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Correr na Cidade

Sabe o que comer antes e depois de um treino de corrida?

Por Ana Sofia Guerra:

 

Muito se fala e escreve sobre o que comer antes e depois duma prova de corrida, eu mesma já o fiz aqui no blogue. Mas, e o que se deve comer antes e depois de um treino?

 

Primeira regra: não existem fórmulas mágicas! O que funciona para algumas pessoas pode não funcionar para si. Eu dou muito este exemplo: alguns amigos meus comem sempre uma banana cerca de 15 a 20 minutos antes dum treino; se eu fizer o mesmo, já não consigo treinar, fico enfartada, mal disposta. É importante ter a noção que cada corpo é único e que devemos tomar atenção aos sinais que ele nos dá.

 

Segunda regra: experimentem, arrisquem! Existem mil e uma combinações de alimentos que podem fazer nesses lanches e que nem todas correm mal. A alimentação deve ser orientada tendo em conta o seu organismo, gosto pessoal, horários e tipo de treinos.

 

E foi baseado nessas dúvidas que fui desafiada pela Joana Malcata a elaborar lanches para corredores antes e depois do treino e que coubessem numa lancheira que podemos transportar para qualquer lado. Eis o resultado:

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Foto Nº1: exemplo dum lanche 2 a 3h antes dum treino. O alimento mais importante para o nosso organismo é a água! E, por isso mesmo, não podia faltar na nossa lancheira. Numa refeição pré-treino, principalmente umas horas antes, é necessária a ingestão de alimentos que contenham hidratos de carbono complexos, de forma a garantir um aporte de energia que dure mais tempo (aumentam a reserva de glicogénio muscular). Neste caso dou o exemplo dum pão de centeio pequeno com queijo fresco. Também podia usar a batata-doce combinada com um ovo cozido, por exemplo. A maçã representa o alimento com hidratos de carbono simples e que pode ser alternada com outro tipo de fruta mais "prática" como a pêra.

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Foto Nº2: exemplo de um lanche cerca de 30 minutos antes do treino. Antes dum treino é necessário hidratar (daí a presença da água na mesma) e ingerir uma porção de alimentos que contenham os hidratos de carbono simples, como é o caso da banana. Esta fruta também fornece uma boa percentagem de potássio e magnésio que vão dar mais impulso aos nossos músculos, principalmente ao mais importante - o coração. Estes alimentos, quando combinados com alimentos ricos em ácidos gordos essenciais (gordura "da boa"), atrasam um pouco a absorção dós açúcares e promovem a saciedade. Neste exemplo indiquei as nozes, mas podem ser amêndoas ou avelãs ou cajús. Mas atenção: estes alimentos têm de ser consumidos de forma muito moderada, pois podem causar desconforto abdominal durante um treino (no máximo, 5 nozes).

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Fotos Nº3 e 4: um exemplo de lanches imediatamente após o treino. Imagine aqueles treinos em que "dá o litro", que se sente exausto e faminto...está a imaginar? Assim que terminam o treino, é importante fazer 3 coisas: hidratar, dar energia rápida e fornecer proteínas para estimular a recuperação e renovação celular. A água representa a hidratação e não podia falta na lancheira. Uma fonte de energia rápida imediatamente antes do treino e que estimula a reserva de glicogénio é o chocolate negro (20g). Um conselho: mastigue devagar e respire bem. Para começar a estimular a recuperação muscular vamos ingerir uma fonte proteica: nestes exemplos indiquei uma bebida proteica comercial já pronta e muito prática e um iogurte (mais propriamente, leite fermentado). Também podia ser um pouco de queijo ou frango ou presunto.

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Foto Nº5: este é um exemplo para aqueles que, como eu, têm dificuldade em saber o que lhe apetece comer antes ou depois do treino. Neste caso, o pão foi substituído por uma barrita de alfarroba (do Algarve). E tudo isto coube na lancheira.

 

Antes de terminar gostaria de fazer um alerta: estas fotos são apenas exemplos de lanches. Se tiver alguma dificuldade em organizar as suas refeições tendo em conta os seus objectivos e treinos, procure um nutricionista. E experimente a diferença no seu rendimento e na sua saúde em geral.

 

Quero agradecer à colaboração da Joana Malcata pela ideia e da loja Bairro Arte por cedido uma lancheira tão gira e que pode ser uma boa sugestão de prenda de Natal.

 

Boas corridas!

 

  

 

Grande Prémio de Natal – Race Report Anatomia de um RP

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Por Pedro Tomás Luiz:

 

Apesar de correr muito na estrada, a verdade é que faço poucas provas de estrada. Ao longo do ano opto por fazer algumas clássicas como seja a corrida do 25º de Abril, o 1º de Maio ou a corrida dos Sinos. Assim, a última prova de estrada de estrada que tinha feito este ano tinha sido a corrida do 25 de Abril, que decorreu cerca de duas semanas depois do MIUT, o que quer dizer que fui corrê-la ainda muito “estragado”.


Aparte disso o meu recorde dos 10km estava, imagine-se, no BES Run Challenge de Lisboa, realizado no dia 7 de junho de 2014 na qual fiz 45:39 ou seja 4:34 m/km.


Assim à entrada para esta corrida (GP Natal) sabia que para não bater o meu recorde pessoal algo tinha de correr muito, mas mesmo muito mal, até porque sabia quanto é que andava a fazer aos 10km em treinos. A dúvida que tinha era por quanto o iria bater.

