Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

4 boas apps para correr e não só…

bigstock-Portrait-Of-Fitness-Young-Woma-72129169.j 

Por Filipe Gil:

 

É um gesto dos principais aliados de quem começa a correr: colocar o smartphone no braço e carregar no ícone na nossa app de corrida de preferida. Um gesto simples que parece que nos ajuda a vencer a preguiça inicial da corrida. Principalmente naqueles primeiros metros que nos custam tanto.

Com a evolução no desporto o corredor tende a optar por outro tipo de equipamentos: relógios, pulseiras fit ou mesmo nada. Certo é que mesmo que não se use nada de apps, os corredores têm sempre um registo das suas provas, dos seus tempos em alguma app ou site. 

Numa altura em que cada vez mais se fala de wearables – produtos que usamos diariamente e que medem a nossa atividade física, o nosso sonos, etc.etc – as apps de corrida estão a acompanhar a evolução do mercado e alguns já monotorizam mais do que faziam anteriormente, que se baseava na caminhada, corrida ou bicicleta. Hoje em dia, a apps querem monotorizar o nosso treino, independentemente do desporto que fazemos.

 

A sua importância é tal que algumas das melhores apps são das marca de sportswear, com a Nike ou a Puma ou a Asics, ou outras que foram recentemente adquiridas por marcas, como a aquisição da Endomondo e da MapMyFitness pela Under Armour.

Tudo isto porque são fontes de informação inesgotáveis para as marcas e que indicam aquilo que os seus consumidores andam a fazer. Já ouviram falar de Big Data? É isto mesmo que se passa aqui. E prevejo que o mundo das apps ainda vai evoluir muito mais. Por enquanto, escolhemos quatro apps que achei das mais interessantes que existem atualmente no mercado. Apenas avaliamos as suas versões gratuitas. Veja as nossas escolhas.

 

Nike + Running:

nike.png

Uma app clássica. É das mais famosas e das mais utilizadas em todo o mundo. Já existe há quase 10 anos e passou de uma app que necessitava de um dispositivo nas sapatilhas, a algo que vem de raiz nos smartphones, utilizando os GPS destes para recolher os dados. De qualquer forma a app da Nike é gratuita e tem tido algumas evoluções. A navegação é intuitiva, simples e permite ser um dos melhores aliados dos principiantes nisto da corrida. Tem treinador virtual que nos permite escolher esquemas de treino para Maratonas ou Meias Maratonas, ou mesmo de 10K. Tem um ranking para irmos competindo com os nossos amigos da corrida e até tem desafios. Um das melhores funcionalidades - que agora já existe em outras - é a possibilidade de monotorizarmos os kms das sapatilhas que usamos. Esta app tem apenas monotorização de corrida. Ainda não chegou a outros desportos.

 

Puma Track:

 

puma1.png

É certamente uma das menos usadas nesta lista pelos corredores nacionais. Mas sem dúvida que pelo seu interface, pela evolução que tem tido nos últimos tempos, é uma app a considerar. E agora não monotoriza apenas a corrida, mas sim uma série de treinos (de Remo, a Step, de Bicicleta a Natação, entre outros). Também tem um ranking (tal como a Nike + Running) e podemos contribuir para que a cidade onde fazemos exercício entre no ranking das mais pontuadas a nível mundial. Uma das novidades é o “Make a Pact” desafios que a app nos lança e que podemos aceitar…ou não. E tem ligação às principais redes sociais.

 

Strava:

strava2.png

Muito utilizada entre bikers e ultra runners. Talvez porque permite uma boa ligação com alguns dos melhores e mais usados relógios GPS - dos Suunto aos Garmin e até aos famosos ARival (aqui a vida não é fácil para utilizadores de Mac, mas é possível). A sua utilização é simples e intuitiva e tem uma vertende de interação social muito interessante, com os desafios. Na minha opinião, uma das suas mais valias é podermos seguir alguns dos melhores atletas do mundo que utilizam esta app. Casos de Anna Frost, Dominic Grossman, Ethan Newberry (o Ginger Runner), Rob Krar, e os portugueses Hélder Ferreira e Carla André. Para além de tudo isso, tem desafios constantes que podemos aceitar.

