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Correr na Cidade

Casais que correm por amor

27.04.15 | Filipe Gil

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Por Filipe Gil:

 

Quando me perguntam como é que concilio a vida pessoal e profissional com a frequência das minhas corridas (que não são assim tão frequentes: 3 a 4 vezes por semana) respondo automaticamente que é tudo uma questão de organização, planeamento e vontade. Algumas pessoas sorriem, porque, de facto, não sou a pessoa mais organizada do mundo – exceto na vida familiar.


Eu e a minha mulher somos quase uma máquina suíça na nossa organização de casal (com criatividade à mistura, para não ficar monótono e previsível). Tanto planeamos que, por vezes, temos convites para jantares de aniversários a uma quinta ou sexta e torna-se impossível mudar a nossa meticulosa agenda para estarmos presentes no sábado ou domingo de festa. Temos sempre planeamento para uma semana, no mínimo, e os eventos mais importantes têm semanas de antecedência. Claro que há exceções, e como bons portugueses por vezes conseguimos desenrascar algumas soluções para uma família de quatro. Mas nem sempre.

 

Ora quando isto das corridas começou a ser mais frequente, lembro-me como se fosse ontem, que ao regressar a casa dos 20kms de Cascais – a minha quarta prova em cinco semanas seguidas – e ao mostrar uma bela bolha num dos pés, ouvi isto da boca da minha mulher: “isto agora das corridas vai continuar assim, todos os fins-de-semana?”. Engoli em seco e por momentos a dor de culpa foi maior que a da bolha cheia de sangue que latejava no pé.


Comecei a perceber que a estava a deixar de lado a minha mulher, o meu filho e o outro que já estava na barriga da mãe por causa das corridas. Se a três já era complicado, quando nos tornássemos quatro não podia ir correr para todo o lado deixando a mulher a tomar conta das crias sozinha. Nessa altura, e depois do impacto de ter percebido do meu egoísmo, tinha duas soluções: ou diminuía drasticamente a minha frequência de corridas e treinos, o que não me apetecia nada, ou convencia-a a começar a correr. Claro que já estão a ver qual foi a minha escolha!


Mas não se pense que foi tarefa fácil. A minha mulher, até então, nunca tinha corrido e, na altura chamava-me, a mim e aos meus parceiros de corrida, loucos.  


Aos poucos lá a convenci e peguei-lhe o vício. Criei o conceito Just Girls e hoje em dia corre, e bem, e prepara-se para fazer o seu primeiro trail mais a sério na Louzan. A dinâmica é tão engraçada que ainda este fim-de-semana passado fiquei em casa a fazer babysitting de três e a mulher, em conjunto com dois elementos da crew, foi dar um treino para o Jamor.

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Ora este palavreado todo para vos dizer que, se são corredores e adoram correr, mais do que conseguirem fazer 10 km em menos de 50 minutos, ou baixar o tempo da Meia Maratona para 1h50m, um dos vossos maiores desafios é convencer a vossa cara-metade também a correr. Desculpem o pessimismo, mas se não o fizeram vai ser difícil justificar à cara-metade que “têm” de ir correr, que “têm” de ir a uma prova, que "têm" de ir com os amigos das corridas três dias para uma prova nos confins do país ou mesmo no estrangeiro, para além de que é um egoísmo grande não partilhar os benefícios (de saúde, mentais, etc) da corrida.  E a isso juntam-se os inúmeros estudos que indicam que casais que correm ganham uma cumplicidade ainda maior (até a nível sexual!!!). Atenção, não estou para aqui a dizer que devem fazer tudo juntos, que treinem juntos, que corram juntos, não. Estou a sublinhar a importância da mesma paixão e da mesma linguagem dentro de casa. Até os vossos filhos, se os tiverem, ficaram imbuídos no espírito fitness - o meu mais velho, organiza corridas na escola...

 

É a pensar nessa cumplicidade que dou por mim, muitas vezes, a procurar exemplos de casais corredores. É claro que adoro ver os exemplos dos outros todos: solteiros ou sem filhos, verdadeiros “Lone Rangers” com tempo para treinarem e, ao mesmo tempo arrebatarem corações e serem bons ou boas profissionais. Mas confesso que são os casais que me fazem perder horas a ver vídeos do YouTube. Que é neles que procuro inspiração nos dias que me falta. É neles que penso: se eles conseguem nós também vamos conseguir!

