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Correr na Cidade

La Sportiva: Novidades 2016

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Por Tiago Portugal

 

A casa italiana La Sportiva é sinónimo de montanha e aventura. Já com uma legião de fãs considerável em Portugal a La Sportiva é caracterizada pelos seus modelos robustos, fiáveis e inovadores. Apresentamos a nova coleção para a primavera/verão 2016 que promete dar que falar e será certamente vista nos pés de muitos corredores em Portugal.

 

São muitas as novidades para 2016, a começar por um novo modelo desenvolvido especialmente para longas distâncias, os Akasha, que vêm fazer companhia aos Ultra Raptor.

 

Este novo modelo com maior amortecimento será sem dúvida a grande aposta da marca para 2016. Além deste modelo teremos uns renovados Bushido, Mutant, Wildcat e uns redesenhados Helios 2.0.

 

Fiquem com algumas imagens dos novos modelos.

 

Os novos Akasha

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Ultra Raptor

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Bushido

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Helios 2.0

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Mutant (W)

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Wild Cat

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Treinar nos Limites

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Por Nuno Malcata

 

Quando pensamos em superação, pensamos muitas vezes que para nos superarmos temos de ultrapassar os limites de esforço e resistência que estamos habituados.

 

Isso não deixa de ter algum fundo de verdade, mas a busca pela superação não deve ser relativizada a uma prova ou evento, mas ao nosso dia a dia, e falando em termos de corrida ou desporto, do treino.

 

Mas devemos em cada treino e em cada prova superar os nossos limites e fazer sempre melhor? Claro que não.

 

Existem várias metodologias de treino, e consoante o objetivo pessoal de cada atleta, a metodologia pode variar e em cada metodologia a sistematização de treino varia também consoante o objetivo e características do atleta.

 

Um atleta que vem de uma lesão prolongada pode usar a mesma metodologia de treino que um atleta de elite em preparação para uma prova importante, embora os 2 treinem com objetivos, cargas e limites completamente diferentes.

   

No primeiro semestre de 2015 fiz as minhas primeiras 2 Ultras, no Piodão(53Km) e Açores(45km), e no meio delas o Gerês Trail Adventure (4 etapas, 100Km) e percebi que se queria evoluir para novos e maiores desafios teria de aprender mais e treinar melhor, e não significa necessariamente mais.

 

Como já referi anteriormente, decidi começar a ser acompanhado por treinador e fazer uma boa preparação para o Desafio Lurbel a realizar em novembro, prova com cerca de 80Km.

 

Mas aprendi, da pior forma, que a carga acumulada e algumas outras lacunas como falta de reforço muscular, dão em lesão, e de junho a setembro estive praticamente 4 meses sem correr e só a treinar esporadicamente.

 

Assim, o plano de treinos que era para ter sido iniciado em junho, apenas se iniciou durante o mês de setembro, tendo de colocar de parte a realização do Desafio Lurbel e, começar a fazer um treino base para voltar a ganhar forma e, poder preparar num futuro breve outros desafios a realizar em 2016.

 

Após reunir um leque de informação de histórico, houve 2 medidas essenciais para delinear os limites sobre os quais iria enquadrar cada treino: a frequência cardíaca em descanso e a frequência cardíaca máxima. Se para a primeira não é preciso, literalmente, tirar o traseiro da cama, é só contar quantas pulsações o coração bate num minuto,  para a segunda tive de fazer em duas datas distintas, treino com 3, 4 rampas e puxar ao máximo na ultima repetição, para ver até que frequência máxima o coração ía, e validar que nas duas datas, o meu máximo era igual ou muito semelhante.

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Não sou um atleta rápido, sempre lutei com o excesso de peso, e velocidade sempre implicou esforços em frequências cardíacas altas, o que é algo com o que não me sinto bem a lidar. Pelo reverso aprendi que tendo uma frequência cardíaca média baixa e alguma resistência fisica, lido bem com esforços contínuos mais longos.

 

Cada um de nós tem os seus limites, existe uma fórmula de cálculo de frequência cardíaca máxima teórica, mas claramente a mesma não individualiza. Como exemplo a minha frequência máxima teórica seria de 183 a 185 pulsações e garanto-vos que nem exprimido à ultima gota de suor passo das 165 pulsações.

