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Correr na Cidade

Treino Pisco da Matinha

22.11.15 | Nuno Malcata

20151122_095950686_iOS.jpg Por Nuno Malcata

 

Realizou-se hoje o treino Pisco da Matinha, um treino da iniciativa do Miguel Pinho, que nos convidou a conhecer a Matinha de Queluz, o seu "quintal", e guiou um simpático grupo de cerca de 40 elementos de várias idades pelos trilhos encantados deste recanto quase desconhecido tão perto de Lisboa.

 

O ponto de encontro foi no Palácio nacional de Queluz onde o Miguel Pinho fez um pequeno breefing acerca da Matinha de Queluz.

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A matinha é fechada e ideal para treinos iniciais em trilhos, com percurso de cerca de 2km que dá a volta a toda a área da Matinha, e com vários percursos interiores.

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Paragem a meio do percurso para reunir o grupo, tirar a foto de familia, e conviver um pouco.

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A boa disposição foi permanente, e tivemos participantes de todas as idades.

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Num dia de recuperação dos treinos mais exigente da semana, foi uma fantástica oportunidade de desfrutar tanto da boa companhia de todos como do local fantástico que é a Matinha de Queluz.

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Um obrigado especial ao Miguel Pinho pela iniciativa.

 

Se quiserem ver as restantes fotografias do treino estão no album "Pisco da Matinha" no Facebook do Correr na Cidade.

 

Até ao próximo treino!

ASICS Metarun

21.11.15 | Tiago Portugal

 

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 Por Tiago Portugal

 

17 de novembro 2015, data em que a ASICS apresentou o seu novo conceito de sapatilha de corrida, os MetaRun. Três anos de desenvolvimento culminaram numa sapatilha que a marca define como "a melhor sapatilha do mundo", rivalizando com modelos de outras marcas que pretendem ocupar o mesmo lugar. 

 

Os MetaRun apresentam 5 novas e avançadas tecnologias da ASICS que certamente veremos nos futuros modelos da marca japonesa. Esta sapatilha marca um ponto de viragem, com inovações tecnológicas em todas as áreas. 

 

  • FlyteFoam: novidade patenteada. É a entressola mais leve e mais resistente de sempre para oferecer um amortecimento de alto nível. O resultado: reduzir a fadiga do próprio material devido à sua estrutura reforçada com fibras orgânicas;

 

  • AdaptTruss: novo e revolucionário sistema de estabilidade dinâmico adaptável às exigências de cada corredor;

 

  • Sloped DUOMAX: Entressola de dupla densidade que se ajusta suavemente ao movimento dinâmico;

 

  • Cabedal optimizado: apresenta a Jacquard Mesh de camada única e encaixe perfeito, além de um contraforte externo no calcanhar com o exoesqueleto MetaClutch e espuma integrada com memória;

 

  • X-GEL: a nova fórmula híbrida do GEL, uma melhoria do sistema de amortecimento característico da ASICS, estrategicamente posicionada aumenta o amortecimento na parte posterior do pé em 18% ao mesmo tempo que é mais leve.

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 Com apenas 60 mil pares disponíveis em todo o mundo, esta sapatilha terá um PVPR de 250€. Em Portugal poderá encontrar este modelo nas seguintes lojas: 

ASICS Colombo

ASICS Vasco da Gama

ProRunner - Lisboa

 

A distribuição limitada, 60 pares para Portugal, significa que não veremos muitos MetaRun nos pés de corredores nacionais, no entanto, este modelo servirá como inspiração e certamente que estas novas tecnologias estarão num futuro não muito longe noutros modelos da ASICS. 

 

 

Se será a melhor sapatilha do mundo e se vale 250€? Isso deixamos ao critério dos "poucos" sortudos que irão correr com eles. 

Crossfit pela primeira vez

20.11.15 | Filipe Gil

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Por Filipe Gil:


Acho que fui o último, ou dos últimos elementos do Correr na Cidade a experimentar CrossFit. Não porque não quisesse ou não estivesse curioso – pelo contrário – mas por motivos de lesão e também de falta de oportunidade nunca me tinha metido numa box até à passada quarta-feira. Eu e o Nuno Espadinha fomos conhecer a nova box CrossFit Rato (na Rua do Sol ao Rato).Tinha duas grandes curiosidades: será que iria gostar mais do que (não) gosto dos exercícios de ginásio?; Será que os exercícios do Crossfit podem ser usados em prol da corrida?


