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Correr na Cidade

UTMB - TDS :: Uma aventura e tanto

Não sei bem ao certo como isto começou, após o ano passado ter concluído os 80 km do Reccua Douro Trail e de ter chegado ao fim com a sensação que fazia mais uns quantos quilómetros se fosse preciso, comecei a pensar que deveria tentar uma prova de três dígitos.

Levado pelo sonho de um dia ir a Chamonix e participar numa das provas do UTMB, conjuntamente com os relatos, videos e fotografias de colegas que lá tiveram, pensei que este era o local ideal para me estrear na distancia...

 

Se estás nestas condições e a pensar em ir, fica o aviso que não aconselho que o TDS seja a tua primeira prova de 3 dígitos, nem a tua primeira prova nos Alpes, é de loucos acredita.

 

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 O TDS é considerado por muitos "A" prova, pela sua natureza selvagem, com um piso demolidor ao longo dos seus 119km e 7.250m de desnível positivo. É verdade, não tem a distância do UTMB, nem vira duas noites, mas tem as subidas e descidas mais agressivas, uma distancia entre abastecimentos que ronda os 15k a 20k que podem corresponder a mais de 5 horas de prova dependendo do ritmo de cada um e uma sensação de arrebatadora de isolamento na segunda metade da prova. 

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A chegada a Meca...

 

A chegada a Chamonix foi fantástica, eu e Sara parecíamos dois miúdos numa loja de doces, o ambiente que vive e respira ali é brutal, toda a vila é virada para a montanha e para os desportos que a montanha oferece, trail, alpinismo, btt, treking, canoagem, ski, etc...

A sensação de pequenez aqui é enorme, tudo há volta à gigante e imenso, sentimos que não nossos nada e que somos realmente abençoados em estarmos vivos para sentir e viver estas experiências.

 

Num primeiro passeio pelas ruas frenéticas de pessoas, lá está ele - O portico dos sonhos - a linha de chegada, ao fim de tanto tempo, tantas fotos e tantos videos em que o vi pelo ecrã, lá está ele aqui ao pé de mim, ao vivo de cores - Penso que é aqui que quero chegar, o meu objectivo está ali, passar por debaixo dele com a nossa bandeira levantada bem alto.

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Acreditem que queria descrever mais a atmosfera que se vive aqui, as ruas, as pessoas, mas falta-me as palavras, mas acreditem que não é à toa que este é considerado um dos mais conceituados eventos de trail a nível mundial... façam as malas e vejam por vocês mesmo e depois digam se ficam ou não ficam também sem palavras.

 

 

A entrega dos dorsais e a organização

 

Desde cedo que sentimos que estamos numa prova diferente e que a organização evento é fantástica e enorme, tudo muito bem organizado, com pessoas extremamente simpáticas que fazem isto por gosto e amor à montanha. A entrega dos dorsais parece um terminal do aeroporto, com controles e vários check points até ao tão esperado dorsal, todos os atletas são controlados na lista de material obrigatório através de um sistema aleatório, a mim calhou-me a manta de sobrevivência, reserva de alimentar, os dois frontais e baterias de substituição e telemóvel, após esta etapa, segue-se então da chipagem da mochila, colocação da pulseira e dorsal e por fim a validação dos tickets para os autocarros. 

 

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O Dia D

 

O dia ou melhor, a noite D... O TDS começa às 6h em Courmayer no lado Italiano no Monte Branco, para lá chegar é necessário apanhar um autocarro da organização... O meu era 4.30 da manhã, o que fez que tivesse de acordar às 3h depois de um par de horas mal dormidas devido aos nervos - ainda alguém acredita que o TDS não vira 2 noites!! Ao chegar a Courmayer ainda meio a dormir, levo uma chapada na cara de trail runners, caras de todas as nacionalidades, felizes, nervosos, uns despedem-se de familiares como se fossem para a guerra, beijos, abraços, fotos... Sorrisos que disfarçam o medo do que vão encontrar.

 

Sim, eu também estava assim... 

