Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

Race Report - Meia Maratona de Ayamonte

Fez ontem, domingo, precisamente uma semana que o Nuno Malcata correu a sua primeira prova internacional, na vizinha Espanha, mais concretamente em Ayamonte. Este é o seu interessante relato. Vale a pena ler."Rumo à 1ª Maratona – Do regresso à corrida à estreia internacional"Por Nuno Malcata:Depois de muito tempo parado por questões de saúde, masmotivado por um amigo próximo que queria fazer a 1ª Meia Maratona, voltei a correr em Dezembro de 2013. Estava pesado (94Kg) e sem forma. Instalei a aplicação micoach da Adidas no iPhone e comecei com treinos pequenos e leves, entre andar e correr a ritmo lento, num plano de treinos para Meia Maratona.Três meses depois tinha feito os 56 treinos planeados, mais de 400Km. Perdi 6kg e consegui na preparação fazer 1 prova de 10Km já abaixo de 1h e uma prova de 15Km já abaixo da 1h30. Ganhei forma e bem-estar, fiquei mais bem-disposto e menos stressado, a comer e dormir melhor, uma ótima mudança. Fiz a Meia Maratona de Lisboa em Março de 2013 em 2h06m e acabei verdadeiramente FELIZ!Após esta reconquista pessoal, voltei a delinear objetivos e, se no meu histórico fazer Meias Maratonas era algo já conquistado, o próximo passo, mas não lógico para quem pouco treinou em cinco anos, seria fazer uma Maratona. Após uma lesão no tendão rotuliano em Maio na BesRun de Sintra, apenas voltei a treinar em Julho, tendo em Setembro decidido definitivamente me inscrever na primeira Maratona, em Sevilha a realizar a 23 de Fevereiro de 2014.Em 2013 participei em bastantes corridas populares e em alguns treinos organizados pelos vários grupos de corrida que foram aparecendo, e conheci pessoas fantásticas que têm o mesmo gosto, o que permite não só evoluir como andar motivado para correr mais e melhor.Em Setembro, após consulta de vários planos de treino para Maratona percebi que o pouco que sabia não era suficiente para efetuar uma preparação adequada aos 42,195Km. Decidi ir aprender e treinar com quem muito sabe desta matéria e comecei a treinar na equipa do GFD Running, orientado tecnicamente pelo Mestre António Sousa.Inicio dos treinos mais a sério no início de Outubro, e início da preparação para a Maratona no início de Dezembro, a metodologia, carga e variação de treino permitiu em três meses uma evolução enorme relativamente ao que andava a fazer.Fazendo parte do plano de treinos, participei no último domingo, dia 19 de Janeiro, na 29ª Meia Maratona de Ayamonte, tendo sido a minha estreia internacional em corridas bem como da equipa GFD Running, com um resultado fantástico, a vitória coletiva por equipas, o 3º lugar da geral conquistado pelo Mister António Sousa e o pleno no pódio na categoria de veteranos.2-ManhaMonteGordo No dia da prova, apesar da tempestade noturna e ventania que durante a madrugada se fez ouvir no 8º andar do hotel em Monte Gordo onde estávamos instalados, o dia amanheceu sem chuva, o céu estava quase limpo e o sol trouxe boas energias e ganas de uma boa performance para todos.Em Ayamonte o ambiente era típico de corrida local, com muito boa disposição e, como seria de esperar, muitos portugueses a aproveitar a prova perto da fronteira. Mais uma vez as conversas andavam à volta do vento, que soprava forte e se fazia sentir nos mais arrojados que se aventuraram a ir com pouca roupa em pleno Janeiro.Partida para Ayamonte, onde chegamos cerca de 1h antes da prova para levantamento dos dorsais e aquecimento.Aquecimento feito, os corredores agrupam na pista de atletismo do estádio local para a partida. O percurso iria percorrer várias artérias de Ayamonte durante 10Km tendo depois uma deslocação até à Praia da Isla Canela e respetivo retorno aos 15Km, sendo no geral uma prova bastante plana e com previsões de bons tempos pessoais para os corredores.Estando numa fase de evolução, após ter feito cerca de 01h54m na Meia Maratona dos Descobrimentos em Dezembro, tinha como objetivo aproximar-me ou baixar da 1h50m nesta prova.3-MMAyamonte1Início da prova bastante rápido, aproveitando a adrenalina inicial da prova, com o ritmo a estabilizar ao Km 3 para o tempo final a rondar a 01h50m. O vento sentia-se mas entre as ruas de Ayamonte não ajudava nem prejudicava o andamento.Ao Km 10 a prova abandona Ayamonte e faz o percurso entre Ayamonte e a praia da Isla Canela, cerca de 5Km, com o vento a soprar nas costas dos corredores, mas no meu caso sem sentir que ajudava a ganhar alguns segundos, tendo mantido um ritmo certo neste troço do percurso.Ao Km 15 tinha 01h18m20s, estando no limite para cumprir o objetivo inicial a que me propunha. O meu problema e de todos os outros corredores, foi o regresso a Ayamonte a partir do Km 15, para percorrer os últimos 6Km contra um vento que parecia uma parede. Mesmo com um esforço grande extra, o ritmo baixou drasticamente, chegando a perder quase 30s por km entre o Km 16 e o KM 20 o que afastou completamente a hipótese de baixar da 1h50m.6-MMAyamonteRetaMeta  À passagem do Km 20 passei por alguns colegas que já tinham terminado a prova e me deram o alento necessário para um Km final a puxar tudo o que tinha e já não tinha, para pelo menos fazer record pessoal na Meia Maratona.Investi conta o vento, e lá fui ganhando ritmo, lutando contra a dor nas pernas, o coração acelerado e a parede de vento. Entrei na pista para os quase 400m finais com pouco mais de 1h51m, ainda contra o vento, os 200 metros iniciais não passavam. No início da reta da meta olho para o relógio da meta e vejo que já tinha passado o minuto 52, o instinto acorda e sai o possível sprint final para fechar a corrida antes do minuto 53.Quando passei a meta perdi a noção de tempo e espaço. A meta era algo desfocada que ondulava à minha volta. Sabia que tinha terminado e estava satisfeito por ter dado o que podia.7-MMAyamonteMeta A prova não tinha chip para controle dos tempos, existia um código de barras no dorsal que era picado na chegada e imediatamente impresso um ticket com o tempo de chegada e classificação. Recebi cambaleante o ticket e continuei mais uns metros, muito tonto e mal disposto do esforço final. Lá fui assistido pelos assistentes da prova que me deram bebida açucarada e fiquei sentadinho em descanso uns bons minutos até ver o que se passava à minha volta focado.Mais recuperado lá olho para o ticket e confirmo o tempo final, 01h52m58s, e penso “Boa, record pessoal!!!”.8-MMAyamontePodioEquipa 

