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Correr na Cidade

Triatlo de Cascais - Race Report

 

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 Por Pedro Tomás Luiz

 

Embora esteja habituado a preparar logísticas de provas relativamente complexas, a preparação de um triatlo, apesar de mais simples do que preparar um MIUT, obriga na prática a preparar 3 provas distintas.

 

Assim e com medo que me tivesse esquecido de alguma coisa ou houvesse algum percalço, às 05:00 da manhã já palmilhava uma vila de Cascais completamente deserta.

 

Chegado ao parque de transição (local onde se fazem as transições entre os vários segmentos) havia que dispor todo o material no local que me estava destinado. Mas como o corpo é quem mais ordena, a primeira paragem foi mesmo no WC, arrumando logo com esta “logística” bem antes que grandes filas se formassem. Desenganem-se os que pensam que é apenas um mero detalhe a disposição do material, quem faz triatlo a “sério” treina as transições, como se de outra modalidade se trata-se e estuda a melhor forma de colocar o material até ao mais ínfimo detalhe por forma a gastar o menor tempo possível entre cada segmento.

20150927_070116.jpg (Parque de transição)

 

Como quem não sabe pergunta, questionei os juízes que por ali circulavam, quais as regras para o material. Basicamente só há uma apenas as sapatilhas de corrida podem ficar fora do cesto, tudo o resto ou fica na bicicleta ou dentro do cesto, o incumprimento desta regra dá direito a penalização.

 

Assim, posicionei o meu material na forma que para mim era a mais lógica, ou seja pela ordem que iria vestir as coisas, o que na prática resultou no seguinte: t-shirt, dorsal, óculos escuros, capacete, meias, comida (dentro dos sapatos de encaixe) e sapatos de encaixe.

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 (Material alinhado no parque de transição)

 

Tudo alinhadinho verifiquei a pressão dos pneus, vesti o fato isotérmico e entreguei a mochila ao meu amigo Luís que de propósito se tinha levantado aquela hora só para me vir ajudar. Ter a sorte de ter um alguém a servir de equipa de  suporte, não só minimiza os erros, como alivia a pressão de tudo o que seja relacionado com a envolvente de preparar a prova.

 

Pequeno percurso até à partida, feito na risota e a tirar umas fotos para aliviar os nervos.

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 (A minha cara felicidade diz tudo)

Aquecimento feito com umas braçadas na água (temperatura fantástica) o pessoal foi-se alinhando na praia para a partida.

 

Segmento de Natação (1,1km):

 

 

3, 2, 1 buzina!! Foi a debanda geral. Tinha-me posicionado na lateral para evitar nadar no meio do maralhal, mas foi basicamente impossível escapar da confusão… pernas, braços, pés e mais braços… parecia que tinha sido enfiado numa máquina de lavar a roupa na altura da centrifugação. Ali estava eu azamboado a nadar atabalhoadamente e a engolir pirolitos atrás de pirolitos, lembro-me de pensar “Isto não está fácil”. Com o coração a disparar tive de concentrar-me na técnica, não só para aliviar algum do pânico que estava a sentir mas também para imprimir algum ritmo e eficiência na minha natação.

 

Com o pelotão a alongar a pressão e o contacto físico entre os atletas foi aliviando ( excepto quando se contornava as bóias em que ai era confusão total) o que me permitiu imprimir uma cedência certinha (sempre levantando a cabeça para não perder o azimute).

 

Última bóia e já com a praia à vista decido era tempo de acelarar um bocadinho para tentar recuperar o tempo perdido na atrapalhação incial.

 

Mal os braços tocaram à areia levanto-me e desato a correr até à zona de transição. A natação estava feita!

 

Segmento concluído em 20:41 (116º melhor tempo), numa média de 3,2km/h (1:53 por cada 100m). 

 

Trasição Natação – Ciclismo

Esta transição foi um desastre completo. Primeiro andei às aranhas com o relógio, pois com as mão meias dormentes, carregar em botões estava a ser uma tarefa muito difícil, depois com a atrapalhação de ir a olhar para o relógio virei no corredor errado o que me obrigou a voltar para trás.