 

Em Chamonix tinha ficado a Sara, ela iria acompanhar-me durante o percurso, através do serviço de acompanhamento da organização e tendo o dorsal de minha assistente podia dar-me apoio directo mais adiante em dois pontos de abastecimento, mas aqui era tempo de eu estar sozinho comigo, com os meus demónios e preparar-me para me deixar ir.

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O UTMB é um espectáculo em todos os aspectos e as partidas especialmente são pensadas para serem vibrantes para os que partem e para os que assistem... São quase 6 horas e nas colunas de som bem alto começa-se a ouvir o Heart of Courage e as ouve-se as palavras do speaker:

 

"This his your moment, you have been training...now it's your time... The time your dreams came true..." 

 

Tentem visualizar o momento e não digam que não é emocionante.

 

E é assim que partimos, neste momento sinto-me um guerreiro espartano pronto para a combate, o inicio da prova é feito pelas ruas de Courmayer, cheias de cheias a aplaudir e com chocalhos nas mãos a dar força a quem parte - São 6 da manhã o que esta gente faz aqui... Fantástico - e da mesma forma que partimos no meio daquela euforia, rapidamente nos afastamos para meio do silencio da montanha e nos remetemos ao silencio e à nossa pequenez.

 

Objectivos iniciais

 

Primeiro objectivo - Terminar a prova
Segundo objectivo - Chegar à base de vida (66km) com luz do dia, de forma que tenha feito a descida de Passeur du Pralognan com luz natural.

Deixo um video de uma edição anterior do TDS que mostra bem a minha vontade de fazer a descida do Passeur du Pralognan de dia - vejam por favor no 1m20s e 3m40s - uma maluqueira de descida certo!!

 

Terceiro objectivo - Fazer a prova a rondar as 30h

 

A prova... 

 

O como já referi o TDS tem tanto de bruta como de sexy, ela leva-nos por paisagens brutais mas faz-nos pagar e pagar bem caro para lá chegar. Abandonamos rapidamente a vila de Courmayer e começamos a primeira grande ascensão até Aréte du Mont-Fravre uma subida de quase 1500D+ logo ao 2km de prova. Esta subida é feita por estradão largo ao longo de uma pista de sky, o que é bom pois os atletas ainda vão muito em plutão e assim é possivel ter um inicio sem grandes atropelos o que permite às pessoas ganharem o seu espaço ao longo do cordão de atletas. Chegando ao primeiro abastecimento liquido, uma descida rápida já em single track com paisagens de cortar as respiração, passando por alguns riachos resultantes do degelo e zonas mais técnicas de pedra que nos leva um planalto e ao segundo abastecimento, este já solido.

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Os abastecimentos são fabulosos, queijos de vários tipos, sopas de massa, chouriços, pão, barras e tudo o que esperamos encontrar num abastecimento. Encho os bidons, como uma sopa com massa e uma fatia de pão e sigo caminho, não quero perder muito tempo, quero me distanciar dos cortes de tempo rapidamente. Pelo caminho vou actualizando a Sara e também o Nuno Malcata com fotos e mensagens de como me ia sentindo, incrivelmente tive sempre rede ao percurso.

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A subida ao Col Chavannes, um dos pontos mais altos da prova, é fantástica com passagens perigosas, em que escorregar não é opção mas sempre com o bonus de ter uma vista fantástica para o vale de La Seigne.

Vencido o Col sento-me um pouco, retempero energias com meia barra energética e agradeço o poder de estar aqui para ver isto á minha volta.

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Esticar as pernas

 

A seguir ao Col, segue-se um vale imenso e uma descida ao longo da montanha em estradão, ora de terra, ora calçada romana, a descida é longa e suave, daquelas que dá para deixar o corpo ir sem stress e rolar a boa velocidade.

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Rapidamente me apercebo que um dos inimigos do dia vai ser o calor, o sol ainda não vai alto e já se faz sentir. O estradão é ladeado por muitos ribeiros que os atletas usam para se refrescar e encher os bidons... Resisto à tentação de beber aquela água fresca com o receio que não me fizesse bem, apenas encharco vezes sem conta o buff que levo na cabeça e sigo para Alpetta, uma passagem após uma descida mais bruta por cima de rio.

