Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

Crónica V - Uma semana exemplar?!

 

4.jpg

 

Por Filipe Gil

 

A semana de preparação começou com um belo treino por Monsanto com o Nuno Malcata. Nada melhor que depois de um dia de trabalho frustrante descarregar na corrida e encontrar o equilíbrio necessário para finalizar o dia e chegar a casa com um sorriso na cara. A corrida faz-nos mesmo isto!

 

Fizemos um treino com 350 D+ por Monsanto, em cerca de 1h30m de corrida. Como nos perdemos a meio do caminho e andamos por trilhos pouco percorridos e fomos ter a uma casa grande com tudo as escuras e um portão fechado, cenário digno de um “Blair Witch Project”. E passados 10 minutos a correr ao ocaso no meio da escuridão, lá conseguimos ir ter a um local "conhecido". É tão estranho estar “perdido” em Monsanto…

 

Estamos em pleno Inverno. E até sou daqueles que gosta de correr com o cheiro da terra molhada e com um pedaço de frio. Mas já chega! Já sinto saudades de fazer os trilhos de Monsanto apenas com uma garrafa de água (ou isotónico) na mão e uns géis nos bolsos dos calções. E, sobretudo, não ter que chegar a casa e lavar vezes sem conta as sapatilhas de trail. No outro dia contei e tinha três pares de sapatilhas de trail a secarem lá em casa. Já estou farto de lama. 

 

E por falar em lama, o resto da semana foi passada a pensar em Bucelas, e nos trilhos que fiz no primeiro dia de fevereiro. Já devem ter lido aqui no blogue, e visto fotografias, de como foi lamacento. Claro, comparado com o Trilho dos Abutres, realizado um dia antes, foi uma brincadeira. Mas o “público” de Bucelas é um pouco diferente dos “aventureiros” dos Abutres. Não desfazendo em ninguém que fez a prova de Bucelas com todo o esforço, os Abutres são de outro campeonato. São super homens e mulheres.

 

Na minha opinião o "campeonato" dos Abutres talvez seja demasiado difícil. Será que não se está a exagerar na "dureza" das provas?  Espero que nunca aconteçam acidentes mais graves mas acho que estamos a entrar numa onda de dureza, mais própria de uma prova de obstáculos ou de sobrevivência do que de uma corrida de trail running. Sei que ao pé dos valentes (para mim heróicos) participantes dos Abutres deste ano sou um menino, mas, mesmo assim, se calhar, deviam ter anulado a prova e agendado para outra altura..., se calhar. Acho que uma boa prova de trail não tem de ser pela sua dureza, como sabem há várias qualidades de uma boa prova de trail que não tem de ser apenas pela dureza extrema.


Voltando a trail de Bucelas, mas ainda antes, na sexta-feira, rumei à Decathlon para me abastecer de gomas energéticas, comprar um isotónico, etc. Tenho andado a experimentar alguns, mas pensei que o melhor era voltar àquele que me dei melhor. Contudo, na ânsia de experimentar mais coisas – e o Trail de Bucelas era para experimentar hidratação e alimentação para a prova do Piódão - fiz aquilo que nunca se faz, decidi experimentar: uma coisa nova!!

Se há sabor que me dá alegria é o da Cola (seja Pepsi ou Coca-Cola), e descobri que a Isostar tem umas cápsulas para juntar a água com sabor a Cola. E arrisquei. E gostei muito. Sou muito guloso, e no meio do “sofrimento” de se fazer muitos quilómetros, beber algo com um sabor que gostamos é uma felicidade.

big_1d41bef43bbc4ad581efde5a073db430.jpg

  

Já no sábado ainda tive tempo de fazer uns exercícios de alongamentos enquanto o meu filho mais velho fazia o TPC. Não foi uma grande sessão porque me tive de concentrar no estudo dele, mas ainda deu para esticar bem as pernas.

 

Contudo, devia ter preparado melhor Bucelas, não vi o percurso, a altimetria, não bebi muita água nos dias anteriores, e no jantar de véspera empanturrei-me com um belo bife, batatas frias e cerveja depois de uma ida à Luz para ver o Benfica. Acho que, com tanta coisa que tenho para fazer a nível pessoal e profissional, me fui esquecendo de Bucelas. Até ter que acordar às 6:20 da manhã num domingo... Confesso que tive um momento: WTF! – Que raio ando eu a fazer em vez de dormir e descansar.