 

Já ao pé da bicicleta consegui despir o fato com muita facilidade, mas uma tarefa  que seria à priori muito básica e rápida revelou-se um quebra cabeças. Com o corpo molhado a t-shirt, não só não deslizava como se enrolou por completo nas costas, o que após algumas insistências me obrigou ao processo de despir, secar o corpo e voltar a vestir a t-shirt. O resto do processo foi bastante simples e rápido, mas tudo isto tornou uma transição estimada para durar no máximo uns dois minutos nuns longos e penosos 4 minutos e 16 segundos…

 

Segmento de Ciclismo (46km)

Ainda a recuperar da natação, mas com as pernas a responder muito bem, comecei o segmento por comer e hidratar-me enquanto procurava aumentar o ritmo.

 

O percurso em termos técnicos era composto por duas voltas de 23 km, plano, havendo apenas uma pequena subida a meio de cada volta. Sendo totalmente junto ao mar era de esperar um forte vento de norte que iria dificultar a vida aos atletas. A juntar a isto nesta prova é ilegal fazer drafting (andar na roda de alguém) dando direito a desclassificação que for apanhado a fazer.

 

Sorte de principiante ou cunha ao S. Pedro e o dia estava perfeito, o vento mal se fazia sentir, o céu estava azul, temperatura amena ou seja tudo exactamente como gosto.

 

Primeira volta e meia foi apertar o mais que pude, com a minha Triban a portar-se à altura de bicicletas 10 vezes mais caras, consegui imprimir uma boa cadência e uma boa média, recuperando assim muitos lugares. Segunda metade da segunda volta, fui mais conservador e baixei o ritmo, para poupar as pernas, com medo que me faltassem na corrida.

 

Ainda houve tempo para ver passar o Bruno Pais e o meu conterrâneo José Estrangeiro (1º e 2º classificado da prova longa) nas suas máquinas, que fizeram ter a sensação que os meus 35km/h (velocidade a que rolava na altura) eram o mesmo que estar parado.

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 (José Estrangeiro - 2º Classificado da Prova Longa)

 

Segmento concluído em 01:29:28 (85º melhor tempo), numa média de 30,4km/h, o que me deixou bastante satisfeito dado o facto da minha Triban ter limitações e de não levar extensores.

 

Transição Ciclismo – Corrida

Escaldado da outra transição foquei-me ao máximo para não cometer erros estúpidos. O resultado foi despachar esta transição em 00:01:37, o que não é brilhante mas relativamente aceitável.

 

Segmento de Corrida (10,5km)

Aqui sabia que estava na minha praia, a incógnita era como iriam reagir os músculos das pernas depois de 46km de bicicleta.

 

O percurso era constituído por 2 voltas de 5,250km, com ligeiras subidas e descidas  Enquadrado no perímetro urbano da vila de Cascais, possibilitava houvesse publico durante todo o percurso a apoiar os atletas, o que aumentava a motivação e quebrava por completo a monotonia normalmente associada aos percursos de corrida de estrada.

 

Assim, mal saí do parque fiz um abastecimento de gel e água e comecei a correr direcção ao forte. Como a sensação que estava a ter era que ia muito lento, quase não acreditei quando o mostrador do relógio apresentava um ritmo de 4m/km (o que era absurdamente rápido). Ainda com a sensação de tartaruga, optei por ignorar as minhas sensações e confiar na tecnologia baixando o ritmo para os bem mais exequíveis 4:30m/km.

 

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 (Passagem pelo António Pedro das Salamandras que me deu o seu apoio)

Com a quinta engrenada e com óptimas sensações a percorrem o corpo, fui gozando aquele momento e aquele ambiente espectacular.

 

Segmento concluído em 00:47:22 (34º melhor tempo), numa média de 4:31m/km.

