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Correr na Cidade

Trilhos do Javali Noturno – 2017 - é desta que vejo um javali?

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E tal como aconteceu na edição de 2016, a running crew do Correr na Cidade irá estar presente na edição de 2017 desta prova de trail.

 

Mais uma vez, esta prova é organizada em parceria pela Associação de Moradores do Casal das Figueiras (AMCF) e pela Associação de Atletismo Lebres do Sado e irá ser percorrida junto ao Forte de São Filipe. Ainda não temos a informação sobre a altimetria da prova, mas já sabemos que irão ser 15 km de trilhos e estradões, iluminados apenas com os nossos frontais e pela escuridão da serra. Mas não há que ter medo, apenas espírito aventureiro e de camaradagem típico de um “trailista”.

 

Como material obrigatório, a organização propõe o frontal e um copo ou outro recipiente para líquidos (consulta o regulamento da prova) e as incrições terminam no dia 15 de fevereiro.

 

Já vos contei da campanha até dia 31 de dezembro? Podem oferecer um voucher oferta e usufruir de um belo desconto.

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Do que é que estão à espera? Eu já tenho um javali no presépio e outro colado no frigorífico...mas vou buscar mais um em 2017.

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 Feliz Natal e Boas Corridas!

 

Correr à noite pelos trilhos do javali

foto de grupo

(a foto de grupo antes da partida) 

Depois da minha experiência na prova em dezembro, não podia faltar a este desafio. Especialmente porque, desta vez, era à noite! Já fazia algum tempo que não corria em trilhos à noite e posso dizer que é das melhores experiências que podemos ter. Mas vamos por partes.

 

A corrida antes da corrida

Depois duma semana cheia de trabalho e de ter de estar 7h sentada numa formação no dia da prova, tinha de arrancar de Lisboa a tempo de trocar de roupa numa bomba de gasolina e de chegar a Setúbal antes das 19h30. Se já sou daquelas pessoas que sofre de ansiedade antes duma prova, a minha adrenalina estava ao máximo antes do início desta aventura.

Um dos pontos onde fiz questão de apostar foi na alimentação: gerir a alimentação num dia fora de casa e com uma prova à noite, não é fácil; preferi  trazer de casa todas as minhas refeições e beber cerca de 1,5L ao longo do dia; neste dia não podia fazer experiências.

 

A prova

Depois de chegar a Setúbal, preparei todo o meu material e encontrei-me com a restante crew para nos reagruparmos junto à zona de partida. Como não gosto muito de correr de meias altas, já começava a sentir o frio a gelar as pernas e a ansiar que a corrida começasse.

antes da prova

 (um sorriso que disfarça o nervosismo antes da prova)

 

Quando arrancámos da zona de partida, comecei a correr mais rápido para ganhar balanço para as primeiras dezenas de metros a subir, mas não resultou. O coração começou a bater de maneira descontrolada e percebi que a falta de treino e a ansiedade estavam a tomar conta de mim. Lá abrandei, encostei-me à direita, deixei passar muita gente e controlei a respiração. Logo de seguida houve uma paragem por causa duma subida que, ainda hoje, não percebi muito bem porquê. E lá fomos  trilhos acima novamente. Esta prova estava bem recheada de trilhos a subir que, confesso, não são o meu forte.

 

Ao quilómetro 4, depois duma subida valente, ouvi a voz do Stefan Pequito que me deu um “Hi5” e me disse “está quase, Ana”. Não sei se ele estava a fazer confusão com a outra prova ou se anda a imitar o José Finuras que grita sempre essa frase quando me vê ainda na zona de partida duma prova.

 

Até ao abastecimento ao 8º quilómetro (mais coisa menos coisa) segui sempre atrás dum grupo que vinha bastante divertido e que me ajudou na iluminação do caminho (“candeia que vai à frente ilumina duas vezes”). Passei por vários elementos da organização que, no escuro da Serra da Arrábida e ao frio, indicavam o caminho em alguns trilhos que pudesse causar alguma confusão.