 

Aqui já uns agradecimentos aos meus sogros e à minha mãe e irmã que ficaram a aturar os putos lá de casa enquanto eu e a mulher fomos para o SPA de lama de Bucelas.

 

Uma vez chegados à capital do Arinto fizemos os preparativos para partir, encontramo-nos com o resto da crew - nesse dia estávamos especialmente vaidosos porque fomos estrear os novos equipamentos. Mas aquilo que me preocupava mais era as sapatilhas, este seria o teste final para os meus Puma Faas 500 TR antes de Piódão. Será que se portariam bem?

1794585_897670866933263_3651140747444166932_n.jpg

Neste aspeto e fazendo já uma espécie de review só posso dizer: Habemus Tennis! São bons, agarram (claro que caí algumas vezes na lama de Bucelas, mas quem me manda a mim ir depressa demais nas descidas?). Estas sapatilhas estão aprovadíssimas. Escorregam um pouco nas rochas molhadas, mas contam-se pelos dedos das mãos as sapatilhas que não o fazem. Estou contente com elas e sinto-me bem confiante de enfrentar o Ultra do Piódão com elas calçadas. Aliás, fazendo aqui jus a este modelo, acho que são menosprezados pelo trail runners em Portugal. Experimentem e garanto-vos que não se arrependem.

 

Ainda em Bucelas, a prova correu bem. Não me estiquei no início, nas subidas, mas podia tê-lo feito. Sei que dói, mas também sei depois passa logo mal nivelamos o piso. Tive ali um momento mau entre os 16 a 19 km. E aproveito para agradecer à Bo e ao Rui Pinto que nessa altura já são eram pontinhos no horizonte, eles esperam um pouco por mim, o que me deu ânimo. Tenho aqui um trabalho psicológico importante a fazer: sei que nos trilhos que faço em conjunto com amigos quando vou à frente, vou bem, até a puxar, mas mal começo a ser ultrapassado, vou-me abaixo.

10168217_914813921892865_5052753549531649626_n.jpg

E não posso deixar de referir a excelente prova do Bruno Andrade (podem ler aqui). Mesmo sem treinar muito, fez 28 quilómetros de excelência. E também ao Nuno Espadinha, que está em grande forma, e lá percebeu a meio do percurso que podia zarpar dali para fora e fez muito bem.O trail é para homens, não para meninos como eu!

 

Mas o melhor, para mim, foi chegar à meta e ver o sorriso da minha mulher, o mais lindo do mundo, e dar-me um “high five” na minha chegada. Ela fez 15km descontraídos e com um bom ritmo. E está cada vez melhor nestas distâncias nos trilhos, estou certo que, se tivesse mais tempo para treinar, me ultrapassava nas provas mais longas.

 10418331_10153200701109050_3817164192844937282_n.j

Resumindo os trilhos de Bucelas correram bem, e foram uma excelente preparação para o Piódão. Apenas me preocupa, muito, as caibras. A 1 quilómetro do final senti os dois gémeos a puxarem com caibras. Fiz esses metros a tentar enganar o corpo com a mente, e a interiozar uma espécie de mantra: “não dói, sou mais forte que isto, ui, ai!  Mas lá esqueci a dor e comecei a perceber que estava a chegar e a ver aquele sorriso lindo que já vos contei, juntei forças, cerrei os dentes e cortei a meta.


Estava feito! 28 quilómetros de muita lama que estão a ser analizados ao metro para perceber qual vai ser a minha estratégia para terminar Piódão dentro do tempo limite. Não será fácil, mas sei que vou conseguir. Até lá, é treinar muito e com cabeça. Estou, curiosamente, a entrar numa fase de muito trabalho que coincide com o mesociclo de treino mais puxado na preparação. Tenho de perceber como o vou fazer com disponibilidade apenas para dois treinos de corrida por semana. É mais um desafio que tenho pela frente.

 

Terminámos a aventura de Bucelas num restaurante a comer cozido à portuguesa regado com muita cerveja. Uma boa recompensa!

11623_10155150836430453_3285216446113147728_n.jpg

Boas corridas, boa semana.


