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Correr na Cidade

Resumo das corridas de 2012

31.12.12 | Filipe Gil
O resumo das minhas corridas em 2012 – falta a Corrida do Destak (10K) -  contabilizadas pelo Nike +.É notória a alteração de hábitos em relação à corrida a partir de Maio. Depois foi sempre a correr e a acrescentar Km’s.No Endomondo, em baixo, que comecei a contabilizar em meados de Junho, os meus recordes que estão atualmente assim:

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Objetivos para 2013

31.12.12 | Filipe Gil
Hoje, em conjunto com o Bruno, fiz o meu último treino de 2012. Serviu para "esticar" as pernas depois da São Silvestre, para queimar mais umas calorias nestes dias de abuso de doces e para falarmos dos objetivos de corridas para 2013. Embora não esteja nada acertado o que ficou pensado foi o seguinte: fazer três Meias Maratonas; fazer várias provas de 10K nos quais baixar o registo dos 50 minutos, para além disso treinar cerca de 100Km por mês.Para além disso mais surpresas relacionadas com a Correr Na Cidade Running Crew irão acontecer em 2013. Fiquem atentos. Desejo a todos os runners e visitantes deste blogue um Excelente 2013 cheio de saúde, felicidade e muitas corridas.

S. Silvestre Lisboa 2012: Race Report#1

31.12.12 | Filipe Gil
É bom Correr Na Cidade! No sábado passado (dia 29 de Dezembro), na São Silvestre de Lisboa 2012, tive a possibilidade de correr pelas artérias principais da minha cidade.Apesar de preferir ter provas de manhã, porque a excitação de uma prova às 17h30 não pára de aumentar à medida que o dia avança, correr na “minha” cidade de noite e na época natalícia é uma experiência inolvidável. Desta vez fomos três: eu, Bruno Andrade e Nuno Espadinha – este último regressava às provas depois de uma série de lesões que o afastou desde a Mini Maratona da Ponte Vasco da Gama.268047_10151340479514819_126615553_nA excitação, como já dei conta, era grande uma vez que a organização falava em 7 mil participantes no total. Tenho que sublinhar que participei nesta prova a convite da Garmin. Parti(mos) da linha dos sub-50, o convite da Garmin assim o ditou.Arrancámos a grande velocidade, como é natural em provas deste género. Mantive-me na peugada do Bruno no Rossio e na Rua do Ouro – onde o piso de tão irregular ia-me pregando uns sustos a cada passada. E assim foi até perto de Santo Apolónia, onde se inverteu a marcha. Aqui foi a última vez que vi o Bruno. Percebi que estava a ficar demasiado cansado e as subidas da Av. da Liberdade e da Fontes Pereira de Melo não me deixavam continuar no mesmo ritmo. O fator psicológico foi determinante!Contornado o Terreiro do Paço, ainda com gente a correr muito junta, a ligeira subida da Rua da Prata deitou por terra alguma esperança de alcançar o Bruno. Deixei de o ver e comecei a preparar-me para as subidas que se adivinhavam. Quando a subida realmente começou ainda me senti pior, pensei em andar, mas refleti nas palavras da minha t-shirt que diziam “Correr Na Cidade”, e não “Andar na Cidade”. Continuei a ritmo baixo, perto dos 6´06´´ por KM, e a custo lá consegui chegar ao Marquês de Pombal.Ouve antes um momento decisivo para continuar com força: a passagem dos campeões (Rui Silva, Dulce Félix, etc) para cortarem a meta. Inspiraram-me. Já na Fontes Pereira de Melo voltei a sentir-me bem e em forma, apesar de ainda estar a subir sentia, fisicamente, que estava a rodar em piso plano. A mente estava com medo mas o corpo pedia mais velocidade, assim que inverti a marcha no Saldanha fez vontade ao corpo e começou aí uma nova corrida para mim.Sempre a descer, acelerei, acelerei e desci a uma velocidade interessante. Aí percebi se mantivesse esse ritmo muito provavelmente baixaria o meu record da distância em quase um minuto. Foi a motivação que faltava, tinha a noção de estar a fazer uma prova miserável e afinal não….Os balões da Asics confundiram-me um pouco e ao longe tentava perceber onde era mesmo a meta. Acabei a sprintar e bati o Recorde Pessoal dos 10K para os 52:47 tempo de chip, 52:38 no Endomondo. O ano não podia acabar de melhor forma!Pontos Positivos:- a participação em massa dos corredores- o apoio do público que assistia. Nunca tinha visto nada assim- Cobertura mediática da prova, muito importante para levar mais gente a participar em provas futurasPontos Negativos:- Afunilamento no final. Quando se acabava a prova demorou-se demasiado tempo a sair do “funil”- O traçado da prova. Não gostei de subir, subir, subir e depois, descer, descer, descer. Devia ser mais equilibrado.- Irrita-me os corredores VIPS e as tendas VIPS neste tipo de prova que é a celebração do atleta de pelotão.Por Filipe Gil(fotos retiradas da página de Facebook da São Silvestre Lisboa 2012).

