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Correr na Cidade

Prova Ericeira Trail Run 2015

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É já no próximo dia 19 Dezembro que se vai realizar mais uma edição do Ericeira Trail Run. Para 2015 os organizadores prometem mais trilhos e menos estradões assim como a passagem por diversos sítios novos em relação à edição do ano passado. Vai ser uma excelente maneira de fechar o ano em provas de trilhos. Junto indicamos algumas informações relevantes para quem vai participar na prova.


Secretariado
Vai funcionar no dia 18 Dezembro ( sexta-feira ) das 18 ás 23 e no dia da prova a partir das 7 da manha.
O Briefing da prova com informação relevante e detalhes de ultima hora vai-se realizar ás 22h junto ao secretariado.


Local de Partida e Chegada
O local da partida e chegada é o Parque Santa Marta, no Largo de Santa Marta – 2655-357 Ericeira
Os banhos serão disponibilizados no final das provas no Parque de Campismo de Mil Regos.


Controlo Zero e partida

A prova dos 50+ Km vai ter a partida ás 8 da manhã e o controlo zero começa pelas 7:30. 15min antes do arranque da prova vai ser feito um briefing ligeiro para os atletas sobre o percurso e marcações.

A partida da prova dos 20+ Km vai ser feita ás 9 da manha e o controlo zero respectivo pode ser feito a partir das 8:15. Poucos minutos antes do arranque da prova vai ser feito um briefing ligeiro.

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Provas
20+
A prova dos 20+ vai ter aproximadamente 26Km e 700D+. Os participantes vão ter 8horas para completar dentro do tempo limite.


50+
A prova dos 50+ vai ter aproximadamente 51km e 1.260D+. Os participantes vão ter 12horas para completar dentro do tempo limite.
Vão existir 4 abastecimentos durante a prova.

 altimetria 55KM

 

Atenção ao material obrigatorio que podem consultar no regulamento e o Correr na Cidade recomenda a que verifiquem as condições meteriológicas no dia anterior da prova. Levar roupa ou agasalhos a mais nunca é mau conselho e podem sempre deixar no carro o extra que levarem antes da prova começar.
Luvas, chapeus ou buffs são excelentes maneiras de combater o frio e o vento neste inverno em corridas mais rápidas :)

 

Podem consultar o site do evento para retirar todas as questões que possam ter.

 

 

Boa prova e divirtam-se pela Ericeira!

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 Por Liliana Moreira:

 

… e de Vingança! Foi mesmo em modo “venho aqui para a desforra” que me inscrevi nesta prova já que no ano passado não fui feliz, sobretudo devido ao frio e à minha incapacidade de gerir a corrida nessas condições.

Curiosamente achei a temperatura mais baixa nesta edição, mas a experiência ganha-se e isso também se fez sentir. Descobri a minutos da primeira partida do dia que tinha feito "borrada" com a minha inscrição. Mesmo com o email de confirmação da inscrição na caixa de correio desde Setembro não me apercebi que ao invés dos 21k tinha-me inscrito nos 10k…mas quem é que comete erros destes?! Eu! A despassarada de serviço. Mentalizei-me que não era desta que me vingava da Meia dos Descobrimentos e que iria fazer encarar os 10k como uma oportunidade de treino rápido (pelo menos para mim!), seguindo a sequência do que tenho insistido nos últimos tempos.

 

A minutos da partida a Bo, que tinha planeado acompanhar-me durante a prova para puxar por mim, decide que devido ao que tenho dedicado à corrida e face à sua condição de saúde actual que faria mais sentido trocarmos de dorsais… assim foi, sem antes de ela me dar o aviso prévio que tinha de honrar o seu dorsal e correr mais rápido... uma coisa era certa, eu ia tentar porque afinal de contas era esse o meu objectivo. Era ela que fazia anos nesse dia e mas quem recebeu a prenda fui eu!

