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Correr na Cidade

Ultra Trail Sintra - Monte da Lua 50k+: da alegria à dor

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Por Tiago Portugal:

 

Talvez tenham sido alguns dos quilómetros mais penosos que fiz. Nos últimos 5km nem força tinha para andar quanto mais correr, só de pensar nisso doía-me o corpo todo. A solução que encontrei foi correr 100m andar outros 200m e assim sucessivamente até finalmente chegar à meta, que diga-se cruzei a andar.

 

Este pequeno relato retrata a parte final do que passei no sábado dia 18 no Ultra Trail de Sintra-Monte da Lua, uma prova que teve de tudo e na qual estive por cima a maior parte do tempo mas que acabou por me levar de vencido.

 

Não me vou alongar, muito, sobre as paisagens nem sobre os pormenores do percurso, já existem alguns textos que retratam com exatidão esses assuntos. Decidi que neste caso faz mais sentido analisar o que fiz de correto e errado e alguns detalhes da prova, tentando com isso trazer alguma mais-valia ao meu texto que não a simples leitura das minhas peripécias.

 

De acordo com o meu plano de treinos tinha previsto para o fim-de-semana um treino longo de cerca de 5horas. Aproveitei o facto de a Horizontes gentilmente ceder alguns dorsais ao Correr na Cidade e em cima da hora decidi juntar o útil ao agravável e ir aos 50k+. Era a maneira de testar a forma, afinal é uma competição e damos sempre mais um bocado de nós, pelo menos eu.

 

Ao contrário de outras provas, não perdi muito tempo a pensar na distância que ia fazer nem a planear o que iria levar. Claramente foi um erro. Por mais provas que já se tenham feitos, devemos respeitar a distancia, iam ser mais de 50 quilómetros com um desnível de 2200 D+.

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Fui com demasiada confiança e muito descontraído.

 

Dorsal levantado e já equipado dirigi-me para a praia onde se encontrava o pórtico de saída. Encontrei muitas caras conhecidas e aproveitei para conversar com alguns deles. Por ser perto de Lisboa esta é uma prova que chama muita gente, quer à distância mais curta ou à mais longa. Às 08:15 o Paulo Garcia, Diretor da Horizontes, fez um briefing resumido da prova para os mais de 200 ultras que se encontravam no areal.

 

Fui sem estratégia nenhuma para esta prova, o objetivo era ir correndo a bom ritmo e ver até onde aguentava. No meio de dois dedos de conversa começo a ouvir a contagem 4,3,2,1 e lá arrancámos todos.

 

Decidi começar rápido para não ficar parado na parte inicial. Por norma costumo começar sempre um pouco mais rápido do que pretendo para não ficar parado ao início, nos primeiros kms sou ultrapassado por alguns atletas mas rapidamente encontro o meu lugar e sigo ao meu ritmo sem preocupações.

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Sempre bem-dispostos, nem que seja ao início

 

Ao fim de 500-600 metros primeira contrariedade, já estávamos perdidos. Altura de reagrupar, ver onde andavam as fitas, um problema de acabar a prova no mesmo sítio onde se começa, e recomeçar tudo de novo. Com toda esta confusão dei por mim nos primeiros lugares do pelotão, fui naturalmente sendo ultrapassado por alguns corredores mais rápidos e pelas minhas contas de cabeça estavam cerca de 20 atletas à minha frente. Os kms iam sendo feitos a bom ritmo mas com algumas dificuldades no percurso.  Em alguns locais não havia fitas e a única marcação eram umas bolas laranjas pintadas no chão ou noutros locais, já começa a ser norma arrancarem fitas e as bolas iam dando indicações.

 

Nota: perdi-me algumas vezes nesta prova, mas a grande maioria foi por culpa própria.

Ir a correr e estar constantemente alerta para ver o percurso é desgastante e temos que estar sempre concentrados. Nesse sentido é mais fácil ir acompanhado ou a correr atrás de alguém. Em algumas situações via as setas no chão a indicar a direção mas o cérebro não processava a informação e seguia outro caminho. Em determinada altura percorri o trilho das pontes quase todo a subir até que um senhor que por lá andava me disse que andava mal e devia ter virado logo ao início à esquerda. Voltei para trás e reparei em várias fitas e setas a indicar o caminho certo, seguramente que a falta de atenção me custou mais alguns minutos.

 

Os primeiros 8km até ao 1.º abastecimento foram feitos em bom ritmo. Reabasteci de água e segui caminho. Nesta altura apesar de não estar sol estava um tempo muito abafado com uma humidade extrema. Rapidamente fiquei com a t’shirt alagada em suor e tive necessidade de beber mais líquidos do que o normal.

 

Até ao 2.º abastecimento, em Sintra, sensivelmente ao km 19, continuei a correr a bom ritmo, sempre acompanhado do Marcelo, nesta fase a estratégia era andar depressa até rebentar, depois logo se via. Abasteci o camelback de água e 1 dos bidões de isotónico e segui caminho. Já começava a ter o estômago cheio de água e a vontade de comer era muito pouca, ou nenhuma. Tinha tomado só um gele sem fome só conseguir comer meia banana cheia de sal grosso no abastecimento.

Não tendo estudado o perfil da prova não sabia a localização dos abastecimentos, nem a distância entre eles,mais um  erro que pode custar uma prova.