 

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Dominic Grossman e Katie Desplinter


Internacionalmente tento seguir as carreiras do casal Katie Desplinter e Dominic Grossman, um casal de ultra trail runners de Los Angeles que apesar das suas vidas profissionais (ela é copywriter numa agência de publicidade, por exemplo) têm uma dinâmica divertida e partilham muitas corridas e trilhos. Ou então, o casal Jennifer e J.B. Bena, ultra runners, autores de filmes e podcasts sobre Trail Running (Trail Runner Nation) e ainda país de dois, ufa! Ou ainda Hal Koerner e a mulher, Carly Koerner, também ultra runners, que em breve terão mais um rebento.

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Jen Benna e JB Benna

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 Isabel e David Faustino, talvez o casal português com mais kms de trilho nas pernas.


A nível nacional, há alguns exemplos de casais em que ambos correm e muito, como o David Faustino e a mulher Isabel Moleiro. Casais que, tal como eu e a minha mulher, tentam conciliar o tetris familiar e profissional com a paixão pela corrida. Mas, há outro casal, que por via das corridas quer eu quer a Natália, quer alguns dos membros da crew do Correr na Cidade temos ganho uma grande sintonia e amizade, não só na corrida como noutros aspetos do dia-a-dia. Convivemos para lá dos trilhos.

 

Falo-vos do Rui Pinto e da Marta Moncacha. Conheci a Marta primeiro, quando me pediu um texto sobre este blog para uma revista da Câmara Municipal de Oeiras. E o Rui aquando da Corrida do Tejo. Desde então, quase sem querer fomos aproximando-nos e percebendo que temos amigos comuns e gostos comuns, para além da corrida. Preparei a minha aventura no Ultra do Piódão com o Rui, por exemplo. Mas, sobretudo, e falo por mim, percebi aquilo que uma pessoa nos 40 já tem alguma perspicácia para entender: são excelentes pessoas.

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Eu na foto com o Rui Pinto (de óculos de sol), Nuno Malcata e o Nuno Alves durante o Ultra Trail do Piodão


Confesso que não tenho paciência para pessoas matreiras e/ou complicadas, e para pessoas negativas. Aos 40 anos só me dou, na minha vida privada, com quem realmente gosto. É um statement. E com a Marta e o Rui (tal como outras pessoas conheci recentemente) é esse o caso. Gosto deles. Ponto.

 

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Ora, para além de simpáticos, gostarem de correr - em estrada e nos trilhos -, terem filhos, blá, blá, a Marta e o Rui decidiram lançar, hoje, um blogue para partilhar a sua paixão pela corrida. Um blogue chamado "Um Dia Corro Contigo" que já está na nossa lista de links (ali à direita) e que vamos seguir avidamente. Falo por mim, mas será um tremendo gosto segui-los nesta aventura de casal que corre. Será uma inspiração para muitos trazerem a sua cara metade para as corridas, estou certo disso.

Boas corridas Marta e Rui!

Race Report: primeiro objetivo de 2015 concluído

27.04.15 | Filipe Gil

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Por Stefan Pequito:

 

Desde de 2014, quando comecei a levar isto das corridas um pouco mais a sério e quando comecei com isto das ultras, que sonho com o MIUT (Madeira International Ultra Trail). Era um prova que gostava de fazer pelo grau de dificuldade que apresenta. Em setembro decidi arriscar e inscrevi-me. Pedi ao Paulo Pires, treinador da Armada de Trail, para me ajudar neste projeto (e não só). Desde janeiro que comecei a treinar para esta prova, mas foi a partir de Fevereiro que veio "a dureza" - foram dois meses muito duros. Fiz tudo o que o meu Mister me pediu, tive dias bons e dias menos bons, dias com muita vontade de treinar outros sem vontade nenhuma, foram dois meses de suor, dor e sangue (literalmente). Posso dizer que o esforço compensou. No futuro, lembrar-me-ei do caso Madeirense que, com muito trabalho duro e dedicação, tudo é possível.

 

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No 7 de abril, no dia do meu aniversário, arranquei para a Madeira, para tentar aproveitar os dias antes para ir ver alguns dos locais, algo que acabou por não ser possível pois andei as voltas a ajudar com boleias a vários amigos meus e a preparar o último material para prova. Acabei por ir ao Curral das Freiras no dia antes da prova com o André Carvalho, mas não fomos pelo trilho certo. Mesmo assim, deu para treinar um pouco a ritmo baixo e conhecer as vistas. Foram dias de convívio que também é bom antes das provas para descomprimir e ouvir várias opiniões das pessoas que já a fizeram e acabar de delinear o plano para a mesma.