Etíope de 18 anos vence Maratona do Dubai



20140125-225213.jpgO etíope Tsegaye Mekonnen, que diz ter 18 anos, e que nunca teve resultados de relevo em provas de média e longa distância ganhou, esta sexta-feira, a maratona com o fantástico tempo de 2:04:32, segundo dados da IAAF.Esta foi a estreia de Tsegaye Mekonnen Asefa em maratonas oficiais, sendo que já havia feito 29:13 numa prova de 10K e 62:41 num meia maratona no passado setembro. O também etíope Geneti, que irá correr a próxima Maratona de Boston, em Abril, ficou em 2º lugar com o tempo de 2:05:13.

20140125-230324.jpg

A Crew a correr

ta_14A Crew do Correr na Cidade cresceu, como têm vindo a perceber. E está muito activa. Uns recuperam de lesões e outros começam a evoluir nas distâncias e ainda outros fazem algumas pausas por motivos familiares.

Mas este fim-de-semana é especial. Três elementos da Crew, (Pedro, Tiago e Stefan) vão correr os 47K do 4º Trilhos dos Abutres. Um prova de ultra trail muito dura (que até dá pontos para a inscrição no Ultra Trail do Mont Blanc). Os corredores já estão a caminho de Miranda do Corvo para uma das provas mais bonitas mas ao mesmo tempo das mais duras do trail nacional.Já ontem, ao final do dia, alguns elementos da crew reuniram-se na zona ribeirinha de Lisboa para fazer 9 a 10K (foto abaixo). O Nuno Malcata teve a sorte de ter por companhia a maioria das meninas da Crew (Joana, Ana, Natália e Bo). Há homens de sorte!crewmeeting