 

O resultado final foi um tempo de 02:43:26 e um fantástico 67º lugar na geral (200 finishers), numa prova disputada num cenário maravilhoso, com uma organização que efectivamente está de parabéns. Fica o bichinho a moer cá dentro... Para o ano há mais e agora é tempo de mudar o chip para o próximo desafio.

 

Por último uma coisa que trouxe desta prova foi a preocupação ambiental, sabiam que quem fosse apanhado a atirar lixo para o chão era automaticamente desclassificado? que tal replicar isto noutros eventos.

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 (Final da Prova com o Diretor da Prova Jorge Paulo Pereira)

 

 

 

 

 

"Wannabe Triatleta" - Triatlo de Cascais

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Por Pedro Tomás Luiz


Quando em março do ano passado, o Pedro Gomes (para quem não conhece ver aqui) escreveu dois posts para o nosso blog (post 1 e post 2) intitulados "o que deve saber para o seu primeiro triatlo" confesso, apesar de achar fantático o que ele fazia, os meus pensamentos estavam bem longe de pensar que tão cedo iria ariscar um triatlo.

 

Quem me conhece e lida comigo de perto,  sabe que incessantemente procuro novos desafios (com tudo o de bom e de mau que este tipo de forma de estar da vida tem) procuro experimentar coisas que me tirem o tapete, ou seja que me retirem da minha zona de conforto. Para mim a beleza da vida está na diversidade e na nossa capacidade de nos expormos a uma multiplicidade de experiências.

 

Assim, depois de ter feito os 115km do MIUT, os tempos que se seguiram foram sentidos com algum vazio e pautados com algum burnout à corrida.

 

A cabeça andava mergulhada em outros projetos e reflexo disso foi a minha prestação na ultra da Lousã (a cabeça fora, o corpo a não querer e um dia de calor infernal ditaram o desfecho da prova... uma desistência) é curioso que foi mais ou menos um ano depois do UTDP, embora aí tenha desistido por lesão. Depois disto acontecer, prometi a mim mesmo que me iria concentrar no grande projeto pessoal que tinha em mãos e tirar um período sabático de corrida.

 

Os treinos foram ajustados e a corrida passou ser mais um elemento e não o elemento. Neste período de comçei à procura das novas metas para o 2º semestre, tentando ajustar os calendários a um verão que me só iria permitir começar a treinar quase no fim de agosto.

 

Assim, quase sem querer deparei-em com o Triatlo de Cascais, telefonema para o coach, bênção dele e SIGA! Inscrição feita para o Triatlo de Cascais na versão World (1,1km natação, 46km de bicicleta e com 10,5km a correr).

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Se para mim a bicicleta já era  bastante familiar, dado que há muito que faz parte da minha rotina de treinos, nadar era outra história completamente diferente. Na adolescência tinha nadado durante uns  anos, nada de sério nem nada nunca competitivo, juntando-se a isto o facto de desde essa altura que não punha os pés numa piscina para treinar. O mais perto de nadar que estava eram as braçadas na praia e na piscina durante o verão.

 

O plano foi começar na piscina, para relembrar, ganhar confiança e acima de tudo ganhar o ritmo que me permitisse nadar no mar sem grande perigo. Os primeiros treinos foram bastante difíceis e mesmo com um corpo  habituado ao esforço continuo, a diferença de ritmos e movimentos fazia-me ficar de tal forma ofegante que descontrolava por completo as respirações (muitos pirolitos bebi eu).

 

Tecnicamente não estava brilhante, mas poderia dizer que até estava bastante bem para quem não entrava numa piscina para nadar há mais de 10 anos. Como em tudo, a evolução fez-se notar de treino para treino, tendo conseguido baixar de uns míseros  2:30/100m para uns simpáticos 1:50/100m.

 

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 (Aula de natação em águas aberta com Filipe Silva, nadador "a sério", na praia dos pescadores - Ericeira)

 

A transição para o mar foi bem mais fácil do que pensava, tive claro está de investir num fato isotérmico para natação (nadar com água a 16º não é fácil), escolhi uma praia com pouca ondulação e fui passando de voltas em que parava todas as vezes na praia descansar, para voltas mais constantes onde me aventurava mais longe e com períodos de descanso mais curtos.