 

MapMyFitness:

 

mapmy.png

 

Há uns meses esta plataforma foi adquirida pela marca Under Armour (marca nº2 no Estados Unidos da América), tal como a Endomondo. A MapMyFitness, tem grande sucesso nos Estados Unidos da América, e a Endomondo que tem sucesso entre os corredores europeus. Ora, cingindo-nos ao MapMyFitness, o melhor desta app é podermos ter vários exercícios monotorizados. Desde a corrida à caminhada, passando por abdominais ou exercícios de step. É uma app muito completa e que pode ser usada não só para corredores mas por todos os que praticam algum tipo de exercício. Inclui uma lista de sapatilhas que podemos adicionar para irmos controlando a sua quilometragem, mas tem algumas falhas de modelos, talvez porque a base desta app seja o mercado norte-americano. Confesso que de todas parece-me a mais complexa e menos interessante só para quem faz corrida. Já para quem monotorizar todos os exercícios, pode ser das mais interessantes

 

É claro que existem outras apps que muitos corredores (praticantes também de outras modalidades) usam. Esta foi a minha escolha mais recente, tendo por base, sobretudo, a novidade de, na sua maioria, deixaram de monotorizar apenas as corridas e passaram a ser "treinadores" e também a englobar outras modalidades de treino. Isto numa altura em que cada vez mais os corredores fazem outras modalidades para garantirem melhor performance na corrida. A escolha é vossa! Boas corridas, perdão, bons treinos.

 

Sapatilhas 2015 - Resumo do ano

12015-06-05_4.jpg

Por Tiago Portugal:

 

2015 está a ser um ano prolífero em termos de sapatilhas de corrida. As marcas estão a apostar cada vez mais em inovação e design e com isso ganhamos nós todos. Os sapatos de corrida são cada vez mais pensados e desenhados para serem usados não só na corrida mas também no dia-a-dia.

 

Além das novas coleções 2015, este ano assistimos ao aparecimento em Portugal de novas marcas tais como a Salming, Hoka One One e Pearl Izumi só para citar algumas.

 

Vamos fazer um resumo dos modelos de sapatilhas (de estrada e de trail) que os membros do CNC já experimentaram e testaram até à data - sendo que alguns modelos ainda estão na calha e a terminar o período de testes para serem devidamente apresentados aqui.

Até ao fim do ano estão prometidas muitas novidades mas por enquanto fique com as sapatilhas que tiveram as pontuações mais elevadas desde o início de 2015 até à data.

 

Estrada

Saucony Triumph ISO

New Balance 890v5

Puma Ignite

Adidas Ultra Boost

Salming Distance

Puma Faas 500 S2

Under Armour Engage

 

Trail

Reebok All Terrain Super

Salming T1

La Sportiva Bushido

Merrell AllOut Peak

Kalenji XT5 Kiprun

Berg Pantera

Pearl Izumi E:Motion M2

 

Review: Under Armour Engaged Green

DSC00367.JPG 

Por Luis Moura

 

Este teste é provavelmente o mais comprido que já fiz. O objetivo inicial era utilizar os Engage nos treinos pequenos/médios na preparação de uma potencial meia-maratona ou maratona no final do primeiro trimestre de 2015, mas o redireccionamento total para trilhos no primeiro semestre do ano fizeram com que os treinos fossem de certa maneira, reajustados. Continuei a treinar com os Engage, mas com menos frequência, usando-os "apenas" para os treinos mais curtos e rápidos durante a semana. Nesse sentido, ao fim de 32 treinos, eles tem 295km ( 9.2km/treino ) com um total de 5.530D+ e uma média de 5:18/km. A maior parte dos treinos no meio de Lisboa a subir e descer escadas e rampas.

 

DESIGN

Para mim umas sapatilhas são um instrumento de treino/competição. Pouco me interessa o visual, sem serem MUITO feias !, desde que sejam praticas, eficientes e acima de tudo confortáveis/adequadas para a função delas. Estas Engage tem um aspeto frágil devido ao seu desenho e materiais, mas são na realidade muito robustas e para mim das mais bonitas que já usei e vi no mercado. São simples, bem desenhadas e apenas os cordões com materiais mais antigos e menos usado nas sapatilhas modernas destoam do conjunto. Acho que este é um daqueles casos em que o aspeto da sapatilha diz muito da performance que tem e do que podemos contar delas. Leves, rápidas, funcionais e leves. Já tinha dito ?