 

Aqui centenas de pessoas esperam por atletas, é um local muito simpatico com relva, rio e pois... vacas... sim é muitas mas muitas vacas por aqui...

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Após esta descida é hora de começar a ganhar altitude novamente até ao Col du Petit St. Bernard, cuja a ultima subida é fud$%&... uma rampa saída do nada até ao abastecimento, no meio de uns arbustos que se agarram às pernas. No final na subida oiço os primeiros gritos "Portugal" e sinto um animo enorme, mais ainda quando vejo a Sara, que me esperava já neste abastecimento, tínhamos combinado apenas ela estar no Bourg Saint-Maurice, e foi perfeito vê-la mais cedo.

 

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 Foto do Miro Cerqueira

 

É hora de passar a fronteira...

 

Hidrato-me, como e sigo caminho e passo a fronteira - Estou no volta a França! - dias antes da partida tinha conversado com o António Vale que fez o TDS o ano passado e me tinha tido para gerir bem esta descida enorme de cerca 1400D- pois ia fazer moça... Assim fiz, desci devagar q.b, o ultimo troço é feito numa floresta tipo "Sintra" que me lembrou um bocadinho de casa e me deu alento.

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O calor era horrível, os donos das casas que íamos passando já na fase final da descida, tinham as mangueiras abertas para nos dar banho e nos refrescar... Impecável mesmo!!...  E sem dar conta chego ao abastecimento de Bourg Saint-Maurice, aqui a Sara podia dar-me assistência directa e entra comigo no abastecimento.

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Há nossa volta, atletas no chão em sofrimento, pessoas em desidratação, a tenda das desistências está apinhada, a montanha começa a ceifar atletas. Encontro um espaço nas mesas para me sentar, alimento-me bem e descanso um pouco, enquanto a Sara me drena as coxas e os gémeos, infelizmente ela tem de ir antes de eu sair do abastecimento, pois o próximo autocarro ia sair e o próximo só era daqui a umas horas.

 

Aproveito para encher os bidons com calma pois sabia que iria entrar no segmento mais selvagem do TDS e os próximos 50km iriam ser diferentes BEM diferentes destes primeiros. Ao sair ainda fui ao controlo de material obrigatório e faço-me à subida, literalmente são 2km verticais debaixo de um calor abrasador... UFA!!!

 

 

Mas isto não pára de subir...

 

Começa a subida, pé ante pé, devagar... Com calma tudo se faz, rapidamente começo a ver atletas a descansar a cada pedra, a cada sombra, vejo outros a descer. Pergunto porque estão a descer, respondem que vão desistir!!

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 Os primeiros quilómetros são feitos dentro de um bosque que rapidamente desaparece e ficamos à mercê do sol, descanso sento-me um pouco à saída do bosque para aproveitar a sombra, ao meu lado um italiano pega no telefone, liga para organização e diz que vai desistir - A montanha continua a engolir pessoas... Saio do bosque e a coisa fica a pique, a cada curva no serpentar do trilho, a cada sombra existem pessoas deitadas no chão a descansar, faço o mesmo e lentamente chego ao Fort de La Platte, aqui existe uma torneira de agua gelada - E é o céu na Terra.

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Depois a inclinação acalma até voltar a ficar muito a pique - Cá está... são os últimos 300m verticais, o cume está ali... Descanso antes de subir este ultimo segmento - Não há ninguém que suba de penalti isto

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Yeahhhh Alcanço o Passeur du Pralognan, tiro mais umas fotos, actualizo a minha equipa de suporte e saio dali, ainda é de dia - Consegui!! A seguir uma descida muito muito técnica a pique cheia de pedra, cair aqui é sinonimo de ser a ultima descida da vida e consigo alcançar o sopé e um estradão que me leva à base de vida no limite da luz solar.

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Base de vida e o meu erro...

