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Correr na Cidade

Xau ginásio, olá Monsanto, Sintra e bicicleta!

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 Recuperação ativa de bicicleta :D

 

O tempo voa! Já vou na quarta semana de treinos para o Estrela Grande Trail com o apoio do treinador Paulo Pires pela plataforma beAPT. A semana passada partilhei um pouco mais sobre como funcionam estes treinos neste post. Entretanto já deu para me habituar à esta nova carga e à “pressão” do treino acompanhado.

 

Tenho corrido cerca de 60km por semana, por trilhos, por Lisboa e em jardins para fazer os treinos de potência aeróbica - o treino intervalado. Rotinas de reforço muscular e de flexibilidade também fazem parte do meu dia-a-dia. Tenho-me sentido super bem e cada vez mais forte. Já nem tenho ido ao ginásio, pois faço os treinos de reforço muscular na rua e os treinos de flexibilidade em casa inserindo os exercícios na minha sequência diária de yoga.

 

Por semana, tenho corrido cinco vezes, sendo que esta semana e a anterior, um dia de corrida for substituído por uma voltinha de bicicleta. Usar a bicicleta no âmbito desportivo para mim é novidade. Para mim, a bicicleta sempre foi um meio de transporte. Como neste plano de treinos, a bicicleta é mais no sentido de recuperação ativa, tenho podido usar a minha querida bicicleta (que tenho há 18 anos e não é de estrada) para fazer uns quilómetros.

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 Correr em Sintra é todos os fins-de-semana!

 

Os treinos de trilhos são muito importantes e têm sido, desde sempre, a parte mais desafiante para mim, por limitações de tempo. Havia uma altura em que só corria nos trilhos em provas, e só treinava em estrada. Felizmente, agora estou mais disciplinada e motivada e, uma vez por semana, às quartas às 7 da manhã, tenho ido correr uma horinha em Monsanto com pessoal amigo. Aos fins-de-semana, pelo menos uma manhã passo na serra. Fui várias vezes a Sintra e até à Arrábida. Esta semana a serra será outra: vou participar no Trail de Montejunto. É uma prova, mas vou em modo treino, é claro (não que isso seja muito diferente do meu modo competitivo ehehe).

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 Os treinos em Monsanto às 7 da manhã já são um vício!

 

O meu feedback até agora sobre o treino com a beAPT é muito positivo. Os meus níveis de motivação estão em altas. Não deixo escapar nem um treino! O treino com base na frequência cardíaca também tem sido uma experiência interessante de autoconhecimento e controlo.

 

No que toca à nutrição, tenho seguido as dicas da minha amiga nutricionista Ana Sofia Guerra e já sinto o corpo mais tonificado e até já consegui perder alguns dos quilinhos a mais que levei comigo desde a minha aventura na Tailândia.

 

Para a semana partilho como correu a prova na Serra do Montejunto e em breve quero partilhar contigo um pouco sobre a minha experiência sobre os treinos com base na frequência cardíaca e quais os benefícios deste tipo de treinos.

 

Boas corridas!

Vou participar no Estrela Grande Trail e vou ter ajuda!

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No final de Maio vou participar no Estrela Grande Trail. O ano passado também já tive a oportunidade de correr na bela Serra da Estrela, num evento de excelência organizado pelo Armando Teixeira, um dos meus ídolos do trail running nacional.

 

Sabiam que o Armando Teixeira foi treinado por alguém para chegar onde chegou? Sim, o Armando, e muitos outros atletas de trail running de referência em Portugal, foram treinados por um senhor chamado Paulo Pires.

 

Pessoalmente, como nunca ambicionei fazer pódios ou grandes tempos, nunca ponderei contratar um treinador. Entretanto, à minha volta, parece que cada vez mais pessoas que optam pelo treino acompanhado. O Tiago escreveu um excelente artigo sobre os benefícios de ter um treinador. Então pensei que a minha participação no Estrela Grande Trail deste ano merecia um apoiozinho, pois é uma prova muito desafiante em termos de tecnicidade e altimetria.

 

Foi pelo Pedro Luiz que conheci o Paulo Pires, um treinador de UltraDistâncias, UltraTrail, Triatlo, Maratonas. Paulo é licenciado em Desporto e Educação Física pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, FADEUP, na opção de Desporto de Alto Rendimento. Além disso, é mestre em Gestão Desportiva pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, FADEUP. Paulo é professor de Educação Física/Desporto e praticou várias modalidadescomo atleta, monitor, e/ou treinador: Atletismo, Natação, Polo-Aquático, Canoagem, Badminton, Montanhismo/Alpinismo.

