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Correr na Cidade

Preview: New Balance 890 v6

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Há algum tempo que não ouvem de mim aqui no blog. O verão lixa-me sempre os treinos. E a vontade de correr. E a minha condição física. A culpa é sempre a mesma, ano após ano: o meu trabalho, onde a pressão aumenta muito no verão, e os churrascos e festivais. Não tem mal. É assim. No entanto, o que tem mal, desta vez, é o difícil regresso aos treinos.

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Tenho tido imensa dificuldade em calçar os ténis e ir para a rua. Felizmente apareceram estes New Balance 890 v6 no meu caminho e deram-me um empurrãozinho para voltar a treinar. Também o convite da New Balance para participar na Corrida do Tejo, foi um bom motivo para voltar à disciplina. A corrida do Tejo é já este fim-de-semana. Já sou capaz de correr 10km sem parar, mas não esperem grandes tempos (ainda). (E a culpa não é destes New Balance 890 v6!)
 
É a minha primeira experiência com a marca. Só tinha calçado uns New Balance num treino de prepararação para a Corrida do Tejo há uns anos. Na altura gostei, simplesmente entretanto não chegou a oportunidade de voltar a calçar a marca.

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Agora sim. Cerca de 1 mês antes da Corrida do Tejo recebi os meus New Balance 890 v6. Super shiny! Sim, a primeira impressão está inevitavelmente ligada ao seu aspeto diferenciador: branco com preto às riscas e uns detalhes quase fluorescentes. Não passam despercebidos. Felizmente gosto de ténis assim. Diferentes!
 
Como estou habituada a ténis com um drop muito reduzido, estava um pouco de pé atrás com a New Balance, que costuma ter drops acima dos meus habituais 5mm. Felizmente estes New Balance 890 v6 têm apenas 6mm de drop. Além disso, como gosto, são relativamente leves (Men: 255g / Women: 222g). 

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Embora os ténis me tivessem causado uma pequena bolha no calcanhar direito  no primeiro treino, acho que o número que pedi, o 40, fica-me bem. Normalmente calço o 39 e pedi um número acima. Não são os ténis mais confortáveis do mundo mas adoro sentir a sua leveza e proximidade ao solo. 
 
Um ponto negativo, pelo menos nestes primeiros quilómetros, tem sido a pouca flexibilidade da sola. Pode ser que isso melhore com o tempo. Logo vos contarei na review final.
 
Agora, que venha mais um treino e a Corrida do Tejo! Depois, um treino em piso molhado para melhor avaliar a aderência e em breve ouvirão o meu veredicto final, aqui no blog! ;)

Preparação para o Grande Trail do Zêzere

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 Por: Tiago Portugal 

 

Objetivo de fim de época? Os 50km do Trail do Zêzere. Esta será a minha segunda prova de 50km em 2018. No rescaldo do Louzan Trail e do muito sofrimento, pensei em adiar a próxima ultra para 2019, cheguei mesmo a ponderar desistir mais uma vez destas loucuras (mas é sempre o primeiro pensamento depois de uma prova destas), no entanto o vício falou mais alto e resolvi antecipar o próximo desafio.

 

A minha preparação para a 6ª edição desta prova, que exige aos atletas várias qualidades físicas e mentais e será em 2018 palco do campeonato nacional de ultra trail, não irá variar muito do que tenho feito, a saber:

  • 2/3 treinos de corrida por semana, sendo que 1 é de séries ou rampas;
  • 3 treinos de crossfit por semana;
  • 1 treino longo ao fim-de-semana na serra de sintra;
  • Reforço muscular. 

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De forma a conseguir completar os mais de 50km do Zêzere em condições além do treino específico que já referi vou partilhar algumas dicas que irei “tentar” utilizar: 

 

  • Descanso – O Zêzere é uma prova de fim de época, e depois de vários meses a treinar e competir o corpo já começa a pedir repouso. Para aqueles que irão fazer do Zêzere um dos grandes objetivos da época é importante respeitar os dias de recuperação e caso tenham que escolher privilegiem os treinos específicos;

 

  • Controlar o ritmo – Por norma começo todas as provas sempre muito rápido e muito acima do que devia, sendo que a meio já estou de rastos. Irei tentar seguir o ritmo médio planeado desde o início. Tenho que concentrar-me e não me deixar levar pela euforia inicial nem pelo ritmo dos outros. Será provavelmente o mais difícil de conseguir

 

  • Ligeiro – Cada vez mais sou adepto de algum minimalismo e tento levar somente o indispensável em cada prova, fazendo também alguma fé na qualidade e no número dos abastecimentos ao longo das mesmas. O Zêzere não será exceção, com 5 abastecimentos distribuídos ao longo dos 51km de prova irei levar apenas o necessário (água, alguma comida de reforço, casaco e manta térmica). Relativamente aos bastões ainda não me decidi, e estou aberto a sugestões.

