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Correr na Cidade

Review: Adidas Ultra Boost

08.07.15 | Tiago Portugal

A Adidas facultou-nos vários modelos do seu mais recente ex-libris: os Ultra Boost. Esta é a review final do Tiago Portugal e da Natália Costa. 

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Modelo: Adidas Ultra Boost

Testado por: Tiago Portugal

Características pessoais: Pronador, com maior preponderância no membro inferior direito, peso médio e com um arco plantar elevado.

Condições de teste: 150km feitos em treinos de estrada maioritariamente de 10km, com alguns de mais de 15km, uma prova de 10km estrada e 2 treinos em terra batida.

 

Os mais de 150km percorridos com os Adidas Ultra Boost são suficientes para conseguir efetuar uma review completa deste modelo, gentilmente cedido pela Adidas. O conteúdo do texto que se segue reflete uma opinião pessoal relativamente ao modelo testado.

 

Este novo modelo da marca Alemã foi anunciado com pompa e circunstância como a melhor sapatilha de corrida do mundo. Mas será que as prestações correspondem ao anunciado?

 

Sendo o mais direto possível: Serão estas, como afirma a marca, as melhores sapatilhas de corrida do mundo? Nim, alguns aspetos devem e podem ser melhorados mas em contrapartida a sola dos Ultra Boost é uma pequena maravilha.

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Têm algumas características muito boas, que jogam a seu favor e os tornam uma grande escolha para alguns corredores, apesar de o preço algo excessivo não os tornar acessível a todos. Se a Adidas efetuar algumas melhorias nas próximas edições este modelo será um sério candidato a melhor sapatilha de corrida, mas ainda não é esse o caso.

 

DESIGN e CONSTRUÇÃO:

 

Em termos de construção os materiais utilizados são de primeira qualidade, desde a parte superior em PrimeKnit à sola composta por 3.000 cápsulas Boost, mais 20% do que os outros modelos do mercado e boracha continental.

 

O PrimeKnit parece uma malha tricotada, com uma grande elasticidade e com buracos que garantem uma boa ventilação. Na zona da frente existe uma parte mais dura toda em preto que envolve o sapato, creio que o intuito seja o de dar maior proteção à zona dos dedos dos pés.Em termos de durabilidade e de acordo com os testes realizados pela Adidas esta sapatilha, pelo menos a sola boost, está feita para durar 800km. Nada mau tendo em conta os padrões atuais.

Em termos de design gosta da combinação do preto na parte superior que contrasta com a sola toda branca. Pessoalmente acho a versão que saiu em vermelho mais apelativo.A parte da biqueira tem um arco mais pronunciado do que o normal, um efeito do tipo “rocker”, que ajuda ao movimento mais natural da passada.


Como já tinha referido na minha 1.ª impressão, este modelo é mais estreito do que o normal e tenho que usar um número acima do que normalmente uso, o que faz com que o sapato pareça muito grande e sobre algum espaço na zona frontal.

 

Uma das características distintivas da Adidas é a região do calcanhar saída e neste caso não é exceção, o que permite uma maior dispersão do impato nessa região.

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CONFORTO:

 

Inicialmente não me adaptei muito bem ao PrimeKnit, apertava-me muito o pé e sentia mesmo um grande desconforto ao correr, tanto que pensei em "encostar" este modelo ao fim de 3 treinos e começar a usá-los só no ginásio.

 

Estas sapatilhas são daquelas que quanto mais corremos com elas mais se adaptam à forma do nosso pé. Foram precisos alguns treinos para que a o PrimeKnit alarga-se de acordo com o meu pé, mas uma vez isso feito os Ultra Boost parecem uma meia, muito confortável.

 

Em termos de transição da passada e conforto em corrida esta sapatilha é muito fluída. A forma tipo "rocker" conjugado com o boost da sola e o sistema "Torsion" fazem com que cada passo seja tão fácil como o anterior. Esta forma também facilita, neste caso a técnica é essencial mas alguns modelos ajudam, uma correta abordagem do pé ao solo, o contato e o impulso.

 

Depois de uma pequena alteração que efetuei a este modelo os Adidas Ultra Boost transformaram-se na minha 1.º escolha para treinos em estrada e provas de 10k.

 

ESTABILIDADE E ADERÊNCIA:

 

Esta é a área onde este modelo mais falha. A malha PrimeKnit apesar da sua elasticidade não garante a estabilidade do pé. Qualquer mudança de direção sentimos o pé a mexer para os lados. Ao redor deste modelo não existe, que eu veja, nada que sirva para estabilizar o pé dentro da sapatilha. As 3 barras em borracha que servem para apertar a sapatilha e prende-la ao sapato não ajudam muito nesta matéria. Na região do calcanhar existe uma caixa, em azul, com o nome do modelo “Ultra Boost” em letras douradas, que dá um maior suporte e estabilidade nas zonas laterais à região do calcanhar, mas que para mim é manifestamente pouco. Na sola, foi incluído um sistema de “Torsion” que tem como propósito diminuir a instabilidade desta sapatilha.

 

A entressola destes Boost não é muito estável, devidas as características do material. Para manter a integridade desta parte do modelo foi introduzida uma estrutura em TPU na região lateral debaixo do calcanhar, o que permite uma maior robustez nesta zona.


