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Correr na Cidade

Um ano a correr



Por Ana Guerra:

 

Estava cansada do ambiente fechado do ginásio, chegava atrasada às aulas que mais gostava, andava triste porque não estava a alcançar os meus objetivos. Como estava a pensar em mudar de casa, cancelei o meu contrato do ginásio e decidi ir correr. Nunca gostei de correr, mas também nunca tinha experimentado correr a sério, com o material adequado e ir a competições oficiais.

 

Confesso que, no início, só de pensar que ia correr ficava logo cansada. Mas lá fui eu correr para a zona de Belém para fugir ao trânsito da Ponte 25 de Abril quando vinha trabalhar para Lisboa. Em Abril do ano passado, o máximo que eu conseguia correr eram 2K e ia para casa de rastos e cheia de dores nos pés.

 

Um dia escrevo no Facebook que estou a correr e coloco a imagem da Torre de Belém e a Natália Costa comenta a foto dizendo que também costuma correr naquela zona, praticamente à mesma hora que eu, e que gostava de ter companhia. E lá começámos a correr juntas.

 

As minhas dores nos pés e o aparecimento de algumas bolhas alertavam-me para a necessidade em arranjar uns ténis adequados, pois sabia que tinha os pés chatos.

Aconselharam-me a fazer um teste para saber qual o meu tipo de passada e fiquei a saber que tinha uma passada pronadora. Decidi comprar os Nike LunarGlide+4 e fiquei bastante satisfeita. As dores pararam e os pés lá andavam direitos.

 

A minha primeira corrida oficial foi a Corrida da Linha Destak 2013 – 10K. Apesar da partida atrasada, do calor infernal e do receio de não ser capaz de a terminar, a chegada à meta foi fantástica! E percebi o porque é que as corridas se tornam viciantes. Eu queria mais daquilo.

 

Com o primeiro evento Just Girls conheci a Joana Malcata que começou a ser a minha companheira de corrida em quase todos os treinos. Sempre com boa disposição e vontade de correr mais um pouco. Mais tarde surge o convite para ingressar na Running Crew.

Na altura lembro-me de ter ficado surpresa com o convite, pois ainda estava muito fresca nesta história das corridas e sabia que, ao assumir este compromisso, teria de passar a um nível superior. Claro que aceitei, tinha tudo a ver comigo: amizade, disciplina, companheirismo, boa disposição, oportunidade de fazer mais e melhor. 

Os treinos lá continuam 2 a 3 vezes por semana, intercalados com algumas competições oficiais e outros eventos.

 

A aventura da Meia Maratona de Lisboa foi fantástica (como podem ler aqui) e a vontade de melhorar o meu tempo de corrida é mais que muita. Há pouco tempo, decidi comprar uns ténis de Trail, experimentar um treino de trail running ligeiro e gostei. A minha estreia oficial será lá para Junho na Serra da Lousã.

 

Como nota final gostaria de agradecer à precursora disto tudo, a Natália, que tem sido a minha voz de comando nos treinos e o meu apoio e a toda a restante Crew que tem esperado por mim em todas as corridas, que me tem dado imenso apoio, conhecimento e boas gargalhadas.Obrigada a todos!

 

Vamos correr?

 

 

Unboxing Puma Faas 300 v3

Esta altura do ano é cheia de novidades no que respeita a calçado e têxtil de running, as novas colecções das principais marcas chegam às lojas. Felizmente que somos uma crew em que todos correm muito e podemos testar muitos modelos, e temos cada vez mais a confiança das marcas para o fazer.

Desta feita são os Puma Faas 300 v3. Os nossos corredores, a Bo e o Stefan, estão a dar-lhe bastante uso e em breve vão escrever o que acharam sobre estes modelos. Aqui ficam as fotos (em primeiro o modelo feminino, com fotos tiradas com flash, onde se notam as tiras reflectoras deste modelo); e de seguida a versão masculina deste mesmo modelo.

 

Versão feminina:

 


Versão masculina:
 E um vídeo sobre este modelo:

Race Report SNR'14 - "Correr é mais do que um desporto é uma festa"

Por Tiago Portugal:

 

Tenho aproveitado o último ano para correr e viajar pelo país e fui no último sábado, dia 19 de Abril de 2014, com o meu irmão, Frederico, e com a minha running crew, Correr na Cidade, participar na Scalabis Night Race 2014 que se realizou em Santarém.

 

Existem provas que merecem ser vividas intensamente e cada Km aproveitado ao máximo e a Scalabis Night Run pertence a esse restrito lote.

Mais do que uma corrida é uma celebração, uma festa em plena cidade de Santarém, onde cerca de 1300 pessoas se reuniram para juntas percorrerem 10km. A atmosfera festiva sentia-se assim que se entrava no jardim onde estava instalada a meta, música ao vivo, cerveja, bifanas, uma enorme simpatia da organização e o amarelo a sobressair em todas as direções.

 

Apesar de a prova só começar às 21h00, o que a torna ainda mais interessante, cheguei com o meu irmão por volta das 19h00 a Santarém. À chegada sou brindado com a alegria habitual dos meus companheiros da crew. 1 bifana, 1 cerveja e 1 pampilho depois estávamos todos sentados à conversa e a apreciar o ambiente cada vez mais festivo.

 

20h45 e já equipados a rigor dirigimo-nos para a meta, onde tive o prazer de conhecer o Nuno Ferreira pela 1ª vez. Estava uma noite espetacular, condições ideias para correr, e às 21h00 em ponto o mini fogo-de-artifício deu a partida e foi com um sorriso nos lábios que iniciei a minha corrida.

 

Gosto de ir a apreciar os percursos das provas em que participo pela 1ª vez, os tempos e os recordes ficam para outras alturas, e a cidade de Santarém merecia ser aproveitada a cada passada. Ao início separámo-nos por tempos, decidi ir a um ritmo a rondar os 5m ao km, e fui na companhia do Filipe Gil. Os 10km passaram a voar, sempre com um sorriso nos lábios, correr devia ser sempre assim.  

 

Achei o percurso fantástico, nada cansativo e com belos momentos, correr à noite tem outro encanto, o fato de nos cruzarmos várias vezes com os restantes participantes é um grande incentivo. Ao 3km para os mais corajosos, talvez um dia, um abastecimento de vinho tinto dava o mote para os restantes 7km, ao longo dos quais pude vibrar com o extraordinário apoio do público, melhor do que muitas “grandes” provas em que já participei.

 

No fim a habitual troca de impressões entre todos confirmou o feeling inicial, uma grande prova que serviu para bater recordes pessoais e marcar o regresso à forma de alguns dos nossos crew members.

 

Resumindo, uma prova que recomendo a toda à gente pelo menos uma vez e na qual se sente que correr é mais do que um desporto é uma festa e um motivo para celebrar e conviver.

 

Correr porquê? Corro porque posso e sou mais feliz quando o faço.

 

 

Meb vence Maratona de Boston 2014

Por Filipe Gil | Fotografia: PhotoRun

o escrevi aqui muitas vezes que é um dos meus corredores preferidos. Meb Keflezighi, nascido na Eritreia, mas norte-americano desde o início da sua adolescência, venceu esta segunda-feira a Maratona de Boston, na categoria de corredores masculinos. É o primeiro americano a vencer a prova desde 1983.

 

Meb, que foi medalha de prata na Maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas, volta assim  à ribalta depois de nos Jogos Olímpicos de Londres ter sido o melhor não-africano. O curioso é que Meb foi durante muitos anos corredor da Nike foi "descartado" pela marca de Oregon porque já estava a ficar velho (pelo menos é o que se diz pela Internet) a Skechers Performance agarrou a oportunidade e torno-o atleta daquela marca. Com frutos visíveis. Mas, mais importante que marcas é o corredor fantástico que é Meb e um exemplo de vida e resistência. Caso para dizer: Go Meb!

 

Esta foi a classificação do top 10 masculino:

1. Meb Keflezighi (San Diego, Calif.) 2:08:37
2. Wilson Chebet (KEN) 2:08:48
3. Frankline Chepwony (KEN) 2:08:50
4. Vitaliy Shafar (UKR) 2:09:37
5. Markos Geneti (ETH) 2:09:50
6. Joel Kimurer (KEN) 2:11:03
7. Nick Arciniaga (Flagstaff, Ariz.) 2:11:47
8. Jeffrey Eggleston (Boulder, Colo.) 2:11:57
9. Paul Lonyangata (KEN) 2:12:34
10. Adil Annani (MAR) 2:12:43

Corrida Saúde + Solidária a 11 de maio

 

 

Realiza-se a 11 de maio, um domingo, a 1ª edição da corrida "Saúde + Solidária" numa organização dos estudantes da Faculdades de Medicina de Lisboa com o apoio da Associação de Atletismo de Lisboa. E ainda com o patrocínio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para além do envolvimento dos hospitais da zona de Lisboa.

 

O evento inclui uma caminhada familiar de 4Km e a prova principal, a corrida de 10km, ambas com partida na Alameda das Universidades, passando pelo Campo Grande, Avenida da República e Praça Duque de Saldanha e com chegada no Estádio de Honra do Estádio Universitário de Lisboa. 

De acordo com a organização, a corrida tem como objetivo, desde a sua concepção inicial, "a promoção da Saúde, enquanto processo que permite capacitar as pessoas a melhorar e a aumentar o controlo sobre a sua saúde, por entendermos que esta é um dever dos cidadãos, um direito, mas acima de tudo um empreendimento colectivo que todos devemos defender".

 

Preço das inscrições

  • Corrida
    • 16 Março a 27 Abril – 7,5€ (Estudantes/Sócio AAL) /10€
    • 28 Abril a 5 Maio – 10€ (estudantes/Sócio AAL) /13€
  • Caminhada
    • 16 Março a 27 Abril – 5€ (Estudantes/Sócio AAL) /6€
    • 28 Abril a 5 Maio – 6€ (estudantes/Sócio AAL) /8€

SNR 2014: Melhor que a primeira

 

Por Filipe Gil:

 

Dizem que não se deve voltar a um sítio onde fomos felizes. A segunda edição da Scalabis Night Race comprova que isso é mentira, pois esta segunda corrida noturna de Santarém, organizada por aquela que é para mim a crew mais interessa de Portugal, os SNR, foi melhor que a primeira. Melhor organizada, com mais gente e com uma cidade menos estranha a esta festa do desporto e cultura. É caso para dizer que se Santarém estranhou a primeira edição, passou a entranhar-se com a corrida nesta segunda.

 

 

Apesar dos membros do Correr na Cidade Running Crew não estarem todos presentes ainda fomos uns oito (mais três elementos "emprestados": o Frederico, irmão do Tiago, o nosso amigo Nuno e a nossa amiga ribatejana de Benavente, Susana), e foi muito, muito divertido. Aproveitamos também para estrear o novo hoodie da crew (foto acima).

Como um dos nossos crew members é de Santarém, o Nuno Ferreira, a vida foi-nos facilitada porque quando ainda faltavam umas horas de prova e as barrigas já começaram a fazer barulho, ele a mulher ofereceram-nos uns magníficos pampilhos da Bijou. Estivemos na conversa e no convívio entre nós e com outros corredores nossos conhecidos durante algum, até nos darmos conta que faltava pouco tempo para a prova. Fomos para o parque de estacionamento para equipar e depois aquecer, ou melhor fingir que aquecemos, mas a excitação e o nervosismo fizeram o resto.

Entre a preparação e aquecimento, aproveitámos para tirar algumas fotos à crew+amigos e às meninas da Crew (só faltou a Carmo Moser que, como leram neste post, anda a correr pelo Nepal) que estrearam os novos equipamentos da ASICS que as irão acompanhar nas provas e treinos das próximas semanas (e também no treino Just Girls de 31 de maio). Todo o material está a ser testado e elas darão conta disso em breve aqui no blogue.

 

 

Todos fizeram bons tempos, todos se esforçaram, todos nos apoiamos mutuamente (que é o mais importante). Alguns de nós bateram recordes da distância, e todos nos divertimos muito. Quem se estreou na prova ficou a perceber a minha excitação com os 10K de Santarém à noite. Não fui o único a arrepiar-se com a voz do Paulo de Carvalho na canção que deu o mote à revolução dos cravos. Esta parte da prova é mesmo o tónico final para um último km a puxar.