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Será que vamos apanhar neve no EGT deste ano? 

 

Vamos conhecer um pouco melhor que é o Paulo Pires e como será o meu programa de treinos?

 

Paulo, Há quanto tempo és treinador?
Eu sou treinador desde que terminei o curso da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Estive muito anos ligado à Natação de Competição e há 9 anos que segui o caminho de “TREINADOR” de ultradistâncias em montanha, desafiado pelo Carlos Sá e Carlos Peixoto. Depois Comecei também a trabalhar com o Armando Teixeira, Natércia Silvestre, Leonardo Diogo… e do nosso trabalho começaram a surgir muito bons desempenhos em provas internacionais de referência. Colocamos o ultratrailrunning português no mapa internacional. Com os nossos bons resultados comecei a ser solicitado para orientar para mais atletas portugueses e estrangeiros. Dessa procura surgiu a necessidade de criar plataforma de treino “beAPT”, sistematizando o trabalho que vínhamos fazendo com a Armada Portuguesa do Trail.

 

Quais as modalidades em que gostas mais de ser treinador?
Eu gosto do desafio das ultradistâncias pela planeamento estratégico que envolvem. Pelos riscos que temos que assumir. Mas realizo-me principalmente, a ajudar os meus ultrarunners a concretizar os seus desafios. Sejam eles sedentários que resolveram mudar de vida e começar a treinar ou atletas de referência mundial a participar nos desafios mais competitivos. Contudo, até ao momento, há um conjunto de desafios que me marcaram pelas dificuldades que implicaram e pelas emoções que vivemos juntos:

  • o 1º UTMB (2011) com o Armando Teixeira e Carlos Sá.
  • Colocar 2 portugueses na Ronda dels Cims no top10 (Armando Teixeira e Claudio Quelhas).
  • Record de ascensão do Aconcágua com o Carlos Sá.
  • Em 2015 em 11 ultratrailrunners dos nossos presentes no circuito do UTMB (occ, tds, ccc, utmb), todos foram finishers.
  • Haver um sentimento de identidade e de pertença à APT que nos orgulha. Porque primeiro que os treinos, há uma filosofia de vida que nos une.

 

Como funcionam os teus programas de treinos?
Os nossos treinos são desenvolvidos de acordo com uma metodologia própria, resultante de e investigação científica e de anos de uma saber de experiência feito como treinador e montanhista.

 

A quem se destinam os teus programas de treinos?
A nossa metodologia pode ser aplicada a um sedentário que resolve fazer actividade física para melhorar a sáude e perder peso ou a para atletas que buscam rendimentos e desempenhos superiores.

 

Como se diferenciam os teus programas de treinos dos outros que existem no mercado?
A nossa plataforma de treinos (www.beapt.pt) permite prescrever treinos individualizados de acordo com o perfil biométricos do atleta em função do seu objectivo/desafio e nível de rendimento. Os treinos de base aeróbia são acompanhados com um plano de trabalho de reforço muscular (força) e flexibilidade.
Para trabalhar connosco é necessário realiazar/aprensentar um conjunto de exames médicos que atestam da capacidade funcional da pessoa para o nível de treino a que se propõe. Temos também uma preocupação constante na longevidade e saúde dos nossos atletas. Disponibilizamos também um conjunto de serviços complementares na área da medicina desportiva, nutrição e avaliação fisiológica.

 

Nas próximas semanas irei partilhar convosco, uma vez por semana, como está a ser a minha experiência rumo ao Estrela Grande Trail com o programa beAPT Se tiverem alguma dúvida em relação aos programas de treino do Paulo, não hesitem em contactá-lo a ele ou a mim :)

A importância da consciência corporal na corrida

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Ultimamente tenho me sentido bem. Forte, rápida e resistente. E se me perguntam como obtive este resultado, a resposta é relativamente simples: melhorei a minha consciência corporal. Tanto em provas pequenas como ultramaratonas, tanto nos trilhos como na estrada, tenho-me vindo a superar a cada prova. Embora eu não seja uma pessoa particularmente competitiva, sabe bem sentir esta evolução e, de vez em quando, subir a um pódio! Além disso, tenho corrido sem lesões e a recuperação depois de treinos e provas mais puxados tem sido mais fácil do que o habitual.
 
Tenho procurado várias formas de conhecer melhor o meu corpo e assim construir uma versão melhor dele. Estas duas formas são o yoga e os treinos funcionais com Personal Trainer (PT). 
 
Partilho então como é que estas duas modalidades me têm ajudado a melhorar o meu desempenho na corrida e também o meu bem-estar no dia-a-dia.
 

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Yoga e Corrida
 
Já aqui confessei que sou do yoga e acredito nos seus benefícios enquanto atleta (e não só, claro). Há tempos até organizámos um workshop sobre Yoga para Runners onde, depois de uma introdução teórica, houve uma parte prática de posturas de yoga, orientado às necessidades do corredor. O Filipe Gil resumiu esta fantástica tarde, que em breve se há de repetir.

Os benefícios do yoga para corredores são inúmeros e já foram partilhados pelo professor de yoga e atleta Luís Matias Marques. Na minha perspetiva, o yoga tem-me ajudado no âmbito da corrida na medida em que me ensinou a respirar de forma mais completa, a relaxar, a aumentar a concentração, a fortalecer e alongar o corpo e aumentar os níveis de energia ao longo do dia. Os benefícios são muitos e todos eles são importantes para quem corre, mas eu considero o fortalecimento da  musculatura, a melhoria nos sistemas cardio-vascular e respiratório e o aumento da flexibilidade e o equilíbrio essenciais.
 
Na vertente mental, o yoga tem-me dado mais confiança e concentração para acreditar que consigo manter determinado ritmo nos últimos metros (ou quilómetros) de uma prova. Sinto que ganhei uma força mental e mais determinação. Conheço melhor o meu corpo, confio nele e puxo por ele na medida certa.
 
Em termos práticos, o yoga é fácil de incluir no quotidiano. Eu tento assistir a pelo menos uma aula de yoga no ginásio durante a semana, e praticar (quase) todos os dias em casa durante meia hora. 
 

 

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Treino funcional acompanhado e Corrida
 
Já há 4 meses que estou a ser acompanhada no meu treino funcional (fogo, o tempo voa!). Às quartas-feiras, a PT Natacha Barata tem-me acompanhado num treino direcionado ao re-equilíbrio da minha postura e melhoria do meu movimento. Já vos tenho falado sobre o tipo de treino que fazemos, nomeadamente a libertação miofascial com bola e rolo e exercícios orientados à melhoria da estabilidade do tronco reforçando a musculatura do core.
 
Depois da avaliação completa (avaliação postural e do movimento funcional) feita inicialmente e do acompanhamento próximo ao longo destes 4 meses, conheço o meu corpo de um forma que acho que quase ninguém "se conhece". Sabia lá que sofro de "amnésia do glúteo" - tendencialmente vou buscar a força aos músculos da parte de trás da coxa que estão mais desenvolvidos, em exercícios onde seria mais indicado recorrer ao glúteo. Assim, não uso eficientemente a força e o poder dos glúteos. Na verdade, a corrida provocou em mim um aumneto de tensão nos flexores da perna o que tem vindo a limitar a minha mobilidade. 
 
No início do ano, nunca tinha ouvido falar nestas coisas e nunca sonhara sofrer delas. Agora que o sei, reconheço cada uma destas situações (e é certo que haverá mais) e tenho cuidado para tentar corrigi-las. Os treinos com a Natacha passam por exercícios para mitigar as restrições mencionadas anteriormente, reforçando e ativando determinados músculos e trabalhando a mobilidade de outros. Aumentei a minha consciência corporal no quotidiano (postura ao realizar as tarefas) e na corrida (postura: corpo longo, peito para frente, contrair o core). Para além disso, sinto-me mais forte fisicamente, o que também me dá mais confiança nas provas.
 
O meu objetivo aqui era partilhar o que é a consciência corporal, como trabalhá-la e qual a sua importância na corrida. E vocês, têm consciência corporal?

Treinos barefoot para a correção e estimulação do pé

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Tal como têm visto na página de facebook do Correr na Cidade, tenho tido o privilégio de ser acompanhada pela PT Natacha Barata. A Natacha, após a realização de uma Avaliação Funcional do Movimento exaustiva, desenhou um plano de treinos para as minhas necessidades e ambições. 

 

Os treinos acompanhados têm passado por circuitos dirigidos para o aumento da estabilidade da bacia e da tíbio-társica e tronco, reforçando a musculatura estabilizadora do tronco. Desafiamos a instabilidade, a assimetria de pesos e o trabalho de reforço muscular principalmente dos membros inferiores utilizando vários planos de movimento (porque é importante explorar os treino em movimento tridimensional). Normalmente utilizamos várias ferramentas funcionais como o Bosu,TRX, Kettlebell, Bola Suíça, Escadas de Agilidade e o Rolo

 

Se têm visto as fotos dos treinos, provavelmente repararam que tenho treinado descalça. Porquê? Para a correção e estimulação da musculatura e articulações do pé.

 

Hoje, a Natacha esclarece o porquê da importância da correção e estimulação da musculatura e articulações do pé.

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Por Natacha Barata:

 

Grande parte das lesões na corrida, acontecem ao nível dos pés, joelhos e região lombar. Este tipo de lesões está relacionado com o nível de estabilidade e controlo do movimento na sequência das forças de impacto e a transferência de energia pelo corpo.

 

O pé é o único ponto de contacto entre o corpo e o chão, desta forma, e recorrendo à ideia de calçado minimalista ou mesmo descalço, percebemos a poderosa estimulação da musculatura intrínseca do pé. Esta estrutura neuromuscular complexa é o elo crítico para uma boa estabilidade proximal e mobilidade distal. 

 

A Bo iniciou este trabalho de “barefoot” com o objectivo de melhorar a posição do seu pé, levando a um melhor alinhamento dos membros inferiores com a bacia e consequentemente a uma maior eficiência dos padrões de ativação muscular. Desta forma, criamos mais estabilidade na bacia, prevenindo lesões nos joelhos e lombar e a criação de “power” para poder correr mais rápido.

 

Um dos exercícios que a Bo faz é “short foot”. Este exercício da musculatura intrínseca dos pés (nomeadamente abductor do Halux), eleva a ativação do glúteo, estabilização e força do corpo a outro nível. Nunca ouviu falar do exercício “short foot”? É dos exercícios mais simples que há para ajudar a potenciar a contração dos seus glúteos e consequentemente a melhorar a estabilização do seu corpo.

 

É recomendável enfocar um pé de cada vez, mas também se pode realizar o exercício nos dois pés em simultâneo. Basicamente, o exercício de “short foot” consiste em numa posição de pé. De pé, separe um pouco os pés. O queixo deve estar apontado levemente para baixo, com seus braços relaxados ao seu lado. Relaxe também os seus ombros. O exercício é realizado com o corpo todo firme, enfocando a parte do pé. O pé está descalço (obviamente) e o peso do corpo está igualmente distribuído pela planta dos dois pés. Tente separar todos os dedos do pé, garantindo que todos têm contacto com o chão. Agora, foque-se nos seus dedos grandes. Empurre-os contra o chão permitindo ao arco do pé subir. Em simultâneo, contraia a zona abdominal. Mantenha esta pressão durante cerca de 10 segundos, relaxe, e repita cinco vezes.

 

Três grandes razões para realizar o exercício de “short foot”:

 

  1. Leva a uma activação conjunta dos músculos mais profundos da bacia e pélvis, permitindo a centralização da articulação da coxa-fumural e um maior envolvimento do trabalho do glúteo – para fortalecer os glúteos, precisamos de ter uma bacia estável.
  2. Favorece um momento de inversão do pé (articulação subtalar), que impulsiona a rotação externa da coxa levando a um maior trabalho do glúteo durante o movimento – para libertar mais energia potencial durante a corrida, precisamos de otimizar os momentos de rotação na coxa.
  3. Tudo está integrado e o nosso pé é o principal fundamento para a nossa postura e movimento (cadeia fechada). Para um movimento mais eficiente, precisamos de manter a tensão no corpo e estabilidade lombar e pélvica – para correr mais e melhor precisamos de estimular os músculos dos pés.

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Mais informações em:

Facebook da PT Natacha Barata

Evidence Based Fitness Academy - especialistas em treinos barefoot.

 

No próximo artigo com a Natacha iremos abordar o tema da libertação fascial.

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