 

Atenção, não aqui nenhuma falta de humildade é simplesmente brincar com os números, o anterior recorde era tão “mau” e tinha sido batido há tanto tempo que qualquer coisa que fizesse no domingo ia ser melhor.

 

Como, combinado 10h da manhã lá estava eu no ponto de encontro, para me encontrar com resto da crew. As previsões eram de chuva, mas o São Pedro iria poupar-nos toda a manhã, abrindo apenas a torneira já ao final da tarde.

Sendo uma prova com partida em Entrecampos e chegada nos Restauradores, lá tive de carregar carteira, telemóvel e chave do carro, o que não mata mas mói e acima de tudo é peso extra desnecessário.Já ao pé da crew mais linda do mundo, tirámos umas fotos, brincámos uns com os outros e lá seguimos para o local da partida.

Estando previstos quase 5000 participantes e não havendo “currais” para separar por tempos, lá furei até onde pude, ou seja mais ou menos a meio do maranhal.

 

Tiro de partida e o arranque dá-se devagarinho, muito devagarinho, começo a correr aos zig-zags mas com respeito por não bater em ninguém, mas era desesperante. Por esta altura comecei a fazer contas de cabeça e percebi que ia pagar caro o facto de ter ficado muito para trás.

Decido encostar e fazer o resto da corrida com o Tiago e com o Rui que sei que vinham muito perto. Já junto deles a corrida começa finalmente à abrir um pouco e depois do 1º túnel, engrenei finalmente no ritmo que queria. O relógio tinha marcado o primeiro km em 05:09 m/km. Numa prova de 10km não existe espaço para erros, por isso este primeiro km iria e condicionou toda a prova.

 

Já sem o Tiago e o Rui opto pela estratégia mais simples apertar o máximo até ao Saldanha (+/- 8 km) e depois apertar ainda mais um bocadinho, já que os 2km finais eram a descer.

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E assim foi... focado e com o sabor do sangue a correr na boca foi dar o que tinha e o que tinha deu para um 42:09 ou seja uma média de 4:13 m/km. É um resultado jeitoso, porque há pessoas a correr brutalmente, não falo dos profissionais, falo de amadores com o dobro da minha idade que me deram um bigode daqueles.

Chegado à meta, foi bater palmas a todos os quantos vinham na corrida e esperar por todos os membros da Crew… ser crew é isso apoiar até ao fim cada um de nós!

 

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 PS: Competir em provas de estrada é muito dificil, o sofrimento é atroz, muito mais do que num ultratrail. Correr redline não é para todos, por isso acho fascinante ver um atleta fazer 29m ou seja 2:55 m/km!!! impressionante!

Dicas para presentes de Natal para quem corre nos trilhos - para elas!

Por Bo Irik:

 

Na sequência das sugestões para as prendas deste Natal, dedicado aos homens que correm nos trilhos, mulheres na estrada e homens na estrada, é agora a vez de olhar para as dicas para as mulheres dos trilhos. Tal como o João e o Filipe, muitas das sugestões foram testadas pessoalmente por nós e fazem parte do nosso equipamento favorito, outras, continuam na nossa wishlist...

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1. Bandana Corrida Kalenji

PVP 4,95€. Também sofres de orelhas frias no inverno? Esta bandana foi concebida para manter a cabeça quente com o tempo frio e para prender os cabelos. E claro, fica bem ;) Aqui.

 

2. Relógio Suunto AMBIT 3 Sport White

PVP 319,90€. Auch, este PVP dói! Mas o relógio promete! Para aqueles que anda, a testar os seus limites no trilho, na bicicleta ou na água, relógio Suunto Ambit3 Sport GPS é a ferramenta inestimável de treino para se tornarem o melhor que podem ser. É uma excelente ferramenta para acompanhar e analisar o desempenho para o progresso. O relógio permite conectar sem fios para seu iPhone e usar a app Suunto Movescount para ajustar o relógio em movimento e visualmente enriquecer, reviver e compartilhar sua experiência para fazer valer cada movimento. Aqui.

 

3. Lanterna de corrida Run Light Kalenji

PVP 29,95€. Não gostas do peso dos frontais na cabeça? Então esta lanterna é para ti. A Run Light ilumina perfeitamente 20 metros à frente do praticante para que este veja onde coloca os pés e possa evitar eventuais obstáculos que possam impedir a corrida. Aqui.

 

4. Mochila Raidlight Gilet Responsiv

PVP 135€. Para mim, esta é A mochila de trail. Foi a primeira vez que senti um ajuste ótimo ao corpo. Para além disso, a mochila é super leve e simples. Vejam a preview do Tiago! Aqui.

 

5. Salomon Agile Skort

PVP 49,99€. O Skort é uma fusão entre Skirt (saia) e Short (calção). Esta saia-calção de corrida para mulher da Salomon oferece uma maior liberdade de movimentos graças aos seus suaves calções interiores e o seu leve tecido exterior. A sua cintura elástica, oferece uma versatilidade extra. Aqui.

 

6. Salomon Agile Jacket

PVP 79,88€. A marca rainha do trail continua na minha wishlist. O casaco Agile é muito leve e compactável, com ventilação nos ombros e nas costas, bolsos para as mãos e tratamento refletor 360°. Ideal para clima fresco ou corridas de noite. Aqui.

 

7. Sapatilhas All Out Terra Trail

PVP 114,90€. São as sapatilhas de trail preferidas do Nuno Malcata e minhas também. É preciso dizer mais? :) Aqui.