 

Pessoalmente, foi um misto de regozijo e esperança. Esperança porque apesar de dores contínuas no joelho direito - voltaram na passada quinta-feira - e de ter feito os 10K sempre com um grande incómodo, consegui fazer um tempo respeitável: 51:46 segundo meu Garmin. Curiosamente ou não, tive uma conversa antes da corrida com um grande corredor, o David Faustino, que me falou sobre as dores que tem quando corre e como vive bem com elas, disse-me que até estranha quando corre sem dores.

Inspiraram-me muito estas palavras, pois podia ter vacilado muito mais à dor e as palavras do David ecoaram-me na cabeça durante parte da prova. Isso e a voz incansável do Tiago Portugal que decidiu fazer os 10K de Santarém a puxar por mim lado a lado, quando ele podia ter ido muito mais rápido. Já o disse várias vezes, mas nunca fica demais indicar publicamente: Obrigado Tiago, é isto o espírito de running crew!

Se comparar com o tempo que fiz o ano passado, abaixo dos 50 minutos (49 e qualquer coisa) a corrida correu pior, mas para quem vem de uma série de lesões desde novembro, só posso olhar com regozijo estes saborosos 10K. Espero que seja o meu grito do Epiranga para voltar a correr mais rápido e com mais frequência e dizer adeus às lesões que me fustigam há quase 5 meses. Desejem-me sorte.

 

 

Para finalizar mais esta running trip, a Crew acabou a prova de Santarém a comer um delicioso bolo de limão e morango, feito pela Bo, para celebrar o aniversário da Ana Guerra (que bateu o seu record aos 10K) num dos parque de estacionamento locais.

E assim nos despedimos de Santarém, entre risadas, calendarização de futuras provas e muitas ideias para os próximos projetos da crew - e são muitas - fiquem atentos. Como alguém costuma dizer: esta crew não pára.Literalmente!

 

Avaliando sintéticamente esta prova:

 

Pontos positivos -

# A evolvência e simpatia da organização com os participantes.

# Mesmo com uma prova forte a decorrer em Sintra (a BES Run) a prova de Santarém esteve lotada com muitas caras conhecidas das provas da grande Lisboa.

#O circuito é muito bonito

#O incentivo do público em alguns locais da prova (podem vir a provas em Lisboa mostrar como se faz?)

#O humor da sinalética (A dor de burro....)

Pontos negativos -

#Alguma confusão com os dorsais. Espero que tenha sido pontual, mas há trocas de escalões e de nomes dos dorsais. Mas conheço a organização e sei que vão resolver a questão atenpadamente. 

#Uma prova assim já merecia uma medalha

# O tempo de espera para as bifanas quando os corredores estavam esfomeados. Algo a rever na próxima edição.

 

Em suma: continua a ser o melhor circuito e a melhor prova de 10K que já fiz. E já fiz algumas...

Venha a edição de 2015!

Correr no Nepal


Por Carmo Moser:

 

Não sei bem que palavras usar para descrever a minha experiência de correr no Nepal. "Extraordinário" talvez seja o termo que se aproxima mais daquilo que estou a sentir nesta viagem! Tem sido uma experiência "do outro mundo", em que dou por mim a beliscar-me constantemente para confirmar se isto não passa de um sonho! 

Jamais irei esquecer a paisagem de cortar a respiração de Nagarkot, as aldeias perdidas onde o tempo parece ter parado, as crianças com quem me tenho cruzado e que correm uns bons metros comigo, a floresta magnífica de Chitwan, o insólito de encontrar vários elefantes ao longo do percurso, o nascer do sol no meio dos arrozais, os "namastés" que vou recebendo e retribuindo durante o treino, o som dos pássaros a cantar logo pela manhã... Que privilégio tem sido!

 

São estes momentos que me fazem ter cada vez mais a certeza que viajar e correr são sinónimos de pura felicidade!

 

 

 

Race Report - London Marathon powered by Endeavor (Parte 2)

Para quem leu o meu último post, sabe que estive no passado Domingo a correr a Maratona de Londres, a convite da Endeavor Travels aqui fica a continuação…

 

A minha Maratona de Londres:

 

Comecei a corrida, como uma criança que entra numa loja de brinquedos. Tudo era novo, tudo era diferente e nunca tinha visto um público tão excitado por ver passar uma corrida.