Grande Trail do Zêzere – K50:

PAC 1 – Cerro do Lagar (8,6 Kms) – Líquidos (apenas água)

PAC 2 – Castanheira/Lago Azul (15,1 Kms) – Sólidos e Líquidos

PAC 3 – Pombeira (25,5 Kms) – Sólidos e Líquidos

PAC 4 – Alto dos Vales – 1 (34,1 Kms) – Sólidos e Líquidos

PAC 5 – Alto dos Vales – 2 (45,2 Kms) – Sólidos e Líquidos

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( arribas de cascais)

  • Olhar para o gráfico dos 50k assusta. Um verdadeiro “serrote” que seguramente irá criar muitos estragos. Por isso é ir com calma e pensar que a prova só começa a partir do quilómetro 34, até lá é gerir de forma a ter capacidade para acelerar o ritmo a partir dessa altura.

 

Bons treinos a todos,

 

Tiago Portugal

O UTMB à base de plantas

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(a chegada do Frederico Cerdeira à meta do UTMB em directo)

Por Ana Sofia Guerra

Se acompanham o mundo das provas de trail portuguesas, certamente já ouviram falar no Frederico Cerdeira. Convidei o Frederico para uma entrevista logo após ter terminado a prova UTMB deste ano e quis conhecer um pouco mais este atleta que se tem destacado no trail running português.

(Ana): Quero dar-te, novamente, os parabéns pela conquista: um 74º lugar da geral, 3º português a terminar a prova mais rápido e com um tempo de 28h12m. Vou começar pelo fim: em que é que estavas a pensar quando passaste a meta?

(Frederico): Antes de mais obrigado pelo convite! Acompanho o CnC desde o vosso início e esse início coincidiu também com a altura em que comecei a levar isto das corridas mais a sério. É, portanto, um prazer acompanhar-vos e conversar com vocês!

No UTMB, quando passei a meta foi um misto de sensações. Sentimento de missão cumprida e de alívio pois estava já com dores fortes no pé direito, turbilhão de alegria e tristeza também. Um pouco triste por saber que algumas pessoas próximas não puderam estar lá para me receber. Mas tirando esse ponto, estava feliz.

 

Atingiste o objetivo que tinhas estipulado para o UTMB?­­

Infelizmente não. Tinha como objectivo ser finisher, sem lesões, com a marca ambiciosa de sub 26h. Sempre acreditei (e acredito) que era possível. No entanto numa prova de 100 milhas em alta montanha, tudo pode acontecer. São muitas variáveis que facilmente condicionam qualquer objectivo que tenhamos.

No entanto, no meu caso, seis semanas antes da prova, num final de treino, tive uma queda aparatosa que me provocou um entorse algo grave no pé direito. Essa lesão condiciou-me o plano de treino específico que tinha e, naturalmente, o tempo de recuperação não foi suficiente para a prova. Com isto, a partir do meio da prova, as descidas eram demasiado agressivas para o pé e tive que abrandar drasticamente o ritmo para gerir a dor. No final, fui finisher sim, sem nenhuma lesão nova, apenas com agravamento da que já tinha e esta situação contribuiu para que terminasse com mais de duas horas do que tinha planeado. No entanto apesar disso fiquei satisfeito com o resultado.

 

Esta prova foi a realização de um sonho ou tens outra prova em mente?

Esta prova foi em parte a realização de um sonho sim. Sempre quis conhecer os Alpes e sentir de perto a magnitude e o poder natural do Monte Branco.

 

O que mais te surpreendeu na prova?

Claramente o Monte Branco e toda a magia natural dos Alpes. Mas isso é algo independente da prova. A prova em si correspondeu ao que esperava, organização profissional com muito foco na segurança dos atletas. Percurso muito desenhado em cima dos trilhos públicos do Tour de Mont Blanc, mas muito diversificado, exigente e, sobretudo, de uma beleza única.

 

Quais foram as grandes dificuldades que tiveste no decorrer da prova?