 

Em relação à bicicleta os treinos consistiram em aumentar a intensidade e o tempo que passava em cima dela. O maior investimento que fiz, com resultados imediatos na performance, foi um bike fit. No meu caso valeu mesmo todos euros, pois a diferença fez-se notar, passei a conseguir colocar mais velocidade com muito menos esforço. 

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Na corrida com 3 treinos por semana, foi basicamente andar sempre a treinar naqueles "ritmos de  estrada" onde o coração de se muda para a cabeça e os pulmões parece que vão saltar pela boca...

 

Desta forma 6 semanas depois, amanhã será o dia da estreia. Sem qualquer ambição, com um nervosinho miudinho (a logística de uma prova destas é muito diferente), mas com um grande sorriso nos lábios, vou focar-me em divertir-me e viver todo aquele ambiente ao máximo. É claro que se me perguntarem onde estás mais apreensivo, digo claramente que será na água, não só porque é onde sou claramente mais fraco mas porque todos os relatos que tenho de triatletas afirmam que o contacto físico dentro de agua é inevitável, bem como algumas manigâncias praticadas debaixo de água.

 

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 (Meta no Passeio D. Luís I em Cascais)

 

Fica o convite para amanhã apoiar os atletas numa das 3 provas:

  • 08:00 - CASCAISLONGDISTANCETRIATHLON
    • 1,9 Km de natação;
    • 90 Km de ciclismo;
    • 21,1 Km de corrida;
  • 07:45 - CASCAISWORLD
    • 1,1 Km de natação;
    • 46 Km de ciclismo;
    • 10,5 Km de corrida;
  • 13:00 -ADECCOSUPER-SPRINT
    • 300 m de natação;
    • 8 Km de ciclismo;
    • 2 Km de corrida;

 

 Até amanhã! 

Entrevista: Katarina Larsson

Por Liliana Moreira e Bo Irik:

 

Quem já participou nos treinos Just Girls certamente que já conhece a Katarina Larsson, já que a atleta já foi guia em várias edições destes treinos. Para nós, girls do Correr na Cidade, a Katarina é uma grande inspiração, seja pela sua personalidade, pelo seus êxitos enquanto atleta... e profissional... Descubra um pouco mais acerca desta triatleta do Sporting:

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Conta-nos sobre ti; a tua origem, quando vieste a Portugal e porquê e qual a tua profissão?

Bem, o que dizer de mim! :o) Meu nome é Katarina Larsson. Nasci em Malmö, na Suécia, no dia 28 de dezembro de 1984. Hoje eu tenho dupla nacionalidade, a Portuguêsa e Sueca. Devido ao trabalho do meu pai, vivi em vários países quando era mais jovem, pelo que considero que tive uma educação e juventude bastante internacional. Em 2004, recebi uma proposta para ir trabalhar para Portugal, através da Tetra Pak Tubex, uma empresa multinacional de origem sueca, que fabrica embalagens para alimentos. Não hesitei. Vivo cá há quase 11 anos e continuo a adorar viver cá! Atualmente assumo a função de Supply Chain Manager na fábrica da Tetra Pak em Carnaxide.

 

O que surgiu primeiro na tua vida, a corrida ou o triatlo? Com que idade?

O desporto sempre constituiu uma grande parte da minha vida. Mal sabia andar, comecei logo a correr :o) Quando era mais jovem pratiquei atletismo, equitação e joguei um pouco de basquete. Foi só em Portugal que me familiarizei com o Triatlo. Em 2005, ganhei a primeira edição da Marginal a Noite e um treinador de triatlo desafiou-me a tentar triatlo. Levou algum tempo para começar nestas andanças, pois só comecei a dar algum foco real ao triatlo em 2009-2010.

 

Qual o teu maior orgulho na tua carreira enquanto atleta? Quais os teus objetivos futuros?

É uma pergunta difícil. Eu acho que o primeiro momento especial foi quando ganhei a minha primeira Taça de Portugal em 2010. A medalha de ouro no Campeonato Europeu, no meu escalão, em 2014, também foi um momento muito especial. Ganhar o título nacional em Time Trial (bicicleta), em 2014, também foi muito cool. Foi a minha primeira prova de bicicleta e não estava nada à espera de ganhar a classe elite. O ano passado, foi uma enorme honra representar a equipa elite nacional na Taça da Europa em Quarteira. Este ano, em 2015, vou-me aventurar em distâncias mais longas em Triatlo; preciso de um novo desafio. O objetivo principal é adaptar-me à distância e divertir-me, claro!

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Qual o teu plano típico de treinos? Em termos de corrida, quantos km/horas são por semana?

Tento treinar pelo menos 17-20 horas por semana. Nado 5 vezes por semana, corro pelo menos 5 vezes e bicicleta 3 vezes. Tudo depende dos meus objetivos. Às vezes concentro-me mais na natação e corrida, outras vezes na bicicleta e corrida. Costumo treinar duas vezes por dia, exceto na quarta-feira quando só tenho uma sessão intensiva de pista na parte da tarde.

Numa semana normal corro cerca de 60 quilómetros.

Um dia típico para mim seria:

  • 05:40 - Acordar
  • 06:15 - Nadar (1,5 a 2 horas)
  • 9:00-18:00 – Trabalho
  • 19:00-21:00 Segundo treino do dia (bicicleta, correr ou as duas coisas)
  • 21:30 - Jantar
  • 22:30 - Deitar

 

Já experimentaste trail running?

Não, mas adoraria!

 

Em que medida a utilizaçao de material compressor ajuda na tua prestação e/ou recuperaçao? Quais as tuas peças favoritas?

No meu caso, sinto que material de compressão ajuda principalmente na recuperação de provas e treinos duros. Adoro as Full Leg da Compressport para recuperação e as perneiras R2 são excelentes durante o treino.

 

Uma dica sobre o equilíbrio vida profisisonal / vida de atleta:

Nem sempre é fácil encontrar o equilíbrio, mas é possível. Para mim, para conciliar as horas de treino, um trabalho a tempo inteiro e ainda a minha vida social, preciso de ter muuuuuita disciplina e planear bem os dias. Também é importante ter um treinador que compreenda a importância da tua vida profissional e pessoal também e que assim possa adaptar o plano de treinos consoante a nossa vida.Com estes três elementos -disciplina, organização (planeamento) e um treinador flexível – acredito que é possível obter um equilíbrio saudável. Outra coisa muito importante é definir objetivos. Precisamos entender porque é que investimos em tantas horas de treino durante uma semana e manter-nos motivados. O que é que nos leva a acordar para um treino de manhã cedo e o que é que nos faz descobrir aquela pouca energia que precisamos para fazer outro treino ao final do dia?

 

Uma dica sobre a alimentação:

Não ficar muito obcecado/a com determinada dieta. É fácil ser apanhado/a por uma dieta e pode não ser positivo. Tente comer um pouco de tudo. Eu acredito que se uma dieta equilibrada, sem grandes restrições mas sim moderação, o corpo vai encontrar um equilíbrio.

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Bom, parece que vamos ter mais um Just Girls Go Trail em breve! :)

Review: Suunto Ambit 2 Black HR - 2ª Parte

Na 1ª Parte da review falei um pouco do primeiro contacto com o Suunto Ambit 2 e com o Movescount, bem como a experiência de utilização em natação e ciclismo (BTT) que tive com o relógio. Nesta 2ª parte vou contar como foram os testes em corrida, tanto em estrada como em trail e no final deixo algumas conclusões que tirei no final de todos os testes.

 

Durante o período que tive o Suunto Ambit 2 disponível para testes, a maior parte dos treinos que fiz com o relógio foram de corrida, 3 em Trail e 4 em estrada.

