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Correr na Cidade

IV Edição Grande Trail da Serra D'arga

Este fim de semana vai-se realizar a quarta edição do Grande Trail da Serra D'Arga. Vai ser a minha terceira participação consecutiva, depois de ter falhado a primeira edição.

 

2012 e 2013

Depois de ter sido usado o mesmo percurso nas primeiras 3 edições, este ano houve uma grande alteração no circuito e na disposição dos diversos eventos de maneira a rentabilizar melhor os recursos e o tempo. Se na minha primeira visita a Arga não tinha nenhuma experiencia de trail de montanha ( só tinha feito os 50km noturnos de obidos, que comparando com Arga parece uma corrida em plano ), onde tudo foi um abrir de olhos gigantesco para o mundo do trail.

Corria há pouco mais de 1 ano mas quase sempre em estrada e sem qualquer experiencia sobre pedras, montanha, rios, chuva, calor, orientação, alimentação, calçado, bolhas, oculos molhados, gps, etc. Tudo era novo e tudo foi uma aventura em 2012. Cortei a meta com dores em todo o corpo e em sitios que nem sabia que existiam :) Demorei uns dias a recuperar o corpo do empeno.

No ano passado, já com muito mais preparação, fisica e mental, com vestuário mais apropriado e já com vários km's a sofrer, choveu torrencialmente. Nova aprendizagem, desta vez como correr 40km sem oculos e sem ver quase nada para além de 10metros ou como um chazinho aos 33km quente é das melhores coisas da vida... coisas deste género :)  e chuva, chuva, chuva e mais chuva quase no final :)

 

 

Expectativas 2014

As expectativas para este ano são elevadas. Se no primeiro ano foi tipo um estalo bem dado na cara, e no ano passado uma consolidação de aprendizagem, para este ano já com milhares de km's em cima e outro tipo de experiencia emocial e mental, o objectivo principal é divertir-me a fazer uma coisa que adoro e andar o mais rapido possivel. Se conseguir ficar entre os 150 primeiros, será optimo. Se não ficar, desde que me divirta e me sinta livre fazendo o que gosto, já é uma prova com exito para mim. Gosto do trail pelo espirito que me proporciona. Pela liberdade, pela auto-aprendizagem que passamos a cada prova que fazemos, pelas pessoas fantasticas que conhecemos e uma constante procura de nos superarmos individualmente.

É dificil de explicar por palavras todo o turbilhão de emoções que nos transmite o trail. Já nem vou falar na paisagem que apanhamos. Algumas deslumbrantes.

 

O aumento de 46 para 53km desta edição vão ser um obstáculo extra, mas como tudo na vida, o que não custa a ganhar/atingir, tem pouco sabor no final. Acho que estão todas as condições reunidas para ser um grande dia de corridas na montanha, ainda por cima com o apoio constante e presencial da Liliana a acompanhar a prova no inicio, no meio e no final :)

 

 

Boa sorte a todos os participantes nos 4 eventos principais no Sábado e no Domingo

Correr atrás da curiosidade

Por Filipe Gil:

Ontem quando descobri estes 13 minutos não resisti e visualizei três vezes – de seguida.

 

Escrevo sobre o vídeo “Curiosity” da marca The North Face sobre a prestação de três dos seus atletas no UTMB de 2014: Hal Koerner, Timothy Olson e Rory Bosio (a vencedora das últimas duas edições no setor feminino) e sobre como a curiosidade nos leva a ultrapassar desafios.

Um vídeo muito bem feito e cheio de emoção. Que transmite, conseguindo, o que o ultra running é na sua íntegra: curiosidade para ultrapassar os desafios da mente e do corpo.

 

Apenas uma ressalva em relação à The North Face: quem vê um vídeo assim fica envolvido emocionalmente com a marca. Uma pena, ou melhor desperdício, a atitude da marca em Portugal. Confesso que não sei se é por culpa do representante se da estratégia internacional que nos integra como se um província de Espanha pobre e sem interesse, e sem consumidores.

 

Em Portugal, a marca está disponível em pouquíssimos pontos de venda (em outros países têm várias lojas próprias) e apenas se dá a conhecer junto de alguns, ou melhor, de um atleta, e de elite: Luís Mota.

Ainda não perceberam, como também outras marcas também não perceberam, do potencial de crescimento de vendas em Portugal junto do corredor anónimo que cada vez aposta no trail running. E que gasta muito dinheiro em viagens, estadias, mas sobretudo em equipamento. É uma pena. 