No abastecimento parei apenas o tempo suficiente de encher a minha “bexiga” de água e comer 3 pedaços de laranja que me souberam mesmo muito bem. E lá arranquei atrás do tal grupo que eu seguia anteriomente.
 

Pouco tempo depois, perto duma descida, avisto um senhor sentado no chão e agarrado às duas pernas. Parei para perguntar se estava bem, se se tinha aleijado e se precisava de alguma coisa. Habituei-me a trazer algum material na mochila que pudesse ajudar quem quer que seja, ou pelo menos tentar ajudar: gel tópico frio, gel bebível para dores agudas e comida a mais (gel, barra e shot energético).  O senhor achou muito estranho o facto de eu estar a dar palpites, mas expliquei ao senhor que era nutricionista e ele lá começou a ouvir-me com mais atenção.

Apesar de ele estar a dizer para eu seguir e continuar a prova, fazia-me confusão deixar o senhor ali sozinho e na escuridão. Estive cerca de 10 minutos com ele e ainda não ouvia ninguém a chegar. Depois de beber um gel que ele trazia e morder uma barra energética, o senhor lá se levantou e começou a andar. Como vi que ele já estava melhor e, com a indicação dele para seguir, comecei a correr. E aí sim, percebi que aquela paragem não me tinha feito muito bem às pernas, mas fez-me bem à cabeça.

 

Um pouco mais à frente avistei um membro da organização e avisei que o senhor que vinha atrás de mim podia precisar de alguma ajuda e lá segui novamente. Durante os restantes quilómetros até à meta fui sempre sozinha. Mas mesmo sozinha! O tal grupo levava um avanço de cerca de seis minutos em relação a mim, mas eu já não tinha pernas para os alcançar. Recordei alguns trilhos da prova passada mas na versão contrária e a explicação é simples: se algumas daquelas subidas fossem a descer e à noite, a prova teria sido bem mais difícil.

Ao longo do caminho encontrei vários membros da organização que me descansaram a dizer que eu não estava a correr sozinha. Outros ainda tentaram pregar-me um susto à entrada duma quinta, mas não conseguiram. Como não tenho relógio para me ajudar a orientar no tempo de prova, nem o telemóvel me ajudou, pois o Strava desorientou-se mais do que eu e cortou tempo e quilómetros à minha prova. Por isso andava desorientada por não saber quantos quilómetros faltavam para o final. Estava com algum receio de me perder porque também não tinha uma boa iluminação (mesmo com 2 frontais) e algumas marcações estavam longe umas das outras na parte final da prova.

 

Assim que cheguei a uma pequena povoação, falei com um membro do staff e segui caminho pela estrada romana que conhecia. Sabia que, a partir dali, seriam cerca de 2 km ou nem isso. Tentei puxar por mim, mas o cansaço era grande.

 

Ao avistar a curva para a meta ganhei impulso na descida e coragem para passar a meta a correr. Cheguei com o tempo de 2h49m. Um tempo fora do que eu tinha previsto, mas não importa. Esta prova foi divertida, cheia de aventura e com uma boa gestão do medo e da ansiedade.

dorsal

 (a prova final)

 

Pontos positivos:

- Organização simpática e divertida mesmo com o frio da serra (os meus parabéns aos voluntários corajosos que vi sozinhos na escuridão);

- Trilhos bem “desenhados” – um misto de subidas e descidas engraçado e com poucos estradões monótonos;

- A merenda final – apesar de não ter comido a minha sandes de choco frito (porque não consigo comer depois duma prova), ouvi dizer que estava muito boa.

- Os brindes de oferta – achei a ideia da toalha com o javali desenhado muito gira e a garrafa de vinho da zona vai certamente alegrar uma refeição lá em casa.

javali

 (uma das ofertas e que achei original - uma toalha com o javali bordado)

 

Pontos negativos e a melhorar:

- Marcação dos trilhos – apesar das fitas estarem bem visíveis nos primeiros 11km, a partir daí algumas fitas estavam mais escondidas e mais espaçadas. Se a prova fosse durante o dia, tudo bem, mas à noite torna-se mais confuso.

