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Correr na Cidade

Trail Montes Saloios 2016: voluntariar em vez de correr

12697501_1672976286295334_867205679667545314_o.jpgFoto: Marco Borges

Já há algum tempo que, numa reunião do Correr na Cidade (sim, nós reunimo-nos para além das corridas e almoços / jantares), surgiu a ideia de nos apresentarmos como voluntários para uma prova. A ideia foi lançada mas ficou na gaveta. Foi em Janeiro, quando a organização do Trail dos Montes Saloios anunciou que precisariam de voluntários para dar assistência na prova de Fevereiro que a Liliana e eu não hesitamos e inscrevemo-nos logo.

 

A ocasião era perfeita: estamos as duas com a Maratona de Barcelona na cabeça e estamos a evitar trilhos para evitar possíveis lesões e a apostar mais em treinos e provas de estrada (entretanto já mudei de ideias com o Columbus Trail que surgiu entretanto). Outro fator que nos convenceu a ser voluntárias nesta prova é a prova em si e a sua organização. Já participei duas vezes no Trail dos Montes Saloios e o ambiente é realmente fantástico para não falar da extrema simpatia da organização.

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Foi assim que no passado Domingo acordamos bem cedo. Não para correr, mas sim para apoiar quem iria correr. Num dia marcado por alertas vermelhos, muita chuva, temperaturas baixas e vento, a Liliana apanhou-me em casa para nos aventurarmos nas Covas de Ferro. A zona das Covas de Ferro é caracterizada pela paisagem típica saloia, sendo que aí se juntam três concelhos: Loures, Sintra e Mafra. A apenas 30 minutos do centro de Lisboa, sentimo-nos no campo.

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A Liliana e eu iriamos ficar num dos abastecimentos da prova. A prova teria dois abastecimentos de líquidos e sólidos e um terceiro, surpresa. Era nesse terceiro abastecimento que nós iriamos ficar. No cimo da chamada “subida da besta”, a última subida da prova, a cerca de 2km antes da meta. Neste abastecimento surpresa não havia água, mas sim ginjinha, servida por nós.

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Depois da partida da prova, ainda tivemos tempo de tomar um café no café local da zona onde fomos muito bem recebidas e comemos um bolo caseiro delicioso. Quando fomos chamadas ao pavilhão, fomos informadas que iriamos subir o monte de trator porque o caminho não era acessível de carro. Assim fomos nós, depois de montar o barril de ginjinha no trator, monte acima com o Nelson, que faz parte da organização. O Marco, também da organização, também nos acompanhou, de moto quatro.

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Quando chegámos ao topo da “subida da besta”, montamos o barril numa árvore e começamos a encher copinhos para servir ginjinha aos atletas. Foi até que um jeep ficou preso algures pela serra que tínhamos o trator como abrigo em caso de chuva. Ou seja, estivemos mais de quatro horas no cimo de um monte com altera vermelho sem abrigo. Não houve capa de chuva que resistisse! Apanhámos muito frio, já nem sentíamos as mãos mas cada vez que avistávamos um atleta, ganhávamos energia para uns gritos de força e servir a deliciosa ginjinha.

IMG_20160214_110848.jpg Foi uma experiência muito gratificante. Um trabalho em equipa onde uns enchiam copos e outros distribuíam-nos enquanto gritávamos aos atletas lá em baixo: “sorriam, é a última subida! Quem sorri tem direito a uma ginjinha!”. Foi muito giro mesmo. Adorei ver os sorrisos dos atletas que muito nos agradeciam. Esta experiência deu para valorizar aina mais o trabalho dos voluntários ao longo das provas, ainda mais nos trilhos com condições adversas.

IMG_20160214_111229.jpgPeço-vos que cumprimentem os voluntários e os agradeçam. A última coisa a fazer é criticá-los por falhas da organização, como a sinalização do percurso por exemplo, pois a culpa não é deles e eles apenas estão ali para vos proporcionar uma experiência melhor.

Conforme disse, adorei a experiência, embora tenha sido agridoce. Confesso que fiquei muito contente quando vi os três vassouras chegar. O nosso trabalho havia terminado. Foi nesse mesmo momento que apareceu um jeep para nos “salvar” e levar-nos a um fantástico almoço com toda a equipa Jobrinde.