 

Ao iniciar esta metodologia de treino, já sabia que iria treinar muitas vezes em frequências cardiacas desagradáveis para mim, isso significa que tenho de realizar esforços acima do meu limite habitual de esforço, mas dentro dos limites adequados ás minhas caracteristicas.

 

Após cerca de 2 meses desde o inicio do plano, treinei 43 dias, corri 26 vezes e em apenas 8 desses treinos corri em intervalos com frequências cardíacas muito sofríveis. Na primeira fase o planeamento semanal incluia 3 treinos de corrida: 1 mais longo ao fim de semana, 1 de frequência cardiaca baixa (que o difícil é não ultrapassar o mesmo) e, 1 treino de séries, com intervalos de tempo e frequência cardíaca muito bem definidos; e em cada semana que passa me fazem evoluir e lidar com o desconforto. Só agora, depois deste treino base, começo a aumentar a frequência de trabalho de corrida e algum adicional de carga cardíaca.

 

E como Correr não é só correr, a aposta no fortalecimento tem sido clara. Para que se possa trabalhar cardiacamente em esforço é importante que o corpo esteja forte, porque vai ser exigido também muito mais da componente muscular e articular.

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E assim tem sido o meu regresso aos treinos, a treinar nos meus limites, nem acima, nem abaixo, tentando assim rentabilizar o tempo de treino ao melhor que posso e devo dar em cada treino.

 

Para já, e em tão pouco tempo, o resultado é muito positivo, daqui a uns tempos espero estar preparado para voltar a pensar em estabelecer novos desafios e... limites.

Preview: Merrell All Out Terra Men's

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Por Nuno Malcata:

 

A Bo já apresentou aqui hà alguns dias o novo modelo da Merrell, os AllOut Terra para os trilhos.

 

Tal como a Bo também sou grande fã dos modelos da Merrell tanto para correr nos trilhos, como para o dia a dia.

 

As minhas primeira provas de trail foram feitas com os Merrell AllOut Rush e apesar de serem bastante minimalistas, a adaptação foi fantástica e mesmo em provas duras como o Piodão ou o Trail da Lousã tiveram uma performance exemplar.

 

Já este ano tive oportunidade de testar os Merrell AllOut Charge, tanto em provas exigentes como o Gerês Trail Adventure, como em treinos longos de preparação em Sintra e Monsanto, que me dividiram entre alguns aspetos que muito gostei, como a aderência fantástica e o seu look e conforto, mas me desapontaram em alguns aspetos, sobretudo na questão de estabilidade e posicionamento do pé dentro do ténis.

 

Para estes novos AllOut Terra Trail as minhas expetativas eram muito altas, já tinha experimentado em showroom o modelo e estava ansioso por ter o modelo final e voar para os trilhos com eles.

 

Já fiz cerca de 40Km em 3 treinos com eles, e se as expetativas eram altas foram claramente superadas, estou a adorar este novo modelo, tem um equilibrio fantástico entre leveza, conforto, amortecimento e grip.

 

Vão ser os meus companheiros para os trilhos nos próximos tempos e quando tiver testado os mesmos em diversas condições e terrenos farei com a Bo a review final deste modelo.


Até lá fiquem com algumas fotografias do modelo para homem dos Merrell AllOut Terra Trail.

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Race Report: VII Trilhos dos Casaínhos

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Por Ana Sofia Guerra:

 

Não sabia se havia de chamar este post de "Race Report" ou "O regresso após o regresso" ou ainda  "Continuação do regresso"...o que é certo é que esta prova marca o meu regresso à competição em trail. Nas últimas semanas estive lesionada no pé direito devido a um entorce e uma infecção num dedo. Mas a vontade de participar nesta prova era mais do que muita. Contrariamente aos conselhos dos especialistas, decidi arriscar, pois sentia-me bem melhor.

 

Eu sabia que este ano a prova iria ser diferente, principalmente com mais uma subida grande e algo difícil. Mas o convívio e a diversão era uma garantia, e eu gosto disso.

 

À chegada ao campo do Sporting Clube de Casaínhos apressei-me a levantar os dorsais da minha crew para que tudo estivesse pronto a tempo e a horas, sem confusões. Ainda deu tempo para cumprimentar os Multirunner's que me acompanharam no ano passado ao longo de toda a prova. Já tinha saudades de estar com aquela malta sempre tão divertida e a gritar "'Tá quase, Ana" ainda na partida.

 

Cumprimentos dados, fotos tiradas e metemos "pés ao caminho". Ao contrário do ano passado que chovia intensamente, estava um estranho calor de Novembro (cerca de 26ºC). Logo ao início deixei de ver os meus companheiros Natália Costa e Tiago Portugal, mas eu não pensava sequer em tentar acompanhá-los. Tinha de poupar alguma energia para mais tarde e eu ainda não estava a 100%.

 

Cerca de 3K feitos e vejo uma senhora com dificuldades em continuar a prova, mas já estava a receber algum apoio. Apoio esse que deve ter sido milagroso, pois a senhora chegou à meta antes de nós. À medida que corríamos, o calor fazia-se sentir cada vez mais. 

 

Ao 8k vejo algo que me é familiar: a grande subida. No ano passado, aquela subida tinha dado muita luta. E este ano não foi diferente. Havia lama daquela bem escorregadia e tive de pôr as mãos no chão para subir em algumas zonas.

Quando cheguei ao cimo e olhei para trás, não podia deixar passar a oportunidade de tirar uma selfie. 1º Desafio superado!

IMG_2275.JPGA nossa selfie depois da grande subida

 

Mas ainda faltava a cereja no topo do bolo: a outra subida. E foi uma surpresa quando vi que a outra subida também tinha alguma lama e eu já sentia as pernas mais cansadas. Afinal de contas, ainda estava a recuperar e não estava preparada para aquilo. Confesso que cheguei ao cimo com o "coração na boca", mas feliz por ter superado outro desafio. 

 

A cerca de 2k da meta vejo o João Pereira que não só já tinha terminado a prova, como foi buscar a colega Helena que vinha mais atrás. Isto sim é o espírito do trail! E a 1K da prova vejo o resto desse grupo que também estava à espera dela e a tirar fotos a quem passava. Este apoio é muito importante e quem o tem sabe o que é.

 

A chegada à meta foi o momento UAU do dia. A sensação de passar uma meta mexe muito comigo, não por causa das medalhas, nem para fazer melhores tempos ou ficar à frente de alguém, mas por me superar a mim mesma.

 

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 A superação!

 

Em relação à prova, acho que a escolha do percurso para este ano foi muito boa. Bons trilhos, boas subidas, elementos da organização sempre simpáticos e muitos abastecimentos de água. Mas...e o abastecimento de sólidos? O abastecimento de sólidos foi insuficiente para todos os participantes e, no meu caso, tive direito a apenas meia clementina dada por um membro da organização a cerca de 2K da meta. Eu sei que devemos ser quase autosuficientes, mas sabia bem uma laranja fresca algures depois da primeira subida. Um ponto a melhorar para o próximo ano.

 

Não podia terminar este post sem agradecer ao Nuno Milheiro, o meu companheiro de aventuras, um exemplo de superação e de alguma paciência para me aturar o caminho todo. E que venham mais aventuras juntos! 

 

Video: Novos Passos - Histórias nos Trilhos

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Aos Domingos gostamos de fechar o fim de semana com videos inspiradores.

 

A llama Outdoor Live apresenta um documentario que nos conta a experiencia de Luis Alberto Hernando na sua primeira prova de 100 milhas no Ultra Trail du Mont Blanc.

 

Um video que visa inspirar todos os corredores e todos os que procuram novos desafios.

 

Aqui partilhamos convosco e esperamos que disfrutem tanto como nós e se inspirem para os vossos próximos objetivos. 

 

 

Boas corridas!

Review: Frontal Silva 550

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Por Stefan Pequito:

 

Como sabem, há uns tempos atrás participei na Ultra Pireneus e tive a sorte da loja Crossportfit, e os representantes da Silva, cederem-me o frontal Silva 550 para levar e testar. A marca Silva já esta no mercado nacional há muitos anos, sempre virada para o desporto, tais como a orientação, sky e corrida - desde de estrada à montanha. A aposta nestas modalidades e a produção de gamas específicas aliada à tecnologia da marca tem permitido aos produtos da Silva ganhar vários prémios. 

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Assim, estava bastante entusiasmado no seu teste. Quando o recebi gostei da leveza e da simplicidade do mesmo. A minha única dúvida residia na bateria do frontal. De salientar que a caixa contém o frontal, carregador, extensão do cabo e a bateria.

 

As características deste modelo são bastante interessantes: 550 lumen de luz, o que é muito bom. Quem corre sabe que não precisa disto tudo (aconselho no mínimo 170 máximo 250 lumens)  mas  estes lumens extra dão sempre jeito em zonas mais técnicas. E pude compravar isso quando estava a fazer a Ultra dos Pirinéus. 

 

O frontal pesa 62 gramas, o que é bastante leve. E a bateria pesa 100 gramas. Separo estes dois itens por uma simples razão: o frontal permite usar a bateria acoplada ou então podemos colocar a bateria dentro da mala. Em alternativa podemos utilizar um acessório à parte e colocar no cinto pois traz um cabo extra que faz de extensão. Já usei das duas maneiras.

 

Silva Intelligent Light  é uma tecnologia de distribuição de luz que combina a iluminação de holofote de grande ângulo com a iluminação localizada de longo alcance. Esta imagem única luminosa dá ao utilizador, simultaneamente, visão periférica e de longa distância. Para um corredor, esquiador de fundo, ciclista de montanha ou praticante de orientação noturna, isto traduz-se em menos movimentos da cabeça, mais controlo, melhor equilíbrio e mais velocidade. Esta parte foi um pouco copy past mas é a melhor maneira de explicar, sem dúvida esta tecnologia dá jeito pois faz a distribuição da luz de forma mais eficaz, evitado pontos mortos.

 

A simplicidade de uso é sem dúvida outro dos pontos fortes deste frontal. E só clicar uma vez no botão "on" e fica ligado no máximo, duas fica numa espécie de médio, que neste caso são os dois LEDs no mínimo, que dá muita luz. Clicar três vez ficamos com o mínimo, posso dizer tem luz suficiente, e por fim se deixarmos o dedo no botão fica a piscar no caso de emergência, muito simples.

 

Tem o certificado ipx8 o que dá para chuva mas, temos de ter algum cuidado no caso tenhamos a bateria na cabeça pois não sei até que ponto é assim tão à prova de agua.

 

Relativamente ao conforto, com a bateria na mala posso dizer que é muito confortável sem dúvida nem se nota que a temos na cabeça. Por outro lado com a bateria na fita já não é assim tão confortável, temos de apertar bem o elástico pois se ele fica um pouco laço o peso da bateria faz que a fita comece a escorregar e temos que constantemente corrigir isso, tornando a corrida numa dor de cabeça.

 

Por último a autonomia, no meu ponto de vista o calcanhar de Aquiles desde brinquedo, nas características de fábrica falam em 2 horas e 30 no máximo, 10 horas no Médio\Mínimo *algo que achei bastante interessante pois tínhamos mais luz e a mesma autonomia* e 20 horas na luz de emergência.

 

O que pude comprovar, e logo da pior maneira é que estes valores não corresponderam completamente à verdade. Ia todo contente nos Pirenéus em noite cerrada e puff nem uma hora me fez, a sorte é que tinha outro na mala. Achei estranho e quando tive oportunidade em casa realizei um novo teste. Carreguei bem a bateria e pus ligado nos 3 modos em frente ao telemóvel a filmar para ter a certeza do tempo que durava.

 

Resultados do teste:  em modo máximo 1h02m; médio/mínimo 5h42m *pelo menos aqui foi consistente*. Voltar a carregar a 100% demora mais ou menos 3h, o que não é mau de todo. Mesmo que as características iniciais não fossem muito boas, pois já há frontais a fazer mais horas, isto não devia de acontecer infelizmente. Outra coisa que não gostei foi não ter a opção de poder por pilhas em caso de a bateria esgotar-se mas isso são pormenores.

 

Conclusão: É um frontal bastante interessante sem dúvida, com características bastante boas a nível de intensidade de luz e leveza, mas que tem muito que melhorar na questão da autonomia, pois de resto é um frontal de topo em termos de luz que imane, facilidade de uso e conforto.

LUZ MÁXIMA

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 LUZ MÉDIA

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 LUZ MÍNIMA:

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III Meia Maratona dos Descobrimentos e 10km

Por Bo Irik

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É já dia 6 de Dezembro que irá decorrer a terceira edição da Meia Maratona dos Descobrimentos.

 

Pessoalmente gosto muito desta prova porque calha sempre no fim-de-semana do meu aniversário e porque participo nela desde a primeira edição. Na sua primeira edição, em 2013, para mim esta prova representou uma vingança da minha primeira Meia Maratona, que tinha sido a Meia Maratona R’n’R (Outubro 2013). A minha primeira Meia Maratona foi feita em grande sofrimento a partir do km 17 e não tinha conseguido cumprir o objetivo ao qual me tinha proposto. Assim, a Meia Maratona dos Descobrimentos, dois meses depois, foi uma excelente oportunidade de vingança. E com sucesso.

 

Em 2014, voltei a participar nesta prova, já em modo Crew Trip, pois, a Crew do Correr na Cidade participou em peso. Podem ler a minha experiência de 2014 aqui, bem como a do Luís Moura que em 2014 bateu o seu PBT com 1:27:53! Este ano lá estaremos novamente. Será um ano de PBTs? O percurso, que este ano será idêntico às edições anteriores é muito rápido e de facto permite PBTs ;)

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Este ano haverá três provas: a Meia Maratona, a prova de 10km e uma caminhada de 5km. Assim, será um evento indicado para toda a família! A organização, a Xistarca, promete pontos de controlo de 5km em 5km ao longo do percurso e existirão locais de abastecimento com água também de 5km em 5km. Como costuma estar frio no dia da prova, a organização disponibiliza bengaleiro para todos os atletas que queiram guardar os seus sacos. Recomendamos que venham agasalhados antes e após a prova. Já durante é conforme acharem melhor. Para garantir uma boa recuperação, haverá serviços de massagem para todos os participantes da Meia-Maratona que necessitarem, proporcionada pelo CEFAD - Escola de formação profissional na área.

 

A grande novidade deste ano é que a prova é patrocinada pela Kalenji, a marca paixão da Decathlon dedicada ao running. Assim sendo, o kit do atleta para a Meia Maratona será composto por calções desportivos aos primeiros 500 inscritos; T-shirt técnica de manga comprida para todos; Medalha; Saco; Video de chegada e Diploma. Para os participantes da prova dos 10km e caminhada (5km), a t-shirt não é de manga comprida, mas é de material técnico e haverá modelo feminino também.

 

As inscrições podem ser efetuadas online ou presencialmente na Xistarca (Calçada da Tapada, 71A Lisboa), até dia 2 de Dezembro.

 

O ano passado foi assim e este ano será ainda melhor. Alinham? Mantenham-se atentos ao blog, teremos um passatempo com oferta de dorsais muito em breve!

Vemo-nos lá? ;)

Trail: Saltar sobre um obstáculo

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Por Tiago Portugal

 

Ao longo de um trilho, ou percurso, de trail é normal encontrar vários obstáculos, sejam eles naturais, pedras, árvores, ou não. Numa lógica de economia de esforço o mais usual é pisar esse obstáculo ou contorná-lo. No entanto, por vezes não há escolha possível e temos que saltar.

 

Qual a melhor maneira de o fazer? No texto iremos abordar algumas técnicas de forma a potenciar o esforço e diminuir o risco de lesão caso seja necessário saltar sobre um obstáculo.

 

A leitura do terreno e do meio envolvente é um fator muito importante nestas situações. No trail, nomeadamente nos trilhos mais técnicos estamos rodeados de obstáculos ao longo de todo o percurso.

 

Para ultrapassar as dificuldades que vamos encontrando ao longo do caminho existem vários métodos distintos:

 

  • Contornar o obstáculo, técnica mais utilizada quando estamos cansados;

 

  • Passar sobre o obstáculo, pisando-o ou apoiando-nos sobre o mesmo, permite manter a velocidade e economizar energia;

 

  • Saltar sobre o obstáculo.

 

Nestas situações temos os dois extremos, passar a andar, o que permite poupar energia mas perder tempo, ou dar um salto utilizando para isso uma grande quantidade de energia mas permitindo manter a velocidade.

 

Em todas estas situações é necessário escolher o melhor compromisso entre velocidade e consumo de energia.

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Caso seja mesmo necessário saltar ou se for essa a nossa opção devemos fazer uma leitura rápida do terreno para saber onde vamos colocar os pés, quer ao nível do impulso como da receção. De forma a diminuir a altura ou o comprimento do salto devemos procurar apoios intermédios, que irão permitir uma diminuição do impacto bem como poupar energia. Estes apoios podem ao invés de nos fazer perder tempo aumentar a eficácia do nosso salto. Em caso de necessidade, devemos utilizar também as mãos como apoio. Estes apoios devem ser utilizados tanto nas descidas como nas subidas.

 

A correta aproximação ao obstáculo é um fator essencial no sucesso do nosso salto. Mais uma vez, uma boa leitura da envolvente e do trilho permite chegar à altura do salto em boa posição, com equilíbrio e de preferência com o nosso melhor pé de apoio. Por norma temos mais confiança se efetuarmos o salto com esse pé, no meu caso o pé direito. É importante treinar a chamada do salto com os dois pés de maneira a estarmos confiantes em caso de necessidade. Não é algo que ocorra naturalmente e deve ser trabalhado nos treinos, poderá no futuro evitar algumas quedas e permitir uma transição mais suave entre saltos e/ou obstáculos.

 

Os braços devem ser utilizados, exagerando o movimento natural dos mesmos. Para efetuar saltos mais altos devemos lançar os braços para cima, de forma a criar balanço, sendo que na receção ao chão devem contrabalançar o movimento. Tal como um atleta de salto em comprimento devemos utilizar os dois braços para aumentar o impulso do nosso salto. Em caso de descida os braços devem ser afastados do corpo de forma a garantir um maior equilíbrio.

 

Nas receções devemos procurar fletir a perna o mais possível, baixarmos-mos sobre as coxas para descer o centro de gravidade e amortecer ao máximo os impactos/choques, sobretudo se estivermos a descer. Evitar efetuar o contacto com o chão de perna esticada.

 

A receção ideal é efetuada com a parte da frente do pé. Para isso é só preciso ter um pouco de força nos gémeos e uns quadríceps possantes. Esta receção liberta a articulação do tornozelo para amortecer e absorver meljhor os impactos.

 

Bons treinos a todos.

Race Report: Wine Tour Run

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 Por Nuno Malcata

 

Realizou-se este domingo a primeira edição do Wine Tour Run realizado na Quinta do Gradil no Cadaval.

 

Mais do que uma corrida, este evento, que visava celebrar o dia europeu do enoturismo, foi composto por uma uma corrida de 10km e, uma caminhada de 5km, num bonito percurso dentro da quinta entre as vinhas das diversas castas.

 

Da Crew do Correr na Cidade estiveram presentes a Bo, a Joana, o Pedro e eu, aos quais se juntaram alguns amigos.

 

Não sendo uma corrida altamente competitiva, o ambiente à chegada à quinta era muito relaxado, num bonito enquadramento fizemos o levantamento dos dorsais, tiramos as fotos da praxe e fizemos um pequeno aquecimento.

 

Numa fase de recuperação da lesão que me fez estar parado quase 4 meses, abordei esta prova como um treino, e foi um belo treino. O terreno da quinta era acidentado qb, com algumas subidas e descidas e sem o alto impacto do alcatrão.

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Feita a partida, o Pedro arranca em bom estilo com os da frente seguido da Bo, eu reservei-me mais a meio num ritmo controlado e a Joana a fechar o pelotão da corrida.

 

O percurso da corrida era constituído por 2 voltas de cerca de 6km, o que permitiu reconhecer o percurso na primeira volta e gerir bem a segunda. 

 

Num dia que surpreendeu pelo calor nesta altura do ano, a organização disponibilizou 3 pontos de água e ainda bem!

 

Senti-me sempre muito bem, a forma ainda está longe do ideal, mas ainda me permitiu chegar junto da Bo na segunda volta e fazermos grande parte da mesma juntos.

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Terminada a prova, esperava-nos uma garrafa de bom vinho da Quinta do Gradil de oferta a cada participante e um belo magusto com prova de vinhos leves e bem fresquinhos, além de outras coisas boas para reforço alimentar.

 

Brindámos a esta bela prova e à oportunidade de correr em tão bonito percurso, com uma organização simples e tão dedicada proporcionaram a cada participante uma fantástica manhã, façam mais que com certeza estaremos presentes. 

 

Apesar do ambiente pouco competitivo é de salientar o bom desempenho do Pedro, 5º classificado da geral e da Bo 4ª classificada entre as meninas.

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Para alguns que ficaram para o almoço, como eu, a Joana, a Bo, o prazer de beber um bom vinho acompanhado de boa comida prolongou-se e fechou este Wine Tour Run da melhor forma.

 

Parabéns à Quinta do Gradil, até breve.

MUT - Battle: Lisboa vs Sintra

Por João Gonçalves:
 
 
Dois Meo Urban Trail separados pelo IC19 ... Qual delas a melhor edição?
 
Finalizados as edições de 2015 do Meo Urban Trail e tendo participado nas edições de Lisboa e Sintra, vou dar aqui a minha opinião sobre qual das edições a que gostei mais.
 
Todos concordamos que as edições do MUT não são baratas tendo em conta a distancia e os gifts que os atletas levam para casa na aquisição dos ingressos e neste ultimo confesso, que para mim é um ponto muito negativo nestas provas que contrasta com a originalidade das mesmas... Lá está... Pela falta de originalidade... O que é que quero dizer com isto é o seguinte, tendo pago as duas provas, levei para casa duas tshirts iguais, dois frontais iguais, dois dorsais iguais e acredito que se tivesse feito o circuito completo das cidades tinha ficado com cinco e nem uma recordação final, acho este é um ponto a melhorar em edições futuras.
 

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Organização
 
Em termos de organização, as provas são muito bem organizadas, com muitos voluntários sempre a dar indicações e apoiar ao longo da prova e percursos irrepreensivelmente bem marcados sem margem para duvidas, contudo neste capitulo dou um ponto a favor da edição de Sintra, que por passar em zonas de luminosidade reduzida como a Quinta da Regaleira e Castelos dos Mouro as marcações tenham de ser mais visíveis e foi exactamente o que aconteceu (5 estrelas).
 
 
 
Originalidade dos Percurso
 
Adoro o percurso de Lisboa, aliás uso-o bastantes vezes para treinar quando não me apetece sair de Lisboa e pelas suas subidas e escadinhas tornam-o excelente para um treino curto e intenso, contudo acho que à semelhança de Sintra onde houve o "bombom" de existir uma passagem pela Quinta da Regaleira durante a noite (simplesmente mágico!) a edição de Lisboa pecou pela falta desse "Uauh factor" que faz falta neste tipo de prova e sendo assim acho que neste capitulo não resta duvidas para quem vai o meu ponto.
 
 

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Desafio e beleza
 
O percurso de Lisboa é um percurso extremamente turístico, óptimo para quem queira conhecer os bairros típicos de Lisboa e os seus miradouros, com passagens por locais históricos e boémios da Capital, num percurso como já referi cheio de escadas e subidas íngremes num conceito de city trail bem vincado, contudo é difícil bater a beleza de Sintra, como se costuma de dizer  "Sintra é Sintra", um sitio mágico, ainda por cima numa noite com uma neblina ténue no ar que torna o ambiente ainda mais deslumbrante e em termos de desafio o percurso é mais desafiante com escadarias "brutas" como é caso da subida ao Castelo dos Mouros e descidas rápidas, para além das passagem pela Quinta da Regaleira que deixa sempre qualquer um de boca aberta pela beleza do local.
 
 

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Conclusão
 
Em jeito de conclusão e por serem duas provas bem próximas, basicamente só separadas pelo comprimento do IC19,  se tivesse de escolher apenas uma das duas para participar, escolheria sem sombra de duvidas a edição de Sintra, por tudo, originalidade, beleza, magia e desafio da prova.
 
E vocês, qual é a vossa opinião?