- Briefing – eu sei que houve um briefing antes da prova mas confesso que não ouvi nada, pois o som estava muito baixo.

 

Ah, esqueci-me de referir que o tal senhor que ajudei, encontrou-me no final da prova. Vi que ele terminou a prova, estava bem e agarrado à sua sandes de choco frito.

 

Boas corridas!

Trilhos do Javali Noturno - O regresso à Arrábida

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Ainda está na memória a prova do passado mês de Dezembro, e dia 5 de Março já vem aí a versão noturna.

 

Tal como o nome indica é uma prova cheia de trilhos e aventuras e, novamente, organizada pela parceria entre a Associação de Moradores do Casal das Figueiras (AMCF) e a Associação de Atletismo Lebres do Sado.

 

A prova terá 15 Km de distância e o percurso não será muito diferente do o anteiror junto ao Forte de São Filipe, com estradões e trilhos bem desenhados, mas com o desafio de ser à noite.

Para quem não pôde ir à prova anterior e quer participar nesta, deixo aqui o race report da aventura que foi. Contudo, a atenção tem de ser redobrada, pois a visibilidade é mais reduzida e as condições metereológicas podem não ser as melhores (esperemos que seja uma daquelas noites de luar fantásticas na Arrábida).

 

Muito importante: o frontal é OBRIGATÓRIO!

Até ao dia 21 de Janeiro, o valor da incrição é mais reduzido (11€), por isso, aproveite!

 

Só um pequeno pormenor estilo National Geographic modesto: sabia que o javali costuma ser um animal muito sedentário durante o dia, mas que à noite é bastante activo e que chega a percorrer mais de 7Km pelo meio do mato?

 

Se der de caras com um javali já sabe: CORRA!!!!

Race Report: Trilhos do Javali

Por Ana Sofia Guerra:

 

No passado dia 12 de Dezembro, Sábado, realizou-se uma das provas de trail que me deu mais gozo de fazer – Trilhos do Javali.

 

Tal como referi no post de apresentação da prova, este evento realizou-se em parceria com a AMCF (Associação de Moradores do Casal das Figueiras – Arrábida Trail Team) e pela Associação de Atletismo Lebres do Sado. E foi o espírito desta parceria que mais se notou nesta prova. Tive a noção que tudo tinha sido feito com paixão pelo trail: desde a escolha dos trilhos, às modestas mas funcionais instalações da Associação, o apoio dado pelo Staff ao longo da prova e pelo facto de ter encontrado alguns nomes importantes do trail running nacional.

 

Mas vou começar pelo início: a partida! Na semana passada tinha ficado combinado que a Bo Irik ia fazer esta prova comigo, não só para puxar por mim como para recuperar a sua condição física. E eu estava deliciada com a ideia. As provas na companhia da Bo são sempre divertidas e cheias de aventura. E esta não fugiu à regra.

 

Ao contrário do que normalmente acontece, não estava nervosa na partida, sabia que tinha treinado pouco e não estava com a forma física de Novembro do ano passado quando foi a prova Arrábida Ultra Trail onde fiz o meu melhor tempo em 15K em trail (2h14). O objectivo não era quebrar este tempo, mas sim dar o meu melhor. E dei!

Lá fomos nós as duas a subir em direcção à serra, com a Bo sempre a puxar por quem estava com mais dificuldades e que acabavam por retribuir este gesto com um sorriso.

Íamos super contentes com a prova, com trilhos para todos os gostos e com um Sol e calor atípicos para esta altura do ano. E eis que, algures pelo 5K e num “single track”, deixo de ver a Bo que ia à minha frente e vejo uns pés no ar. Um par de metros mais à frente avisto-a agarrada ao joelho a pensar que tinha partido alguma coisa, mas tudo não passou de um susto e aquilo até nos deu mais “pica” para correr aqueles trilhos a descer a toda a velocidade (minha velocidade, entenda-se). E é isso que consigo fazer bem em provas de trail, descer. Era aí onde ganhava algum tempo.