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Apesar de a Serra de Sintra ser o meu recreio de treinos esta primeira parte do percurso era terreno não explorado e não sendo nada de extraordinário achei o percurso interessante e alguns destes lugares merecem uma nova oportunidade.

 

Após o 2.º abastecimento temos uma ligeira subida e entramos na Quinta da Regaleira, para mim o ponto alto da prova. A última vez que visitei a Regaleira foi já há largos anos e não me recordava de nada mas fiquei com água na boca e certamente irei fazer uma visita mais demorada, vale mesmo a pena. Todo o percurso dentro da Quinta foi espetacular especialmente a descida do Poço Iniciático. Fomos trocando sorrisos com os muitos turistas que passeavam em Sintra e seguimos caminho pelo Parque das Merendas até ao Castelo dos Mouros.

 

Aqui deu-se o primeiro grande impacto da prova e senti algumas dificuldades.  A muito custo comi uma barra. Devido à humidade brutal estava literalmente ensopado e aproveitei duas WC para molhar a cabeça e o buff, sabe-me sempre bem.

 

Nesta altura da prova já estava em terreno conhecido, o que dá mais confiança. Fiz o trilho dos morangos a descer até chegar ao próximo abastecimento, só de líquidos. Enchi novamento o camelback e o bidão e segui caminho. De acordo com as indicações que tinha seriam cerca de 7km até ao próximo abastecimento e segui com confiança, afinal conhecia bem estes trilhos. Lembrete para eventos futuros: ver e estudar o perfil da prova e ver onde são os abastecimentos. Afinal os 7km seriam 12km, e que diferença fez.

 

Foram 12km muito penosos, principalmente a partir do momento em que deixei de ter água, perdi o meu softlask com o pouco de isotónico que tinha e tive que voltar para o ir buscar, valeu no meio disto tudo a entreajuda entre colegas e as palavras de ânimo, agradeço ao Nuno Lopes que em dois momentos partilhou a sua água comigo e a dois senhores que na subida do monge me deram uma garrafa de água, ajuda divina, carreguei-a com carrinho o resto da prova.

 

12km de desce e,principalmente,sobe muito duros, muitos companheiros ficaram como eu sem água sensivelmente ao quilómetro 35-36. Como em quase tudo na vida quando ficamos sem algo é quando lhe damos mais valor e este caso não foi exceção. A sede apertava e não tinha como a satisfazer. Não sei se já vos aconteceu mas ficar sem água a meio de uma prova ou treino é uma machadada dura a nível físico e psicológico. O ritmo cardíaco aumentou muito e comecei a ficar cada vez mais cansado. Nunca Sintra me custou tanto. Agarrei-me com força à minha nova melhor amiga, a garrafa de água que me deram, my precious e fui bebendo devagar, por vezes só molhando os lábios.   Finalmente comecei a vislumbrar a subida da peninha.

 

Uma nota: Por esta altura da prova já seguia com os mesmos companheiros há já alguns kms e por vezes basta um olhar ou uma palavra para saber o que cada um de nós está a passar, e nesta altura estava a ser difícil para todos. Mas ninguém desistiu e seguimos caminho em silêncio, cada um lutando contra si próprio.

 

Parei para reabastecer na fonte que existe na subida, fiquei alguns minutos sentados a refrescar e a beber, aliás bebi tanto que comecei a sentir-me mal disposto e com vontade de vomitar.

 

O abastecimento estava a menos de 1km de distância e enquanto me dirigia até lá fui preparando uma bebida com eletrólitos e aproveitei para tomar um gel, com a barriga cheia de água não conseguia pensar sequer em comer.

Esta última secção foi o início do fim, passei da alegria inicial que durou até ao km 35 e nos quais me senti sempre bem para uma agonia terrível nos últimos kms.

Descemos o trilho das viúvas, espectacular, até chegar aos estradões que nos levaram à Azoia e as arribas.

 

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Já me disseram que as arribas são uma das imagens de marca desta prova. Gostei muito de percorrer uma. Duas já começou a custar, à terceira já não podia com aquilo e quando me apercebi que via o fim comecei a insultar tudo e todos. Para a próxima basta por 1 ou 2 arribas para ficarmos satisfeitos, o que é em excesso cansa.

Resumindo: foi duro e tirando a vista da 1ª arriba não guardo boa recordação de mais nenhuma.

 

Ao chegar ao cabo da roca estava a decorrer uma operação de salvamento, não era para nenhum corredor felizmente.

Chegamos ao abastecimento, onde se encontrava o António Pedro Santos, sempre bem-disposto e pronto a ajudar e o Paulo Garcia da Horizontes. Troquei 2 dedos de conversa e segui caminho, se parasse ali já não me conseguiria levantar.

 

Ainda segui mais ou menos bem até chegar a uma nova arriba e aí perdi todas as forças. Ainda encontrei um participante da distância mais curta que me disse que ia em 29.º lugar, acenei e olhei para ele. Devia estar com um aspeto completamente arrasado pelo olhar que me deram. Nem isso me animou.

Os quilometros seguintes foram de verdadeiro esforço e sacrifício. Gosto de correr e é uma paixão mas a partir de determinada altura já não queria mais e por mim chegava. 

 

Olhei para o relógio, vi os km e as horas, calculei que já não conseguiria baixar das 08h00, um dos objetivos que coloquei a meio da prova, vou variando consoante a prova corre, ter pequenos objetivos alcançáveis ajuda-me a superar estes momentos, pelas minhas contas não faltava muito para acabar. 

