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Correr na Cidade

Receita: Muffins pré-treino

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Por Natália Costa:

 

Partilho convosco a receita de uns Muffins que são óptimos para comer antes de um bom treino. Não têm adição de manteigas ou óleos nem açúcar refinado. A banana, o muesli (aveia, frutos secos e fruta desidratada) são ingredientes que qualquer corredor deve consumir antes de um treino.

 

Ingredientes:

3 bananas muito maduras
1 iogurte natural
2 ovos
2 colheres de sopa de mel
4 colheres de sopa de farinha
Sumo e raspa de 1 laranja
2 chávenas de muesli
1 colher de sopa de sementes de Chia
Canela a gosto
Três morangos laminados

 

Modo de preparação:

Esmague as três bananas e em seguida bata-as com os dois ovos. Adicione o iogurte natural e o sumo da laranja e duas colheres de mel. Bata muito bem e, de seguida, junte a farinha.

Envolva este preparado e no final junte o muesli, as sementes de chia e a canela.

Coloque numa forma anti aderente própria para a confeção dos muffins, e no topo de cada um deles coloque uma “lâmina” de morango. Leve ao forno pré-aquecido, a 220ºC durante 20 a 25 minutos.

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Review: Under Armour Engaged Green

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Por Luis Moura

 

Este teste é provavelmente o mais comprido que já fiz. O objetivo inicial era utilizar os Engage nos treinos pequenos/médios na preparação de uma potencial meia-maratona ou maratona no final do primeiro trimestre de 2015, mas o redireccionamento total para trilhos no primeiro semestre do ano fizeram com que os treinos fossem de certa maneira, reajustados. Continuei a treinar com os Engage, mas com menos frequência, usando-os "apenas" para os treinos mais curtos e rápidos durante a semana. Nesse sentido, ao fim de 32 treinos, eles tem 295km ( 9.2km/treino ) com um total de 5.530D+ e uma média de 5:18/km. A maior parte dos treinos no meio de Lisboa a subir e descer escadas e rampas.

 

DESIGN

Para mim umas sapatilhas são um instrumento de treino/competição. Pouco me interessa o visual, sem serem MUITO feias !, desde que sejam praticas, eficientes e acima de tudo confortáveis/adequadas para a função delas. Estas Engage tem um aspeto frágil devido ao seu desenho e materiais, mas são na realidade muito robustas e para mim das mais bonitas que já usei e vi no mercado. São simples, bem desenhadas e apenas os cordões com materiais mais antigos e menos usado nas sapatilhas modernas destoam do conjunto. Acho que este é um daqueles casos em que o aspeto da sapatilha diz muito da performance que tem e do que podemos contar delas. Leves, rápidas, funcionais e leves. Já tinha dito ?

 

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Amortecimento/estabilidade

Não só são leves, como as sentimos leves em todos os momentos dos treinos/provas. Não pesam ao longo dos km's e sentimos sempre o pé muito leve e solicito a mudar de direção ou a iniciar uma subida ingreme sem parecer que leva um quadrado de betão tipo máfia agarrado no pé, ao mesmo tempo que produzem um amortecimento adequado para quase todas as situações. Só em alguns troços de estradão senti que a estabilidade e o apoio que dão podiam ser um pouco melhores, mas não será o publico alvo desta sapatilha. A sola inicialmente aparentava que seria um ponto menos positivos da mesma, mas o facto é que se revelou uma excelente companheira de km's e talvez o melhor ponto da sapatilha. Continua com muito bom aspeto ( quase sem marcas de desgaste ), continua confortável, continua a proporcionar um bom apoio em todo o pé o que leva a uma estabilidade e facilidade em devorar km's.

