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Correr na Cidade

Race Report: G.P. Fim da Europa – uma prova para PBJ (Personal Best Joy)

29.01.14 | Filipe Gil

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Por Bo Irik

 

"Dificilmente haverá prova mais bonita..." é o slogan desta prova mítica que consta nas costas da respetiva t-shirt. Apesar de ser relativamente nova nestas andanças das provas, concordo plenamente com o slogan. Não se trata de uma prova de PBTs, contudo, para mim foi, sem dúvida, uma prova de PBJ (onde o J em vez do T substitui o “time” por “joy”) na qual cada passo foi um verdadeiro prazer.As condições climatéricas que acompanharam cerca de dois mil atletas na travessia da Serra de Sintra em direção ao Fim da Europa foram, a meu ver, perfeitas: um nevoeiro místico que reforça o cenário típico da Serra.

 

Durante os quatro primeiros kms, famosos pelo seu declive positivo, nem me apercebi que estava a competir. O ambiente era de tal forma descontraído que me passou completamente ao lado o “stress” do costume de uma prova onde, normalmente, estou sempre a competir comigo mesma. Fiz as subidas na calma e nem tive a necessidade de ouvir música, pois, fui encontrando várias caras conhecidas e o companheirismo entre atletas foi notável.

No seio das paisagens deslumbrantes que caracterizam a zona, só por volta do km 6-7 lembrei-me de que se tratava de uma prova, uma competição! Já que estava a correr “sozinha” porque já tinha perdido os amigos com os quais tinha vindo à Sintra, e então pus o iPod a bombar. A música era tão boa que imaginei que me encontrava num vídeo clip. Apanhei-me de braços no ar de vez em quando, ao ritmo de um simpático house (trata-se de um DJ Set de cerca de duas horas que pode ser ouvido e feito o download gratuito aqui.

Após o pesado km 10 em que, contra aquilo que me tinha proposto, tive de andar, foi sempre a rolar até o Cabo da Roca. Os últimos kms, onde contámos com o apoio dos simpáticos Azóienses e o Oceano à vista, provocaram um sorriso contínuo e um verdadeiro joy que pegou até hoje :)

 

Ao nível da organização: top! A t-shirt é linda (long sleeve), os abastecimentos foram bons (dois de água para 17km é suficiente) e na meta ainda tivemos direito à uma sandes, queque, chá, água e bebida isotónica (que para mim, é preferível a uma medalha). Para a prova ficar perfeita, resta melhorar a logística que envolve o transporte dos atletas da meta para a partida.

 

Fotos da autoria do Correr Lisboa

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Kayano 20, a aposta da ASICS

28.01.14 | Filipe Gil
KAYANO 20 HOMBRE É uma das fortes apostas da nipónica ASICS para a próxima primavera/verão: a 20ª edição de um dos seus modelos mais conhecidos o Kayano.Esta nova versão desta sapatilha incorpora, segundo comunicado da marca, "grandes novidades para comemorar este acontecimento. Esta sapatilha é ideal para corredores que tendem a aumentar o efeito de pronação durante a corrida e que procuram amortecimento no contacto com o solo".Entre as principais novidades da GEL-Kayano 20 está a utilização de uma nova malha elástica aplicada em quatro direcções, ou seja, uma Four Way Stretch que facilita a adaptação da sapatilha ao pé melhorando o movimento.O formato da sola também foi modificado de forma a melhorar a reactividade e oferecer maior estabilidade. A tecnologia FluidRaid na sola intermédia aumenta o amortecimento.Além disso, a nova GEL- Kayano 20 tem duas barras de estabilidade que unem com as laterais e a Guidance Line está mais afastada para o lado exterior.O PVP deste modelo é de 179€.KAYANO 20 MUJER

Race Report - Meia Maratona de Ayamonte

27.01.14 | Filipe Gil
Fez ontem, domingo, precisamente uma semana que o Nuno Malcata correu a sua primeira prova internacional, na vizinha Espanha, mais concretamente em Ayamonte. Este é o seu interessante relato. Vale a pena ler."Rumo à 1ª Maratona – Do regresso à corrida à estreia internacional"Por Nuno Malcata:Depois de muito tempo parado por questões de saúde, masmotivado por um amigo próximo que queria fazer a 1ª Meia Maratona, voltei a correr em Dezembro de 2013. Estava pesado (94Kg) e sem forma. Instalei a aplicação micoach da Adidas no iPhone e comecei com treinos pequenos e leves, entre andar e correr a ritmo lento, num plano de treinos para Meia Maratona.Três meses depois tinha feito os 56 treinos planeados, mais de 400Km. Perdi 6kg e consegui na preparação fazer 1 prova de 10Km já abaixo de 1h e uma prova de 15Km já abaixo da 1h30. Ganhei forma e bem-estar, fiquei mais bem-disposto e menos stressado, a comer e dormir melhor, uma ótima mudança. Fiz a Meia Maratona de Lisboa em Março de 2013 em 2h06m e acabei verdadeiramente FELIZ!Após esta reconquista pessoal, voltei a delinear objetivos e, se no meu histórico fazer Meias Maratonas era algo já conquistado, o próximo passo, mas não lógico para quem pouco treinou em cinco anos, seria fazer uma Maratona. Após uma lesão no tendão rotuliano em Maio na BesRun de Sintra, apenas voltei a treinar em Julho, tendo em Setembro decidido definitivamente me inscrever na primeira Maratona, em Sevilha a realizar a 23 de Fevereiro de 2014.Em 2013 participei em bastantes corridas populares e em alguns treinos organizados pelos vários grupos de corrida que foram aparecendo, e conheci pessoas fantásticas que têm o mesmo gosto, o que permite não só evoluir como andar motivado para correr mais e melhor.Em Setembro, após consulta de vários planos de treino para Maratona percebi que o pouco que sabia não era suficiente para efetuar uma preparação adequada aos 42,195Km. Decidi ir aprender e treinar com quem muito sabe desta matéria e comecei a treinar na equipa do GFD Running, orientado tecnicamente pelo Mestre António Sousa.Inicio dos treinos mais a sério no início de Outubro, e início da preparação para a Maratona no início de Dezembro, a metodologia, carga e variação de treino permitiu em três meses uma evolução enorme relativamente ao que andava a fazer.Fazendo parte do plano de treinos, participei no último domingo, dia 19 de Janeiro, na 29ª Meia Maratona de Ayamonte, tendo sido a minha estreia internacional em corridas bem como da equipa GFD Running, com um resultado fantástico, a vitória coletiva por equipas, o 3º lugar da geral conquistado pelo Mister António Sousa e o pleno no pódio na categoria de veteranos.2-ManhaMonteGordo No dia da prova, apesar da tempestade noturna e ventania que durante a madrugada se fez ouvir no 8º andar do hotel em Monte Gordo onde estávamos instalados, o dia amanheceu sem chuva, o céu estava quase limpo e o sol trouxe boas energias e ganas de uma boa performance para todos.Em Ayamonte o ambiente era típico de corrida local, com muito boa disposição e, como seria de esperar, muitos portugueses a aproveitar a prova perto da fronteira. Mais uma vez as conversas andavam à volta do vento, que soprava forte e se fazia sentir nos mais arrojados que se aventuraram a ir com pouca roupa em pleno Janeiro.Partida para Ayamonte, onde chegamos cerca de 1h antes da prova para levantamento dos dorsais e aquecimento.Aquecimento feito, os corredores agrupam na pista de atletismo do estádio local para a partida. O percurso iria percorrer várias artérias de Ayamonte durante 10Km tendo depois uma deslocação até à Praia da Isla Canela e respetivo retorno aos 15Km, sendo no geral uma prova bastante plana e com previsões de bons tempos pessoais para os corredores.Estando numa fase de evolução, após ter feito cerca de 01h54m na Meia Maratona dos Descobrimentos em Dezembro, tinha como objetivo aproximar-me ou baixar da 1h50m nesta prova.3-MMAyamonte1Início da prova bastante rápido, aproveitando a adrenalina inicial da prova, com o ritmo a estabilizar ao Km 3 para o tempo final a rondar a 01h50m. O vento sentia-se mas entre as ruas de Ayamonte não ajudava nem prejudicava o andamento.Ao Km 10 a prova abandona Ayamonte e faz o percurso entre Ayamonte e a praia da Isla Canela, cerca de 5Km, com o vento a soprar nas costas dos corredores, mas no meu caso sem sentir que ajudava a ganhar alguns segundos, tendo mantido um ritmo certo neste troço do percurso.Ao Km 15 tinha 01h18m20s, estando no limite para cumprir o objetivo inicial a que me propunha. O meu problema e de todos os outros corredores, foi o regresso a Ayamonte a partir do Km 15, para percorrer os últimos 6Km contra um vento que parecia uma parede. Mesmo com um esforço grande extra, o ritmo baixou drasticamente, chegando a perder quase 30s por km entre o Km 16 e o KM 20 o que afastou completamente a hipótese de baixar da 1h50m.6-MMAyamonteRetaMeta  À passagem do Km 20 passei por alguns colegas que já tinham terminado a prova e me deram o alento necessário para um Km final a puxar tudo o que tinha e já não tinha, para pelo menos fazer record pessoal na Meia Maratona.Investi conta o vento, e lá fui ganhando ritmo, lutando contra a dor nas pernas, o coração acelerado e a parede de vento. Entrei na pista para os quase 400m finais com pouco mais de 1h51m, ainda contra o vento, os 200 metros iniciais não passavam. No início da reta da meta olho para o relógio da meta e vejo que já tinha passado o minuto 52, o instinto acorda e sai o possível sprint final para fechar a corrida antes do minuto 53.Quando passei a meta perdi a noção de tempo e espaço. A meta era algo desfocada que ondulava à minha volta. Sabia que tinha terminado e estava satisfeito por ter dado o que podia.7-MMAyamonteMeta A prova não tinha chip para controle dos tempos, existia um código de barras no dorsal que era picado na chegada e imediatamente impresso um ticket com o tempo de chegada e classificação. Recebi cambaleante o ticket e continuei mais uns metros, muito tonto e mal disposto do esforço final. Lá fui assistido pelos assistentes da prova que me deram bebida açucarada e fiquei sentadinho em descanso uns bons minutos até ver o que se passava à minha volta focado.Mais recuperado lá olho para o ticket e confirmo o tempo final, 01h52m58s, e penso “Boa, record pessoal!!!”.8-MMAyamontePodioEquipa 

Etíope de 18 anos vence Maratona do Dubai

25.01.14 | Filipe Gil


20140125-225213.jpgO etíope Tsegaye Mekonnen, que diz ter 18 anos, e que nunca teve resultados de relevo em provas de média e longa distância ganhou, esta sexta-feira, a maratona com o fantástico tempo de 2:04:32, segundo dados da IAAF.Esta foi a estreia de Tsegaye Mekonnen Asefa em maratonas oficiais, sendo que já havia feito 29:13 numa prova de 10K e 62:41 num meia maratona no passado setembro. O também etíope Geneti, que irá correr a próxima Maratona de Boston, em Abril, ficou em 2º lugar com o tempo de 2:05:13.

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