 

Review: Compressport Quad Trail Running Underware Black/Red T4

 

Faz por esta semana 1 ano que comprei este acessório de corrida na SportExpo da Maratona de Lisboa. Objectivo principal era uma aposta mais forte no trail em 2014  e uma ajuda extra para os treinos e provas mais longos, devido a todas as vantagens que eram anunciadas pela marca. Depois de andar umas semanas a ler bastante sobre o que havia no mercado, lá me decidi por esta marca e este modelo.

 

 

Características base

O que era indicado na altura da compra como vantagens para quem usasse :

- pressão 360º em toda a perna superior reduzindo substancialmente as vibrações que a corrida produz nos musculos, veias e articulações

- ajuda na circulação sanguinea, provocando um maior fluxo no retorno venoso até o coração

- aumento na oxigenação dos músculos

- apoio extra para as mãos nas subidas mais íngremes

- peso reduzido e não acumulação de agua no tecido

- melhor regulação da temperatura do corpo com a optimização da circulação do calor e suor

 

Efeitos :

- Ajuda a libertar o excesso de acido láctico

- Ajuda a evitar cãibras

- Ajuda a reduzir as micro-rupturas musculares devido ao maior suporte

- Ajuda a reduzir no geral o risco de lesões

- Ajuda a reduzir o tempo de recuperação

- Aumenta a resistência ao esforço com a maior absorção dos choques

 

Isto é o que é comercializado pela marca. Na pratica será que faz mesmo isto tudo ?!?

Primeiro problema que tive, foi o tamanho escolhido. Como tenho uma perna forte, tive que ir pelo tamanho máximo, o T4, com o inconveniente de ser mais comprido do que o que seria recomendado para o tamanho da minha perna.

Existem 4 tamanhos desde o T1 ao T4, conforme o diâmetro dos dois pontos mais distantes da perna que ficam na zona de compressão e devido ao diâmetro, deu um tamanho T4.

 

Primeira vez que os usei, foi uma sensação interessante. O facto de os quadricipeds abanarem muito pouco, tem de facto alguns e bons efeitos no treino. Os impactos que se sentem são minorados, nas descidas íngremes por exemplo temos muito mais confiança a descer em alta velocidade. Pode ter algum efeito placebo, mas o que é um facto é que agora é quase obrigatório ir para um trail ou para um treino mais longo no centro de Lisboa a subir e descer e levar os quad's.

 

A recuperação muscular é de facto muito mais célere, não sei é em que percentagens entre o usar o Quad e o estar em melhor forma agora que há 12 meses atrás. O impacto que se sente nas pernas também é muito menor, não provocando aquela sensação de desconforto quando se desce muito depressa. O facto de tapar a perna toda até ao joelho também ajuda indirectamente a alguma protecção térmica naqueles dias mais frios, onde na parte inicial o corpo encontra-se sempre um pouco mais frio.

 

Em termos de utilização, é só vestir como se fosse um calção e ao fim de algumas semanas já nos esquecemos que eles estão lá tal a maneira como se acomoda na perna. Único reparo que tenho no meu caso, é a parte superior que serve de suporte para que não desça durante a sua utilização fazer um pouco mais de pressão do que o recomendado, mas outras pessoas com corpos diferentes podem não vir a sentir esse sintoma.

 

Qualidade do material

Em termos de qualidade do tecido, nada a apontar. Ainda está com quase a mesma qualidade e textura que tinha quando eram novos. O mesmo já não se pode dizer do efeito de compressão dos mesmos. É notório que vai-se degradando aos pouco a força que exerce nos músculos. O facto de ter perdido cerca de 10kg desde a compra também não ajuda, mas mesmo assim nota-se que está muito menos elástico e a força é bem menor. Relativamente aos decalques utilizados pela marca para a identificação e retro iluminação em sítios com pouca luz, já se começam a degradar aos poucos denotando algum uso, mas neste caso nada de extraordinário. Normalmente não é aconselhável lavar este tipo de vestuário na maquina devido ao desgaste que provoca nos tecidos elásticos e ás suas propriedades, mas com apenas 1 ano de uso e talvez uns 1500km em cima, a pressão mais fraca que é verificada prejudica um pouco todas as vantagens que foram enumeradas acima. Dentro de pouco tempo vou ter que procurar um substituto para eles. Talvez sejam uns iguais :)

 

Este fim-de-semana temos o Ultra Trail da Serra D'arga e as suas dificuldades inerentes aos 53km a subir e a descer varias vezes a Serra D'arga e as suas vertentes, e não poderia ter melhor companhia para os enfrentar do que estes calções em termos de conforto para as pernas. Gosto tanto deles e parecem-me tão mais eficazes que deixei de usar as perneiras da mesma marca.

E nunca mais tive lesões musculares relevantes desde que os comecei a usar.

 

Boas corridas para todos que vão entrar em competição este fim-de-semana nas diversas provas disponiveis ou se forem apenas treinar :)

Sierra Nevada: Brutal, simplesmente espectacular!!! (2ª parte)

Por Tiago Portugal:

 

...Começou então a minha travessia no deserto. A partir daqui e até ao km 55 não sei o que me aconteceu mas fui completamente abaixo, fisicamente e depois mentalmente. As subidas tornaram-se quase inultrapassáveis, colocar um pé à frente do outro tornou-se uma tarefa esgotante, comecei a ficar para trás e a ser ultrapassado por muitos participantes. A única explicação lógica que tenho é que comecei nesta altura a utilizar os bastões, nunca os tinha usado.

 

Ao esforço das pernas adicionei os braços, como se estivesse numa elíptica, o que fez disparar o meu ritmo cardíaco e levou-me quase além dos meus limites físicos. Pela 1ª e última vez pensei em voltar atrás e desistir, pensamentos que me assombraram quase 1hora. Correr? Para que? Qual o objetivo disto tudo? Não estava melhor em casa? Quando regressar não vou meter-me em mais nenhuma? Em determinada altura pensamos todos o mesmo.

 

Parei. Sentei-me numa pedra durante 10minutos. Estava tão longe de casa. Cansado. Completamente desanimado. Revivi todo o esforço investido para estar ali naquele momento. Telefonei para a família, a tentar ouvir algumas palavras de conforto, li as muitas mensagens de incentivo, o meu obrigado a todos os que me mandaram mensagens. Relaxadamente comi e bebi enquanto observava a paisagem.

 

De repente tive uma epifania: Se tantos conseguem eu também vou conseguir. Basta acreditar. Dores? Todos tem, do 1º ao último. Mais do que a paixão por correr a essência desta prova era superar-me e ultrapassar as dificuldades que sabia iria encontrar.  Afinal isto é uma prova de resistência física e psicológica.

 

Levantei-me com um ânimo redobrado e comecei a caminhar. Deixei os bastões de lado e lentamente fui recuperando as forças. Por volta do km 58 comecei a cantar e a sorrir, estava com a moral em alta e recomecei a correr sem paragens. Apanhei os meus companheiros de viagem que tinha deixado por volta do km50 e prossegui com eles até ao km 75, Hoya de la Mora.

 

Ao km 73, em Pradollano, estava instalada a meta. Quem quisesse podia encurtar caminho e terminar a prova já ali, foram mais de 50 os participantes da ultra tomaram essa decisão. Apesar de essa ideia não me ter aflorado os pensamentos acho que fazer o percurso passar mesmo ao lado da meta não é o ideal. Com a meta debaixo de olho seguimos em frente. Tínhamos pela frente 1 km vertical ao longo de sensivelmente 6km, tudo acima dos 2.000m de altitude.

 

Estava tão cansado que já não falava, ninguém dizia nada nesta altura. Fui em piloto automático durante quase 2 horas, não me lembro do que pensei, nem sei se o fiz. Erámos 3 almas desoladas neste fim de mundo em peregrinação rumo ao Pico Veleta. Nesta fase o importante era não parar custe o que custar. Chegados a Hoya de La Mora vi um café e fui a correr comprar uma coca-cola. Bebi-a avidamente. Desejos de um corpo cansado que inconscientemente sabe o que vai fazer bem e dá ordens diretas ao cérebro, a razão não foi sequer ouvida nesta decisão.

 

 

Comecei a ver o Pico Veleta cada vez mais perto e ao fim de 2 horas avistei uma senhora de casaco vermelho, coincidência, perto de uma casa, fiquei tão contente. Antes da subida final olhei para o relógio que marcava os 3.000m de altitude. Últimos minutos de esforço e alcancei-a. Disse-me em espanhol que já não havia mais subidas, agora era sempre a descer. Não consigo descrever o que senti. Fiquei eufórico. A meta estava a 7-8km de distância. Todo o esforço tinha compensado. Pela 1ª vez senti que já nada me impediria de terminar a prova, nem que seja a rebolar vou cortar a meta.

 

Fiz os últimos km’s o mais rápido que consegui. Com o cansaço a noção de velocidade fica alterada. Pensei que estava a correr a uma velocidade de 5m/km e quando olhei para o relógio tal surpresa, não ia mais rápido que 6m30/km. Demorei 1h05 a fazer os últimos quilómetros. A chegar, novamente, a Pradollano todos os presentes a baterem palmas, o incentivo de todos, a chegar à meta vejo alguém a dar-me a bandeira de Portugal, sei hoje que era o Bruno Bondoso, vencedor dos 100km do Oh Meu Deus em 2014 que ficou num extraordinário 9º lugar. Obrigado Bruno, passar a meta a segurar a bandeira nacional é uma sensação extraordinária. Orgulho em mim, em nós que viemos de tão longe movidos pela paixão que nos une ao trail.  

 

16h29minutos, desnível positivo de 4987metros e um 72º lugar, o que menos interessava.

 

 

Saí de Serra Nevada com uma certeza e duas dúvidas.

 

A certeza que sou hoje uma pessoa diferente, sei que com dedicação, vontade, resiliência e querer podemos atingir quase todos os desafios a que nos propomos. Se outros conseguem nós também vamos conseguir.

Depois da prova fiquei a pensar, ainda hoje reflito muito sobre isto, em duas questões:

  1. Estarei ou já estou a ficar viciado na corrida e especialmente em provas longas de trail? E será na corrida ou na sensação de superação e de desafiar-me a ir sempre mais além e mais rápido?
  2. A resistência durante uma prova longa demonstra a nossa resistência na vida? A forma como abordámos a corrida e o trail reflete em parte a nossa personalidade e como encarámos a vida? Cada vez acho mais que sim.

 

Quero agradecer todo o apoio à Adidas, pela oferta de material, ao José Carlos Santos por toda a paciência e pelos treinos que me prepararam para esta aventura e a todos os meus amigos e família pelas palavras de incentivo que num momento de mais aflição foram o meu alento.

 

Os objetivos para 2015 já estão definidos, cada vez mais é o mote.

Boas corridas a todos.

 

Leia aqui a 1ª parte deste relato final.

E aqui as crónicas de preparação para esta prova.

 

1ª Impressão: Reebok One Cushion 2.0

 

Como vos falei no Unboxing destes ténis da Reebok, quando os recebi estava a passar por um daqueles dias menos bons.

 

Após 15 dias de puro ócio, voltar à rotina não estava a ser fácil, e os dias feios e chuvosos não ajudam nada. Queria e sabia que tinha de voltar aos treinos, após fazer a Maratona de Sevilha em Fevereiro decidi repetir a distância, desta vez em trilho, em Outubro vou fazer os 42km no Trail Serra da Lousã, pelo que após 15 dias parado, tenho de retomar o ritmo certo de treino, mas a vontade não estava lá.

 

Como ter ténis novos, para quem corre, é como ser Natal, assim que abri a caixa dos Reebok One Cushion 2.0 a vontade voltou. Combinei um treininho com a Ana da Crew pelas subidinhas do Restelo,  tirei as fotos do Unboxing, troquei de roupa, calçei os ténis que ficaram mesmo à medida e fui ter com ela. Aproveitei para fazer a estreia da mochila de hidratação que vou utilizar em Outubro na Lousã.

Logo no aquecimento, da minha casa à casa da Ana, durante 2km praticamente a descer, deu para definir a primeira impressão dos ténis, e a palavra que melhor define a 1ª impressão é "conforto".

 

Cheguei a casa da Ana com 2km feitos, e parecia que já tinha os ténis à 200km, muito boa sensação, os ténis não devem ser um apendice nos pés que nos incomodam, e o melhor que podia sentir, era não sentir nada estranho.

 

O treino pelo Restelo foi muito bem disposto, a um ritmo bom para por a conversa em dia, com a Ana boa conversa e boa disposição nunca faltam. Foram 9 Km pela avenida e ruas dos restelo, com passagem pelos Jeronimos e retorno à casa da Ana.

 

Os Reebok One Cushion 2.0 tiveram um bom comportamento, dá para destinguir bem as 3 densidades pelos quais são constituidos, desde a zona do calcanhar mais firme, até aos zona dos dedos mais mole passando por uma camada intermédia, o que permite uma passada confortável, seja qual for o tipo de passada que tivermos, seja incorretamente de calcanhar, como eu, ou com uma melhor técnica.

 

O regresso a casa foi a subir, já com 11Km, sem qualquer problema com a estreia dos ténis decidi arriscar e puxei na subida, mesmo em escadas mais escorregadias e num misto de city-trail, cheguei rapidamente a casa, cansado, contente pelo treino feito e com os One Cushion 2.0, bela estreia.

Deu para perceber que vão ser uns ótimos parceiros para treinos de distâncias intermédias, são leves qb, muito confortáveis, e talvez uma boa hipótese para uma Meia Maratona, a decidir durante os próximos tempos nos treinos de estrada, comunico a decisão na Review final. 

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