 

Para o ano voltarei ao Trail dos Montes Saloios. Se será a correr ou a apoiar quem corre ainda não sei. Gosto dos dois : )

Preview: Brooks Cascadia 10

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A Brooks é uma marca que surgiu em 1920 e que se dedica há 15 anos a fazer apenas calçado e textil de corrida.


Em 2015 lançou os Cascadia 10 que hoje apresentamos.

 

Está quase a chegar ao mercado o modelo 11 dos Cascadia mas como na semana passada o El Corte Ingles estava com 50% desconto em várias sapatilhas, e depois de procurar varios modelos, escolhi estes para me ajudar a preparar smamede e OMD de 2016.
Vão ser a minha companhia para os proximos 2/3 meses onde irei fazer centenas de km em Monsanto/Sintra como preparação.

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Num primeiro olhar tem uma filosofia muito diferente da minha marca favorita e vamos ver como este tipo de borracha se aguenta com a porrada que vão levar. Os gomos da sola são bastante mais duros do que estou habituado e o chassi superior é muito composto por uma malha muito mais proxima com sapatilhas de estrada e respiravel.
Posso dizer que a nivel de peso são ligeiramente mais pesadas do que estou habituado mas são também mais confortaveis.

Vamos ver como este equilibrio diferente vai influenciar a maneira como ataco os obstáculos.

 

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Daqui a umas semanas já vou conto o que acho delas :)

 

 Bons treinos

Hot Yoga: um excelente complemento à corrida

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Redescobri o Yoga muito recentemente, em novembro do ano passado. O meu primeiro contacto com o Yoga foi enquanto miúda que competia no surf. Na altura, o objetivo da modalidade era ajudar na respiração, flexibilidade e recuperar entre competições. Hoje o Yoga já voltou a fazer parte do meu quotidiano, e o seu papel manteve-se parecido. Apenas acrescentaria a palavra equilíbrio e o surf foi substituído por corrida.

 

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O Yoga ajuda-me a equilibrar a minha vida tanto profissional como desportiva (corrida). Sabe-me muito bem depois de uns dias de trabalho mais stressantes ou depois de uma prova de corrida exigente praticar Yoga. Entretanto também já encontrei a paz interior para praticar o Yoga em casa. Com o apoio de uns vídeos do YouTube, pratico Yoga quase todas as manhãs, ao acordar, por 20 minutos. Para além disso, para aprender mais e melhor, tenho experimentado alguns estúdios de Yoga e no ginásio. 

 

Entre as várias vertentes do Yoga, uma das minhas preferidas, embora tenha as minhas preocupações no que toca ao seu impacto ambiental, é o Hot Yoga. Sim, Hot Yoga é Yoga tónico numa sala aquecida a 40 graus. Este yoga é muito físico e não tanto mental, não envolvendo muita meditação. Numa sessão de 1h30 os praticantes queimam entre 600 a 900 calorias.

 

As aulas de Hot Yoga no espaço Yoga Live Academy nos Anjos são dados pelo Jean Pierre de Oliveira, combinando posturas psicofísicas e exercícios respiratórios. O resultado? Mais energia, melhor performance física, mais flexibilidade, maior conhecimento do eu.

 

Como o ambiente da sala aquecida é mais exigente em termos cardiovasculares e musculares, Jean Pierre desintensificou a sequência de yoga tónico que criou, acrescentando um breve aquecimento com um respiratório de enraizamento – Dirga Pranayama – e um respiratório de concentração e equilíbrio – Anuloma Viloma – bem como novas posições. Eu sou fã destes métodos respiratórios e com o ar quente sabe muito bem. Sentimos que estamos a desintoxicar o corpo. É aliás por isso que o Hot Yoga é tantas vezes recomendado a quem tem problemas respiratórios, como asma.

12605299_1191776144184346_7927595173015031296_o.jpPara runners, o Hot Yoga é benéfico no sentido em que melhora a condição física e a flexibilidade. Para além disso, ajuda a tonificar e a queimar calorias e a eliminar toxinas. A nível da cabeça, o Hot Yoga ajuda a aliviar o stress e a aumentar a capacidade de concentração. Este exercício é recomendado também para quem tem algum tipo de lesão no joelho, coluna ou pescoço.

 

O Hot Yoga é duro. Para quem está a começar, é preciso ir devagar. Na primeira aula, se conseguir ficar o tempo inteiro dentro da sala já é uma vitória. Prepare-se para trabalhar o corpo todo e suar bem.