 

Em Trail o meu grande objetivo foi testar a componente de navegação com o relógio em trilhos. Carreguei um track em Monsanto, que iriamos usar como base para um treino aberto do Correr na Cidade e fui com o Filipe Gil reconhecer o percurso. Como decidi carregar o track para o relógio mesmo antes do treino, não vi como deveria ser feita a navegação ou utilização dos ecrãns de navegação, o que foi um erro. Não consegui perceber para onde me dirigir, e acabamos por desistir da navegação e fazer um percurso nosso conhecido. Neste treino testei pela primeira vez a banda cardiaca que vem com esta versão do relógio, a fita é muito confortável e não deixa assadura na pele e o sensor é bastante certo, pontos muito positivos.

 

Para a segunda tentativa já não cometi o mesmo erro e fui já com a lição estudada e ecrãns dominados, na primeira utilização nem sequer tinha utilizado o ecrãn com zoom sobre o percurso, essencial para perceber para onde nos devemos movimentar.

Também com o Filipe fiz todo o track, praticamente sem enganos, e quando os houve facilmente percebia para onde tinha de ir, a navegação é muito fácil, torna-se cada vez mais intuitiva com o passar dos quilometros e fiquei completamente fã desta funcionalidade do relógio.

Fiz um terceiro reconhecimento do mesmo percurso com o Tiago Portugal e o Stefan Pequito, e confirmei mais uma vez a facilidade na navegação. Em corrida, mesmo em trail é fácil a visualização da informação dos ecrãns costumizados, e de treino para treino de corrida a dimensão e peso do relógio deixa de ser um fator tão incomodativo, por hábito de utilização.

Nos 4 testes realizados em estrada comprovei a rapidez de captação de GPS do relógio independentemente da variação do local onde treinei e testei a costumização dos ecrans, variando entre vários campos num mesmo ecran ou menos campos com informação mais importante.

Finalmente, na clínica de City Trail da Salomon/Suunto na Pro Runner tive a oportunidade de testar o Ambit 2S, um modelo ligeiramente diferente, sobretudo ao nível da autonomia, embora mantendo muitas das funcionalidades, o Ambit 2S tem uma autonomia standard de 8h e o Ambit 2 de 16h. A menor autonomia permite um peso inferior, o Ambit 2S pesa 72g enquanto o Ambit 2 pesa 89g, no pulso a diferença é considerável. Mas sobretudo a diferença que fez preferir o Ambit 2S foi o tipo de bracelete utilizada em cada modelo, a bracelete do Ambit 2S tem um nivel de aperto mais reduzido que permite ajustar melhor a cada pulso, o Ambit 2 como referi na 1ª Parte da Review fica, no meu caso, muito largo ou muito apertado. Em termos de custo o Ambit 2 tem um valor de referencia de 500€ e o Ambit 2S de 400€, as versões com banda e sensor cardiaco.

 

Conclusão: Achei o Suunto Ambit 2 um relógio fantástico para vários desportos, sobretudo de ar livre, tendo inclusive modo multi desporto, para Triatlo, tendo de ser adaptado da melhor forma a cada desporto, como a colocação na bicicleta em ciclismo, seja de estrada ou BTT. O Ambit 2 dada a sua excelente autonomia também é excelente para Trails, mesmo alguns mais longos, e no caso de existir a possibilidade de antecipadamente carregar o track é muito facil seguir o mesmo, adorei o modo de navegação. Penso que cada pessoa deverá ter em consideração o seu objetivo na aquisição dos modelos da familia Ambit 2, por algumas funcionalidades, pelo fator peso/conforto mas também pelo custo para muitos proibitivo.

 

Pontos positivos:

- Funcionalidades e costumização

- Navegação em track

- Aplicações

- Modo multidesporto

- Precisão

 

Pontos negativos

- Conforto, sobretudo no caso do Ambit 2, preferi o Ambit 2S, só não tive oportunidade de experimentar o Ambit 2 Saphire

- Não tem alertas por vibração, apenas sonoros

- Alguns detalhes da navegação no Movescount e das métricas dos treinos, não é um ponto negativo do equipamento mas a relação com o Movescount é direta na utilização do equipamento

- Preço

Review: Suunto Ambit 2 Black HR - 1ª Parte

 

 

 

Na fase final de preparação para o Triatlo de Oeiras, tive oportunidade de testar o Suunto Ambit 2 Black HR, um relógio com GPS integrado, para multi desportos, sobretudo de ar livre, com navegação, frequência cardiaca, altitude, velocidade e muitas mais funcionalidades.