 

8. Perneiras de Compressão Compressport

PVP 34,90€. O têxtil de compressão tem vindo a ganhar muitos simpatizantes nos últimos 2/3 anos entre os praticantes de corrida, seja de estrada ou de trail. A marca Compressport é líder neste tipo de material. As suas perneiras fornecem uma excelente compressão e são bastante confortáveis. Estas perneiras minimizam os impactos da corrida nos músculos durante o treino e ajudam na recuperação no pós treino. Recomendo que vejam as campanhas de Natal que a marca tem vindo a fazer! Aqui.

 

Boas compras e boas corridas! ;) Ah, e Boas Festas!

Dicas para presentes de Natal para quem corre na estrada - para eles!

Por Filipe Gil 

 

E esta é a minha sugestão para presentes de Natal para os corredores de estrada. Corredores mais minimalistas, que preferem estar com menos roupa, mas não descuram o estilo e a conjugação de cores e o conforto. 

 

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1 - Tshirt Adidas - Adidas Supernova Tee. Preço: 45€.

Tudo isto é uma escolha pessoal, como já perceberam. E com esta escolha estive importado sobretudo com a inovação, com o design e que peças pediria ao "Pai Natal". Começando com esta t-shirt da Adidas. A cor é fantástica para outono, inverno, e depois, apesar de ser de corrida, não tem aquele ar "brilhante" que a maioria das dry fit tem. Parece que estamos com uma tshirt de algodão. Mais giro, acho impossivel. E sim, tem mangas curtas. Quando se corre o frio desaparece, pelo menos comigo. 

 

2- Colete para o frio da Nike. Nike Aeroflot. Preço: 150€.

E por falar em giro, este colete é fantástico. É caro. Ponto. Mas tem a garantia de qualidade da Nike e não deixa ninguém indiferente - os mais tímidos têm outras opções de cor, mas mais aborrecidas. Escolhi este modelo porque não gosto muito de me sentir encasacado enquanto corro. Assim ficamos mais libertos e mesmo com tshirt de mangas curtas, como a que vos proponho em cima, fica muito bem. E é mesmo leve.

 

3- Calções New Balance. Accelerate 5 inch Short. Preço: 25€.

São calções, leves, giros e monotonos, mas não queria que vocês ficassem parecidos com semáforos de trânsito, assim com um calção preto eu nunca me comprometo. Pessoalmente gosto de calções curtinhos - atenção, não fica bem a toda a gente - mas no inverno sou mais conservador, e tenho mais frio. Claro que há outras opções no mercado mais baratas, mas não tem o estilo de uns da New Balance, pois não? 

 

4 - Cinto para smartphone da Decathlon. Preço: 7,95€.

Irrita-me bolsas para correr em estrada. Irritam-me os smartphones bands que colocamos no braço. Irrita-me correr irritado. Mas como não prescindo do meu telemóvel quando vou correr - não para ouvir música, mas para salvaguardar alguma urgência - tenho que levar algo comingo. Assim, até saber da existência deste tipo de bolsa olhava-as com desconfiança, hoje em dia não saio de casa sem ela. E até me acalma a irritação, porque nem a sinto a dita bolsa, a não ser quando o smartphone vibra..., o que me irrita especialmente quando corro.

 

5- Sapatilhas de corrida em estrada Puma. Ignite ProKnit. Preço: 140€.

Tenho que confessar que estas ainda não experimentei este modelo. Já experimentei os Ignite da Puma e em termos de sola é igual. E já aqui no blogue expliquei que gosto muito deles. Mas já experimentei o  conceito "Knit" noutras marcas e sou fã assumido. Mesmo para o inverno. Por isso, aconselho estes que eram aqueles que compraria já de seguida. E são giros que se fartam. 

 

6- Meias Stance. Pace OTC. Preço: 36 dólares. + portes (apenas disponível por e-commerce).

Esta é para os geeks da corrida. Não somos todos assim, apenas alguns, mas que existem...existem. Ora, para acentuar mais o "coolness" na corrida aqui está um modelo de uma marca que não existe em Portugal. Fisicamente, claro, porque hoje o retalho tem a sua vertente online que nos dá a oportunidade de comprar coisas que apenas existem noutros países e noutros continentes. O pior é o preço. Sim, 36 dólares, mais ou menos 36 euros + portes de envio é exagerado. Mas garantem a exclusividade das meias mais "cool" do momento. Valerá a pena? Cabe a cada um decidir. Aqui no Correr na Cidade gostamos de vos mostrar coisas exclusivas e pouco faladas. Vós (e nós)  merecemos, não?

 

Boas Festas. 

Race Report: GP Natal!

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Por Filipe Gil:

 

Um aviso aos leitores – devo-lhes isso- se pensam que vão ler um trecho de texto inspirador, cheio de aventura de feitos e de glória, estão errados. Esta é um post simplista da minha race report da corrida do Grande Prémio do Natal. A primeira corrida que fiz sem dores desde março. Exato, nove meses disto. Um inferno.

E se tivesse que escolher uma palavra para classificar o meu sentimento até ao final da prova, só há uma: Medo!

 

A partir do quilómetro 5 comecei com medo de voltar a ter dores no joelho. O mesmo se passou nos quilómetros seguintes até pisar a linha da meta. Mesmo nestes últimos metros, na descida da Avenida da Liberdade, estava hiper atento a ver se me doía qualquer coisa. Tive uma leve impressão ,que me vinha a acompanhar desde o Marquês de Pombal, e stressei um pouco. Mas era, e agora, várias horas depois da corrida, tenho a certeza: apenas medo!

