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Correr na Cidade

Unboxing : Puma no Wings for Life World Race 2015

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Por Luís Moura: 

 

Fomos convidados por um dos patrocinadores oficiais do evento a participar com uma equipa de elementos da Crew. Se a Bo, o Tiago e o Nuno Malcata estão no proximo dia 3 de Maio a finalizar a prova Geres Trail Adventure, eu, a Liliana e a Joana vamos representar a crew no evento da Wings for Life, desta vez decorrendo a edição portuguesa no Porto.

 

A Puma gentilmente enviou-nos 3 equipamentos diferentes e de seguida colocamos aqui algumas fotos do seu unboxing. Nos proximos dias vamos escrever sobre o evento e como decorreu na sempre Nobre cidade do Porto.

 

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( Equipamento da Liliana )

 

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( Equipamento da Joana )

 

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( Equipamento do Luis )

Review: La Sportiva Bushido

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 Por Nuno Malcata 

 

A aposta que fiz nos La Sportiva Bushido na 1ª Impressão foi ganha! Após mais de 200Km de treinos com os Bushido foram os ténis que utilizei nos 53Km do Piodão Ultra Trail e passaram neste último teste com louvor.

 

Quando terminamos uma prova longa, e ao fim de mais de 9h nunca nos lembrámos dos ténis, é dos melhores elogios que lhes podemos fazer.


Com já cerca de 300Km feitos com os Bushido, nunca antes tinha testado tanto uns ténis antes da review final, apresento aqui as minhas conclusões finais acerca destes ténis.


A La Sportiva tem se afirmado como uma das marcas de referência em ténis para Trail, e nesta minha primeira experiência com um modelo da marca italiana posso comprovar alguns dos bons atributos normalmente atribuídos.


Os La Sportiva Bushido são uns ténis desenvolvidos a pensar na corrida em trilhos (Trail) com menos de 300g, drop de 6mm e sola FriXion para optimizar a aderência. Construidos para garantir máxima estabilidade em todos os tipos de terreno, com sistema de controlo STB, um novo conceito no controlo de estabiidade.


Gostei de muitos aspectos nestes ténis, existindo outros que podem afinados em próximas versões do modelo.

 

DESIGN & CONSTRUÇÃO

 

Como já referi no passado, gosto de ténis com um look agressivo, mais do que "bonitinhos".

 
Os Bushido enquadram-se nesse perfil, a começar logo pela conjugação de cores e padrões. O modelo que recebi em azul, vermelho, e pormenores em amarelo e preto é uma conjugação de cores fora do vulgar mas funciona muito bem. Claro que com os primeiros treinos todas as cores ficam esbatidas com o pó/lama, mas enquanto novos na montra da loja conquistam. 

 

Em termos de contrução, os Bushido tem nota alta, bons materiais, resistentes, com bons acabamentos, sendo reforçado nos pontos onde é mais normal os ténis de trail "cederem".

 

Bem pensados ao nível de protecção do pé, tanto na parte frontal, como na utilização de placa de protecção e outras protecções.

 

A meio do pé a malha que envolve o pé e a componente de controlo fazem com que o pé fique bem alocado no ténis e funcionem como um todo.

 

A zona do calcanhar embora com bom material acolchoado é muito estruturada e firme, o que pode trazer algum desconforto inicial, como foi o meu caso.

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CONFORTO

 

Os La Sportiva Bushido são uns ténis feitos para atletas relativamente leves e ágeis, não sendo na primeira abordagem os ténis ideiais para mim que sou mais pesado e com uma técnica menor. A adaptação aos Bushido foi feita progressivamente no meu caso, inicialmente, como indiquei na primeira impressão, fizeram-me bolha no calcanhar nas primeiras utilizações, mas ao fim de cerca de 100km esse problema foi ultrapassado.

 

À parte deste desconforto inicial no calcanhar, que acontece com alguma pessoas, mas outras não têm qualquer problema, os La Sportiva Bushido são uns ténis bastante confortáveis tanto para treinos mais curtos e agressivos como para treinos mais longos ou mesmo para provas tanto de média como longa distância.

 

Para o bom conforto contribui muito a forma ajustada como o pé fica preso dentro do ténis, sendo envolvido pela meia interior, pela estrutura rigida ao centro e pela língua que sendo fina é muito confortável e suficientemente comprida para atar bem os atacadores utilizando todos os furos não ficando com os mesmos acima da língua. Gostei muito da altura do calcanhar, envolve bem o calcanhar quase como uma bota ao contrario de outros ténis mais baixos onde sinto que o pé pode quase saltar se não tiver bem apertado.

 

Toda a componente de protecção já falada contribui para um bom conforto ao longo dos percursos, não sendo o pé massacrado em terrenos mais duros ou empedrados.

