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Correr na Cidade

Entrevista a Armando Teixeira

05.11.14 | Filipe Gil

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Publicamos aqui uma entrevista ao atleta Armando Teixeira que nos foi enviada pela Salomon/Suunto Portugal. Achamos interessante que os nossos leitores tenham acesso a ela, contudo não podemos deixar de referir que é uma entrevista feita pela marca que patrocina o atleta e sem qualquer edição da nossa parte, nomeadamente as referências à Suunto. Os leitores devem ter isso em conta. 

 

Quando começou a temporada imaginaste que conseguirias ter tão bons resultados?
Quando começou a temporada não imaginava obter estes resultados, visto que a época tinha começado da pior forma, com uma lesão, entorse no tornozelo direito, que se arrastou durante algum tempo. Mas fruto do trabalho, da ambição e da persistência sempre acreditei que podia fazer óptimos resultados, e aproveitar ao máximo as provas. O maior ganho é poder desfrutar de uma prova.

 

Quais foram os momentos chave?
Os momentos chave foram todos, mas principalmente o Miut porque voltei a ganhar confiança, o meu pé estava mais estável do que nunca, e a vitória nos Azores Trail Run logo após a vitória por equipas Gerês Trail Adventure, ambas na primeira edição, foi fantástico! Vencer uma corrida naquelas condições, e conseguir aguentar o ritmo forte desde o inicio da prova foi sem dúvidas marcante.

 

De que te sentes especialmente satisfeito?
Sinto-me especialmente satisfeito por continuar a divertir-me pelas montanhas fora, continuo com a mesma paixão, poder conviver e  partilhar estes momentos com os nossos amigos e com aqueles de quem mais gostamos é o melhor que se pode ter. Adoro correr por aí!

Achas que ficou algo por fazer este ano?
É estranho mas todos os anos fico com a mesma sensação que ficou algo por fazer, é bom sentir isso, é bom sentir que podemos e temos capacidade de fazer mais e melhor. Neste contexto acredito que a história no Tor de Géants podia ter um final um pouco mais colorido. Tenho de regressar!

Quais sãos os teus planos para os próximos tempos? 
Os meus planos para os próximos tempos passam por conviver mais com a família e amigos, principalmente com a minha mulher, a mais sacrificada com as minhas maluqueiras, e começar a engrenar a máquina para a organização de eventos na Serra da Estrela. Dar continuidade aos trail Camps, ao km-vertical e avançar com uma nova prova na distância de uma ultra.

 

Quais são os desafios para a próxima temporada?
Os desafios para a próxima temporada serão provas acima dos 3 dígitos, certo para já o MIUT e possivelmente o grande objectivo o UTMB, mas haverá algumas novidades!

 

Como é que o teu Suunto te ajudou a conseguir os teus objetivos?
O Ambit para para além de ser uma ferramenta de trabalho, é um parceiro de treino e um amigo nas provas. Gosto de monitorizar os treinos para visualizá-los e compará-los no Movescount. Através do Movescount consigo avaliar e melhor a minha performance. Inclusive partilho toda a informação com o meu treinador, fica tudo gravado e registado. Saber a distância, altimetria, velocidades e frequência cardíaca é importante para perceber onde estamos, o que estamos a fazer e como podemos melhorar. Adoro desenhar percursos para depois fazer a navegação através do Ambit. No Tor de Géants foi mais do que importante, saber a distância entre abastecimentos e a altitude a que me encontrava. Também descarreguei o track e na 3ª noite com chuva, nevoeiro e ausência de fitas, muita fraca visibilidade tive de fazer navegação por GPS. Foi preponderante!

 

O que achas do novo Ambit 3?
Agora com o Ambit 3 ficou ainda mais apetecível, como tem ligação através do wireless, conseguimos conectar em tempo real com o IPhone e visualizar de imediato no dispositivo móvel a nossa a atividade. Tive uma situação que me foi bastante útil: no terreno consegui aceder ao movescount e visualizar o percurso o local onde estava e a partir daí consegui saber onde estava e encontrar o trilho certo.

Porque corremos ?!?

04.11.14 | Luis Moura

Por Luís Moura:

A apenas 2 semanas dos 80km do Ultra Trail da Arrábida, quase todo o planeamento dos treinos estão feitos e agora é altura de começar a cortar na carga e deixar o corpo relaxar.


Este fim-de-semana que passou era para ir ter feito um treino de 30/35km na Arrábida, para me habituar a correr nos estradões e descidas técnicas que vamos encontrar, mas um encontro de terceiro grau das minhas costelas flutuantes do lado esquerdo com um joelho perdido no meio do espaço, obrigou-me a reconsiderar o plano para o fim-de-semana inteiro. Sábado em casa sem mexer e domingo sem mexer em casa...


Fui trabalhar com o corpo completamente mole e sem energia. Faltava-lhe algo.Durante a tarde o tempo foi-se arranjando. Surgiram umas nuvens simpáticas e o ar frio apareceu de soslaio para nos cumprimentar.