 

Falando da prova em si, deixou-me feliz. Não só porque voltei a correr sem dores – já o tinha dito quando fiz a Corrida do Sporting, mas tal não foi verdade. Nessa corrida do clube de Alvalade, a cada descida ou subida nos túneis da Avenida da República sentia o tendão do joelho a puxar. Não era dor, mas uma impressão. No GP do Natal não senti nada.

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Agora sim, a prova. Irrepreensível. Tudo bem marcado, quilómetros, portais de passagem e até a inovadora solução (pelo menos para mim), de um saco gigante para acertarmos em andamento com as garrafas de água que já não queremos usar mais. Este GP do Natal, organizado pelo Maratona Clube de Portugal – em conjunto com a TVI e a EDP, tem tudo para se tornar, a par da São Silvestre de Lisboa e do Meo Urban Trail numa das melhores provas de 10Km organizadas em plena capital portuguesa. Todos, na crew, ficamos com a sensação que iremos voltar à mesma prova em 2016. 

 

Voltando à minha prova. Arranquei bem, mas ao 3º quilómetro o meu corpo relembrou que, sem treino, sem sacrifício, sem fechar a boca – coisa que raramente faço nesta altura do ano - as coisas ficam muito mais difíceis. É isso que aprecio na corrida, é algo honesto, não dá para mentir. O certo é que tenho treinado muito pouco, raramente não páro a meio do treino, ora para beber água, ora para fazer uma "festa" ao joelho. Ora tudo isto, e o tal medo que já aqui falei foram suficientes para me tirar a vontade de apertar um pouco com a corrida . E também uma valente tosse que se apaixonou por mim nos últimos dias e que me faz tossir como quem ladra. Mas, mais uma vez, estivesse eu em forma, e a tosse era um pormenor.

 

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Assim, por muita vontade que tivesses em correr forte, tanto o Pedro Luiz, o Tiago Portugal, o Rui Pinto e o Nuno Espadinha, zarparam para longe de mim, como era de esperar. O Tiago ainda veio aqui e ali dar-me apoio, mas insisti para seguir à frente e não estragar a sua corrida.

 

É mesmo estranha esta sensação de (ainda) debilidade. Recordo-me de, em janeiro passado, me sentir quase invencível. Acordava aos domingos às 7:30 da manhã e ia correr três horas para Monsanto, à chuva, ao frio e ao vento. Não me constipava, dormia bem, sem problemas respiratórios, sentia-me magro e forte, quase como se tivesse 30 e poucos anos. Passado quase um ano, sinto-me "quarentão",lento, mais gordo e pesado e com medo das lesões. Está, verdadeiramente, na hora de volta à boa forma.

 

Mas este GP do Natal foi mais importante que isso tudo. Não só porque voltei a fazer uma prova em conjunto com a minha mulher  e corri ao lado (atrás e à frente) da minha crew. E voltei a sentir-me saudável. Feliz. Sem dores. Parece que é desta que a "coisa" entra nos eixos. Mal cheguei a casa e banho tomado, fiz 30 minutos de alongamentos específicos e, passadas umas horas, não há sinal de dor. 

 

Aqui uma nota de agradecimento. Encontrei algumas caras conhecidas que me perguntaram pelo joelho. Como sou péssimo na relação cara/nome os meus agradecimentos a eles todos. E foi com conversa de lesionado que acabei o meu 1º GP do Natal ao lado do David Silva, elemento do Correr Lisboa. Falamos dos nossos joelhos mancos, e da paciência que é necessário para este tipo de lesão e da certeza que em breve, noutras provas, estaremos a competir para outros tempos. 

 

E pronto. Acabou. Foi uma corrida feita com medo, em que não quis “puxar” porque...sinceramente não conseguia mais. Mas fiquei com o sentimento que, com calma, parece-me que as coisas se estão a compor e que em breve posso voltar aos meus 50/51 minutos aos 10km. O que para mim é Top! Acabei a prova feliz. Tanto, que mal tive um tempo voltei ao computador para vos escrever este post. Já não me lembro da última vez que escrevi sobre corrida com um sorriso nos lábios.

 

Boas corridas.

 

 

 

Race Report: Trilhos do Javali

Por Ana Sofia Guerra:

 

No passado dia 12 de Dezembro, Sábado, realizou-se uma das provas de trail que me deu mais gozo de fazer – Trilhos do Javali.

 

Tal como referi no post de apresentação da prova, este evento realizou-se em parceria com a AMCF (Associação de Moradores do Casal das Figueiras – Arrábida Trail Team) e pela Associação de Atletismo Lebres do Sado. E foi o espírito desta parceria que mais se notou nesta prova. Tive a noção que tudo tinha sido feito com paixão pelo trail: desde a escolha dos trilhos, às modestas mas funcionais instalações da Associação, o apoio dado pelo Staff ao longo da prova e pelo facto de ter encontrado alguns nomes importantes do trail running nacional.

 

Mas vou começar pelo início: a partida! Na semana passada tinha ficado combinado que a Bo Irik ia fazer esta prova comigo, não só para puxar por mim como para recuperar a sua condição física. E eu estava deliciada com a ideia. As provas na companhia da Bo são sempre divertidas e cheias de aventura. E esta não fugiu à regra.

 

Ao contrário do que normalmente acontece, não estava nervosa na partida, sabia que tinha treinado pouco e não estava com a forma física de Novembro do ano passado quando foi a prova Arrábida Ultra Trail onde fiz o meu melhor tempo em 15K em trail (2h14). O objectivo não era quebrar este tempo, mas sim dar o meu melhor. E dei!

Lá fomos nós as duas a subir em direcção à serra, com a Bo sempre a puxar por quem estava com mais dificuldades e que acabavam por retribuir este gesto com um sorriso.