Sendo um modelo desenvolvido para corredores neutros e sem grande estabilidade ao fim de alguns quilómetros começavam a aparecer-me algumas dores nos joelhos e não sentia grande segurança.

 

Isto mudou quando retirei a palmilha original, nos Ultra Boost a Adidas optou por uma palmilha plana e fina ao contrário de outros modelos, e coloquei uma palminha feita à minha medida. O comportamento da sapatilha neste campo alterou por completo e hoje para treinos de 10-15km não tenho qualquer problema.

 

Em termos de aderência, testada em 2 treinos de terra batida, e apesar de ser um modelo para estrada a sola não nos deixa ficar mal. O único senão é a instabilidade da parte superior do pé em terrenos desnivelados.

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AMORTECIMENTO:

 

Esta é la Pièce de Résistance deste modelo, simplesmente fantástico. Para quem nunca correu com tecnologia boost, recomendo que façam essa experiência. Os Ultra Boost foram a minha 1.ª experiencia a sério com esta tecnologia e durante os primeiros treinos fiquei maravilhado, reativo, consistente e com um nível de amortecimento que é mesmo do meu agrado. Talvez demasiado macio para alguns. A cada passada que damos as 3.000 capsulas, que dão uma maior densidade à sola, comprimem para logo de seguida dar um impulso ao nosso pé. Nos 1.ºs treinos esta sensação é ainda mais notória. E se como diz a marca esta tecnologia durar 800km sem qualquer alteração é de facto de salientar.

 

Ao pressionar a sola vemos reparamos que é bastante macia e que com alguma facilidade cede à nossa força mas que imediatamente retoma a sua forma original.A proteger a camada de boost temos uma plataforma de borracha Continental com uns ligeiros tacos redondos.

 

Este modelo é mais reativo do que os anteriores e em termos pessoais é o modelo com o qual consigo manter um ritmo mais elevado durante um maior espaço de tempo. Em termos médios corri quase sempre a ritmos de 5’10 ou inferiores e para treinos mais rápidos gostei do amortecimento proporcionado. É um gosto pessoal, pelo contrário alguns colegas acham que este modelo é mais lento e não permite grandes velocidades.

 

PREÇO:

 

Verdade, este modelo está carregado de tecnologia de ponta, no que se refere ao mundo do running, a sola 100% em boost é uma pequena maravilha, e de acordo com a marca a durabilidade vai até aos 800km, mas mesmo assim com um PVPR de cerca de 179,90 € acho demasiado caro, tendo em consideração que apesar de todas as qualidades ainda existem algumas áreas a melhorar.

 

Por este preço estamos à espera de algo verdadeiramente excecional, o que dadas as circunstâncias ainda não foi totalmente alcançado. Mas se conseguir arranjar este modelo em promoção vale a pena experimentar e testar pelo seu próprio pé. 

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AVALIAÇÃO FINAL do Tiago:

 

Design/Construção: 17/20
Conforto: 18/ 20
Amortecimento: 20/20
Estabilidade/Aderência: 14/20
Preço: 14/20

TOTAL: 83/100

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Modelo: Ultra Boost (modelo feminino)

Testado por: Natália Costa

Características pessoais: Passada neutra

Condições de teste: percorridos cerca de 70 km em alcatrão e calçada portuguesa

 

DESIGN e CONSTRUÇÃO:

 

Os meus Ultra Boost são roxos. Comparativamente com os Boost cor de rosa, que também tenho, acho-os esteticamente menos apelativos. A diferença nota-se porque o design dos Boost (rosa) terem uma estética mais uniforme e são um pouco mais femininos. Já os Ultra Boost devido ao seu design mais alongado dão uma sensação de calçarmos dois números acima (sendo que para ténis de corrida devemos calçar 1 número acima do nosso calçado normal) o que de facto é real pois a Adidas assim o recomenda. Ou seja, a forma é um pouco longa, para dar maior liberdade aos dedos dos pés, e maior conforto, mas esteticamente, e pelo menos em senhoras, fica-se com um ar “patudo” e menos feminino que outros modelos da marca.

 

Em relação à construção, nada a apontar. São muito bem construídos não havendo “pontas soltas” em nenhuma parte da sapatilha...e do pé!

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CONFORTO:

 

Os Ultra Boost são muito confortáveis. Aqui, e voltando a comparar com os Boost “normais”, o conforto é superior. Como amante de sapatilhas com solas mais minimalistas consegui adaptar-me perfeitamente a uma sola “mais avantajada”. O upper da sapatilha, feito numa espécie croché industrial, é confortável e respirável. Sendo assim, um modelo a ter em conta com temperaturas mais quentes. Este modelo não tem a “tradicional” língua, algo que estranhei no início mas que se revela uma excelente ideia porque provoca menos atrito no peito do pé. Muitas das vezes ao corrermos, em alguns modelos, a língua vai-se deslocando para um dos lados, causando desconforto. No caso dos Ultra Boost isso não se verifica e parece que estamos a calçar uma meia.

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AMORTECIMENTO:

 

Apesar de terem uma sola algo generosa – e eu prefiro sapatilhas mais minimalistas – são consideravelmente maleáveis. A sola Ultra – com mais Boost que o modelo “normal” Boost – sente-se a cada passada. Não só pelo amortecimento que é bom, mas também pela promessa cumprida pela Adidas de dar aquele impulso, mesmo que ténue, quando o pé liberta o solo. Curiosa a “curva” do drop que vem do calcanhar desce no peito do pé e torna a levantar na ponta dos dedos, dando uma forma gôndola às sapatilhas.