Tive alguma dificuldade em lidar com as baixas temperaturas em certos pontos. Houve também um momento que inevitavelmente o meu estômago não aceitava comida, apenas água e levou a uma quebra de energia mas consegui superar depois de ter descansado um pouco na base de vida de Courmayeur. A maior dificuldade foi sem dúvida gerir a dor que tive no pé a partir do meio da prova como mencionei acima.

 

Tiveste o acompanhamento de algum treinador, nutricionista ou outro especialista na preparação para o UTMB?

Em termos de treino, tenho acompanhamento profissional desde o início de 2016 a cabo do João Mota. Em conjunto, temos delineado os macro-ciclos em função dos meus objectivos.

Outros especialistas de saúde e preparação física deram o seu importante contributo, tais como o Fábio Dias, o Miguel Reis e Silva, o Bernardo Filipitsch e a Sara Dias da Habilitare agora na minha recuperação pós prova e tratamento da lesão.

 

Sabes que um dos temas que as pessoas têm mais curiosidade sobre ti é o facto de seres vegan. Quais são os grandes desafios que enfrentas numa prova desta duração em relação à alimentação?

É uma boa pergunta e é algo muito difícil de resolver em termos de nutrição e treino profissional. Neste tipo de desafios é mesmo muito complicado estar tantas horas em esforço e conseguir ingerir e digerir as calorias necessárias para a progressão do esforço físico.

Mesmo fazendo tudo “by the book” a certa altura, o nosso estômago simplesmente rejeita alimentos e pede apenas repouso. Estamos dependentes da nossa autossuficiência e daquilo que temos disponível para comer nos PACs (postos de abastecimento e controlo), no meu caso, sendo Vegan, nem sempre tenho alimentos Vegan nesses pontos. Tenho sempre que contar com o que eu consigo levar comigo e nos PACs aproveitar a fruta que houver (melancia, bananas, tomate, etc.) Caso haja arroz ou massas e alguns vegetais tento aproveitar sempre um pouco. Cubos de marmelada por vezes são uma boa opção, mas a fruta é sempre prioritária.

Comigo geralmente levo um isotónico vegan rico em Hidratos de Carbono de rápida absorção. Normalmente uso a solução da Tailwind, que tem funcionado bem comigo e é uma marca que me apoia. Uso também alguns géis o mais natural possível e algumas barritas, cruas e naturais que vou intercalando com o resto. Costumo levar também um saquinho de tâmaras que vou comendo pelo caminho. A meio da prova, no ponto da Base de Vida, costumo beber uma solução proteica, geralmente o “Rebuild” da Tailwind que ajuda a recuperar os danos do esforço muscular, ao mesmo tempo que enche as reservas de energia para o resto do percurso.

 

Tens algum cuidado especial com a tua alimentação e/ou suplementação?

Não diria que tenho especial cuidado, sendo atleta e sendo Vegan, preocupo-me apenas em comer o mais natural possível dando primazia às frutas, aos vegetais e às leguminosas. Gosto muito de comer, como muito e sou guloso (J), por isso, muitas vezes, não me privo de nada desde que seja Vegan.

Em termos de suplementação, o único suplemento que tomo obrigatoriamente é de Vitamina B12, pois é algo mais difícil de obter naturalmente numa alimentação vegan, sobretudo devido ao elevado processamento que os alimentos levam até chegarem ao nosso prato. De resto em certas fases dos meus treinos, tomo um suplemento de Citrato de Magnésio que ajuda na reestruturação muscular. De tempos a tempos tomo um composto de Glucosamina/Condroitina que teoricamente, poderá contribuir para a prevenção do desgaste articular.

 

Em que altura da tua vida é que tomaste a decisão de teres uma alimentação vegan?

Tenho amigos de infância que são Vegetarianos / Vegan há muitos anos, alguns há mais de 20. Sempre foram uma inspiração para mim, sempre fui curioso mas nunca consegui dar o passo. No entanto, em 2015 decidi que estava na hora e comecei a perceber que não preciso mesmo de contribuir para a exploração e sofrimento animal para comer. Aí, fiz uma transição gradual, deixando a carne e o peixe, passando alguns meses numa fase “Ovo-lacto vegetariana” até ser mesmo Vegan. O Veganismo é bem mais do que uma dieta e, para mim, neste momento é a melhor maneira de estar na vida.

 

Que conselhos darias a quem está com dúvidas para alterar a sua alimentação?