 

A quem tenha interesse em participar, veja os horários aqui. Recomendo o uso de pouca roupa e que seja confortável, que traga toalha e água para hidratar. No Yoga Live Academy, depois da prática, pode tomar banho e beber um cházinho.

Como prevenir e tratar a Fascite Plantar

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Por Sara Dias:

 

Fascite plantar uma das patologias mais recorrentes dos pés, apesar da sua frequência,  ainda é desconhecida para muitos. Todos sabem os sintomas e limitações que a mesma proporciona, mas quando chega o momento de optar por um tratamento, eis que começa uma saga que teima em não terminar.Talvez o melhor é começarmos por explicar o que é isto de fáscia.

 

Fáscia é um tecido conjuntivo fibroso, composto essencialmente por:

  • Cologénio e devido a este componente é um tecido fibroso e resistente
  • Elastina que lhe confere propriedades elásticas
  • Água que lhe confere a capacidade de deslizar sobre as outras estruturas.

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Este tecido ganha extrema importância porque não tem interrupções na sua continuidade, ou seja a fáscia que podemos encontrar na base dos pés, segue ininterruptamente até á cabeça, percorrendo pernas, costas, pescoço, etc

Atendendo á importância deste tecido, quando esta é agredida inevitavelmente vai causar outros desiquilíbrios para os quais não temos explicação. Certo é que está envolvida em quase todo tipo de lesões.                 

A fascite plantar acontece quando este tecido inflama, por diversas razões que serão abordadas mais à frente.

 

SINTOMAS:

  • Dor no calcanhar quando em carga
  • Rigidez em especial pela manhã ou quando existe algum tempo sem atividade
  • Sensação de ardor na região plantar

 

FATORES DESENCADEANTES:

  • Patologia transversal a todas as idades, contudo com maior incidência numa faixa etária do 40 aos 60 anos
  • Atividades físicas com maior impacto no solo, como por exemplo: corrida, caminhadas, dança, etc
  • Pé chato e pé valgo são muitas das vezes desencadeantes desta patologia
  • Obesidade
  • Uso de calçado inadequado
  • Profissões que exijam muitas horas em carga
  • Esporão de calcâneo
  • Biomecânica da marcha, nomeadamente o ataque ao solo com calcanhar
  • Tensão sobre tendão Aquiles

 

PREVENIR:

Em todas as patologias prevenir é a palavra de ordem, neste caso em especifico, o excesso de peso deve de ser controlado, bem como o uso de bom calçado. Em caso de ser praticante de atividades física com bastante impacto no solo deve fazer alguns exercícios que ajudam alongar este tecido, exemplo nas imagens.

É ainda importante aliviar tensão muscular dos gémeos, desta forma vamos eliminar tensão no Tendão de Aquiles, não esquecendo que este pode ser um grande causador desta patologia.

 

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TRATAR:

Existem inúmeras formas de tratar fascite plantar, certo é que na prática são poucas as que resultam. Tratamento não cirúrgico consiste em fisioterapia, aplicação de frio para moderar a inflamação, ondas de choque e massagem.

 

As medicinas não convencionais também têm uma abordagem a esta patologia, por exemplo:

  • Aplicação de técnicas de terapia miofascial, sendo o foco das técnicas na fáscia.
  • Okyu, técnica japonesa para eliminar inflamação e dor, ajuda na regeneração dos tecidos

É sempre necessário que os pacientes colaborem e façam o seu trabalho em casa, refiro-me ao exercício da bola de ténis/golfe.

 

Quem tem fascite plantar, deseja que passe rapidamente, mas isso nem sempre é possível. Na medicina convencional dão prognósticos de cura para cerca de 9 meses de fisioterapia. Contudo há a possibilidade de haver uma evolução positiva em média seis a oito sessões.

 

Para os praticantes de desporto, esse terá de ser reduzido numa fase inicial e lentamente retomar, mas isso deve ser algo decidido em conjunto com terapeuta.

A equipa da Salomon Internacional vem a Portugal!

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Já vos falamos do Columbus Trail na ilha de Santa Maria nos Açores, recordam-se? A nossa Bo vai lá estar e vais correr ao lado de grandes atletas da Salomon.

 

Este ano, os Açores contam com uma nova prova de Trail que promete! A organização do Azores Trail Run anunciou o Columbus Trail que invoca a passagem de Cristóvão Colombo por Santa Maria, entre 18 e 28 de fevereiro de 1493, conforme ficou registado no diário de bordo do navegador. A prova tem duas distâncias, uma maratona de 42 km em trilhos e uma ultramaratona de 77 km. Ambas as provas decorrem no sábado dia 27 de Fevereiro na Ilha de Santa Maria.