Para quem tenhoo os pés dos dedos loooongos, como eu, este modelo de sapatilha é ideal porque o upper (parte de cima da sapatilha) é largo dando uma maior liberdade a cada passada. Devido a esta minha característica morfológica não é fácil encontrar sapatilhas onde sinta conforto e não sentir os dedos dos pés apertados.

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ESTABILIDADE:

 

Por ter um maior reforço na zona do calcanhar, a sensação é de maior segurança e estabilidade. O pé fica como que “preso” na zona posterior permitindo o que se torne mais importante na passada seja a parte do meio/frente. Se este apoio não existisse possivelmente o risco de lesões era maior. A parte de cima da sapatilha é no tal croché industrial que já mencionei, mas mais parece feito de neoprene (estilo fato de surf) permitindo alguma elasticidade, mas não deixa de impor os seus limites. Por os ter recebido recentemente, ainda não tive oportunidade de os experimentar com chuva e confesso que tenho algumas dúvidas se a estabilidade da parte de cima não será afectada com a água que nela irá cair. A ver…, lá para o outono.


Outra das singularidades que gostei é o facto dessa mesma parte de cima ser um todo, com disse anteriormente, uma espécie de meia que, mais uma vez, não prejudica a estabilidade e segurança do pé. A “meia” tem na sua zona lateral uma estrutura de plástico onde se encaixam os atacadores, dando alguma estabilidade e algo móvel e sendo utilizado pela marca para colocar as suas tradicionais três listas.

 

PREÇO:

 

180€. São sapatilhas caras. Está, certamente, a pagar-se a inovação do produto. Contudo, mesmo assim, há outras opções de mercado menos “experimentalistas” e um pouco mais baratas. Todavia, se forem sapatilhas que durem serão certamente um bom investimento.

 

AVALIAÇÃO FINAL da Natália:

 

Design/Construção: 16/20
Conforto: 18/ 20
Amortecimento: 19/20
Estabilidade/Aderência: 19/20
Preço: 16/20

TOTAL: 88/100

 

Boas corridas. 

Race Report : 2ª Edição dos 10Km da Lagoa

07.07.15 | Luis Moura

 

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Por Luís Moura:

 

No passado sábado eu e a Liliana fomos correr na 2ª edição dos 10 Km da Lagoa, realizada na Foz do Arelho.
Aproveitamos o dia bom que estava previsto e fomos à praia antes de irmos para a prova na bonita lagoa.

 

Viagem e preparação da prova
Saímos de Lisboa de manhã cedo e fizemos uma viagem tranquila até às Caldas da Rainha. O dia estava mesmo a convidar a apanhar sol e a passear, tal a temperatura e o cheiro a verão que estava no ar.
Mal chegamos fomos logo levantar os dorsais para evitar a confusão antecipada da tarde. Constatamos logo um dos maiores problemas da prova, que foi tendo a partida e chegada perto da rotunda ao lado da praia, no extremo mais afastado da avenida, "obrigou" ao corte de 3/4 dos espaços de estacionamento previsto para os carros e obriga a uma voltinha de cortesia a quem procura estacionamento, depois de entrar na avenida e a regressar até à entrada, visto que só tem uma entrada e saída... criou ali muitos momentos de constrangimentos e irritação a quem foi apanhado desprevenido com esta alteração momentânea.
Depois de termos os dorsais, apanhamos os apetrechos da praia e lá fomos apanhar sol e passear pela bonita lagoa que estava em maré baixa.

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( Já não se pode comer uma bucha em paz :) )

 

Prova
A prova devido ao seu traçado, não é o ideal para bater records. Tem uma subida "enorme" para provas de estrada onde se perde muitos segundos que depois não se consegue recuperar na segunda parte da corrida, quando se desce para o bordo da lagoa.
Com 2 treinos na semana anterior e ZERO na semana passada, foi com alguma apreensão que fui para a prova. Se por um lado as pernas estavam "frescas" devido à falta de esforço, por outro lado a falta de treino cardio e de força iria decerto prejudicar o ritmo. Eu estava a tentar psicologicamente fazer que o primeiro sintoma prevalecesse sobre o segundo, ou assim eu desejava muito...
A Liliana, que desde a sua estreia no Louzan Trail tem estado lesionada, anda a fazer um descanso activo na corrida a ver se consegue recuperar o joelho, por isso também foi a esta prova com algumas dúvidas e incertezas sobre a mesma. Será que as 2 semanas com muito pouco exercício seria o suficiente para lhe retirar as dores? Pelo menos nas caminhadas diárias que temos feito as dores estavam a diminuir linearmente.

