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Correr na Cidade

Treino na cidade com os embaixadores da Reebok

26.11.14 | Filipe Gil

Por Filipe Gil

No passado sábado, dia 15 novembro, a running crew do Correr na Cidade juntou-se a alguns embaixadores da marca Reebok e fizemos um treino pela zona de Belém. Uma manhã muito chuvosa mas que não impediu a presença de mais de 50 pessoas que correram não só ao nosso lado, mas sobretudo ao lado da Rita Ferro Rodrigues, do Gustavo Santos, da Cláudia Semedo e da Sara Pratas. 

Todos eles, com excepção da Rita Ferro Rodrigues que está lesionada num joelho, correram connosco e com quem esteve presente.

 

Foi uma manhã de partilha e de superação, pois houve gente que correu a distância, aproximadamente 8 km, pela primeira vez. Valeu a pena!
 

Vejam o vídeo desse treino:

Venham correr com(o) um campeão!!!

26.11.14 | Filipe Gil

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Por Filipe Gil

 

É hoje, às 19h15 no parque de estacionamento em frente à pastelaria Califa em Benfica que, juntamente com o campeão nacional de ultra trail, Hélder Ferreira, vamos guiar os nossos convidados em mais um treino INTO THE WILD. Entrevistamos o Hélder Ferreira que nos explicou um pouco do seu percurso, dos objectivos futuros e do treino desta quarta-feira. Venham daí, vai ser um treino de campeões.

 

Como começaste a correr?
Comecei no atletismo com 9 anos de idade, já lá vão 30 anos de atletismo com algumas interrupções pelo meio - mas isso são outras histórias! O meu primeiro clube foi o SCOCS (Sport Clube Operário de Cem Soldos), mais tarde ingressei no UFCIT (União Futebol Comércio e Indústria de Tomar), clube que ainda hoje represento. Comecei por experimentar de tudo no atletismo, desde pista à estrada e ao corta mato, mas sempre tive um fascínio e maior vocação para as longas distâncias.

E quando começou a aposta no trail running e nas longas distâncias?
A sério as longas distâncias começaram em 2008 quando fui à Marathon Des Sables no deserto do Sahara. Conforme sabes é considerada a ultra maratona por etapas mais difícil do mundo. São 250km em auto suficiência alimentar onde as temperaturas chegam a ultrapassar os 50ºc. Fiquei classificado em 26º lugar, foi brutal tendo em conta os imensos erros que cometi, sobretudo erros logísticos. Por exemplo, a minha mochila pesava 15kg, dois anos mais tarde ajudei o Carlos Sá a preparar a mesma prova e a mochila dele pesava somente 6,5kg... Só por esta razão terei de lá ir mais uma vez!

O que significa para ti seres campeão nacional de ultra running?
Significa muita coisa, significa muito espírito de sacrifício e dedicação, muito método e organização, muito querer, muita paixão, muita vontade e superação, testar limites. No fundo, foi o resultado de tudo isto que possibilitou que em 2014 e após alguns anos afastado do mundo do trail, me tivesse sagrado campeão nacional!

Quais os próximos desafios. Internacionais e nacionais?
A nível nacional pretendo fazer o circuito de ultra trail e ultra trail endurance não esquecendo que irei tentar também defender o titulo de campeão nacional de ultra trail que conforme sabes será na Madeira. A nível internacional terei o campeonato do mundo em França onde juntamente com outros 3 atletas lusos iremos pela primeira vez representar as cores nacionais no campeonato do mundo.

Como geres o dia-a-dia entre treinos, profissão e família. E que dicas dás aos atletas que querem competir seriamente?
Como disse anteriormente, é fundamental gostarmos muito do trail o que nos leva a fazer muitos sacrifícios a todos os níveis, doutra forma não é possível atingir resultados de relevância. Eu costumo dizer que divido o meu dia a dia em 3 grandes capítulos, a família, o trabalho e o desporto e todos os dias tenho que encontrar tempo para cada um deles. Nem que para isso me levante às 6am com 5h de sono para ir treinar num dia de temporal... Tento ao máximo que cada uma destas 3 actividades não interfiram entre si, nem sempre é fácil mas é possível desde que sejamos organizados, flexíveis e sobretudo que tenhamos muita paixão por tudo aquilo que fazemos. Por último, tenho de referir que a minha mulher é um grande pilar no meio de tudo isto, sem ela tenho a certeza que tudo seria muito mais complicado...