Assim os três estarolas dos 10k , a Ana, Bo e o Malcata, alinharam na partida, enquanto eu, a Sara (que também queria a desforra dos 21k), João e o Luís ficámos de fora a apreciar a quantidade avultada de atletas que esta prova também angariou. Dada a partida o Luís foi aquecer e já só o voltei a ver no fim… é deixa-lo seguir o seu mojo de aquecimento e colocação estratégica no pelotão que eu vou à minha vidinha!! E como João era o repórter do dia, e após uma tentativa frustrada de ir ao WC, em que me apercebi que face à dimensão da fila iria ser impossível libertar a tempo a bexiga, segui com a Sara para o aquecimento mais que obrigatório para uma manhã tão nublada e fria.

Alinhamos na nossa partida no meio de um calorzinho humano e ao fim de 2 minutos de ter sido dado o apito, do qual nem nos apercebemos, lá passamos o pórtico. Os 2 primeiros km’s para mim servem logo para separar os homens dos meninos… em que a voltinha espectáculo inclui uma subidinha simpática para contornar o Mosteiros dos Jerónimos mas com o retorno a descer até Algés até por fim passarmos novamente junto à meta. Infelizmente no início dessa subida a praça estava em obras o que congestionou a passagem dos atletas… acho que foi a primeira vez que passei por esta situação que não fosse em trail! Pior que isso foi estarem alguns separadores de plástico no meio do caminho em que uma atleta chegou mesmo a tropeçar. Felizmente não se magoou e lá seguimos caminho.

A Sara com o objectivo de retirar melhores sensações nesta distância conseguiu manter um ritmo calmo, o meu, até ao km 5. Depois de aquecer dei-lhe carta branca para seguir à vontade! Estou mais que habituada a correr sozinha e se há coisa que me aflige é ter pessoas ao meu lado em que sinto que estou a empatar. Estrategicamente foi bom para ela aquecer a sério e para mim marcar o ritmo base que queria imprimir ao longo da prova.

A partir dai lembro-me de pouco a não ser repetir para mim mesma “2:15” “2:15” “2:15”... sim, era o tempo que eu queria fazer! E não, não é nada de especial… mas era o meu objectivo! Até aos 10k a coisa correu muito bem… sem música e pouca ou nenhuma distracção ao longo do percurso a coisa foi-se gerindo… dos km 10 até ao 15 quase morri de tédio… passamos por zonas muito mortas, sem qualquer estimulo ou público, exceptuando a zona da 24 de Julho com o pessoal que ainda está a sair das discotecas com um copito a mais ou os turistas na zona da Praça do Comércio que param para apoiar. É um ponto que tenho nitidamente de melhorar: treino mental para gerir melhor estas situações.

Pelo caminho os abastecimentos foram perfeitos, incluindo zonas de água a cada 5km e 2 zonas com gel energético ou cubos de marmelada. Desta vez até fiz algo que não costumo fazer, acreditar cegamente nos abastecimentos da organização e acabei por não levar rigorosamente nada comigo. Face a situações passadas de falta de abastecimento por fazer pertencer ao ultimo terço do pelotão, criei o hábito de não ir para prova de “mãos a abanar”. Mas desta confiei e não tenho nada a apontar de negativo, bem pelo contrário, porque não só não me faltou nada como todos os voluntários com que me cruzei foram super prestáveis!

Estava eu a caminhar pela primeira vez enquanto comia uma marmelada quando junto à placa dos 15km vislumbro a Bo. “Mas que raio faz ela aqui?!” Pois bem, vinha cumprir o que tínhamos combinado previamente… depois de puxar pela Ana o que a levou a bater um PBT pessoal aos 10k, voltou para trás para me apanhar. Não há dúvida que esta miúda é uma força da natureza!!! Por esta altura já tinha as pernas a “berrar” comigo... a verdade é que treinos acima dos 10k têm sido escassos, pois tenho estado focada em criar ritmo, e apenas por desencargo de consciência, tinha feito um treino de 16km do Parque das Nações até Belém 15 dias antes, num ritmo muito mais baixo do que o que estava a imprimir na prova. Portanto entre o cubo da marmelada e a alegria da Bo lá consegui arranjar energia para me manter numa postura digna mas forçada até ao final da prova. Deixei de repetir o mantra dos “2:15” e passei para “2:20” “2:20” “2:20”

 

 