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Dia 9, dia da prova, lá foi eu com o meu companheiro de casa apanhar o BUS a Machico e encontrar o Pedro Tomás Luiz. Às 22h30, depois de atravessarmos a Ilha da Madeira toda, chegámos a Porto Moniz. Posso dizer que já estava com um nervoso miudinho no estômago, em pulgas, e ao mesmo tempo com “medo” do que se ia passar. Fiz algo que não gosto de fazer: levei muita coisa com pouco teste. Principalmente as sapatilhas, umas Salming T1, e nutrição nova que a Girassol me arranjou da Biotech. Não quis pensar muito nisso, pois penso que isso é mais psicológico que outra coisa. Bem, lá para às 23h45 entrei para o “curral” de partida e (como se vê na foto abaixo) estava bastante tranquilo. Aproveitei para dar as "boas sortes" ao pessoal que conhecia. Decidi levar logo os bastões abertos e não era para picar ninguém. Pus-me mais ou menos no meio do grupo porque não quis arrancar lá da frente para não cometer nenhum erro inicial.

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Às 00:00 deu-se o tiro da partida. Aquele nervosismo todo desapareceu e apareceu a vontade de sair daí para fora daquela loucura. Liguei o Petzl (marca do frontal) e lá fui eu para a primeira subida. Aproveitei para aquecer os bastões, pois não gosto muito de os usar mas posso dizer que deram muito jeito durante a prova. A primeira subida era uma espécie de arrábida de alcatrão. Aproveitei e "colei-me" à Ester Alves, que ia num ritmo agradável e fui indo até às levadas.

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Nas levadas acabei por perder a Ester, pois havia muita gente com pressa e deixei-os passar. O meu plano para a prova era não me cansar muito nesta primeira grande subida e, ao mesmo tempo, ainda estava a ver como as sapatilhas se comportavam.

O primeiro abastecimento foi no Fanal e a primeira canja soube tão bem! O abastecimento foi fantástico (como todos os abastecimentos), mas depois de terminar o “enche-barriga” vinha o primeiro desafio da prova: a descida para o chão da Ribeira - uma picada sempre a descer super técnica e super escorregadia. Foi o primeiro grande desafio para mim, e para as sapatilhas. Foi ali que vi que os bastões dão muito jeito, pois as Salming falharam neste primeiro teste. Podia ser por serem ainda muito novas e terem a goma ainda na sola, mas ali não foi o ponto forte delas. Desci muito lentamente e a barafustar com as sapatilhas. A única coisa que me acalmava era pensar que a seguir vinha uma bela subida como eu gosto.

 

Realmente adorei a subida do Chão da Ribeira até Estanquinhos. Adorei andar ali no meio da floresta. Via-se uma serpente de luz até lá a cima. Foram 1300D+ “pumba”, só assim em 10km! Antes do abastecimento apanhámos um nevoeiro serrado que mal dava para ver as fitas e frio, muito frio, onde os manguitos deram bastante jeito e a t-shirt térmica também. Cheguei ao abastecimento e adivinhem o que comi? Canja! Uiiii ainda estava melhor que a anterior! 

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Bem, a partir dali, as coisas acalmaram um pouco… Uma descida até ao Rosário, já em grande companhia com o Pedro Turtle - um grande companheiro e atleta. Aproveitámos e fomos a um ritmo "soft mas duro" e fomos fazendo companhia um ao outro. Ao chegar a Encumeada, fez-se luz e apareceu o Lino Luz! E o dia nasceu! Foi um "boost" de energia sem dúvida - as duas coisas claro!

Já não é a primeira vez que faço provas com o Lino, por isso sei que é uma enorme companhia. Mais umas sopinhas, mais uma voltinha e lá fomos nós para Curral. Bem, o que não estávamos à espera era de uma escadaria ao lado de um tubo de água enorme, mas adorei aquela subida. Resumindo, adorei aqueles trilhos até Curral mas aquela subida foi mesmo a cereja no topo do bolo, sim senhor!

 

 - Amanhã partilhamos a segunda parte desta aventura, a partir de Curral das Freiras.

Receita: Muffins pré-treino

25.04.15 | Filipe Gil

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Por Natália Costa:

 

Partilho convosco a receita de uns Muffins que são óptimos para comer antes de um bom treino. Não têm adição de manteigas ou óleos nem açúcar refinado. A banana, o muesli (aveia, frutos secos e fruta desidratada) são ingredientes que qualquer corredor deve consumir antes de um treino.

