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Correr na Cidade

A nova coleção de sapatilhas de corrida da Reebok

23.01.16 | Filipe Gil

Gostamos de partilhar coisas bonitas convosco. E hoje partilhamos os novos modelos de sapatilhas da Reebok que estão prestes a chegar às lojas e aos pés dos portugueses. Sapatilhas para trail e corridas de obstáculos, para pronadores e para neutros. Digam de vossa justiça. 

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Review: Puma Faas 500 TR v2 . Finalmente!!!

22.01.16 | Filipe Gil

 

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Aqui no blogue, de vez em quando, acontece. Andarmos a remoer uma review semanas atrás de semanas. Umas vezes por falta de tempo, outras vezes por alguma preguiça - é sempre mais fácil correr do que escrever - ou então porque aquele modelo ficou marcado com algo de bom ou mau que se passou.


E foi o meu caso com estes Puma Faas 500 TR V2. Esta review devia ter sido feita em finais de março, início de abril do ano passado. Precisamente, depois do Ultra do Piódão que fiz com eles - distância e prova mais do que suficientes para vos dar feedback. Mas não. Foram ficando ali no canto da casa onde arrumo as sapatilhas. Olhava para eles constantemente mas como não podia correr em trilhos e as memórias das dores do Ultra ainda estão bem presentes, nunca mais consegui escrever sobre as sapatilhas. A culpa não é delas, claro, é minha. Mas a relação com este modelo é diferente. E explico melhor.

 

Durante os nove meses lesionado dei a maioria das sapatilhas que tinha em casa para os restantes membros da crew. Fiquei reduzido a 2 pares para trail e outros tantos para estrada. Eu sei, é um exagero e queixo-me de abundância, mas ao invés de ficar com todos os que nos fazem chegar para testar, preferi dar.

Não sei porquê, mas nunca consegui dar estes Puma. Era uma espécie de vingança, olhava para eles e pensava: “se eu não corro, vocês também não”. Ao mesmo tempo, e apesar da Ultra me ter ficado "atravessada", foi com eles (e com o Tiago Portugal) que percorri aqueles montes e vales. Hoje em dia essa prova é algo de que não me orgulho – aliás, desfiz-me de qualquer recordação da prova (tshirts, medalha, dorsal) – mas continuei a olhar para eles com algum “carinho” e a serem a única recordação da Ultra presente - isso e a memória das dores no joelho. 

Assim, nove meses depois treinei com eles, várias vezes, uma das quais pelos trilhos da Guarda. Fiz as pazes com ele, e agora, finalmente, escrevo esta review.

 

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CONFORTO

São confortáveis q.b.! Nada de exageros, mas também não são minimalistas. A sola é dura mas protege. Aliás, no modelo anterior, a versão 1, que tem praticamente a mesma sola, enfiei um prego e não chegou ao pé. A palmilha original é bem confortável. A única queixa que tenho foi ter perdido uma unha do pé e a culpa foi minha, ao fim de 53 kms os pés crescem mesmo e devia ter usado umas sapatilhas meio tamanho acima. Para quem faz isto “das ultras” sabe que uma única unha perdida não é nada, por isso, não posso penalizar as sapatilhas por isso. De resto, nada de bolhas, nada de desconfortos. Tantos nesses 53 km, como nos 30km em Sintra ou nos últimos 15km feitos no final de dezembro ou já este ano, por Monsanto, sempre me senti muito bem com eles. E tenho para mim que sapatilhas que não se sentem e não clamam a atenção do corredor, são as sapatilhas ideais.

 

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DESIGN/CONSTRUÇÃO

Adoro o design das sapatilhas. Acho que são das mais bonitas que andam por aí nos trilhos. Na cor que tenho, em encarnado e azul, são mesmo muito bonitas. Sei que a marca continua com o mesmo modelo nas próximas coleções, mas em cores diferentes. Este, a versão 2, é muito bem construído - apesar do upper – parte de cima da sapatilha – ser construída numa espécie de malha mas que nada tem a ver com os knit da Nike, Adidas e até de modelos da Puma. Apesar dessa construção nunca senti os pés mais molhados que em outros modelos, quando passei riachos ou quando chovia. A secagem, por causa do mesmo tecido, é relativamente rápida. Ao fim destes quilómetros todos ainda estão pouco deformados, mas sim, deformam um pouco, sobretudo na frente. Claro que há ali um apontamento ou outro de design que mudava. Mas quando encontrar as sapatilhas de trail perfeitas em termos de design, juro que aviso. Até lá, estas andam muito próximo disso.