Esta quarta-feira vais partilhar a tua experiência num treino organizado pelo Correr na Cidade. O que podem esperar os participantes?
Terão aquilo que pretenderem, sou uma pessoa simples, directa e prática e todos adoramos aquilo que nos une, neste caso o trail. Quando assim é, todos partilhamos os mesmos gostos e vivências e isso só pode resultar em coisas boas e positivas. Se de alguma forma puder motivar e esclarecer eventuais dúvidas que tenham acerca do trail ou da corrida em geral, então já valeu a pena estarmos juntos!
 
NOTA: este é um treino guiado pelo Correr na Cidade em conjunto com o atleta Hélder Ferriera. O treino é feito em autonomia total não existindo quaisquer tipos de seguros ou assitência média. Os participantes são assim responsáveis por eventuais danos que possam sofrer. Apelamos ao bom senso e que não coloquem a vossa integridade física em risco. No caso de nos cruzarmos com estradas pedimos que se regulem pelo código da estrada e observem bem antes de as atravessar.

É obrigatório o uso de frontais, levem sapatilhas de trail, roupa refletora e no caso de estar chover aconselhamos corta-vento ou impermeável. Outro item extremamente indispensável: boa disposição! Esperamos por vós.

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Review: Perneiras Salomon Exo Calf

25.11.14 | Filipe Gil

 

1 (1).JPGPor João Figueiredo

 

Para dar valor a um produto de alta qualidade é preciso experimentar, antes, os mais baratos e mais fracos durante muito tempo e muitos quilómetros e, só depois atirarmo-nos para voos mais altos. Usei por muito tempo perneiras baratinhas até que um dia passei pela ProRunner e comprei estas perneiras da Salomon.

 

Ao tocarmos nas Salomon Exo Calf, sentimos logo que isto é outra fruta - da boa, selecionada a dedo. Produzida por cientistas de bata branca. São umas perneiras sem imperfeições... e caras que até dói.

 

Após calçar estas perneiras sentimos que são hiper leves. O tecido especial, com as formas hexagonais, tem uma aderência muito boa à nossa perna. Daí que o uso de pêlos nas pernas pode provocar alguns calafrios no acto de remoção das perneiras.

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Durante a corrida, sentimos os nossos gémeos bem sustentados e nunca demasiado apertados – o que faz toda a diferença – o sangue flúi sem o mínimo constrangimento, proporcionando assim, uma magnífica sensação em cada passada.Como o tecido é fino, não senti nunca demasiado calor. As pernas não aumentam muito de temperatura e há sempre a sensação de frescura.

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Ao longo da corrida esquecemo-nos que as temos calçadas e só nos lembramos delas quando notamos a sua ausência – já em casa depois de as tirarmos e depois do duche, quando andamos de um lado para o outro, temos aquela sensação que as perneiras estão calçadas mas na realidade já não estão lá.

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Nas provas, onde damos o "litro", comportam-se muito bem, não sobreaquecem as pernas, não provocam irritações nem “vergões” na pele, proporcionam a natural respiração da perna, nunca me escorregaram pelas pernas e são esteticamente agradáveis à vista. Sinto, realmente, que o meu rendimento em corrida aumentou pelo facto de usar estas perneiras.

 

São um produto de alta qualidade, a que a Salomon já nos habituou.

 

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Marca: Salomon
Modelo: Exo Calf
Cor: Branco
PVP: 54.95€ em www.prorunner.pt/

Avaliação (de 0 a 20)

Conforto: 17
Qualidade de construção: 19
Design: 15
Compressão:18
Durabilidade:18

Total (0 a 100):87
 
 

"Fit na Cidade" - vem experimentar o CrossFit!

25.11.14 | Bo Irik

A tendência dos “viciados de running”, como nós, é correr, correr e correr, esquecendo que para correr melhor fortalecer outros músculos do corpo é essencial. O treino funcional, que ajuda a melhorar a performance e evitar lesões, pode ser feita no ginásio, ao praticar outras modalidades desportivas, ou na Box, por exemplo.

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Quando falo em Box, falo em CrossFit, uma metodologia de treino que combina exercícios de levantamentos olímpicos, corrida, remo e ginástica, baseado em movimentos funcionais, do nosso dia-a-dia, sempre variados e praticados a alta intensidade. Tal combinação garante um treino completo, diferenciado, muito desafiante e extremamente eficiente.