 

Como também já indiquei, o melhor elogio que posso fazer ao conforto deste modelo é indicar que depois de mais de 9h a correr em terrenos complicados no Piodão, os pés não ficaram com qualquer bolha ou assadura ou maleita estranha provocada por fricção ou mau comportamento dos ténis nesse tempo.

 

AMORTECIMENTO

 

Ao contrário de mim, os La Sportiva Bushido são uns ténis bastante leves. Tendo em conta que é um modelo para trail e com o nível de protecção que têm, o peso que têm é surpreendente.

 

Poderiam por este aspecto estar apenas preparados para atletas leves, sendo o nível de amortecimento menor, mas não senti qualquer problema com falta de amortecimento.

 

Não são uns sofás almofadados, mas não é isso que procuro nuns ténis de trail, com 19mm no calcanhar e 13mm na parte frontal são reactivos aos terrenos que pisamos proporcionando confiança e conforto com um bom nível de amortecimento em terrenos mais duros, exactamente como acho que deviam ser, e são.

 

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ESTABILIDADE E ADERÊNCIA 

 

Os Bushido têm uma estrututa bastante definida de posicionamento do pé.

 

À excepção da parte dos dedos dos pés que é mais larga, o que é excelente, tanto a parte média como o calcanhar são bastante estruturados, fixando o pé dentro do ténis e contribuindo desta forma para uma boa estabilidade. Sendo uns ténis para atletas com passada neutra, penso que se adaptam tanto no meu caso que tenho normalmente passada neutra, como penso que sejam igualmente adequados a quem tenha passada notoriamente pronadora ou supinadora, utizando palmilha apropriada. 

 

A sola é feita de uma borracha com muita aderência e de muito boa qualidade, com tacos agressivos no meio para aderência em trilhos técnicos. A aderência é muito boa tanto na parte da frente para subir como na parte de trás para travagem nas descidas, como em terrenos molhados. Os tacos menos agressivos em amarelo nas bordas do ténis que se prolongam até ás laterais são adequados a terrenos menos técnicos e provas de resistência onde se rola mais e para aderência extra quando a passada for mais lateral consoante o terreno.

 

Nos cerca de 300Km que fiz com os Bushido corri em muitos tipos de terreno, desde gravilha, terra seca, lama, pedra seca e molhada, folhas, ramos e raizes, calçada, etc sendo a aderência sempre muito boa, e quanto mais corremos com eles, mais confiamos neles. Ao inicio ainda escorreguei algumas vezes em folhas ou raizes molhadas, mas ao fim de pouco tempo o controlo até dos momentos menos aderentes se torna fácil, permitindo atacar terrenos mais tecnicos cada vez com mais confiança.

 

Apesar de ter notado alguma degradação dos tacos interiores ao longo dos Kms, a aderência nunca foi comprometida até ao momento.

 

PREÇO

Preço de venda ao publico: 140 €

 

Sendo um valor elevado, não são uma opção para quem quer dar os primeiros passos em Trail e não quer investir tanto logo de inicio, mas justificam o alto valor por serem desde já uns ténis de referência no segmento mais alto, tanto pela elevada performance que permitem como pela boa construção e materiais em que são fabricados.

 

A nível nacional podemos encontrar algumas campanhas promocionais e adquirir a um valor um pouco inferior, como por exemplo online na loja Trail Run

 

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CONCLUSÃO

 
- Procuram uns bons ténis para Trail?
- Querem ter uns ténis para trail leves, com óptima aderência a vários tipos de terreno, bom amortecimento e estabilidade?
- Querem acima de tudo qualidade de materiais e construção e não uma pechincha?
 
Se responderam SIM às ultimas 3 perguntas, os La Sportiva Bushido são uma escolha acertada.
 
Da minha análise são um dos modelos mais equilibrados que já testei, com boa qualidade em todos os aspectos.
 
A La Sportiva fez um excelente trabalho com este modelo, a melhorar em modelos futuros só a relação qualidade/preço, manter a qualidade, baixar o preço :)

 

 

AVALIAÇÃO FINAL

 

Design/Construção: 19 / 20

Conforto: 18 / 20

Amortecimento: 18 /20

Estabilidade/Aderência: 19 /20

Preço: 16 /20

TOTAL: 90 /100

A caminho do Gerês Trail Adventure

 

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Começa hoje a aventura no Gêres, melhor, a pré-aventura visto que as provas do GTA só começam amanhã.

Gostamos de um bom desafio e não podíamos recusar o convite que Carlos Sá nos fez, de juntar uma equipa do Correr na Cidade para participar nesta grande festa do trail nacional, o Geres Trail Adventure. Além dos 3 corredores, Bo Irik, Nuno Malcata e Tiago Portugal, irão estar presentes a Liliana Moreira e o Luís Moura, que não vão correr mas para apoiar a equipa no local. O GTA é uma festa e quantos mais melhor, não é verdade?

