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Correr na Cidade

Novos Garmin já disponíveis em Portugal

26.11.13 | Filipe Gil

Garmin_Forerunner 6620 e 220_19781Já andam aí os novos Garmin. Mais concretamente o Forerunner 620 e 220. E, segundo informação disponibilizada pela marca, o PVP do 620 é de 399 euros. Esse modelo com o sensor Heart Rate Monitor (HRM) Run o preço fica em 449 euros (disponíveis em azul/preto e branco/laranja). Já o 220 tem o PVP de 249 euros, com o HRM fica em 299 euros.De acordo com informação disponibilizada pela marca:Os utilizadores conseguem aceder a planos de treino gratuitos ou elaborar os seus próprios planos em Garmin Connect e transferi-los para o seu Forerunner 220 ou 620 sem terem de aceder ao computador e através da aplicação gratuita Garmin Connect Mobile podem publicar com o seu smartphone toda a informação sobre vitórias e objetivos alcançados nas redes sociais.O Forerunner 620 oferece ainda métricas de condição física (Assistente de Recuperação, Previsão de Corrida e VO2 Máximo Estimado) e dinâmicas de corrida (contacto com o solo, cadência e oscilação vertical). Inclui um ecrã tátil a cores Chroma™ de elevada resolução que coloca as funcionalidades essenciais à distância de um toque, para uma compreensão mais imediata dos dados apresentados, mesmo sob o uso de luvas de corrida.O Forerunner 220 tem um ecrã de alta resolução a cores e, mesmo não sendo tátil, possui botões extremamente fáceis de utilizar. Ambos os modelos possuem baterias recarregáveis com uma capacidade para seis semanas em modo relógio e até 10 horas em modo de treino.Os Forerunner 620 e 220 são à prova de água até 50 metros de profundidade, resistindo sem problemas à chuva ou a quedas em poças.“Seja em treinos indoor como outdoor, os novos relógios de corrida da Garmin vão mudar decididamente a forma como os atletas encaram o seu treino”, diz Natália Cabrera, diretora de Marketing da Garmin Ibéria. As avançadas funcionalidades, tais como as métricas de condição física (Assistente de Recuperação, Previsão de Corrida e VO2 Máximo Estimado) e as estatísticas sobre a dinâmica da corrida (contacto com o solo, cadência e oscilação vertical) combinadas com as variadas opções de conectividade e planos de treino de suporte (estes dois últimos disponíveis também no Forerunner 220), tornam os novos equipamentos da marca num must have para qualquer corredor que queira ir mais além.“Na Garmin, manter os nossos atletas motivados é uma meta que temos sempre em mente quando desenvolvemos a próxima solução. Cumprindo com o nosso compromisso para com todos eles, os novos relógios informam se o atleta está perto de conseguir um recorde pessoal ou se efetivamente já o conseguiu. E estes recordes podem ser relativos ao quilómetro mais rapidamente percorrido, ou a maratona percorrida de forma mais veloz, entre um Mundo de outras possibilidades”, conclui a responsável.

Forerunner 620:

Forerunner620_HR_0069.6Forerunner 220:Forerunner220_HR_2029.10

 

Supinador, Neutro ou Pronador? Afinal não é treta!!

25.11.13 | Filipe Gil

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Por Filipe Gil:

Há uns meses escrevi neste texto o quão desconfiado estava sobre a “ditadura” da passada correta que algumas marcas de running indicavam aos corredores. Escrevi, com alguma indignação até, que esse jargão de supinador, neutro ou pronador não era mais que uma provável invenção e que os corredores devem, sim, seguir aquilo que o seu corpo dita.Hoje, apesar de manter a ideia de que o corredor deve conhecer o seu corpo e saber ouvi-lo, acho que exagerei na indignação no que respeita ao jargão da passada.

 

Andava eu tão entretido nas minhas correrias com ténis para a passada neutra – sem bolhas, sem queixas nos joelhos, etc, tudo maravilhoso – quando comecei a aumentar a distância. Corri duas meias maratonas em menos de15 dias, comecei a treinar distâncias maiores que 12K com regularidade e experimentei correr nos trilhos. Sempre com o mesmo tipo de passada: neutra.Ao aumentar quer o nível de treino quer as corridas em piso mais irregular os meus pés começaram a dar de si. E tudo acabou numa lesão que apesar de não ser muito grave é chata.

 

Já voltei às corridas mas continuo com algumas dores que vão atenuando muito lentamente de dia para dia.Como quase todos os “machos lusos” só em último recurso recorro a médicos, mas com as dores que estava e a ânsia de voltar a correr, teve mesmo de ser. Os testes completos que fiz  indicaram isto, o mesmo, mas de forma mais completa, o que o teste da Nike e o teste da ASICS já tinham dito: sou pronador. Só que acrescentou um fator. Se num pé sou pronador suave, no outro sou “bastante” pronador. Ora se um pé funciona bem até com ténis neutros, o outro, que é quem assume as despesas de arcar com mais de 60% do meu peso, precisa MESMO de estabilidade e proteção. Isto se não quiser continuar a lesionar-me.

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Das duas, uma. Ou mando fazer palmilhas adequadas aos meus pés ou, para corridas mais exigentes (acima dos 8K no asfalto, em qualquer distância no trilho) tenho que mudar para ténis com mais apoio, para pronador! Não há volta a dar. Não querendo estar a apontar para esta ou aquela marca, sobretudo para aquelas em que tenho utilizado ténis de passada neutra, tenho que reconhecer que, no meu caso, a questão do pronador/supinador/neutro tem mais importância do que aquela que lhe atribui. E, como espero no futuro fazer a Maratona e correr em Trails,  é, no meu caso, tenho que obrigatoriamente ter ténis para pronador.Em suma, em primeiro lugar temos mesmo de ouvir e conhecer o nosso corpo. Em segundo, um teste da passada num clínica especializada é capaz de ser mais completo e revelador do tipo de biomecânica que temos e que pode ser essencial para evitar lesões. Mas, claro, cada corredor é diferente do outro. Há até quem consiga fazer uma Maratona descalço, mas aconselho poucos a fazê-lo. Porque, como todos os corredores, mais ou menos experientes sabem, estar lesionado é a coisa mais chata do mundo.

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Teste biomecânico do pé (não, não é o meu)

Review : Saucony Triumph 10 – Amortecimento!

25.11.13 | Filipe Gil
20131018-120412Por Pedro Tomás Luiz:Corri e voltei a correr com estas sapatilhas… fiz alcatrão, terra batida e até trilhos. Corri com chuva torrencial, sol e frio… fiz cerca de 150km com estas sapatilhas e adorei o conforto que elas proporcionam, aqui fica a minha review…Confesso que o “amor” que agora sinto por elas, não foi definitivamente amor ao primeiro treino, principalmente no que se refere ao pós treino. Amaldiçoei por algumas vezes, porque correndo sempre com sapatilhas com um drop 10/12mm, a passagem para um de 8mm não foi propriamente fácil. O fato do pé estar mais na horizontal, sem sombra de duvida que mexeu com a minha biodinâmica, de tal forma que fiquei com alguns músculos doridos que nem sabia que poderiam doer.fotografia 1Inseridos na minha rotação habitual de sapatilhas, tive a oportunidade de fazer treinos em diversas condições atmosféricas, inclusive num dia em que o “céu se abateu sobre a minha cabeça” e mesmo nesse dia, a resposta deste modelo foi muito boa, não ensoparam (longe disso) apesar de terem uma rede respirável que permite uma excelente circulação de ar, mantiveram a aderência e o amortecimento que os caraterizam.fotografia 2Aliás a palavra de ordem destas sapatilhas é sem dúvida AMORTECIMENTO. Mas atenção, que amortecimento não significa correr com uma sensação de ter duas almofadas nos pés, neste caso significa absorver impacto e com o meu peso e tamanho o impacto é muitofotografia 3Design: Pessoalmente acho que as sapatilhas foram muito bem conseguidas, numa mistura de laranja, preto e uma subcamada de rede verde , proporcionam uma combinação fantástica.Sola: Feita de dois materiais, o vermelho bem mais suave, enquanto as zonas pretas bem mais duras, mas o principal aspeto deriva de não ser uma sola contínua, mas sim uma que contêm rasgos horizontais e verticais, permitindo assim uma maior flexibilidade e adaptação ao terreno.Corpo da sapatilha (parte de cima): muito maleável e respirável, contento apenas estrutura no calcanhar. Os atacadores “espalmados” permitem um bom ajuste a todo o pé.Conclusão: Umas excelentes sapatilhas, para quem tem uma passada neutra ou ligeiramente pronadora, que procure amortecimento em todo o pé.fotografia 4Modelo: Triumph10 Marca: Saucony P.V.P: 160€ Avaliação (de 1 a 5): 4,5 valores (gostava de ter podido experimentar o meu verdadeiro número de calçado)

Back!