 

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Conforto

Tal como tinha dito quando escrevi o primeiro texto sobre elas, estas sapatilhas parecem-me ideais para "pequenos" treinos. Qualquer coisa que passe dos 10/12km altera completamente o comportamento da sapatilha, como se a sola e o material de que é composto a parte da estrutura interior de suporte ficassem cansados. Principalmente em dias mais quentes, o impacto desta alteração física dos materiais tem mais impacto nos pés. Na meia-maratona em Dezembro, mesmo num dia "frio", cheguei à meta com os pés bastantes vermelhos do esforço e fricção interna. Entretanto reservei as sapatilhas para os treinos mais curtos devido a esta característica. às vezes faço treinos de 15 ou 17km e noto logo. Quanto mais rápido o treino, mais o efeito de aquecimento se nota. A qualidade dos materiais para mim é excelente. Apesar dos quase 300km, a qualidade da sola, da estrutura superior e interior continuam muito boas. Visualmente tem alguma sujidade de um ou outro treino em escadas, mas de resto quando se olha mais de perta as costuras ou pontos de junção, continuam excelentes. E essa qualidade geral dos materiais ajuda muito no conforto que sentimos. Dá confiança para ritmos elevados e sempre com um bom sentimento. De que a sapatilha é de facto um prolongamento do pé e não apenas um apêndice extra a carregar.

 

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Preço

É um excelente negócio tendo em conta o preço e o segmento onde se inserem. Consegue-se arranjar abaixo dos 70€ em lojas nacionais e se forem compradas nas alturas dos saldos, ainda melhor negocio ficam. Acho que face ao que oferecem, tem de facto um excelente rácio preço/qualidade. Tendo em conta quanto a concorrência normalmente pede por qualidade similar...

 


Avaliação (de 0 a 20):

DESIGN: 19
CONFORTO: 16
AMORTECIMENTO: 18
ESTABILIDADE: 18
PREÇO: 20

Avaliação Total (de 0 a 100): 91

 

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Nota final
São umas excelentes sapatilhas, para treinos mais curtos. Para quem procura companhia para treinos de +20km, terá que procurar outro parceiro de treino.
De resto, não tem como não recomendar estas sapatilhas para quem quiser correr poucos km's, devagar ou rápido. Vão continuar a ser as minhas parceiras para os treinos pequenos durante os próximos meses.


Podem ver o unboxing delas aqui e a primeira impressão aqui.


Querida, eu encolhi o GTA

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Por Nuno Malcata

 

Antes da estreia em provas de Ultra Trail no Piodão, no pós Maratona de Sevilha já tinha partilhado aqui no blog as minhas expetativas para os desafios que me propunha neste primeiro semestre de 2015.

 

Como nessa altura referi, apesar do Ultra Trail no Piodão ter sido fantástico, desde janeiro o meu foco está na preparação para o Gerês Trail Adventure que se vai realizar de 30 de Abril a 3 Maio, prova de 4 etapas com um total de cerca de 130Km e 8500D+, uma organização do Ultra Maratonista Carlos Sá.

 

Sendo eu um atleta amador e não tendo acompanhamento de treinador, algo que tenho sentido bastante falta, a preparação tem sido feita com base em muito do que tenho aprendido com quem mais experiência tem e com o muito que tenho lido. Tenho feito por melhorar os pontos em que sou mais fraco, numa gestão de tempo entre a vida profissional e pessoal. Obviamente que os 53Km feitos no Piodão foram a maior distância feita na preparação mas sentia que precisava de perceber como lidar com esforço ao longo de vários dias seguidos, em diferentes alturas do dia, como acontecerá no Gerês durante 4 dias.

 

Assim, decidi fazer uma edição Mini do GTA com 2 treinos em Monsanto e 2 treinos em Sintra. O escalonamento dos treinos seria semelhante ao da prova, 1 treino noturno (Trail da Salamandra), seguido de 1 treino na manhã seguinte (Treino da Hora do Esquilo), 1 treino Longo e mais duro em Sintra e 1 treino final mais descontraido em Monsanto.

 

Mini GTA Dia 1 - Trail da Salamandra - Sintra - 21:00

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Foi a minha 3ª presença neste treino noturno em Sintra, em 3 semanas consecutivas, e cada vez gosto mais destes treinos em Sintra, já para não falar nos fabulásticos recoverys.

 

Estavam previstos na convocatória inicial 15Km, mas acabaram por ser 20Km num percurso muito rolador e misto que nos levou da Barragem do Rio da Mula em Sintra até ao areal da praia do Guincho e respetivo retorno. Saliento a presença de 62 pessoas, com um espirito fantástico, um record nesta iniciativa do Antonio Pedro Santos que tive o prazer de finalmente conhecer pessoalmente nessa noite.

 

Senti-me sempre bem, o ritmo foi bom, com algumas paragens, sempre bem dispostas para reagrupar. Treino terminado em cerca de 2h40m com 20Km e 400D+

 

Mini GTA Dia 2 - Treino Hora do Esquilo - Monsanto - 06:00

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Com pouco mais de 3h dormidas, apresentei-me no Parque do Penedo em Monsanto, ás 05:45 para fazer o treino da Hora do Esquilo e a pensar fazer uma 2ª hora sozinho para meter mais Kms e altimetria nas pernas.

 

Já fui algumas vezes e aprendi que tenho de aquecer pelo menos 10 minutos a um ritmo mais lento antes de arrancar no ritmo mais vivo que pontua estes treinos.

 

Feitos os 10m de aquecimento, pouco passava das 6 quando chegou o timoneiro Pedro Conceição e arrancámos em bom ritmo.

 

O pouco descanso e mesmo a falta de alimentação entre treinos fizeram-se sentir, foi uma bela lição. A meio do treino já não pensava em mais nada senão terminar e passei a maioria do treino na cauda do grupo a gerir o esforço, simplesmente o corpo não queria responder.

 

Treino terminado ás 07:00, com o aquecimento fiz 10Km em 1h10m com cerca de 300D+

 

Mini GTA Dia 3 - Treino Longo e Duro em Sintra - 09:00

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Tal como o 3º dia do GTA, para o 3º dia do Mini GTA queria fazer um treino duro, e longo. O planeamento era para cerca de 40Km com mais de 2000D+.

 

Neste momento o meu local preferido para treinar é sem dúvida Sintra, mas tenho um problema por lá, orientar-me. Já conheço alguns pontos, algumas boas subidas, alguns bons singles, o problema é orientar-me entre eles. 

 

Pedi ao Tiago para me orientar, mas ele estava inicialmente limitado a um treino de 2h, pelo que carreguei um track no relógio e quando ele tivesse que terminar o treino, eu faria o track sozinho.

 

Começei o treino lento e apático, e fiquei a pensar nas más sensações do dia anterior, mas desta vez tinha dormido bem e alimentado ainda melhor. Aos poucos a Serra de Sintra fez a sua magia e percorremos muitas das boas subidas da Serra como queria, sempre com boa disposição e ótima conversa.

 

O tempo e os Kms foram passando, e aos 17km já com cerca de 1000D+ feitos a subir para a Peninha vi que estava a sentir-me realmente bem, e terminando o treino com o Tiago, não fazia sentido estar a insistir em andar sozinho.

 

Terminámos o treino com cerca de 25Km e 1300D+ em pouco mais de 4h, e, ainda mais importante, com a sensação que estamos preparados para enfrentar a etapa rainha do GTA com 60km e 4500D+. Se a vou vencer ainda não sei, mas que lhe vou dar luta vou.

 

Mini GTA Dia 4 - Treino rolante em Monsanto - 10:00

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Último dia do Mini GTA, já em modo mais relax, para fazer cerca de 15km/2h por Monsanto, dividi o treino em 2 partes de 1h, na primeira com a companhia do Rui e da Carmo, e na segunda parte juntaram-se os restantes amigos que comigo vieram treinar, a Bo, o João G, o João F e o Diogo.

 

Para este treino apesar da noite muito bem dormida, não fiz a minha alimentação tipica das manhãs de treino, comi normalmente uma torrada e uma caneca de cevada, e nem levei a mochila com hidratação, quase vital para mim. Fui leve e solto, o que resultou bem.

 

Na primeira parte rolamos, subimos, descemos e em trio fizemos 11Km em pouco mais de 1h, na segunda parte já com o grupo completo optei por um percurso mais rolante até à parte final, e o ritmo foi bem vivo nos primeiros kms. Nos últimos km relaxámos mais um pouco, e subimos a parte final em convívio do bom, já com 20Km nas pernas.

 

Com o sentido de dever cumprido, e bem cumprido, fechei o último treino do Mini GTA com cerca de 21km e 600D+, e com ótimas sensações fisicas.

 

Conclusões finais

 

4 Treinos, mais de 10h, cerca de 75km com 2700D+. Parece uma pequena parte do que vamos passar, mas aprendi bastante, sobretudo a importância do descanso, alimentação e gestão de esforço.

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Os próximos dias vão ser dedicados a descanso, massagem, curar algumas maleitas da carga de kms dos treinos, boa alimentação e preparação da aventura que vai ser o Gerês Trail Adventure.

 

Esta é uma aventura em equipa, e eu, a Bo e o Tiago aproveitamos para agradecer desde já o apoio que iremos ter tanto dos elementos da Crew que nos vão acompanhar presencialmente no Gerês, como os restantes que tanta força nos têm dado. Também algumas entidade nos estão a ajudar nesta concretização e contamos com o fantástico apoio na importante compomente de alimentação e suplementação da GIRASSOL, que nos enviou para os treinos géis, barras e recuperadores, como acontecerá para o GTA.

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Acompanhem-nos nesta jornada, vamos partilhar convosco cada momento!

Unboxing: Merrell AllOut Charge

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 Por Nuno Malcata

 

Tal como a Bo, quando mostrou os Merrell AllOut Peak, também eu era grande fã dos Merrell AllOut Rush e foi com uma grande alegria e expetativa que aceitei o convite da Merrell para testar os novos Merrell AllOut Charge.

 

Confesso que já os usei em 2 treinos em Sintra, mas a 1ª Impressão será publicada em breve, para já deixo-vos com o Unboxing.

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Review: Salming T1 - A surpresa sueca

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Por Stefan Pequito

 

A Salming é uma marca que já andava a namorar há algum tempo, mas para minha infelicidade não tinha, ainda, modelos de trail. Contudo, em dezembro do ano passado, tive conhecimento que iam lançar umas sapatilhas de trail e, mal as vi, percebi que a nível de design tinham um “aspeto de top”. Não resisti e fiz logo o pedido para as testar.

 

Foram uns meses "dolorosos" à espera delas, pois estava mesmo curioso para ver “as meninas” e queria usá-las já no Madeira International Ultra Trail (MIUT). A entrega atrasou-se e só as recebi duas semanas antes da prova,o que me deixou um pouco de pé atrás se as levaria para a prova, ou não. Mas as várias reviews deste modelo que li e o feedback de quem já as tinha usado afastaram, um pouco, esse medo.

 

Quando as recebi, calcei-as quase de seguida para ver qual era a sensação. Posso dizer que gostei logo! Fui fazer um treino no dia seguinte, primeira parte do percurso em estrada e onde se comportaram muito bem: principalmente, são muito confortáveis; e, como estava bastante calor nesse dia, deu para ver que se portam bem em termos de arejamento mesmo tendo uma cama dupla de tecido.

 

A segunda parte do treino foi efetuado numa descida técnica em trilhos onde deu para ver um pouco da sua garra em terrenos acidentados: aderência bastante boa em terreno seco com muita pedra e inclinações acentuadas. Primeiro teste concluído e com resultado bastante positivo. Ainda não convencido em que altura as iria levar, se para o início da prova ou para o final, mas uma coisa já sabia, as Salming iam comigo. 

 

O segundo teste foi um treino mais puxado por Monsanto: treino mais rápido e duro num terreno mesmo técnico, com subidas e descidas. Resumindo: gostei da segurança da sua “armadura” e do exosqueleto que tem o qual ajuda muito na estabilidade do pé, bastante bom para evitar azares, como entorses. Gostei bastante do amortecimento, sem prejudicar a postura e o ataque ao chão com drops altos, pois esta sapatilha tem 5mm de drop e é uma sapatilha leve (com 290g no meu tamanho que é 42.5).

 

Bem, isto estava cada vez a convencer-me mais, mas ainda tinha algumas dúvidas e estas foram tiradas no dia da prova em que levei as sapatilhas no início, mesmo tendo outras a meio para trocar caso houvesse algum stress.

 

CONFORTO

Sei que é um risco levar uns sapatilhas pouco batidas numa prova destas, ainda por cima com a importância que tinha, mas havia algo nelas que me davam alguma confiança, e posso dizer que fiz 115km com elas e gostei! Sem dúvida que o ponto forte é a sua estrutura super confortável: os pés estão sem qualquer mazela, nem mesmo uma bolha; deram muita confiança no ataque ao solo, pois são muito equilibradas e, por isso, é mais complicado fazer entorses e tem um amortecimento quanto baste. Posto isto, no que toca ao conforto são excelentes.

