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Correr na Cidade

Correr nos trilhos do David Faustino

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Na próxima quarta-feira, dia 25 de fevereiro, vamos ter mais uma edição do treino INTO THE WILD (quase a fazer um ano de treinos nos trilhos de Monsanto e Sintra). Desta vez, e pela segunda vez, vamos ter como convidado David Faustino, um dos portugueses com mais quilómetros nas pernas e um verdadeiro gentleman dos trilhos. 

 

O ponto de encontro será no parque de estacionamento do Bairro da Serafina (ver mapa) às 19h15. Pelas 19h30m partimos para os trilhos de Monsanto num volta de 1h a 1h15 por 12 quilómetros. Será um ritmo interessante, mas pedimos ao David para colocar muitas subidas no percurso e nos dar uma "aula" de abordagem aos trilhos e teremos alguns paragens pelo meio. 

 

Estará de noite, ou lusco-fusco, e por isso é obrigatório (mesmo obrigatório!) o uso de frontal e de sapatilhas de trail. Será, como sempre, um treino guiado por nós em autonomia total, sendo que os participantes serão responsáveis pelos eventuais riscos que possam sofrer. O Correr na Cidade e os seus elementos não se responsabilizam por eventuais danos sofridos pelos participantes. 

 

Uma coisa vos garantimos: vai ser bem divertido.

 

Juntem-se a nós - mas por favor confirmem aqui.

 

Mapa do ponto de encontro:

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Em 2015 voltaremos à Mais Bela Corrida do Mundo

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O ano passado viajamos 360km para participar na mais bela corrida do mundo. Foi tão bela que este ano estaremos presentes mais uma vez. Podem ler o relato da Joana e da Bo aqui no blogue, caso ainda tenham dúvidas se deveriam ou não participar.

 

Com distâncias de 21 e 6 km, meia e mini maratona respetivamente, em pleno coração do Vale do Douro – Património Mundial da UNESCO, com um percurso praticamente plano e ao longo das margens do maravilhoso Rio Douro, esta é uma experiência inesquecível. Realizar-se-á também em simultâneo e no mesmo cenário uma maravilhosa meia maratona em cadeira de rodas, com atletas de diversos pontos do país e com o prestígio da presença do padrinho da prova, Mário Trindade, Recordista Mundial de Resistência em Cadeira de Rodas.

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Segue a mensagem de boas vindas do Paulo Costa, Diretor Executivo da Meia Maratona do Douro e Vinhateiro que este ano terá lugar no dia 17 de Maio pelas 10.30 horas.

 

“É verdade, vamos para a 10ª Edição d´A MAIS BELA CORRIDA DO MUNDO! Parece que foi ontem que iniciamos esta jornada e já passaram dez anos. Um caminho incrível, difícil, complexo, mas acima de tudo: MÁGICO! Como o Douro, portanto. (…)


Aqui, irá vivenciar a experiência de sentir a mais bela corrida do mundo e também a sensação de participar na única corrida do planeta que coloca à disposição de todos o afamado Vinho do Porto ao longo do percurso, vinho mundialmente reconhecido na excelência e que é exclusivamente produzido aqui, no Douro Vinhateiro. Prove, sinta, viva!

A EDP 10ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro é prova oficial RUNNING WONDERS, Circuito Mundial de Meias Maratonas em Patrimónios Mundiais, e também do circuito nacional PORTUGAL A CORRER.

Depois de em 2014 o Douro ter recebido doze mil participantes de vinte e nove países, a Região prepara-se agora para realizar em 2015 a melhor edição de sempre, preparando um vasto conjunto de ações que permitam a todos os milhares de participantes de todo o mundo poderem usufruir ao máximo da beleza ímpar desta região.

Correr no Vale do Douro é muito mais que palmilhar alcatrão, é sentir a pureza da emoção que passo-a-passo, aqui, conquista o coração.

Venha, estamos à sua espera! Atreva-se e sinta o poder d'A MAIS BELA CORRIDA DO MUNDO.”

 

Queres juntar-te a nós nesta prova? Então mantem-te atento ao blogue, pois teremos dois convites duplos para oferecer num passatempo muito em breve!

1ª impressão Puma Ignite

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Por Filipe Gil:

 

Fiz os primeiros 10 quilómetros com os Puma Ignite  na passada segunda-feira, em terreno plano, de Algés à Ponte 25 de abril. Aqui apanhei pisos diferenciados, desde a “pista” de alcatrão, à calçada portuguesa, etc. Um caminho excelente para experimentar e testar sapatilhas de estrada. 

 

Os primeiros 15 minutos com os Ignite foram insípidos. Talvez por ter demasiadas expetativas, talvez porque tinha na cabeça aquela ideia de reatividade e velocidade instantânea prometida pelo marketing da marca, mas confesso que nos primeiros 15 minutos de corrid não senti nada. Apenas uns ténis confortáveis - e atenção que como são ténis para corredores neutros, substituo as palmilhas originais pelas minhas palmilhas para pronadores. Ganho em estabilidade  mas perco em amortecimento. Mas mesmo assim, confortáveis

 

Senti um drop mais elevado do que alguns modelos que tenho estado a experimentar. Segundo a Puma este modelo tem 11.8 mm de drop. Senti também aquela peça mais dura que a sapatilha tem no calcanhar e que,  também segundo a marca, serve para uma maior reatividade em conjunto com a espuma da sola desenvolvida pela BASF. Às tantas percebi que, se o estava a sentir, era porque estava a aterrar o pé com o calcanhar. Tentei corrigir a passada, e tentei pisar com o meio do pé. O que resultou.