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( Raio de sol na cara )

A prova seria às 19:30 e por volta das 18:00 já era muito a azáfama junto da partida. Já eram muitos os corredores e familiares que se agrupavam e conversavam, preparando a prova e o apoio aos atletas.
Por volta das 19:10 comecei a fazer o aquecimento enquanto a Liliana fez o aquecimento na sessão de mobilização articular que a GFD preparou em frente ao local da partida.
Depois de 10 minutos de aquecimento, e de me ter apercebido muito bem das duas premissas que falei antes, estabeleci a táctica para a corrida. Iria tentar acompanhar o pacer dos SUB-40 na maior parte da prova e quando o corpo se começasse a queixar, iria gerir o esforço, fosse o rombo no ritmo que tivesse que ser, pois já há bastante tempo que não ia para uma prova sem ter uma noção, mais ou menos clara, do ritmo que podia aplicar.

 

Partida
Coloquei-me por acaso na segunda linha da partida, atrás das atletas femininas do Benfica e GFD, alguns praticantes de triatlo que estavam ali a treinar segmentos e alguns atletas que olhando apenas para eles, dá para sentir o ritmo “levezinho” que iam impor.
Entretanto o efeito secundário de ter estado desde o meia-dia até às 17:30 a apanhar sol começava a fazer mossa. Sentia o corpo a quente, sobretudo nas pernas e braços :), apesar de a temperatura estar a descer visto que o sol maravilhoso da manhã estava a dar lugar a nuvens bastante cerradas em que no fim da prova quase que choveu, com o vento gelado a soprar do mar.

19:30. Lá arrancamos, eu com olhos colocados na bandeira SUB-40. Pequena confusão de segundos com alguns atletas a tentar colocar-se o melhor possível e ao fim de uns 200 metros já os primeiros iam lá no fundo !!!.. Impressionante o ritmo que aqueles magrinhos conseguem imprimir.
Entretanto, mesmo indo num ritmo um pouco mais rápido que o previsto, colei-me ao pacer. Vamos ver o que isto dá...

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( Tão rápido que o chapéu virou para trás !!!)

 

Km1 a 3:44/km... Possa, que os bofes iam saindo, mas deu para seguir tranquilo. Neste primeiro km passam por mim uns 4 ou 5 atletas mais ligeiros e eu deveria ir a rodar pelo 30º/35º lugar. As primeiras atletas femininas continuavam pouco à frente, mas a ir embora devagarinho.
Km2 desci para os 4:08/km ao entrar na subida e o terceiro km deu 4:47/km com a subida completa feita. Muito duro para quem não treinou bolha!
Perdi o pacer que seguia ao fim do km 3, uns 50 metros à minha frente mas a ir embora nas calmas. A respiração estava muito alta devido à subida e ele lá ia fresco a conversar com quem quisesse trocar letra.
Km4 foi feito a 4:05/km e o 5 km já a descer para a lagoa a 3:53/km. Aqui nitidamente a falta de rotação deu sinal. Com treino teria feito esta descida em estradão bem abaixo dos 03:30 ou 3:20/km. E com esta redução no ritmo, em cada km lá passavam mais 2 ou 3 por mim.

 

Água
No fim da descida, viramos à direita e iniciou-se o retorno. Tivemos logo ali o abastecimento a meio da prova com água fresca. Infelizmente as garrafas estavam a ser dadas sem tampas, o que é bom, para os que bebem logo a água toda ou então para os imbecis que bebem 2 goles e depois atiram a garrafa para o lado sem olhar. Para as pessoas que fazem como eu, que vou bebendo aos poucos e com goles pequenos durante para ai 3 ou 4min, a garrafa sem tampa faz a água saltar por todo o lado e perde-se uma boa parte dela.

E foi a desculpa ideal para abrandar! A verdadeira é que o corpo tinha rebentado. Puro e duro. O corpo descansado ainda aguentou neste registo os primeiros 5km, mas a falta de treinos rápidos fez com que não estivesse minimamente preparado para aguentar aquele ritmo elevado.
Km6 a 4:50/km, já a passo de caracol, fui passado por uns 30 atletas. Km7 a 4:47, km8 a  4:46 e o seguinte..... 4:49/km.

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( Malta maluca... só querem correr )


Parecia um relógio suíço em passo de marcha. Por esta altura, fiquei com a impressão que uns 10 milhões de atletas tinham passado por mim.
Sentia-me muito cansado, com os pulmões e coração em esforço. Já as pernas, essas ainda não se tinham queixado, estavam frescas. Também me apercebi de um pormenor muito interessante, relativamente aos que iam calmamente passando por mim, o suor. Iam quase todos a escorrer em bica e eu nem tinha aquecido as pernas.
Isto de facto dá para fazer diversas análises e a primeira é… tenho apenas 1 mês para treinar para Óbidos! Como tal, começam já esta semana os treinos de cardio senão vou penar novamente na lagoa como este fim-de-semana :) Tenho um objectivo bem claro para este ano e não posso perder o foco do mesmo. Outro detalhe, é que de facto quando nos habituamos a fazer provas longas regularmente o corpo adapta-se aos esforços com uma elasticidade e direcção impressionante.