 

Em termos da dupla camada que as sapatilhas apresentam, é fantástica. Não só não deixa entrar detritos, como não deixa entrar água também. Apesar de não serem à prova de água, secam muito rápido quando ela entra e isto é muito bom e vantajoso. À volta da sapatilha existe um camada de um tecido com uma camada de borracha leve que ajuda a proteger o pé contra as rochas.

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ESTABILIDADE & ADERÊNCIA

Agora vem o que todos procuram: a aderência. Neste ponto, apesar de ainda terem que melhorar, estão lá muito perto. Onde tive mais dificuldades foi em pedra molhada. Quem fez a prova na Madeira, sabe como é a descida do Fanal ao Chão da Ribeira (muito técnica e escorregadia) e, aqui quase as quis descalçar e ir descalço ate lá a baixo. É verdade que podia ser por ainda terem a goma característica dos produtos novos, pois não tinham os quilómetros suficientes. Mas senti-me inseguro com elas. De resto, nos troços escorrega, mas qual é a sapatilha que não o faz? Gostei do comportamento delas na lama, pois esta solta-se quase de seguida. Em terra solta ou molhada são muito boas e, em quase todas as pedras, tem um comportamento razoável.

 

A palmilha original é bastante boa e é muito confortável. A maneira como os atacadores estão alinhados são bastante confortáveis e seguram bem o pé;  a única coisa que falta é uma “bolsinha” para guardar os atacadores na língua da sapatilha.

 

Resumindo: são umas sapatilhas muito equilibradas e das quais gostei muito mesmo e vão acompanhar-me na próxima aventura que será a prova “Oh Meu Deus” nas “100Milhas”. Se calhar até faço a prova toda com elas, nunca se sabe.

 

O único ponto negativo (que também não é o mais grave) é a falta de outras cores. Mas, também, são as primeiras sapatilhas de trail da Salming. E, para as primeiras, estão muito boas! Espero que continuem assim.

 

Preço:125€

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Avaliação (de 0 a 20):

DESIGN: 17
CONFORTO: 19
AMORTECIMENTO: 18
ESTABILIDADE: 19
PREÇO: 15

Avaliação Total (de 0 a 100): 88

(Extra: aderência: 17)

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Só 10km, mas a maior festa da corrida!

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Por Bo Irik:

 

O tempo voa! Já é quarta-feira! Está na hora de partilhar como foi mais uma participação na Scalabis Night Race. Esta prova de 10km, já na sua terceira edição, decorreu no passado sábado pelas 21h00m no centro de Santarém. Se a segunda edição da Scalabis Night Race foi uma festa, a edição deste ano, mais uma vez organizada pela simpática e divertida crew de Santarém, os SNR, foi uma festa ainda melhor e maior!

 

A Scalabis Night Race iluminou a cidade, espalhou magia pelas estreitas ruas do centro por onde os milhares de atletas passaram. Embora a vontade de fazer a prova rapidamente para mais rapidamente chegar às bifanas, pampilhos e cerveja que são oferecidos no fim da prova, decidi fazer a prova com calma.

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Como esta prova se inseria no meio da minha preparação para o Gerês Trail Adventure e estava mais enfocada nos trilhos, na manhã de sábado já tinha ido aos trilhos em Monsanto e iria voltar lá na manhã de domingo, pelo que a Sacalabis calhou a meio, fui mesmo em modo festa. Foi uma prova muito divertida, muito mesmo, a Rute, João Gonçalves e eu fomos juntos com a Liliana, num ritmo confortável. Ao longo da prova o nosso enfoque era desfrutar da festa e apoiar todas as caras conhecidas pelas quais íamos passando. Houve um momento em que já estava a sentir a garganta de tantos gritos de apoio e temi que iria ter mais dor de garganta do que de pernas na manhã seguinte.

 

O percurso bem escolhido, passando pelas zonas mais emblemáticas da cidade, com vários tipos de piso, algumas subidas e descidas, e claro, uma abastecimento de vinho tinto a meio da prova. Cada um pegou num copo e fazendo um brinde correndo, o João figueiredo apareceu ao pé de nós e ainda tirámos uma foto no meio do percurso! Que risada!