Quando saí às 18h, o tempo estava a ficar estrondoso... pequenas gotas de chuva iam alegrando o regresso e as malditas das costelas flutuantes a melgar-me a cabeça com as suas constantes dores a afirmarem a sua presença.

Chegado a casa pelas 18:25, ensopado da cabeça aos pés, foi altura de retirar a roupa molhada, colocar calções, tshirt técnica de trail, luvas, mochila às costas para me habituar ao peso para a prova, frontal na cabeça, Adidas Raven 3 nos pés e toca a sair. Afinal de contas "apenas" chovia a potes e fazia um vento enorme lá fora. 


Saio de casa e sou logo brindado com um refresco na cara e umas gotas gigantes a cair pelo corpo todo... GAME ON !

2km para chegar de casa à Serafina e embrenhar em Monsanto. Subir o "Cozido" ligeiramente mais lento que o normal e chegada antes da hora ao ponto de encontro com o gang que costuma aparecer em Monsanto às 2ª feiras pelas 19h30. Por esta altura e graças aos químicos, já as costelas estavam sossegadinhas.

Inicio do treino com pouca chuva

 


A primeira parte do treino foi feita com o gang completo.  São feitos, quase sempre, 5 a 6km em 60min, a um ritmo que dá para toda a gente. Nessa volta, na parte mais oeste de Monsanto abrigados pelas árvores não se apanhou muita chuva - e ainda houve tempo para observar 7 ou 8 salamandras a saltitar à nossa frente. 


Na segunda volta começou a "festa". O grupo dividiu-se e enquanto metade se foi  embora para o quentinho de casa, os outros, cerca de 12 "malucos" ficarm. E aí começa a chover torrencialmente!!
Cerca das 20:30 da noite, quase sem carros a passar e um grupo de malucos com luzinhas de mineiros na cabeça a abrir caminho por Monsanto. Quando iniciamos a descida da A5 até lá abaixo, começou a chover mesmo muito... tive imensas dificuldades em ver mais do que 3 metros à minha frente, mesmo com tantos frontais a abrir caminho no meio de tanta escuridão. A humidade quente da minha respiração também não ajudava para os oculos ficarem limpos.


Depois de descer o percurso, subimos até a Rua da Bela Vista e até chegarmos  ao cruzamento com a Av. Tenente Martins caiu uma chuvada,  só visto!!! A rua tinha água de pelo menos 1 ou 2cm de altura tal a falta de escoamento. Chovia tanto que não ficamos com 1cm de corpo seco...foi fantástico. Mas o grupo não desarmou. Descemos a rua, no meio de dois riachos de água da chuva. Por esta altura as Raven pesavam mais de meio quilo cada... 


Chegados ao final da segunda volta, tivemos o brinde da torta maravilhosa que o Daniel levou para nos deleitar depois daquele banho todo. Comi 2 fatias. E como não estava a sentir nada das costelas, tomei a decisão de voltar a descer até casa a correr. Já há quase três semanas que não descia Monsanto às 21h da noite. Mas nada iria estragar o momento. Nada melhor que aproveitar este tempo fabuloso.

 

Torta foi toda


Depois de vestir a luvas, lá me meti a caminho. Voltei a descer "o cozido", desta vez sozinho e um pouco mais rápido. Fantástico!.A chuva era pouca e parecia que me estava a abraçar por me estar a divertir tanto no meio daquela lama toda. Só conseguia ouvir pequenos barulhos de aves pequenas a descolar dos galhos, pequenos rastejantes a fugir da luz debaixo dos arbustos à medida que eu passava. Incrivel a paz interior no meio da natureza.

Sem me aperceber já estava no fim da descida, virei para a estrada da Bela Vista, sempre a subir, e nesse instante passam por mim 2 carros nos quais os passageiros olharam para mim como se fosse um alien.
Àquela hora e com aquele tempo a correr naquele sitio sozinho... Nem sabem o que perdem !


Descer Serafina até parque estacionamento, atravessar viaduto até Sete Rios e apontar rota para casa. Ruas desertas, com 3 ou 4 pessoas na rua e alguns carros.

Chegar a casa a escorrer agua com a roupa e as sapatilhas todas húmidas, retirar tudo, tomar um banho de água quente, vestir pijama e beber um chá quentinho para retemperar as 2.120 calorias gastas durante a volta de 24km em 2:30h. Sem objectivo de tempos e apenas para me divertir e  estar de bem  comigo mesmo.


E no fim, porque corremos?
Nunca vou conseguir colocar em palavras tudo aquilo que sentimos enquanto corremos. Só vivendo !!!

Saiam à rua e divirtam-se a fazer aquilo que gostam.

 

A essência de uma running crew

04.11.14 | Filipe Gil

Por Filipe Gil:

 

Muitas vezes perguntam-me o que é uma "running crew"? O que a diferencia de um grupo ou um clube de corrida ? Para responder a essas questões podia muito bem acabar este post escrevendo apenas: venham ao próximo treino do Correr na Cidade Running Crew e ficam a saber!!