O últimos 6 km’s de prova foram feitos a custo, sobretudo devido às dores musculares, mas ao contrário do que até então era normal, com bastante à vontade em termos cardio respiratórios. Os treinos e a natação estão finalmente a dar os primeiros frutos primaveris! O sol deu o ar de sua graça e já perto da meta recebi o boost final com o incentivos dos amigos que estavam à minha espera. Tentei acelerar um pouco mas parecia que tinha troncos ao invés de pernas. Passei a meta de mão dada com a Bo, feliz por a ter ali ao meu lado pois a sua companhia no último troço foi fulcral para converter o mantra idealizado num valor real de 2h23m de prova... para quem se questiona sobre a estampa nas costas da nossa t-shirt, é isto que designamos de #crewlove.

 

Apesar de não ter sido a prestação que desejava fui finalmente feliz na Meia dos Descobrimentos e hoje não já não sinto “medo” de lá voltar!

Preview: Adidas Ultra Boost

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Por Tiago Portugal

 

Os Adidas Ultra Boost ainda são um mistério para mim, um daqueles casos que não consigo explicar o porque mas acabam inevitavelmente por serem das minhas principais escolhas e é frequente tirá-las do armário para ir correr com elas.

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Não serão como afirma a marca alemã as melhores sapatilhas do mercado, pelo menos para mim, e algumas características tais como a falta de estabilidade e suporte fazem com que este modelo não seja o mais adaptado a todos os corredores, nos quais me incluo, mas o nível de conforto e as sensações que dão a cada passada são verdadeiramente fantásticas.

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 Meia-Sola 100% Boost

 

Diz-se que o coração de casa sapatilha é a meia sola, e nesse aspeto os Ultra Boost são fenomenais, e não me canso de os usar e mesmo abusar, seja para correr, ir ao ginásio ou simplesmente caminhar.

 

Em termos estéticos adoro o modelo em amarelo néon, apesar de não ser adepto do formato, muito bicudo na parte da frente. Recomendo que experimentem este modelo devido a essa forma mais estreita, o que implicou no meio caso que tivesse que escolher ½ número acima do que calço habitualmente.

 

 Penso que a frase que melhor define os Ultra Boost para mim é: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.

 

Os próximos tempos dirão se este modelo conquista um novo lugar no meu coração.

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Por Joana:

 

No passado domingo, aproveitei o sol que se sentia por terras Aveirenses, e levei as sapatilhas para testar em estrada. Ao calçar fiquei com a sensação que os ténis poderiam ser frios e largos.

A malha é um bocadinho aberta, e enquanto o pé não aquece sente-se bem a brisa matinal, mas com o aquecer do pé, tal sensação passou e até soube bem não ter os pés a ferver.

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O facto de os adidas não terem os últimos buraquinhos nos ténis, que nos permitem ajustar bem ao formato do pé, dão uma sensação inicial de estarem largos (irão sentir isto no pé mais pequeno). Mas mais uma vez, com o treino e o expandir do pé, tal deixou de ser um problema e os ténis e os pés ajustaram-se bem um ao outro.

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Leves e fofos, é como melhor consigo descrever a minha primeira impressão dos Adidas Ultra Boost.

Com apenas 264g, estes ténis surpreenderam-me pela positiva, pelo conforto e sensação de impulsão (será que esta palavra existe?), quase que nos “empurra” e nos dá aquele impulso para correr mais um quilómetro.

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Durante as próximas semanas serão os meus companheiros de estrada. Fiquei surpreendida com estes primeiros quilómetros, estou expectante para os ainda estarão para vir!

 

 

Boas corridas!

 

 

 

 

Como falar ao ouvido dos leitores

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Por Filipe Gil:

 

A partir da próxima segunda-feira, durante a manhã, do dia 6 de dezembro, o Correr na Cidade vai lançar um novo canal para falar com os seus leitores: a CNC Brief, uma newsletter que irá ajudar-vos a começar a semana . Não será uma newsletter qualquer, mas sim um texto, escrito por diferentes membros da crew, que vos fará não só o resumo do que tem sido falado no blogue nos últimos tempos, mas sobretudo uma newsleter para partilhar histórias, links, vídeos sobre corrida, fitness e nutrição.