 

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 Adoro fazer provas neste espírito, em modo desfrutar ao máximo e puxar pelos atletas à minha volta. Quando passava nas ruas estreitas com calçada típica portuguesa lembrava-me da edição do ano passado, onde ia com o Nuno Alves a puxar por mim para fazer a prova abaixo dos 50 minutos. Este ano confesso que aproveitei muito mais. Para mim, a corrida é isto: divertir-me com os amigos enquanto pratico exercício. A vertente de puxar pelas pessoas dá-me de facto um prazer brutal, a sensação de conseguir pôr uma pessoa que estava a caminhar a correr é brutal!

 

No fim da prova, após 1h03, as merecidas bifanas e cervejas. Ficamos ainda a assistir à entrega de prémios e ainda nos atrevemos a dar um passinho de dança! Depois, fomos para casa rápido, pois, na manhã seguinte, os trilhos de Monsanto estariam à minha espera.

 

 

 

Avaliando sinteticamente esta prova:

 

Pontos positivos:

# O facto de a prova ser muito divertida mas simultaneamente também permitir PBTs à quem o ambiciona;

# Envolvência, simpatia e entusiasmo da organização;

# Num fim-de-semana cheio de provas em Lisboa, incluindo a de Benfica no Domingo, a SNR esteve lotada com muitas caras conhecidas da grande Lisboa;

# O circuito é muito bonito e nada monótono;

# O incentivo do público em alguns locais da prova;

# O humor da sinalética;

# A t-shirt e buff com designs giros substituem, a meu ver, perfeitamente uma medalha;

# Toda a festa que envolve a prova.

 

Pontos a melhorar:

# Alguma confusão no levantamento dos dorsais;

# Podiam encher um pouco mais os copos de tinto no abastecimento :p

 

Em suma: a melhor prova de 10K tanto em 2015 como em 2015. Continuem assim, Scalabis Night Runners! Parabéns e muito obrigada!

Venha a edição de 2016!

Marcas de Corrida: Uniformização ou Diversificação?

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Por Tiago Portugal

 

Altra, Brooks, Dynafit, INOV-8, ON Running, Pearl Izumi, Scott, Tecnica e Topo. Alguns destes nomes vos são familiares?


São só algumas das muitas marcas de sapatilhas de corrida que não estão disponíveis ou muito dificilmente se encontram em Portugal.  

 

Desde adolescente que adoro ténis, sapatilhas, sneakers, ou como lhes prefiram chamar. Lembro-me de ter 16 anos e ter uns Converse, não eram os All Star, desses também tive uns todos pretos, mas outro modelo que me compraram na base das Lajes e ostentava com o orgulho típico de um adolescente que calça algo que mais ninguém tem. 

 

Adorava aqueles ténis, iam comigo para todo o lado e foram meus fiéis companheiros durante largos anos. Apesar de esfarrapados e dos buracos achava que estavam mais do que próprios para ainda serem usados por um adolescente, mas era o único lá em casa a pensar dessa forma. Ainda não sei o que lhes aconteceu mas certo dia desapareceram. Recordo-me destes ténis com frequência, e apesar da internet nunca mais encontrei este modelo. Com os pés carentes de novos companheiros apaixonei-me de seguida por uns Puma Suede, amarelos com o símbolo em verde, comprei logo dois pares, era tudo a dobrar não fosse o diabo tecê-las e algo acontecer de novo.

 

Quando comecei a correr em 2011 não percebia nada de sapatilhas de corrida, inconscientemente ao pensar em corrida só me vinham três marcas à cabeça, Adidas, Asics e Nike, na altura não tinha sequer nunca ouvido falar da Salomon. Naturalmente o meu 1º par de ténis de corrida foi escolhido dentro das marcas já referidas, uns Asics Gel Enduro. Não o sabia na altura mas era um modelo de trail. Aos poucos com o despertar da paixão pela corrida comecei a reparar nos pés dos corredores e conclui que a maioria alinhava pela mesma bitola.

 

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O vício das sapatilhas e de calçar modelos originais e diferentes não desapareceu mas até recentemente era difícil arranjar outras marcas que não as já referidas. Infelizmente não existe em Portugal o conceito de LCL, loja de corrida local, se o conceito não existe em português tomo-o como meu. Se queremos ver e experimentar ténis temos que ir a grandes superfícies, Sportzone, Decatlhon, El Corte Inglês, à TAF (Pro Runner) ou a lojas específicas de algumas marcas, falo da realidade de Lisboa e arredores. 