Under Armour Spine Vice- 1ª impressão

uarmour_hugoO Hugo Oliveira é um aficionado das bicicletas mas recentemente começou a completar a sua paixão com a corrida e já participou numa série de provas, como a Night Run ou os 10K da Meia Maratona dos Descobrimentos.Por isso mesmo, e por ainda ter uma boa margem de progressão como corredor, decidi dar-lhe a missão de experimentar os novos Under Armour Spine Vice, para corredores neutros.O Hugo, que não conhecia esta marca norte-americana, não tinha vícios que os corredores um pouco mais experientes têm na questão de gostaram mais ou menos de uma marca e da forma como estas desenvolvem os sapatos de corrida.Depois de um primeiro treino de 6K o Hugo explicou-me que ficou, de alguma forma, surpreendido com o conforto, a leveza e  qualidade deste modelo da Under Armour. Indicou-me serem bem melhores do que os seus ténis habituais - que por várias razões aqui não vamos indicar a marca.O Hugo irá continuar a correr com eles para daqui a umas semanas termos a review final deste novo modelo da Under Armour, fiquem atentos.uarmour_hugo2

Sapatos de running: as escolhas dos americanos

O Runblogger, o mais conhecido blogger  norte-americano sobre corridas (e uma inspiração para qualquer blogger corredor, apesar do design do site ser horrível) fez um questionário sobre a preferência dos seus leitores em relação às marcas de sapatos de corrida. Peter Larson, o blogger, fez um questionário para sapatos de estrada, onde obteve 523 respostas, e outro para trail, onde obteve 233. Fez também quais os modelos preferidos nestes "segmentos", que podem verificar aqui e aqui.Estes foram os resultados obtidos por marca:Estrada:Runblogger-Top-Shoes-Brands2Surpreendente, não? Na estrada temos duas marcas, a Saucony, que é bastante apreciada pelos corredores que a usam mas ainda está a dar os primeiros passos na preferência dos corredores e corredoras portugueses; E a Brooks? que nem sequer tem representação em Portugal, aparece como segunda escolha pelos norte-americanos seguidores deste blog (relembro que é o mais lido nos EUA).Logo a seguir ficaram marcas que não costumamos ver com tanta frequência em Portugal, como a New Balance e a Merrell. Já a Skechers não nos admira já que temos comprovado a grande qualidade e irreverência dos seus modelos. Estranho é ver a ASICS com apenas 3% da escolha, quando em Portugal será, a par da Nike e da Adidas, a marca mais escolhida pelos corredores lusos.Trail:Runblogger-Top-Trail-Shoes-BrandsMais umas surpresas. New Balance, Inov-8,  Merrell e Altra? A não ser a New Balance, já se vislumbra os Merrell, os Altra e os Inov-8 nos pés dos trail runners portugueses, mas não tanto como outras marcas. Mais uma vez, pelo menos para mim, a surpresa vai para a escolha com apenas 1 e 2% da ASICS e da Nike.O que acham destes resultados?

Saucony Guide 7 - 1ª impressão

20140123-093547.jpgOntem ao final da tarde não resisti a calçar os novos Saucony Guide 7 para fazer um treino de 10K, que afinal acabou por ser de 11,7K com subidas e descidas pelo Restelo,  corrida em asfalto e na relva (algo que faço sempre desde a minha recuperação da fascite) e na inenarrável e sempre escorregadia calçada portuguesa (para mim a pior e mais inútil invenção lusa).Gostei da forma como os ténis se comportaram. Não são tão confortáveis à primeira sensação como parecem, mas quantos mais quilómetros fui fazendo com eles, mais se adaptavam à minha corrida. Deu para sentir o apoio à minha pronação. Senti também um grande conforto, apesar de, tal como já indiquei, não serem "saltitões" e macios como acontece em outras marcas.A estrutura destes Guide 7 ajudou na minha corrida, por exemplo, quando tive que curvar para regressar a casa, senti o pé seguro sem viajar dentro da estrutura dos Saucony. Durante o percurso tive que me desviar de alguns caminhantes e outros corredores que vinham em direcção contrária, e senti sempre o pé seguro nas mudanças repentinas de velocidade.Foi bom voltar a correr com 8mm de drop, senti a diferença nas pernas, já que ultimamente tenho corrido com uns ténis com 12 a 13 mm de drop. E senti que os ténis são mais leves no pé do que na mão. Nota-se que querem velocidade apesar de não serem uns ténis de competição.20140123-093751.jpg Este modelo da Saucony, os primeiros que experimentei da marca, mostraram-se muito bons. Consigo agora perceber porque a marca norte-americana está a ganhar quota de mercado no seu país, e em alguns países europeus, a outras marcas bem mais conhecidas do público em geral. Parecem-me uma excelente escolha para Meias Maratonas e Maratonas, algo que só poderei avaliar quando lhe der mais quilómetros. Quando chegar aos 50/60 km de uso irei fazer a respetiva review deste modelo que começa a chegar às lojas da especialidade em Portugal.Prometem!Deixo aqui um vídeo da marca sobre o desenvolvimento deste modelo: