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Correr na Cidade

Meo Urban Trail passa a circuito


Depois de em 2013 se ter realizado nas cidades de Lisboa e Porto, em que, segundo a organização, foram mais de 8000 participantes em cada cidade, as provas noturnas de Urban Trail regressam em 2014 alargadas a mais locais.  

 

Assim, às duas principais cidades portuguesas juntam-se agora Coimbra e a vila de Sintra num circuito denominado “Series” pontuável mais “complexo e diversificado – segundo a organização que adianta que os vencedores vão poder escolher “uma viagem para participação numa prova internacional do circuito URBAN TRAIL europeu”.

 

Jorge Azevedo da Urban Events, empresa responsável pela organização em Portugal doMEO URBAN TRAIL e detentor das marcas mundiais URBAN TRAIL,CITY TRAIL e TRILHO URBANO refere: “em 2013 as edições de Lisboa e Porto esgotaram e os vencedores da série masculino e feminino vão participar no próximo mês de Abril no Urban Trail de Lyon, em França. Para 2014, prometemos um programa mais completo, com a passagem por novos locais, percursos com novidades nas cidades que voltam a receber as provas, percursos fantásticos em Coimbra e Sintra e ainda mais prémios.”

 

 

As datas dos quatro Urban Trail já são conhecidas:

20 de setembro  - Lisboa

11 de outubro – Porto

15 de novembro – Coimbra

data a anunciar - Sintra

 

Mais informações em www.meourbantrail.pt

 

O 1º Ultra Trail

 

Texto e fotos por Carmo Moser:

 

Que privilégio que foi correr por sítios tão bonitos como o Piódão e a Serra do Açor! Esta minha estreia numa prova de Ultra Trail foi de uma dureza sem igual. Mas a beleza do percurso, com paisagens de cortar a respiração, por entre aldeias encantadoras; o fantástico grupo de amigos, sempre a puxar por mim, sempre a dar ânimo; o espírito inigualável de entreajuda e a fabulosa equipa que organizou a prova, sempre disponível e com um sorriso, ultrapassaram todas as dores, toda a vontade de querer parar, todo o cansaço; mesmo no final, quando em vez de pernas estava com a sensação de ter uns pesadíssimos troncos que não queriam subir o último lance de escadas. Foi um desafio sem igual, que ficará para sempre na memória.

E são todas estas sensações que me fazem estar cada vez mais apaixonada pelos trilhos e ter cada vez mais a certeza que correr é um grande privilégio. "Não tenho palavras para agradecer ao Paulo Taboas, a companhia e o ânimo durante os 50km; a todos os meus amigos com quem me cruzei durante a prova e a todos os que estavam pacientemente à minha espera na chegada!"

 

 

 

 

Brigde the Gap em Berlim


Este fim-de-semana decorreu mais um evento Brigde The Gap que reuniu diversas running crews na Meia Maratona de Berlim. Alguns atletas participaram no Campeonato do Mundo da Meia Maratona, que se realizou no sábado em Copenhaga e depois rumou a Berlim para mais 21K em conjunto com as restantes crews. Aqui ficam algumas imagens da reunião Bridge The Gap.

 

 

 

 

 

 

 


E aqui deixo o link para fazerem o download gratuíta da "banda sonora" da reunião deste fim-de-semana.




Que fim-de-semana fantástico!!!

Por Filipe Gil

Foi um fim-de-semana em cheio para a maioria dos membros do Correr na Cidade. Uns ficaram pela zona de Oeiras e participaram no treino da Compressport. Outros rumaram ao Piodão para fazer provas nas mais diferentes distâncias. Eu e a minha mulher fomos "arejar" para Londres - sendo que o primeiro dia foi, quase na totalidade, dedicado ao running.

 

Em Oeiras foi assim. O Stefan e o Bruno, na companhia da Katarina Larrson e da Sofia Simões, fizeram uns 10K muito bem dispostos. Foi uma manhã muito bem passada que o Bruno Andrade nos irá contar em pormenor nos próximos dias, aqui no blog.

 

No Piodão foi um fim-de-semana em cheio! De sexta a domingo o Nuno, o Pedro, o Tiago, a Joana, a Bo e a Carmo fizeram diferentes distâncias mas todos enfrentaram o frio (e gelo, como se vê na foto) da serra. Ainda durante esta semana vamos ter posts sobre esta prova e sobre a viagem que levou grande parte da crew ao centro do país. 

 

E tal, como já escrevi em cima, eu e a Natália fomos passear a Londres. Andámos, andámos, andámos. De tal forma que tive de comprar uma bola de golfe para massajar o meu pé, já que a fascite plantar começou a dar sinais de vida, isso e uma dor na parte de trás do joelho - espero que não seja nada. Apesar disso, foi fantástico, tal como foi estar na loja/centro de exposição Nike 1948 London, no bairro de Shoreditch, o local onde os londrinos da Run Dem Crew se reunem durante a semana para correr e conviver. A maioria dos membros desta crew estava, na altura, em Berlim a participar na Meia Maratona da capital alemã. Mas deu para beber uma cerveja com a o Robert e a Julie Simmons casal de autores, excelentes corredores e criadores da revista Like The Wind (sobre a qual já escrevi aqui) - do qual já tenho um exemplar.

Foi uma conversa muito, muito interessante e trocamos muitas ideias que, certamente, em breve darão fruto e que serão interessantes para todos os amantes da corrida que nos seguem.

Na cidade andámos por diversos locais e vimos muita gente a correr. Muita gente mesmo. Talvez pelo fato da Maratona de Londres estar a menos de duas semanas de se realizar. Visitamos várias lojas que davam muito destaque à corrida, desde a loja da Asics (só para corrida), ao rés-do-chão da Nike Town totalmente dedicado inteiramente à corrida, ou mesmo a uma loja da Maratona onde a Adidas abriu um clube de running a propósito da Maratona - mas a loja era multimarca, com natural destaque para a marca germânica.

 

Há muita coisa sobre e para a corrida a acontecer em Londres. Foi uma verdadeira inspiração. 

Kara Goucher assina pela marca Oiselle


Kara Goucher é uma das melhores corredoras profissionais dos Estados Unidos, a par de Shalane Flanagan. Depois de mais de uma década de ligação à marca Nike, Goucher assinou pela marca de vestuário feminino de corrida Oiselle - não a marca não tem sapatilhas de running, e aí parece que a corredora escolheu a Saucony (como se vê pela foto). 

 

Goucher no seu blog partilhou o processo de mudança de marca. Se é uma escrita inocente e verdadeira ou se é puro storytelling, não sabemos mas que nos envolve ao lermos, isso é certo. 

 

"I am so excited to finally be able to share some exciting news with everyone. Today it was announced that I will be teaming up with Oiselle!   How did this happen?  Well, Oiselle is the French word for bird and this is the story of how I ended up in her nest.

 

I have been with Nike for 12.5 years. Twice during that time my contract has come up for renewal and both times I was with a Nike coach. So I chose to only negotiate new contracts with Nike and not speak with other companies. This past December 31st, my contract was up again. Once again, Nike wanted to renew, but I had just left my Nike-funded coach to return to Boulder and be coached by my college coaches. This meant I could explore other companies and options. After all, since Nike would no longer be funding my coach, I no longer had to be with them. I wanted to see what else was out there and see how other companies operated".

 

Podem ler o resto do texto aqui.

O que deve saber para o seu primeiro Triatlo (2ª parte)

 

E publicamos hoje a 2ª parte do artigo sobre "O que deve saber para o seu primeiro Triatlo". Depois de termos publicado as cinco primeiras regras ontem (ler aqui), deixamos ao leitor dicas importantíssimas que devem ser tidas em conta. Os conselhos são da autoria do tri-atleta Pedro Ribeiro Gomes*:

 

Treine mais o que não gosta. A maioria dos triatletas é bom num dos desportos. Dois, no máximo. Para si que vem das corridas, esse será, provavelmente, o seu forte. Contudo, sendo o Triatlo um desporto combinado terá de se concentrar nos desportos onde é menos forte para que o resultado final seja melhor. Em especial se o seu desporto forte é a corrida deve treinar mais a bicicleta para que não chegue ao segmento final de corrida com as pernas feitas num oito antes ainda de começar a correr! A natação será, sem dúvida, o maior handicap do Triatlo, isto porque andar de bicicleta e correr são relativamente “fáceis”. Procure um ginásio ou uma piscina pública e invista algum tempo a trabalhar a sua técnica na água. Certifique-se que está a uma curta distância  de uma piscina, que o seu acesso é fácil e que o seu custo cabe no seu orçamento antes de decidir dedicar-se ao Triatlo.

 

Não tenha medo de nadar em águas abertas. Para que a natação é o pior segmento, como costuma ser o caso da maior parte dos atletas de corrida, nadar em águas abertas pode ser assustador. Claro que nadar numa piscina coberta, com uma linha no fundo para orientação, é muito mais tranquilizante. O segmento de natação de um Triatlo realiza-se, regra geral, numa barragem, oceano ou rio, onde não só não se vê o fundo como estará rodeado de gente às cotoveladas. Aceite o facto que vai haver contacto entre atletas e mantenha a calma. Nadar em águas abertas é muito mais tranquilo, divertido e fácil do que pode parecer, prometo.

 

Minize a incerteza. A parte mais difícil de fazer o seu primeiro Triatlo é, bem, nunca o ter feito antes! Não interessa o quanto treinou ou quão preparado está para enfrentar o desafio, o mais provável é que a incerteza sobre o desenrolar da prova o deixe ansioso antes da prova. Garanto-lhe que esses medos e dúvidas desaparecem no momento em que ouve o tiro de partida e que com a experiência será cada vez menor. Treinar em condições semelhantes às que vai encontrar em prova vai dar-lhe algum conforto e tranquilidade, estude a área de transição e treine nos percursos da prova no dia anterior.

 

Provas longas de Triatlo são menos mentalmente exigentes que uma Maratona. É estranho, eu sei. Contudo, garanto-lhe que, excepto a distância Ironman, a grande maioria das provas longas de Triatlo, são menos mentalmente exigentes que uma Maratona. Isto deve-se ao facto de na trasição existir uma “pausa mental” e também uma alteração de grupos musculares activos pela mudança de desporto. Mais, uma Maratona deixá-lo-á muito mais dorido que um Half-Ironman. E porquê? Ora porque é a diferença entre correr 3-4 horas com o mesmo grupo muscular e apoiando todo o seu peso nas pernas ou estar 4-5-6 horas em prova usando músculos diferentes, em diferentes posições e concentrado em diferentes pormenores.

 

Alimente-se! Ao contrário da corrida, é muito pouco provável que conclua uma prova de Triatlo de forma satisfatória sem ingerir qualquer tipo de calorias. Deverá ter-se em consideração que o corpo apenas consegue armazenar cerca 50-60 minutos de “energia” antes de entrar em défice. E mesmo nestes curtos periodos de tempo, perde água e minerais pelo suor. Uma vez que dificilmente terminará o seu primeiro Triatlo sprint em menos de 60 minutos é importante que forneça energia (e líquidos) para suplementar o seu esforço. Com a experiência e o aumentar da distância é exponencialmente mais importante cuidar e testar a sua alimentação em prova.

 

Espero que estas informações ajudem todos os que pretendem iniciar-se no Triatlo. Há muitos mais aspectos a explorar neste desporto mas estes são os pontos básicos que deverão ser tidos em atenção. 

 

*Sobre o autor:

É um triatleta profissional Português focado em competições internacionais de Triatlo Longo na distância Ironman. Fez parte do projecto Olímpico da Federação de Triatlo de Portugal para Londres 2012, tendo-se focado para a distância “rainha” do Triatlo em 2010. Desde então, venceu várias provas internacionais de longa distância e tornou-se no primeiro Português – e único, até hoje - a vencer uma prova oficial do circuito IRONMAN® (IRONMAN® Kalmar/Sweden 2013). Tem como melhor marca pessoal num IRONMAN®, 08 horas e 08 minutos.

Twitter: @krepster | Website: www.pedro-gomes.com | Facebook: /PedroGomesTriathlon

 

 

 

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