Hoje em dia é muito mais fácil ser Vegan, pois cada vez mais consciência sobre os benefícios e como tal, mais informação e alimentos disponíveis. No entanto, acho que as pessoas o devem fazer se acreditarem mesmo na filosofia e não apenas pela dieta.

Qualquer das formas, se deixarem de consumir produtos de origem animal, vai ser sempre positivo para eles, para os animais e para o ambiente. O conselho que posso dar é que façam uma transição gradual e não se foquem nas chamadas alternativas à carne e ao peixe. Pensem que têm uma panóplia de vegetais, leguminosas e frutas disponíveis que podem consumir apenas com alguma criatividade.

 

Quais os teus locais favoritos para treinar para uma prova desta dimensão?

Os meus “Playgrounds” de treino são o parque florestal de Monsanto em Lisboa, a Serra de Sintra que adoro, e a Serra da Estrela mesmo ao lado de casa. Nenhum deles é alta-montanha mas neles possível improvisar e fazer a preparação mínima para este tipo de desafios. Claro que é preciso algum tipo de planeamento e gestão de treino para tal, porque em nenhum destes 3 pontos temos algumas características típicas de alta-montanha (altitude, condições ambientais, terreno, etc.).

 

Sendo natural da Guarda, costumas treinar por lá?

Sempre que estou por lá tento aproveitar o melhor que a Serra da Estrela nos dá. Seja para fazer um treino de corrida ou um treino de bicicleta. No fundo acabo por usufruir um pouco de algumas características de montanha que não tenho aqui em Lisboa. Aproveito para tentar comer o mais orgânico possível lá também, pois lá tenho acesso a mais produtores locais.

 

Quais são os teus próximos desafios?

Neste momento, o foco é tentar recuperar da lesão de forma a conseguir treinar para a prova Campeonato Nacional de Ultra Trail que vai acontecer em Novembro em Ferreira do Zêzere. No entanto, não é a prioridade máxima. Ainda não defini os objectivos para a próxima época mas na corrida é possível que incluam o meu foco em provas de SkyRunning. Tentarei incluir uma prova internacional de 100 milhas, que ainda não decidi qual.

Estou a dar os primeiros passos no Triatlo e é possível que inclua algumas provas de Triatlo em preparação do Half-IronMan no final do ano. Ainda está tudo em aberto.

 

 Que conselhos darias a quem quer participar no UTMB do próximo ano?

O UTMB é um desafio gigante que requer uma boa preparação, independentemente dos objectivos de cada pessoa. É preciso sempre uma boa preparação de no mínimo de 6 meses. Isto para conseguirem ser finishers sem mazelas e desfrutar dos Alpes. Esta preparação deve incluir a preparação física-muscular, o endurance mental, a nutrição e o treino específico de montanha. Se possível procurem acompanhamento profissional.

Acho que o conselho que posso dar também é terem atenção ao material obrigatório e ao recomendado para a prova. Na alta-montanha o material que usamos e a forma como o usamos é determinante. O material é sempre bastante, é volumoso e pesado, no entanto acreditem, pode ser fundamental à nossa sobrevivência. De resto, estando lá, o melhor é desfrutar dos Alpes e do Monte-Branco, pois é algo mágico.

 

Já agora, vais participar no UTMB 2019?

A participação no UTMB está dependente sempre de um sorteio e de uns pontos mínimos obtidos em provas previamente concluídas. Ou então, para não ir a sorteio, estar num nível elite com índice de Ranking ITRA superior a 770 nos homens e 660 nas mulheres. Portanto, nunca é fácil. Qualquer das formas a resposta é voltar lá sim, agora se será em 2019 ainda não sabemos J

 

Obrigada por participares nesta entrevista e continuação de grandes vitórias!

Obrigado eu mais uma vez e continuem o bom trabalho!

 

Hábitos saudáveis para correr nos trilhos

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Descobriu recentemente o trail running e adora partir à descoberta de novos trilhos ou correr no seu single track preferido?

No entanto sendo novato nestas andanças nem sempre é fácil ter disponibilidade ou manter a motivação em alta. Pode parecer óbvio - e às vezes é, mas com alguns ajustes e planeamento extra, é possível melhorar a experiência de corrida em trilhos, bem como todo o desempenho geral. Aqui estão algumas dicas rápidas para ajudá-lo a manter hábitos saudáveis e manter-se no rumo certo à medida que se apaixona cada vez mais por este estilo de vida.