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WTF!!! De repente dou de caras com uma subida toda em areia. Mas o que é isto? Percebo o conceito mas acho que era escusado ao fim de 53km termos que fazer aquela subida. Passaram por mim mais uns 3 atletas que bem me incentivaram, mas já não conseguia mais. A forma ainda não é a ideal. A muito custo lá ultrapassei este obstáculo e rapidamente dei por mim a correr na praia das maças. Falei com algumas pessoas que estavam com curiosidade sobre o que se estava a passar com estes malucos que passavam a correr na praia. 

 

Finalmente avistei a meta, ainda me perdi no fim, uma fita a bloquear o acesso à praia enganou-me e fui em sentido oposto. Rapidamente alguém foi retirar a fita para evitar outras situações como a minha. 

 

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Resumo: 55,5km no meu relógio, também me perdi algumas vezes, com o tempo de 8h12m16s com o 38.º lugar.

 

A prova é interessante e passa por lugares fantásticos em sintra. Penso que podiámos ter feito mais km's na serra e menos nas arribas, o que não faltam são trilhos lindos em Sintra.

 

A nível da marcação, tirando o início e o fim, que são no mesmo sítio, muito pouco a dizer, foram eficientes e se me perdi mais vezes foi por culpa própria.

 

É uma prova dura e não será a melhor prova para se estrearem em ultras, mas seguramente que lá estarei para o ano.  

6 Suplementos... Dezenas de benefícios

Por João Gonçalves:

 

És a favor ou contra a toma de suplementos?

 

Este é sempre um tema polémico e há inúmeras razões válidas do lado do sim, outras tantas do lado do não, contudo vou dar-te a minha opinião e partilhar meia dúzia de suplementos mais básicos que contribuem para uma melhor performance.

 

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Sou a favor mas...

 

Há sempre um mas... e antes de começar quero apenas esclarecer um tema muito simples, que todos devemos ter em mente antes de começar a suplementar - a principal fonte de nutritentes do nosso corpo deve partir sempre da nossa alimentação - somente de tivermos um estilo de vida muito activo e acharmos que temos algum "gap" devemos usar este tipo de produtos.

Esclarecidos? Mais uma vez nenhum suplemento substitui uma alimentação saudável e equilibrada.

 

Seguindo em frente...

 

Vou dar apresentar aqui um panorama geral, mais  básico sobre alguns suplementos que podem ajudar a melhorar a performance sem no entanto serem "agressivos" (se é que me entendem) para o corpo e que pessoalmente tomo ou já tomei para culmatar alguma falha.

 

Omega 3

Na minha opinião este é um dos básicos e talvez dos mais importantes, pois os efeitos benéficos são imensos e vão deste a redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos, redução da pressão arterial e o mais importante na minha opinião para quem pratica desporto é o facto de contribuir para a redução da inflamação, é verdade que o podemos ingerir de forma natural, a forma mais comum é através do consumo de peixes gordos, mas façam este exercício comigo - Quantas vezes comem este tipo de peixes por semana? 3 ou 4 vezes, pois se calhar não...

 

Muti-vitaminico 

Os multivitamínicos contêm uma mistura de micronutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo... Mas é mesmo fundamental? Se tiveres uma alimentação totalmente perfeita, um multivitaminico não te irá trazer muitos benefícios, contudo e penso que para muitos de nós este cuidado com a alimentação não é levado a este ponto, principalmente na ingestão de frutas e vegetais, assim desta forma um bom multivitaminoco é sempre um bom aliado.

 

Proteína Whey

O que é isto? É provavelmente a rainha dos suplementos... Whey ou proteína de soro de leite, é um subproduto da produção de leite de alto valor biológico, facilmente absorvido pelo corpo, com a vantagem que este tipo de proteína tem uma alta tolerabilidade, mesmo em pessoas mais sensíveis, contribui para o aumento e manutenção da massa muscular magra, equilibrando algumas deficiências nutricionais de aminoácidos e mineraris essenciais, contribuindo para acelerar a regeneração após a actividade física reduzindo os sintomas de overtraining. Contudo devo alertar que um consumo elevado de proteína em pessoas com problemas renais não é aconselhável, pessoalmente utilizo um rácio de 1 grama por cada 1/2 kg de peso corporal, portanto tenham por favor atenção a este tema.

 

ZMA

Quantos de nós é que já não dissemos - Estou a precisar de dormir melhor? 

ZMA, é uma combinação de Zinco, Magnésio e vitamina B6, para além de muitos benefícios relacionados, entre outras, com a recuperação muscular, redução de caimbras e das tensões musculares, o principal ponto a favor deste suplemento é ajudar na qualidade do sono pois promove um relaxamento do corpo durante esta actividade, o que irá proporcionar uma melhor recuperação muscular.

 

Glucosamina e Condraina

Estes dois elementos fazem parte da estrutura das nossas articulações (tendões, ligamentos, cartilagens e no fluído que as rodeia) pelo que a suplementação destes reforça todas estas estruturas e previne a sua degradação.

Promove a redução do inchaço nas articulações e diminuição de dor em caso de lesão aumentando a capacidade do corpo restaurar a cartilagem e melhorar a flexibilidade das articulações.