 

Esta não será uma review muito técnica, cheia de detalhes das funções e ecrãns, sobretudo o que vou partilhar é a experiência de utilização que tive em cada uma das modalidade em que experimentei o relógio.

 

Utilizei o relógio em 4 modalidades distintas, natação em piscina, BTT, corrida de estrada e Trail.

 

Inicialmente para utilizar o relógio é necessário criar uma conta no Movescount, e associar o relógio a essa mesma conta. É no Movescount que podemos parametrizar todas as funcionalidades do relógio e personalizar para cada desporto a informação que vamos ter durante o treino efetuado. Esta parametrização inicial pode ser extensa e mesmo um pouco confusa ao início, mas com a utilização regular do relógio vamos ficando mais habilitados a configurar cada detalhe, e as hipoteses são imensas. Estão disponiveis muitas aplicações que podemos instalar e ter acesso a informações úteis ou engraçadas, por ex, o número de cervejas que podemos beber ao fim de um treino.

 

A primeira vez que utilizei o relogio em treino foi em natação em piscina. Ao colocar o relógio no pulso, no meu caso, o aperto da pulseira ou ficava largo demais ou apertado demais, pelo que tive de optar pelo mais largo e subir um pouco o relógio no pulso.

 

Comparativamente com outros relógios com GPS achei este bastante pesado e grande. No início do treino fui verificando as métricas, a distância deu sempre certa, o que me surpreendeu dado que na piscina não estava a utilizar o GPS.

 

Como não costumizei os ecrãns do relógio para a natação antes do treino, e não estava habituado ainda ao relógio, fiquei baralhado com as restantes métricas pelo que não liguei muito, mais tarde podia analisar o treino no Movescount.

 

Dado o peso e dimensão do relógio, achei um pouco desconfortável para nadar, o pulso necessita de mobilidade nas braçadas e terminei o treino dorido no pulso onde usei o relógio.

 

Analisado mais tarde o treino no Movescount verifiquei que embora a distância total estivesse certa em piscinas, a distância total dava inferior, não percebi porquê. O relogio identificou bem os estilos crawl e costas, mas em bruços identificou como crawl.

 

Uma semana depois, já mais habituado ao relógio, e com os ecrãns definidos com os dados que escolhi, fiz o segundo treino. O peso e tamanho do relogio são atenuados ao longo das utilizações pela habituação de usar o relógio. Na análise do treino o problema da distância total mais curta do que o total de piscinas certo manteve-se, como a falha em algumas identificações dos estilos. As restantes metricas são bastantes uteis. 

Apenas fiz 1 treino/prova em ciclismo na modalidade de BTT com o Suunto Ambit 2, em Tábua na Maratona de BTT. Como não tinha base para colocar o relógio na bicicleta, levei o mesmo no pulso, onde senti o mesmo desconforto que tinha sentido na natação. A captação do sinal de GPS é bastante rápida e a precisão da distância é excelente, bem como a altimetria.

 

Durante a prova é dificil consultar as métricas em movimento, embora tenha costumizado os ecrãns para ter as métricas que pretendia, em movimento tive dificuldade em distinguir os digitos com rapidez, também devido à intensidade de luz, o ideal é mesmo levar o relógio em suporte no guiador ou avanço da bicicleta.

 

Mais tarde no Movescount pude consultar o percurso efetuado, métricas várias e gráficos associados.

 

Na 2ª parte da Review vou falar da experiência que tive em corrida de estrada e trail com o Suunto Ambit 2, sem dúvida onde as melhores carateristicas do relógio se destacam, bem como as conclusões finais.

Review: Triatlo de Oeiras

Eu e o Tiago Portugal participamos no Triatlo de Oeiras, no passado dia 8 de Junho.

 

O Tiago já tinha feito a estreia em 2013 na prova aberta, eu fiz a estreia absoluta na modalidade.

 

Embora o meu foco no último ano e meio tenha sido a corrida, após a Maratona de Sevilha em Fevereiro, com a lesão de esforço com que fiquei no joelho, optei por alternar os treinos e voltar a andar de bicicleta e a nadar. A partir de Março semanalmente começei a nadar 1 vez na piscina do Jamor e a fazer treinos ou provas de BTT, tendo mais recentemente participado em prova de estrada (Audace Bes).

 

A vontade de experimentar Triatlo já existia à muito, à alguns anos participei no Duatlo do Jamor, mas a estreia no Triatlo foi sempre adiada até agora.

 

Em Abril em conversa com o Tiago combinamos treinar e ir à prova aberta deste ano do Triatlo de Oeiras.

 

Em Maio foquei-me mais a serio nos treinos em cada modalidade, apenas não treinei a natação em aguas abertas por não ter fato para nadar.

Como me senti bem e confiante com o treino efetuado alterei a minha inscrição para a prova Sprint em vez da prova aberta, aumentando para o dobro as distancias a que me propunha na estreia. O Tiago acompanhou-me nesta decisão e dia 8 lá fomos pela manhã deixar o material no parque de transições para a prova. O dia estava aberto e bonito e o ambiente em Oeiras era fantástico.

 

Para a natação decidi levar um fato emprestado de surf, porque tive receio da temperatura da água. Os comentário que se ouviam na praia era que o mar estava bastante complicado, mas como não tinha referências anteriores, limitei-me a fazer aquecimento na praia, pura asneira.

Iniciada a prova, ao entrar na água a primeira sensação foi a descarga de ansiedade, a segunda foi pensar, "não consigo respirar com a água tão fria e agitada". Antes da prova pensei que a componente de natação seria uma das minha melhores, na piscina consigo gerir bem o esforço, mas não tendo treinado em águas abertas, com um fato não adequado e sem aquecimento, em pouco tempo estava a sentir-me quase esgotado. Decidi começar a nadar de costas, conseguia respirar melhor, ter uma braçada mais certa, mas perdi os referenciais. Contornei as boias muito longe das mesmas e a volta para a praia parecia que não terminava. Quando saí da agua fui praticamente a passo para o parque de transições, tal o cansaço.

No parque de transições optei por fazer tudo o mais rápido possivel, com a maior calma possível. Sendo a estreia, o tempo não era a minha maior preocupação, queria fazer o total da prova em menos de 1h30, mas depois da componente de natação até isso deixou de ter importancia. Quando cheguei ao parque o Tiago estava pronto e seguiu para o ciclismo, eu preparei-me com a calma relativa e consegui recuperar um pouco o folego perdido.

No ciclismo senti-me muito bem, rolei bem tanto sozinho como acompanhado, em bom ritmo e recuperei algumas posições. Nesta componente passei pelo Tiago que ia com avaria na bicicleta e não conseguia rolar como pretendia. Foi uma alegria ver os meus pais na Cruz Quebrada a apoiar-me, tanto num sentido como no outro é animo que vale mais que um mega abastecimento. 

Na transição para a corrida aprendi que o fato ter ficado ao lado do cesto, não era permitido, pelo que levei uma penalidade amigável por ser estreia.

 

A primeira volta da corrida foi estranha, as pernas pareciam que estavam descoordenadas e perras, lá fui indo em ritmo controlado a tentar soltar. Começei a sentir-me bem melhor na viragem da primeira volta e começei a rolar a melhor ritmo.

No inicio da segunda volta da corrida soube que estava com 1h18m de prova, e começei a pensar de novo "se calhar dá para acabar em 1h30". Na companhia de uma simpatica atleta do Sporting que me aturou os minutos finais, forçei o ritmo e cheguei à meta de sorriso rasgado com 1h28m53s.

Poucos depois chegou o Tiago, somos Triatletas!

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