Havia outra pergunta que fiz a mim mesmo mas que tentei esquecer: será que me iria lesionar ou atrasar a (ainda) recuperação do maldito síndroma de iliotibial?

 

Um pequeno desvio neste texto: durante o verão, vi muitos vídeos de CrossFit. E cheguei a estar várias vezes agarrado ao smartphone a ver as competições em direto dos Reebok Crossfit Games que decorreram nos Estados Unidos. Sempre boquiaberto pela forma física dos atletas e da facilidade com que transformavam exercícios difíceis em quase futilidades. Ou seja, não fui às “escuras” para a Box do Rato.

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Voltando à prosa. Ao chegar à box do Rato gostei muito do aspecto e confesso que sou fã dos logos das maiorias das box de Crossfit. Bom design, urbano, moderno mas intemporal. Esta box do Rato é uma box com luz, pé direto bem alto, e madeira colorida, pintada a várias cores como podem ver nas fotos. Um espaço que era certamente uma garagem ou um armazém, mas que foi bem aproveitado para o uso do Crossfit. Os balneários são estóicos mas muito bons. Talvez, ou não, pela box ser nova (Abriu há três semanas) mas tudo pareceu fácil, funcional e muito limpo. E sem "cheiro" a ginásio. Um mimo, portanto.

 

Quando cheguei estavam lá o Bruno Salgueiro e a bloguer Catarina Beato a treinar. Apressei-me a equipar e avancei para a turma que estava a começar às 19h. Escrevemos o nosso nome do quadro branco, comme il faut nestas coisas do CrossFit. Atenção que o quadro não é a “fashion” tábua de ardósia com giz, mas sim branco, o que é, de facto mais higiénico. Éramos 10, alguns já com experiência, e dois ou três “virgens” como eu, monotorizados pelo simpático, eficiênciente e exigente instrutor Luís.

 

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Começámos com o aquecimento. Depois fomos fazer exercícios de agachamentos com uma barra de PVC, para encontrar o nosso equilíbrio com uma barra (mesmo que sem peso) acima da nossa cabeça. Parecia fácil mas não foi. No final, fizemos o nosso Workout of Day (WOD) constituído por agachamentos com barra, confesso que tentei com uma de 15kg, mas tive que passar para a de PVC porque a técnica não é ainda das melhores e “shit can happen”.

Usamos o Ketlebell para agachamentos e ainda fizemos aquelas elevações “Toes to bar” que a maioria de nós fez apenas até aos joelhos (aqui foi o exercício que me dei melhor).


E com isto, sem parecer, uma hora de exercício intenso passou. Senti-me muito bem. As pernas e as coxas estavam “maçadas” do esforço dos agachamentos. As mãos doridas das barras (comprei umas luvas mas não as utilizei para não dar parte fraca, assim à macho!), mas o sentimento de felicidade por fazer exercício físico estava em pleno. So me tinha acontecido a jogar à bola ou a correr.

 

E encontrei respostas para as minhas dúvidas iníciais? Ei-las:

1. Adorei. Via-me a fazer Crossfit duas vezes por semanas, sem as desculpas que arranjo para evitar o ambiente de ginásio, que continuo a não gostar.

2. Sem dúvida que a prática de Crossfit iria, ou irá, beneficiar a pratica da corrida. Claro que não devemos querer ficar brutamontes, como aqueles que vemos nos vídeos do CrossFit Games, mas isso é controlável pela carga que fazemos. Mas estou certo, e apesar de apenas ter feito um treino, que o CrossFit é um excelente, mas exigente, complemento à corrida. Por isso, aqui fica o conselho: se precisa, e todos nós precisam, de complementar a corrida com exercícios, o CrossFit é uma solução.