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No 7K ouvimos a voz do Stefan Pequito, mesmo antes de o ver, e foi uma festa. É sempre bom vermos companheiros de luta, principalmente quando estão como voluntários a dar apoio aos corredores. Eles sabem o quanto esse apoio é importante. Depois da foto, beijinhos e abraços lá seguimos nós sempre divertidas e sorridentes.

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Passo pelo abastecimento o mais rápido que pude, onde gastei cerca de 1 min para beber água fresca e lá fomos nós. E foi nos últimos 5K que senti esse grande apoio do Staff. Tivemos direito a palmas antes duma subida íngreme, fotos fantásticas e, nos últimos 2K aparece a "cereja no topo do bolo" – o apoio do Stefan e do Lino Abel Luz.

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E foi aqui que me esforcei mesmo muito: as minhas pernas não estavam a contrair como deve ser e estava mesmo cansada. Mas a cabeça só me dizia “vamos lá, tu consegues!”. Não é todos os dias que chegamos à meta escoltadas por 2 grandes atletas e com o mesmo sorriso desde o início. Fiz 2h29, mas pouco importa. Para mim é a aventura que conta, não a medalha!

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Em relação a críticas à prova, não tenho nada a dizer. Para um primeiro evento de trail desta organização, com inscrições esgotadas mais de um mês antes, com um notável esforço para que tudo corresse bem e com um Sol maravilhoso que irradiou este dia, dou nota muito positiva! Acredito que o orçamento que tinham disponível não permitia grandes manobras e, mesmo assim, tiveram a ideia de apoiar uma causa social duma instituição. Espero que para o ano tenham a coragem e a audácia de fazer um evento semelhante. E mal posso esperar por esse dia!

 

E agora vou aos agradecimentos: a toda a crew que esteve presente na prova e cujas palmas na meta nos dão mais motivos para continuar a correr, mesmo já tendo terminado a prova; e à Bo Irik, uma mulher cheia de garra, divertida e que nunca me deixou quebrar! Obrigada, Bo!  

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Trilhos do Javali 2015 - Uma aventura na Serra da Arrábida

Somos parceiros deste evento!

 

Por Ana Sofia Guerra

 

É já no dia 12 de Dezembro que tem início uma das provas mais esperadas deste ano: Trilhos do Javali.

 

As expectativas estão em alta e as inscrições esgotaram mais de um mês antes da prova! E porquê, perguntam vocês?

 

Porque tem tudo para ser um grande evento: a prova realiza-se numa zona muito perto de Lisboa; as imagens de divulgação da prova estão muito apelativas; muitos atletas de trail running nacionais já confirmaram a sua presença no evento; é uma prova curta que promete ser muito rápida e não menos difícil; somos um dos grupos parceiros do evento e tem o nosso Stefan Pequito no vídeo promocional (e a apoiar a prova). Querem mais argumentos?

 

 

A ideia para a realização desta prova parte dum grupo de amigos que se juntou para criar uma equipa que representasse a região onde está inserida a Serra da Arrábida (Arrábida Trail Team) e é organizado em parceria com a Associação de Moradores do Casal das Fiqueiras e pela Associação de Atletismo Lebres do Sado.

 

O percurso desta prova passa pelas encostas do Forte de São Filipe e divide-se numa prova de Trail Running (Trilhos do Javali) de 15K e uma caminhada (Caminhada Javali) de 8K. Tanto os 15K como a caminhada irão passar por diversos trilhos e estradões de terra batida. Um dos pontos de passagem mais interessantes será pela Calçada Romana do Viso que com mais de 2000 anos e 700 m de extensão, que fora outrora local de passagem de muitos carros de mercadorias e legiões militares romanas, resistindo à passagem do tempo.

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Não prometemos que encontrem javalis, mas se os encontrarem...CORRAM!!!!

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