 

 

A partir de uma certa altura, depois de ter aquecido, comecei a correr um pouco mais rápido. E aí a sola faz diferença. Nota-se a tal reatividade. Mas não esperem passar a correr aos saltos. É algo simples, muito simples, difícil de explicar, mas que está lá. É um efeito um pouco à semelhança do que se sente com os Boost da Adidas - perdoem-me ambas as marcas, mas a comparação é inevitável. Tal como se compara, por vezes, o "gel" da Asics com o "air" da Nike. 

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Percebi claramente que é uma sapatilha para estrada, para velocidade, mas com conforto. Pela minha experiência diria que será ideal para a distância da meia maratona e terá um comportamento muito bom em provas de 10 quilómetros. Isto não quer dizer que não sejam boas para distâncias maiores, mas como nunca ultrapassei os 21 kms em estrada, não sei do que estaria a falar. Gostei do material duro de parte da sola que, ao que parece, garante uma maior durabilidade.Ainda bem. 

 

No segundo treino, também de cerca de 10 quilómetros, fiz subidas. São treinos em que não ganho muita velocidade, mas onde há trabalho de força. E, mais uma vez, gostei muito do comportamento dos Ignite. Aqui a sola fez-se sentir também, tornando a passada mais serena e mais calma, mas o pormenor que mais me interessou foi a sua leveza. São mais leves do que aparentam ser.

 

O que gostei menos foi a língua dos ténis. É curta, e apesar de estar cozida ao resto da sapatilha, o que é bom porque não dança, é curta e os atacadores vão para cima do peito do pé, o que requer algum cuidado ao atar para que fiquem mesmo em cima da tal língua e não fricionarem o pé com o andamento. 

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Em suma, nestas primeiras impressões, e apesar das expetativas estarem muito altas, gostei da sensação que as sapatilhas me proporcionaram. São ténis bem construídos, bem pensados. E estéticamente são diferenciadores, bonitos e têm muita "pinta". Ainda não sei quais as cores que veem para o mercado nacional, mas a marca devia perceber que os corredores gostam de combinações estéticas diferenciadoras. O que há mais por aí são ténis pretos e cinzentos. 

 

Apesar de estar a gostar e de, sinceramente, me ter trazido de volta alguma alegria em correr em alcatrão, tenho uma teoria com todas as sapatilhas: até aos 10 quilómetros é rara a sapatilha que seja má, a partir dos 14 quilómetros é que se separam as águas.

 

Assim, num próximo treino vou levar os Ignite a passear mais quilómetros para ver do que realmente são feitos. E para vos contar a experiência aqui.

 

Como se diz em inglês: so far so good! E em grande estilo! De acordo com a Puma, os Ignite irão chegar ao mercado nacional em meados de Março. Até lá, a informação em primeira mão é aqui no Correr na Cidade. 

Voltar a Sevilha... para ser FELIZ!

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 Por Nuno Malcata:

 

Este domingo, dia 22, volto a Sevilha para fazer a Maratona. O ano passado fui a Sevilha, acabei a Maratona mas senti que não fiz a Maratona.

 

Se quiserem, e tiverem paciência, podem encontrar aqui tudo o que se passou, num dos primeiros textos que escrevi para o blog, e se escrevi muito.

 

Resumidamente, fui para Sevilha com uma lesão de esforço num dos joelhos, aos 35Km as dores começaram a ser demais, e aos 37Km parei e não corri mais, fiz os últimos 5Km a andar, e passei a meta tranquilamente.

 

Se fisicamente fiz a distância, mentalmente fiquei nos 37Km, e passei o último ano a dizer que tenho de lá ir tirar a cruz do km 37.

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Se o ano passado foi tudo novo, pois era a minha estreia na distância da Maratona, este ano a preparação já foi bem diferente. Para a minha 1.ª maratona fiz a preparação e planeamento com quem muito sabe do assunto, aprendi muito em metodologia e técnica, conhecimentos que apliquei durante a minha preparação para este ano, mas feita por mim, para mim.

 

Em 2014 descobri o que é correr nos trilhos, e tenho focado a minha evolução em Trail, deixando cada vez mais os treinos e provas de estrada, pelo que decidi a meio de 2014 não fazer uma 2ª Maratona em 2014, mas fazer a mesma distância numa prova de Trail, tendo feito o Trail Serra da Lousã, onde fiz cerca de 44Km.

 

Assim, a ideia de voltar a Sevilha manteve-se o ano inteiro, e lá vou voltar, desta vez sem lesões (até ver), para fazer a Maratona de Sevilha.

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Será uma participação bem diferente da do ano passado em muitos aspetos, a começar pela companhia, se no ano passado estive integrado num grupo muito focado e de nível muito elevado para mim, o que me fez evoluir muito, e onde fiz bons amigos, este ano vou com alguns elementos e amigos da família da corrida.

 

Vai ser fabuloso, vamos reencontrar muitas caras amigas, é uma prova com um ambiente brutal numa cidade muito bonita.

 

Vou em modo relax, quero desfrutar de cada minuto, e não tenho qualquer objetivo de tempo final, quero apenas terminar com um sorriso GIGANTE, sem lesões e... FELIZ!!!

O que comer antes de uma Maratona

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Por Ana Sofia Guerra:

No ano passado escrevi um artigo parecido com este sobre “O que comer antes duma Meia Maratona”, pois iria estrear-me numa prova de 21km de estrada e quis escrever sobre o tipo de alimentação que devemos respeitar quando vamos fazer estas provas. Este ano vou estrear uma nova aventura: acompanhar alguns membros da crew e amigos que vão participar na Maratona de Sevilha no próximo domingo, dia 22 de Fevereiro.