 

DSC00366.JPG

 

Amortecimento/estabilidade

Não só são leves, como as sentimos leves em todos os momentos dos treinos/provas. Não pesam ao longo dos km's e sentimos sempre o pé muito leve e solicito a mudar de direção ou a iniciar uma subida ingreme sem parecer que leva um quadrado de betão tipo máfia agarrado no pé, ao mesmo tempo que produzem um amortecimento adequado para quase todas as situações. Só em alguns troços de estradão senti que a estabilidade e o apoio que dão podiam ser um pouco melhores, mas não será o publico alvo desta sapatilha. A sola inicialmente aparentava que seria um ponto menos positivos da mesma, mas o facto é que se revelou uma excelente companheira de km's e talvez o melhor ponto da sapatilha. Continua com muito bom aspeto ( quase sem marcas de desgaste ), continua confortável, continua a proporcionar um bom apoio em todo o pé o que leva a uma estabilidade e facilidade em devorar km's.

 

DSC00368.JPG

 

Conforto

Tal como tinha dito quando escrevi o primeiro texto sobre elas, estas sapatilhas parecem-me ideais para "pequenos" treinos. Qualquer coisa que passe dos 10/12km altera completamente o comportamento da sapatilha, como se a sola e o material de que é composto a parte da estrutura interior de suporte ficassem cansados. Principalmente em dias mais quentes, o impacto desta alteração física dos materiais tem mais impacto nos pés. Na meia-maratona em Dezembro, mesmo num dia "frio", cheguei à meta com os pés bastantes vermelhos do esforço e fricção interna. Entretanto reservei as sapatilhas para os treinos mais curtos devido a esta característica. às vezes faço treinos de 15 ou 17km e noto logo. Quanto mais rápido o treino, mais o efeito de aquecimento se nota. A qualidade dos materiais para mim é excelente. Apesar dos quase 300km, a qualidade da sola, da estrutura superior e interior continuam muito boas. Visualmente tem alguma sujidade de um ou outro treino em escadas, mas de resto quando se olha mais de perta as costuras ou pontos de junção, continuam excelentes. E essa qualidade geral dos materiais ajuda muito no conforto que sentimos. Dá confiança para ritmos elevados e sempre com um bom sentimento. De que a sapatilha é de facto um prolongamento do pé e não apenas um apêndice extra a carregar.

 

DSC00369.JPG

 

Preço

É um excelente negócio tendo em conta o preço e o segmento onde se inserem. Consegue-se arranjar abaixo dos 70€ em lojas nacionais e se forem compradas nas alturas dos saldos, ainda melhor negocio ficam. Acho que face ao que oferecem, tem de facto um excelente rácio preço/qualidade. Tendo em conta quanto a concorrência normalmente pede por qualidade similar...

 


Avaliação (de 0 a 20):

DESIGN: 19
CONFORTO: 16
AMORTECIMENTO: 18
ESTABILIDADE: 18
PREÇO: 20

Avaliação Total (de 0 a 100): 91

 

DSC00370.JPG

Nota final
São umas excelentes sapatilhas, para treinos mais curtos. Para quem procura companhia para treinos de +20km, terá que procurar outro parceiro de treino.
De resto, não tem como não recomendar estas sapatilhas para quem quiser correr poucos km's, devagar ou rápido. Vão continuar a ser as minhas parceiras para os treinos pequenos durante os próximos meses.


Podem ver o unboxing delas aqui e a primeira impressão aqui.


1ª impressão: Under Armour Engage

20141206_114508.jpg

Por : Luís Moura


Em duas semanas fiz  cinco pequenos treinos e uma meia-maratona com estas Under Armour Engage, num total de 50km.

Tal como disse no unboxing, a sapatilha tem um aspecto simples mas ao mesmo tempo robusto. A combinação de cores está interessante sendo que o uso dos tipicos cordões de apertar ajuda ao ar simplista mas ao mesmo tempo muito interessante.