Mas não. Não é justo. Quem tem curiosidade por nós merece mais. As running crews, como o Correr na Cidade, e outras noutras cidade do mundo, são diferentes. Reúnem pessoas diferentes mas com uma paixão pela inovação, pela criatividade e, sobretudo, pela corrida e pelo coletivo. Achamos que somos diferentes. Nem melhores nem piores. Mas se ainda continuam com curiosidade e querem saber mesmo a diferença, a nossa diferença, apareçam nos nossos treinos! 

 

Este pequeno documentário que vos deixo transmite um pouco aquilo que nós somos e o que nos inspira:

1ª Impressão: Reebok All Terrain Trail

03.11.14 | Nuno Malcata

 

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Por Nuno Espadinha:

 

No passado dia 16 de Outubro tive finalmente a oportunidade de testar e sujar estes Reebok All Terrain Trail na mata de Monsanto no treino da Crew INTO THE WILD VI: Premium Edition que efectuámos com o David Faustino a acompanhar os homens e a Isabel Moleiro, sua mulher, a acompanhar as mulheres.

 
A primeira sensação que tive quando os calçei é que são algo duros e que muito provavelmente iria precisar de uns kms para os "partir", de resto o pé encaixa bem e adapta-se perfeitamente lá dentro.
 
Quanto a correr com eles parecem-me ser extraordinariamente bons em todo o tipo de terra e lama! As pedras é que não querem nada com eles, mas poderá ser um defeito de "juventude" que com alguns kms mais em cima venha a ser debelado ou talvez não, mas disso darei conta na review final! 
 
 

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“Vais-te constipar!!”

03.11.14 | Filipe Gil

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Por João Filipe Figueiredo

Esta é a típica frase que ouvimos quando vamos correr e lá fora chove que Deus a dá!. Vamos mesmo constipar-nos por correr à chuva ou podemos arriscar sem nenhuma reserva?

 

Deixo-vos aqui o meu testemunho:

 

Não me lembro da última vez que estive constipado ou com febre e de cama. Nunca consegui gozar uma baixa médica no trabalho, nem me lembro de ter faltado às aulas, quando estudava, por motivos de gripe ou coisa parecida. Sou o terror para a indústria farmacêutica.

 

Quando comecei a correr, quase diariamente, há quatro anos, tinha alguma reserva em correr nos dias de chuva. No entanto, rapidamente esse problema foi resolvido. Nessa altura, estar mais de 2 dias sem correr era incomportável para o meu sistema nervoso e não conseguia dormir à noite, pelo que tive de me fazer aos treinos mesmo com chuva.

 

E…não é tão mau como parece…

 

Há no mercado uma parafernália de mercadoria para evitar a chuva: desde o tradicional impermeável até ao guarda-chuva XpTo a jato de ar. Se estarmos molhados até aos ossos fosse uma ameaça, o ser humano já estava extinto há milénios. Levar com água da chuva no frontispício nunca matou ninguém.

 

Os truques para mantermos o termómetro médico lá de casa em estado de “Nunca utilizado” são simples e de senso comum: Nunca permitir que o corpo arrefeça depois de correr! Para isso: Após o treino ou corrida, devemos tirar logo a camisola/calções molhados e vestir roupa seca; Devemos secar a cabeça com uma toalha; Se formos para o carro, devemos ajustar a temperatura no interior para o “quentinho”; Se formos para os transportes públicos, devemos vestir uma camisola de mangas compridas e mais grossa; E, devemos minimizar o tempo até chegarmos ao (delicioso) duche quente.

 

Correr à chuva não deve ser visto como algo muito complicado. Pode ser usado como uma experiência de sacrifício/superação e, … no fim sentirmo-nos triunfantes. Não se esqueçam que com a chuva a piso fica muitíssimo mais escorregadio, tenham por isso muito cuidado para evitar “mergulhos” nas poças de água e na lama.

 

Adaptem-se, improvisem, “toquem Jazz” com a vossa passada por qualquer piso por onde corram.As outras pessoas irão olhar-vos com admiração pelo prazer que lhes estão a transmitir.

 

Correr à chuva é fabuloso!

Unboxing: Puma Faas 600 v2 Nightcat (vídeo)

01.11.14 | Filipe Gil

Por Tiago Portugal

 

Estreamos neste post os nossos vídeos de teste do material que recebemos. Iremos continuar a publicar em texto e fotos a maioria dos nossos unboxings, 1as impressões e reviews finais, mas, ao mesmo tempo, vamos apostar no formato de vídeo, e evoluir na sua edição quer a nível estético e técnico. 

 

Este vídeo é o Unboxing dos novos Puma Faas 600 v2 Nightcat especialmente pensados para a segurança do corredor nos dias de Outono e Inverno em que há menos luz natural.

Mas, melhor que as palavras, vejam as imagens: 

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