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Correr na Cidade

Nos trilhos com os Adidas Boost

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Por Natália Costa: 

 

Logo no dia seguinte a ter recebido este novo modelo da Adidas, os Response TR Boost Thunder, fui testá-los para a mata do Jamor. Faltavam poucos dias para uma prova de trail e tinha na ideia levá-los. E, claro, nestas andanças da corrida, já sabem: nunca estreiem nada em provas. 

 

Num primeiro treino de cerca de 7km  deu para perceber o seguinte: são leves e o material da parte de cima do sapato calça como se tratasse de uma meia. O revestimento é bastante maleável adaptando-se aos movimentos que o pé tem de fazer no terreno. Para além disso têm a tecnologia Boost na sola, borracha Continental, com tacos salientes que permitem uma maior aderência ao piso, quer seja seco ou molhado ou com pedras mais rolantes.

 

Usei-os de seguida nos 15 km do Trail de Casainhos, a tal prova que indiquei no início deste texto, e comprovei que apesar de serem as descidas o que sempre mais receio nos trilhos, a aderência destes Adidas permitiu que conseguisse aumentar a velocidade nas mesmas. 

 

Este modelo nestas cores é esteticamente bastante apelativo - fizeram algum furor entre os corredores no Trail de Casainhos que me perguntaram pelas suas qualidades. 

Resumindo, esta primeira impressão, de +ou - 23km deu para perceber que são sapatilhas todo o terreno mas com a simplicidade e conforto de uns ténis de estrada. 

 

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7 perguntas à...Brooks

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Por Tiago Portugal e Filipe Gil


Decidimos ouvir o que as marcas que apostam no setor da corrida em Portugal. Como avaliam o mercado, como sentem a evolução da modalidade em Portugal. Será uma moda passageira? Será algo que veio para ficar? Quisemos ouvir quem veste e calça quem corre em Portugal. Assim, nas próximas semanas iremos publicar algumas mini entrevistas para que os nossos leitores fiquem a conhecer melhor as marcas e a postura destas no mercado nacional. A primeira entrevista é a recém-chegada a Portugal, a marca norte-americana Brooks.

 

 

Entrevista a Dan RickFelder Diretor Ibérico da Brooks.

 

Como analisam o setor da corrida em Portugal?
Basta olhar para os maiores parques urbanos e para as zonas de corrida ao fim da tarde para ver a dinâmica que existe e perceber que Portugal está no meio de um boom de corrida. No entanto, comparando com outros mercados europeus é percetível que existe uma lacuna de vendedores e lojas especializadas nesta modalidade.

 

A corrida é uma moda? Vai desvanecer ou veio para ficar?
Com base naquilo que assistimos noutros mercados e a nível mundial a corrida não desvanece com o tempo. As pessoas correm pelas mais variadas razões, desde saúde ao lazer, e é uma oportunidade de durante o dia terem o “Meu tempo”, uma altura do dia em que estão focadas nelas próprias. De igual forma, correr é um desporto acessível em termos de custos e tempo, e rapidamente se encaixa na rotina pessoal.

 

Qual a vossa sapatilha de corrida com mais sucesso entre os portugueses?
Só estamos no mercado português desde setembro de 2015, e o nosso modelo mais vendido tem sido os Adrenaline GTS. É uma sapatilha equilibrada, que oferece a quantidade ideal de suporte/apoio e amortecimento. Estamos a introduzir a 16ª edição do Adrenaline GTS em dezembro. Para os corredores de trail, o nosso modelo mais vendido é o Cascadia, que é famoso pelo nível de conforto e proteção que proporciona, uma sapatilha que se esquece nos pés e permite aos corredores apenas apreciarem a paisagem. A 11ª edição dos Cascadia também chega ao mercado em dezembro deste ano.