 

A Carmo Moser tambem irá participar, mas em versão mais "soft" (como se fosse possivel no Gerês!), no GTA Starter. 

 

Para uma prova desta natureza, 4 etapas e por equipas, todo o processo logístico é complexo, e temos que agradecer todo o apoio que recebemos nomeadamente da Girassol em termos de alimentação e hidratação para a prova, da Adidas que nos cedeu as t'shirts para a prova, aos nossos colegas do Correr na Cidade e à nossa familia e amigos. 

  

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Acompanhem-nos nesta aventura, vamos partilhar convosco cada etapa!

 

WingsForLife

No próximo Domingo, às 12h, o Correr na Cidade terá o privilégio de se fazer representar na segunda edição de uma prova realizada à escala mundial, em que a partida será dada simultaneamente em 33 países.

Apesar de relativamente elevado, face à nossa economia atual, é de referir que 100% do valor de inscrição reverte para a pesquisa da cura das lesões da espinal-medula. Estamos a falar da a Wings For Life World Run  que este ano, em território nacional, irá decorrer na zona costeira do Porto.

No ano passado em Portugal, o vencedor foi António Sousa com 46,82km, ficando num honroso 123º lugar à escala mundial, tendo sido 78,58km o máximo de distância percorrida, feito realizado pelo atleta etíope Lemawork Ketema na Áustria

Por todo o mundo homens e mulheres, novos ou velhos, com ou sem cadeira de rodas vão partir ao mesmo tempo com o intuito de fazer o máximo número de quilometros possível até serem apanhados pelo carro-meta, num percurso máximo de 100km. Sim… a meta é móvel e inicia a sua tarefa 30 minutos depois da partida, num ritmo de 15 km/h até ao km 5, aumentando a sua velocidade progressivamente a partir dai. O desafio é: ritmo, o objectivo máximo: angariar fundos para a Fundação Wings for Life e participar nesta enorme festa da corrida.

A Liliana, o Luís e a Joana vão lá estar a dar o seu melhor!
E vocês?

Gel Energético com Cafeína Myprotein

 

 

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Por Ana Sofia Guerra:

 

Em Novembro do ano passado tive a oportunidade de experimentar o gel Ener:gel da Myprotein. Como a apreciação global foi positiva, fiquei com alguma curiosidade em experimentar outra variante deste gel: com cafeína.

 

Apesar de muitos corredores não gostarem de ingerir géis durante a corrida, pessoalmente, gosto! Mas confesso que já estou um pouco mais exigente nas escolhas que faço em relação à suplementação que levo para as provas de trail.

 

Escolhi experimentar o Ener:gel Plus Caffeine durante o trail de 27k em Bucelas, mais propriamente nos últimos 7k da prova. Nesta fase, o nosso corpo já não tem a força que tinha no início da corrida e não só precisa de energia rápida (açúcares simples), como de sais minerais, água e algo mais que dê uma espécie de “boost” para terminar a prova. E, neste caso, o Ener:gel Plus Caffeine deu! As 50mg de cafeína presentes na saqueta de 70ml de gel (praticamente a mesma quantidade de cafeína que ingerimos quando bebemos um café expresso) foram suficientes para sentir um impulso extra.

 

Tal como escrevi no artigo anterior, uma das características que mais gostei neste gel foi o facto de ser pouco espesso, permitindo uma melhor digestibilidade e disponibilidade na absorção dos nutrientes presentes no gel. Volto a referir que, mesmo sendo este um gel mais líquido, deve ser ingerido devagar e sempre acompanhado com água.

 

No que respeita à sua composição, tal como a versão sem cafeína, a quantidade de calorias e hidratos de carbono é semelhante (101 Kcal e 25g de hidratos de carbono por saqueta de 70ml), mas tem um pouco mais de sódio (80mg). Em relação ao sabor, esta versão do gel só tem disponível o sabor a groselha, o que achei agradável e nada enjoativo.

 

Quanto ao preço, está de acordo com o preço de mercado de outros géis, mas tem a vantagem de ter mais quantidade por saqueta (70g em vez de 40g em géis de outras marcas).

 

Em relação à adição de cafeína nos géis, é importante referir que este consumo tem de ser moderado. Não se deve levar só géis com cafeína para uma prova de trail. A cafeína dá (por vezes) o impulso que precisamos numa prova mas, também, pode causar alterações na frequência cardíaca e aumentar o grau de desidratação (a adição de maior quantidade de sódio neste gel pode ajudar a contrariar este efeito). Por isso, estes géis devem ser consumidos moderadamente.