Íamos super contentes com a prova, com trilhos para todos os gostos e com um Sol e calor atípicos para esta altura do ano. E eis que, algures pelo 5K e num “single track”, deixo de ver a Bo que ia à minha frente e vejo uns pés no ar. Um par de metros mais à frente avisto-a agarrada ao joelho a pensar que tinha partido alguma coisa, mas tudo não passou de um susto e aquilo até nos deu mais “pica” para correr aqueles trilhos a descer a toda a velocidade (minha velocidade, entenda-se). E é isso que consigo fazer bem em provas de trail, descer. Era aí onde ganhava algum tempo.

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No 7K ouvimos a voz do Stefan Pequito, mesmo antes de o ver, e foi uma festa. É sempre bom vermos companheiros de luta, principalmente quando estão como voluntários a dar apoio aos corredores. Eles sabem o quanto esse apoio é importante. Depois da foto, beijinhos e abraços lá seguimos nós sempre divertidas e sorridentes.

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Passo pelo abastecimento o mais rápido que pude, onde gastei cerca de 1 min para beber água fresca e lá fomos nós. E foi nos últimos 5K que senti esse grande apoio do Staff. Tivemos direito a palmas antes duma subida íngreme, fotos fantásticas e, nos últimos 2K aparece a "cereja no topo do bolo" – o apoio do Stefan e do Lino Abel Luz.

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E foi aqui que me esforcei mesmo muito: as minhas pernas não estavam a contrair como deve ser e estava mesmo cansada. Mas a cabeça só me dizia “vamos lá, tu consegues!”. Não é todos os dias que chegamos à meta escoltadas por 2 grandes atletas e com o mesmo sorriso desde o início. Fiz 2h29, mas pouco importa. Para mim é a aventura que conta, não a medalha!

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Em relação a críticas à prova, não tenho nada a dizer. Para um primeiro evento de trail desta organização, com inscrições esgotadas mais de um mês antes, com um notável esforço para que tudo corresse bem e com um Sol maravilhoso que irradiou este dia, dou nota muito positiva! Acredito que o orçamento que tinham disponível não permitia grandes manobras e, mesmo assim, tiveram a ideia de apoiar uma causa social duma instituição. Espero que para o ano tenham a coragem e a audácia de fazer um evento semelhante. E mal posso esperar por esse dia!

 

E agora vou aos agradecimentos: a toda a crew que esteve presente na prova e cujas palmas na meta nos dão mais motivos para continuar a correr, mesmo já tendo terminado a prova; e à Bo Irik, uma mulher cheia de garra, divertida e que nunca me deixou quebrar! Obrigada, Bo!  

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Dicas para presentes de Natal para quem corre na estrada - para elas!

Por Bo Irik:

 

Ontem o João Gonçalves partilhou connosco as suas sugestões para a tua lista de prendas deste Natal, dedicado aos homens que correm nos trilhos. Hoje é a minha vez e dedico estas sugestões às mulheres da estrada. Tal como o João, muitas das dicas foram testadas pessoalmente por nós e fazem parte do nosso equipamento favorito, outras, continuam na nossa wishlist ;)

 

 

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1. Puma Pure NightCat

PVP 79,99€. Tenho dois corta-ventos da Puma e adoro. Este corta-vento Pure NightCat é o desta época e foi concebido para o treino intensivo e une tecnicidade, conforto e leveza. Esta peça feminina conta com a ergonomia perfeita e a suavidade própria do Poliéster. Aqui.

 

2. Relógio e cinta GPS GARMIN FORERUNNER 220 

PVP 199,95€. Este continua um sonho… Para muitos corredores, imagino! O Forerunner 220 incentiva o corredor como um coach desportivo e dá conselhos preciosos ainda mais precisos para os treinos. Até pode receber incentivos dos seus amigos. Aqui.

 

3. Corsários de Corrida Adidas para Mulher

PVP 41,99€. Quem não gosta do design desta grande marca alemã? Estes corsários para além de muito fashion, contam com tecnologia Climalite, que expulsa o suor mantendo o corpo seco e confortável. Aqui.

 

4. Camisola de manga comprida de corrida bodyskin Kalenji

PVP 19,95€. Este não quero para mim, pois não costumo ter frio enquanto corro mas vem ai o inverno e recomendo esta camisola para as minhas amigas mais friorentas. Promete mais conforto, mais sensações, um efeito «segunda pele» para maior calor e respirabilidade! Aqui.

 

5. Meias Injinji Pink

PVP 15,95€.  Pessoalmente ainda não tive a oportunidade de experimentar estas meias com dedos mas que já o fez rende-se completamente! Aqui.

 

6. Cinto Lurbel Loop

PVP 23€. Este cinto de hidratação com porta-dorsal minimalista foi testado pela Joana. Ela é fã. É  muito confortável e ajustável e tem muitas bolsinhas diferentes. Aqui.

 

7. Top Corrida Cardio Mulher Kalenji

PVP 14,95€. Detesto cintos cardio porque me caem e apertam. Encontrar um top confortável também é um desafio. Este top da Kalenji promete acabar com estes dois desafios. Promete acabar com as irritações, graças aos sensores cardio integrados no elástico inferior e às copas sem costuras. Atenção, o transmissor de encaixe e o relógio são vendidos em separado. Aqui.