 

Qual foi então a minha solução? Procurar na Internet e comprar por essa via. Não terei sido o único que recorreu a este método para ter uma maior diversidade na sua escolha de calçado de corrida, estrada ou trail, além de conseguir preços competitivos. 

Encontrei uns Montrail Badrock, que uso e abuso, comprados na Amazon UK por menos de 50 euros, modelo antigo mas fantástico, pena que estejam descontinuados e já não haja o meu número.

 

Voltando um pouco atrás e tentando ser crítico, eu sei e compreendo que Portugal e o mercado português seja pequeno e pouco interessante para algumas marcas, mas pelo menos em Lisboa ou no Porto, uma ou duas LCL podiam existir e com oferta diversificada. Hoje a oferta de modelos e de marcas é incomparavelmente melhor do que há dois ou três anos. É também verdade que estão lojas de desporto a abrirem, ainda recentemente o exemplo das novas lojas da Adidas e da New Balance na baixa de Lisboa, mas eu estou a referir-me a uma loja multimarcas, com uma oferta diversificada. Será que tinha sucesso no contexto atual?  

 

Nos últimos dois anos, algumas marcas têm vindo a apostar no mercado português, ainda que de forma tímida já é um começo. Algumas das marcas que já cá se encontram com facilidade, La Sportiva, New Balance, Newton, Puma, Reebok, Merrell, Skechers.

 

De quando em vez lá surge um oásis no meio do deserto e conseguimos vislumbrar e experimentar uns modelos da Hoka One One, Salming, The North Face, que só encontro nas bancas das provas de trail, INOV-8 ou outras.

 

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Mas porquê esta conversa agora? Porque vi um anúncio da New Balance no Saldanha e pensei que efetivamente a corrida está a crescer e veio para ficar, mas gostava de não estar tão limitado e ter mais liberdade de escolha. Poder ver, experimentar, calçar e comprar modelos de algumas marcas sem ter que o fazer às cegas na internet.

 

E vocês acham uma loja de corrida local é viável em Lisboa ou em Portugal? E que marcas gostavam de experimentar?

 

Boas corridas!

1ª impressão: Adidas Ultra Boost

 

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O Correr na Cidade recebeu alguns pares dos Ultra Boost da Adidas. Esta é a primeira impressão dos três "sortudos" a experimentarem a nova coqueluche da marca das três riscas. Como somos cavalheiros, a primeira impressão é para uma mulher, segue-se outros dois corredores:

 

Natália Costa:

No dia que recebi estes Adidas Ultra Boost não os deixei muito tempo na caixa e no final do dia já estava a correr com eles num treino ao longo do rio que fiz com duas amigas.

Estes Ultra Boost são confortáveis, leves e são mais justos que outros modelos, como por exemplo os Boost Energy, e por isso devem ser um número acima.

Ao longo do treino e apesar de estar mais preocupada com o percurso e com as amigas que estão a dar os primeiros passos na corrida, não deixei de comparar estes Ultra com os meus Boost, com os quais corro muitas vezes. Assim, sentido que estes Ultra Boost tem a parte dianteira flexível permitindo uma maior impulsão da passada.

O treino foi de cerca de 8 quilómetros onde incluímos alguns exercícios de reforço muscular à beira Tejo. E os Ultra Boost portaram-se muito bem também nesta função.

Estéticamente este Ultra Boost são lindos! Nada a acrescentar.

Em breve escreverei a minha review final sobre este modelo. E de certeza que não vai demorar muito tempo até o fazer.

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Tiago Portugal:

É preciso ter muita confiança no produto para afirmar que são a “melhor sapatilha de running de sempre”. Será esse efetivamente o caso novo modelo da Adidas, os Ultra Boost?

A minha experiência com a tecnologia boost resume-se ao uso de uns Adidas Revenergy Boost, cuja sola é 20% composta em boost, mesmo assim nas primeiras vezes que corri com eles senti um pouco o tão afamado retorno de energia característico desta tecnologia. Sendo um curioso de tudo o que esteja relacionado com sapatilhas de corrida fiquei com a pulga atrás da orelha com o composto boost. Poderá ser assim tão diferente da EVA que é utilizada pela maioria das restantes marcas que fabricam calçado de corrida?