 

Esta é uma forma de estarmos mais próximo dos nossos leitores com uma linguagem diferente, mais informativa e mais colaborativa. Uma linguagem diferente que achamos nos irá diferenciar.

 

Assim, os interessados (e curiosos) que quiserem subscrever a mailing list e receber no seu email a CNC Brief, basta preencher o formulário abaixo. Caso queira deixar de receber, na mesma newsletter tem uma forma muita fácil de fazer, mas, aqui entre nós que ninguém nos lê, estamos certos que não o vão fazer. 

 

Para subscreverem a CNC Brief basta irem a este link ou enviar um email para o run@corrernacidade.com com o assunto: "Quero receber a CNC Brief".

 

 

Nos trilhos com os Adidas Boost

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Por Natália Costa: 

 

Logo no dia seguinte a ter recebido este novo modelo da Adidas, os Response TR Boost Thunder, fui testá-los para a mata do Jamor. Faltavam poucos dias para uma prova de trail e tinha na ideia levá-los. E, claro, nestas andanças da corrida, já sabem: nunca estreiem nada em provas. 

 

Num primeiro treino de cerca de 7km  deu para perceber o seguinte: são leves e o material da parte de cima do sapato calça como se tratasse de uma meia. O revestimento é bastante maleável adaptando-se aos movimentos que o pé tem de fazer no terreno. Para além disso têm a tecnologia Boost na sola, borracha Continental, com tacos salientes que permitem uma maior aderência ao piso, quer seja seco ou molhado ou com pedras mais rolantes.

 

Usei-os de seguida nos 15 km do Trail de Casainhos, a tal prova que indiquei no início deste texto, e comprovei que apesar de serem as descidas o que sempre mais receio nos trilhos, a aderência destes Adidas permitiu que conseguisse aumentar a velocidade nas mesmas. 

 

Este modelo nestas cores é esteticamente bastante apelativo - fizeram algum furor entre os corredores no Trail de Casainhos que me perguntaram pelas suas qualidades. 

Resumindo, esta primeira impressão, de +ou - 23km deu para perceber que são sapatilhas todo o terreno mas com a simplicidade e conforto de uns ténis de estrada. 

 

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7 perguntas à...Brooks

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Por Tiago Portugal e Filipe Gil


Decidimos ouvir o que as marcas que apostam no setor da corrida em Portugal. Como avaliam o mercado, como sentem a evolução da modalidade em Portugal. Será uma moda passageira? Será algo que veio para ficar? Quisemos ouvir quem veste e calça quem corre em Portugal. Assim, nas próximas semanas iremos publicar algumas mini entrevistas para que os nossos leitores fiquem a conhecer melhor as marcas e a postura destas no mercado nacional. A primeira entrevista é a recém-chegada a Portugal, a marca norte-americana Brooks.

 

 

Entrevista a Dan RickFelder Diretor Ibérico da Brooks.

 

Como analisam o setor da corrida em Portugal?
Basta olhar para os maiores parques urbanos e para as zonas de corrida ao fim da tarde para ver a dinâmica que existe e perceber que Portugal está no meio de um boom de corrida. No entanto, comparando com outros mercados europeus é percetível que existe uma lacuna de vendedores e lojas especializadas nesta modalidade.

 

A corrida é uma moda? Vai desvanecer ou veio para ficar?
Com base naquilo que assistimos noutros mercados e a nível mundial a corrida não desvanece com o tempo. As pessoas correm pelas mais variadas razões, desde saúde ao lazer, e é uma oportunidade de durante o dia terem o “Meu tempo”, uma altura do dia em que estão focadas nelas próprias. De igual forma, correr é um desporto acessível em termos de custos e tempo, e rapidamente se encaixa na rotina pessoal.