 

As costuras e pontos de junção dos diferentes componentes da sapatilha parecem entrelaçar-se bem e ficamos com a noção que em alguns pontos a passagem de uma área para a área é feita sem nos apercebermos, tal a maneira como se ligam.

A sapatilha é de facto muito leve. Sente-se quando se pega na sapatilha e quando se corre com elas. Para treinos curtos ajuda na cadência alta para se obter ritmos mais elevados sem pesarem muito e nos treinos mais longos ajudam a que o desgaste feito seja um pouco menor.

Apesar do aspecto algo grande e redondo que a sola tem, devido ao material em que é feita, provoca um pisar muito confortável e no entanto não prejudica o peso total do conjunto. Testei a sapatilha em três situações distintas, no meio de Lisboa e com as ruas ligeiramente húmidas sem estar a chover, em estrada mais aberta com misto de alcatrão e um pouco de estradão e por fim quase 98% de alcatrão na Meia Maratona dos Descobrimentos.

Em todos os pisos, incluindo na calçada portuguesa, a sola dá uma passada suave e confortável, apenas se notando que a rigidez da mesma pode prejudicar em treinos mais longos e com piso mais irregular, pois a parte posterior da mesma tem uma elevada dureza e pouca torção na passada.


Um ponto que notei na última semana e com especial ênfase na Meia-Maratona, é que a sapatilha é um pouco fria quando se calça e demora uns bons minutos a aquecer o pé, até ele chegar a uma temperatura confortável. Mas ao fim de mais de 1h a correr, começam a aquecer muito mesmo, sendo que nos ultimos 3/4km da Meia-Maratona comecei a sentir algum desconforto na planta do pé. Penso que terá a ver com a fricção da sola com o piso mais duro do alcatrão, mas com mais treinos vou ver este detalhe da temperatura em pormenor.

Com apenas 50km a sola já apresenta pequenos riscos de uso que parece ser normal nestas solas "não-convencionais". Todos os treinos que estou a fazer com elas são de ritmo elevado (média de 4:27/km até agora ) e a sola tem-se aguentado bem em conforto e aderência.

descobrimentos1.jpg

Nestes primeiros contactos parece ser uma boa companhia para treinos leves e rápidos e para o preço proposto apresenta ter uma excelente relação preço/qualidade. Para mim, acho que 10km será o ideal como máximo para explorar as potencialidades das Engage agora no Inverno. Nos próximos 2/3 meses vou aferir da possibilidade para distâncias maiores, mas a minha primeira experiencia não correu a 100% na Meia-Maratona.


Não tem a qualidade de outros segmentos mas para quem pretende uma sapatilha mais barata mas que proporcione um bom pisar e uma boa experiencia de corrida, é uma boa alternativa.

 

 

 

As sapatilhas de running que chegam em 2015

Apresentamos algumas imagens dos novos modelos que vão chegar ao mercado em 2015, sobretudo focado na coleção Spring/Summer. De notar que há algumas marcas que não têm representação em Portugal - mas nada que uma compra via e-commerce não resolva, certo?

Gostam destes novos modelos? Quais os vossos preferidos?

 

A nova marca Ampla Fly e o seu modelo: 

Ampla-Fly.jpg

 

 

Hoka One One Speedgoat:Hoka-One-One-Speedgoat.jpg

Skechers Go Ultra 2: 

Skechers-Go-Ultra-2.jpg

 

Salomon Sense Pro Pulse:

Salomon-Sense-Pro-Pulse.jpg

 

Inov-8 Terra Claw:

Inov-8-Terra-Claw-250.jpg

 

Newton Distance IV:Newton-Distance-IV-w.jpg

 

Scott Kinabalu Supertrack:Scott-Kinabalu-Supertrac.jpg

 

Under Armour Fat Tire:Under-Armour-Fat-Tire-2.jpg

 Saucony Nomad TR:

Saucony-Nomad-TR.jpg

 

 

 

 

 

 

Race Report: II Meia Maratona Descobrimentos 2014

descobrimentos0.jpgPor : Luís Moura

 

Recebi o convite para participar nesta segunda edição da Meia Maratona dos Descobrimentos uns dias antes do evento, prova esta que vem "usufruir" do espaço livre em Dezembro, a nível de provas, com a passagem da Maratona de Lisboa para inicio de Outubro.