 

Organização

 

Organize o seu tempo disponível. Será mais fácil manter as suas rotinas e hábitos de corrida. Crie e siga um cronograma que o ajudará a planear o seu dia e cumprir com os seus treinos. Todos os meses, reserve algum tempo para organizar um calendário que configure um cronograma de execução, planeado em torno das suas horas de trabalho, família, treino e diversão, é importante não esquecer esta parte. Coloque o calendário num lugar visível e no qual seja inevitável que passe todos os dias, o frigorífico, na sua porta do armário ou no computador do trabalho.

 

Seja consciente e realista na maneira como define a sua agenda, tendo especial atenção com a duração de cada treino, lembrando-se que a mesma distância em trilhos, por exemplo 15km, podem demorar tempos distintos, dependendo da dificuldade, altimetria ou mesmo da vontade e disponibilidade mental.

Se planear treinar num trilho novo, digamos de 10 a 20 km, consiga uma almofada adicional de 20 a 40 minutos para compensar qualquer variação na dificuldade.

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Verifique a previsão do tempo para ajudá-lo a planear nos períodos de calor extremo (treine de manhã bem cedo ou depois da hora de maior calor), chuva forte ou outras condições que o impedirão de sair e ir para os trilhos. Aproveite estas alturas para os treinos de reforço muscular ou para treinos de séries. Sincronize o seu calendário com os dispositivos digitais disponíveis os quais são ferramentas úteis, por vezes chatas, que não deixarão de alertar para as próximas tarefas ou treinos marcados.   

 

Dieta

 

Abasteça o seu corpo com nutrientes que aumentem a energia e reforcem os músculos. A corrida em trilhos exige força e agilidade, exigindo maiores reservas físicas e capacidades devido ao terreno irregular. Portanto, é importante que esteja sempre abastecido. Esteja atento ao seu consumo de macronutrientes e ao tamanho das suas porções de refeição, pois esses dois componentes da dieta podem alterar os seus estados mentais e físicos.

 

As refeições do dia inteiro devem ser planeadas para suportar a energia que precisa para uma boa corrida nos trilhos. No meu caso uma boa alimentação é: proteína e carboidratos no café da manhã (ou seja, ovos, iogurte e torradas), proteína ao almoço, uma barra energética ou fruta antes da corrida e um batido de proteína após o treino. Mas eu não sou o melhor dos exemplos. Os hidratos de carbono dão energia rápida, sendo por isso uma excelente fonte de combustível pré-corrida. A proteína fornece energia mais sustentada e ajuda a preservar e construir músculos. Mantenha-se em dia com as suas necessidades dietéticas.

 

Motivação e Treino

 

Não deixe as suas corridas se tornarem enfadonhas, pois ficará desmotivado depressa. Explore novos caminhos e crie desafios novos, melhorar o tempo num determinado percurso, aumentar a altimetria ou tentar fazer aquela subida toda a correr. Avalie o seu ritmo de corrida, instantâneo e médio, registe os quilómetros percorridos, velocidade, ganho de elevação e rota geográfica. Aproveite as funcionalidades do Strava e compare os seus percursos com outros corredores ou com o seu histórico, tentando subir na classificação em alguns segmentos.

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Eu sei que é chato e raramente apetece, mas a primeira coisa a trabalhar é melhorar a sua velocidade, quer seja em alcatrão ou num trilho específico. O próximo desafio é manter a sua velocidade/ritmo médio em diferentes tipos de terrenos com ganhos de elevação variados. Isto permitirá ao seu corpo desenvolver mais músculos e responder de maneira diferente a cada trilho, transformando-o num corredor mais versátil.

 

O trail running, especialmente a corrida em montanha técnica, vai exigir muito do seu corpo e levá-lo aos limites, os 50km da Lousã levaram-me à exaustão física e mental. Não se sobrecarregue apenas com os trilhos mais difíceis ou com os maiores ganhos de elevação várias vezes por semana – corra em alguns percursos para iniciantes, Jamor ou Monsanto, ou em estrada para dar ao seu corpo um pouco de tempo de recuperação. É importante variar os treinos entre vários tipos de terrenos, trilhos técnicos, trilhos suaves e estrada.

 

Bons treinos a todos

Correr como quem se estreia a correr

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Domingo de manhã. Perto das 10h. O céu bem azul e o sol a carregar já com 27 graus num dos dias mais quentes do ano - se retirarmos o calor extremo que se fez sentir há uns dias que nos levou aos 40 graus. De véspera decidi ir correr cedo. 