24.11.13 | Filipe Gil


20131124-122020.jpgDe volta às corridas. Uns simpáticos 10K na companhia do amigo Nuno Espadinha, com uma paragem por volta do KM 7 para perceber como estava a reagir o pé.Continuo com algumas dores quando faço certos movimento. Mas arrisquei. Aqueci bem os pés e não me custou a correr apesar da impressão que tive nos primeiros metros. Depois fiz o treino sem problemas. Usei os ténis com mais protecção que tenho: Adidas Adistar Boost, que apesar de serem para pronadores suaves, são melhores para mim que os minimalistas, pelo menos nesta fase. Foi bom sentir o asfalto regular debaixo dos pés. Soube muito bem. Agora é perceber como se comporta o pé nas próximas horas. Se tudo correr bem, volta à corrida na 4ª feira.

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Clínica DoutorPé: simpatia e conhecimento

22.11.13 | Filipe Gil
logo_dr_peSimpatia, disponibilidade, recursos técnicos e tecnológicos, conhecimento científico. Alguns dos adjetivos que encontro para analisar a minha ida à Clínica de Podologia e Medicina Especializada Doutor Pé. Encontrei a clínica por pesquisa na Internet . Fica perto de casa e perguntei o preço da consulta indicando que talvez estivesse com uma fascite plantar.Marquei para esta sexta-feira à tarde, mas um imprevisto no emprego fez-me mudar a consulta para mais cedo. A disponibilidade da marcação – dependendo dos horários disponíveis – foi imediata. O que é bom. Nesse telefonema indicaram para levar os ténis com que corro mais frequentemente e uns calções pois poderia ser necessário correr na passadeira (e foi).No local, fui prontamente atendido à hora combinada (9:30) e fui visto pela Drª Joana Barbosa Alves. A médica especializada em Podologia ouvi o meu historial de corredor, quantos kms por semana, que tipo de corridas faço. E viu os meus ténis que mais tenho utilizado. Uns minimalistas de ténis e outros, também com 4 mm de drop. Ambos para a passada neutra.Fiz depois uma análise da passada e aí percebeu logo (e eu vi no monitor)o que estava mal com o meu pé. Nada de fascite plantar, mas sim uma lesão num osso do pé. A Dr.ª verificou a minha passada a andar, descalço e com os ténis, ambos. E viu a curva das minhas pernas.

DSC00354 DSC00363Imagens retiradas do site da Clínica Doutor Pé

Depois fui para a passadeira, e fui filmado a andar e a correr. Primeiro com uns ténis e depois com outros. Vi que o meu pé direito é mesmo muito pronador. Há piores, segundo a doutora, mas o direito é mesmo diferente do esquerdo.Aconselhou-me certos cuidados, evitar o uso dos ténis para corredores neutros ou então fazer palmilhas de suporte à medida. Receitou-me os pensos TransAct para usar dia e noite nos próximos 10 dias (a embalagem tem 10 penso precisamente e custam cerca de 12,5€) e aconselhou-me um Raio X para saber se tenho um problema genético da perna esquerda arquear (refletindo assim o peso no pé direito).Aconselhou também o tipo de ténis (para pronadores) que devo usar a partir dos 10K, para Meias Maratonas ou para Maratonas e ainda para as provas de Trail.A disponibilidade foi excelente. Pediu-me para lhe enviar o resultado do Raio X por e-mail e caso necessitasse de verificar qual o melhor ténis para o meu podia passar por lá para se verificar isso mesmo.Este tipo de consulta custa 55€ com um desconto de 10€ para que, como eu, tem o cartão da Médis (não perguntei se o faziam noutro tipo de seguros). Gostei, sinceramente. E recomendo. Pensava que tinha umas fascite plantar e saí de lá com a certaza da minha lesão nesse osso do pé que, de facto foi onde me começou a doer. E vou voltar a correr este fim-de-semana. Distância curta, no asfalto e com os ténis com mais suporte que tenho!