Nitidamente cardio foi-se, tal como já estava à espera antes da prova, só não contei que fosse com tanta violência :)


Ultimo km, mantive ritmo até entrada da reta final, onde apertei o passo nos últimos 500 metros já que vinha com muitas reservas de energia e deu para 4:04/km. Ficou um gosto muito amargo relativamente a esta prestação, mas já estava à espera que o tempo não iria ser nada famoso.
No final deu para 44:05 a média de 4:23/km ficando na posição 103º logo atrás do “monstro” Jorge Serrazina, que vai-nos dar entretimento daqui a um mês a poucos km dali, mas à noite :)
É o pior tempo nos 10km que faço desde final 2013, mas sem treino não se pode esperar milagres :)


Logo ali depois de passar a meta ofereceram-nos um copo de isotónico, pedaços de barras energéticas de vários sabores à escolha e, como quase sempre nestas provas, uma fila para levantar a fruta e o saquinho com águas e isotónico.
Espreitei para o ponto de encontro combinado com a Liliana a ver se ela já lá estava, o que seria sinal que teria desistido com algum problema. Mas não estava e fiquei contente por ainda estar em prova. Como ainda faltavam alguns minutos para ela chegar e a fila das massagens estar curta, fui lá dar um salto… mas acabei por esperar uns monstruosos 25 minutos para conseguir lugar :)

Ok também não foi muito tempo, mas depois de correr 10 km e estar a ficar um pequeno temporal com ventos fortes e de ter a t-shirt ligeiramente suada, começava a ficar gelado...

Depois da massagem encontro a Liliana que tinha chegado há pouco tempo e vinha com um ar muito triste. Não só pelo tempo que fez, que era o mal menor, mas porque estava com muitas dores no joelho depois de passar a meta.


O arrefecimento das articulações estava a fazer-se sentir. E estava triste porque as 2 semanas de repouso não foram suficientes para recuperar. Lá seguimos vagarosamente até ao carro para regressarmos a Lisboa para descansar e começar a planear as próximas semanas.

 

Para a história desta segunda edição, ficam os tempos dos vencedores, no masculino, Carlos Cardoso da GFD Running em 32:13, e no sector feminino, Cláudia Pereira também do GFD Running, em 35:01.
Que por acaso foram os vencedores da corrida TSF Runners no dia seguinte de manha em Lisboa :)

 

Podem ver aqui as classificações de todos os participantes


Organização
Temos que dar os parabéns à organização da GFD e de todos os que contribuíram para execução desta prova, como o Mundo da Corrida na parte da cronometragem.
A prova foi muito simples, funcional e o suficiente para que os atletas saíssem de lá com um bom sentimento. Não teve extras relevantes nem teve nenhum defeito assinalável.
O kit do atleta tinha t-shirt, alfinetes e dorsal. Juntamente com duas ofertas da BP, um chapéu e um porta chaves de borracha.
No final, 3 garrafas de líquidos, uma amostra de um doce regional, o Beijinhos das Caldas e também uma peça de fruta. É mais do que suficiente para uma prova de 10 km e com os preços praticados.
Além disso, uma vez que a GFD tem nas suas fileiras vários atletas rápidos, as provas sendo organizadas por eles então as mesmas tendem a ir ao encontro daquilo que procuramos neste tipo de prova.
Quando isso acontece, estão todos de parabéns.

 

Bons treinos e provas para todos :)

Ajudar os outros a perder peso

06.07.15 | Filipe Gil

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Por Filipe Gil:

 

Tenho tido a sorte de ter ido à praia pelo menos mais do que meia dúzia de vezes. Digo sorte porque no ano passado, e pelo menos na zona de Lisboa, o verão não foi muito feliz e aos fins-de-semana, em maio, junho e julho foi raro o sábado ou domingo com bom tempo para ir a banhos.

 

Assim e depois de ter “sofrido” no verão passado, este ano tenho ido com a família e amigos frequentemente. E tenho observado as pessoas à minha volta. Não tendo ido para nenhuma praia da moda e tendo variado em três praias, pelo menos cheguei à conclusão que há mais pessoas gordas.

 

Sim, exacto. Leram bem. E não estou a falar de pessoas mais “cheinhas”. De mulheres com um rabo um pouco maior ou homens com aquela barriguinha que não incomoda mas abana a cada passada. Tenho sim visto pessoas mesmo mais gordas do que, por exemplo, há três ou quatro anos atrás. Muita gente quase obesa. E nessa observação tenho visto algo que ainda me preocupa mais: crianças e adolescentes semi-obesos. O que é preocupante!

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Se por um lado os portugueses nunca praticaram tanto desporto como nos últimos tempos, é certo que a crise económica veio potenciar a má alimentação e muitas vezes são as famílias menos informadas que mandam as mochilas dos seus filhos com quilos e quilos de açúcar e gordura na sua mais variada forma. Não só porque esses alimentos por vezes são mais baratos (o que é errado, devia haver uma taxa sobre o açúcar em que o montante reverte-se para programas de informação à boa nutrição).

 

No meu tempo, e de toda a geração que agora está nos 40 ou perto disso, não havia a panóplia de produtos (chocolates, snacks, salgados) e recordo-me bem dos meus saborosos lanches de pães com manteiga e fiambre e leite com pó de chocolate. De vez em quando o fiambre por marmelada, mas nem sempre. E, atenção, apesar de alguns cuidados em comer bem a minha família não tinha a informação que hoje existe. Mas era a norma. As crianças comiam melhor e ainda faziam mais exercício na rua.

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A esta altura estão todos a perguntar o que raio tem isto a ver com a corrida?! Pois, mas tem!!Tem a ver com todos aqueles que gostam de correr, andar de bicicleta, ir ao ginásio, etc. Com o exemplo que temos de ser para quem nos observa. E sobretudo com aqueles que influenciamos, mesmo quando eles dizem que não: os adolescentes e as crianças.

 

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A SIC vai avançar o programa Peso Pesado para adolescentes. E estou certo que veremos casos que pensamos incríveis de existir. Ainda bem que o vai fazer para estarmos mais cientes que é um problema real e preocupante e que devemos todos, mas todos agir.

 

E nós, corredores? Porque não agir também? Penso que por vezes temos de descer um pouco à terra e deixar de sermos algo egoístas e deixar de pensar só nos nossos objetivos, nos nossos treinos, nas nossas provas, nos nossos ultra trails ou naqueles 10kms que queremos baixar dos 45 minutos a percorrer - e atenção que eu sou destes. 

 

Há que reflectir o que podemos fazer pelas nossas crianças. Que, e segundo sabem, se mantiverem este estilo de vida, terão uma menor esperança de vida que nós. 

 

Porque não levar os nossos filhos, sobrinhos e vizinhos a fazer um treino pensado só neles, 1 ou 2 vezes por semana. Estou certo que esses momentos de qualidade os irá “picar” com o bichinho do desporto. Até podem nunca vir a correr como nós, até nunca poderão gostar de trail running ou de andar de bicicleta, mas ficaram com o gosto pelo desporto, pelo exercício físico e daí a uma vida saudável será um pequeno passo. 

 

Mesmo aqueles que já o fazem, olhem mais à sua volta. Vejam aquele amigo gordinho dos vossos filhos e convidem-no para ir correr ou andar de bicicleta todos juntos. É uma onda que podem começar a espalhar junto de vós e da vossa comunidade. E que poderá, literalmente, mudar vidas. 

 

Somos exemplos para a comunidade, e não é uma questão de moda ou estilo, é sim uma questão de saúde. Estou certo que aquele recorde que vamos bater nos nossos próximos 10kms ainda fica mais saboroso, não acham?

Recordar a melhor prova de trail running do mundo!

05.07.15 | Filipe Gil

Por Filipe Gil

E como é domingo publicamos um vídeo daquela que é a melhor prova de trail do mundo: a Western States 100, com já aqui o tinha afirmado. Este vídeo é da edição de 2015, que decorreu no passado sábado/domingo na Califórnia. Mesmo que discordem, vejam o vídeo são 5 minutos de puro prazer que nos faz desligar o computador e ir correr para os trilhos. Mas cuidado com o calor. Leiam ou releiam aquilo que escrevemos há uns tempos. 

Como chegar ao fim da época já com saudades de correr?

03.07.15 | Nuno Malcata

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 Por Nuno Malcata

 

Quando chego ao final de Junho, para mim está a acabar a "época".

A minha época 2014/2015 foi até hoje aquela com mais km corridos.(+1750km).  Já tive outras com mais km feitos, acho, mas eram feitos mais na bicicleta que a correr.

 

Está assim na altura de tirar algumas conclusões acerca do trajeto que fiz desde Setembro de 2014 até agora, final de Junho.

 

Costumo fazer esta divagação comigo mesmo e com alguns poucos que me rodeiam e aturam, desta vez decidi partilhar com todos vocês, salientando desde já que o valor acrescentado sendo pouco ou nulo, é partilha.

 

Falar de corrida ou desporto são sinónimos para mim, se esta época corri mais do que fiz outro desporto qualquer, o correr como o andar de bicicleta, nadar, fazer snowboard, jogar ténis ou basket têm significados muito semelhantes.

Seja num treino ou numa prova, os objetivos são muito semelhantes, quero divertir-me e sentir que os que me rodeiam se estão a divertir e sorrir, muito.

 

E ser competitivo? Perguntam vocês, ou talvez não.

Respondo que comigo mesmo sim, mas não procuro ou preciso chegar numa corrida antes de ninguém, já se participo num jogo coletivo sou mais, ou mesmo jogando ténis, na corrida ou bike, nem por isso.

Sobretudo isto acontece mais quando estou nos trilhos e mergulho na natureza, lá se vai a competitividade :)

 

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Mas o que a corrida/desporto realmente significam para mim e porque dou tanta importância a isto na minha vida?

Desporto para mim é concretização, realizar algo que me faz sentir realmente bem. Por isso corro, pedalo, salto, caio, rebolo, nado, etc... vivo.

 

Se hà 1 ano, antes da estreia no Triatlo de Oeiras, planeava evoluir na modalidade, uma grande asneira deu num rombo financeiro que impediu a compra do material para o fazer (fato e bike de estrada).

Assim decidi concentrar o foco apenas em corrida, e em trilho, além do retorno a Sevilha para fazer como deve de ser a Maratona.

 

Para esta época grande parte dos meus desafios foram concretizados com sucesso, desde o Trail da Lousã em Outubro, Maratona de Sevilha em Fevereiro, a 1ª Ultra no Piodão, o fascinante GTA em Abril e o Azores Trail Run em Maio.

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Mas se melhorei muitos fatores que me fizeram ultrapassar estes desafios pessoais, nesta fase concluo também que fiz muita coisa de forma errada, e o corpo está a pagar por isso. A carga foi demais,  e as mazelas fazem-se sentir.

 

Se depois do GTA, hà 2 meses atrás, parar e descansar parecia ser a estratégia certa, o ter feito no meio desse descanso 1 Meia Maratona provou ser o ponto final numa integridade fisica já debilitada.

 

O Azores Trail Run já foi feito num modo que não me agradou, sempre a controlar problemas físicos, a parte de desfrutar realmente da prova como gosto já não foi feita a 100%.

 

O mês de Junho deveria ter sido o mês de desfrutar provas pontuais, mais pequenas, mas ao contrário disso foi um mês de quase paragem absoluta e o shift para um modo de treino sem corrida, e de tratamento dos problemas que me afligem.

 

Obviamente que a motivação não foi a mesma, a motivação e foco não tem sido um desafio ou uma prova, mas o apenas voltar a sentir-me bem, sem dores para em breve poder voltar a disfrutar de uma boa corrida. 

 

Que saudades que eu tenho de correr como deve de ser... foi hà 2 meses e parece que foi hà uma eternidade.

 

Também relacionado com este mundo da corrida na minha vida está o Correr na Cidade e a Crew ao qual pertenço, para os quais tenho dedicado uma boa parte do meu tempo livre, e aprendo e recebo tanto ou mais do que o dou de mim.

 

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O Correr na Cidade tem sido sobretudo importante para mim ao nível que coloquei este post, o da partilha, partilha do que gosto e me faz sentir bem com todos os que connosco treinam, nos seguem, nos leêm.

Sentir que também todos eles se sentem realizados, felizes, me faz sentir realizado, FELIZ!

 

Adicionando a esta partilha, a amizade que tenho encontrado nesta família das corridas e em tanta gente boa que se tem cruzado comigo neste gosto comum, é algo, que como gosto de dizer, enche o coração.

 

Não interessa o que somos fora da corrida, não interessa o que fazemos, a cor, o credo, o que seja, no treino, na corrida, na prova somos todos iguais, corredores/desportistas/atletas, mais amadores ou menos, não interessa.

Correr para mim também é um factor importantíssmo nas fases menos boas que passo, esteja triste, ansioso, stressado, frustrado, deprimido, "whatever"...

... e nesta fase menos boa, por várias razões, não poder correr, não ajuda, mas posso andar de bike, nadar e fazer tudo para dar a volta a tudo o que anda menos bem.

 

Para isso, e já em modo de conclusão, o melhor para mim é colocar o foco no futuro, melhorar, evoluir e voltar a ter um objetivo, um GRANDE desafio.

 

Esse GRANDE desafio já está marcado, para a próxima época, a 28 de Novembro, o DESAFIO LURBEL, uma prova de 82Km com 4500D+.

 

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E para melhorar e fazer as coisas da melhor forma conto com o apoio de quem me rodeia, Crew, amigos, família, e a partir de agora com a palavra sábia de alguém que hà algum tempo muito admiro, muito sabe de corrida e corrida em trilhos e a quem pedi para me orientar e treinar, e que para minha grande alegria aceitou.

 

Acompanhem-me neste caminho aqui no Blog e nos treinos do Correr na Cidade muito em breve, espero eu :)

 

Boas férias, boas corridas!

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Sapatilhas de corrida, novas marcas disponíveis

02.07.15 | Tiago Portugal

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 Por: Tiago Portugal

 

Pouco mais de 1 mês depois de ter escrito sobre a diversidade de marcas presentes no mercado português, vejo com satisfação que neste curto espaço de tempo alguma coisa mudou.  Os corredores nacionais têm, finalmente, uma maior liberdade de escolha relativamente às sapatilhas de corrida, e o mesmo se poderá dizer no que respeita ao têxtil especializado.

 

Os meses de maio e junho foram prolíferos em termos de novas marcas a entrarem no mercado ou pelo menos com uma mudança estratégica de maior aposta em solo nacional.

 

Mas o que terá mudado para de repente o mercado português se ter tornado mais apelativo para algumas dessas marcas? 

 

Correr está na moda? Claramente que sim.

 

Vê-se cada vez mais portugueses a correr? Também é verdade e ainda existe muito espaço para crescer.

 

Portugal tem condições idílicas para a prática da corrida? Claro, sendo que o trail em particular pode tornar o nosso país num destino para corredores de todo o mundo. A recente notícia da criação do 1.º centro de trail em Penacova, by Carlos Sá, é mais um sinal de que o turismo desportivo pode e deve ser uma aposta em Portugal.

 

Mas não nos iludamos, acima de tudo é uma oportunidade de negócio que as marcas estão a ver e não querem deixar passar. Fazendo umas contas de “sapateiro”, segundo um recente estudo do IPAM, 2014, existem 1,45 milhões de praticantes de corrida em Portugal. Vou ser mais cauteloso e reduzir esse número para 1 milhão. De acordo com esse mesmo estudo, que está disponível na internet para consulta, cada 1 desses corredores gasta cerca de 118 euros em calçado desportivo por ano.

 

Já fizeram as contas? São 118 milhões de euros gastos em sapatilhas. Se desse bolo conseguir uma fatia de 5% a 10% de cota de mercado são entre 6 a 12 milhões de euros. Temos que retirar a estes valores os custos operacionais da operação e a margem dos revendedores, mas acredito que ainda se ganhe algum dinheiro com isto da “corrida”.

 

Não é portanto de admirar que recentemente algumas marcas tenham decidido apostar no nosso país, com isso ganhamos nós todos que gostamos de correr.