 

Ainda só com 3,5 km nas pernas, tive fazer o meu primeiro e único pit stop. Apesar de ter ido ao WC antes de começar a prova, comecei quase à “rasquinha para fazer um chichi”. O chá que bebi estava a fazer os seus efeitos.

 

Ultrapassadas as questões fisiológicas, meti um ritmo bastante confortável, em torno dos 6m/km e o qual eu tinha certeza que me daria para correr até ao infinito. Além disso, mesmo que quisesse correr mais rápido, não teria conseguido, o facto de ter partido muito de trás, obrigava a um ziguezaguear constante e consequentemente a um esforço adicional. Mesmo assim eu e o meu companheiro Manuel Barros (clube do Stress) lá fomos progredindo por entre a multidão.

 

O percurso passa por muitos lugares emblemáticos da cidade de Londres, sendo que por volta dos 10km surge o grandioso Cutty Sark (o barco e não a bebida), numa curva bem apertada contornámos este magistral barco.

 

IMG 1632 from Correr na Cidade on Vimeo.

 

Mais à frente, por volta do km 20, no dobrar de uma esquina surge de surpresa a Tower Bridge. Aqui, fosse pela energia do público, fosse pela paisagem, senti aquele arrepio no estômago e uma emoção quase transcendental.

 

 

 

 

 

IMG 1639 from Correr na Cidade on Vimeo.

 

Passada à ponte pude ver a Tower of London, onde estarão depositadas as jóias da coroa. A partir daqui o percurso abre para ruas mais largas e entra-se numa zona em que é possível ver passar os atletas que já estão a passar o pórtico dos 35km.

 

A passagem da meia maratona marca uma mudança na minha prova de duas formas. Em primeiro lugar, foi aqui que deixei o meu companheiro Manuel Barros, que apesar de se estar a sentir bem quis abrandar e em segundo lugar, com as pernas já a acusarem um bocadinho o esforço, decidi que era tempo de arrumar o telemóvel e concentrar-me na prova.

 

Daqui para a frente a prova teve pouca “ciência”, o meu ritmo estava bom e confortável, não sentia qualquer dor, a estratégia de toma de geles estava a funcionar (1º aos 15km, 2º aos 22km, 3º aos 30km e 4º aos 40km) e acima de tudo sentia-me incrivelmente feliz por estar ali a viver aquele momento.

 

Por volta do km 33, passo pela claque da crew Londrina (Run Dem Crew) e sou brindado com um ruidoso apoio (não diretamente para mim, mas para um corredor desta crew que estava bem pertinho de mim). Ia na expectativa de poder tirar uma foto com eles, mas o facto da estrada ser estreita e de eles já terem ocupado uma parte da estrada, fez-me optar por seguir caminho (digamos que aquele local estava bem ao estilo de um Tour de France).

 

Houve ainda tempo de passar pelas famílias do clube do stress, que com uma bela bandeira portuguesa me cumprimentaram e apoiaram, bem como por duas caras conhecidas que brilhantemente iam no seu ritmo.

Ao km 35 grande parte dos corredores já iam mais a andar do que a correr, havia muitos corredores a ser assistidos pelos paramédicos, outros a parar para alongar e uma impressionante senhora, que apesar coberta de diarreia nas pernas, continuava determinantemente a correr em direção à meta.

 

Entrado em Victoria Embankement o pórtico das 25 milhas sorria para mim, pensei “Está  feito” voltei a relaxar a sacar do telemóvel para poder gravar os momentos finais. Passagem pelo Big Ben, pela Abadia de Westminster, entrada no St. James Park, passagem pelo Buckingham Palace e… aquela maravilhosa visão… a meta…

 

 

 

Ao som do Happy, lá fui eu a dançar em direção à meta. E o que é que se faz quando se corre em direção a uma meta?.... Faz-se uma paragem para última selfie da prova.

 

 

 

Dados da Prova:

  • Tempo de chip: 04:17:15
  • Média de 6,6 m/km;
  • Classificação: Lugar 15787;
  • Classificação por escalão (18-39): Lugar 6119;
  • Ultrapassei  1619 corredores;
  • Fui ultrapassado por 15 corredores.