 

Os principais benefícios que os praticantes de CrossFit sentem centram-se no aumento da força e da mobilidade, na melhoria da capacidade cardiovascular e no aumento da resistência muscular, fortalecendo o corpo por inteiro.

 

Para além disso, o CrossFit distingue-se pelo grande espírito de camaradagem que se vive entre os praticantes, propiciado pelo número reduzido de alunos por aula, o que faz aumentar a motivação e a vontade – e logo depois a necessidade – de treinar com muita frequência.

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Convidamos-vos a vir experimentar o espírito de camaradagem do CrossFit no Oniria, uma box afiliada situada no Areeiro. Estarão presentes um treinador, com a certificação Level 1 de CrossFit, alguns membros do CrossFit Oniria, alguns elementos da crew do Correr na Cidade e tu, se quiseres. Os treinos têm a duração de cerca de uma hora. Basta estar presente 10 minutos antes já equipado/a ou podes equipar-te lá, há balneários.

 

Temos dois horários planeados:

- sábado dia 29 de Novembro pelas 11h30;

- quarta feira dia 3 de Dezembro pelas 20h00. 

 

Queres vir? Envia-nos um email com o horário preferencial e “Fit na Cidade” no assunto para run@corrernacidade.com. Como temos vagas limitadas, entre os e-mails recebidos, serão escolhidos alguns à sorte, consoante o número de vagas. Podes enviar email até 4ª feira, 20h00. 

 

Vamos lá ganhar motivação com este vídeo "Let me tell you about CrossFit"

 

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Contactos do CrossFit Oniria:
Rua Agostinho Lourenço, n.º 1, no Areeiro
geral@crossfitoniria.com
966475963

Video Arrábida Ultra Trail

24.11.14 | Nuno Malcata

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Como a Joana já vos contou aqui a minha participação no Arrábida Ultra Trail foi na prova Mini-Trail para a acompanhar, para puxar por ela, dar-lhe umas dicas e poupar os meus joelhos que depois dos 44Km do Trail da Lousã ainda não deixaram de inflamar cada vez que puxo mais por eles.

 

Assim aproveitei o ritmo menos rápido da Joana relativamente ao meu, para ir filmando e desfrutando o bonito percurso que a organização nos preparou.

 

Este é o video que compilei com algumas imagens da nossa participação neste primeira edição do Arrábida Ultra Trail, a certeza é que no próximo ano lá estaremos de novo.

 

 

Esta malta maluca que corre!

24.11.14 | Filipe Gil

Pedimos à Marta Moncacha, autora do blog Dolce Fare Niente e co-autora do livro "As Mulheres não Sabem Estar Caladas" que escrevesse sobre o Correr na Cidade e a forma como lhe temos "roubado" o marido aos domingos de manhã...

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Vi o Filipe Gil pela primeira vez num encontro de bloggers, há coisa de um ano e tal. Na altura já tinha começado a correr, mas estava longe da realidade dos blogues de corrida e,menos ainda, das running crews. 

 

Correr era vestir-me a preceito  e nunca com vontade, e pespegar-me em Belém com uma amiga, as duas sozinhas e em absoluto silêncio {não fosse a conversa roubar-nos o fôlego}, e desatar a correr cinco quilómetros a passo de caracol. Eu, pelo menos.

 

Não sabia que havia malta a fazê-lo em conjunto, nem que a corrida podia ser o mote para amizades à prova de bala. Na altura, ainda não sabia. Descobrir o Filipe no dito encontro foi uma feliz coincidência, já que na altura eu assinava a rubrica "blog{in}" no Roteiro 30 Dias, e andava sempre à procura de bloggers que morassem no Concelho de Oeiras e que tivessem coisas giras para dizer. 

 

O Filipe cumpria todos os requisitos, porque para além de ser cá da terra, escrevia um blogue de corrida chamado Correr na Cidade, mobilizava marcas como quem come gelados de morango no Santini e tinha criado, há pouco tempo, uma running crew.

 

Escrevi sobre ele e, soube depois, que esse foi um dos textos mais lidos daquela rubrica. A corrida estava a democratizar-se e já não era preciso ser-se uma Jéssica Augusto para correr. O comum dos mortais podia fazê-lo. As mães e avós de família, o vizinho do lado, o papagaio. Já ninguém reparava nas gordurinhas a dar a dar de quem não era do mundo da corrida, nem nos tempos e distâncias dos outros. Toda a gente podia correr e ponto final.