 

Aliás, se não fosse o amigo Rui Pinto tinha ido mais tarde, ele insistiu e fui apanhá-lo às 10h à beira rio, já ele levava uns belos quilómetros nas pernas. 

 

E lá fui. Com uns óculos escuros e o smartphone para perceber o quão lento ia. Nem água, nem chapéu, nem roupa mais clara e leve para ter menos calor. 

 

Os primeiros quilómetros correram bem. A um ritmo que de tão lento nem pode ser considerado ritmo de corrida. Pelo menos para quem anda nisto há uns anos. Colocamos a conversa em dia sobre as peripécias e historias dos dias de férias com crianças e sogros. E vice-versa. 

 

Para lá tudo ok. Para cá, tudo ko.

 

Dor na perna operada - nada de especial, apenas os músculos a despertarem depois de há dias ter jogado ténis com o filho mais velho. Enjoo. Calor e mais calor. Sede. O pouco vento que nos fustigava era agradecido a cada passada. Mas não dava para mais. Tive de parar, desistir e andar. Para voltar a correr logo a seguir. Não consegui perceber o que era melhor: andar ou correr ao sol. Senti falta de um boné. Senti falta de água. Lá me fui arrastando e por fim deixei o Rui ir à vida dele. 

 

Insisti e lá consegui correr e começar a entrar no ritmo. M u i t o  devagar!!! Entretanto um telefonema de casa. E voltei a parar. E custou novamente a arrancar. Mas lá consegui, agora com a ajuda do Rui que voltou para trás, fazer os últimos kms ao ritmo que nesta altura me apraz. Nada mais nada menos. No total 8,5 km. Muito sofridos. Como não sofria há anos. 

 

Para quem tem corrido com alguma regularidade - embora os últimos dois anos e meio tinham sido muito intermitentes - fez-me confusão chegar ao final deste treino no estado que cheguei.  Parece que estava a começar agora. Sem água? Sem boné? Sair de casa sem ter comido nada. Tudo regras que nunca segui. E que por não estar entusiasmado com a corrida - a não ser para emagrecer um pouco - fui negligente. No final fiquei irritado. Que treta - pensei -, quem já fez 55 kms vê-se aflito por fazer 5? É possível ir tão abaixo? Sim é! Isto foi a estaca zero!!

 

Mas a partir de agora só pode melhorar para fazer as próximas provas mais confortavelmente e voltar a ser, pelo menos, 10% do corredor que fui. Isso basta-me. Por agora. 

 
Filipe Gil

1º Trilhos de Lousa Noturno 2018 - uma prova que merece a sua atenção!

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Se procuram um bom motivo para retomarem os treinos depois dumas férias merecidas, então têm aqui uma boa oportunidade!

Já estão abertas as inscrições para a 1ª edição dos Trilhos de Lousa (não confundam com Lousã) que se realiza no dia 29 de setembro (sábado) e que inclui várias atividades:

  • Feira de trail (com a presença de várias marcas como a Berg, a Suunto e a Buff)
  • Palestra sobre nutrição e trail running (com a presença da nossa nutricionista Ana Sofia Guerra)
  • Kids Race
  • Mini trail ou caminhada com duração máxima de 3h (aprox. 10 Km)
  • Trail com duração máxima de 4h (aprox. 12 Km)  

O evento tem início às 15h00 com a palestra, sendo que o trail começa às 19h00 e o mini trail às 19h15. 

O mini trail conta com um abastecimento de líquidos e o trail com um abastecimento de sólidos e líquidos durante a prova e no final.

A prova de trail conta com uma altimetria de 600D+ e, como se realiza à noite, certamente não irá sofrer com o calor.

A organização da prova (ASSOCIAÇÂO DESPORTIVA GO RUNNERS) alerta que todos os atletas deverão trazer reservatório de água individual, pois não serão servidos copos. Se quiserem tomar um duche depois da prova, existem banhos disponíveis no Clube Desportivo de Lousa.

A primeira fase de inscrições termina a 20 de setembro, mas as inscrições são limitadas! 

 

Para quem não conhece, a Lousa é uma freguesia do concelho de Loures e que é conhecida pelas suas provas de BTT e pela produção de queijos.

Fica o convite: traga os seus amigos e família e junte-se a nós nesta festa!

Para mais informações, aqui fica o link da prova.

Boas corridas!

 

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