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Como nota final volto a referir que o site da marca precisa e tem tudo a ganhar com uma tradução mais correta (melhor informação para o consumidor), mas gosto do facto de terem feito referência às contraindicações: alerta para a presença e quantidade de cafeína no gel e o facto de não ser recomendado a crianças, grávidas ou mulheres a amamentar.  

 
Boas corridas!

1ª impressão: Saucony Hurricane

 

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Por Nuno Espadinha:
 
Depois de alguns quilómetros efectuados, cerca de 50, estou em condições de formar uma primeira impressão sobre estes Saucony.
 
As minhas expectativas iniciais não estão a sair defraudadas, são umas sapatilhas com uma qualidade de construção acima da média (não há "pontas" soltas) e claramente para provas longas e durarem muitos, muitos kms.
 
Estes 50 Kms foram efectuados em diferentes pisos, estrada, calçada portuguesa, paralelepípedo, tanto com piso molhado como seco e portaram-se muito bem, a aderência muito boa em qualquer piso que transmite muita segurança na altura de atacar a estrada. 
 
Quando as calcei a primeira vez senti de imediato o sistema de amortecimento e sola PWRGRID+ bem como o sistema ISOFIT que aconchega o pé ao calçar, tipo luva, sem no entanto ter uma sensação de aperto que podia ser incómoda
 
Estranhei a altura, coisa a que já não estou habituado, porque apesar de terem só 8mm de drop são sapatilhas altas e com muito amortecimento, o sistema IBR+ trata disso na perfeição.
 

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São sapatilhas para pronadores, o que é bem patente na sola, e eu como sou pronador ligeiro beneficiarei disso especialmente em distâncias mais longas. 

 
O suporte e conforto que estas proporcionam são também irrepreensíveis para já, fruto dos vários sistemas aqui empregues, vamos ver se aguentam bem o desgaste com o meu peso e passada! Para já a primeira impressão é muito positiva.
 
Para além disso acho-as bonitas! Em breve farei a review final.
 
Boas corridas!

Race Review: a segunda parte do Madeira Island Ultra Trail

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(segunda parte da race review do MIUT)

 

Por Stefan Pequito:

 

Chegámos ao Curral das Freiras onde era o único abastecimento que permitia a troca de roupa, e onde tinha as minhas queridas New Balance 110v2 à minha espera. Decidi não as usar porque estava satisfeito com as Salming. Falei com o Pedro e com o Lino sobre a intenção de chegar ao Pico Ruivo com eles e a partir daí passar para frente e marcar o passo. E eles concordaram.

 

Bem, lá fomos nós para última grande subida da prova com 1185D+. Sim, já íamos com 5000D+ ou perto disso. Foi um boa subida, sorte da nossa parte, não foi muita rápida mas constante, tenho a noção disso. Estávamos bem, aproveitámos isso e ao menos tempo deu para ver a paisagem que é simplesmente fantástica.

 

Chegámos ao Pico Ruivo moídos mas bem, comemos e disse aos meus companheiros que ia arrancar, para eles me acompanharem. Lá fui eu… Quando dei por mim já estava algo afastado deles mas eles iam bem acompanhados e, por isso, arrisquei e acelerei. Sentia-me bem, aproveitei isso. Foi o momento em que senti que entrei em prova, a competir. Era esse o meu plano. Então fui conquistando terreno até ao Pico do Areeiro. E até ao Pico passámos por túneis, falésias enormes, escadas pequenas, escadas grandes (grande no comprimento e de lances), paisagens que davam vontade de parar e ficar ali a ver, só vendo mesmo. Bem, lá cheguei ao Pico do Areeiro, parei um pouco, comi a minha última canja e um prato de arroz à bolonhesa e arranquei para a reta final.

 

Toca a descer! O calor apareceu. A primeira parte foi uma descida calma que se fazia bem, mas a segunda parte da descida era mais técnica (nada como a primeira), no meio do "amazonas" madeirense, cheio de troncos, terra solta e molhada, onde dava para fazer um pouco de patinagem. Depois disso, veio a “última” subida: a subida até ao Poiso. Esta subida já não tinha nada a ver com as anteriores. Fez-se que nem uma maravilha comparativamente as outras, com um pouco de calçada, trilhos simples, estradão pelo meio de uma quinta com ovelhas, que olhavam para nós a pensar que éramos doidos.

 

No Poiso não quis demorar muito tempo. Abasteci o meu soft flask (bidão) com água, comi alguma coisa e arranquei para a Portela com perto de 16 horas, o que não era mau pois tinha saído do Pico Ruivo por voltas das 12h40. Lá arranquei para a descida que ia dar à Portela. Pelo caminho encontro o Paulo Gomes do Coimbra Trail que me deu o apoio dele. É sempre bom encontrar caras conhecidas, anima sempre. Obrigado!

 

Chego a Portela, olho para o gráfico que levava comigo e perguntei à menina que lá estava como era o percurso, pois no gráfico parecia muito rolante e a descer. A resposta dela foi positiva, seria sempre a descer. Volto a perguntar se era mesmo assim. "Sim, é". Bem, descansado bebi água, abasteci e arranquei forte para acabar a prova o mais rápido que conseguisse. Estava bem, pois acreditava que conseguia abaixo das 18 horas, mas foi um ERRO. Não era sempre a descer. Os primeiros dois km sim, mas depois era um carrossel de sobes e desces acompanhados de muito calor e humidade, lama e por aí fora. Esta situação fez-me “passar da marmita”, o que não foi bom. Não quis abrandar (isto tudo deu mais 350D+ mais ou menos), outro ERRO.

 

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Cheguei a Funduras e já não ia bem. Vejo o grande Rui Luz que tinha tido azar e não estava bem de um joelho; já vinha a caminhar há algum tempo…Tentei comer e beber alguma coisa, mas o mal já estava feito. Eu estava pálido como tudo e o Sr. José Silva do clube Minho Aventura olhou para mim e disse logo que estava pálido como uma parede. Arranquei mesmo assim e durante 20 minutos fui com o Rui e o José. Entretanto, o Rui diz para o José avançar, pois ainda podia apanhar a Ester que não estava longe e lá foi ele. Ainda estive uns minutos com o Rui até ter que me deitar e pôr as pernas para o ar. O Rui deu-me um pouco de chá que ele trazia do abastecimento e umas bolachas. Eia! Não sei se foi só disso, mas aquilo deu-me um "boost" enorme e acordei para a vida. Virei-me para o Rui e disse-lhe "'bora aproveitar o meu boost e anda comigo”. Ele tentou, mas o joelho não deixou. Não gosto de deixar ninguém para trás, mas tinha de aproveitar antes de ficar novamente mal disposto.

 

Bem, esta parte final com 10 km foi uma loucura. Dei tudo o que tinha. Fui passando todos os que me tinham ultrapassado naqueles 30 e tal minutos de angústia. As descidas das falésias junto à costa fiz em sprint; tinha de aproveitar as pilhas antes que elas acabassem. Lá vi Machico, finalmente. Saímos dos trilhos e veio um pouco de estrada e um caminho pedestre pela parte de cima de Machico sempre a ver meta, o que custou um pouco, pois dava vontade de fazer um corta-mato. Para finalizar, um pequena descida de terra e a últimas escadas da prova. Ui! O meu objetivo naquela altura era fazer a baixo das 19 horas, mas cheguei à meta com 19h e não sei quantos segundos… Bahh!

 

Bem, acabei bem com energia ainda, mas rapidamente me tive de me sentar. Em termos musculares estava muito bem para fazer mais quilómetros ainda. A meu ver, isto é bom, pois tenho de fazer as 100 milhas daqui a pouco tempo. E consegui os meus 3 objetivos principais:

 

  1. Acabar;
  2. Acabar bem, sem lesões e alguma energia;
  3. Acabar a baixo das 20 horas.

 

O MIUT é, sem dúvida, uma prova para voltar, não sei se será para o ano ou para outro, pois tenho de ver os meus objetivos do próximo ano. Adorei tudo: as pessoas, o circuito. Foi uma prova dura, muito dura, 115km com 7000+ (pelo meu relógio 7300+).

 

Fiz 36º lugar da geral, 23º do escalão, 21º do circuito nacional. Podia ser melhor? Podia sim, mas acabei e fisicamente bem, que é o mais importante. Para a próxima já conheço o circuito e já posso tentar outra coisa.

 

Bem, a seguir a isto veio outra Ultra - a do "comes e bebes". Primeiro fui jantar com o Luís Mota e a sua senhora, e  também com o Sr. José  -  que acabei por passar durante a prova e que acabou 7 min depois de eu ter terminado. Depois fui dar uma volta, falar com mais pessoal e voltei para a mesa para o segundo jantar, agora com o João Borges e amigos. Para terminar, veio o terceiro jantar com outra família do trail - com os manos Luz, Pedro Turtle, Nelson, Trindade e Bruno Fernandes. Resumindo, uma ultra de comidas enquanto esperava pelo Pedro e o André. 

No dia seguinte veio o descanso e fomos passear em boa companhia com o grande companheiro de trilhos Luís Mota (o meu padrinho das corridas), o Pedro e o puto André, que me surpreende a cada dia que passa com a sua evolução. Juízo, puto!