 

Qual a vossa sapatilha de corrida com mais sucesso entre os portugueses?
Só estamos no mercado português desde setembro de 2015, e o nosso modelo mais vendido tem sido os Adrenaline GTS. É uma sapatilha equilibrada, que oferece a quantidade ideal de suporte/apoio e amortecimento. Estamos a introduzir a 16ª edição do Adrenaline GTS em dezembro. Para os corredores de trail, o nosso modelo mais vendido é o Cascadia, que é famoso pelo nível de conforto e proteção que proporciona, uma sapatilha que se esquece nos pés e permite aos corredores apenas apreciarem a paisagem. A 11ª edição dos Cascadia também chega ao mercado em dezembro deste ano.

 

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Que novidades vão ter para os corredores nas próximas coleções?
Em fevereiro vamos lançar um conceito completamente novo para Brooks, um modelo chamado Neuro, para aqueles corredores que procuram sensações rápidas e velocidade o Neuro irá ajudá-lo a libertar a sua velocidade.

 

Em Portugal vende-se vestuário para corrida ou os portugueses apostam mais nas marcas apenas nas sapatilhas?
A Brooks é uma marca que oferece produtos dos pés à cabeça para ajudar os corredores a terem o máximo de proveito de cada corrida. Como somos uma empresa especializada em corrida estamos em grande contacto com as necessidades dos corredores e contamos com as opiniões destes para conceber produtos que vão ao encontro do que os corredores desejam. Quer seja matérias de absorção de humidade avançados, proteção contra os elementos naturais, chuva e sol, refletividade ou segurança, a Brooks oferece soluções. Também temos a nossa coleção Moving Comfort, que é a líder mundial de marcas sutiãs de desporto, 8 em 10 sutiãs vendidos em lojas de corrida especializadas nos EUA são da Moving Comfort.

 

Como marca, que outras áreas/desportos estão a apostar para conquistar os corredores?
O que pretendemos é que os corredores experimentam a Brooks. O coração de qualquer sapatilha de corrida é a média-sola. Nós utilizamos a nossa Tecnologia DNA que se adapta instantaneamente ao estilo de correr de cada corredor proporcionando uma sensação de conforto a cada passada.

 

De que forma as marcas podem intervir e contribuir para que os jovens se tornem menos sedentários? 
A missão da Brooks é inspirar pessoas a correr e a serem ativas, isso é o que vai no coração de tudo o que fazemos. No centro disso está criar produtos que possam ajudar a corrida a ser agradavél para novos corredores e evitar lesões. O nosso lema caracteriza a nossa forma de estar na corrida: “Run Happy”.

 

A Brooks já se encontra à venda em Portugal desde setembro no El Corte Inglês de Lisboa e de Gaia.

Cross(almost)Fit na Box do Rato

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Por Rui Pinto:

 

Não vos vou falar da origem do CrossFit, nem da sua espectacular mediatização global - que é por todos nós conhecida -, a ponto de esta ser uma modalidade de treino capaz de mobilizar tantos e tantos praticantes, em qualquer parte do globo. Percebe-se porquê. Ao invés, vou falar-vos, isso sim, da minha primeira experiência no CrossFit.

 

Já lá vamos. Antes, e para contextualizar a coisa, deixem-me dizer-vos que há já alguns anos que sou adepto confesso e seguidor nas redes sociais do Rich Froning , para quem não conhece o personagem, ele foi vencedor dos CrossFit Games,  - uma espécie de Campeonato do Mundo de CrossFit -, numa série de anos, e considerado pelos especialistas da matéria como ‘the fittest man alive’.

Paralelamente, admito que sou daqueles que passa horas a ver os campeonatos da europa e do mundo de halterofilismo, na Eurosport, pese embora as constantes reclamações da minha mulher acerca do monopólio da TV com tão aborrecido (para ela!) conteúdo. Confesso ainda que sempre gostei de treino funcional e de levantamento de pesos, muito embora seja eu um lingrinhas mal amanhado, desde sempre… Uma vez que o CrossFit agrega todas estas características, é natural que, desde há alguns anos, tenha uma curiosidade e interesse crescentes por esta modalidade.


Foi, então, com muito entusiasmo, que respondi afirmativamente à possibilidade de experimentar um treino de CrossFit para alguns membros da Crew do Correr na Cidade, que o pessoal da Box CrossFit Rato teve a enorme amabilidade de oferecer.


