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Correr na Cidade

Um treino divertido

Ontem, perto das 18h, estava a sair de casa equipado com um impermeável e os meus novos Skechers Go Bionic Trail. Minutos antes tinha decidido que, ao invés de fazer uns 12K em asfalto, iria continuar a experimentar os novos ténis de trail.trail1Saí de Algés rumo ao Jamor. Ali fiz parte do circuito da corrida Corre Jamor, com aquela subida brutal que fica atrás do pista de atletismo. Andei para tirar algumas fotos e depois continuei para ir até à mata. Entrei a medo e poucos metros depois decidi voltar para lá. "Será perigoso?". "Hoje trouxe o iPhone para tirar fotos, ainda fico sem ele...", ou "E se risco o TomTom...."; "Não vejo ninguém aqui a correr, isto não deve ser seguro". Mal dei a volta para regressar ao Estádio Nacional passou por mim um corredor que até me disse boa tarde. Ganhei confiança e mesmo antes de sair vi uma subida no trilho e decidi por à prova os Go Bionic Trail.

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Subi, a princípio a correr, mas depois a andar (a colocar as mãos em cima das pernas para ajudar na subida) e atingi o topo numa subida difícil mas que não consigo perceber o desnível. No topo pensei em fazer mais uma centena de metros pela mata...eis senão quando, a uns 100 metro, vejo algo, grande, de 4 patas a correr. Não percebi se era um cão ou raposa (embora não acredite que por ali as haja). Decidi voltar para trás, e descer pelo mesmo caminho. Difícil, mas muito divertido. E deu para perceber que estes Go Bionic Trail - que são a minha primeira experiência com ténis de trail - são feitos para aquilo mesmo, apesar de apenas 4 mm de drop (são considerados minimalistas), motivam a passada em estilo barefoot, o que gosto muito.trail7Diverti-me imenso. Apesar de, às tantas, me ter aborrecido com a música e ter colocado os headphones no bolso, apesar de ter corrido a maioria do tempo com o impermeável enrolado e entalado nos calções, cheguei a casa completamente transpirado e com um sorriso na cara. Quanto aos Skechers, acho-os perfeitos para andar no trilho. Ainda não sei como se comportam molhados (com chuva ou a pisar poças, ou a passar o leite de um rio), mas de resto deu para ver que apesar de minimalistas oferecem protecção e, apesar das pedras e desníveis, são mais confortáveis a andar no trilho que em asfalto.trail5 

Info sobre a 1ª Meia Maratona dos Descobrimentos

1186822_666599706701083_490125630_nComunicado de imprensa : "Lisboa prepara-se para acolher mais uma grande corrida internacional de Atletismo com a chancela da Xistarca. Depois de ter organizado a Maratona de Lisboa durante 27 anos, a empresa pioneira na organização de provas de estrada em Portugal vai lançar mais um evento que se antevê de grande sucesso nacional e internacional, designado por Meia-Maratona dos Descobrimentos, cuja data de realização está agendada para o próximo dia 8 de Dezembro.Com este novo evento, que já se encontra inscrito no calendário internacional da AIMS (Associação Mundial dos Organizadores de Provas de Estrada), os promotores pretendem enaltecer a epopeia dos descobrimentos e promover a zona histórica e monumental da capital, trazendo até nós muitos estrangeiros, aficionados da corrida, que aproveitam estas iniciativas para viajar pelo mundo conhecendo outras cidades e regiões históricas.A mais de dois meses da data prevista, depois de terminado o primeiro prazo de inscrições, a organização regista já perto de 1500 concorrentes no programa do evento, que inclui a prova da Meia-Maratona (21,097 km), 10 km e uma corrida de Estafetas com quatro percursos (5 km, 5kkm, 5kkm e 6,097 km).Com partida e chegada na Praça do Império, junto ao Museu de Marinha, e o percurso a desenrolar-se pala zona ribeirinha e baixa de Lisboa, tudo aponta para que os limites máximos estabelecidos de 3000 concorrentes na Meia-Maratona, 1500 nos 10 km e 150 equipas na corrida de Estafetas venham a ser atingidos muito em breve.A Meia-Maratona de Lisboa conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, Associação de Atletismo de Lisboa, Seaside e as colaborações do Museu de Marinha (a comemorar 150 anos) e da Fábrica Nacional de Cordoaria, onde será feita a entrega dos dorsais dos participantes durante a Feira do Corredor, a decorrer nos dias 6 e 7 de Dezembro". 

FDS de corridas

Sábado:Grande Trail Serra D’Arga -image01O trail organizado por Carlos Sá realiza-se este domingo. O evento cresce todos os anos a nível de participação. Este ano a meteorologia irá fustigar os corredores. Mas o espírito do trail coaduna-se com o sacrifício. Esta sexta-feira decorrem umas interessantes jornadas técnicas de trail. Link para info aqui15KM de Benavente -Às 17h. Mais informação aqui.Treino Solidário Correr Lisboa -1236206_173997089454680_1894748748_nThe Ultra Trail Championship -Realiza-se este domingo em Vail, no Colorado, Estados Unidos da América este evento de trail dividido em 3 provas: Ultra Race of Champions "UROC" 100K Race (Open to ALL); Uber Rock 50K Trail Race; Cruxy Half Marathon Trail Race. Podem seguir aqui  os corredores em direto e obter mais info sobre esta (dura) prova.1174675_529587673783560_1191804457_nDomingo:Maratona de Berlim -Uma das maratonas mais famosas do mundo. O recorde mundial da Maratona foi conseguido na capital alemã. Há sempre uma grande expetativa na performance dos Quenianos, Ugandeses e Etíopes. Info aqui.1381222_10151699644767861_1604237125_n 

Nova loja da New Balance em BCN

644071_10151707300389611_1249123423_nA New Balance inaugurou ontem(quinta-feira) a sua primeira Experience Store na Europa na cidade de Barcelona numa das ruas principais daquela fantástica cidade (a minha preferida em Espanha) - era interessante que a marca apostasse também em Portugal. A loja, com 375 metros quadrados, fica situada na Rambla de Catalunya Nº47. Estas são fotos (retiradas do facebook da marca) do interior da loja e da festa de inauguração:45484_10151707300669611_202009684_n9840_10151707299784611_351227817_n 532166_10151707298379611_1650633839_n 554160_10151707300134611_818785434_n996618_10151707299434611_1092328709_n 1233464_10151707298209611_2019936232_n 1238957_10151707300209611_2145970763_n 1375018_10151707299094611_745034389_n 1380314_10151707299184611_352405464_n

Race Report – Raide à Ericeira

9923708504_72002da34b_cPor Pedro Tomás Luiz:Sendo um ávido amante da montanha, não fossem as minhas raízes dessa bela vila da Lousã, fui sempre um entusiasta, juntamente com a minha família, de grandes caminhadas e corridas serra a dentro. No entanto e apesar disto, nunca havia realizado uma prova oficial de Trail Running até ao domingo passado. (Com a “moda” da corrida cada vez mais forte e com cada vez mais corridas a acontecer simultaneamente o difícil começa a ser decidir em que provas participar).A minha aposta foi então no evento Raide à Ericeira, brilhantemente organizado pelos Roteiros Aventura.Este evento consistia em duas caminhadas 10km e 15km e uma prova de Trail Running de cerca de 30km, que podia ser realizada a solo ou numa estafeta de duas pessoas. Optei pela decisão conservadora… estafeta de duas pessoas em conjunto com o meu companheiro Stefan Almeida.Feita a inscrição a organização divulgou dias antes as informações técnicas da prova:Distância: 28.500 metros;Grau de dificuldade física: 4+ (de 1 a 5, sendo o grau 1 o menos exigente);Ascensão total: 848 metros;Ponto mais alto: 254 metros;Ponto mais baixo: 0 metros4 abastecimentos sólidos e líquidos: água, refrigerante de laranja, coca-cola, bebida isotónica, banana, laranja, pão com chouriço, queques, batata frita, marmelada, barras de cereais - Digam lá em quantas provas de estrada tiveram abastecimentos assim??

Gráfico de altimetria:

altimetriaOs resultados através do meu Garmin foram os seguintes: (http://connect.garmin.com/activity/379790078):grafico_garmin A prova em si decorreu num dia de bastante calor, céu limpo e sol a pique, sendo que a organização começou a prova pontualmente às 09h (hora, na minha opinião, de referência para qualquer prova num país que tem um verão como o nosso).Os primeiros 15 km consistiram num percurso de serra/campo com diferentes tipos de terreno, que variaram entre o alcatrão (muito pouco) terra batida e a areia tendo o seu ponto alto na subida de um leito de rio (seco). Em suma foi um percurso com algumas subidas, mas sem grau de exigência que pensava ter de enfrentar (má interpretação minha do gráfico de altimetria) tendo por consequência o facto de ter chegado “bem fresco” ao ponto de troca da estafeta (sensivelmente aos 15km) e num tempo ligeiramente superior ao que poderia ter feito (+/- 1h32m).A segunda parte (realizada pelo Stefan) teve como cenário principal as belas praias da Ericeira, ou seja muita areia para palmilhar e algumas subidas bem ingremes para passar.Notas positivas:
  • Prova fantástica, com um percurso diversificado, tanto a nível da paisagem (praia e campo) como a nível do terreno (estradão, trilho, trilho de areia, praia).
  • Bem organizado, com staff sempre atencioso;
  • Diversidade e quantidade dos abastecimentos;
  • Valor da inscrição.
  • Camaradagem entre os trail runners (sim é bem diferente do que na estrada).
Notas menos positivas:
  • As distâncias que a organização apresentou não coincidiram com os dados do meu GPS, bem como dos muitos participantes.
Fiquei com água na boca… queria mesmo ter continuado, sentia-me bem e com aquele ritmo e hoje “acho” que teria conseguido acabar.Equipamento:Fotos tiradas com o telemóvel:imageimage (1) image (2) image (3) image (4)

Pelo trilho do Jamor



20130925-225005.jpgTinha planeado um treino para este final de tarde. Entrei mais cedo no trabalho para poder sair um pouco mais cedo que o normal. Queria ir ao Jamor correr na gravilha e dar uns passos na Mata e fazer aquela subida por detrás da pista de atletismo. Quem segue este blog já percebeu que ando tentado a experimentar o trail. Aliás é um assunto que cada vez ganha mais espaço por aqui. E ainda bem. Esta quinta publicamos o primeiro relato de trail de um dos corredores da nossa Crew, o Pedro Tomás Luiz, no trail do passado fim-de-semana realizado na zona da EriceiraVoltando ao meu desejo de correr pelo Jamor a ideia era ir cedo e ainda aproveitar a luz e fazer um pouco do percurso da Corre Jamor (a minha única experiência em trilho até ao momento, sendo que não é uma prova dessa disciplina).Antes mesmo de sair do emprego recebi um email para ir levantar um par de Skechers que tinham acabado de chegar. Não me disseram o modelo, quiseram fazer surpresa. Comecei o treino logo ali. A pé, do meu emprego, demorei menos de 30 minutos de subidas íngremes para os ir buscar. Fiz a subida da Rua de Campolide como se estivesse a descer a Avenida, tal era a pressa para ter os ténis.Mal cheguei vi a palavra Trail e olhei com pormenor percebi que era o modelo que mais gosto dentro da gama Go Bionic Trail.Dei por mim a regressar a casa num àpice, vestir calções e tshirt técnica (a da Meia Maratona do Porto com cores berrantes para me verem bem no lusco fusco), e segui para fazer uns 8,5K até ao Jamor por caminhos de pedra, areia, gravilha. Apesar da noite estar a cair - e mesmo sem frontal - ainda fiz uns metros na mata do Jamor. Depois, em vez de descer pelo trilho atalhei caminho pela pequena ribanceira para ver o comportamento destes Go Bionic Trail. No fim da descida parei para perceber se tinha entrado muita terra no sapato, mas não. Regressei a Algés por mais trilhos e caminhos difíceis. E gostei. Muito. Gostei da sensação de liberdade, do pisar diferentes pisos, da tracção dos ténis (mesmo em relva). Apesar do entusiasmo com o trail vem aí uma meia maratona. Os Go Bionic Trail ficam, por agora, num cantinho, depois de dia 6 de outubro volto aos trilhos a toda a força. Muito obrigado Skechers!

