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Correr na Cidade

Trail da Serra da Lousã - uma viagem de superação

Quando em Junho deste ano terminei o Louzan Trail de 33km com vontade de correr mais, decidi inscrever-me numa prova de trail maior. A paixão pela Serra da Lousã fez-me optar, sem hesitar, pelos 42km do AX Trail, que decorreu no sábado passado. Tal como o Nuno Malcata já tinha partilhado convosco aqui, fomos em modo Running Trip com mais três amigos, que se iriam estrear na distância.

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A partida da grande viagem. Excitação.

 

Em termos de treino, embora tenha tido pouca oportunidade de correr em trilhos, sentia-me bem. Sinto que o ginásio (reforço muscular, aulas de Spinning e Body Pump), em combinação com treinos de corrida, fez-me bem. O meu espírito de “apenas quero acabar e chegar bem” ajudou-me a não stressar e a estar muito motivada nos dias anteriores à prova. No entanto, alguma insegurança persistia, razão pela qual decidi não fazer muito “barulho” nos Social Media sobre este meu grande desafio.

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Entreajuda.

 

Não querendo massacrar-vos com demasiados detalhes, a prova correu extremamente bem. Consegui descansar devidamente na véspera, algo essencial para mim, e acordei muito bem-disposta. Arrancámos em grupo, os cinco elementos da equipa, mas no km 4, ao encontrar a primeira das duas grandes paredes do percurso, rapidamente perdi pedalada e comecei a afastar-me do grupo. Sei que não sou muito rápida nas subidas, não gosto delas quando são muito inclinadas, mas sabia que nas descidas, provavelmente iria conseguir apanha-los. Assim foi e fizemos uma boa parte do percurso em grupo. Houve umas descidas fantásticas, muito técnicas e com vários tipos de piso, tal como eu adoro! Em poucas palavras, entre o km 7 e 15 fomos quase todos juntos, e no segundo abastecimento, antes da subida do inferno do “Cuco”, ainda dei um hi-five aos meus amigos, mas eles arrancaram quando eu chegueu e partir daí fiz a prova “sozinha”.

10395827_10154730247320453_6043649567676833208_n.jEscuridão e sofrimento...

 

Ainda bem que tinha trazido música que gosto de ouvir quando corro sozinha. Acredito que sem música, o km 24 ao 30 teriam sido muito mais difíceis. A subida do “Cuco” fiz nas calmas, foi horrível, chamei nomes a não sei quem e sofri à seria, mas nunca pensei em desistir. Sentia-me bem e sabia que a partir do km 30 seria sempre a descerrrrr. No topo da Serra, no Trevim, apanhei imenso frio e tanto nevoeiro que a visibilidade estava péssima. Mais um troço infernal, com um piso tao técnico que pouco conseguia correr. Finalmente comecei a sentir a descida e a partir daí senti-me muito forte, sabia que iria chegar bem, mesmo estando sozinha. Acelerei do km 30 até ao fim, até nas subidas, na esperança de conseguir apanhar a Rute, o Nuno e o João e com eles cruzar a meta, mas sem sucesso, eles chegaram poucos minutos antes de mim.

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Liberdade e felicidade.

 

O cruzar da meta foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Não consegui de todo conter as lágrimas, aliás, nem tentei. A superação é enorme, ainda maior por ter feito grande parte sozinha. Oito horas e vinte e um minutos de prova é muito trabalho físico e tanto ou ainda mais psicológico. Nem consigo descrever; é incrível.

1926801_712498042164863_3210514600116538673_n.jpgFinishers! Todos bem, sem lesões mas cheios de superações!

 

Em termos de organização, os meus parabéns à Go Outdoor, desde o levantamento dos dorsais, ao espaço envolvente da partida/meta, aos abastecimentos (gente muito simpática), ao percurso, às fitas de sinalização, aos balneários e por fim à refeição no final da prova: muito bom. O percurso, excelente, concordo com a organização: “Pelo caminho está garantida a passagem em várias Aldeias do Xisto, no Trevim (ponto mais alto da Serra da Lousã), em Santo António da Neve e em duas Praias Fluviais. Os trilhos de ligação entre as aldeias, ribeiros e miradouros são autênticos paraísos para o trail running. E, com um pouco de sorte, há a possibilidade de se correr ao lado de um veado ou de avistar outro exemplar da fauna desta serra. A vegetação, ora exuberante, ora de baixo porte permite cenários únicos e cada quilómetro terá o seu encanto.” A ideia de haver a possibilidade de os atletas de ambas as provas (100km e 42km) se juntarem na fase final e lado a lado cruzarem a meta foi uma excelente ideia para quem fazia a prova de 42k puxar pelos grandes campeões dos 100km nos últimos kms. Uma fita ou outra a mais ao longo do percurso poderia ter dado jeito devido às condições climatéricas de nevoeiro muito intenso nalguns troços da prova, mas de resto, nada a apontar!

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Um dos meus troços preferidos da Serra da Lousã. Puro prazer.

 

 A prova em números (segundo o meu TomTom Runner e Strava):

Distância: 43,1km

Desnível acumulado: 2530

Tempo de prova: 8h21min

Tempo em movimento: 6h52min

Pace: 9:35/km

Km mais rápido: 5:38/km ao km 7

Km menos rápido: 17:14/km ao km 5

Calorias: 4515

Altitude max: 1186m

Altitude min: 240m

Alimentação: 2 gels Isostar Original, 1 barra de geleia frutos silvestres, 4 pastilhas Isostar, cerca de 4 litros de água e 3 copos de isotónico, bananas, laranjas, batatas fritas e amendoins.

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The day after... recovery jogging.

 

Mais uma vez, os meus parabéns à organização. Acho que conseguiram reunir “O melhor da Lousã em 42km...”, tal como prometeram. Para o ano, lá estarei. Nos 100km não, os 42 chegam… para já…:p

 

 

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