 

A outra questão sobre a lesão, penso que não piorei a minha situação. Levei, pelo sim, pelo não uma joelheira da Zamst. Mas hoje vou correr e saberei como está o meu joelho. Certo que passei a quinta-feira com um ligeiro formigueiro na coxa. O que isso quer dizer, não sei.

 

Voltando ao Crossfit. Ah, e tal é caro. Sim, não é barato, mas são 60 minutos em que a aula é partilhada com poucas pessoas e o instrutor dá a sua devida atenção, pelo menos o Luís no Crossfit Rato, assim o fez.Se fizermos as contas, se calhar ainda é melhor do que as mensalidades de 40 euros que pagamos nos ginásio mas que raramente lá pomos os pés. Fica ao vosso critério e à vossa possibilidade financeira, claro.

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 Tanto eu como o Nuno Espadinha saímos da box com enorme vontade de voltar. E vocês, já experimentaram CrossFit?

 

 

La Sportiva: Novidades 2016

19.11.15 | Tiago Portugal

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Por Tiago Portugal

 

A casa italiana La Sportiva é sinónimo de montanha e aventura. Já com uma legião de fãs considerável em Portugal a La Sportiva é caracterizada pelos seus modelos robustos, fiáveis e inovadores. Apresentamos a nova coleção para a primavera/verão 2016 que promete dar que falar e será certamente vista nos pés de muitos corredores em Portugal.

 

São muitas as novidades para 2016, a começar por um novo modelo desenvolvido especialmente para longas distâncias, os Akasha, que vêm fazer companhia aos Ultra Raptor.

 

Este novo modelo com maior amortecimento será sem dúvida a grande aposta da marca para 2016. Além deste modelo teremos uns renovados Bushido, Mutant, Wildcat e uns redesenhados Helios 2.0.

 

Fiquem com algumas imagens dos novos modelos.

 

Os novos Akasha

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Ultra Raptor

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Bushido

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Helios 2.0

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Mutant (W)

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Wild Cat

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Treinar nos Limites

18.11.15 | Nuno Malcata

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Por Nuno Malcata

 

Quando pensamos em superação, pensamos muitas vezes que para nos superarmos temos de ultrapassar os limites de esforço e resistência que estamos habituados.

 

Isso não deixa de ter algum fundo de verdade, mas a busca pela superação não deve ser relativizada a uma prova ou evento, mas ao nosso dia a dia, e falando em termos de corrida ou desporto, do treino.

 

Mas devemos em cada treino e em cada prova superar os nossos limites e fazer sempre melhor? Claro que não.

 

Existem várias metodologias de treino, e consoante o objetivo pessoal de cada atleta, a metodologia pode variar e em cada metodologia a sistematização de treino varia também consoante o objetivo e características do atleta.

 

Um atleta que vem de uma lesão prolongada pode usar a mesma metodologia de treino que um atleta de elite em preparação para uma prova importante, embora os 2 treinem com objetivos, cargas e limites completamente diferentes.

   

No primeiro semestre de 2015 fiz as minhas primeiras 2 Ultras, no Piodão(53Km) e Açores(45km), e no meio delas o Gerês Trail Adventure (4 etapas, 100Km) e percebi que se queria evoluir para novos e maiores desafios teria de aprender mais e treinar melhor, e não significa necessariamente mais.

 

Como já referi anteriormente, decidi começar a ser acompanhado por treinador e fazer uma boa preparação para o Desafio Lurbel a realizar em novembro, prova com cerca de 80Km.

 

Mas aprendi, da pior forma, que a carga acumulada e algumas outras lacunas como falta de reforço muscular, dão em lesão, e de junho a setembro estive praticamente 4 meses sem correr e só a treinar esporadicamente.

 

Assim, o plano de treinos que era para ter sido iniciado em junho, apenas se iniciou durante o mês de setembro, tendo de colocar de parte a realização do Desafio Lurbel e, começar a fazer um treino base para voltar a ganhar forma e, poder preparar num futuro breve outros desafios a realizar em 2016.

