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Correr na Cidade

TRSA: Trail Run Socorro e Archeira - O teste final

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Por Tiago Portugal:

Após um ano quase exclusivamente dedicado aos trilhos resolvi em 2015 ser um pouco mais ambicioso nos meus objetivos e nos desafios a que me propus, sempre com ponderação, mas elevar um pouco a fasquia, afinal o sonho comanda a vida.

 

O meu 1º grande desafio para este ano é já dia 31 de janeiro, data em que irei participar pela 2.ª vez no Trilho dos Abutres. A minha preparação não tem sido a mais regular nem a mais adequada à dimensão da prova, basta recordar que no último mês corri umas 4 vezes, o que é indiscutivelmente muito pouco.

 

Nada melhor para testar a minha condição do que uma prova de 29km com um desnível positivo considerável, 1700d+. Foi com esta premissa que no dia 18 de janeiro fui para Torres Vedras participar no TRSA-Trail Run Socorro e Archeira, prova classificada pela organização como muito difícil e o meu último grande teste antes dos Abutres.

 

Posso descrever a prova em 3 palavras: lama, técnica e quedas. Não me vou alongar muito na descrição e no resumo da prova pois teria muito para contar, tantas foram as peripécias que me aconteceram. Foi uma das provas mais duras em que participei, a organização não enganou ninguém, a prova era realmente muito difícil.

 

Foram quase 29km ininterruptos de lama, alguma pedra solta, caminhos de cabra, muitas quedas e ainda fomos brindados com quase 1km de corrida por riachos gelados e escorregadios. Foram 4h50 de esforço, determinação e resiliência para superar o terreno que não facilitava a passagem e insistia em me mandar para o chão. Apesar de todas as contrariedades, caí umas 6 vezes, uma das quais no meio do riacho com direito a um encontro imediato entre o meu joelho e uma pedra, uma indisposição a meio da prova e até fome, consegui terminar a prova, as várias marcas com que fiquei servem de testemunho.    

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A prova foi muito técnica e sem dúvida um grande treino para o que me espera, ainda agradeci ao São Pedro o fato de não ter chovido o que teria dificultado ainda mais a tarefa. Esta prova foi um exemplo do que é uma prova de Trail, muita técnica de corrida, pisos variados, uma luta contra a natureza e no fim a superação e a alegria de, apesar das dificuldades, conseguir chegar ao fim com um sorriso nos lábios e a sensação de dever cumprido.

 

Gostei muito do percurso, não faltou variedade, acho que subimos as serras de todos os lados, só tive pena do nevoeiro que não permitiu desfrutar completamente da vista. As marcações estavam impecáveis, só achei que em alguns troços da prova faltaram voluntários. A passagem pelo riacho merecia mais alguma atenção, era um local propício a quedas e em caso de lesão ficávamos completamente isolados e sem ajuda por perto.

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 Algumas notas para o futuro:

  1. Preparar e verificar o material de véspera. Não o fiz e ao fim de 5 minutos o meu relógio ficou sem bateria. Não saber as horas e os km dificultou-me a tarefa e não consegui gerir o esforço e a alimentação. Foi tudo à moda antiga, conforme me ia sentindo ia comendo e bebendo, talvez por isso tenha passado fome;

  2. Consultar previamente o percurso e estudar a prova. Fui no desconhecimento completo, não sabia em que km´s eram os abastecimentos, erro básico que condiciona a prestação.

 

Concluindo, 4h53 que serviram de teste, percebi que não estou em grande forma e tenho seriamente que me dedicar e esforçar um pouco mais, talvez agora já seja tarde mas vou tentar. Uma prova a repetir e que fica no meu top 5 de provas mais duras que fiz, espero que em 2016 me façam companhia.

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