Estamos ansiosos para voltar a correr nestas belíssimas ilhas e agora temos uma motivação extra! A equipa de “esperanças” da Salomon Running Internacional vai ter vários atletas a participar no Columbus Trail.

 

Apresentamo-vos alguns dos atletas que irão estar presentes:

 


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Philipp  Reiter 

Philipp já esteve a correr em Portugal no Gerês Trail Adventure (2014) onde fez equipa com o Fernando Teixeira e apaixonou-se pela nossa serra. Agora é a vez dos Açores de conquistá-lo. Nascido em 1991 em Munique, começou no ski mas rapidamente os trilhos e a corrida apaixonaram-no. Correu a sua primeira prova em 2006 e em 2014 consagrou o primeiro lugar no nosso Gerês Trail Adventure, terceiro no The Coastal Challenge (Costa Rica) e quinto no Skyrunning WM Montblanc 80km (Chamonix / França).

 

 

 

 

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Tom Owens 

Tom vive em Glasgow na Escócia. Tom adora trilhos mais técnicos com várias subidas e descidas e também é apreciador de provas por etapas. Quando não está nos trilhos, Tom é consultor ambiental. Em 2015, ficou em quarto lugar nos 75km do Trail World Championships em Annecy, França.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tom Wagner

Este austríaco de 1979 é o vencedor do Chiemgau 100 Miles (161km) de 2011, 2012 e 2015! Em 2016, para além do Columbus trail, tem na ementa: 100 Miles of Istria (Croácia, 173km, +/-6530m), Lichtenstein Trail-Race (Alemanha, 43km, +/-2000m), Lavaredo Ultra Trail (Itália, 119km, +/-5850m) e a prova rainha UTMB (170km, +/-10000m).

 

 

 

 

 

 

 

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Lukas Sörgel

O alemão Sörgel tem apenas 19 anos de idade mas já corre há seis! 2015 foi o ano de duas grandes conquistas: segundo lugar ni Zugspitz BaseTrail XL  (35km, +/-2000m) e também segundo lugar no Ultra Trail Lamer Winkel (53km, +/- 2700).

 

 

 

 

 

 

 

 

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 David Wallmann

David é oriundo de Salzburg, Austria. Com apenas 24 anos de idade, é professor de profissão mas gasta mais tempo na natureza enquanto pratica ski-mountaineering, ciclismo e trail running.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Davide  Cheraz

Davide vem representar a Itália no Columbus Trail. O jovem trailrunner, nascido em 1992, Venceu os 47KM do Cortina Trail (Itália) e ficou em segundo no Trail del Monte Casto (47km, Itália) o ano passado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda vão a tempo de se juntar à Bo e a estes atletas de referência mundial nos Açores dia 27! Recomendamos aos interessados marcarem o alojamento no Hotel Colombo. No ato da reserva todos os participantes terão que utilizar o seguinte código promocional de reserva COLUMBUS2016 para usufruírem de um desconto (E-mails diretos para as reservas: sandra.rodrigues@colombo-hotel.com ou santamaria@colombo-hotel.com).

 

Para as passagens aéreas, todos os inscritos terão 50% de desconto nas viagens pela SATA. As reservas devem ser efetuadas numa loja SATA ou Call Center. Atenção porque as reservas não são válidas através da internet! A SATA responderá num prazo de 72 horas (contacto: carina.franco@sata.pt).

 

PS: Os Açores estão na moda e são, inclusive, candidatos ao prémio de Melhor Destino Europeu em 2016. Já começou a contagem decrescente para votar nos Açores. É só um click. Não precisa de fazer login para votar nos Açores: o melhor destino europeu de 2016. Vote já!

Race Report Trail Bucelas: "Quero pudim!"

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(Lá atrás, sempre lá atrás. A história do meu trail de Bucelas)

Pudim! Apeteceu-me pudim, muito. Enquanto corria e ouvia na minha cabeça a música do Western “Os 7 Magníficos” que tinha visto no noite anterior. Foi basicamente esse o pensamento que me acompanhou durante os 21 quilómetros e qualquer coisa do Trail de Bucelas, faz hoje precisamente uma semana.

 

Em primeiro lugar tenho que referir que não gosto de pudim. Acho que comi demais quando era puto e hoje em dia é das sobremesas que dispenso, nas vezes que como sobremesa. Por isso, ainda hoje é um mistério para mim porque raio estava a pensar em pudim? Adiante.

 

Mas não foi a única coisa estranha neste trail. Confundi passagens e paisagens. “Mas esta subida não era no Piódão, esta passagem não era em Casaínhos?” E  explico: antes deste trail de Bucelas o último que fiz, como já perceberam, foi em finais de março no Piódão. E antes desse fiz Bucelas em 2015, há mais de 1 ano atrás. De lá até cá, só recentemente voltei a correr em Monsanto e Sintra. E tenho as sensações todas baralhadas. Foi estranho.

 

Falando da prova em si, Bucelas este ano teve um percurso excelente. Os 21km foram mais que suficientes e melhor do que os 27km do ano passado em que, segundo a memória não me falha e se não estiver a confundir com outros trails, houve uma altura em que se andou ali às voltas por locais menos interessantes. Desta vez achei o percurso perfeito. Mesmo com uma subida diabólica cheia de lama ali para o quilómetro 15/16. Gostei das outras subidas, mesmo aquela última cheia de cascalho em que só mesmo a andar, até aos estradões single tracks que fomos presentados, até às duas passagens no riacho (love it). Está de parabéns a organização e todo o simpático staff de apoio. Acho que deviam colocar mais dorsais à disposição porque têm aqui uma prova muito interessante.

 

Sobre a minha corrida. Fui muito conservador! Mas tinha que ser assim, o medo de forçar o joelho e de me lesionar novamente ainda persiste. No fundo, ainda não me libertei da lesão, e ainda acho que estou com alguma coisa no joelho e que posso piorar de um momento para o outro. Por isso resguardei-me tanto nas subidas como nas descidas. No início acompanhado pelo meu cunhado, enquanto o resto dos homens da crew faziam a sua corrida lá frente (com o Pedro Tomás Luiz a ficar em 20º da geral), e as meninas em festa "lá atrás". Apertei um pouco quando o chão estava mais nivelado, o que é raro neste percurso.

 

Basicamente arrastei-me até ao primeiro abastecimento, ali por volta dos 8 quilómetros (acho eu) e só aí começou a despertar uma vontade de correr. Até que veio aquela subida com demasiada lama. Aí vi que as meninas da crew vinham menos lá atrás do que eu pensava e estavam na minha peugada. Nesse momento, decidi para mim mesmo, não me deixar apanhar por elas. Como estava a entrar numa fase menos boa da corrida e a sentir-me novamente cansado e molengão  isso serviu-me de incentivo. Ainda tive uma cãibra que remeti para o esquecimento, porque tinha que acabar antes das meninas! Era ponto assente!

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E, 1 minuto depois das três horas de prova, passei a meta. Estava feito. Finalmente, estava feito um trail. Tantos e tantos meses depois da última prova. Estava ali de volta, ainda fora de forma, mas de volta. E que bem que soube.Quase tão bem como o almoço que tivemos, entre crew e amigos no restaurante "Os Pneus", perto de Bucelas, onde hidratamos com umas belas cervejas. E onde, infelizmente, já não havia pudim…

Preview: ASICS Nimbus 17

 

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Já tinha algumas saudades de correr e experimentar um modelo da marca Japonesa ASICS. Há mais de 2 anos que não corro com nenhum modelo desta marca, desde que dei os meus Fuji Trabuco. Se existem 2 adjetivos para descrever esta marca eu apostaria em consistência e qualidade, apesar de achar que já é altura de a marca se reinventar um pouco, a tecnologia GEL já tem alguns anos, mas veremos como a ASICS irá enfrentar os próximos desafios de um mercado cada vez mais competitivo e tecnológico como o da corrida.

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A ASICS Portugal teve a gentileza de nos ceder um par de um dos seus modelos mais icónicos que já vai na sua 17ª versão, os ASICS GEL NIMBUS 17. Um modelo com muitos adeptos e um dos preferidos entre os corredores que procuram uma sapatilha com amortecimento e conforto, não é por acaso que venceu o Prêmio de Melhor Sapatilha de estrada em 2015.

 

Não irei abordar as diferenças entre as várias versões dos NIMBUS pois não corri com nenhuma deles, mas de acordo com as pesquisas que efetuei a 17ª versão é uma alteração profunda com um visual renovado, novos materiais e um upper diferente.