 

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Que novidades vão ter para os corredores nas próximas coleções?
Em fevereiro vamos lançar um conceito completamente novo para Brooks, um modelo chamado Neuro, para aqueles corredores que procuram sensações rápidas e velocidade o Neuro irá ajudá-lo a libertar a sua velocidade.

 

Em Portugal vende-se vestuário para corrida ou os portugueses apostam mais nas marcas apenas nas sapatilhas?
A Brooks é uma marca que oferece produtos dos pés à cabeça para ajudar os corredores a terem o máximo de proveito de cada corrida. Como somos uma empresa especializada em corrida estamos em grande contacto com as necessidades dos corredores e contamos com as opiniões destes para conceber produtos que vão ao encontro do que os corredores desejam. Quer seja matérias de absorção de humidade avançados, proteção contra os elementos naturais, chuva e sol, refletividade ou segurança, a Brooks oferece soluções. Também temos a nossa coleção Moving Comfort, que é a líder mundial de marcas sutiãs de desporto, 8 em 10 sutiãs vendidos em lojas de corrida especializadas nos EUA são da Moving Comfort.

 

Como marca, que outras áreas/desportos estão a apostar para conquistar os corredores?
O que pretendemos é que os corredores experimentam a Brooks. O coração de qualquer sapatilha de corrida é a média-sola. Nós utilizamos a nossa Tecnologia DNA que se adapta instantaneamente ao estilo de correr de cada corredor proporcionando uma sensação de conforto a cada passada.

 

De que forma as marcas podem intervir e contribuir para que os jovens se tornem menos sedentários? 
A missão da Brooks é inspirar pessoas a correr e a serem ativas, isso é o que vai no coração de tudo o que fazemos. No centro disso está criar produtos que possam ajudar a corrida a ser agradavél para novos corredores e evitar lesões. O nosso lema caracteriza a nossa forma de estar na corrida: “Run Happy”.

 

A Brooks já se encontra à venda em Portugal desde setembro no El Corte Inglês de Lisboa e de Gaia.

Cross(almost)Fit na Box do Rato

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Por Rui Pinto:

 

Não vos vou falar da origem do CrossFit, nem da sua espectacular mediatização global - que é por todos nós conhecida -, a ponto de esta ser uma modalidade de treino capaz de mobilizar tantos e tantos praticantes, em qualquer parte do globo. Percebe-se porquê. Ao invés, vou falar-vos, isso sim, da minha primeira experiência no CrossFit.

 

Já lá vamos. Antes, e para contextualizar a coisa, deixem-me dizer-vos que há já alguns anos que sou adepto confesso e seguidor nas redes sociais do Rich Froning , para quem não conhece o personagem, ele foi vencedor dos CrossFit Games,  - uma espécie de Campeonato do Mundo de CrossFit -, numa série de anos, e considerado pelos especialistas da matéria como ‘the fittest man alive’.

Paralelamente, admito que sou daqueles que passa horas a ver os campeonatos da europa e do mundo de halterofilismo, na Eurosport, pese embora as constantes reclamações da minha mulher acerca do monopólio da TV com tão aborrecido (para ela!) conteúdo. Confesso ainda que sempre gostei de treino funcional e de levantamento de pesos, muito embora seja eu um lingrinhas mal amanhado, desde sempre… Uma vez que o CrossFit agrega todas estas características, é natural que, desde há alguns anos, tenha uma curiosidade e interesse crescentes por esta modalidade.


Foi, então, com muito entusiasmo, que respondi afirmativamente à possibilidade de experimentar um treino de CrossFit para alguns membros da Crew do Correr na Cidade, que o pessoal da Box CrossFit Rato teve a enorme amabilidade de oferecer.


Assim, e à semelhança do que aconteceu com o Filipe Gil, também eu e o Bruno Andrade tivemos direito a experimentar um treino de CrossFit. E lá fomos, no passado dia 25 de novembro, à novíssima Box CrossFit Rato, situada na Rua do Sol ao Rato, nº 100.