Leia aqui a crónica IV

Leia aqui a crónica III

Leia aqui a crónica II

Leia aqui a crónica I 

 

 

 

 

Race Report - III Trail de Bucelas: “A superação está ao meu alcance”

10505305_914813971892860_8724353310356769559_n.jpg

 Por Bruno Andrade:

 

Queria começar por falar da data e do porquê me ter inscrito nesta prova, mas grandes atos de loucura são feitos em milésimas de segundo, e desse modo não me recordo bem do ter feito.

Creio que foram diversas as razões pelas quais me fizeram inscrever, mas a principal foi tentar fazer algo de novo, algo que criasse um novo patamar para outras conquistas, neste caso foi o número de quilómetros efetuados.

 

O máximo que tinha feito tinham sido 21 quilómetros em algumas meias maratonas de estrada que já participei e nos 15  de Casainhos no que se refere aos trails

 

Esta foi a minha segunda prova de trail, depois dos 15 quilómetros dos  VI Trilhos de Casainhos 2014, e apesar de todas as provas serem diferentes umas das outras, estava a espera de encontrar algo que é comum em todas elas: subidas…subidas….e algumas descidas.

 

Uma semana antes da prova começar e com a chuva que caiu, lembrei-me da prova de Casainhos e que em breve as minhas sapatilhas iriam de novo ter um encontro com a lama - desta vez não foram apenas as sapatilhas mas quase todo eu, tanta era a lama.

Na noite anterior preparei o equipamento, gentilmente cedido pela Rebook no que se refere ao têxtil, e onde me senti bastante confortável.

Tratei também das bebidas que iria levar, neste caso um boião com água e outro boião com bebida isotónica caseira que já tinha experimentado fazer antes e com bons resultados.

Esses bidões foram colocados numa mochila de trail que tinha comprado recentemente e que apenas a tinha testado uma vez, em treino.

Levei também umas barras de cereais, um pouco de sal. Era para levar uns cubos de marmelada, mas como adormeci na manhã da prova acabei por não os fazer.

 

No entanto, nesta família de corredores estamos sempre prontos para ajudar e a partilhar e por isso acabei por levar um pouco de marmelada fornecida pelo amigo Rui Pinto.

Em termos de planos que tinha para esta prova eram poucos: ir a um ritmo onde me sentisse confortável para enfrentar os 27 kms e acabar. Este último sabia que o conseguiria de uma maneira ou de outra. Por sugestão do Filipe Gil tentei acompanhar alguns elementos da crew, ele próprio, o Nuno Espadinha, a Bo e um amigo da crew, o  Rui Pinto.

 

Receei bastante esta sugestão do Filipe porque todos eles estão muito mais preparados do que eu e com um ritmo que eu dificilmente conseguiria acompanhar, de qualquer maneira arrisquei e propus-me a mim mesmo ir com eles o máximo que pudesse.

 

E assim foi, depois de beber um cacau quente para aquecer numa manhã gelada e do controlo zero, e lá fomos todos os elementos da crew e amigos para a partida.

creweamigos.jpg

Tal como prometido mantive-me perto do quarteto que referi em cima .

Logo nos primeiros quilómetro perdi um pouco de distancia dos meus colegas, mas na maior parte das vezes, conseguia-os ver  e isso mantinha-me a esperança de os voltar a encontrar de perto. Por causa de alguns single tracks e de uma fila interminável para passar uma ribeira, consegui-me juntar de novo ao grupo e a partir dai mantive-me  junto a eles por largos quilómetros.

Conseguir correr junto a eles, fez-me ter uma motivação extra, e fez-me pensar que estava realmente a fazer uma excelente prova…ou era isso ou eles não quiseram deitar-me abaixo e ficaram perto de mim...

10623957_897670933599923_4358119418772193823_o.jpg

Com o passar do tempo ia-me sentindo cada vez melhor até que chegámos ao primeiro abastecimento.

Aí talvez tenha comido um pouco de mais… nunca tinha visto em nenhuma outra prova tanta diversidade de alimentos… e logo de seguida tivemos uma subida (para variar) em que talvez se notasse um pouco o exagero por mim feito nos abastecimentos.

 

Creio ter sido um pouco tempo depois desse abastecimento que passámos de um quinteto para um quarteto, uma vez que o Nuno Espadinha resolveu começar a “correr”.

Nessa altura também comecei de novo a perder um pouco o terreno aos meus companheiros, mas novamente consegui chegar-me perto deles no segundo abastecimento. A partir dai eles começaram a distanciar-se e só os voltaria a encontrar na meta.

 

As subidas custaram-me imenso a fazer, principalmente as últimas e com a lama que estava mais difícil se tornava.Apesar de não faltarem já muitos quilómetros para o fim, o facto de grande parte ser em subida, fazia parecer que a prova nunca mais tinha fim.

 

Começava a duvidar se a meta era no mesmo sitio que a partida, ou se a tinham alterado para o topo de um monte, uma vez que a cada quilómetro que passava mais eu subia. Se existe algo que me custa imenso é estar numa subida, que por si só já é penosa de se fazer, e quando parece que terminou, mais outra subida nos "cai" em cima.

 

E de repente comecei a descer, perguntei a um corredor se já conhecia o percurso e se realmente já não haveria subidas, na qual ele me confirmou que agora era só a descer. Aí ganhei nova força, apesar de ter que ir com cuidado na descida, uma vez que as sapatilhas já não agarravam tanto como no inicio da prova.


Ao pisar o alcatrão senti-me cada vez mais próximo, e quando vi ao longe o Filipe e o Rui a apoiarem senti que estava muito muito perto de alcançar os 27kms.

 

Dei mais um pouco, que achava que não tinha em mim, e corri em direção à meta onde também se encontravam outros elementos da crew a apoiar.Acho que fiz uma excelente prova e um bom tempo, tirando o tempo perdido nos abastecimentos e nas filas que se fizeram em algumas partes do percurso.

final.jpg

Acredito que talvez não tivesse conseguido fazer o tempo que fiz sem a ajuda do quarteto que me acompanhou.

Um agradecimento especial à Bo, ao Espadinha, ao Filipe e ao Rui.

 

Não tenho mais nenhuma prova marcada, por isso não sei quando voltarei a subir o patamar dos quilómetros feitos……mas sei que um dia passarei os 27, porque…

 

...a superação está ao meu alcance.

Race Review: III Trail de Bucelas

IMG_7966.JPG

Por Ana Morais: 

Quando estava a decidir o calendário de participação em provas para o primeiro trimestre deste ano, a ideia de me inscrever nesta prova era um pouco assustadora, mas eu sabia que me ia testar para o Piódão em Março. Questionei alguns membros da crew que já tinham participado na prova (especialmente a Carmo Moser que ficou em 2º lugar do escalão e em 5º na geral em 2014) e que me disseram que seria uma prova fácil, mas que ia ter muita lama. E tinham razão!

 

Infelizmente, tenho o péssimo hábito de não estudar o percurso antes da prova, mas isto é algo que preciso de mudar, especialmente porque não tenho relógio para me orientar. A única coisa que vi no percurso foi que, após o 15º quilómetro, ia ter uma grande subida e que tinha de reservar alguma energia extra para a fazer. Mal eu sabia que ia custar muito mais do que pensava.

 

1795503_10205822843469074_1971532350862345797_n.jp
Preparativos para a prova

Uns dias antes da prova começo a ficar mais nervosa porque, por motivos profissionais, não tive muito tempo para treinar: os treinos em trilhos não têm ultrapassado os 7km; os treinos de estrada são raros e só chegam aos 10km; apenas tenho reforçado os alongamentos e exercícios estilo crossfit em casa. O que me deixava descansada era o facto de saber que não ia estar sozinha nesta aventura. O Nuno Malcata ia ser o meu coach em prova e isso deu-me muita confiança e força (ele ameaçou-me dar-me com um bastão caso eu não corresse ehehe).

 

Eis que chega o dia da prova! Os nervos duplicaram, a noite foi curta demais e eu estava super ansiosa (facto que se notou bem na minha respiração nos primeiros quilómetros da prova). O ambiente à chegada a Bucelas era fantástico!

 

Engraçado que estamos sempre a rever algumas caras conhecidas de outras provas. Em direção à partida procurava um amigo que ia fazer a sua primeira aventura em trail e que partiu muito antes de mim e nunca mais o vi. No final, soube que cumpriu o seu objetivo e isso deixou-me feliz.

 

Ainda no troço da partida, oiço o meu nome em altos berros. Era o José Finuras que conheci na prova de Trail em Casaínhos e que me fez companhia durante grande parte da prova. Ele e a restante equipa MultiRunners são muito animados, muito divertidos e que fazem vídeos fantásticos das provas.

 

antesdapartida.jpg

 Antes da partida

Após o tiro de partida, lá fomos nós. Deixar rolar, tentar respirar bem, seguir caminho. Durante todo o percurso ia recebendo indicações do Malcata sobre respiração, água, comida, como subir, como descer…podemos dizer que foi um mini curso de corrida em trail.

 

Aos primeiros minutos de prova, começo a despir o casaco que trazia. O calor é um dos meus maiores inimigos nos treinos e nas provas. O restante caminho foi feito sempre em manga curta, mesmo com o frio e a chuva.

 

Primeira paragem forçada: a espera “idiota” para passar um rio. Continuo sem perceber porque perdi ali 20 minutos de prova para fazer uma passagem fácil sobre umas pedras e agarrada a uma corda. Ao pé de mim estava, também, a Natália Costa que ia fazer os 15km e, depois, surge a Joana que vinha a bom ritmo e que parou na mesma fila que nós. Depois da passagem, lá continuámos a nossa odisseia.

 

O dia estava fresco e o sol espreitava de vez em quando. Mas, quando estávamos a subir um troço estreito e cheio de lama, começa a chover imenso e o piso cada vez mais escorregadio. Em vários pontos cheguei a passar agarrada a arbustos e de mãos no chão.

 

Após o último abastecimento, começa a minha verdadeira aventura: as quedas. Algo porque nunca tinha passado numa prova e que me fez desacelerar um pouco com medo de cair e de me aleijar a sério. De vez em quando lá ouvia: Ó Ana! Está quase! (famosa frase do José Finuras em todas as provas onde participo). O ambiente foi sempre fantástico!

 

Em determinado ponto, avistámos a estrada que dá acesso a Bucelas e a ideia de que estávamos perto era, no mínimo, ilusória. Nesta altura já tinha caído duas vezes. Já tinha usado a ajuda dos bastões do Malcata para descer umas rampas. Passámos a estrada, ouvimos uns aplausos e começa a parte mais difícil da prova para mim: trilhos estreitos, muita lama, chuviscos, o cansaço de mais de 20km percorridos. Atrás de nós lá vinha o grupo dos MultiRunners, sempre na paródia e a chamar por mim. Tenho a ideia que subia, subia e nunca mais descia. E, como não há duas sem três, ao avistar o 26ºkm a descer, grito: 26! Ao dizer isto, escorrego na lama e caio de frente. Levanto-me e desato a rir. Felizmente não me aleijei muito, apenas fiquei com umas nódoas negras.

 

Assim que deixámos os trilhos, entrámos no alcatrão e o Malcata diz para corrermos mais rápido em direção à meta. E força para isso? As pernas pareciam blocos de cimento, recusando-se a andar quanto mais a correr.

 

Mas avisto, novamente o Finuras, de câmara em punho. E assim entrou eu em Bucelas: 2 câmaras a apontar para mim, os espectadores junto aos cafés a baterem palmas, a Bo aos pulos, o João Figueiredo a filmar os últimos metros, a Joana Malcata a gritar por mim…e assim chego à meta! Não consegui conter as lágrimas da alegria por ter alcançado este objetivo pessoal e ter o apoio de tantos amigos.
 

anamorais.jpg

Eu e meu "coach" de trail

Quero agradecer toda a crew pelo apoio, por terem esperado por mim, por me apoiarem nesta aventura. Mas um especial agradecimento ao Nuno Malcata, que teve uma paciência enorme para me aturar nos últimos quilómetros, por ter esperado por mim e por me ter emprestado um bastão nas últimas subidas e descidas. Sem ele, não sei se teria chegado ao fim. Um obrigado ao José Finuras pelo apoio em prova e por ter voltado atrás depois de passar a meta para filmar a minha chegada.

 

Hoje, um dia a seguir à prova, não tenho dores, apenas umas nódoas negras e uns arranhões. Mas uma sensação de felicidade enorme por ter participado nesta aventura. Lá estarei no Piódão em Março!

 

 

Fevereiro! Um mês que passa a correr...

fevereiro.jpg

 

O Inverno continua aí, os dias estão um pedacinho maiores mas a chuva e o frio ainda abunda. Ainda continua a ser difícil ir correr sozinho e arranjar motivação extra para nos fazermos à estrada. Por isso é tão importante conseguir ter companhia para treinar. Ajuda-nos a sair de casa.

 

Com a primavera já está ao virar do calendário, ou começa a preparação daqueles que querem fazer mais quilómetros, tais como a Meia Maratona de Lisboa que irá ocorrer no final do mês de março, ou ainda os inúmeros trails e ultra trails que a partir do mês de fevereiro surgem como cogumelos - e ainda bem.

 

Em fevereiro iremos ter várias tipologias de treino - city trail, trail, etc. - com a intenção de vos preparar para os treinos extra que vamos ter em março, um mês de grande actividade para o running e onde o Correr na Cidade vai ter mais treinos diferenciadores, fiquem atentos. Até lá deixamos o calendário do mês de fevereiro, o tal mês que passa a correr.

 

Antes, disso, as nossas advertências, porque gostamos de salientar que os elementos do Correr na Cidade apenas guiam quem aparecem nos treinos, e que estes são feitos em total autonomia, sem quaisquer tipos de seguros. 


O Correr na Cidade não se responsabiliza por eventuais danos que os participantes possam sofrer. Apelamos ao bom senso dos participantes para que nunca coloquem a vossa integridade física em risco, devendo respeitar o código da estrada e ter cuidado com os veículos motorizados.

 

Estamos no Inverno, e apesar dos dias começarem a ficar maiores,  ainda escurece cedo, por isso pedimos que nos nossos treinos ao final da tarde utilizem sempre material refletor. Nos treinos em que indicamos que o uso do frontal é obrigatório, será mesmo obrigatório usar. O mesmo com hidratação – no caso de serem treinos mais longos (+12km).

 

O calendário deste mês é o seguinte:

 

IT ISN'T NY, BUT IT'S OK
Data: 4 de fevereiro de 2015 (4ª feira)
Ponto de encontro:  Metro Moscavide (saída Rua Almirante Gago Coutinho)
Hora do encontro: 19h15m
Hora da partida: 19h30m
Distância (aprox.): 12 km (cerca de 1h30m)
Grau de Dificuldade: Ninguém fica para trás, mas convém acelerar de vez em quando
Tipologia de treino: Run Da City
Observações importantes: Uso de material refletor uma vez que é ambiente urbano e os corredores devem ser vistos pelos automobilistas.
Guias do Correr na Cidade: Bo Irik + Liliana Moreira
Confirmem a vossa presença aqui.

 

CITY TRAIL FOR TOUGH RUNNERS
Data: 10 de fevereiro de 2015 (3ª feira)
Ponto de encontro: Cais do Sodré, entrada principal da Est. de comboios
Hora do encontro: 19h15m
Hora da partida: 19h30m
Distância (aprox.): 10/12km
Grau de Dificuldade: Subidas interessantes
Tipologia de treino: City Trail
Observações importantes: Uso de material refletor uma vez que é ambiente urbano e os corredores devem ser vistos pelos automobilistas.
Guias do Correr na Cidade: Tiago Portugal + Luís Moura
Confirmem a vossa presença aqui.

 

WE WILL ALWAYS HAVE BELÉM!
Data: 19 de fevereiro de 2015 (5ª feira)
Ponto de encontro: Estação Fluvial de Belém
Hora do encontro: 19h15
Hora da partida: 19h30m
Distância (aprox.): 10 km
Grau de Dificuldade: Niguém fica para trás, e teremos ritmos diferenciados, um grupo com um ritmo mais vivo e outro ao nível sexy slow.
Tipologia de treino: Estrada ao longo do rio Tejo.
Observações importantes: Uso de material refletor.
Guias do Correr na Cidade: Nuno Malcata + Joana Malcata
Confirmem a vossa presença aqui.

 

INTO THE WILD
Data: 25 de fevereiro de 2015 (4ª feira)
Ponto de encontro: Parque de estacionamento do Bairro da Serafina
Hora do encontro: 19h15
Hora da partida: 19h30
Distância (aprox.): 10/12kms
Grau de Dificuldade:300 de D+
Tipologia de treino: Trail. Muitas subidas e descidas. Lama se chover. Salamandras no caminho
Observações importantes: Uso obrigatório de sapatilhas de trail, de frontal e de telemóvel. Usem roupa refletora e levem hidratação extra.
Guias do Correr na Cidade: Filipe Gil + Nuno Espadinha
Confirmem a vossa presença  aqui.


Venham daí!

Pág. 7/7

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Actividade no Strava

Somos Parceiros



Os nossos treinos têm o apoio:



Logo_Vimeiro

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D