Assim, e à semelhança do que aconteceu com o Filipe Gil, também eu e o Bruno Andrade tivemos direito a experimentar um treino de CrossFit. E lá fomos, no passado dia 25 de novembro, à novíssima Box CrossFit Rato, situada na Rua do Sol ao Rato, nº 100.

 

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 O pessoal da box acolheu-nos super bem, sempre com enorme sorriso na cara, o que, para mim, é ‘meio caminho andado’ para gostar da experiência. O Instrutor Luís transmitiu todas as instruções de desempenho de uma forma clara e concisa, prestando sempre uma atenção extra ao pessoal mais rookie.

 

O espaço – irrepreensível –, com uma decoração simples mas bem conseguida, ainda cheirava a novo, pois a box abriu há cerca de um mês. Muito bem equipado, com equipamento mais do que suficiente para todos, e espaço de prática bastante para evitar toques ou encontrões, no decurso da prática.

 

O grupo era constituído por cerca de 10 elementos, num misto de principiantes e pessoal mais experiente, que ajudou a equilibrar a prática e a sentirmo-nos integrados. O treino começou à hora, sem falhas e, como manda a tradição ‘CrossFitiana’, foi constituído por três etapas – aquecimento (WU, ou Warm-UP), Skill Techs (parte técnica) + WOD (WorkOut of the Day) e retorno à calma

1eb90eda-8464-46e1-85fb-01be3d34a9c7.jpgCumprindo o ritual, cada participante inscreve o seu nome, no ‘blackboard’, no início de cada treino de CrossFit.

 

No caso concreto, a rotina do nosso treino, iniciou-se com um aquecimento de 3 min a saltar à corda, seguido de uma sequência de 3 repetições de 10 m de progressão em walking lunge, bear walk, spider crawl (?). A parte técnica de preparação para o WOD foi dedicada ao desenvolvimento do skill hang clean (clean = primeira parte do movimento do levantamento olímpico clean+jerk, realizado a dois tempos, e que consiste em levantar a barra até aos ombros; hang = levantamento da barra desde as coxas, e não a partir do chão). O ‘prato principal’ do treino - ou WOD - apresentou-se sob a forma de 30 cal no remo (Só 30?... Pois, sim, piece of cake…) e 30 repetições do dito skill, hang clean. Houve ainda direito a uma ‘sobremesa’, carinhosamente designada de ‘afterparty’, que consistiu em 3 minutos acumulados em prancha, para trabalho abdominal. (No meu caso, feitos em vários ‘segmentos’… Fiquemo-nos pelos ‘vários’, não vale a pena concretizar.) Finalizámos o treino com alongamentos de retorno à calma.

 

Naturalmente, não faço puto de ideia do meu tempo no WOD, pois esqueci-me de registá-lo, não só mentalmente, mas também no black (neste caso, white) board. Coisas de principiante. Acho que ninguém levou a mal; estava mais preocupado em perceber se tinha todos os membros no respectivo sítio…

 

Uma coisa interessante que, isso sim, reparei: o tempo do treino passa num instante! Quando nos apercebemos, já temos a hora a findar e o próximo grupo a entrar por ali adentro para a próxima sessão. Isto só pode ser sinónimo de um bocado bem passado. Um conselho: não se esqueçam de levar a vossa garrafa de água e uma toalha, pois a coisa dá para suar bastante!

unnamed (1).jpgRemar a plenos pulmões, no WOD da noite. 
 

A Catarina Beato - que também experimentou o CrossFit na Box do Rato afirma que ‘ninguém sabe se está em forma até fazer uma aula de CrossFit’. Pois eu concordo e subscrevo! Tirando a piada da coisa e fazendo o transfer para a prática da corrida (ou do ‘running’, para manter o nível), com este treino, deu perfeitamente para perceber o quão fácil é menosprezarmos o trabalho do trem superior e do core, para quem corre - e a importância deste trabalho, para além das pernas! -, e trouxe à tona (de forma muito veemente) a minha necessidade pessoal em reforçar a componente de trabalho de força nestes segmentos.