 

A Maratona de Sevilha é considerada como uma das melhores provas de estrada europeias. É conhecida não só pelo tipo de prova como pelo fantástico público que não se cansa de apoiar os atletas. Eu não irei correr, mas vou estudar o comportamento dos nossos atletas antes, durante e após a prova - principalmente no que toca ao tipo de alimentação. Por isso, fiquem atentos às nossas publicações durante este fim-de-semana!

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Neste artigo, tal como aconteceu no outro, irei informar acerca do tipo de alimentação e cuidados que devem ter quando forem fazer uma prova deste género. Mas tenham em atenção que cada caso é um caso e devem testar o que é melhor para vocês. Eu apenas dou conselhos. Neste caso até vou dar algumas regras que irão servir de orientação.

Tendo em conta que a prova é já este próximo fim-de-semana, os atletas já fizeram alguns treinos longos onde tiveram a oportunidade de testar equipamento e alimentação que vão levar para a Maratona.

1ª regra destaco a tão famosa frase: não testar equipamento ou alimentos (ou suplementos) durante a prova. O resultado pode ser desastroso e não vale a pena arriscar. Se quer experimentar um produto, faça-o nos treinos.

2ª regra: planeamento!

Tal como planeamos o que vamos usar de equipamento para a prova, também é muito importante planear o que vamos comer antes, durante e depois da prova. Neste caso, como a prova vai ser em Sevilha, é importante levar alguns alimentos na viagem e saber a localização de alguns supermercados para comprar alguma fruta ou outro alimento que esteja a faltar. Sou uma defensora de que devemos levar os alimentos a que estamos habituados connosco, mas nem sempre isso é possível.
Ao planear as suas refeições ou lanches, leve sempre comida a mais. Mais vale sobrar que faltar! Para que não falte nada, faça uma lista do que pretende levar e em que quantidades. Se tiver que viajar de avião, não se esqueça de levar o seu equipamento na bagagem de mão, pois pode perder a bagagem de porão.

3ª regra: nem pense em fazer dieta para emagrecer!

Se anda a pensar emagrecer, esqueça! Nesta altura tem de se concentrar em dar ao corpo os nutrientes necessários não só ao normal funcionamento do organismo como às exigências de uma prova desta envergadura.
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Tal como referi no artigo sobre a Meia Maratona, a preparação alimentar para esta prova tem de começar uns dias antes da mesma. Cerca de 3 dias antes da prova deve aumentar o consumo de água (em cerca de 500ml), treinando o hábito de beber devagar. Nesta fase também deve evitar excessos alimentares, tais como, o consumo de álcool, “junk food”, refrigerantes, “petiscos”…e deve aumentar as doses de alimentos fornecedores de energia como o arroz, massa e batata-doce nas refeições principais. Outro ponto a ter em atenção é a redução de alimentos ricos em gordura e em fibras, pois retardam um pouco a digestão e podem causar desconforto a nível abdominal.

 

Também aconselho sempre que evitem o consumo de alimentos que podem provocar não só má digestão como a formação de gases a nível intestinal, como é o caso das leguminosas secas (feijão, grão, lentilhas), das leguminosas frescas (ervilhas, favas) e de alguns legumes (couve-flor, lombardo, brócolos).

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4ª regra: descanso!

O descanso é fundamental, principalmente antes duma prova longa. Se tiver que fazer uma deslocação grande de carro ou de avião, tente reservar um dia para se ambientar ao local, andar um pouco a pé e planear toda a logística para a prova. No dia anterior à prova, jante cedo e tente dormir cerca de 8 horas. 

 

5ª regra: Jante bem mas cuidado com os excessos!

Todos nós sabemos que as refeições antes da prova são muito importantes. O jantar deve ser o mais completo e simples possível: uma porção 80 a 100g de carne ou peixe, cerca de 4 a 6 colheres de sopa de arroz, massa ou 4 batatas médias (podem e devem ser batatas-doces), uma pequena porção de legumes e uma peça de fruta. O grande conselho que deixo para esta refeição é que evitem comer muitos legumes nesta refeição, pois a ansiedade antes da prova pode estimular a função intestinal e não é esse o objetivo. E não se esqueça de beber água!

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6ª regra: atenção ao pequeno-almoço!

Esta regra é importante para aqueles que têm dificuldade em comer logo de manhã ou a fazer a digestão. Planeie bem a deslocação do hotel (ou equivalente) até à partida e tente estar pronto cerca de 1h30 antes do início da prova. Quanto ao conteúdo do pequeno-almoço, este deve ser equivalente ao que comeu quando fez um treino mais longo. Não se esqueça de não experimentar nada novo nesta fase. Há quem consuma mais fruta, outros comem pão com manteiga de amendoim, outros ainda que comem 2 bananas. O mais importante é saber o que deve comer em maior quantidade. Nesta fase, o seu corpo necessita comer hidratos de carbono com baixo índice glicémico para que demore mais tempo a ser absorvido e evite a sensação de fome mais cedo. Uma boa opção (para além daquelas que já comentei noutros artigos) é a batata-doce. Sim, comer a batata-doce com uma omelete de claras ao pequeno-almoço é uma boa opção. Experimente um dia e deixe aqui o seu comentário.

 

7ª regra: sei que não é fácil, mas tente não estar muito nervoso!