Se a versão Boost me passou um pouco ao lado o lançamento dos Ultra Boost, toda a campanha em volta deste modelo e o fato de estarem a ser um sucesso de venda aumentou a minha vontade de testar a fundo este modelo.

Após duas corridas consigo tecer já alguns comentários, uns bons e outros assim-assim. Não sei se foi só da sola boost mas após um km de aquecimento resolvi correr um pouco mais depressa e rapidamente e sem o esforço usual comecei a correr a 4'10-4'20, o que para mim é mesmo no limite, ritmo que aguentei durante 2,5km. Durante os restantes km's do 1.º teste com este modelo senti que tinha que me esforçar para não correr a um ritmo mais rápido do que o pretendido, não consigo explicar bem mas efetivamente a sola funciona, senti muito o retorno de energia, e achei as sapatilhas rápidas. No 2.º teste esta sensação manteve-se. Será só o efeito psicológico de nunca ter corrida com boost? Não acredito, acho que a sola é mesmo muito boa e a tecnologia funciona mesmo. 

Estes dois testes deram também para ver que este modelo é mais estreito do que o normal e mesmo sendo um número acima do que normalmente uso, senti o pé apertado na zona lateral, além de que tendo que ser um número acima visualmente fico com o pé gigante. 

Outra característica distintiva deste modelo é a parte superior tipo meia feita em Primeknit. Apesar de ter gostado de sentir o pé bem envolvido senti que a malha me estava demasiado apertada o que me incomodou durante as corridas. Talvez por ter um pé mais largo senti uma grande pressão na zona onde a malha aperta mais. 

Resta agora aguardar pela review final. 

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Filipe Gil:

Confesso que olhei para o lançamento dos Ultra Boost com alguma desconfiança, tal como olho para tudo o que tenha demasiado amortecimento. O frisson da tecnologia Boost já tinha acontecido e não estava para aí virado, achei que era mais marketing que outra coisa. Mas, e em tudo há sempre um mas, aquando da visita da Sport Expo da última Meia Maratona de Lisboa fiquei surpreendido com a quantidade de caixas que vi serem vendidas à minha frente - em pleno stand da Adidas/TAF. Comentei nessa tarde com a Diretora de Marketing da Sportibérica, Cristina Romão, o sucesso de vendas que estava a ser. Mesmo assim, não liguei.

Eis senão quando, depois da minha mulher ter ido aos escritórios da Adidas buscar uns equipamentos para um projeto dela ligado à nutrição e ao bem-estar me liga a dizer que tinham enviado uns Ultra Boost para mim. Fiquei surpreendido, e contente, claro. Mas, mais uma vez não liguei muito. Até os ter na mão.

Aí achei-os muito, muito bonitos, bem construídos, sobretudo com o material usado para o upper, o knit - uma espécie de croché industrial forte. E continuei a olhar para eles como um objeto de moda e não de corrida. E aí deu-se uma espécie de epifania: "então tu, pá, que achas que a corrida e a moda, a corrida e o cool, a corrida e as "coisas bonitas e com estilo da vida" devem estar ligados estás a olhar com desdém para estas sapatilhas,só porque são muito diferentes? Pois! Refleti e disse para mim próprio que lhes dava uma chance.

Assim, dois dias depois de os receber, e meio a medo, calcei-os para dar uma volta pequena - ainda estou a recuperar da síndroma de "runner's knee". Coloquei-lhes as minhas palmilhas de pronador e lá fui.

Quando voltei acho que enchi a cabeça da minha mulher com adjetivos positivos aos Ultra Boost: fantásticos; sente-se mesmo o boost a funcionar; são os reis do asfalto, etc. etc. Ou seja, já perceberam que gostei muito. Apesar de desconfiar que aquela knit pode não aguentar muitos quilómetros e podem prejudicar a estabilidade do corredor. Esta foi a minha 1ª impressão. Resta saber como se portam estes Adidas de 180€ - o seu grande defeito...até ao momento.

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Unboxing: Berg Pantera (c/vídeo)

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Conhece os novos Berg Pantera. A marca portuguesa de outdoor, patrocinadora dos ultra runners Carlos Sá e Nuno Silva enviou-nos a sua nova aposta em termos de calçado. Este são fotos e um vídeo (abaixo) do seu unboxing e já os estamos a experimentar para vos dar conta de como se comportam nos trilhos.

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 Vídeo: