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Correr na Cidade

Christopher McDougall: Are we born to run? (Vídeo)

22.08.15 | Tiago Portugal

Por:Tiago Portugal

 

Este fim-de-semana, de 22 e 23 de agosto de 2015, invertemos a ordem normal e publicamos o vídeo já no sábado. 

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 Em 2011 numa TED Talk, Chistopher McDougall, jornalista americano e escritor do livro Born to Run, fala sobre os mistérios do ser humano e o seu desejo natural de correr e de que forma correr ajudou os humanos a sobreviver. Vale a pena ver.  

 

Um wearable muito interessante para lesionados

21.08.15 | Tiago Portugal

Por: Filipe Gil

 

Sempre tive algum desdém sobre os chamados wearables. Mesmo quando a Apple lançou o seu Watch não dei muita atenção à coisa - mesmo sendo eu um Apple freak assumido.

 

E quando a Garmin lançou o VivoFit 2 e me convidou a experimentar, recusei por falta de interesse neste tipo de aparelhos. Contudo, a procura de manutenção da forma física que todos os dias vai sendo pior graças à minha impossibilidade de correr, fez-me pesquisar melhor sobre este tipo de aparelho e fez-me pedir o mesmo para testar.

 

Mal o recebi, comecei a usar. E até hoje, que já passaram mais de cinco dias, a pulseira Vivofit não me sai do braço, nem sequer para dormir. 

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Mas nem sempre foi assim, isto porque uma das funções deste wearable é monotorizar o nosso sono. Tirando-a e colocando ao lado da cama diz-nos que dormimos que nem uns anjos num sono profundo. Mas sabemos que ninguém dorme assim. E na primeira noite que dormi com a pulseira colocada percebi, finalmente, o sono agitado que tenho.

 

Mas esta Vivofit 2 não serve só para isso, serve para medir as calorias que gastamos (as normais e diárias e as extra, fruto de alguma actividade física ou desporto). Mede-nos os passos e distância que andamos e coloca-nos desafios diários para nos mexermos mais e estarmos mais saudáveis.

 

Ainda a estou a testar, claro, e, posteriormente farei um post final, mas até ao momento parece-me ser um aparelho muito interessante para quem, ou está lesionado e pretende manter-se em forma, ou para pessoas que querem perder peso ou ainda para sedentários em vias de deixar de o ser.

 

Ver toda a nossa info numa app do smartphone, que nos diz, depois dos respetivos updates de dados (via bluetooth) entre aparelhos, toda a info relativa a calorias e passos e distancia caminhada, é importante para quem quer manter a forma. 

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Confesso que em minha opinião, para quem correr frequentemente terá menos utilidade, talvez, mas se estiverem a treinar para uma prova e quiserem controlar o peso para esse desafio poderá fazer algum sentido. 

 

Contudo, penso que é um aparelho ideal para quem quer perder peso monitorizando essa evolução. Excelente portanto para planos de ginásio, nutricionistas que queiram acompanhar os seus doentes,etc. Apenas lhe acrescentaria a medição cardíaca, que muita falta faz.

 

Confesso que nesta fase em que não estou a correr, saber que ainda me faltava 1,5km para atingir o meu objetivo diário, fez-me calçar as sapatilhas e sair de casa para fazer um "footing" pelo meu bairro. Apenas para manter a forma e não falhar o desafio da pulseira. 

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Em breve, lá para setembro, farei a review completa deste Vivofit 2 da Garmin, que tem mais a dizer do aquilo que escrevi neste post.

 

Vivam saudáveis!

 

 

 

 

 

PT 281+, a Ultramaratona Portuguesa

20.08.15 | Tiago Portugal

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Por: Tiago Portugal

 

O tiro de partida de uma das maiores ultra distâncias do mundo de corrida pedestre, o PT281+,  é dado às 00h00 do dia 21 de agosto.

 

Decorre nos dias 21 a 23 de Agosto de 2015, entre Belmonte e Proença-a-Nova, com passagens por Sabugal, Penamacor, Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, o PT281+, 281km para ligar estes concelhos num máximo de 66 horas.

 

A organização prevê que o primeiro classificado passe a linha de meta, no Parque Comendador João Martins em Proença-a-Nova, 36 horas após as 00.00 horas do dia 21 de Agosto.