 

Na base de vida o ambiente é frenético, na entrada há balcão de levantamento dos sacos de apoio onde me dirijo em primeiro lugar, do outro lado o balcão gigante de comidas e bebidas e ao fundo num canto, a zona de comidas quentes, sopas e massas cozinhadas. Encontro um lugar sossegado no meio das mesas, coloco o relógio e o telemóvel a carregar e vou buscar comida mais solida, dou preferência às massas com queijos, um sandes de salami e barras energéticas.

 

Após a refeição é hora de cuidar de mim, descalço-me e tiro as meias sujas e avalio o pés - Estão OK! Limpo os pés com toalhetes de limpeza que tinha no saco de apoio e coloca creme anti fricções e... Coloco o meu erro no pés...

 

Dias antes na expo, num dos stands encontro à venda meias da Injinji, iguais aquelas que estou habituado a usar e o rapaz do stand diz que essas não tem, mas que tem de umas outra gama da Injinji que são iguais e só mudava a cor.

Sim o meu erro foi calçar estas meias, quilómetros mais à frente demonstraram que não eram nada iguais, mas já lá vamos...

 

Embora tenha uma muda completa do saco de vida, sapatilhas incluídas, mantenho o mesmo equipamento que vinha comigo deste o inicio, apenas coloco um par de manguitos nos braços, visto o impermeável, coloco um buff da WONG bem quente no pescoço e uma fita grossa na cabeça.

 

É hora de me fazer à noite...

 

Após uns minutos de descanso, saio da base de vida sozinho, cá fora sente-se o frio gelo, da noite - tenho que correr para aquecer - o piso não é fácil, ao início um estradão fácil seguido de um trilho no meio de um terreno escorregadio e cheio de lama, mas com calma foi progredindo até ao Col de lá Sauce, nesta subida, encontro vários "corpos" deitados no meio do trilhos, caídos de exaustão - Sim, são pessoas, atletas que o cansaço venceu!!

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Atingindo o topo é hora de fazer uma das parte que mais queria, a descida até La Gitte, um trilho escavado no meio da rocha ao lado um em precipício e bem lá em baixo um barulho ensurdecedor de água - Brutal e assustador ao mesmo tempo! - Mas o que é bom acaba depressa e logo de seguida vem mais uma ascensão lenta e penosa até ao Col Est de La Gitte, faço-a de forma lenta mas constante o que me permitiu ultrapassar muita gente nesta subida.

 

 

Pedra e mais pedra...

 

Daqui até ao próximo abastecimento no Col do Jolie, veio a parte mais penosa para mim, um trilho de pedra e mais pedra, ora solta, ora rocha firme, sinto que os meus pés criaram bolhas nos dedos grandes e principalmente nos calcanhares que estava a comprometer o meu andamento em termos de ritmo principalmente e zonas de descidas onde podia correr.

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O Col de Jolie é o abastecimento mais animado, é uma tenda cheia de música e cor no meio do nada, cujo o som se ouve a quilometros de distância, aqui só existem estrelas e vacas mutantes que dormem no meio do trilho que se mostram indiferentes à nossa passagem - Passa por cima se quiseres!!!

 

Chego ao abastecimento e como pão e salami e resolvo descansar um pouco, despertador para tocar em 10 m e deito-me e dormo um soneca.

 

Trimmmm é hora de acordar...

 

Acordei, sabia que que tinha uma descida valente e isso preocupava-me devido à bolha no meu calcanhar, portanto tinha que me render às evidências e por de lado o meu objectivo de tempo e ir tranquilo, sabia que tinha já ganho tempo suficiente face aos cortes para chegar até ao final, portanto era gerir.

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Feita a descida, ora pelo estradão de uma pista de sky, ora pelo bosque, chego ao abastecimento de Contamines. A Sara entra comigo drena-me de novo as pernas enquanto preparo o equipamento para a ultima subida, o dia está a nascer e é hora de ficar mais fresco, tiro tudo e volto à tshirt da WAA e à pala na cabeça...

 

Despeço-me da Sara que vai directamente para Chamonix... Até já meu anjo...

 

Chamonix?

 

Chamonix? Pergunta o voluntário que indicava o caminho, para o ultimo segmento... Respondo: Lets Go!!!