 

crossfit rato.jpgOs rookies

 

 O pessoal da box acolheu-nos super bem, sempre com enorme sorriso na cara, o que, para mim, é ‘meio caminho andado’ para gostar da experiência. O Instrutor Luís transmitiu todas as instruções de desempenho de uma forma clara e concisa, prestando sempre uma atenção extra ao pessoal mais rookie.

 

O espaço – irrepreensível –, com uma decoração simples mas bem conseguida, ainda cheirava a novo, pois a box abriu há cerca de um mês. Muito bem equipado, com equipamento mais do que suficiente para todos, e espaço de prática bastante para evitar toques ou encontrões, no decurso da prática.

 

O grupo era constituído por cerca de 10 elementos, num misto de principiantes e pessoal mais experiente, que ajudou a equilibrar a prática e a sentirmo-nos integrados. O treino começou à hora, sem falhas e, como manda a tradição ‘CrossFitiana’, foi constituído por três etapas – aquecimento (WU, ou Warm-UP), Skill Techs (parte técnica) + WOD (WorkOut of the Day) e retorno à calma

1eb90eda-8464-46e1-85fb-01be3d34a9c7.jpgCumprindo o ritual, cada participante inscreve o seu nome, no ‘blackboard’, no início de cada treino de CrossFit.

 

No caso concreto, a rotina do nosso treino, iniciou-se com um aquecimento de 3 min a saltar à corda, seguido de uma sequência de 3 repetições de 10 m de progressão em walking lunge, bear walk, spider crawl (?). A parte técnica de preparação para o WOD foi dedicada ao desenvolvimento do skill hang clean (clean = primeira parte do movimento do levantamento olímpico clean+jerk, realizado a dois tempos, e que consiste em levantar a barra até aos ombros; hang = levantamento da barra desde as coxas, e não a partir do chão). O ‘prato principal’ do treino - ou WOD - apresentou-se sob a forma de 30 cal no remo (Só 30?... Pois, sim, piece of cake…) e 30 repetições do dito skill, hang clean. Houve ainda direito a uma ‘sobremesa’, carinhosamente designada de ‘afterparty’, que consistiu em 3 minutos acumulados em prancha, para trabalho abdominal. (No meu caso, feitos em vários ‘segmentos’… Fiquemo-nos pelos ‘vários’, não vale a pena concretizar.) Finalizámos o treino com alongamentos de retorno à calma.

 

Naturalmente, não faço puto de ideia do meu tempo no WOD, pois esqueci-me de registá-lo, não só mentalmente, mas também no black (neste caso, white) board. Coisas de principiante. Acho que ninguém levou a mal; estava mais preocupado em perceber se tinha todos os membros no respectivo sítio…

 

Uma coisa interessante que, isso sim, reparei: o tempo do treino passa num instante! Quando nos apercebemos, já temos a hora a findar e o próximo grupo a entrar por ali adentro para a próxima sessão. Isto só pode ser sinónimo de um bocado bem passado. Um conselho: não se esqueçam de levar a vossa garrafa de água e uma toalha, pois a coisa dá para suar bastante!

unnamed (1).jpgRemar a plenos pulmões, no WOD da noite. 
 

A Catarina Beato - que também experimentou o CrossFit na Box do Rato afirma que ‘ninguém sabe se está em forma até fazer uma aula de CrossFit’. Pois eu concordo e subscrevo! Tirando a piada da coisa e fazendo o transfer para a prática da corrida (ou do ‘running’, para manter o nível), com este treino, deu perfeitamente para perceber o quão fácil é menosprezarmos o trabalho do trem superior e do core, para quem corre - e a importância deste trabalho, para além das pernas! -, e trouxe à tona (de forma muito veemente) a minha necessidade pessoal em reforçar a componente de trabalho de força nestes segmentos.