 

L-Carnitina

Como em muitos outroscasos, o nosso corpo tem a capacidade de produzir este aminoacido a partir de outros, contudo para quem pratica desporto, um empurrão através de uma suplementação adequada irá trazer alguns e bons benefícios. A L-Carnitina desempenha um papel importante no metabolismo da gordura, uma vez que faz o transporte dos ácidos gordos para o sitio exacto onde é produzida a energia que utilizamos, contribuindo assim para uma melhor combustão da gordura e devido a este facto, a um aumento da produção da energia, levando a uma melhor performance e uma poupança do glicogénio muscular uma vez que o este tem energia disponível de uma forma mais efectiva.

 

 

Estes são são alguns de suplementos mais básicos, existem muitos outros, que podemos abordar num outro artigo caso haja esse interesse, contudo o mais importante a ter em mente, e não me canso de dizer isto, é que uma alimentação equilibrada, descanso e treino é de facto o essencial e é isso que traz benefícios, contudo, caso a componente treino seja bastante grande convém efectuar alguma suplementação, mas lá está, esta tem de ser merecida. Gastem o vosso dinheiro com prudência, actualmente existem muitas marcas e disponíveis no mercado, por isso, não vou falar acerca da toma, pois esta varia um pouco de marca para marca.

 

Este é o meu kit de sobrevivência, qual é o vosso?

Race Report: Ultra Douro e Paiva - UTDP

10989220_429827037202992_717082751481161790_n.jpgPor: Stefan Pequito

 

A 1ª edição do UTDP foi no ano passado, o tempo passa a voar, sendo que nessa altura fui aos 64k. Foi uma prova que correu mal sem dúvidas. Na altura devido a alguns erros da organização e de gente mal-intencionada. Fiz uma review da prova onde falei disto tudo mas na qual também frisei que era uma prova com um enorme potencial. Foi uma prova onde ganhei boas amizades, que ainda tenho hoje, uma delas foi o André Oliveira um mestre disto tudo. Sou sincero quando afirmo que não estava nada a espera do convite para ser padrinho, foi uma enorme surpresa mas à qual respondi imediatamente que sim.

 

Lá fui eu novamente para a prova, mas este ano fui aos 35k derivado de ainda estar em recuperação do Oh Meu Deus. Assim, encarei esta prova como o pontapé de saída para começar a preparação para o meu próximo grande desafio, Ultra Pirenéus.

 

A ida para cima foi fantástica, a viagem na companhia da nossa Campeã Carla André, e a nossa querida “avô” das corridas Analice. O que posso dizer é que quase que já estou quase convencido em fazer o MDS, com as histórias fantásticas que estas duas senhoras contaram de lá.

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Saímos bem cedo, pois os 3 tínhamos as jornadas técnicas para fazer - outra coisa que não estava nada a espera pois ainda sou novato nestas andanças. Chegámos, dois dedos de conversa com o André e praticamente ir direto para o auditório. Estava super nervoso, sou sincero, ainda bem que não tive de falar muito (lol).

 

De seguida fui levantar o dorsal, jantar e cama, que no meu caso foi no pavilhão. Até à meia-noite correu tudo bem e até consegui dormir, mas entretanto entraram uns cromos (lol) que se lembraram de cantar os parabéns bem alto naquele pavilhão, e depois ficaram na galhofa. Estive quase para me levantar mais foi um outro rapaz lá. Ainda bem, pois era capaz de lá ter ficado a comer o bolo pois eu conhecia os cromos e bem (lol) (cromos no bom sentido).

 

Resumindo a partir daí foi uma noite de …... mal dormi. As 5 da manha o pessoal que ia para a ultra acordaram todos e eu desisti de dormir. Comecei a preparar as coisas para comer, pois às 7h15m tínhamos de apanhar autocarro até à ponte.

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A partida foi dada um pouco mais tarde o que complicou por causa do calor. Tinha como objetivo ir atrás do Armando e do Nélson Graça e foi o que fiz durante a fase inicial, sempre no encalce, atrás dos dois até aos 12k mais ou menos onde tive uma vontade de ir à casa de banho e tive de encostar um pouco. Estávamos também numa zona de rio - partes que não aprecio muito para correr mas que são de uma beleza extrema. No total passámos 3 vezes no rio. Perdi imenso tempo, pois sou um cagão e não me quero partir todo (lol). Depois do rio vem o inferno calorrrrr  bravo, sem uma árvore para nos protegermos. Aí apanhei o Nélson Amaral e como sempre ponho a conversa em dia, fomos até ao posto do 23km juntos, se não me engano. Hidrato-me bem, como qualquer coisa e arranco ainda na tentativa de apanhar mais alguém. Mas o calor era demasiado e o corpo ainda não esta a 100%, por isso mantive-me na minha e não me aventurei mais. 

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Mais tarde, depois de novamente entrar no rio, e novamente perder imenso tempo para não me molhar (parvoíce minha) o Nélson Amaral apanha-me outra vez e ainda fomos os dois até ao fim. Quase no fim temos uma descida fantástica, umas das minhas descidas favoritas, adoro aquiloooo! Virei-me para o Nelson e disse-lhe “Bora divertir-nos” e la fomos nós. Resumindo: todos os que passávamos chamavam-nos malucos “eles vão-se a picar”, “eles vão-se matar”, e nós sempre a gritar “esquerda, esquerda”, ”direita, direita” foi um loucura, mas da saudável. Decidimos acabar juntos a prova, não tinha lógica nenhuma fazer uma picardia no fim só para ficar um a frente do outro, não íamos ganhar nada com isso.