 

ESTABILIDADE E ADERÊNCIA

Esta são duas das características mais importantes para as corridas em trilhos. Apesar de achar que este modelo é melhor para provas não muito técnicas, nunca me deixaram ficar mal. Tanto podem ser usadas em trilhos de terra batida ou daquelas descidas/subidas de pedra solta. O piso onde me parecem mais voláteis são nas pedras, sobretudo molhadas. Mas mesmo essa impressão desaparece quando a sola se gasta mais um pouco. Mesmo assim, confesso que umas escorregadelas iniciais fizeram-me ter algum medo. Tudo o resto, é sempre a abrir que esta sola, como já disse, não é para brincadeiras e leva tudo à frente. Em termos de estabilidade, são ténis de passada neutra e não comprometem nada, mesmo para pronadores como eu.

 

AMORTECIMENTO

Dentro destes parâmetros que avaliamos as sapatilhas, talvez seja a característica mais fraca deste modelo da Puma. São ténis duros, mas não incomodam pela sua rigidez.  Penso que são mais simpáticos para corredores leves, em forma e que não tenham grandes problemas com os joelhos. Alguém com excesso de peso pode sentir um pouco a dureza da sola que muitas das vezes é compensada pela excelente palmilha. Mesmo assim, sou da opinião, que corredores em inicio de aventuras no mundo da corrida podem usar este modelo experimentando-os aos poucos, até se habituarem. E dou-me a mim como exemplo, época festiva, uns 2 quilos a mais, ainda alguns problemas no joelho e fiz recentemente um trilho em que desci, desci, desci cerca de 1 hora – depois de ter passado hora e meia sempre a subir. E não senti nada de anormal com estes sapatilhas.

 

PREÇO:

Como indiquei anteriormente não existem nas lojas em Portugal. Mas podem ser compradas na loja online da Puma. No dia em que escrevi este texto, na primeira semana de janeiro, o modelo de inverno, que deve divergir um pouco do modelo primaveril que testei, estava a 65€ + portes. Uma pechincha. São sapatilhas muito boas e com este preço ficam quase irresistíveis, digo eu.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

Em suma, são um dos grandes segredos em matéria de sapatilhas de trail. Poucos conhecem este modelo e mesmo a marca Puma não faz grande alarido à volta deles. Mas devia. São das melhores ofertas para fazer distâncias até 53 km (a distância que conheço) e tendo em conta preço/qualidade deviam ser vistos mais nos pés dos trail runners nacionais. Caso para dizer que a marca devia “acordar” para o excelente material que proporciona e que não dá a conhecer. Há vida para lá dos Ignite, ok?

 

Conforto 17/20

Design/Construção 19/20

Estabilidade/Aderência 17/20 

Amortecimento 17/20

Preço: 20/20

Total 90/100

 

E este é o aspeto das sapatilhas após mais de 160 kms:

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Columbus Trail - Trilhos à conquista de Santa Maria, Açores

21.01.16 | Bo Irik

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Tal como já sabem, adoramos trilhos e adoramos os Açores. Em Maio do ano passado participamos no Azores Trail Run. O Nuno Malcata achou o Azores Trail Run “Ouro sobre azul” e a Bo adorou o convívio, paisagem e participação internacional da prova no Faial. E é já no final de Fevereiro que iremos voltar a este maravilhoso arquipélago para correr nos trilhos da ilha de Santa Maria.

 

O Columbus Trail, da mesma organização do Azores Trail Run invoca a passagem de Cristóvão Colombo por Santa Maria, entre 18 e 28 de fevereiro de 1493, conforme ficou registado no diário de bordo do navegador. A prova tem duas distâncias, uma maratona de 42 km em trilhos e uma ultramaratona de 77 km. Ambas as provas decorrem no sábado dia 27 de Fevereiro na Ilha de Santa Maria.

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A ultramaratona terá um desnível positivo de 3400 metros, sendo o ponto mais elevado atingido à cota de 587 metros, e o ponto de cota mais baixa situado à cota zero. A maratona terá um desnível positivo de 2000 metros.

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A ultramaratona percorre toda a ilha, numa extensão de 77 quilómetros circulares, passando por zonas de interesse geomorfológico ao longo da mais antiga ilha dos Açores (+/- 8 MA). Durante o percurso, estas características tornam-se evidentes através de vários fenómenos de erosão e alterações do nível da água do mar, que conferiram à ilha algumas das suas particularidades, levando-o a visitar locais de incrível beleza cénica, didática e científica. Ao longo das duas provas várias espécies de aves migratórias podem ser observadas, passando por Zonas Protegidas e Reservas Naturais, de enorme biodiversidade e a geodiversidade.

 

A prova de 77km inicia-se junto ao Forte de São Brás e ao sair da vila, descendo para a Ribeira de São Francisco, prosseguindo em direção a Este, num plano ascendente, até à Pedreira do Campo, geossítio que visa a preservação e promoção desta singularidade geológica, paleontológica e vulcanológica, com vista para a costa sul da ilha, continuando por terrenos agrícolas, rumo à Prainha e Praia Formosa, passando pelo Forno e Grutas do Figueirale, pelas ruínas de dois fortes militares e a presença de fósseis marinhos. A prova circular passa por zonas balneares, caminhos rurais, zonas agrícolas, piscinas naturais, caminhos de calçada e terra e miradouros como o do Espigão, com uma vista imponente sobre a Baía de São Lourenço.

 

Outros pontos de referência são a passagem por um caminho do qual se vislumbra a cascata de Cai’Água e o Pico Alto, ponto mais alto da ilha com 587 metros de altitude e rico em vegetação endémica. Numa ilha de origem vulcânica, não se podia deixar de passar por uma caldeira. Esta parte do percurso atravessa uma área florestal onde se encontra um marco geodésico com vista privilegiada sobre a freguesia de São Pedro.

 

A parte final da prova grande é feita contornando a encosta, onde é possível avistar o porto comercial e o centro da Vila. O caminho de terra continua sendo interrompido pela estrada de acesso à zona industrial, prosseguindo em direção ao centro histórico da Vila.

 

A prova dos 42 km tem o mesmo percurso da ultramaratona, terminando antes, ao km 42. Assim sendo, a partida e meta desta prova serão em locais diferentes sedo que a organização fornece transporte.

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Nós já nos inscrevemos e tu, do que estás à espera? Vamos conquistar Santa Maria!

Preview: Skechers GOrun Ride 4

21.01.16 | Bo Irik

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Ainda antes de me juntar à crew do Correr na Cidade apaixonei-me pela marca norte-americana Skechers. Para alguns mais conhecida pela sua gama casual, cada vez mais a Skechers Performance vai conquistando os pés dos runners.

 

Foi em 2013, para a Meia Maratona dos Descobrimentos, que estava à procura de uns ténis de corrida novos. Solicitei opiniões à alguns dos blogs de referência no running para mim na altura e a resposta for unânime: Skechers. Também o Filipe Gil recomendou esta marca, pela excelente relação qualidade/preço e pelo conforto, claro.

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Assim, os meus segundos ténis de corrida para estrada foram os GOrun Ride Ultra. Ainda hoje, mais de 800 km depois, continuo a adorar essas sapatilhas. Agora, quando comecei a ver ténis para a minhas segunda maratona, a de Barcelona em Março, fui à procura de umas boas sapatilhas mas mais minimalistas. Encontrei então os Go Run Ride 4 com uma excelente avaliação no blog de referência Run Repeat e fiquei curiosa.

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Mais uma vez, foi amor à primeira vista. Depois de um breve treino de 8km senti logo confiança e vontade para levar as sapatilhas à Meia Maratona dos Descobrimentos em Dezembro de 2016. Normalmente prefiro correr mais uns quilómetros com determinadas sapatilhas antes de me “jogar” à uma Meia, mas aqui não tinha dúvidas de que iria correr bem.

 

Apostei bem. Embora não tivesse participado na prova da Meia Maratona, fiquei-me pelos 10km, corri quase 21km à mesma porque acompanhei a nossa Liliana na segunda metade da prova dela. Correu muito bem. Muito confortáveis, nada de bolhas ou impressões.

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Realmente adoro estas sapatilhas. São super leves, apenas 187 gramas e têm um drop muito reduzido de 4mm. No entanto, fornecem alguma estabilidade e são muito “fofos”. Sinto que esta sapatilha me faz correr “bem”. Ajuda à uma passada midfoot.

 

Tenho pegado nos GOrun 4 com alguma frequência, recentemente também em pista. Como a sapatilha tem uma palmilha removível, decidi tirá-la num treino em pista. Ao tirar a palmilha vivemos uma experiência ainda mais naturalista. Depois de três séries de 1000m em pista sem a palmilha confesso que senti alguma impressão na parte interior do pé esquerdo e por isso decidi voltar a coloca-las. A experiência em si foi muito positiva e irei repetir no treino em pista deste mês.

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Vou correr mais alguns quilómetros e em breve dou o meu feedback final, também sobre treinos mais longos.

 

Trilhos do Javali Noturno - O regresso à Arrábida

20.01.16 | Ana Morais

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Ainda está na memória a prova do passado mês de Dezembro, e dia 5 de Março já vem aí a versão noturna.

 

Tal como o nome indica é uma prova cheia de trilhos e aventuras e, novamente, organizada pela parceria entre a Associação de Moradores do Casal das Figueiras (AMCF) e a Associação de Atletismo Lebres do Sado.

 

A prova terá 15 Km de distância e o percurso não será muito diferente do o anteiror junto ao Forte de São Filipe, com estradões e trilhos bem desenhados, mas com o desafio de ser à noite.

Para quem não pôde ir à prova anterior e quer participar nesta, deixo aqui o race report da aventura que foi. Contudo, a atenção tem de ser redobrada, pois a visibilidade é mais reduzida e as condições metereológicas podem não ser as melhores (esperemos que seja uma daquelas noites de luar fantásticas na Arrábida).

 

Muito importante: o frontal é OBRIGATÓRIO!

Até ao dia 21 de Janeiro, o valor da incrição é mais reduzido (11€), por isso, aproveite!

 

Só um pequeno pormenor estilo National Geographic modesto: sabia que o javali costuma ser um animal muito sedentário durante o dia, mas que à noite é bastante activo e que chega a percorrer mais de 7Km pelo meio do mato?

 

Se der de caras com um javali já sabe: CORRA!!!!

Preview: Camisola Corrida KALENJI Kiprun Evolutiv

19.01.16 | Luis Moura

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O Luís e a Bo tiveram a oportunidade de experimentar a Camisola de Corrida KALENJI Kiprun Evolutiv da Decathlon. O Luís apresenta a camisola por fotos e a Bo num pequeno vídeo.

 

Luís:

 

A camisola é linda! Primeira coisa que pensei quando a fui levantar. Não dou importância ao aspecto dos meus apetrechos para correr, mas alguns deles chamam a atenção e esta ao vivo é muito interessante.

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Tem um sistema pouco usual com duas camadas que se complementam e ao mesmo tempo são independentes.

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Permite fazer treinos agora no inverno com mais à vontade e sem sofrer com o frio. Em sentido inverso, faz com que o tronco aqueça demasiado quando os ritmos de treino são muito elevados. É preciso saber em que treinos será mais indicado usar.

 

Facto curioso a maneira como podemos gerir a ventilação na parte frontal, com um sistema de dois fechos verticais muito subidos e perto do pescoço. Principal função é auxiliar o vestir e despir mais comodamente, mas fazendo os fechos maiores, dá para regular muito mais do que um simples fecho. Já experimentei diferentes aberturas conforme a temperatura do corpo vai aumentando ou diminuindo com o ritmo do treino e funciona muito bem.

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Até agora usei a camisola 4 vezes e de cada vez que usei, tive imensa dificuldade em retirar do corpo. Com treinos de 10/15km rápidos ou trilhos mais demorados e húmidos, a camada interior tem tendência a "colar" na pele devido a ficar demasiado flexivel e dificulta a sua remoção.

 

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Bo:

Neste video a Bo apresenta a Camisola Corrida KALENJI Kiprun Evolutiv de mulher.

Em breve daremos o nosso feedback completo.