Sem preparação especifica para rolar muito depressa em alcatrão, visto que desde Abril/Maio cerca de 80% dos meus treinos são feitos em trilhos em preparação para as diversas provas a que fui (No próximo fim-de-semana irei aos 47km dos Trilhos Nocturnos de Albufeira), foi com alguma expectativa que fui testar a "máquina" para ver como estes últimos meses moldaram o corpo.


Será que andar sempre a fazer médias entre os 5:30/km e os 7/km reduziu a capacidade de rolar depressa no alcatrão? Será que o peso que perdi nestes meses juntando ao aumento de força nas pernas iria produzir melhorias visiveis? Será que andar a fazer provas de 53 ou 82 km, produz um efeito de resistência no corpo que faz com que outras distâncias mais pequenas comecem a parecer "pequenas" ?

 

Na semana passada fiz dois treinos nocturnos, 5,7km na terça-feira a 4:38/km; e 6,1km na quinta-feira a 4:41/km e custaram imenso. Correr com este frio com inicio dos treinos perto das 20 horas, é complicado. A temperatura está muito baixa e custa respirar correctamente. Além de que o corpo demora algum tempo a aquecer convenientemente. No sábado de manha fiz 4,6km a 4:46/km para fazer um pequeno teste na mesma hora que iria correr no dia seguinte. Senti o corpo muito mais solto do que durante a semana e a respiração foi normal. Parecia tudo ok para domingo correr sem problemas.

 

No Domingo chegamos à zona de concentração do Correr na Cidade pelas 09h15 da manhã, 45 minutos antes da partida da Meia Maratona.


Tiramos umas fotos, uns minutos de conversa com os outros membros e amigos da crew, apanhei algum frio e comecei a fazer um pequeno aquecimento. Acabei às 09h50 e quando me dirigi para a partida, já fiquei a uns bons 50 metros do inicio. É o tal equilíbrio que é muito difícil de fazer em provas com uma elevada participação, entre fazer um bom aquecimento e arranjar um bom lugar para a saída. Nunca vou perceber porque pessoas que fazem acima das 2h querem ir para o primeiro metro da partida, mas isso fica para outra conversa "de café".


Logo naqueles 10 minutos fiquei a pensar na estratégia definitiva para a prova. Como iria arrancar, como iria fazer a travessia grande e como iria estar para os últimos 2/3km já perto do jardim. Visto que a prova tem uma subida muito acentuada logo no primeiro km, optei por atacar na subida, na descida e depois no plano. Parecia-me um plano linear e bem pensado :)

 

Após o tiro de partida, passo pela partida já com 55 segundos de prova. Durante uns bons 200 metros, ando devagar a tentar fazer ziguezague entre alguns atletas mais lentos que arrancaram à frente e vou tendo paciência... Apanhamos a subida da rua dos Jerónimos e comecei a acelerar um pouco. Encostei-me à direita porque existiam filas de 10 pessoas a correr paralelas a ocupar quase a estrada toda e fui subindo.

Viramos logo no Estádio do Restelo e continuei a gerir esforço. Quando mais à frente virámos à esquerda para descer a Avenida Dom Vasco da Gama acelerei mais um pouco. Continuei a passar imensa gente que seguia a um ritmo mais lento e notei que aquela pequena subida faz mossa a quem não treina muitas subidas.


Primeiro quilómetro a subir deu 4:16/km enquanto que até Algés deu 3:59 e 3:35/km até à rotunda.Viramos à esquerda na Avenida da Índia e avistei a bandeira da 1h30m. "Ui, aqui está um bom plano" - pensei para mim. Seguir aquele magote de pessoas que estavam à volta do corredor com a bandeira. Continuei em passo mais rápido e demorei cerca de 2km a chegar perto deles. ( 4:01 e 4:04/km ).


Entrei no grupo composto por uma corredora e uns 20 e poucos corredores, de todas as idades e quase todos a fazer compasso. Um ou outro foram caindo do grupo por estarem no seu limite de ritmo e não aguentaram.


Fiz 1 quilómetro com eles e vi que o meu ritmo estava óptimo para o que queria fazer e decidi ficar até achar que era altura de seguir em frente. 4:15, 4:15, 4:13, 4:15, 4:15, 4:11, 4:11, 4:12/km... parecia um relógio suíço o grupo todo junto a mover-se pela estrada, a ultrapassar alguns corredores que estavam a perder ímpeto e outros dos 10 km que já iam a passo.

 

Entretanto, passamos por dois abastecimentos (com muita água) e estávamos a chegar perto do ponto de retorno ao lado da estação de Santa Apolónia. Decidi avançar e abandonar o grupo que tanta ajuda me deu. Eles iriam fazer o retorno ligeiramente mais devagar e como me estava a sentir bem, apanhei boleia de 3 ou 4 que estavam à nossa frente.


Se no sentido inicial apanhamos muito vento de frente, e o ficar no meio do grupo protegeu-me imenso, depois do retorno acabou o vento frio e ficou uma temperatura muito agradável.

Daí até ao jardim de Belém, mantive sempre o mesmo ritmo entre os 4:06 e os 4:14/km. As pernas estavam a sentir-se bem  sem acusarem os 82 km de há três semanas atrás. O coração estava controladíssimo e a respiração impecável.


Ainda lutei um pouco contra a minha mente que me dizia, de vez em quando, que ia muito depressa e que se calhar estava bem era "na caminha", mas o objectivo é sempre o mesmo. Acabar o que se inicia! Sabendo que estava à frente do grupo da 1h30, sabia que se não acontecesse nada de maior, iria bater o meu PBT anterior feito na ponte 25 de Abril por uns bons minutos (1h33).

 

Quando cheguei na recta final em Belém, ainda com bastante energia de reserva, a mente já não queria dar ordens ao corpo, contudo,  fiz um pequeno e ultimo sprint até à meta. Deu 3:40/km naquele troço sem grande esforço físico.

descobrimentos1.jpg


Quando olhei para o relógio da meta deu para fazer um pequeno sorriso interior com a satisfação por um dever bem cumprido.

 

O objectivo da prova era tentar bater os 1h33 de março e apontar para as 1h30 que seria espectacular para quem não treina alcatrão e cardio especificamente. Mas ao passar a meta e ver 1:27:53 no relógio foi brutal!!!

Muito acima das minhas expectativas e deixou-me contente e com excelentes perspetivas para aquilo que 2015 me irá trazer se continuar a treinar com humildade, calma e sem pressas de resultados para o curto prazo.


Este é o resultado de treinar há pouco mais de um ano com cabeça e sem acelerar passos cruciais para o nosso desenvolvimento. Ir com calma dá resultados a longo prazo.

descobrimentos2.jpg

 

Por incrível que pareça, deu para bater novamente todos os records intermédios até aos 21km, tal como aconteceu na prova de março.

5km  : 19:53

10km : 40:59 ( menos 1 minuto e meio ! )

15km : 1:01:51 ( menos 2 minutos )

 

No final ainda estive mais de uma hora a apoiar quem ia chegando, uns com um grande sorriso na cara outros já nem por isso. Foi muito bom ver muitas caras conhecidas que já não via há uns bons meses ou há mais tempo.


Entretanto, o "bando" do Correr na Cidade e amigos foram-se juntando à medida finalizavam a prova e continuamos a apoiar quem ia passando pela recta final em frente ao CCB. 

Uma pequena palavra final para a organização da Xistarca que este domingo teve alguns imprevistos, um deles sendo um "pormaior", que foi a passadeira da partida não registar correctamente os tempos de chip de muitos corredores o que fez com que para esta prova não existam tempos de chip mas apenas o tempo bruto.São coisas que acontecem mas que provocam uma grande ira e irritação em quem paga ( e bem em muitos casos ) para participar nas provas.

De resto a prova pareceu-me bem conseguida, se bem que para nós que gostamos de trilhos começa a ser muito monótono este circuito junto ao rio, ao fim de tantas vezes que já o fizemos.

 

Boas corridas.

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Actividade no Strava

Somos Parceiros



Os nossos treinos têm o apoio:



Logo_Vimeiro

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D