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Se no ano passado fui ter com André para lhe dar na cabeça, este ano fui ter com ele para lhe dar os Parabéns pois foi uma prova fantástica. Não vi erro nenhum, as marcações estiveram fantásticas, desde de fitas, marcas no chão a tabelas a assinalar o caminho. E pessoal deste que gosto, os que ouvem os participantes e seguem alguns conselhos de quem corre e só tenta dar inputs positivos. Em termos de abastecimentos, tinha o quanto basta, ou seja tudo o que era preciso.

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Percurso: o que posso dizer é que foi um dos mais belos e difíceis que já fiz, a parte da dificuldade tem muito a ver com o calor mas o trail é mesmo assim. Se vou voltar em 2016? Quase de certeza que vou lá estar outra vez, agora só não sei a distância, mas isso logo se vê.

 

Classificações

64k

M                                                           F

1ªFILIPE GARCIA 07:31:59                 1ºRAQUEL CAMPOS 11:07:39

2ºLUÍS OLIVEIRA 07:56:41                  2ºCÁTIA NUNES    11:39:23

3ºNUNO FERNANDES 07:59:34          3º EUNICE LOUREIRO  12:00:47

 

35k

M                                                           F

1ªANDRÉ RODRIGUES 03:33:03              1ºPAULA LAGE  05:04:10

2ºNELSON GRAÇA 03:40:21                     2ºSUZANA ANDRADE  05:11:54  

3ºARMANDINO TABORDA  03:41:00         3º LILIANA GOMES 05:14:07  

11ºSTEFAN PEQUITO 04:09:19

 

16k

M                                                            F

1ªTIAGO LOUSA  01:50:44                    1ºMARIA MARTINS 02:36:10

2ºNUNO ALVES  01:52:49                     2ºESTELA MARTINS   02:42:47  

3ºBRUNO SILVA   01:55:13                   3ºMARIANA DELGADO  02:44:19 

Agradecimentos:

 

Um enorme obrigado ao André Oliveira e à equipa da UTDP, pelo convite para esta prova de referência (sim já a considero uma prova de referencia lol). Obrigado à Carla André e à Analice por me aturarem pelo caminho, à Girassol pelo material de nutrição, e claro ao meu Treinador Paulo Pires por me ter deixado ir.

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Material usado:

  • Tshirt da Reebok e calçoes também (sim era um tshirt e não um top lol)
  • Sapatilhas Salming T1 as minhas meninas fantásticas
  • Meias injini a dar as últimas
  • Mala da Ultimate Direction - AK Race Vest 2.0 que o Tiago Basto me arranjou
  • Barras da Biotechusa de nozes, e gel limão pro da biotechusa, encontram à venda na Girassol
  • Chapéu da Reebok também.
  • Palmilhas da Oficina de Ortopedia as quais já vos tinha falado noutra review, que foram fantásticas. Fiquei fã pois nunca pensei que se iam adaptar tão bem ao trail mas sim, tinha medo da água e foi o que me surpreendeu mais pois secaram muito rápido e mantiveram-se sempre confortáveis sem me magoarem os pés, valem a pena o investimento.

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Agora que venha a ultra Pirenéus, até breve!

 

Dica: refeição pós-treino

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Por Bo Irik:

 

Aqueles dias em que chegamos muito tarde do treino e não temos o jantar feito mas sabemos que devemos comer algo antes de ir descansar (embora às vezes não tenhamos fome). Sabem do que estou a falar, certo?

 

Eu nesses dias, e noutros também, gosto de variar com ovos. Hoje foi uma tortilla de arroz que saiu muito bem e que, por isso, decidi partilhar convosco. É um prato rápido, económico e cheio de proteínas para o pós-treino.

 

Esta tortilla é muito rápida de se fazer, principalmente quando já temos o arroz cozido (uma das razões pelas quais quando faço arroz, faço um pouco demais).

 

Ingredientes:

- 1 ovo inteiro;

- 3 colheres de sopa de leite;

- 1 cebola pequena picada;

- 5 rodelas finas de curgete;

- 1 fatia de queijo (eu usei Gouda);

- 2 colheres de sopa de arroz cozido (eu prefiro arroz integral);

- 1 tomate médio (para salada – opcional)

- sal e pimenta q.b.

 

Modo de preparação:

- Numa frigideira pequenina, aloure a cebola no azeite.

- Junte as rodelas de curgete e, quando estas estiverem a ficar douradas de um lado, vire-as.

- Numa tigela, bata o ovo e junte o leite.

- Bata tudo com um pouco de sal e pimenta a gosto, também se pode juntar salsa.

- Na tigela, junte o arroz cozido. A quantidade deve ser tal que fique submersa no ovo.

- Junte esta mistura na frigideira.

- Coloque as fatias de queijo por cima e, em lume muito brando com a frigideira tapada, deixe o ovo cozer.

- Sirva com salada.

 

Dica:

Esta receita serve uma dose individual mas também pode ser feita em maior quantidade e com variantes. Pode-se substituir a curgete por tomate ou espinafres, ou então usar vários vegetais. Pode-se também acrescentar fiambre de perú, por exemplo, e o arroz pode ser substituído por fatias de batata cozida.

 

Bom apetite e bons treinos!