 

Em termos de agradecimentos o primeiro de todos,vai para o Meu “mister” Paulo Pires e à Armada, pela paciência que têm para mim e me ajudarem nesta evolução que tenho feito. Agradeço, também, ao meu pessoal do Correr na Cidade pelo enorme apoio que me deram até hoje e por sempre acreditarem em mim e motivarem-me todos os dias a querer ser melhor. À loja Girassol agradeço pela enorme ajuda que me deram na nutrição da Biotech que me forneceram (são mesmo muito boas aquelas barras de aveia com chia e mel, os géis e o isotónico de top). Obrigado também à Reebok pelo seu material têxtil de excelência, à Salming pelas sapatilhas T1 que foram uma agradável surpresa; ao Miguel Santos, meu massagista, por tratar do meu corpo e estar sempre pronto para me ajudar e, claro, um enorme obrigado a todos os meus amigos, companheiros, e família pelo apoio nestas minhas loucas aventuras!

 

Como o meu Mister diz “siga” que venha o próximo. Oh Meus Deus, estou a caminho das 100 milhas!

 

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Leiam ou releiam a 1ª parte desta race report

 

 

Casais que correm por amor

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Por Filipe Gil:

 

Quando me perguntam como é que concilio a vida pessoal e profissional com a frequência das minhas corridas (que não são assim tão frequentes: 3 a 4 vezes por semana) respondo automaticamente que é tudo uma questão de organização, planeamento e vontade. Algumas pessoas sorriem, porque, de facto, não sou a pessoa mais organizada do mundo – exceto na vida familiar.


Eu e a minha mulher somos quase uma máquina suíça na nossa organização de casal (com criatividade à mistura, para não ficar monótono e previsível). Tanto planeamos que, por vezes, temos convites para jantares de aniversários a uma quinta ou sexta e torna-se impossível mudar a nossa meticulosa agenda para estarmos presentes no sábado ou domingo de festa. Temos sempre planeamento para uma semana, no mínimo, e os eventos mais importantes têm semanas de antecedência. Claro que há exceções, e como bons portugueses por vezes conseguimos desenrascar algumas soluções para uma família de quatro. Mas nem sempre.

 

Ora quando isto das corridas começou a ser mais frequente, lembro-me como se fosse ontem, que ao regressar a casa dos 20kms de Cascais – a minha quarta prova em cinco semanas seguidas – e ao mostrar uma bela bolha num dos pés, ouvi isto da boca da minha mulher: “isto agora das corridas vai continuar assim, todos os fins-de-semana?”. Engoli em seco e por momentos a dor de culpa foi maior que a da bolha cheia de sangue que latejava no pé.


Comecei a perceber que a estava a deixar de lado a minha mulher, o meu filho e o outro que já estava na barriga da mãe por causa das corridas. Se a três já era complicado, quando nos tornássemos quatro não podia ir correr para todo o lado deixando a mulher a tomar conta das crias sozinha. Nessa altura, e depois do impacto de ter percebido do meu egoísmo, tinha duas soluções: ou diminuía drasticamente a minha frequência de corridas e treinos, o que não me apetecia nada, ou convencia-a a começar a correr. Claro que já estão a ver qual foi a minha escolha!


Mas não se pense que foi tarefa fácil. A minha mulher, até então, nunca tinha corrido e, na altura chamava-me, a mim e aos meus parceiros de corrida, loucos.  


Aos poucos lá a convenci e peguei-lhe o vício. Criei o conceito Just Girls e hoje em dia corre, e bem, e prepara-se para fazer o seu primeiro trail mais a sério na Louzan. A dinâmica é tão engraçada que ainda este fim-de-semana passado fiquei em casa a fazer babysitting de três e a mulher, em conjunto com dois elementos da crew, foi dar um treino para o Jamor.

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Ora este palavreado todo para vos dizer que, se são corredores e adoram correr, mais do que conseguirem fazer 10 km em menos de 50 minutos, ou baixar o tempo da Meia Maratona para 1h50m, um dos vossos maiores desafios é convencer a vossa cara-metade também a correr. Desculpem o pessimismo, mas se não o fizeram vai ser difícil justificar à cara-metade que “têm” de ir correr, que “têm” de ir a uma prova, que "têm" de ir com os amigos das corridas três dias para uma prova nos confins do país ou mesmo no estrangeiro, para além de que é um egoísmo grande não partilhar os benefícios (de saúde, mentais, etc) da corrida.  E a isso juntam-se os inúmeros estudos que indicam que casais que correm ganham uma cumplicidade ainda maior (até a nível sexual!!!). Atenção, não estou para aqui a dizer que devem fazer tudo juntos, que treinem juntos, que corram juntos, não. Estou a sublinhar a importância da mesma paixão e da mesma linguagem dentro de casa. Até os vossos filhos, se os tiverem, ficaram imbuídos no espírito fitness - o meu mais velho, organiza corridas na escola...

