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Correr na Cidade

Apresentação Arrábida Ultra Trail

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O Correr na Cidade é Media Partner da 1ª edição do Arrábida Ultra Trail.

 

Em representação da equipa fui assistir à apresentação da prova e equipa que a está a organizar.

 

No bonito cenário do Castelo de Palmela, os parceiros, patrocinadores, entidades envolvidas e imprensa foram simpaticamente recebidos pela organização.

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 Na apresentação foram apresentadas as linhas gerais das provas, com foco no Ultra Trail, pontuável com 2créditos para o Ultra-Trail du Mont-Blanc.

 

Fomos informados que os percursos estão na fase final para serem fechados, colmatando alguns imprevistos nos locais inicialmente definidos, bem como toda a logistica final inerente à prova. Não sendo uma prova com percursos circulares, iniciando-se em Palmela e concluindo-se em Setubal, toda a componente logistica se complica.

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A organização está empenhada em fazer desta prova uma referência das provas de Ultra Trail a nível nacional, promovendo a região e conta com o apoio das autarquias de Palmela e Setubal.

 

Após a apresentação a organização levou-nos a percorrer alguns dos pontos do percurso das provas, passando em Vale dos Barris, casa do teatro "O Bando", onde passa o percurso do Ultra Trail na subida ao topo da Serra do Louro.

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Na próxima semana serão divulgadas mais informações no site da prova, e facebook da prova.

 

A Crew do Correr na Cidade irá estar presente nas várias distâncias, as espetativas são muitas.

 

E vocês, vão estar presentes?

Será que Cidade do Futebol vai prejudicar a corrida?

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Por Filipe Gil

 

Não é novidade, mas hoje o assunto voltou à baila em alguns órgãos de comunicação nacionais. A Cidade do Futebol que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e o Estado vão erguer no Jamor. Será um investimento superior a 10 milhões de euros, compartilhado pelo Estado  e pela FPF.

 

Será construído um complexo de edifícios para uso exclusivo das diferentes selecções nacionais de futebol – escritórios, armazéns, enfermaria, auditório e um hotel. Ainda está prevista a recuperação dos balneários do Estádio Nacional e de três relvados do complexo.

 

Sinceramente, não conheço empreendimento mais parvo! Não, não sou contra o futebol. Aliás, adoro futebol. Vibro com a minha equipa e com a selecção nacional. E adoro um jogo de futebol entre amigos.

 

Mas será que os responsáveis da FPF e do Governo já se deram conta de que vão limitar, em muito, o espaço do Jamor para aqueles que o utilizam para correr ou passear? Será que eles já lá foram aos fins-de-semana perceber como centenas de famílias usam os campos para jogos, de futebol ou de outros? Como as crianças correm com os amigos por aqueles campos atrás de uma bola ou de uns dos outros?

 

Sim, o Jamor não é um parque de diversão, é um complexo de alto rendimento. Mas, actualmente, existe uma boa convivência entre o desporto profissional (ou semi-profissional) e o amador. O complexo do Jamor, tal como hoje existe, é perfeito para albergar estas duas vertentes do desporto.

 

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Possível localização da Cidade do Futebol no Complexo do Jamor

 

E o que vai acontecer à Mata do Jamor? Vão torna-la num estaleiro de obras? Será que vão manter o espaço para os corredores usufruírem de um pouco de trilho às portas de Lisboa, ou vão destruí-lo?

 

Se há desporto que tem excesso de investimento é o futebol. Curiosamente, em títulos é o atletismo, quer na pista, no corta-mato ou em longas distâncias, que nos dá mais alegrias. Numa altura em que finalmente os portugueses passaram a fazer mais desporto (mesmo assim longe dos números do resto da Europa) vão logo inventar um complexo num dos locais mais usados pelos cidadãos? Se houver uma petição contra, sou dos primeiros a assinar contra este investimento ridículo.

 

Que se faça, mas noutro local. Que tal em Óbidos, para ajudar a economia local? Ou noutra região do país com menos desenvolvimento?

 

Por Nuno Ferreira:

  

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Foram precisos alguns treinos mais calmos e curtos entre paragens forçadas por causa do problema no joelho direito (que me atormenta há vários meses), para conseguir estar à vontade para falar sobre a minha primeira impressãos com os Puma Faas 500 S, sendo o S indicativo de Stability (suporte) e o número 500 é o indicador da gama, estando precisamente a meio da escala que a Puma usa. 100 para os modelos mais razos e com menos amortecimento e apoio, até ao 1000, sendo os modelos desta escala os que oferecem maior suporte e amortecimento.

 

Quando fiz o unboxing deste modelo, que pode ser lido aqui, já tinha falado em algumas das suas características principais, como o seu peso leve para o tipo de sapato que é (297g, tamanho 46), o drop de apenas 4mm que auxilia uma passada mais natural e o amortecimento perfeito graças à borracha Faas Foam utilizada na sola. É claro que falarei melhor sobre a sola e sobre as características técnicas deste modelo na review final.

 

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Corri com os Faas 500 S em todo o tipo de terreno e estes adaptaram-se sempre muito bem ao piso, fosse este em terra batida, sintético ou de alcatrão. Usei principalmente nos treinos mais longos e com ritmos mais calmos. Confesso que no início estava um pouco receoso, pois só tinha usado calçado mais casual da Puma e associava a marca a todos os desportos menos à corrida, mas estou extrememante satisfeito e todas as minhas dúvidas desapareceram assim que os usei pela primeira vez. Para além disso, gosto bastante do visual e as cores conjugam-se muito bem, não chamando demasiado a atenção.

 

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Senti-me sempre muito bem desde o primeiro treino. O conforto é notório graças à Faas Foam que absorve grande parte do impacto no solo e sinti que os meus pés não estavam constrangidos, tendo bastante espaço à frente para se mexerem. Atrás, senti sempre o calcanhar devidamente apoiado e estável, devido ao pedaço de plástico mais duro e resistente, cuja função é segurar o calcanhar no lugar, evitando o aceleramento da pronação.

 

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(a borracha laranja na sola ajuda a estabilizar e a dar suporte durante o contacto com o solo)

 

Após 60 Km, a sola continua como nova, tirando apenas uma pequena zona frontal no sapato esquerdo onde a borracha branca parece que se está a desfazer e a sair do sítio, o que não acontece no sapato direito. Vamos ver se esta situação piora à medida que vou correndo com eles.

 

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(A zona onde a borracha branca está a sair do lugar é visível nesta imagem junto à borracha negra mais larga)

 

Durante o último treino, senti algum desconforto e até uma ligeira dor em ambos os calcanhares mas não liguei muito. Só reparei que tinha a pele nessa zona ligeiramente esfolada quando cheguei a casa e me descalcei, mas penso que o problema poderá ter sido por causa das meias que usei e que não me protegeram adequadamente por serem mais curtas que o habitual. De qualquer forma, fico com a impressão que o material usado na zona de apoio do calcanhar é um pouco abrasivo.

 

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No geral, estou muito satisfeito com os Puma Faas 500 S. É o modelo perfeito para quem faz treinos mais longos em todo o tipo de piso e que procura calçado com bom amortecimento mas não em demasia. É claro que o seu baixo peso também convida a treinos um pouco mais rápidos, mas para isso existem modelos mais adequados.

 

Podem ler a review final em breve.