 

Race Report: Monte da Lua 26K

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Por Luis Moura :

 

Confesso que o Monte da Lua no ano passado não me entusiasmou e apenas compareci na prova para apoiar a Liliana que fez o seu primeiro trail oficial na edição de 2014. Este ano, apareceu a oportunidade de fazer a prova e fazer um treino rápido no mesmo espaço físico e temporal e aproveitei. Tudo começou com o tempo muito similar entre o ano passado e este... e as semelhanças ficam por ai...

 

Viagem e preparação

No início da semana, no treino das Escadinhas do João Campos tive a confirmação dolorosa do que estava a sentir há uns dias, estava com a forma muito em baixo. Desde o OMD que tenho estado muito relaxado nos treinos e isso nota-se.

 

Depois do wake up call do treino de terça-feira, decidi fazer um treino "longo" na quinta e depois uma incursão em trilhos no Sábado ou Domingo de maneira a ajudar a preparar os 56K de Óbidos no primeiro fim-de-semana de Agosto. Quinta fiz um treino rápido pelo meio de Lisboa ás 17:30 com quase 19km em 1:32h, e senti-me óptimo depois deste puxão de orelhas que dei a mim mesmo. E de seguida consegui conciliar espaço temporal na família com um dorsal fresco para ir aos 25K do Monte da Lua e não pensei duas vezes. Se no ano passado tinha ficado curioso com a prova devido aos relatos que me tinham feito dela e sabendo eu uma boa parte por onde passaram os participantes dos +50K, eis que cai nos joelhos a oportunidade de ir correr lá. Optei por ir fazer um "treino" rápido na prova dos +20K ( que foram 27km ) em vez de massacrar as pernas no evento dos 50Km. O Tiago foi fazer a versão longa e vai fazer o seu race report da prova que passa por sítios lindíssimos no centro de Sintra.

 

Saí de casa às 7 da manhã com estimativa de chegar à praia das maças por volta das 8, com 45min para levantar dorsal, vestir e aquecer com tempo. Mal passo as portagens da Vasco da Gama, trânsito quase parado!!!! PÂNICO!!! Que é que se passa aqui a esta hora?!?!?

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Podem ver na foto o aspecto da VDG às 7:15 da manha !!!


Com isto perdi 15min em cima da ponte devido a "manobras de treino" da GNR que tinham 2 motas a percorrer a ponte a 15km/h desde a GALP até quase a EXPO... Depois foi acelerar um pouco o passo e tentar não perder mais tempo. Chegada à praia e procurar estacionamento no meio das centenas de carros que já lá estavam por esta hora. Por volta das 08:20 já vestido desci para levantar o dorsal e ir até à partida cumprimentar os amigos que iam participar nos +50KM.

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Saida +50K. Cheguei mesmo em cima da hora e só consegui falar com 2 ou 3...


Prova
A partir das 08:40 o Paulo Garcia esteve uns minutos a falar sobre a prova, percurso, dificuldades, abastecimentos, etc. Problema é que os atletas que estavam na partida mesmo junto ao pórtico não conseguiam ouvir. O som das colunas estava baixo e o burburinho constante da malta a falar na partida fez com que não se ouvisse nada. "5...4...3..." what?!? era a contagem para a saída e fomos quase todos apanhados desprevenidos.

 

Arranquei uns 3 metros atrás do pórtico o que fez com que umas dezenas largas de atletas ficassem na minha frente naqueles quase 200metros iniciais na areia da praia. A experiência do que tinha visto no ano passado dizia-me para saltar logo para a frente da prova e foi o que fiz. Andei a fazer slalom na areia e todo o terreno depois de passar o riacho, enquanto a malta fazia fila para não molhar os pés.

 

Mal acabamos a subida os primeiros seguiram em frente e pensei "bem, este ano fizeram pequena alteração ao traçado e não viramos logo á esquerda". e seguimos... ao fim de 200 metros comecei a achar estranho seguirmos tantas fitas para sul e até que chego junto de um Salamandreco e começamos a falar... "Estamos a ir mal!!!".

 

Quando chegamos ao entroncamento mais à frente onde estávamos no alcatrão, uns 500m depois da partida, decidimos parar e virar à esquerda para regressar ao trajecto "planeado"... alguns que estavam connosco diziam "mas as fitas estão a seguir por ali"... e nós respondemos "é por ali!!!". começamos a correr e descemos a encosta pelo meio dos arbustos até que vimos as fitas de saída correctas.

 

Por esta altura apanhei-me sem querer em primeiro lugar da prova já que os 10 primeiros seguiam uns dezenas de metros à nossa frente quando decidimos mudar de rumo. Pensei para mim "deixa seguir e ver quanto tempo aguento". Não fui muito, foram apenas 2km e tal na frente do pelotão mas deu para me divertir imenso sozinho com o número um escrito na testa enquanto passava por algumas pessoas a ver a prova :) achei divertido a situação. Por esta altura estávamos a passar o km3 e a fazermos médias de 4:50/4:55 no sobe e descer rápido.

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Na subida inicial fresquíssimos


No km4 já estava em 9º do pelotão e mais um km á frente já rolava em 12º. O início da prova estava muito forte com 4 corredores lá na frente a imprimir um ritmo alto e a desaparecerem rapidamente da vista. E com isto apanhamos os últimos atletas da ultra antes de chegar ao km5 e antes de chegarmos ao sexto já tínhamos vários atletas da ultra para trás. Isto antes de entrarmos na serra e nas subidas a sério!