 

8. Sapatilhas Brooks Women’s GLYCERIN 13

É uma marca que já me tem vindo a despertar a curiosidade há algum tempo. Estes Glycerin estão extremamente bem classificados no blog de reviews de sapatilhas Run Repeat. Prometem o equilíbrio perfeito entre conforto, estabilidade e amortecimento. Será que são mesmo assim tão boas? Aqui.

 

Boas compras ;) Em breve, seguem as minhas sugestões para as mulheres dos trilhos ;)

Dicas para presentes de Natal para quem corre nos trilhos - para eles!

Por João Gonçalves:

 

Ouvimos dizer que o Pai Natal este ano não vem de trenó, vem de sapatinhas de trail nos pés, mochila de hidratação às costas e mesmo o habitual gorro vermelho de bola branca e felpuda foi a trocado por um buff daqueles mais quentes....Hummm.... Se calhar não!!!

Mas isso não quer dizer que tu não andes bem equipado, aqui ficam algumas sugestões para a tua lista de prendas deste Natal, muitas delas testadas pessoalmente por mim e que fazem parte do meu equipamento favorito, outras,  por outro lado fazem parte também da minha wishlist.

 

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1. Óculos Hawkers - PVP 20€ - Este estilo de óculos, mais casual e divertidos são bastante usados por trail runners nos Estados Unidos, por cá também já começam a ver com mais regularidade nos trilhos - e nós na Crew fomos fãs, lentes azuis, laranja, espelhados ou não, são leves resistentes e não muito caros, para além de cumprirem muito bem a sua função de ajudar a uma melhor visão do terreno, em dias mais luminosos e protegerem os olhos na passagem por ramos e arbustos mais altos... e sim mandam um grande cenário. Aqui.

2. Fita Cabeça - Buff - PVP 13,50€ - Não há muito a escrever sobre buffs, não há ninguém no mundo do trail que não tenha pelo menos um, geralmente são mais vistos em formato tubular, mas existem em muitos outros formatos, desta forma aconselhamos este, em formato de fita larga, mais leve e menos quente. Aqui.

3. Headphones - Yurbuds Inspire 100 - PVP 15€ - Se és daqueles que não prescinde de andar com a tua playlist favorita atrás e de cantarolar pelos trilhos, tens de mesmo de usar uns destes. Os Yurbuds tem um sistema de "tranca" no ouvido que por muito que saltes, pules, corras, eles nunca vão sair dos ouvidos, para além de terem um excelente som, não inibem o som ambiente para que não percas a precessão do que te rodeia. Aqui.

4. Jersey  Waa Ultra Carrier Shirt - PVP 80€ -  Sim sei que vão dizer que o preço deste jersey é exagerado, em parte concordo, mas não é simples jersey, é praticamente uma mochila integrada numa tshirt, dois bolsos à frente e três a parte traseira, consegues transportar a tua nutrição, telemóvel, manta de sobrevivência sem nenhum problema e mesmo colocar um bidon de hidratação nos bolsos travesseiros sem que isso incomode a corrida - sim, acreditem que já experimentamos com o bidon de 0,5l e funciona - segundo a marca este jersey substitui uma mochila de hidratação para provas até 5 horas - talvez para um corredor de topo sim, mas acreditem que mesmo para um amador, não deve andar muito longe. Os materiais usados são da melhor qualidade, muito leve e transpirável e tem um fecho a toda a sua altura ideal para aqueles dias em que estamos a sufocar. Sim não é barata, mas vá lá... é Natal. Aqui.

5. Calções Berg D+ Short - PVP 35€ em Outlet - Não há muito a dizer, o Carlos Sá usa estes calções, são excelentes para provas e treinos mais duros, muito confortáveis, muito resistentes e ainda possuem um bolso de fecho da parte traseira ideal para levar chaves ou alguma nutrição mais pequena. São calções do tipo 2 em 1, pois possuem uma compressão leve e confortável no seu interior que minimiza os impactos da corrida nos músculos superiores das pernas. Pessoalmente são os meus calções favoritos. Aqui.

6. Meias Injinji TRAIL 2.0 Midweight Mini-Crew - PVP 17,50€ - Ainda não são muito usuais nos pés dos trails runners Portugueses, mas começam finalmente a ganhar seu espaço entre nós. Adeus bolhas, são umas luvas nos dedos dos pés que impedem a fricção entre os dedos. Top. Aqui.

7. Salomon Park Hidro Handset - PVP 35€ - Estás farto daquele cinto de hidratação que teima em saltar à volta da cintura, esses dias acabaram, leva confortavelmente um flask de 0,5l agarrado à tua mão, sem que este de impeça de agarrares vegetação, ramos que te apareçam no caminho ou outros objectos com a mesma mão devido à flexibilidade deste tipo de bidon e ainda transportar chaves ou um gel num pequeno bolso. Perfeito para provas pequenas ou treinos. Aqui.

8. Relógio Gps a-rival Spoq - PVP 99€ - Acho que neste ponto é consensual entre todos, um relógio GPS que cumpre o que pedido a um preço imbatível e já com banda cardíaca. Aqui.

9. Frontal Black Diamond SPOT - PVP 39€ - Quem nunca experimentou correr no meio da floresta à noite está a perder uma experiência incrível, todo o cenário muda, sons, cheiros e sombras, mas é necessário ver bem onde colocamos os pés e para isso é necessário levar uma boa iluminação, por isso aconselhamos o SPOT, um frontal de 130 Lumens, embora não seja dos mais forte e melhores do mercado tem um PVP bastante interessante para a iluminação de produz. Aqui.

