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Correr na Cidade

SNR '14:Pampilhos, febras e tinto!

24.04.14 | Filipe Gil

Por Joana Malcata

 

No passado sábado fomos a uma “festa”! E festa que é festa tem bolinho, musica, bom convívio e muita alegria. É assim que consigo descrever a segunda edição da prova Scalabis Night Race: uma festa.

 

Desde o ano passado que ouço falar sobre esta corrida. De todas as provas que ocorreram em 2013, esta era de longe uma das que recebia mais elogios, e que toda a gente queria repetir.Inscrições feitas e arrancámos em direção a Santarém.

 

 

As meninas apresentaram-se com os novos equipamentos da Asics, que em breve iremos dar notícias.

 

Um percurso com História, pela baixa da cidade, Portas do Sol, Escola Prática de Cavalaria, de onde saiu Salgueiro Maia, e chegada ao Jardim da Liberdade, sempre acompanhados por Campinos e muitos populares.

 

Na companhia do meu maridinho Nuno Malcata, senti-me muito bem durante toda a prova: subidas levezinhas e descidas para recuperar ao longo dos 10kms, com paragem para tinto ao 4km.

 

Ao som do “Depois do Adeus” de Paulo Carvalho, saímos da Escola Prática de Cavalaria em direção à meta, onde somos recebidos por membros da Crew e por um dos nossos ídolos nacionais: Carlos Sá.

 

 

De copo na mão, brindamos à organização da prova: bom percurso, animação, bifanas, pampilhos e tinto! E isto na melhor das companhias: Correr na Cidade Running Crew.

 

Só mesmo o tempo de espera para comer a saborosa bifaninha é que podia ter sido menor. Um ponto a melhorar para o ano. Porque nós vamos lá estar! 

 

 

Download: artigo sobre corrida e running crews

23.04.14 | Filipe Gil

 

O advento das running crews, das tribos de corrida ou dos movimentos/grupos que nascem esporadicamente e levam desconhecidos a reunirem-se em torno da corrida e do desporto é uma realidade mundial,  não é mais moda! É algo que vai para lá do coolness é uma realidade intrínseca e que está a mexer com os hábitos sedentários da população ocidental, sobretudo no sul da Europa onde temos alguma dificuldade para fazer exercício - é uma questão cultural que está a mudar muito. 

 

Tendo em conta esse movimento global, deixamos aqui parte da edição de dezembro de 2013 da Runners World, edição norte-americana, com um interessante artigo sobre running crews, entre as quais o movimento November Project criado em Boston (cujos elementos fazem capa da revista).

Podem clicar aqui e fazer o download gratuito.

 

Para conhecerem ainda melhor este projeto criado em Boston, deixamos este vídeo:

Serão estes os ténis mais rápidos do mundo???

23.04.14 | Filipe Gil

 

 

 

 

 

Dizem que sim, que este modelo, os Adidas Adizero Adios Boost, tem sido utilizado pelos corredores mais rápidos do planeta, como ficou provado na recente Maratona de Londres, pelo queniano Wilson Kipsang que bateu o recorde na Maratona de Londres com uma marca oficial de 2h 04’ 29’’.

Este novo modelo da marca germânica tem um peso padrão: 220 g (em tamanho 41), malha coolever no formato de trevo para um controlo do calor e da transpiração,  TORSION SYSTEM, tecnologia concebida para dar uma maior estabilidade á parte central da planta do pé e para optimizar a transição do calcanhar para o ante pé) e entressola com tecnologia boost para um maior retorno de energia , "tornando cada passada mais leve e rápida", diz a marca em comunicado.  Este modelo tem também a palmilha em EVA para "um ajuste anatómico" e ainda a sola Continental "para maior tracção, aderência (em pisos inclinado e molhados) e durabilidade".

 

Em breve, numa cortesia da Adidas, vamos experimentá-los. Será que estaremos à altura?

Escrevendo mais a sério, fica a pergunta aos leitores: usam ténis específicos para provas mais rápidas?

Se sim, quais os modelos que mais utilizam (da Adidas e de outras marcas)?

Respondam nos comentários. Boas corridas!!

Um ano a correr

23.04.14 | Filipe Gil



Por Ana Guerra:

 

Estava cansada do ambiente fechado do ginásio, chegava atrasada às aulas que mais gostava, andava triste porque não estava a alcançar os meus objetivos. Como estava a pensar em mudar de casa, cancelei o meu contrato do ginásio e decidi ir correr. Nunca gostei de correr, mas também nunca tinha experimentado correr a sério, com o material adequado e ir a competições oficiais.

 

Confesso que, no início, só de pensar que ia correr ficava logo cansada. Mas lá fui eu correr para a zona de Belém para fugir ao trânsito da Ponte 25 de Abril quando vinha trabalhar para Lisboa. Em Abril do ano passado, o máximo que eu conseguia correr eram 2K e ia para casa de rastos e cheia de dores nos pés.

 

Um dia escrevo no Facebook que estou a correr e coloco a imagem da Torre de Belém e a Natália Costa comenta a foto dizendo que também costuma correr naquela zona, praticamente à mesma hora que eu, e que gostava de ter companhia. E lá começámos a correr juntas.

 

As minhas dores nos pés e o aparecimento de algumas bolhas alertavam-me para a necessidade em arranjar uns ténis adequados, pois sabia que tinha os pés chatos.

Aconselharam-me a fazer um teste para saber qual o meu tipo de passada e fiquei a saber que tinha uma passada pronadora. Decidi comprar os Nike LunarGlide+4 e fiquei bastante satisfeita. As dores pararam e os pés lá andavam direitos.

 

A minha primeira corrida oficial foi a Corrida da Linha Destak 2013 – 10K. Apesar da partida atrasada, do calor infernal e do receio de não ser capaz de a terminar, a chegada à meta foi fantástica! E percebi o porque é que as corridas se tornam viciantes. Eu queria mais daquilo.

 

Com o primeiro evento Just Girls conheci a Joana Malcata que começou a ser a minha companheira de corrida em quase todos os treinos. Sempre com boa disposição e vontade de correr mais um pouco. Mais tarde surge o convite para ingressar na Running Crew.

Na altura lembro-me de ter ficado surpresa com o convite, pois ainda estava muito fresca nesta história das corridas e sabia que, ao assumir este compromisso, teria de passar a um nível superior. Claro que aceitei, tinha tudo a ver comigo: amizade, disciplina, companheirismo, boa disposição, oportunidade de fazer mais e melhor. 

Os treinos lá continuam 2 a 3 vezes por semana, intercalados com algumas competições oficiais e outros eventos.

 

A aventura da Meia Maratona de Lisboa foi fantástica (como podem ler aqui) e a vontade de melhorar o meu tempo de corrida é mais que muita. Há pouco tempo, decidi comprar uns ténis de Trail, experimentar um treino de trail running ligeiro e gostei. A minha estreia oficial será lá para Junho na Serra da Lousã.

 

Como nota final gostaria de agradecer à precursora disto tudo, a Natália, que tem sido a minha voz de comando nos treinos e o meu apoio e a toda a restante Crew que tem esperado por mim em todas as corridas, que me tem dado imenso apoio, conhecimento e boas gargalhadas.Obrigada a todos!

 

Vamos correr?

 

 

Unboxing Puma Faas 300 v3

22.04.14 | Filipe Gil

Esta altura do ano é cheia de novidades no que respeita a calçado e têxtil de running, as novas colecções das principais marcas chegam às lojas. Felizmente que somos uma crew em que todos correm muito e podemos testar muitos modelos, e temos cada vez mais a confiança das marcas para o fazer.

Desta feita são os Puma Faas 300 v3. Os nossos corredores, a Bo e o Stefan, estão a dar-lhe bastante uso e em breve vão escrever o que acharam sobre estes modelos. Aqui ficam as fotos (em primeiro o modelo feminino, com fotos tiradas com flash, onde se notam as tiras reflectoras deste modelo); e de seguida a versão masculina deste mesmo modelo.

 

Versão feminina:

 


Versão masculina:
 E um vídeo sobre este modelo:

Race Report SNR'14 - "Correr é mais do que um desporto é uma festa"

22.04.14 | Filipe Gil

Por Tiago Portugal:

 

Tenho aproveitado o último ano para correr e viajar pelo país e fui no último sábado, dia 19 de Abril de 2014, com o meu irmão, Frederico, e com a minha running crew, Correr na Cidade, participar na Scalabis Night Race 2014 que se realizou em Santarém.

 

Existem provas que merecem ser vividas intensamente e cada Km aproveitado ao máximo e a Scalabis Night Run pertence a esse restrito lote.

Mais do que uma corrida é uma celebração, uma festa em plena cidade de Santarém, onde cerca de 1300 pessoas se reuniram para juntas percorrerem 10km. A atmosfera festiva sentia-se assim que se entrava no jardim onde estava instalada a meta, música ao vivo, cerveja, bifanas, uma enorme simpatia da organização e o amarelo a sobressair em todas as direções.

 

Apesar de a prova só começar às 21h00, o que a torna ainda mais interessante, cheguei com o meu irmão por volta das 19h00 a Santarém. À chegada sou brindado com a alegria habitual dos meus companheiros da crew. 1 bifana, 1 cerveja e 1 pampilho depois estávamos todos sentados à conversa e a apreciar o ambiente cada vez mais festivo.

 

20h45 e já equipados a rigor dirigimo-nos para a meta, onde tive o prazer de conhecer o Nuno Ferreira pela 1ª vez. Estava uma noite espetacular, condições ideias para correr, e às 21h00 em ponto o mini fogo-de-artifício deu a partida e foi com um sorriso nos lábios que iniciei a minha corrida.

 

Gosto de ir a apreciar os percursos das provas em que participo pela 1ª vez, os tempos e os recordes ficam para outras alturas, e a cidade de Santarém merecia ser aproveitada a cada passada. Ao início separámo-nos por tempos, decidi ir a um ritmo a rondar os 5m ao km, e fui na companhia do Filipe Gil. Os 10km passaram a voar, sempre com um sorriso nos lábios, correr devia ser sempre assim.  

 

Achei o percurso fantástico, nada cansativo e com belos momentos, correr à noite tem outro encanto, o fato de nos cruzarmos várias vezes com os restantes participantes é um grande incentivo. Ao 3km para os mais corajosos, talvez um dia, um abastecimento de vinho tinto dava o mote para os restantes 7km, ao longo dos quais pude vibrar com o extraordinário apoio do público, melhor do que muitas “grandes” provas em que já participei.

 

No fim a habitual troca de impressões entre todos confirmou o feeling inicial, uma grande prova que serviu para bater recordes pessoais e marcar o regresso à forma de alguns dos nossos crew members.

 

Resumindo, uma prova que recomendo a toda à gente pelo menos uma vez e na qual se sente que correr é mais do que um desporto é uma festa e um motivo para celebrar e conviver.

 

Correr porquê? Corro porque posso e sou mais feliz quando o faço.