 

Entre os verdadeiros aventureiros que irão desafiar esta prova o português João Oliveira destaca-se como principal candidato à vitória. Este atleta já venceu algumas das mais conceituadas ultramaratonas mundiais, Spartathlon, San Remo e a do deserto da Jordânia. Além dos portugueses presentes esta distância que não é para massas,  conseguiu na sua primeira edição chegar ao continente Americano, com as presenças confirmadas de quatro Brasileiros, um Americano e um Argentino.

 

A partida desta enorme epopeia, a PT281+, será dada em Belmonte, terra de Pedro Alvares Cabral, e o primeiro porto de abrigo de todos os participantes. Concelho com longa tradição histórica em Portugal e com marcas indeléveis no mundo tal como hoje o conhecemos.

 

O PT281+ tem nos descobrimentos portugueses muita da sua inspiração enquanto desenho de prova. Como Pedro Álvares Cabral, também os atletas partirão de Belmonte em busca de aventura e superação, numa epopeia única feita na medida dos tempos modernos.

 

É nessas viagens, no desenvolvimento e invenção de novos caminhos e ferramentas, na coragem, espirito de conquista e capacidade de superação que fundamentam os princípios do projeto Portugal 281+.

PT281.png Gráfico da prova

 

O "mais", sinal gráfico que pode ser associado às cruzadas Portuguesas, significa também a união entre os povos. Neste caso a interligação à BR135+ Ultramarathon. Este sinal é também o elo entre as duas organizações.

 

Com uma forte influência dos resultados do Carlos Sá na Badwater, o PT281+ inspirou-se nesse enorme desafio americano para desenvolver uma prova em condições climatéricas idênticas.

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 Podem seguir os corredores através do livetrack disponível em  http://lt.flymaster.net/bs.php?grp=647

 

Uma prova que não esta ao alcance de todos mas que promete dar que falar nos próximos anos.

 

Boa sorte a todos os participantes!

I Trilhos de Bellas: Marquem na agenda

19.08.15 | Tiago Portugal

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Por: Tiago Portugal

 

Marque já na agenda o próximo dia 31 de outubro, data em que se realizará o I Trilhos de Bellas

 

A prova será organizada em conjunto pela "A Associação Desportiva GO!Runners" e a Junta Freguesia Queluz-Belas, na vila de Belas, concelho de Sintra. Os I Trilhos de Bellas prometem ter um percurso variado em trilhos, estradões, caminhos florestais, corta-fogos, single tracks e passagens por ribeiros. Com partida e chegada na localidade de Belas, esta prova visa a promoção e divulgação turística e ambiental da região e da promoção do desporto em meio natural.

 

A prova terá 3 modalidades: 

  • Trail Longo (TL) – Distância K25+;
  • Trail Curto (TC) – Distância K10+;
  • Caminhada (C) – Distância aproximadamente de 7K.

 

A madrinha da prova será a Sofia Roquete, sendo o padrinho o "nosso" Stefan Pequito. 

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Fique a conhecer um pouco mais sobre o I Trilhos de Bellas com uma entrevista feita a Filipe Sousa, um dos organizadores da prova. 

 

Nesta primeira edição que mais-valias pretendem trazer ao Trail nacional?

 

Esperamos que seja uma prova em que o princípio de ser uma prova feita por atletas para atletas seja uma mais-valia. Sabemos que existem grandes provas de Trail com pergaminhos a nível internacional, mas queremos que seja uma referência para o futuro a nível regional e quem sabe a nível nacional.

 

Qual a diferença entre esta prova e a outras que já existem? O fato de ser perto de Lisboa é uma mais-valia?

 

Não podemos comparar provas directamente umas com as outras. Além disso nós aprendemos com outras organizações, quer sejam nas coisas boas como nas más, pois com os erros também aprendemos. Queremos que os Trilhos de Bellas sejam uma prova em que os participantes sejam bem recebidos antes, durante e depois da prova e que se sintam como se estivessem em casa, e que voltem para futuras edições.
Claro que estar perto de Lisboa é sempre um valor enorme (a 15K ). Pois existem poucas provas de trail na zona.

 

Qual a dinâmica que quiseram imprimir a esta prova, e qual a importância para a região onde se insere?

 

Promover a actividade desportiva na região pois temos trilhos espectaculares, que muitas pessoas mesmo de aqui perto não conhecem. A área onde está inserida a nossa prova tem um cariz histórico muito grande que queremos dar a conhecer, com várias quintas de tempos dos reis, palácios e o aqueduto.

 

Quantos participantes esperam receber em Belas, tanto para os 25k como para os 10k e para a caminhada?

 

500 participantes. É o limite que queremos e iremos atingir. Essas vagas são em conjunto para as 3 provas. Mas contamos que a prova dos K25+ seja a mais concorrida. A nossa prova de K10+ é uma excelente prova para que se está a iniciar no Trail e a caminhada uma boa oportunidade de conhecer locais com história da zona.

 

As inscrições já estão abertas? Quais os preços e como me posso inscrever?

 

Sim, já se encontram abertas as inscrições. Colocámos preços que pensamos serem acessíveis, 10€ na prova longa, 8€ para o trail curto e 6€ que se quiser inscrever na caminhada. Basta acederem a www.facebook.com/trilhosdebellas para terem acesso a toda a informação sobre os Trilhos de Bellas. Para um acesso directo às inscrições basta seguir o link: http://www.omdceventos.com/index.php/provas-a-decorrer/trilhos-de-bellas

 

Irão existir almoço após a prova? E Zona de banhos?

 

Não iremos ter almoço, mas iremos ter um abastecimento final com sopa e sólidos. Disponibilizaremos banhos para quem quiser.

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 Se tivesse que descrever o percurso o que nos poderia dizer? A nível de altimetria como vai ser? Será um percurso mais técnico ou mais “rolante”?

 

Sendo uma zona de serra com baixa altitude, não iremos ter um altimetria que possamos dizer que será muito duro, pois a categorização da ATRP andará entre o grau 1 e o 2. Teremos algumas partes técnicas, os estradões existentes serão sempre a subir ou a descer, pois apesar da baixa altitude existem muito poucas zonas planas na zona.

 

Qual o ponto mais alto do vosso percurso e existem locais emblemáticos da região por onde os atletas vão passar?

 

O ponto mais alto da zona é o Monte Suímo, a uma altitude de 291m. Os atletas irão passar por moinhos antigos, trilhos de estradas dos tempos dos romanos, zonas do aqueduto que liga a Lisboa (na altura dos romanos - Olisipo), além de quintas seculares e palácios.

 

Que conselhos dão aos participantes, em ambas as distâncias (calçado, tipo de material obrigatório, roupa)?

 

A zona é normalmente ventosa, e em dias de mau tempo muito complicada em termos de nevoeiro, vento e chuva. Não teremos material obrigatório, salvo alguma excepção perto do dia da prova em que a previsão meteorológica o possa exigir, a qual será transmitida antecipadamente aos atletas. Por agora aconselhamos o telemóvel e de copo ou reservatório (não disponibilizamos copos ou garrafas por ser uma zona de natureza e tentamos que haja o menor lixo possível, sendo o que houver limpo durante a prova).

O trail running percebe-se cada vez mais, como uma vertente agregada à corrida, mas como vêem o crescimento de provas de trail? Como explicam a adesão a este tipo de provas por parte dos portugueses?

 

O espirito do trail! A entreajuda tem sido a principal diferença para as provas de estrada. Quem pratica trail e treina nas serras, no mato, na montanha, onde seja possível fora de estrada, o contacto com a natureza e a sua ligação com os atletas é fenomenal. O facto de no trail podermos ter estradões, single tracks, atravessamentos de rios e ribeiros, o piso desde areia, terra batida, pedra ou lama, e de tanto subirmos vários quilómetros como logo a seguir podemos ter descidas brutais e com vistas deslumbrantes isso faz a diferença!
Dizem quem corre na estrada e experimenta o Trail jamais vais querer deixar de correr nos trilhos!

 

Do que estão à espera? Continuem, ou comecem a treinar que nós esperamos por vocês.  

Preview: Mochila Raidlight Gilet Responsive 8L

18.08.15 | Bo Irik

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Na sequência das experiências com duas mochilas Raidlight, a Mochila Raidlight ULTRA 8L e a Mochila Raidlight OLMO R-ZONE, o representante da marca Raidlight em Portugal, a DMAKER, gentilmente nos proporcionou mais uma oportunidade de testar uma mochila desta marca francesa – Raidlight Gilet Responsive 8L.

 

Esta mochila, ou melhor colete, ao contrário das testadas anteriormente, tem dois modelos, um masculino (que irá ser testada pelo Tiago Portugal) e um feminino (a ser testada pela Bo). Para além disso, outra novidade é que a mochila está disponível em dois tamanhos, S/M e L/XL. A mochila pode ser usada com bexiga (vendida em separado) ou soft flasks (vendidas em separado). Nós iremos optar pelas soft flasks da Raidlight.

 

Segue o preview em vídeo feito pelo Tiago Portugal e algumas imagens do modelo feminino:

 

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O meu Ultra Trail du Mont-Blanc (UTMB) - Crónica III

17.08.15 | Tiago Portugal

Faltam menos de 2 semanas. No dia 28 de agosto de 2015, cerca de 2300 participantes, entre as quais muitos portugueses, irão dar o tiro de partida do UTMB.

 

Esperamos por relatos e histórias fantásticas de todos os que se aventuram neste prova épica e iremos seguir com atenção o desenrolar da prova e acompanhar os esforços de todos os nossos amigos.

 

Enquanto aguardamos podemos saborear a fantástica aventura do David Faustino e o seu UTMB de 2014. Podem reler aqui a crónica II  e a crónica I.

 

A vontad de um dia estar presente e fazer parte desta comunidade aumenta.

 

Por: David Faustino

 

Meta à vista

O Sábado é passado no meio de paisagens de postal, continuando a alternância de subidas e descidas com o cansaço a ser cada vez mais um companheiro de viagem.

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Durante a tarde, deixamos Italia e entramos na Suiça. Nada muda muito. Subidas, descidas e cada vez mais cansaço. O corpo pede descanso, mas sabemos que ainda falta muito.

 

É talvez a parte da prova que mais me custou. Estamos com mais de 24 h decorridas e ainda faltam cerca de 50 kms. Num ou noutro abastecimento vou pedindo informações sobre a minha mulher. Nem sempre consigo obter resultado, mas vai dando para acompanhar. As últimas informações permitem-me concluir que tem vindo num ritmo relativamente constante e previsível. Isso é bom, vamos lá regressar a França!

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 Cansado

 

A entrada na segunda noite traz-me sensações ambíguas. Se por um lado o corpo já não quer continuar, por outro a mente (e o Garmin) dizem: são dez da noite e já “só” faltam 35 kms. Está quase.

 

O quase é bastante relativo. A parte final do percurso é mais técnica e a progressão mais lenta. A velocidade de progressão já é sempre medida a dois dígitos o km. O percurso eterniza-se. Por outro lado, tendo toda a prova sido feita sem quedas e sem nenhuma dor localizada, agora sinto uma dor aguda no tornozelo direito que toca no sapato a cada passada. Progressivamente, ao longo da noite, a dor torna-se difícil de suportar. Com os bastões até poderia aliviar o apoio no pé, mas sobre bastões já está tudo dito. Aperto o sapato. Alargo os atacadores. Sento-me para repousar. Retiro palmilhas. Volto a apertar o sapato doutra maneira. Nada resulta e o tornozelo já está em tamanho XXL, assim como a dor que dele emana. A dupla Salomon XT Wings 3/tornozelo não se está a entender, para meu desespero.

 

As sensações de prova começam a ser claramente negativas, mas não vou ficar a 20 kms da meta. Faz-se luz! Retiro o Buff, que já não estava a usar, da mochila e coloco-o por baixo da palmilha do sapato, fazendo altura e evitando assim o contacto do sapato com o tornozelo. Já não dói (quase) nada!

 

Sentia que agora dificilmente algo me iria impedir de chegar ao fim, mas estava desgastado por tudo o que se tinha passado e, obviamente, pela distância.

 

Estamos a chegar ao final da noite, estou de rastos, e no abastecimento dizem que faltam menos de 11 Kms e que é sempre a descer.

 

Dificilmente algumas palavras poderiam ter mais impacto em mim: 11 kms, sempre a descer! Invade-me uma estranha sensação de euforia e sinto uma força que me surpreende. Resolvo desatar a correr monte abaixo. Primeiro com alguma cautela, já não corria há algumas horas. A sensação não passa e corro cada vez mais. Passo por pessoas que me ultrapassaram ao longo das minhas dificuldades e que ficam algo perplexas com este renascimento. Alguns inspiram-se e começam a correr também. Um espanhol acompanha-me e, puxando um pelo outro, entramos em Chamonix para os últimos dois quilómetros feitos a 5’30/Km.

 

Naquelas ruas, nos metros finais, sinto gosto em correr, sinto-me feliz por estar ali, doí-me 99% do corpo, mas tenho a cabeça 100% repleta de sensações positivas. Revejo flashes da prova: a chuva, os bastões, onde está a minha mulher, sentado naquela subida a tirar o sapato.

 

Passo a meta. Acabou.

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 Chegada!

 

O Rescaldo

 

Recupero o folgo, vejo o ecrã com a classificação e pergunto pelo dorsal da minha mulher. A previsão de chegada permite-me descansar um pouco até lá. Decido ir para o carro. Entretanto, lembro-me que o prémio de finisher é um colete e que me esqueci do levantar. Volto atrás. A viagem para o carro é infindável. Não há célula do meu corpo que não doa. Chego ao carro, coloco um alarme no telemóvel e instantaneamente adormeço.

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Para o homem comum é apenas um colete made in Vietnam, mas é a peça de vestuário mais desejada do corredor de trail amador.

 

Acordo sobressaltado ao som do alarme, tento calçar-me (dói), troco alguma roupa (dói) e volto à meta (dói).

 

Pouco depois chega a minha mulher e aí terminou realmente o UTMB para mim, para nós.

 

Ainda fomos surpreendidos pela presença junto à meta da proprietária da casa onde ficámos em St Gervais, acompanhada dos filhos. Segui-nos ao longo da prova pela internet e quis estar à chegada para felicitar-nos. Parecia mais satisfeita do que nós próprios com o nosso desempenho. Fiquei sensibilizado e agradecido por alguém se dar ao trabalho de fazer isso, num Domingo de manhã, a pessoas que conheceu três dias antes e que, provavelmente, não voltará a ver. Pequenas coisas, mas que marcam…

 

O que reter desta aventura? Talvez que há coisas que não se contam nem se explicam, têm de ser sentidas. Tenho a sorte de ter comigo alguém que, por mérito próprio, também sentiu o UTMB e por isso não tenho necessidade de explicar como foi ou de justificar porque tinha de o fazer. Aos outros não vale a pena tentar explicar, porque provavelmente não o irão entender.

 

Por isso nunca o fiz… até hoje.

Uma embirração especial: óculos de corrida

16.08.15 | Filipe Gil

 

Por Filipe Gil:

No que se trata de equipamentos de corrida (ou mesmo de bicicleta) tenho uma embirração especial: óculos de sol! Acho-os, na sua grande maioria, “foleiros” e de muito mau gosto estético. Estou a escrever, claro, dos óculos de sol que as marcas criaram para os atletas.

 

E se nos últimos três anos temos visto uma grande, enorme, evolução estética em tudo o que se relaciona com a corrida, só de lembrar a evolução dos modelos da Adidas, da Asics, da New Balance ou da Puma, a maioria dos óculos de sol continuam - no meu entender - fora dessa evolução.

 

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Muitos desses óculos (como os da imagem acima) são muito caros e tem em si um tecnologia fantástica que, de facto, protege o corredor/ciclista. Contudo, este é um post sobre estética (e gosto), e pessoalmente, acho-os muito, muito feios.

 

E há outras soluções no mercado que também protegem e que, esteticamente, são mais interessantes e ficam bem, na cara da maioria das pessoas -seja com buffs ou capacetes de ciclismo. Assim, apresento-vos algumas sugestões estéticas (e de qualidade) para usarem durante a vossa corrida (passeio de bicicleta). 

 

Marca: Hawkers Modelo: Artic White Nebula One Preço: 20€

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 Marca: Polaroid Modelo: Seasonal Preço: (+ ou - 70€)

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 Marca: Ray Ban Modelo: Wayfarer Preço: (+ ou - 120€)

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 Marca: Refleczo Modelo: Impulse - Rubberized Preço: 44€

img_2589_2.jpgMarca: Oakley Modelo: Marc Marquez Signature Silver Preço: 

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E já agora, fica a dica, porque não comprar marcas de óculos portuguesas. Basta uma pesquisa na Internet e encontramos algumas. 

 

Boas corridas...com estilo!