Esta ultima ascensão são cerca de 1500d+ em 8k e outros tantos no sentido descendente até ao último abastecimento.

A primeira metade é feita quase sempre em estradão por meio de um bosque lindo, ia ganhando de novo posições a subir pois estava com força ainda, o meu mal era as descidas e rapidamente chego a Chalets du Truc.

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O último petisco...

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Após a passagem por este ponto, eis que chego à subida ao Col du Tricot, a última grande subida que acho que resume o TDS: bruta, vertical, pedra, aguenta e não chora... Uma pendente vertical que mete medo só fé olhar de baixo, sentimo-nos minúsculos aqui... Toda a gente grita de alegria ao chegar ao cimo, incrível o esforço para chegar aqui... Subo, grito e sento-me para contemplar esta maravilha da natureza... Obrigado!!!

 

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Agora é a descer... Sempre... Autchhh...

 

Sabia que ia ser massacrante descer isto para os meus pés, mas tinha de ser - Aguenta!!!

Sou ultrapassado por muita gente na descida, sabia que ia ser assim mas não fico chateado, fico irritado, só porque a descida é linda e eu adoro descer - Adorava ir a acelerar por ali abaixo! - a meio já não aguento, descalço-me e faço um curativo aos pés e sigo até Les Houches, onde somos recebidos em apoteose, já como finishers... Encho os bidons e vamos lá acabar isto.

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Chamonix 8k 150D+ 150D-

 

É o que diz a placa à saída do abastecimento - Pu#$ que pariu está quase - O ultimo segmento é feito junto ao rio, dentro de bosque, cada vez correr e mesmo andar é mais difícil, começo a ficar super chateado, tanta vez imaginei a chegada a Chamonix e não acreditava que não iria correr na meta FDX!!!

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Na entrada de Chamonix perto das paredes de escalada, encontro a Sara que me devolve alguma energia, falo com ela e digo-lhe que vou frustrado por não conseguir correr agora no final devido às bolhas e sigo a passo com ela.

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A cada passo que dou são mais as pessoas a apoiar, entro na rua cortada ao trânsito e estava à pinha de gente aos gritos... Que loucura é esta!!! Tiro a bandeira - Portugal!!! Ouve-se aqui e ali!!! A sensação é incrível!!

 

Não tens como não correr, esquece as dores e vamos a isto!!!

 

Toda a gente grita, as crianças pedem para que lhes batemos nas mãos, só mais curva e lá está ele... o Pórtico dos Sonhos!!! A partir daqui foi tudo câmara lenta na minha cabeça, bandeira bem alto... Portugal, Portugal! e passo meta - Lindo!!

 

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Virei o TDS

 

A chegada falo com a Pedro Portugal que me pergunta sobre calor e sobre a prova e me encaminha para os coletes de finishers... Obrigado Pedro pelas informações que dás à malta Lusa que vai aí. Procuro a Sara, já de colete na mão - Não vou largar isto mais - Sigo para o abastecimento final, sabia que eles tinham latas de cerveja e eu marecia uma!!!

 

O TDS é uma prova incrível, muito difícil, técnica, com piso demolidor, não é com toda a certeza a prova fazer pela primeira vez os Alpes, nem a primeira de 3 dígitos (129km contou o meu gps)... Mas é sem dúvida "A" aventura.

 

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Obrigado a todos os que me apoiaram, a minha crew, Correr na Cidade, em especial ao Luís Moura, Liliana, Tiago Portugal que me acompanharam mais de perto na preparação, ao Nuno Malcata que praticamente não dormiu e me acompanhou online sempre com mensagens de incentivo, ao Marcelo das Salamandras que me acompanhou em alguns treinos e que orgulhosamente tive o prazer de ver partir e chegar no UTMB.

Obrigado à minha família e muito mas muito obrigado à Sara que me acompanhou sempre ao longo na prova, fisicamente e no coração e que aturou o meu feitio ruim no pré prova e me deu força para chegar ao fim... Obrigado meu anjo.

 

Obrigado Monte Branco.
Obrigado Chamonix.
Sei que nos vamos voltar a encontrar


Até breve.

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