Depois disso, cheguei a juntar-me a um treino Just Girls, em Belém. Fui, literalmente, o carro de arrasto do treino só para meninas, promovido pelo Correr na Cidade, e percebi que estava a anos luz de todas as participantes. Ainda assim, serviu para constatar que a corrida era também um assunto de mulheres. E que as marcas finalmente percebiam isso, tornando os ténis e a roupa de corrida cada vez mais "girly", graças a Deus.  Ao longe, éramos uma nuvem colorida de mulheres giras e sem vergonha de assumirmos a nossa feminilidade, ao contrário da visão tenebrosa {pelo menos para mim}, de mulheres enfiadas em "t-shirts saco de batata", claramente desenhadas para homem.

 

Em Setembro passado, a crew do Correr na Cidade foi convidada pela Câmara Municipal de Oeiras a participar na Corrida do Tejo e o meu homem, pertencendo à organização da prova, conheceu finalmente o Filipe. 

Daí até hoje, passaram a treinar juntos e, gradualmente, percebo que os meus fins-de-semana vão sendo cada vez mais próximos desta malta maluca da corrida e dos trails. Desta crew de gente porreira, que acolhe quem gosta genuinamente de correr, como numa tribo. 

 

Malta que fala chinês. Hydration packs, softflasks, buffs, altimetrias, fartlek e afins. Malta cujos olhos brilham quando relatam uma meta ultrapassada, um desafio superado, uma lesão curada. Malta solidária à séria, que espera por quem precisa, que motiva quem está para desistir, que se chega a lesionar por correr mais devagar, quando a palavra de ordem é acompanhar quem o faz noutro ritmo. E mesmo que não se goste de correr {o que, claramente, já deixou de ser o meu caso},  é impossível ficar-se indiferente a este grupo de gente boa. Que contagia porque faz o que gosta. 

Uma pérola nos dias que correm.

Marta Moncacha

 

 

Azores Trail Run - Entrevista com o Diretor da Prova

24.11.14 | Bo Irik

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Como alguns de vós já sabem, a Bo vai participar no Azores Trail Run em Maio do próximo ano. Até lá, é possível que alguns elementos da crew se juntem a ela. Segue uma entrevista ao Diretor desta prova emblemática, Mário Leal, para vos abrir o apetite.

 

O Azores Trail Run é organizado pelo Clube Independente de Atletismo Ilha Azul (CIAIA). Quem é o CIAIA?

O CIAIA é um clube de atletismo da ilha do Faial, com 24 anos de existência e que veio preencher uma lacuna existente há data, que era a falta da prática de atletismo na ilha. Ao longo da sua história o CIAIA tem formado muitos atletas que se tem destacado no atletismo regional e nacional.

 

É a segunda edição deste evento. Como correu a primeira edição e o que esperam da segunda?

Este evento de Trail, na realidade, já vai na sua 4ª edição embora as duas primeiras edições tenham tido apenas um caráter local, com a realização do Trail dos 10 Vulcões, no âmbito das comemorações dos 40 anos da Reserva Natural da Caldeira e do dia Europeu dos Parques Naturais, com cerca de 35 participantes e não se chamava Azores Trail Run. A edição de 2014 foi a primeira a incluir uma prova na distância ultra e em que se apostou em atrair atletas do exterior, nomeadamente de Portugal continental e internacionais. A 1ª edição do Azores Trail Run (ATR) foi um sucesso, contou com 215 atletas inscritos de 14 nacionalidades, nomeadamente de Portugal, Espanha. França, Itália, Grécia, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Noruega, Alemanha, Brasil, Estados Unidos da América, Africa do Sul e Nova Zelândia. Todos os participantes foram unanimes em considerar que a prova é fantástica, que os trilhos estão em muito boas condições, que o envolvimento da população local e dos voluntários foi excelente e que os dias antes e depois da prova foram muito bem passados desfrutando do que a ilha tem para oferecer aos visitantes.

 

Que recomendações pode dar aos atletas que irão participar no Trail dos 10 Vulcões e no Ultra Trail Faial Costa a Costa?

Não há recomendações em especial a dar, que não sejam as normais para uma prova de trail, a não ser que aproveitem as paisagens e os trilhos e se divirtam ao longo dos dias que vão estar no Faial.