Chegamos ao 1º abastecimento por volta do km 8 onde existia a separação das duas provas e estava uma pequena confusão, mas "gerível". Meti água nos dois bidões que estavam quase vazios devido ao bafo constante que a prova estava a ter, sem sol mas com um bafo quente e muito húmido ao mesmo tempo. Sensivelmente 43min aos 8km era o ritmo a que íamos até aqui.


Começamos a primeira subida e o ritmo diminui logo. Nesta altura comecei a sentir as pernas um pouco pesadas e abrandei. Fui por lá acima pela pista de BTT sem stress e tranquilo. Cerca de 3km quase sempre a subir e depois 2km muito rápidos a descer quase metade da altimétrica ganha antes. Perto do km 15 cheguei ao abastecimento dos sólidos depois de 2km a subir calmamente e sem stress. Nesta zona da serra com poucas árvores e com o muito nevoeiro que estava dificultou a progressão devido aos óculos completamente embaciados e cheios de . Tive que andar uns bons 3km gotículas sem eles para ver melhor. Pedaço de banana e tomate com sal, água nos bidões e siga para bingo.

 

Entramos numa das zonas mais lindas da serra, com uma descida pouco superior a 1km no meio de arvores e flora verde incrível. Piso muito escorregadio devido à lama e à caruma, mas fantástico para descer até à N247 onde entramos num estradão descendente para as falésias. Só com fotos conseguimos descrever o que se consegue ver ali...

 

Sobe e Desce

Depois de passar a famosa N247, foi pouco mais de 1km com inclinação razoável até entrarmos no inicio das arribas. Quando cheguei lá ia um pouco cansado mas quando me apercebi que o terreno estava extremamente seco e escorregadio, deixei-me sossegado e fui devagar no sobe e desce até ao Cabo da Roca. Foram 2km tranquilos a ritmo calmo e sereno onde deu para apreciar algumas paisagens por onde íamos passando. Quando íamos a subir a encosta que desembocava no Cabo da Roca os turistas a passear e tirar fotos olhavam para as nossas figuras sujas e muitos não conseguiam impedir de fazer um sorriso maroto de gozo ou de entretimento.

 

Chegamos ao abastecimento de líquidos por volta dos 20km na saída do Cabo e estavam lá alguns Salamandrecos conhecidos. Depois de encher os dois bidões e perder uns segundos na conversa, foi altura de continuar o passeio nas arribas.

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Abastecimento dos 20km. Muito abafado aqui a prova

 

Quase 3km de sobe e desce onde passou por mim a primeira classificada feminina que estava a fazer o primeiro trilho dela!


Ainda lhe dei uma força numa das subidas e quando chegamos ao topo eu retomei o meu passo calmo de passeio e ela começou a correr por lá fora. O meu objectivo principal era fazer os primeiros 15km rapidamente como treino e depois tudo o que viesse era extra. As arribas estavam bastante perigosas e achei melhor nestes km não abusar nas subidas e descidas e segui tranquilo.


Pouco depois do km23 entramos na estrada que ia para a praia da Adraga e quando chegamos ao estacionamento da mesma, fitas apontavam para uma subida à direita íngreme em areia... Não sei porquê, comecei a subir  e quando cheguei lá acima, comecei a correr. Estava bem, descansado dos últimos km a ritmo muito ligeiro e fui. Foram quase 2km rápido a percorrer a parte superior da praia, ora alternando com areia dura ora com areia mole. Deu para rolar pouco acima dos 6/km incluindo um troço de areia mais mole que fiz a passo.


Pouco depois cheguei aos famosos degraus do dinossauros e percorri os degraus todos até lá abaixo ao inicio da praia grande sempre a correr. Tirando a parte do ser doido, subir e descer escadas é uma coisa que fazemos agora todas as semanas e por isso estamos à vontade neste terreno. Por esta altura já tinha ultrapassado 3 dos atletas que me tinham passado quando ia a passo nas arribas e apanhei mais 2 quando entrei no areal. Chamei-os para junto de mim já com um claro indicador de estarem cansados e lá fomos os 3 quase 1km pela praia até ao Hotel e a sua fantástica piscina que quase nos convencia a ficar ali a molhar as pernas!


Depois de sairmos da areia ainda tentei colocar os meus 2 novos companheiros de aventura a correr mas disseram que estavam bem assim e arranquei. Fiz o últimos km e meio a bom ritmo pela encosta e depois na areia da praia. Estavam algumas pessoas a assistir junto à meta das quais algumas tartarugas saltitantes bem solidárias e passei a meta tranquilamente. Tinha a roupa completamente encharcada desde o meio de Sintra e assim ficou até bem depois de passar a meta. Aquela humidade é diabólica.

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Chegada tranquila na meta


No final deu 3:46h de prova e um 47º lugar da geral. Para mim foi um bom treino rápido, onde estive 9 dos 27km abaixo dos 5/km e 11 acima dos 10/km. Tranquilo e teste feito para aferir de alguns pormenores a treinar estes próximos dias com vista os 56K de Óbidos.
Se fosse em modo competição dava perfeitamente para retirar 30/40min ao tempo final, mas não era essa a guerra do fim-de-semana.

 

Horizontes


Depois da brutal prova que foi o Oh Meu Deus em Seia, esperava que com o feedback do ano anterior, a edição deste ano do Monte da Lua melhorasse na qualidade geral da prova, que já tinha sido bastante interessante.