 

Ingredientes:

3 bananas muito maduras
1 iogurte natural
2 ovos
2 colheres de sopa de mel
4 colheres de sopa de farinha
Sumo e raspa de 1 laranja
2 chávenas de muesli
1 colher de sopa de sementes de Chia
Canela a gosto
Três morangos laminados

 

Modo de preparação:

Esmague as três bananas e em seguida bata-as com os dois ovos. Adicione o iogurte natural e o sumo da laranja e duas colheres de mel. Bata muito bem e, de seguida, junte a farinha.

Envolva este preparado e no final junte o muesli, as sementes de chia e a canela.

Coloque numa forma anti aderente própria para a confeção dos muffins, e no topo de cada um deles coloque uma “lâmina” de morango. Leve ao forno pré-aquecido, a 220ºC durante 20 a 25 minutos.

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Review: Under Armour Engaged Green

24.04.15 | Luis Moura

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Por Luis Moura

 

Este teste é provavelmente o mais comprido que já fiz. O objetivo inicial era utilizar os Engage nos treinos pequenos/médios na preparação de uma potencial meia-maratona ou maratona no final do primeiro trimestre de 2015, mas o redireccionamento total para trilhos no primeiro semestre do ano fizeram com que os treinos fossem de certa maneira, reajustados. Continuei a treinar com os Engage, mas com menos frequência, usando-os "apenas" para os treinos mais curtos e rápidos durante a semana. Nesse sentido, ao fim de 32 treinos, eles tem 295km ( 9.2km/treino ) com um total de 5.530D+ e uma média de 5:18/km. A maior parte dos treinos no meio de Lisboa a subir e descer escadas e rampas.

 

DESIGN

Para mim umas sapatilhas são um instrumento de treino/competição. Pouco me interessa o visual, sem serem MUITO feias !, desde que sejam praticas, eficientes e acima de tudo confortáveis/adequadas para a função delas. Estas Engage tem um aspeto frágil devido ao seu desenho e materiais, mas são na realidade muito robustas e para mim das mais bonitas que já usei e vi no mercado. São simples, bem desenhadas e apenas os cordões com materiais mais antigos e menos usado nas sapatilhas modernas destoam do conjunto. Acho que este é um daqueles casos em que o aspeto da sapatilha diz muito da performance que tem e do que podemos contar delas. Leves, rápidas, funcionais e leves. Já tinha dito ?

 

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Amortecimento/estabilidade

Não só são leves, como as sentimos leves em todos os momentos dos treinos/provas. Não pesam ao longo dos km's e sentimos sempre o pé muito leve e solicito a mudar de direção ou a iniciar uma subida ingreme sem parecer que leva um quadrado de betão tipo máfia agarrado no pé, ao mesmo tempo que produzem um amortecimento adequado para quase todas as situações. Só em alguns troços de estradão senti que a estabilidade e o apoio que dão podiam ser um pouco melhores, mas não será o publico alvo desta sapatilha. A sola inicialmente aparentava que seria um ponto menos positivos da mesma, mas o facto é que se revelou uma excelente companheira de km's e talvez o melhor ponto da sapatilha. Continua com muito bom aspeto ( quase sem marcas de desgaste ), continua confortável, continua a proporcionar um bom apoio em todo o pé o que leva a uma estabilidade e facilidade em devorar km's.

 

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Conforto

Tal como tinha dito quando escrevi o primeiro texto sobre elas, estas sapatilhas parecem-me ideais para "pequenos" treinos. Qualquer coisa que passe dos 10/12km altera completamente o comportamento da sapatilha, como se a sola e o material de que é composto a parte da estrutura interior de suporte ficassem cansados. Principalmente em dias mais quentes, o impacto desta alteração física dos materiais tem mais impacto nos pés. Na meia-maratona em Dezembro, mesmo num dia "frio", cheguei à meta com os pés bastantes vermelhos do esforço e fricção interna. Entretanto reservei as sapatilhas para os treinos mais curtos devido a esta característica. às vezes faço treinos de 15 ou 17km e noto logo. Quanto mais rápido o treino, mais o efeito de aquecimento se nota. A qualidade dos materiais para mim é excelente. Apesar dos quase 300km, a qualidade da sola, da estrutura superior e interior continuam muito boas. Visualmente tem alguma sujidade de um ou outro treino em escadas, mas de resto quando se olha mais de perta as costuras ou pontos de junção, continuam excelentes. E essa qualidade geral dos materiais ajuda muito no conforto que sentimos. Dá confiança para ritmos elevados e sempre com um bom sentimento. De que a sapatilha é de facto um prolongamento do pé e não apenas um apêndice extra a carregar.

 

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Preço

É um excelente negócio tendo em conta o preço e o segmento onde se inserem. Consegue-se arranjar abaixo dos 70€ em lojas nacionais e se forem compradas nas alturas dos saldos, ainda melhor negocio ficam. Acho que face ao que oferecem, tem de facto um excelente rácio preço/qualidade. Tendo em conta quanto a concorrência normalmente pede por qualidade similar...

 


Avaliação (de 0 a 20):

DESIGN: 19
CONFORTO: 16
AMORTECIMENTO: 18
ESTABILIDADE: 18
PREÇO: 20

Avaliação Total (de 0 a 100): 91

 

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Nota final
São umas excelentes sapatilhas, para treinos mais curtos. Para quem procura companhia para treinos de +20km, terá que procurar outro parceiro de treino.
De resto, não tem como não recomendar estas sapatilhas para quem quiser correr poucos km's, devagar ou rápido. Vão continuar a ser as minhas parceiras para os treinos pequenos durante os próximos meses.


Podem ver o unboxing delas aqui e a primeira impressão aqui.


Querida, eu encolhi o GTA

24.04.15 | Nuno Malcata

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Por Nuno Malcata

 

Antes da estreia em provas de Ultra Trail no Piodão, no pós Maratona de Sevilha já tinha partilhado aqui no blog as minhas expetativas para os desafios que me propunha neste primeiro semestre de 2015.

 

Como nessa altura referi, apesar do Ultra Trail no Piodão ter sido fantástico, desde janeiro o meu foco está na preparação para o Gerês Trail Adventure que se vai realizar de 30 de Abril a 3 Maio, prova de 4 etapas com um total de cerca de 130Km e 8500D+, uma organização do Ultra Maratonista Carlos Sá.

 

Sendo eu um atleta amador e não tendo acompanhamento de treinador, algo que tenho sentido bastante falta, a preparação tem sido feita com base em muito do que tenho aprendido com quem mais experiência tem e com o muito que tenho lido. Tenho feito por melhorar os pontos em que sou mais fraco, numa gestão de tempo entre a vida profissional e pessoal. Obviamente que os 53Km feitos no Piodão foram a maior distância feita na preparação mas sentia que precisava de perceber como lidar com esforço ao longo de vários dias seguidos, em diferentes alturas do dia, como acontecerá no Gerês durante 4 dias.

 

Assim, decidi fazer uma edição Mini do GTA com 2 treinos em Monsanto e 2 treinos em Sintra. O escalonamento dos treinos seria semelhante ao da prova, 1 treino noturno (Trail da Salamandra), seguido de 1 treino na manhã seguinte (Treino da Hora do Esquilo), 1 treino Longo e mais duro em Sintra e 1 treino final mais descontraido em Monsanto.

 

Mini GTA Dia 1 - Trail da Salamandra - Sintra - 21:00

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Foi a minha 3ª presença neste treino noturno em Sintra, em 3 semanas consecutivas, e cada vez gosto mais destes treinos em Sintra, já para não falar nos fabulásticos recoverys.

 

Estavam previstos na convocatória inicial 15Km, mas acabaram por ser 20Km num percurso muito rolador e misto que nos levou da Barragem do Rio da Mula em Sintra até ao areal da praia do Guincho e respetivo retorno. Saliento a presença de 62 pessoas, com um espirito fantástico, um record nesta iniciativa do Antonio Pedro Santos que tive o prazer de finalmente conhecer pessoalmente nessa noite.

 

Senti-me sempre bem, o ritmo foi bom, com algumas paragens, sempre bem dispostas para reagrupar. Treino terminado em cerca de 2h40m com 20Km e 400D+

 

Mini GTA Dia 2 - Treino Hora do Esquilo - Monsanto - 06:00

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Com pouco mais de 3h dormidas, apresentei-me no Parque do Penedo em Monsanto, ás 05:45 para fazer o treino da Hora do Esquilo e a pensar fazer uma 2ª hora sozinho para meter mais Kms e altimetria nas pernas.

 

Já fui algumas vezes e aprendi que tenho de aquecer pelo menos 10 minutos a um ritmo mais lento antes de arrancar no ritmo mais vivo que pontua estes treinos.

 

Feitos os 10m de aquecimento, pouco passava das 6 quando chegou o timoneiro Pedro Conceição e arrancámos em bom ritmo.

 

O pouco descanso e mesmo a falta de alimentação entre treinos fizeram-se sentir, foi uma bela lição. A meio do treino já não pensava em mais nada senão terminar e passei a maioria do treino na cauda do grupo a gerir o esforço, simplesmente o corpo não queria responder.

 

Treino terminado ás 07:00, com o aquecimento fiz 10Km em 1h10m com cerca de 300D+

 

Mini GTA Dia 3 - Treino Longo e Duro em Sintra - 09:00

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Tal como o 3º dia do GTA, para o 3º dia do Mini GTA queria fazer um treino duro, e longo. O planeamento era para cerca de 40Km com mais de 2000D+.

 

Neste momento o meu local preferido para treinar é sem dúvida Sintra, mas tenho um problema por lá, orientar-me. Já conheço alguns pontos, algumas boas subidas, alguns bons singles, o problema é orientar-me entre eles. 

 

Pedi ao Tiago para me orientar, mas ele estava inicialmente limitado a um treino de 2h, pelo que carreguei um track no relógio e quando ele tivesse que terminar o treino, eu faria o track sozinho.

 

Começei o treino lento e apático, e fiquei a pensar nas más sensações do dia anterior, mas desta vez tinha dormido bem e alimentado ainda melhor. Aos poucos a Serra de Sintra fez a sua magia e percorremos muitas das boas subidas da Serra como queria, sempre com boa disposição e ótima conversa.

 

O tempo e os Kms foram passando, e aos 17km já com cerca de 1000D+ feitos a subir para a Peninha vi que estava a sentir-me realmente bem, e terminando o treino com o Tiago, não fazia sentido estar a insistir em andar sozinho.

 

Terminámos o treino com cerca de 25Km e 1300D+ em pouco mais de 4h, e, ainda mais importante, com a sensação que estamos preparados para enfrentar a etapa rainha do GTA com 60km e 4500D+. Se a vou vencer ainda não sei, mas que lhe vou dar luta vou.

 

Mini GTA Dia 4 - Treino rolante em Monsanto - 10:00

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Último dia do Mini GTA, já em modo mais relax, para fazer cerca de 15km/2h por Monsanto, dividi o treino em 2 partes de 1h, na primeira com a companhia do Rui e da Carmo, e na segunda parte juntaram-se os restantes amigos que comigo vieram treinar, a Bo, o João G, o João F e o Diogo.

 

Para este treino apesar da noite muito bem dormida, não fiz a minha alimentação tipica das manhãs de treino, comi normalmente uma torrada e uma caneca de cevada, e nem levei a mochila com hidratação, quase vital para mim. Fui leve e solto, o que resultou bem.

 

Na primeira parte rolamos, subimos, descemos e em trio fizemos 11Km em pouco mais de 1h, na segunda parte já com o grupo completo optei por um percurso mais rolante até à parte final, e o ritmo foi bem vivo nos primeiros kms. Nos últimos km relaxámos mais um pouco, e subimos a parte final em convívio do bom, já com 20Km nas pernas.

 

Com o sentido de dever cumprido, e bem cumprido, fechei o último treino do Mini GTA com cerca de 21km e 600D+, e com ótimas sensações fisicas.

 

Conclusões finais

 

4 Treinos, mais de 10h, cerca de 75km com 2700D+. Parece uma pequena parte do que vamos passar, mas aprendi bastante, sobretudo a importância do descanso, alimentação e gestão de esforço.

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Os próximos dias vão ser dedicados a descanso, massagem, curar algumas maleitas da carga de kms dos treinos, boa alimentação e preparação da aventura que vai ser o Gerês Trail Adventure.

 

Esta é uma aventura em equipa, e eu, a Bo e o Tiago aproveitamos para agradecer desde já o apoio que iremos ter tanto dos elementos da Crew que nos vão acompanhar presencialmente no Gerês, como os restantes que tanta força nos têm dado. Também algumas entidade nos estão a ajudar nesta concretização e contamos com o fantástico apoio na importante compomente de alimentação e suplementação da GIRASSOL, que nos enviou para os treinos géis, barras e recuperadores, como acontecerá para o GTA.

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Acompanhem-nos nesta jornada, vamos partilhar convosco cada momento!