 

O que podem os atletas esperar desta prova? Como é o percurso (altimetria, locais emblemáticos, etc.) e quais são os abastecimentos?

A 2ª edição do evento Azores Trail Run, será constituída por duas provas competitivas:

 

Faial Costa a Costa – Trail Ultra (48 km)

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O Faial Costa a Costa – Trail Ultra inicia-se no centro da freguesia da Ribeirinha, próximo de um antigo porto – o Porto da Boca da Ribeira. Nos seus 48 km de extensão, somos transportados para outros tempos, em que os Faialenses usavam as chamadas “canadas” para transportar bens, quer pelo seu próprio meio quer puxados por carros de bois, e que faziam a ligação entre as freguesias. Passando por um farol destruído por uma intensa crise sísmica em 1998 que não nos deixa esquecer a formação telúrica destas ilhas e das suas gentes, grande parte do trilho decorre no maior e mais espetacular “Graben” do arquipélago, uma grande porção de terreno que abateu entre duas falhas tectónicas. Passando pela escarpa de uma dessas falhas, a “Lomba Grande”, o trilho termina na Caldeira central da ilha, o maior e mais importante vulcão do Faial, onde se faz a ligação ao Trail dos 10 Vulcões.

 

Em pleno Parque Natural do Faial, considerado Destino Europeu de Excelência (EDEN) pela Comissão Europeia, e único no Pais, somos transportados para uma viagem no tempo histórico e geológico, percorrendo a ilha costa a costa na forma da sua criação, de Este para Oeste. Começa em terrenos com cerca de 800 mil anos, percorre uma zona central com 450 mil anos e os seus 48 km de extensão terminam num dos locais mais importantes do Globo, o adormecido vulcão dos Capelinhos.

 

A prova terá um desnível positivo de 2000 metros, sendo o ponto mais elevado atingido à cota de 1000 metros, e o ponto de cota mais baixa situado à cota zero.

 

A prova é categorizada pela Associação Nacional de Trail Running como Trail Ultra Médio Grau 2.

 

Trail dos 10 Vulcões (22 km)

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O Trail dos 10 Vulcões, como o próprio nome indica, tem início numa das maiores e mais espetaculares caldeiras vulcânicas que existem no planeta e percorre, ao longo dos cerca de 22 km, os 10 principais vulcões existentes no alinhamento fissural da península do Capelo. A biodiversidade e a geodiversidade são uma constante neste percurso, destacando-se as paisagens arrebatadoras desta península onde se pode descobrir uma grande parte da flora endémica dos Açores no seu estado natural. Este trilho, atravessa os mais recentes cones vulcânicos da ilha do Faial, terminando no território mais jovem de Portugal, o vulcão dos Capelinhos, autêntico cenário lunar onde é possível pisar terreno formado por cinzas, tufo e bombas vulcânicas com apenas 57 anos de idade, terminando no Porto do Comprido à cota zero, naquela que foi a principal e maior estação baleeira dos Açores entre 1940 e 1957.

 

A prova terá um desnível positivo de 550 metros, sendo o ponto mais elevado atingido à cota de 900 metros, e o ponto de cota mais baixa situado à cota zero.

 

Em relação ao equipamento o que considera essencial para esta prova?

O equipamento essencial é o que está no regulamento da prova nomeadamente, mochila tipo camelbak ou cinto com recipiente, copo ou caneca (nos abastecimentos não haverá copos de plástico ou garrafas fechadas), manta de sobrevivência, apito, telemóvel, corta-vento. “Devem” também levar uma máquina fotográfica para captarem alguns momentos da prova.

 

Que conselhos podem dar a quem esta agora a iniciar-se no mundo do trail?

Que aproveitem esta modalidade para se superarem e para se sentirem melhor no dia-a-dia, porque é uma atividade fantástica e que está a pôr as pessoas em contato com a natureza e com a atividade física de uma forma nunca vista. Não se devem esquecer que há alguns riscos que podem ser facilmente debelados desde que se cumpram regras básicas de segurança e de cuidado com a saúde.

 

Uma frase de incentivo aos atletas.

Venham correr entre mar e vulcões e aproveitem para desfrutar das paisagens e da hospitalidade dos locais e de tudo o que a ilha do Faial tem para oferecer, porque vale mesmo a pena.

 

Ficaram com vontade de ir também? Estejam atentos, em breve iremos anunciar um passatempo onde te podes habilitar a ganhar um convite duplo!