 

É a pensar nessa cumplicidade que dou por mim, muitas vezes, a procurar exemplos de casais corredores. É claro que adoro ver os exemplos dos outros todos: solteiros ou sem filhos, verdadeiros “Lone Rangers” com tempo para treinarem e, ao mesmo tempo arrebatarem corações e serem bons ou boas profissionais. Mas confesso que são os casais que me fazem perder horas a ver vídeos do YouTube. Que é neles que procuro inspiração nos dias que me falta. É neles que penso: se eles conseguem nós também vamos conseguir!

 

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Dominic Grossman e Katie Desplinter


Internacionalmente tento seguir as carreiras do casal Katie Desplinter e Dominic Grossman, um casal de ultra trail runners de Los Angeles que apesar das suas vidas profissionais (ela é copywriter numa agência de publicidade, por exemplo) têm uma dinâmica divertida e partilham muitas corridas e trilhos. Ou então, o casal Jennifer e J.B. Bena, ultra runners, autores de filmes e podcasts sobre Trail Running (Trail Runner Nation) e ainda país de dois, ufa! Ou ainda Hal Koerner e a mulher, Carly Koerner, também ultra runners, que em breve terão mais um rebento.

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Jen Benna e JB Benna

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 Isabel e David Faustino, talvez o casal português com mais kms de trilho nas pernas.


A nível nacional, há alguns exemplos de casais em que ambos correm e muito, como o David Faustino e a mulher Isabel Moleiro. Casais que, tal como eu e a minha mulher, tentam conciliar o tetris familiar e profissional com a paixão pela corrida. Mas, há outro casal, que por via das corridas quer eu quer a Natália, quer alguns dos membros da crew do Correr na Cidade temos ganho uma grande sintonia e amizade, não só na corrida como noutros aspetos do dia-a-dia. Convivemos para lá dos trilhos.

 

Falo-vos do Rui Pinto e da Marta Moncacha. Conheci a Marta primeiro, quando me pediu um texto sobre este blog para uma revista da Câmara Municipal de Oeiras. E o Rui aquando da Corrida do Tejo. Desde então, quase sem querer fomos aproximando-nos e percebendo que temos amigos comuns e gostos comuns, para além da corrida. Preparei a minha aventura no Ultra do Piódão com o Rui, por exemplo. Mas, sobretudo, e falo por mim, percebi aquilo que uma pessoa nos 40 já tem alguma perspicácia para entender: são excelentes pessoas.

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Eu na foto com o Rui Pinto (de óculos de sol), Nuno Malcata e o Nuno Alves durante o Ultra Trail do Piodão


Confesso que não tenho paciência para pessoas matreiras e/ou complicadas, e para pessoas negativas. Aos 40 anos só me dou, na minha vida privada, com quem realmente gosto. É um statement. E com a Marta e o Rui (tal como outras pessoas conheci recentemente) é esse o caso. Gosto deles. Ponto.

 

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Ora, para além de simpáticos, gostarem de correr - em estrada e nos trilhos -, terem filhos, blá, blá, a Marta e o Rui decidiram lançar, hoje, um blogue para partilhar a sua paixão pela corrida. Um blogue chamado "Um Dia Corro Contigo" que já está na nossa lista de links (ali à direita) e que vamos seguir avidamente. Falo por mim, mas será um tremendo gosto segui-los nesta aventura de casal que corre. Será uma inspiração para muitos trazerem a sua cara metade para as corridas, estou certo disso.

Boas corridas Marta e Rui!

Race Report: primeiro objetivo de 2015 concluído

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Por Stefan Pequito:

 

Desde de 2014, quando comecei a levar isto das corridas um pouco mais a sério e quando comecei com isto das ultras, que sonho com o MIUT (Madeira International Ultra Trail). Era um prova que gostava de fazer pelo grau de dificuldade que apresenta. Em setembro decidi arriscar e inscrevi-me. Pedi ao Paulo Pires, treinador da Armada de Trail, para me ajudar neste projeto (e não só). Desde janeiro que comecei a treinar para esta prova, mas foi a partir de Fevereiro que veio "a dureza" - foram dois meses muito duros. Fiz tudo o que o meu Mister me pediu, tive dias bons e dias menos bons, dias com muita vontade de treinar outros sem vontade nenhuma, foram dois meses de suor, dor e sangue (literalmente). Posso dizer que o esforço compensou. No futuro, lembrar-me-ei do caso Madeirense que, com muito trabalho duro e dedicação, tudo é possível.