 

Após reunir um leque de informação de histórico, houve 2 medidas essenciais para delinear os limites sobre os quais iria enquadrar cada treino: a frequência cardíaca em descanso e a frequência cardíaca máxima. Se para a primeira não é preciso, literalmente, tirar o traseiro da cama, é só contar quantas pulsações o coração bate num minuto,  para a segunda tive de fazer em duas datas distintas, treino com 3, 4 rampas e puxar ao máximo na ultima repetição, para ver até que frequência máxima o coração ía, e validar que nas duas datas, o meu máximo era igual ou muito semelhante.

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Não sou um atleta rápido, sempre lutei com o excesso de peso, e velocidade sempre implicou esforços em frequências cardíacas altas, o que é algo com o que não me sinto bem a lidar. Pelo reverso aprendi que tendo uma frequência cardíaca média baixa e alguma resistência fisica, lido bem com esforços contínuos mais longos.

 

Cada um de nós tem os seus limites, existe uma fórmula de cálculo de frequência cardíaca máxima teórica, mas claramente a mesma não individualiza. Como exemplo a minha frequência máxima teórica seria de 183 a 185 pulsações e garanto-vos que nem exprimido à ultima gota de suor passo das 165 pulsações.

 

Ao iniciar esta metodologia de treino, já sabia que iria treinar muitas vezes em frequências cardiacas desagradáveis para mim, isso significa que tenho de realizar esforços acima do meu limite habitual de esforço, mas dentro dos limites adequados ás minhas caracteristicas.

 

Após cerca de 2 meses desde o inicio do plano, treinei 43 dias, corri 26 vezes e em apenas 8 desses treinos corri em intervalos com frequências cardíacas muito sofríveis. Na primeira fase o planeamento semanal incluia 3 treinos de corrida: 1 mais longo ao fim de semana, 1 de frequência cardiaca baixa (que o difícil é não ultrapassar o mesmo) e, 1 treino de séries, com intervalos de tempo e frequência cardíaca muito bem definidos; e em cada semana que passa me fazem evoluir e lidar com o desconforto. Só agora, depois deste treino base, começo a aumentar a frequência de trabalho de corrida e algum adicional de carga cardíaca.

 

E como Correr não é só correr, a aposta no fortalecimento tem sido clara. Para que se possa trabalhar cardiacamente em esforço é importante que o corpo esteja forte, porque vai ser exigido também muito mais da componente muscular e articular.

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E assim tem sido o meu regresso aos treinos, a treinar nos meus limites, nem acima, nem abaixo, tentando assim rentabilizar o tempo de treino ao melhor que posso e devo dar em cada treino.

 

Para já, e em tão pouco tempo, o resultado é muito positivo, daqui a uns tempos espero estar preparado para voltar a pensar em estabelecer novos desafios e... limites.

Preview: Merrell All Out Terra Men's

17.11.15 | Nuno Malcata

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Por Nuno Malcata:

 

A Bo já apresentou aqui hà alguns dias o novo modelo da Merrell, os AllOut Terra para os trilhos.

 

Tal como a Bo também sou grande fã dos modelos da Merrell tanto para correr nos trilhos, como para o dia a dia.

 

As minhas primeira provas de trail foram feitas com os Merrell AllOut Rush e apesar de serem bastante minimalistas, a adaptação foi fantástica e mesmo em provas duras como o Piodão ou o Trail da Lousã tiveram uma performance exemplar.

 

Já este ano tive oportunidade de testar os Merrell AllOut Charge, tanto em provas exigentes como o Gerês Trail Adventure, como em treinos longos de preparação em Sintra e Monsanto, que me dividiram entre alguns aspetos que muito gostei, como a aderência fantástica e o seu look e conforto, mas me desapontaram em alguns aspetos, sobretudo na questão de estabilidade e posicionamento do pé dentro do ténis.

 

Para estes novos AllOut Terra Trail as minhas expetativas eram muito altas, já tinha experimentado em showroom o modelo e estava ansioso por ter o modelo final e voar para os trilhos com eles.

 

Já fiz cerca de 40Km em 3 treinos com eles, e se as expetativas eram altas foram claramente superadas, estou a adorar este novo modelo, tem um equilibrio fantástico entre leveza, conforto, amortecimento e grip.

 

Vão ser os meus companheiros para os trilhos nos próximos tempos e quando tiver testado os mesmos em diversas condições e terrenos farei com a Bo a review final deste modelo.


Até lá fiquem com algumas fotografias do modelo para homem dos Merrell AllOut Terra Trail.

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Race Report: VII Trilhos dos Casaínhos

16.11.15 | Ana Morais

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Por Ana Sofia Guerra:

 

Não sabia se havia de chamar este post de "Race Report" ou "O regresso após o regresso" ou ainda  "Continuação do regresso"...o que é certo é que esta prova marca o meu regresso à competição em trail. Nas últimas semanas estive lesionada no pé direito devido a um entorce e uma infecção num dedo. Mas a vontade de participar nesta prova era mais do que muita. Contrariamente aos conselhos dos especialistas, decidi arriscar, pois sentia-me bem melhor.

 

Eu sabia que este ano a prova iria ser diferente, principalmente com mais uma subida grande e algo difícil. Mas o convívio e a diversão era uma garantia, e eu gosto disso.

 

À chegada ao campo do Sporting Clube de Casaínhos apressei-me a levantar os dorsais da minha crew para que tudo estivesse pronto a tempo e a horas, sem confusões. Ainda deu tempo para cumprimentar os Multirunner's que me acompanharam no ano passado ao longo de toda a prova. Já tinha saudades de estar com aquela malta sempre tão divertida e a gritar "'Tá quase, Ana" ainda na partida.

 

Cumprimentos dados, fotos tiradas e metemos "pés ao caminho". Ao contrário do ano passado que chovia intensamente, estava um estranho calor de Novembro (cerca de 26ºC). Logo ao início deixei de ver os meus companheiros Natália Costa e Tiago Portugal, mas eu não pensava sequer em tentar acompanhá-los. Tinha de poupar alguma energia para mais tarde e eu ainda não estava a 100%.

 

Cerca de 3K feitos e vejo uma senhora com dificuldades em continuar a prova, mas já estava a receber algum apoio. Apoio esse que deve ter sido milagroso, pois a senhora chegou à meta antes de nós. À medida que corríamos, o calor fazia-se sentir cada vez mais. 

 

Ao 8k vejo algo que me é familiar: a grande subida. No ano passado, aquela subida tinha dado muita luta. E este ano não foi diferente. Havia lama daquela bem escorregadia e tive de pôr as mãos no chão para subir em algumas zonas.

Quando cheguei ao cimo e olhei para trás, não podia deixar passar a oportunidade de tirar uma selfie. 1º Desafio superado!

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Mas ainda faltava a cereja no topo do bolo: a outra subida. E foi uma surpresa quando vi que a outra subida também tinha alguma lama e eu já sentia as pernas mais cansadas. Afinal de contas, ainda estava a recuperar e não estava preparada para aquilo. Confesso que cheguei ao cimo com o "coração na boca", mas feliz por ter superado outro desafio. 

 

A cerca de 2k da meta vejo o João Pereira que não só já tinha terminado a prova, como foi buscar a colega Helena que vinha mais atrás. Isto sim é o espírito do trail! E a 1K da prova vejo o resto desse grupo que também estava à espera dela e a tirar fotos a quem passava. Este apoio é muito importante e quem o tem sabe o que é.

 

A chegada à meta foi o momento UAU do dia. A sensação de passar uma meta mexe muito comigo, não por causa das medalhas, nem para fazer melhores tempos ou ficar à frente de alguém, mas por me superar a mim mesma.

 

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 A superação!

 

Em relação à prova, acho que a escolha do percurso para este ano foi muito boa. Bons trilhos, boas subidas, elementos da organização sempre simpáticos e muitos abastecimentos de água. Mas...e o abastecimento de sólidos? O abastecimento de sólidos foi insuficiente para todos os participantes e, no meu caso, tive direito a apenas meia clementina dada por um membro da organização a cerca de 2K da meta. Eu sei que devemos ser quase autosuficientes, mas sabia bem uma laranja fresca algures depois da primeira subida. Um ponto a melhorar para o próximo ano.

 

Não podia terminar este post sem agradecer ao Nuno Milheiro, o meu companheiro de aventuras, um exemplo de superação e de alguma paciência para me aturar o caminho todo. E que venham mais aventuras juntos!