 

Como impressões finais, deixo-vos as seguintes:

Gostei imenso, apesar de ser difícil, no início. O CrossFit inclui movimentos muito técnicos – quem pensa que a técnica de levantar pesos é fácil, preste um pouco de atenção à quantidade de horas que os halterofilistas dedicam ao treino da sua técnica! Acredito que, com o avançar do tempo, e a consequente melhoria da técnica, notar-se-á ganhos de eficiência significativos no treino.

Gostei do facto de ser um treino com uma duração relativamente curta, concentrado em 60 minutos. Mas nem por isso, fácil ou de intensidade baixa. Pelo contrário: acreditem que intensidade é coisa que não falta no CrossFit!

Gostei do ambiente descontraído da Box e da amabilidade do Instrutor e dos companheiros de treino. Trataram-nos lindamente, sem nunca nos fazer sentir uns aliens, no meio do pessoal do CrossFit. (Parecendo vulgar, isto não é fácil – quem nunca sentiu esta sensação, por exemplo, nas aulas de grupo de um qualquer health club?). Se gostei? Claro! Se tenho vontade de voltar? Muita!


Não se deixem intimidar pela quantidade astronómica de siglas e nomes ‘estrangeiros’ dos exercícios, ou pela indumentária própria da modalidade (no meu caso, pela falta dela!).

Para quem quiser dar uma espreitadela e conhecer mais sobre preços e condições de adesão, vejam aqui.  Mas, melhor que isso, experimentem! Vão ver que não se vão arrepender! (Quem sabe se não nos encontramos por lá.)


Agora, se me permitem, vou ali fazer uns burpees…

 

 ... não sabiam?! É saborear a doçura de um bom treino em boa companhia, melhor que prendas no sapatinho. Frisamos que os nossos treinos são abertos e gratuitos a todos os que queiram participar! Relembramos apenas que os mesmos são guiados e não organizados, sem seguro colectivo, pelo que cada participante é responsável por si próprio.

E porque o Natal é tempo de partilha, entao partilhamos estes treinos connvosco:

 

 

 

SEXY SLOW GONE CRAZY

Data: 1 Dezembro, Terça-feira
Ponto de Encontro: Estação Fluvial Terreiro do Paço
Hora de Encontro / Partida: 19h30 / 19h45
Distância / Duração (aprox): 7 a 8 km
Tipologia de treino: iniciação à velocidade em estrada
Não esquecer: sapatilhas de estrada, hidratação, agasalho
Guias Correr na Cidade: Liliana Moreira, Luís Moura,
Bo Irik

Confirma a tua presença no Facebook!

 

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PIMP YOUR MUSCLES

Data: 10 de Dezembro, Quinta-feira
Ponto de Encontro: Alameda D. Afonso Henriques (junto à Fonte Luminosa)
Hora de Encontro / Partida: 19h15 / 19h30
Distância / Duração (aprox.): 60 min
Tipologia de treino: funcional para corredores
Não esquecer: Hidratação
Guias Correr na Cidade: João Gonçalves, Filipe Gil e Bo Irik

Confirma a tua presença no Facebook! 

 

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FAST & FURIOUS

Data: 20 de Dezembro, Domingo
Ponto de Encontro: Parque de estacionamento do Bairro da Serafina
Hora de Encontro / Partida: 9h15 / 9h30
Distância / Duração (aprox): 10kms
Tipologia de treino: Trail com 400 de D+
Não esquecer: sapatilhas de trail (obrigatório), hidratação e telemóvel
Guias Correr na Cidade: Tiago Portugal, Nuno Espadinha e Bo Irik

Confirma a tua presença no Facebook! 

 

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GET BACK ON TRACK

Data: 29 Dezembro, Terça-feira
Ponto de Encontro: INATEL Parque Jogos 1º Maio (já na zona da pista)
Hora de Encontro / Partida: 19h15 / 19h30
Distância / Duração (aprox): 1h
Tipologia de treino: treino técnico em pista
Não esquecer: sapatilhas de estrada, hidratação
Guias Correr na Cidade: Pedro Tomas Luiz, Liliana Moreira, Luís Moura

Confirma a tua presença no Facebook!

 

 

 

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