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A desistência de Krupricka no UTMB 2013 (Vídeo)

Anton Kupricka o icónico ultra trailer norte-americano estava na frente do Ultra Trail du Mont Blanc deste ano (2013) quando se viu obrigado a desistir ao km 139 e com apenas 29km (na montanha) para terminar. Este vídeo da Buff - uma das empresas que o patrocina mostra esses momentos.

Adidas Adizero F50 Runner 3 Unboxing e primeiras impressões

Por Nuno Ferreira:Agora que os Adidas Adizero F50 Runner 3, gentilmente cedidos pela Adidas Portugal e inspirados nas famosas botas de futebol F50 também usadas por Messi, já têm pouco mais de 70 km, já posso falar sobre as minhas primeiras impressões e os seus pontos fortes e fracos que encontrei inicialmente.Começo pela cor. Confesso que nunca fui grande apreciador de sapatos de treino e de corrida com cores fortes e arrojadas, mas a Adidas fez-me mudar de ideias com os Adizero Tempo 5 que usei (e ainda uso). Estes F50 com a sua cor amarela forte, ou melhor, com a designação comercial de “Vivid Yellow S13 / Black 1 / Neo Iron Met. F11”, chamam claramente a atenção das pessoas com quem me cruzo e isso é bastante positivo.

adidas1Adidas2Ainda na caixa.

Outro aspeto muito positivo é o seu peso. Estes sapatos são leves e isso sentiu-se assim que retirei os sapatos e os segurei pela primeira vez. Embora a balança cá de casa tenha registado um peso acima dos 300g, 303g em cada sapato para ser mais exato, principalmente por causa do tamanho 46 que calço, esse peso não é sentido no pé. Acredito que para uma pessoa que calce abaixo dos tamanho 45 (a grande maioria), o peso não chegue perto dos 300g. Essa leveza sente-se principalmente em treino e quanto mais rápido o ritmo, menos se sente os sapatos.Sobre a qualidade de construção, nada a acrescentar. Para mim, a Adidas continua a ter dos sapatos mais bem conseguidos do mercado e os materiais utilizados são da mais alta qualidade.

Adidas3A cor amarela chama definitivamente a atenção.

Calçados, os Adizero F50 Runner 3 assentam muito bem, ajustando-se perfeitamente ao formato do meu pé e deixando algum espaço na parte frontal para uma maior liberdade dos dedos. Notei apenas que ficavam um pouco largos no calcanhar e os primeiros minutos do primeiro treino foram passados a ajustar os atacadores até ter o aperto certo para evitar que o calcanhar se movesse.

Adidas4Visual simples e muito bem conseguido.

Embora eu seja pronador e os Adizero F50 Runner 3 serem considerados sapatos para corredores neutros, não tive até agora qualquer problema ou dor associada à falta de estabilidade dos sapatos. Ou o meu tipo de passada alterou desde que comecei a correr com sapatos mais minimalistas, ou o eficaz sistema Formotion dos Adizero F50 acabam por atenuar o rolar do meu pé.

Adidas5Sistema Formotion que ajuda durante o primeiro contacto com o solo.

No primeiro treinos com os F50, notei um certo desconforto inicial no calcanhar. Acredito que seja por estar habituado a correr com sapatos com drop entre os 4 e os 8mm. Os Adizero F50, com o seu drop de 12mm (diferença de altura entre o calcanhar e a parte frontal), acentuam o contacto inicial do calcanhar com o solo, o que pode trazer problemas a corredores pesados como é o meu caso, originando lesões nos joelhos e articulações. Estes sapatos seriam ainda melhores e mais eficientes com menos uns centímetros na zona do calcanhar.Mas o que começou como um desconforto inicial, rapidamente foi esquecido e os restantes treinos foram feitos com grande prazer, principalmente nas sessões de treino intervalado, fartleks e tempo runs. Apesar do grande conforto em treinos longos que a Adidas já me habituou, é nos treinos de velocidade que os Adizero F50 realmente brilham. Estes serão sem dúvida os sapatos que usarei durante a Maratona de Lisboa que se realizará já no dia 6 de outubro e quem sabe, noutras provas mais curtas.

Adidas6Light Makes Fast. Sem qualquer dúvida.

Depois da maratona e com muitos mais quilómetros corridos, escreverei uma review mais aprofundada e onde falarei sobre outros aspetos dos Adidas Adizero F50 Runner 3.