Do que eu vi e pude comprovar durante a prova curta e andando no primeiro sexto do pelotão, corrigiram alguns erros do passado mas apanharam outros novos este ano.


O percurso tem de tudo. Desde estradões, até subidas de pistas de BTT, passagem por locais históricos, bosques lindos e trilhos altamente técnicos e de difícil progressão. É de facto uma montra viva do que se pode encontrar na maior parte dos trails em Portugal. Sol e nevoeiro. Deserto e água abundante. Uns gostam mais de umas zonas do que outras, mas dá para tudo e no geral fica com uma dificuldade interessante.

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As marcações este ano estiveram perto do óptimo, mas pelo que já pude ler na "radio facebook" terá existido algumas sabotagens bem conseguidas em alguns pontos estratégicos e isso cria sempre alguns problemas ás organizações. Alguns atletas a serem perturbados com isso mas começa quase a ser "moda" existirem estes problemas em várias provas. Teremos todos que reflectir sobre vários aspectos que originam estes actos.

 

Os abastecimentos, esse monstro de duas cabeças, nunca vai reunir consenso. O que é expectável é que apresente sempre pelo menos o mínimo indispensável a que todos os atletas consigam progredir na prova. Agua e algo sólido para ajudar na progressão nos locais onde é suposto lá estar. Pelo que ouvi de outros atletas, em alguns pontos os abastecimentos foram curtos para os últimos participantes que quando chegaram lá já não haveria mais. Assunto que novamente tem que ser discutido e verificado o porque de acontecer e prever que não se repita em outras edições. Quando cheguei ao abastecimento de sólidos da prova curta não faltava fruta diversas e comida sólida. Se bem que nunca é fácil prever ao milímetro as quantidade a colocar em cada ponto, devemos sempre tentar que não aconteça.

 

Não sei quantos atletas efectivamente arrancaram no total das provas, mas pareceu-me que na prova dos +20km estava muita gente na partida. Quando cheguei ao topo da primeira subida ao fim de 1 minuto e pouco de corrida, ainda havia malta a andar depois do pórtico de partida...  Para  bem da prova e da serra, reduzir os inscritos pode ser benéfico. Mais fácil de gerir as pessoas na serra, os abastecimentos e os impactos que se deixa pelo caminho tal como tinham anunciado e bem no site da prova.


No geral gostei imenso da prova. Achei muito interessante o mix entre a serra e as arribas. O "frio" mais carregado no meio da Serra e o calor abafado em algumas encostas. As imagens fantásticas das escarpas a pique ao lado de onde passamos.
O tempo poderia estar um pouco mais aberto para nos apercebermos melhor dos sítios por onde iamos passando, mas se calhar também foi por isso que a prova não foi muito mais difícil de fazer. E aparentemente esteve quase igualzinho ao do ano passado. Coincidências :)

 

No próximo ano talvez volte para fazer a prova completa e passar pela Quinta da Regaleira que é fantástico.

 

O meu obrigado à Horizontes pela fantástica manhã que nos presenteou. Mais pancada/menos pancada, o resultado é muito positivo e um trilho a recomendar com dificuldade média. Não é para iniciar no trail :)

O meu muito obrigado também aos diversos fotógrafos que fomos encontrando pelo caminho e que foram tirando milhares de fotos nestas paisagens magnificas.

 

Até Óbidos e bons treinos para todos :)

 

Turismo a correr e correr com receitas deliciosas

Por Filipe Gil:

E este fim-de-semana começou “oficialmente” a silly season. Muita gente entra de férias, e mesmo aqueles que ainda não estão a descansar começam a abrandar o ritmo. Contudo esse não é o caso de dois dos nossos elementos, a Bo Irik e a Natália Costa. Têm dois projetos muito interessantes, ligados à corrida, cultura, saúde e nutrição que é "obrigatório" dar-vos conta. 

 

RUN IN PORTUGAL

O projeto da Bo Irik, lançado oficialmente na sexta-feira, mas é um trabalho que há muito que a nossa holandesa está a trabalhar. E o que é o Run in Portugal? Mais uma running crew? Mais um grupo de corrida? Um spin off do Correr na Cidade? Nada disso! O Run In Portugal é um novo serviço turístico que alia a corrida (estrada ou trail) e a cultura . O Run In Portugal é um serviço para estrangeiros que queiram vir correr a Portugal, sobretudo na cidade de Lisboa ou que queiram vir a provas, de estrada ou trail, em Portugal. A Bo e a sua equipa organizam tudo, e com um grande sorriso na cara. Recomendem o serviço aos vossos amigos estrangeiros ou, se quiserem experimentar, falem com a Bo através do site do Run In Portugal

 

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EM FORMA

O outro projeto é da Natália Cavaleiro Costa, uma das nossas nutricionistas que temos na crew - sim, somos uns sortudos. Um livro, lançado pela Natália sob a chancela das Edições Plural e da "mítica" revista Teleculinária (que faz parte do universo da cozinha de várias gerações e que hoje está mais moderna e atual). O livro estará à venda a partir do dia 22 de julho (esta quarta-feira) nas principais livrarias do país. E nele podem encontrar inumeras receitas para refeições pré-treino ou pós treino ou mesmo para o dia-a-dia, de uma forma equilibrada, saudável e a pensar em quem gosta de fazer exercício. Receitas essas com dicas especiais da "nossa" nutricionista. Imperdível!

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 Boas corridas!

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