 

Como impressões finais, deixo-vos as seguintes:

Gostei imenso, apesar de ser difícil, no início. O CrossFit inclui movimentos muito técnicos – quem pensa que a técnica de levantar pesos é fácil, preste um pouco de atenção à quantidade de horas que os halterofilistas dedicam ao treino da sua técnica! Acredito que, com o avançar do tempo, e a consequente melhoria da técnica, notar-se-á ganhos de eficiência significativos no treino.

Gostei do facto de ser um treino com uma duração relativamente curta, concentrado em 60 minutos. Mas nem por isso, fácil ou de intensidade baixa. Pelo contrário: acreditem que intensidade é coisa que não falta no CrossFit!

Gostei do ambiente descontraído da Box e da amabilidade do Instrutor e dos companheiros de treino. Trataram-nos lindamente, sem nunca nos fazer sentir uns aliens, no meio do pessoal do CrossFit. (Parecendo vulgar, isto não é fácil – quem nunca sentiu esta sensação, por exemplo, nas aulas de grupo de um qualquer health club?). Se gostei? Claro! Se tenho vontade de voltar? Muita!


Não se deixem intimidar pela quantidade astronómica de siglas e nomes ‘estrangeiros’ dos exercícios, ou pela indumentária própria da modalidade (no meu caso, pela falta dela!).

Para quem quiser dar uma espreitadela e conhecer mais sobre preços e condições de adesão, vejam aqui.  Mas, melhor que isso, experimentem! Vão ver que não se vão arrepender! (Quem sabe se não nos encontramos por lá.)


Agora, se me permitem, vou ali fazer uns burpees…

 

 ... não sabiam?! É saborear a doçura de um bom treino em boa companhia, melhor que prendas no sapatinho. Frisamos que os nossos treinos são abertos e gratuitos a todos os que queiram participar! Relembramos apenas que os mesmos são guiados e não organizados, sem seguro colectivo, pelo que cada participante é responsável por si próprio.

E porque o Natal é tempo de partilha, entao partilhamos estes treinos connvosco:

 

 

 

SEXY SLOW GONE CRAZY

Data: 1 Dezembro, Terça-feira
Ponto de Encontro: Estação Fluvial Terreiro do Paço
Hora de Encontro / Partida: 19h30 / 19h45
Distância / Duração (aprox): 7 a 8 km
Tipologia de treino: iniciação à velocidade em estrada
Não esquecer: sapatilhas de estrada, hidratação, agasalho
Guias Correr na Cidade: Liliana Moreira, Luís Moura,
Bo Irik

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PIMP YOUR MUSCLES

Data: 10 de Dezembro, Quinta-feira
Ponto de Encontro: Alameda D. Afonso Henriques (junto à Fonte Luminosa)
Hora de Encontro / Partida: 19h15 / 19h30
Distância / Duração (aprox.): 60 min
Tipologia de treino: funcional para corredores
Não esquecer: Hidratação
Guias Correr na Cidade: João Gonçalves, Filipe Gil e Bo Irik

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FAST & FURIOUS

Data: 20 de Dezembro, Domingo
Ponto de Encontro: Parque de estacionamento do Bairro da Serafina
Hora de Encontro / Partida: 9h15 / 9h30
Distância / Duração (aprox): 10kms
Tipologia de treino: Trail com 400 de D+
Não esquecer: sapatilhas de trail (obrigatório), hidratação e telemóvel
Guias Correr na Cidade: Tiago Portugal, Nuno Espadinha e Bo Irik

Confirma a tua presença no Facebook! 

 

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GET BACK ON TRACK

Data: 29 Dezembro, Terça-feira
Ponto de Encontro: INATEL Parque Jogos 1º Maio (já na zona da pista)
Hora de Encontro / Partida: 19h15 / 19h30
Distância / Duração (aprox): 1h
Tipologia de treino: treino técnico em pista
Não esquecer: sapatilhas de estrada, hidratação
Guias Correr na Cidade: Pedro Tomas Luiz, Liliana Moreira, Luís Moura

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