Homenagem às corredoras

29.12.12 | Filipe Gil
Hoje, sábado dia 29 de Dezembro, realiza-se a São Silvestre de Lisboa. Inserida na prova de 10K há uma “pequena” rivalidade entre homens e mulheres pela disputa do troféu que a organização disponibiliza. Uma forma divertida de aumentar o entretenimento da corrida e a competição saudável.Isto tudo fez-me lembrar a história recente das corridas e a forma difícil como as mulheres conseguiram conquistar o seu lugar na participação em provas/corridas/maratonas. Um exemplo disso é a história de Kathrine Switzer que em 1967 participou na Maratona de Boston. Cinco anos antes de oficialmente a prova permitir oficialmente a entrada de mulheres na prova.KATHERINE SWITZER; THOMAS MILLERNa imagem consegue perceber-se que mal a organização viu que Kathrine estava a correr com um dorsal oficial da prova tentou retirá-la à força . Contudo, a corredora foi protegida pelo seu marido, Tom Miller (na foto a empurrar um dos elementos da organização) e por um cordão de amigos que a acompanhou durante toda a prova.Switzer ficou assim para a história como a primeira corredora a terminar a Maratona de Boston – mesmo contra a vontade da organização – e com um tempo de 4 horas e 20 minutos. Nessa mesma prova outra mulher, Bobbi Gibb, fez o percurso sem estar registada.  Aliás, o registo de Katherine, que o fez com o nome K.V. Switzer, baralhou a organização da prova tendo por isso sido entregue o dorsal – onde a corredora encontrou alguma resistência.Por isso, todo o meu respeito para as mulheres que em todo o mundo conseguiram ganhar um lugar nas corridas oficiais e hoje, passados vários anos, temos “competições” saudáveis como a de São Silvestre de hoje. Boas corridas. 

Passada a barreira dos 15K

27.12.12 | Filipe Gil
fotografia1Foi hoje. Com a ajuda do Bruno, companheiro imprescindível de corridas (e quem corre acompanhado sabe como é bom ter alguém para puxar e para ser puxado) lá consegui bater o meu recorde de distância – e também de tempo de corrida – para os 16,4 K.A manhã estava muito fria. Estava previsto fazermos uns 12/13K, o que nos levava da Estação da CP de Algés até à discoteca Urban Beach e regresso. Mas, chegados lá decidimos correr mais um pouco até à Portugália do Cais do Sodré e, com o regresso, fazer mais de 15K. E esse, naquele momento passou o objetivo principal, ultrapassando a necessidade de estar em forma para a prova do próximo sábado, a São Silvestre de Lisboa.E assim foi. Recorde Pessoal batido (o Bruno já fez uma Meia Maratona e vários treinos de 18K). Da minha parte o ritmo foi interessante para esta distância. Quero treinar a distância mais vezes e tentar correr pelo menos 3 vezes a distância de 21K antes do grande dia de 24 de março. Foi um treino excelente.

Devemos abrandar o ritmo depois de uma Maratona?

14.12.12 | Filipe Gil
corrernacidade_maratona1Depois de uma maratona, e da devida preparação que ela obriga – se não for nenhum kamizake – o seu corpo estará em forma! Mas o que fazer depois da prova? Descansar, treinar para outras provas de menor distância, como 10K ou Meias Maratonas, ou continuar a treinar arduamente?Há quem fale dos “Post-Marathon Blues”, ou traduzindo para a língua de Camões, a Tristeza do pós-Maratona que muitas vezes invade o atleta depois de percorrer os 42.195 metros. Após tanto sacrífico, tantos meses de preparação, a meta é alcançada e agora, o que fazer? Se psicologicamente o atleta é afetado, fisicamente também. Deve o atleta voltar logo a correr ou deve passar por um período de descanso.De acordo com o treinador norte-americano Brad Hudson, “não importa o que faz, deve sobretudo ouvir o seu corpo e recuperar fisicamente antes de reiniciar treinos mais duros”. O responsável indica, num artigo para a revista Competitor, que o pós Maratona “é a altura ideal para recuperar de alguma mazela que o tenha aborrecido nos últimos tempos, ou para recuperar de outra maleita que tenha afetado a sua saúde antes da prova. É também tempo para reflectir na prova e na sua performance e naquilo que fez de bem e de mal”Muitos corredores de elite seguem a regra de tirarem 1 dia de férias da corrida por cada milha feita nas provas longas. Ou seja tira 21 a 28 dias de pouca ou nenhuma corrida após a maratona.E vocês o que pensam? Devem os maratonistas descansar um período e só depois começar a correr, ou deve, poucos dias depois inciar os seus treinos com vista à próxima maratona?