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Em termos visuais a minha primeira impressão é que se vê logo que são uns ASICS, não sabendo desde logo se isso é bom ou mau. O GEL é visível na entressola e em grande quantidade. Calçando as sapatilhas pela primeira vez senti desde logo o conforto e amortecimento, efeito pantufa ao longo de todo o pé. No entanto, senti-me muito alto e estranhei um pouco, apesar de ter um drop clássico de 10mm, e não ser a sapatilha mais alta que tenho. Talvez com o uso e hábito ao modelo esta sensação se atenue.

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O volume da sola e entressola é grande e mesmo a palminha têm ainda mais uns bons mm de amortecimento.

 

Durante as próximas semanas irei utilizar as NIMBUS 17 nos meus treinos de corrida em Lisboa e ao longo do paredão de Cascais, estou a precisar de recuperar a forma e este modelo certamente proporcionará o nível de amortecimento ao longo de toda a passada e conforto que procuro nesta fase.

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 E vocês já correram com os Nimbus? O que acham deste modelo e da própria ASICS?

Correr em grande forma em 2016: 8 dicas

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1. Comece por analisar os seus últimos 12 meses

Nada como analisar de onde viemos para saber para onde queremos ir. Examine os seus treinos de 2015 e anote os seus melhores tempos e recordes pessoais. De igual forma tome nota dos treinos que correram menos bem, daqueles que fugimos o ano todo a "sete pés" e das semanas que não treinamos por lesão. Faça uma lista dos objetivos que atingiu e das áreas onde precisa de melhorar.

 

2. Arranje um treinador/mentor

Nem todos precisamos de treinador, mas nenhum corredor sabe tudo. Procure um mentor ou alguém experiente em quem confie e respeite para partilhar ideias e ter feedback dos seus progressos ao nível dos treinos.

 

3. Estabeleça pequenos objetivos atingíveis

No início de cada ano os corredores traçam os objetivos que desejam ver cumpridos, sejam eles quebrar recordes pessoais, correr uma maratona ou participar no seu primeiro trail. Esses serão os seus grandes desafios do ano. Ao longo do percurso estabeleça pequenos objetivos alcançáveis com os quais se possa comprometer, sejam eles treinar mais vezes, fazer um treino de velocidade por semana ou mesmo descansar.

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4. Planeie o seu descanso

Uma das coisas que os corredores mais detestam, além de não poder treinar por lesão, é estabelecer e planear o descanso e ficar alguns dias sem correr. Não parece mas é difícil e por norma vem associado a um período de mau humor. Não espere por estar doente ou lesionado para parar e descansar. O descanso faz parte integrante do treino. Após uma prova esgotante faça uma semana de pausa para restabelecer forças e recarregar energias antes do seu próximo grande desafio.

 

5. Trabalhe nos seus pontos fracos

Concentre-se nos seus pontos fracos e durante alguns meses foque-se em treinos específicos para os melhorar. Existem vários tipos de exercícios próprios para treinar a velocidade, a força ou a resistência. Se o vosso forte são as maratonas e a resistência, dedique dois meses a treinar para provas curtas e rápidas, 10 quilómetros por exemplo, vai ver que vai desenvolver novas capacidades.

 

6. Exceda-se de vez em quando

A fronteira que separa um treino otimizado e o sobretreino é ténue. No entanto, em algumas ocasiões correr atrás de quem é mais rápido do que nós pode aumentar o nosso nível e fazermos evoluir. Treinar com um grupo mais rápido pode permitir-nos passar para o próximo nível.

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7.  Participe mais em provas

A verdade é que só atingimos o pico da nossa forma algumas vezes durante o ano. Utilizar provas menos importantes, para nós, como treinos competitivos é uma forma de adquirir experiência ao mesmo tempo que a adrenalina da competição nos faz aumentar o ritmo. A chave do sucesso é definir bem as provas "chaves" para nós e aumentar os nossos índices competitivos noutras provas.

 

8. Olhe para o futuro

Não pense só nos objetivos que quer atingir em 2016 e planeie já os objetivos para os próximos 2/3 anos e os grandes desafios que quer completar. Adote uma visão a longo prazo do seu plano de treinos e estabeleça objetivos gradualmente mais difíceis até estar capaz de atingir o seu "Santo Graal". Não queira tudo para amanhã e dê um passo de cada vez.

 

Boas corridas a todos!

 

Correr na Lousã: AXtrail 2016

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Muitos de nós da Crew do Correr na Cidade adoramos correr nos trilhos da Serra da Lousã e para outros que ainda não tiveram oportunidade o AXtrail é sempre uma das provas mais aliciantes.

 

Esta prova realiza-se habitualmente em outubro, mas como Portugal vai receber o Campeonato do Mundo de trail Running em Portugal, a 29 de Outubro, o AXtrail foi antecipado para Março, para os dias 18, 19 e 20.

 

Vão existir 4 provas de trail, a prova rainha o UTAX com os seus 110 km e 5300m D+, e 3 distâncias mais pequenas mas igualmente desafiadoras, o TSL (51km), o TX (22km) e o MTX (10km), além de uma caminhada, um trail para os mais pequenos,  o AXtrail Kids e finalmente o AXtrail da Inclusão, um trail único a nível nacional para pessoas com dificuldades motoras.

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Este ano o UTAX decidirá a Taça de Portugal de Trail Running e deverá atribuir 3 pontos para UTMB.

 

O AXtrail é organizado pela da Go Outdoor e vai já na sua 9.ª edição. As inscrições já estão abertas e voam de dia para dia.

 

Se para mim será o regresso a esta prova, depois de em 2014 ter lá estado para correr o TSL, desta vez vou ter a companhia nos 51Km, novamente do TSL, do Rui Pinto que se estreia nestes fantásticos trilhos.

 

Venham participar numa das melhores provas de trail a nível nacional!

 

Deixo-vos com o video da nossa participação em 2014, fica desde já prometido um novo video para a edição de 2016.

 

 

 Bons treinos!

Treinos acompanhados: Avaliação Funcional do Movimento

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Quero melhorar o meu desempenho na corrida e é geralmente sabido que para tal não basta correr mais. Vêm aí várias provas grandes. Destaco os 42km do Columbus Trail na Ilha de Santa Maria, Açores, e a Maratona de Barcelona em março. Embora não tenho grandes ambições em termos de tempos nestas provas, ambiciono sim, cruzar a meta a sentir-me bem e forte.

 

Para além das aulas de RPM que tenho feito no ginásio e do Yoga que já faz parte do meu dia-a-dia, tive a oportunidade de começar a treinar com uma Personal Trainer. Comecei há cerca de um mês a treinar com a Personal Trainer Natacha Barata que se tem vindo a especializar em atletas de corrida e é adepta do treino barefoot para correção e estimulação da musculatura e articulações do pé.

 

Para um treino adaptado às minhas necessidades, começámos por fazer uma Avaliação Funcional do Movimento, utilizando a metodologia Functional Movement Screen (FMS).

 

Neste post, com a ajuda da Natacha, vamos abordar este sistema de avaliação e perceber a sua importância na melhoria dos nossos movimentamos.

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Por Natacha Barata:

 

Muitas vezes quando começamos a realizar algum tipo de exercício (caminhar, correr, treino em ginásio, etc), o nosso corpo nem sempre responde da melhor forma, apresentando muitas das vezes queixas de dor em algum ponto do corpo.

 

A dor é sempre um sinal de que algo não está bem e é muito importante escutar o nosso corpo nessas alturas, pois caso não o façamos, apenas estamos a promover um maior risco de nos lesionarmos, obrigando a paragem da prática de exercício devido às dores sentidas.

 

A melhor estratégia para retirarmos o máximo proveito na prática de exercício e podermos sentir prazer nela é realizar sempre uma avaliação específica e individualizada à nossa postura dinâmica e estática.

 

O FMS classifica e avalia padrões de movimento que são fundamentais para o funcionamento “normal” do corpo. Conseguimos através dele, identificar as limitações e assimetrias do movimento da pessoa. Com a informação retirada desta avaliação, criamos um esquema de exercícios correctivos mais eficazes para reduzir os riscos de lesão durante o treino, restaurando a funcionalidade e força da pessoa.

No caso da Bo, os padrões de movimentos limitados já foram identificados e umas das prioridades ao nível do treino será melhorar a estabilização do seu tronco potenciando o movimento da sua corrida.

Em breve, aqui no blog, continuaremos a abordar o tema da avaliação funcional e postural da Bo, focando desta vez o único ponto que temos em contacto com o chão, o pé,  e quão importante é na qualidade no movimento durante a corrida. Se até lá surgir alguma dúvida ou questão, não hesitem em contactar a Natacha.