 

10. Sapatilhas Brooks Cascadia 11 - PVP 120€ - Ui que marca é esta? Sim a Brooks ainda não é muito vista por cá, mas acreditamos que pela sua qualidade vai chegar para ficar - actualmente só a encontram no El Corte Ingês - as Cascadia é o modelo de trail por excelência da Brooks e são muitos usadas pelos melhores corredores de trail a nível mundial, actualmente na sua versão 11 - acabadas de ser lançadas - desta forma são umas sapatilhas já bastante maduras em termos de evolução e dispõem das melhores tecnologias do mercado. Caso queiram um modelo mais em conta ou um modelo para treino ou iniciação aconselhamos os Kalenji Kiprun Trail XT5, umas excelentes sapatilhas a um preço convidativo. Aqui.

 

11. Impermeável Salomon Bonati WP - PVP 130€ - É tão bom correr à chuva, mas ninguém gosta de ficar encharcado, existe uma grande diferença entre corta ventos e impermeáveis, basta ter atenção apenas ao nome dos dois e mesmo dentro dos impermeáveis a diferença também é grande, daí ser um dos artigos mais caros de um corredor, mas com este Bonati é garantido que ficas seco, tanto pela chuva que não entra, tanto pela respirabilidade do mesmo que impede que a transpiração se acumule no seu interior, leve, respirável, totalmente impermeável, fechos vulcanizados e com um bolso que permite transportar objectos, mesmo electrónicos com grande segurança. Aqui.

 

12. Perneiras Lurbel Ultra - PVP 25€ - Não à muito a dizer sobre a utilização de perneiras, pessoalmente uso-as no pós-prova ou pós-treino para recuperação. Confesso que adoro o textil da Lurbel, muito confortável devido à qualidade dos materiais usados por esta casa, estas Ultra exercem uma compressão uniforme exercendo um bom suporte ao muscular. Aqui.

7 perguntas à...New Balance

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 Por Tiago Portugal e Filipe Gil

 

Depois da visão da Brooks sobre o setor da corrida em Portugal publicamos uma entrevista da New Balance para que fiquem a conhecer um pouco melhor esta marca norte-americana e de forma atua no mercado.

  

Entrevista a Fran España, Performance Merchandise Manager :

 

Como analisam o setor da corrida em Portugal?
A corrida é um setor em grande crescimento em parte devido à conscientização da necessidade de praticar desporto e levar uma vida saudável.

 

A corrida é uma moda? Vai desvanecer ou veio para ficar?
Não penso que a corrida seja uma moda passageira, mas agora as pessoas ficaram talvez um pouco mais viciadas/apaixonadas por este desporto e nesse sentido a corrida é algo que irá perdurar ao longo do tempo. Também é um desporto divertido e fácil que todos podem adaptar sem problemas ao seu nível e ritmo de vida.

 

Qual a vossa sapatilha de corrida com mais sucesso entre os portugueses?
Em Portugal os nossos modelos mais vendidos são os já míticos 1080 e 880, uns modelos que não param de renovar-se, a gama Fresh Foam pela sua comodidade e desenho inovador assim como a recente gama Vazee.

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Que novidades vão ter para os corredores nas próximas coleções?
Para a próxima coleção iremos continuar a renovar os modelos já estabelecidos e fortalecer e desenvolver toda a gama Vazee e Fresh Foam.

 

Em Portugal vende-se vestuário para corrida ou os portugueses apostam mais nas marcas apenas nas sapatilhas? 
Para a New Balance o têxtil também é importante. O nosso vestuário destaca-se pelo seu rendimento e boa relação qualidade-preço.

 

Como marca, que outras áreas/desportos estão a apostar para conquistar os corredores?
Dentro do setor especifico da corrida e de forma diferenciadora estão sobretudo todo o nosso calçado de trail, que esta a ter muito sucesso e uma evolução constante, a acompanhar o crescimento desta modalidade específica, de forma a ir ao encontro do corredor que procura algo diferente. Mas também estamos empenhados noutros campos específicos tais como desportos de equipa, futebol, ténis ou fitness, para cobrir as necessidades de quem não prática só corrida.

 

De que forma as marcas podem intervir e contribuir para que os jovens se tornem menos sedentários? 
Sem dúvida que a melhor forma de intervir é promovendo estilos de vida ativos. A partir do produto e do marketing de forma a fazer publicidade ao “saudável” e “atrativo” por forma a promover e estimular atividades e eventos desportivos. Inclusivamente a partir da New Balance efetuamos treinos e exercícios de teste aos nossos produtos donde além de dar a conhecer as nossas gamas são promovidos estilos de vidas saudáveis. Acho que atualmente temos a sorte, mas não nos devemos relaxar, da sociedade encarar o desposto como algo implícito a um estilo de vida saudável.

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Boas corridas!

 

Race Report: Testar a forma nos 10Km da Meia Maratona dos Descobrimentos

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Por Nuno Malcata

 

A Meia Maratona dos Descobrimentos é desde a sua 1ª edição, há 2 anos, uma das minhas provas preferidas em território nacional.

 

Nesta 3ª edição não participei na prova principal, mas nos 10Km, já vos explico porquê.

 

Tenho muito boas memórias das duas edições anteriores, por razões completamente distintas.

 

Na 1ª edição da Maratona dos Descobrimentos em 2013  estava em plena fase de preparação para a minha primeira maratona. Integrado no grupo de treino do GFD Running o foco em treino de corrida de estrada era enorme e a aprendizagem e evolução que tive permitiu-me há 2 anos ter com uma diferença de 1 mês as minhas duas melhores marcas em Meias Maratonas (1h54m e 1h52m) e nos 10Km (48m49s).

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Um ano depois a prespetiva com que encarei a Meia Maratona dos Descobrimentos era bem diferente. Após a Maratona de Sevilha de 2014, com a Crew do Correr na Cidade descobri a corrida nos trilhos e o foco mudou da estrada para o Trail. Se durante 2014 melhorei a minha resistência para a dureza dos trilhos, perdi alguma paciência e consistencia necessárias para a corrida em estrada.

 

Assim, encarei a Meia dos Descobrimentos de 2014 como uma prova descontraida com a Crew e para fazer a "rolar" e terminar em cerca de 2h. As previsões sairam furadas, se nos primeiros 10Km ainda mantive o ritmo certinho, dos 10 aos 15Km fui perdendo gás e paciência para aguentar o ritmo que ia a tentar impor e aos 15Km, saturado, abrandei até um ritmo confortável. Se terminei a prova alguns minutos acima das 2h e bem longe do tempo de 2013, nada disso me incomodou porque ainda ajudei quem fazia a sua estreia e a boa disposição imperou.

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Se em 2014 ainda participei em algumas provas de estrada, em 2015 estas resumiram-se à Maratona de SevilhaMeia Maratona do Douro VinhateiroMarginal à Noite e Corrida do Tejo. Depois da paragem forçada, desde há 3 meses tenho feito treino base no sentido de melhorar a forma para voltar aos trilhos, e não tinha qualquer plano para realizar provas de estrada. Assim a Meia Maratona dos Descobrimentos estava fora dos planos.

 

Recentemente, num dos treinos semanais, realizei um conjunto de séries em pista onde fiquei surpreendido com os tempos e maneira como me senti. Nesse mesmo dia um dos elementos da Crew que iria participar nos 10Km da Meia Maratona dos Descobrimentos indicou que não estava em condições de participar e decidi nesse momento testar como estava a minha forma nesta distância.

 

E é deste modo que chego a este domingo, com alguma expetativa, mas sem saber muito bem o que esperar de mim próprio. Decidi fazer a corrida como faço os treinos mais rápidos, um bom aquecimento, e fazer os 10Km evoluindo aos poucos a frequência cardiaca sem olhar muito ao tempo por km.

 

Saí de casa a correr até Belem, o que deu em asneira, achava que demorava cerca de 10 a 15 minutos, e cerca de 2km tranquilos, mas calculei mal a distância e fiz quase 4Km para chegar junto da partida. Mas cheguei quentinho, bem quentinho e a 2 minutos do inicio da prova. Ainda deu para encontrar a Bo e a Ana, desejar boa sorte e arrancar.

 

O início desta prova é algo confuso, entre a partida e os Jerónimos o piso é algo incerto e com as obras no local a situação piorou. Fiz os primeiros 500m cheio de cautela para não cair nem torcer os pés, até estabilizar tanto o piso como o batimento cardiaco. A partir daí até voltar a passar pelo local da partida foram cerca de 4Km, a um ritmo solto mas muito confortável, deu para cumprimentar vários amigos e trocar algumas impressões com outros participantes.

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Aos 4Km aumentei o ritmo, começei a fazer cada km um pouco abaixo dos 5 minutos e começei a pensar "Será que dá para menos de 50 minutos?" O aumento do ritmo não trouxe muito desconforto, continuei solto e a gerir a energia disponível. A prova dos 10Km teve um único abastecimento de água aos 6km, que penso ser suficiente para uma prova desta distância. Aos 8Km decidi imprimir de novo um ritmo mais elevado. Forçei e sorri quando vi ao km 9 que tinha feito o último km a 4m42s. Se para muitos atletas este tempo é um mero "rolar" em dia de descanso, para mim é motivo para sorrir.

 

O último km de qualquer prova é sempre diferente de todos os outros, seja que prova for, e nesta prova não seria excepção. Toca a acelarar e acabar a prova tirando o melhor que podia dar. Não sabia a quanto andava o coração, ia lá em cima, não sabia a que velocidade ia, mas sentia-me rápido, só queria ver a meta, passar a mesma e sorrir, é das melhores sensações que conheço, seja a fazer 10 ou 50Km.

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Na reta da meta olho para o relógio oficial e estava a passar dos 49 para os 50 minutos, pensei "Raios, não dá para sub50". Sprintei e 6 segundos depois cortei a meta, sorri, primeiro que tudo, e desliguei o relógio, iniciado pouco antes de começar a correr, dizia 49m36s, sorri ainda mais, afinal tinha conseguido, tinha esquecido que entre a partida e começar a correr tinha passado cerca de 1 minuto.

 

 

Corrida terminada, a organização deu uma medalha de participação e um saquinho com água, bebida isotónica e maçã, tudo ideal para repor nutrientes após esforço.

 

Juntei-me ao João Gonçalves para assistir à chegada dos restantes elementos da Crew e dar força a quem chegava ao final dos 10Km e da Meia Maratona.

 

É bom ver tantas caras conhecidadas destas lides, ver sorrisos a aparecer do esforço quando puxamos por quem vai num último esforço a terminar as suas provas, são estes momentos que tanto me dizem, quase tanto como participar e sorrir sempre em cada meta, muito.

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Em jeito de conclusão, apesar de em algumas provas ser crítico da Xistarca na organização das mesmas, há que salientar o bom trabalho desta entidade na organização da Meia Maratona dos Descobrimentos. Da minha parte, se 2 anos depois voltei a fazer uma corrida de 10km abaixo dos 50 minutos, já penso voltar no próximo ano para lutar por um PR na distância da Meia Maratona. Até 2016!