Todos nós sabemos o que é aquela sensação de nervosismo antes duma prova, seja ela pequena ou grande. Mas acredito que, antes duma Maratona, seja muito difícil controlar a ansiedade. Tente não estar muito nervoso e concentre-se no que vai fazer: não vai só correr, vai divertir-se! Confira se trouxe tudo o que necessitava para a prova e faça um bom aquecimento. Cerca de 30 minutos antes da prova pode comer um pequeno snack energético para aumentar ligeiramente a quantidade de açúcar na corrente sanguínea: uma banana, uma barrita de cereais, uma mão cheia de passas ou sultanas.

 

8ª Regra: preste atenção ao seu relógio e ao seu corpo!

Sabia que o seu corpo fala consigo? Não sabia? Pois, se calhar está tão distraído que não presta atenção aos sinais de alerta que o nosso corpo envia de vez em quando. Durante a prova é importante que esteja atento não só ao que o rodeia como ao funcionamento do seu próprio corpo. Preste atenção aos reforços alimentares que deve fazer durante a prova:

 

- Beba uma pequena porção de água a cada 15-25 minutos ou sempre que o seu corpo “pedir”; considero importante a ingestão dum isotónico após 15 a 20 km percorridos (este isotónico pode ser industrializado ou caseiro, mas tenha em atenção que deve conter sais minerais ou um pouco de sal marinho ou flor de sal).

 

 - Opte por um gel a cada 7 a 9 km percorridos ou, se não gostar do gel, coma um pouco de marmelada, banana ou uma barrita energética açucarada.

 

- Sempre que passe por um abastecimento escolha a melhor opção para si e coma ou beba devagar.

 

9ª regra: Não se esqueça de comer logo após a prova!

Nesta fase existem várias opções para comer: uma fruta assim que termina a prova e junte um alimento rico em proteínas (pode ser um batido proteico, um iogurte sólido, uma porção de frango grelhado, um queijo fresco ou com menor quantidade de gordura). O objetivo deste lanche é fornecer uma boa quantidade de açúcares (a fruta irá fornecer frutose) que ajuda a restaurar as reservas de glicogénio no fígado e estimular o aporte de glucose para o tecido muscular. Se optar por frutos vermelhos (framboesas, mirtilos, amoras) também vai ajudar na redução das inflamações pós exercício físico.

 

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10ª regra: Descanse!

Depois desta aventura, sabe bem um bom banho e uma bela refeição à mesa. Mas cuidado: mantém-se a regra dos excessos. Opte por um peixe mais rico em ácidos-gordos ómega 3 (estes também ajudam a reduzir os processos inflamatórios e estimulam a renovação celular) como é o caso do salmão, bacalhau ou atum ou pode optar por uma carne mais magra como o frango ou o peru. Disfrute desta refeição com calma e…beba água! Descanse bem e planeie a próxima Maratona!

 

Boas corridas!

 

Crónica VII: Uma semana que passou a… correr.

 

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Por Filipe Gil

 

Nesta altura do campeonato já devem andar a bocejar com as minhas crónicas, certo? O “treininho” errático para aqui, os filhos que não o deixam treinar para acolá, o medo das subidas no Piódão e de não chegar a tempo aos abastecimentos; a roupinha que o menino ainda não decidiu levar; blá, blá, blá.  

Pois, para termos uma retórica diferente, decidi, durante a passada semana ir escrevendo esta crónica como se fosse um diário. Este é o resultado:

 

Quarta-feira: hoje foi dia de publicar a crónica da última semana no blogue e dia de ir correr com o Nuno Malcata para Monsanto. Foi um bom treino, não tão bom como na semana anterior, mas bom. Reforcei a minha ideia de que preciso de um frontal com mais potência. Sou pitosga – uso óculos para ler e escrever – e a escuridão dos trilhos tiram-me velocidade. Assim, comprei um LED SENSER H7R v2. Cheguei cansado a casa. E cheio de lama. Estou mesmo farto de lama. Arre! Não vejo a hora de chegar a casa e apenas ter pó nas sapatilhas, mesmo que seja muito pó.

 

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 Frontais "a sério" para mim, Nuno Espadinha e Nuno Malcata. 


E neste treino aconteceu-me uma coisa estranha. Entrei ali num transe, numa concentração absurda, alienado de tudo. Sabem quando estão a olhar muito fixamente para algo mas não estão a olhar para nada? Foi isso que aconteceu. Eu e o Nuno Malcata íamos a correr,e bem, a direito, com trilhos limpos, até que senti qualquer coisa no pé e, literalmente, voei uns bons metros. Não me aleijei, não fiquei magoado, cai bem (anos e anos de andebol, dão nisto),  mas fiquei a pensar que a falta de sono e o cansaço são grandes inimigos da nossa preparação. Ou isso ou atingi o nirvana sem saber…

 

Quinta-feira: Estou cansado! O treino do dia anterior fez-me doer as pernas, apesar de ter gostado muito do circuito que fizemos. Senti-me bem, apesar da queda. Ando ligeiramente desmotivado, uma série de projetos que não estão a arrancar da forma como queria. Haja paciência e a tal resiliência.  


Esta quinta fui ao escritório da Puma em Lisboa. Falei com o Filipe Semedo, responsável da marca em Portugal, sobre os novos modelos da marca que estão a chegar ao mercado nacional e da aposta que estão a fazer no segmento do running. E falamos ainda da minha preparação para o Piódão, como está a correr, o que necessito mais em termos de material, etc. Falámos também de futebol e andebol - ambos jogamos na mesma equipa nos tempos de liceu. É bom termos alguém de uma marca que se dá connosco de forma descontraída. Folgo em saber que algumas marcas já perceberam a nossa postura, do Correr na Cidade, perante a corrida. E, sem nada previsto, saí de lá com uns Ignite para experimentar. Que privilégio! Sou das primeiras pessoas em Portugal a experimentar o modelo  – que só irá chegar em meados de março. 

 

Sexta-feira: Era para fazer algum exercício de força, mas não. Era para fazer alongamentos, mas não. Era para ter ido correr, mas não. Fiquei em casa e em família. Chama-se a isto treino psicológico, ou não.


Sábado: Nada. Niente.Passado, e bem, em família. E foi a vez da mulher ir correr e iniciar uma amiga nas corridas. É sempre uma excitação quando isso acontece. Mas tendo a ficar meio calado, ao invés de dar dicas de especialista. Contudo, não deixo de analisar se a pessoa está "vestida" para a ocasião. Tento não armar-me em especialista, a não ser que veja um erro que irá criar desconforto e uma má experiência no futuro corredor. Vocês fazem o mesmo, ou só sou eu que sou um..., como dizem os anglo saxónicos "pain in the ass".

 

Domingo: Acordei cedo porque o meu filho mais novo assim decidiu. Mas fiquei na cama a mandar SMS ao Nuno Espadinha para irmos adiando o treino. Das 8h passou para as 8h30m, dessas horas passou para as 9h, e certo, certo, encontramo-nos às 9h45 para começar a correr. Passou-me pela cabeça trocarmos o treino de trail por estrada, mas foi coisa que durou apenas 2 segundos. Foi um treino simpático, com muitas subidas, e cerca de 360 D+. Deu para colocar a conversa em dia, falar das expetativas do Piódão e de outras coisas entre os novos episódios do “The Walking Dead”, e dos protagonistas agora terem de começar a fugir de cães (ou lobos, ainda não se percebeu bem), e também falámos da série de banda desenhada com mais mensagens encriptadas por frame: “Gravity Falls”, entre outras coisas.

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Por falar em lobos, e passe o exagero, aconteceu um quase acidente. Quando regressávamos para casa ali perto do antigo Aqua Parque do Restelo, fomos, descontraidamente a correr por um pedaço de mata. Ao fundo avistamos um cão branco grande. Sozinho. Sem dono. E parámos, aliás, eu parei. Porque tenho medo de cães. O meu medo está ligado ao tamanho dos bichos. Se eles são grandes, fico a tremer, se forem rasteiros, e até podem ladrar muito, que no pasa nada.



Às tantas procuramos o dono do tal animal, que tinha um belo porte. Vimos que era um senhor de bengala que se mexia vagarosamente. Pensei logo: “estamos feitos!”. De um momento para o outro o cão viu-nos e desatou a correr para nós, como se não houvesse amanhã. Olhei para o Nuno Espadinha – ele tem cão, por isso percebe da coisa – e vejo-o a começar a correr. Fiz o mesmo automaticamente. Acho que bati o meu recorde pessoal dos 100 metros a correr nos trilhos. Corremos, corremos, corrermos em direção à estrada para ver se nos safávamos entre os carros. O coração batia, a adrenalina estava ao rubro, nem senti o cansaço. Passado um pouco olhamos para baixo e não vimos sinal do cão. E ficámos a tremer das pernas durante mais cinco minutos. Retomámos os últimos minutos de treino a recordar filmes que vimos com lobos atrás de pessoas. Ridículo, não? Acho que fiquei com mais cabelos brancos na barba depois desta experiência. É por estas e por outras que apesar de querer muito, não consigo ir sozinho para os trilhos.

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 Ambos excelentes modelos para fugir de cães. Recomendo!

Segunda-feira: Dia atribulado com muito trabalho, mas deu para organizar-me para ir correr pelas 18h30 e fazer 10 quilómetros tranquilos de Algés à Ponte 25 de abril e regresso. Deu para esticar em algumas partes e testar os novíssimos Ignite da Puma. Confesso que a início não achei nada de especial. Mas à medida que eu ia aquecendo, e se calhar as sapatilhas também, estes ténis tornaram-se bastante reativos, e sentiu-se a retoma de energia na sola. São bons para corredores rápidos - que não é o meu caso. Mas dei-me muito bem com eles. Acho os ténis perfeitos para provas de estrada entre os 10km e os 21km. Em breve irei escrever aqui no blog o que achei deles, depois de dar mais umas voltinhas. 

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Terça-feira: O dia mais estranho do ano na cidade de Lisboa. Mais de metade do comércio fechado, algumas, poucas pessoas a trabalhar - uma das quais eu. Estranho país este. Meti metade do dia de férias para estar em família e devorar num ápice a melhor tarde de amêndoa do mundo: a que é feita pela minha mulher. Só que não provou este magnífico bolo pode duvidar da afirmação. E porque razão vos estou a escrever isto num crónica sobre preparação para a minha primeira ultra? Porque acho deveras importante que o apoio familiar esteja sempre presente na nossa preparação para uma prova que nos transcende - seja uma meia maratona, maratona, ultra ou super ultra, assim lá para as 100 milhas. Sabermos que não os estamos a lesar com o nosso objetivo pessoal, saber que podemos ser um exemplo para eles (seja a família nuclear, seja o resto da família), saber que os levamos connosco mesmo que eles não estejam presentes. Sei, tenho o certeza, que no dia da prova do Piódão, apesar de saber que estarei bem acompanhado pelos membros da crew do Correr na Cidade, sei que levo os meus filhos e a minha mulher no coração e na cabeça para me darem forças naqueles momentos menos bons da corrida. E isso para mim é muito importante. Muito mesmo.

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Boas corridas. 

Race Report: O 1º “teste” de 2015

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Por Stefan Pequito:

 

Desde novembro que não fazia nenhuma prova - nem de trail nem de estrada. Desde então passei a ser treinado pelo Paulo Pires e a exigência nos treinos subiu. Estive para participar no Ultratrail de Proença mas não me senti preparado e como estava numa fase importante do meu treino adiei a minha estreia para 2015.

 

Decidi então fazer o trail de Vila Velha de Rodão pois foi uma prova que me ficou “atravessada” no ano passado (ler aqui). No ano passado tudo me correu mal. Coisas de maçarico, e este ano quis a “vingança”.

 

Não tive muito descanso para esta prova pois como estou em preparação para o MIUT, Vila Velha de Rodão serviu como uma espécie de teste, sem menosprezar o evento claro.

 

No dia 6 de fevereiro fui com o Luis Hernandez, um “jovem” trailer que começou a correr há pouco e já tem feito alguma coisas interessantes. Ao chegar estava um frio de rachar. Comemos “a nossa” massada de atum e fomos buscar o dorsal à Vila, para além de termos aproveitado para falar um pouco com o pessoal da horizontes – que organizam esta prova, entre outras. Avisaram-nos que era quase igual à do ano passado, só que o circuito seria contrário. E avisaram-nos para ter cuidado com o gelo…

 

Regressamos a “casa” para analisar bem a prova, perceber onde se devia comer e quais os postos de abastecimento. Depois disso, fomos deitar-nos. De manhã, no dia seguinte, depois do pequeno-almoço e da preparação, seguimos para Vila Velha de Rodão e deparo-me com o meu primeiro percalço: tinha-me esquecido dos bidões com o isotónico em casa e entrei logo em “desespero”. Mas os Paulos safaram-me e tinham dois bidões que me emprestaram e que levei com água do Luso.  

 

Falando da prova em si, estava muito frio, muito mesmo (-3 graus) e estava tudo gelado. Arranquei em modo “leve”, e meti tudo na bolsa da Quechua onde consegui meter o material obrigatório todo. A prova arrancou com os 47k e os 27k juntos as 9 horas da manhã. Na altura pensei em colar-me ao Luís Mota a ver no que dava. E lá arranquei com ele na converseta.

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Na divisória dos 27km o Mota olhou para mim e apontou-me a prova dos 27km. Ri-me e disse-lhe: “Vou contigo eu sou dos 47”. Ele riu-se e disse-me logo que com companhia era mais fácil fazer os 47km. E lá fomos num ritmo porreiro pois, a fase inicial da prova, era muito rolante. O Rui Luz passado um pouco também chegou ao pé de nós e, seguimos todos juntos. 


Foi bom ver como o pessoal da frente se comporta pois é uma” zona” nova para mim. Até as 40 km fomos sempre perto uns dos outros. Mas numa zona mais técnica tive de “tirar o pé” pois não tenho a mesma experiência que eles e não queria abusar. A “minha” prova é o MIUT.  

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Nessa altura afastaram-se um pouco, e como sabia que o 3º lugar já estava quase garantido,  geri a última parte da prova. Na última subida sei que me aproximei-me deles mas ao chegar lá a cima ressenti-me um pouco dos treinos fortes e tive de gerir um pouco o esforço até ao fim. Ao chegar fiquei contente, não sabia a quanto tempo tinha ficado deles mas tinha o meu 1º pódio garantido.

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Foi uma prova muito bem organizada, como sempre, com sinalização fantástica, abastecimentos quanto basta (é pena não ter uns isotónicos, mas não é por aí. Dá para improvisar: um pouco de sal, uma laranja espremida, açúcar e esta feito). Foi uma prova bastante rolante com mais ou menos 10km técnicos. De resto uma boa prova para iniciar a época com 2000 D+.

 

Como escrevi anteriormente, foi um teste para as minhas pernas e para algum equipamento novo que recebi da Reebok. A t-shirt de trail deles é muito boa, e os calções “minimalistas” deram show (lol). E, na minha opinião, o melhor casaco que já experimentei e que foi uma maravilha na fase inicial e de fácil arrumação. Em relação ao calçado, os meus New Balance 110v2 deram as últimas em prova, já os levei cosidos. São as minhas sapatilhas, sem duvida, adoro-as mas é a vida.

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Resumindo, foi a minha primeira prova de 2015, onde aproveitei para testar muita coisa e vi os resultados do trabalho árduo. Não me levei ao limite e terminei pronto para outra.

 

Parabéns ao Rui Luz o vencedor da prova e parabéns a Organização dos Horizontes por mais uma fantástica prova na Beira Baixa.

 

Tenho que agradecer à Loja Girassol pela ajuda na parte da nutriçao que me ajudou muito (mesmo que me tenha esquecido do isotonico em casa…), desde as barras da goldnutrition endurance, gel ,ao famoso isotonico ,e claro todo o material como a aveia que tenho comido, foram encomendados na sua loja online e em menos de 24 horas estavam comigo. Muito obrigado.

 

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Classificação feminina 40km+

Posição

Dorsal

Atleta

Equipa

Tempo

109

Isabel Moleiro

SS CGD

05:37:26.719

2

Carla Elisabete André

A minha corrida

05:47:06.844

353

Sónia Túbal

Estimulo D`Aventura

05:49:11.875


Classificação masculina 40km+

73

Rui Luz

Individual

04:18:01.266

61

Luís  Mota

Casa do Benfica em Abrantes

04:18:13.969

12

Stefan Pequito

Correr na cidade

04:23:52.266


Classificaçao feminina 20km+

71

Anabela Duque

A.C.S Mamede

02:51:58.156

249

Elisabete Vieira

Sunset Runners

02:57:09.110

387

Tuxa Negri

Ginásio Quinta do Valbom – AAA TRT

02:57:23.985

 

Classificaçao masculina 20km+ 

67

António  Silvino

ACS Mamede

02:19:51.672

364

João Plácido

União FCI de Tomar

02:24:32.656

199

Guilherme Neto

Sunset Runners

02:25:30.625

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Entrevista a Omar Garcia - I Trail Almeirim

No próximo dia 22 Março vai-se realizar o I Trail de Almeirim, organizado pela secção de Trail da Associação 20 km de Almeirim. O nome oficial da prova "Trail de Almeirim – Na Rota do Vinho e da Sopa da Pedra" promete diversão e boa comida para todos os que passarem no fim-de-semana pelo evento.

 

Entrevistamos um dos responsáveis pela ideia de organizar um trail numa zona do pais que normalmente não associamos a corridas de trail. Omar Garcia é também atleta habitual nos diversos trails realizados pelo pais e as expectativas de criar um trail de atletas para atletas coloca a fasquia nuOmar Garciam nível alto para primeira edição.

 

(entrevista feita por Luis Moura)

 

Nesta primeira edição que mais-valias pretendem trazer ao trail nacional?

Neste momento existe uma grande quantidade de eventos similares, pelo que os atletas cada vez mais seleccionam as suas provas.

São vários os factores críticos para o sucesso destes eventos, dos quais podemos destacar, a publicitação, a facilidade de inscrição e organização das mesmas, a marcação dos percursos, os abastecimentos, os banhos, a refeição, os brindes e o acolhimento realizado.

A equipa organizadora, devido às suas experiências na participação ao longo dos últimos anos neste tipo de eventos tem facilidade em identificar quais as falhas mais comuns e quais os aspectos mais valorizados pelos atletas.

O objectivo será realizar uma prova que se destaque pela excelência de forma a realizar nos anos vindouros e quem sabe incluir no calendário do campeonato nacional da ATRP – Associação de Trail Running de Portugal.

Para além do carácter desportivo e competitivo, pretende-se que envolva, não só os atletas inscritos, mas também toda a sua família e a população local.

 

Qual a dinâmica que quiseram imprimir a esta prova e qual a sua importância para a região onde se insere?

Como adeptos desta modalidade, quisemos organizar uma prova não só competitiva, mas divertida também, além de querermos mostrar que a planície ribatejana não é assim tão plana como todos pensam.

Estando agregados a uma organização como a Associação 20 km de Almeirim, queremos fomentar ainda mais a prática desportiva na nossa região, onde a mesma já é bastante grande. Temos a mítica prova de estrada 20 Kms de Almeirim, queremos assim colocar também o Trail de Almeirim implementado não apenas a nível regional, mas a nível nacional.

 

O trail running percebe-se cada vez mais, como uma vertente agregada à corrida, mas como vêem o crescimento de provas de trail? Como explicam a adesão a este tipo de provas por parte dos portugueses?

Na minha opinião, penso que o trail running cada vez mais tenta destacar-se da corrida de estrada, não só pela diferença entre ambas, mas também envolvência que gere em torno dos atletas que escolhem esta modalidade. Dai o crescimento a olhos vistos que se tem notado

nesta prática. São raros os casos que um atleta experimente o trail e diga “ não gosto, não quero “.

Como defensor de trail (sim, detesto estrada), sou um pouco suspeito de falar, mas acho que só o facto de correr na natureza chega para responder ao porque dos portugueses aderirem cada vez mais ao trail. Claro está, que podemos também salientar outros motivos, tal como, superação pessoal, desafiando os elementos naturais tais como chuva, vento, lama, frio, etc.

É uma mistura que apenas quem lá anda pode explicar e não se torna tão monótono como a estrada.

 

Qual o objectivo principal do trail Júnior de 4km? Fomentar o desporto nos mais jovens ou atrair a família aos atletas que estão inscritos para outras distâncias?

Como já referido anteriormente, a nossa ideia é proporcionar a toda a família um domingo desportivo, onde todos possam usufruir um pouco do ambiente em volta de uma prova de trail.

Além do mais, fazemos parte da secção A20KM Atletismo, que tem fomentado a pratica desportiva nos mais novos, onde tem dado um grande contributo para esse mesmo fim.

 

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Quantos participantes esperam receber em Almeirim, tanto para os 30Km como para os 17km?

Colocamos várias barreiras quantitativas nos vários percursos: 300 atletas para o trail longo 30k e no trail curto 17k, 150 na caminhada e 50 no Trail Júnior.

E estas barreiras porque? É de conhecimento geral que as provas de trail diferem completamente das provas de estrada, na estrada pode-se colocar centenas de atletas na partida (apesar de na minha opinião provas com 1000, 2000 atletas perde-se a dinâmica da corrida), enquanto que nos trilhos é completamente o oposto.

Single tracks, locais de difícil ultrapassagem, afunilamentos nos obstáculos naturais, etc, impossibilitam isto mesmo.

Então preferimos nesta edição (e sendo a nossa edição 0), colocar apenas o que achamos aceitável para que todos possam desfrutar dos nossos trilhos sem os demais problemas que já mencionei.

Sendo assim, estabelecemos o máximo de 800 atletas, que para nós é um número bastante ambicioso.

Mesmo assim, já ultrapassamos as 500 inscrições a relativamente a 2 meses do tiro de partida.

 

Quais as datas disponiveis para levantar os dorsais da prova?

O Secretariado funcionará das 16h às 22h de Sábado dia 21 de Março de 2015 e das 06h às 8.30h de Domingo dia 22 de Março de 2015, no secretariado junto à partida das Provas, no Centro Cultural das Fazendas de Almeirim.

Todos os atletas devem proceder ao levantamento dos dorsais, no Secretariado nos períodos indicados.

Os dorsais dos atletas serão entregues mediante a apresentação de documento comprovativo da inscrição.

 

Quantos abastecimentos irão existir (para ambas as distâncias) e do que serão compostos?

Bem, nesta parte não haverá queixas quanto à falta de abastecimentos uma vez que resolvemos colocar todos com sólidos e líquidos e em vez de serem de 7 em 7 kms como habitualmente nestas distâncias, encurtamos as mesmas.

Aqui poderão contar com o habitual: na parte sólida teremos batatas fritas, amendoins, marmelada, bolos secos, pampilhos, compotas, tostas, banana, laranja, bolos secos e claro os enchidos da região; na parte líquida, haverá agua, Coca-Cola, isotónico e não poderíamos deixar de fora o belo do vinho tinto da terra para quem queira provar.

No trail júnior 4k irá haver um ponto de agua a meio e o reforço final.

Na caminhada irá haver um abastecimento a meio e o reforço final.

No trail curto 17k irá haver 3 abastecimentos e o reforço final.

No trail longo 30k irá haver 4 abastecimentos e o reforço final.

 

Vai existir solo duro para quem queira ir de véspera? (*)

Sim, colocamos à disposição de todos os atletas o Pavilhão dos Bombeiros Voluntários de Almeirim.

O mesmo tem todas as condições para a pernoita dos mesmos, ficando sensivelmente no centro da cidade de Almeirim e apenas a 5kms do local do evento.

 

Como estará a prova organizada em termos de marcações? Material será simples ou terá elementos reflectores?

Serão usadas fitas de marcação simples, mas tendo em conta que todos da organização são atletas, arrisco a dizer, que ninguém irá dizer que a marcação usada não foi suficiente.

Além das fitas sinalizadoras, existirão placas com indicação de direcção, de quilometragem, aproximação de abastecimentos, além de outras placas indicativas sobre o percurso.

 

 

Se tivesse que descrever o percurso o que nos poderia dizer? A nível de altimetria como vai ser? Será um percurso mais técnico ou mais “rolante”?

As altimetrias não vão ser grandes, já que estamos numa zona sem a mesma, mas podemos dizer que vão-se surpreender com as planícies ribatejanas (eheheheh)

Haverá trilhos para todos os gostos, técnicos, rolantes, subidas e descidas, mas apesar de tudo, divertido e rápido.

 

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Qual o ponto mais alto do vosso percurso e existem locais emblemáticos da região por onde os atletas vão passar?

Como já referi anteriormente, não estamos numa zona com grandes altimetrias, é um facto. O nosso ponto mais alto não passa dos 200 metros de altitude, mas vão se surpreender com a pouca altimetria.

Não temos muitos lugares emblemáticos na nossa zona para passagem durante a prova, pelo menos nesta edição (a nossa ideia para 2016 é a criação de uma ultra, e ai sim, com passagem em alguns lugares ainda mais fantásticos), mas os atletas vão passar por locais que consideramos engraçados. Pinhal do Caroça, Cerro da Águia, uma quinta abandonada, Ribeira de Muge, Vale Inferno, Raposa, são alguns dos locais de passagem nos vários percursos.

 

Como se vai processar o almoço e a zona de banhos?

O almoço e banhos irão ser no mesmo local, a 800 metros do local de partida/chegada, com todas as condições. Foi cedido o pavilhão e refeitório da Escola 2º e 3º Ciclo das Fazendas de Almeirim para esse efeito, assim, todos poderão ter um bom banho quente e um almoço convívio bem ribatejano.

 

Que conselhos dão aos participantes, em ambas as distâncias? (Calçado, tipo de material obrigatório, roupa)

Para este tipo de prova aconselhamos o normal.

Sapatilhas para a pratica de trail (apesar de não estarmos num local com grandes paredes, bem que vão precisar delas), telemóvel em caso de emergência e recipiente para levar agua (porta-bidons, camelback, cinto de hidratação), já que não haverá copos nos abastecimentos para agua.

 

(*) Solo Duro - È uma experessão que se usa para designar a area disponibilizada pela organização para que quem viaja de longe possa dormir no dia anterior da prova. Normalmente são areas como pavilhões de escola ou areas nobres dos quarteis dos bombeiros. Existe a possibilidade de banho e dormir "no chão" sem custo associado a quem quiser usufruir desta modalidade.

 

Para mais informações e inscrições, visitem o site

 

 

 

 

A corrida não é um mar de rosas...

Por Bo Irik:

 

É domingo. Dia de vídeo. Vale bem a pena dedicar 7:30 minutos para ver este vídeo. O vídeo não é dos mais alegres mas conta a realidade psicológica de um grande atleta (e tem paisagens fantásticas!).

 

Esta semana o Tiago relatou que tem enfrentado dias difíceis... até para correr. Também os atletas de topo no circuito de ultra trail enfrentam desafios. Segue o vídeo "Depressions - a few moments from 30 miles in the canyon" com Rob Krar.

 

"Depression and running go hand in hand for so many of us" - A sinceridade e abertura para partilhar estes desafios por parte de Krar é de valorizar. Obrigado.

 

 

 Boas corridas e positive vibes ;)