 

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No 7 de abril, no dia do meu aniversário, arranquei para a Madeira, para tentar aproveitar os dias antes para ir ver alguns dos locais, algo que acabou por não ser possível pois andei as voltas a ajudar com boleias a vários amigos meus e a preparar o último material para prova. Acabei por ir ao Curral das Freiras no dia antes da prova com o André Carvalho, mas não fomos pelo trilho certo. Mesmo assim, deu para treinar um pouco a ritmo baixo e conhecer as vistas. Foram dias de convívio que também é bom antes das provas para descomprimir e ouvir várias opiniões das pessoas que já a fizeram e acabar de delinear o plano para a mesma.

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Dia 9, dia da prova, lá foi eu com o meu companheiro de casa apanhar o BUS a Machico e encontrar o Pedro Tomás Luiz. Às 22h30, depois de atravessarmos a Ilha da Madeira toda, chegámos a Porto Moniz. Posso dizer que já estava com um nervoso miudinho no estômago, em pulgas, e ao mesmo tempo com “medo” do que se ia passar. Fiz algo que não gosto de fazer: levei muita coisa com pouco teste. Principalmente as sapatilhas, umas Salming T1, e nutrição nova que a Girassol me arranjou da Biotech. Não quis pensar muito nisso, pois penso que isso é mais psicológico que outra coisa. Bem, lá para às 23h45 entrei para o “curral” de partida e (como se vê na foto abaixo) estava bastante tranquilo. Aproveitei para dar as "boas sortes" ao pessoal que conhecia. Decidi levar logo os bastões abertos e não era para picar ninguém. Pus-me mais ou menos no meio do grupo porque não quis arrancar lá da frente para não cometer nenhum erro inicial.

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Às 00:00 deu-se o tiro da partida. Aquele nervosismo todo desapareceu e apareceu a vontade de sair daí para fora daquela loucura. Liguei o Petzl (marca do frontal) e lá fui eu para a primeira subida. Aproveitei para aquecer os bastões, pois não gosto muito de os usar mas posso dizer que deram muito jeito durante a prova. A primeira subida era uma espécie de arrábida de alcatrão. Aproveitei e "colei-me" à Ester Alves, que ia num ritmo agradável e fui indo até às levadas.

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Nas levadas acabei por perder a Ester, pois havia muita gente com pressa e deixei-os passar. O meu plano para a prova era não me cansar muito nesta primeira grande subida e, ao mesmo tempo, ainda estava a ver como as sapatilhas se comportavam.

O primeiro abastecimento foi no Fanal e a primeira canja soube tão bem! O abastecimento foi fantástico (como todos os abastecimentos), mas depois de terminar o “enche-barriga” vinha o primeiro desafio da prova: a descida para o chão da Ribeira - uma picada sempre a descer super técnica e super escorregadia. Foi o primeiro grande desafio para mim, e para as sapatilhas. Foi ali que vi que os bastões dão muito jeito, pois as Salming falharam neste primeiro teste. Podia ser por serem ainda muito novas e terem a goma ainda na sola, mas ali não foi o ponto forte delas. Desci muito lentamente e a barafustar com as sapatilhas. A única coisa que me acalmava era pensar que a seguir vinha uma bela subida como eu gosto.

 

Realmente adorei a subida do Chão da Ribeira até Estanquinhos. Adorei andar ali no meio da floresta. Via-se uma serpente de luz até lá a cima. Foram 1300D+ “pumba”, só assim em 10km! Antes do abastecimento apanhámos um nevoeiro serrado que mal dava para ver as fitas e frio, muito frio, onde os manguitos deram bastante jeito e a t-shirt térmica também. Cheguei ao abastecimento e adivinhem o que comi? Canja! Uiiii ainda estava melhor que a anterior! 

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Bem, a partir dali, as coisas acalmaram um pouco… Uma descida até ao Rosário, já em grande companhia com o Pedro Turtle - um grande companheiro e atleta. Aproveitámos e fomos a um ritmo "soft mas duro" e fomos fazendo companhia um ao outro. Ao chegar a Encumeada, fez-se luz e apareceu o Lino Luz! E o dia nasceu! Foi um "boost" de energia sem dúvida - as duas coisas claro!

Já não é a primeira vez que faço provas com o Lino, por isso sei que é uma enorme companhia. Mais umas sopinhas, mais uma voltinha e lá fomos nós para Curral. Bem, o que não estávamos à espera era de uma escadaria ao lado de um tubo de água enorme, mas adorei aquela subida. Resumindo, adorei aqueles trilhos até Curral mas aquela subida foi mesmo a cereja no topo do bolo, sim senhor!

 

 - Amanhã partilhamos a segunda parte desta aventura, a partir de Curral das Freiras.

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