. Sim, Hot Yoga é Yoga tónico numa sala aquecida a 40 graus. Este yoga é muito físico e não tanto mental, não envolvendo muita meditação. Numa sessão de 1h30 os praticantes queimam entre 600 a 900 calorias.

 

As aulas de Hot Yoga no espaço Yoga Live Academy nos Anjos são dados pelo Jean Pierre de Oliveira, combinando posturas psicofísicas e exercícios respiratórios. O resultado? Mais energia, melhor performance física, mais flexibilidade, maior conhecimento do eu.

 

Como o ambiente da sala aquecida é mais exigente em termos cardiovasculares e musculares, Jean Pierre desintensificou a sequência de yoga tónico que criou, acrescentando um breve aquecimento com um respiratório de enraizamento – Dirga Pranayama – e um respiratório de concentração e equilíbrio – Anuloma Viloma – bem como novas posições. Eu sou fã destes métodos respiratórios e com o ar quente sabe muito bem. Sentimos que estamos a desintoxicar o corpo. É aliás por isso que o Hot Yoga é tantas vezes recomendado a quem tem problemas respiratórios, como asma.

12605299_1191776144184346_7927595173015031296_o.jpPara runners, o Hot Yoga é benéfico no sentido em que melhora a condição física e a flexibilidade. Para além disso, ajuda a tonificar e a queimar calorias e a eliminar toxinas. A nível da cabeça, o Hot Yoga ajuda a aliviar o stress e a aumentar a capacidade de concentração. Este exercício é recomendado também para quem tem algum tipo de lesão no joelho, coluna ou pescoço.

 

O Hot Yoga é duro. Para quem está a começar, é preciso ir devagar. Na primeira aula, se conseguir ficar o tempo inteiro dentro da sala já é uma vitória. Prepare-se para trabalhar o corpo todo e suar bem.

 

A quem tenha interesse em participar, veja os horários aqui. Recomendo o uso de pouca roupa e que seja confortável, que traga toalha e água para hidratar. No Yoga Live Academy, depois da prática, pode tomar banho e beber um cházinho.

Como prevenir e tratar a Fascite Plantar

15.02.16 | Filipe Gil

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Por Sara Dias:

 

Fascite plantar uma das patologias mais recorrentes dos pés, apesar da sua frequência,  ainda é desconhecida para muitos. Todos sabem os sintomas e limitações que a mesma proporciona, mas quando chega o momento de optar por um tratamento, eis que começa uma saga que teima em não terminar.Talvez o melhor é começarmos por explicar o que é isto de fáscia.

 

Fáscia é um tecido conjuntivo fibroso, composto essencialmente por:

  • Cologénio e devido a este componente é um tecido fibroso e resistente
  • Elastina que lhe confere propriedades elásticas
  • Água que lhe confere a capacidade de deslizar sobre as outras estruturas.

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Este tecido ganha extrema importância porque não tem interrupções na sua continuidade, ou seja a fáscia que podemos encontrar na base dos pés, segue ininterruptamente até á cabeça, percorrendo pernas, costas, pescoço, etc

Atendendo á importância deste tecido, quando esta é agredida inevitavelmente vai causar outros desiquilíbrios para os quais não temos explicação. Certo é que está envolvida em quase todo tipo de lesões.                 

A fascite plantar acontece quando este tecido inflama, por diversas razões que serão abordadas mais à frente.

 

SINTOMAS:

  • Dor no calcanhar quando em carga
  • Rigidez em especial pela manhã ou quando existe algum tempo sem atividade
  • Sensação de ardor na região plantar

 

FATORES DESENCADEANTES:

  • Patologia transversal a todas as idades, contudo com maior incidência numa faixa etária do 40 aos 60 anos
  • Atividades físicas com maior impacto no solo, como por exemplo: corrida, caminhadas, dança, etc
  • Pé chato e pé valgo são muitas das vezes desencadeantes desta patologia
  • Obesidade
  • Uso de calçado inadequado
  • Profissões que exijam muitas horas em carga
  • Esporão de calcâneo
  • Biomecânica da marcha, nomeadamente o ataque ao solo com calcanhar
  • Tensão sobre tendão Aquiles

 

PREVENIR:

Em todas as patologias prevenir é a palavra de ordem, neste caso em especifico, o excesso de peso deve de ser controlado, bem como o uso de bom calçado. Em caso de ser praticante de atividades física com bastante impacto no solo deve fazer alguns exercícios que ajudam alongar este tecido, exemplo nas imagens.

É ainda importante aliviar tensão muscular dos gémeos, desta forma vamos eliminar tensão no Tendão de Aquiles, não esquecendo que este pode ser um grande causador desta patologia.

 

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TRATAR:

Existem inúmeras formas de tratar fascite plantar, certo é que na prática são poucas as que resultam. Tratamento não cirúrgico consiste em fisioterapia, aplicação de frio para moderar a inflamação, ondas de choque e massagem.

 

As medicinas não convencionais também têm uma abordagem a esta patologia, por exemplo:

  • Aplicação de técnicas de terapia miofascial, sendo o foco das técnicas na fáscia.
  • Okyu, técnica japonesa para eliminar inflamação e dor, ajuda na regeneração dos tecidos

É sempre necessário que os pacientes colaborem e façam o seu trabalho em casa, refiro-me ao exercício da bola de ténis/golfe.

 

Quem tem fascite plantar, deseja que passe rapidamente, mas isso nem sempre é possível. Na medicina convencional dão prognósticos de cura para cerca de 9 meses de fisioterapia. Contudo há a possibilidade de haver uma evolução positiva em média seis a oito sessões.

 

Para os praticantes de desporto, esse terá de ser reduzido numa fase inicial e lentamente retomar, mas isso deve ser algo decidido em conjunto com terapeuta.