 

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 Ainda temos muito caminho para percorrer, nomeadamente em termos de lojas ou espaços dedicados ou especializados em corrida. Ver, tocar, sentir e experimentar são essenciais na escolha de novas sapatilhas. É importante experimentar. A biomecânica de corrida é muito pessoal, assim como a nossa forma do pé e aquilo que pretendemos/objetivos que temos com a corrida. Tudo isto em conjunto dita as nossas necessidades e influencia na hora de escolher a melhor opção para nós.

 

Um modelo que seja o mais correto para mim não é necessariamente o mais indicado para todos.

 

Escolher em função do “este é o mais bonito” ou "ouvi dizer que estes eram bons" é um erro e pode ter consequências a médio/longo prazo, tais como o surgimento de lesões.

 

Para ajudar na tomada de decisão é importante ir com alguma informação, leitura de reviews, características técnicas dos modelos, saber o que queremos e os nossos objetivos e puder contar com apoio ou ajuda especializada na hora de escolher.

 

Existem em Portugal, pelo que sei, 2 lojas especializadas em corrida, uma em Lisboa e outra no Porto. Nestes espaços encontramos pessoas habilitadas para nos ajudar na escolha acertada.

Além destas existam ainda algumas lojas de desporto, próprias de marcas tais como Adidas, ASICS,Nike, New Balance, Salming, Merrell e Skechers, onde podemos ser orientados para uma escolha mais acertada, dentro dos vários modelos de cada uma das marcas. 

 

No entanto, a grande maioria, na qual me encontro, utiliza maioritariamente os grandes espaços dedicados ao desporto, estou a referir-me a 3 grandes lojas, para comprar o material de que precisa. E aqui, e isto é uma opinião puramente pessoal, já ouvi algumas barbaridades a serem ditas aos clientes, propondo modelos sem nenhum tipo de critério técnico ou atenção para com o consumidor final.

 

Acredito que exista falta de informação e formação a quem trabalhe nestas lojas.

 

Encontrar o equilíbrio correto entre amortecimento, suporte, ajuste e comodidade consegue-se através da experimentação, sensações e aconselhamento especializado.

 

Resumindo, o mercado nacional está cada vez mais diversificado e o consumidor tem cada vez mais liberdade na hora de escolher a sua próxima sapatilha. Temos agora que começar a apostar em dar mais informação e ajuda especializada quando chegar essa altura. 

 

Boas corridas a todos.

 

Julho é para pôr o músculo a arder!

01.07.15 | Liliana Moreira

Treinos CnC - Julho15

Se para uns o objectivo resume-se a desaparecer do ginásio para ir  passear o six-pack ou bumbum definido pelos areais nacionais, aqui a malta do CnC continua a semear... práticas para um estilo de vida mais saudável ou formas simples de combater o sedentarismo, tudo isto com uns pózinhos (ou uma poeirada valente) de convivio e muita animação.

Marca já as seguintes datas na tua agenda, confirma a tua presença no Facebook e não te esqueças que estes treinos são guiados por elementos do Correr na Cidade, sendo corridas livres, não organizados, não têm dorsal, não têm seguro colectivo e são gratuitos!


Geralmente, o ritmo é marcado pelo participante menos rápido, sendo que NINGUÉM fica para trás e pedimos aos mais velozes que se adaptem e “façam piscinas” sempre que se justifique.

 

KICKASS WOW
Data: 9 de Julho, quinta-feira
Ponto de Encontro: Parque Eduardo VII junto aos autocarros turísticos
Hora de encontro / partida: 19h30 / 19H45
Distância / Duração (aprox.): 1h30
Tipologia de treino: funcional - condicionamento físico e reforço muscular
Não esquecer: hidratação
Guias do Correr na Cidade: João Gonçalves e Bo Irik
Confirma a tua presença no Facebook!

 

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SUBIDAS NO RESTELO
Data: 14 de Julho, terça-feira
Ponto de Encontro: Estação CP Algés (lado terra)
Hora de encontro / partida: 20:30 / 20:45
Distância / Duração (aprox.): 7km / 1h de treino
Tipologia de treino: treino de subidas em modo city trail
Não esquecer: hidratação
Guias do Correr na Cidade: Natália Costa
Confirma a tua presença no Facebook!


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LET’S MEET AT THE PARK
Data: 23 de Julho, quinta-feira
Ponto de Encontro: Parque Eduardo VII, junto aos autocarros turísticos
Hora de encontro / partida: 19h45 / 20h00;
Distância / Duração (aprox.): 10Km
Tipo de treino: misto - estrada e trilhos
Não esquecer: hidratação
Guias do Correr na Cidade: Bo Irik e Tiago Portugal
Confirma a tua presença no Facebook!

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SEXY SLOW TRAIL
Data: 26 de Julho, domingo
Ponto de Encontro: Jamor, em frente ao Café da canoagem
Hora de encontro / partida: 08h00 / 08h30;
Distância / Duração (aprox.): 8Km;
Tipo de treino: iniciação ao trail
Não esquecer: hidratação e sapatilhas de trail
Guias do Correr na Cidade: Ana Morais
Confirma a tua presença no Facebook!

 

 

O desafio está lançado... venham treinar connosco!

 

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